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As Lapas Não Comem Sapos

2 Dezembro, 2016

Confesso que inicialmente sempre pensei que esta aliança do PCP e BE com os socialistas, iria durar pouco. Isto porque, como é lógico, pelo radicalismo destes, via grandes dificuldades no entendimento uma vez que defendem políticas diferentes. Porém, o tempo mostrou que estão aí para durar. Começou-se então a dizer que eles andavam a comer sapos. Mas a realidade é bem outra. Eles afinal, são lapas e as lapas não comem sapos. Acoplam-se. E estas saciam-se de poder.

É este o verdadeiro segredo deste sucesso governativo que até ao Costa surpreendeu. Quando tudo apontava para grandes dificuldades e possíveis ruptura, eis que as “blocas” e Jerónimo estão de pedra e cal no poder, sem sinais de mossa. Berram, criticam, ameaçam, mas tudo show-off. Tudo discurso dirigido aos seus eleitores que tratam como iletrados incapazes de fazer uma análise lúcida do que realmente estão no Parlamento a fazer. Enganar.

Eles não são peixe nem carne. Por isso, agora no poder, já deixaram cair os ideais que os definiam.   Aceitam toda a austeridade que Costa cria. Enaltecem o governo no cumprimento do défice imposto por Bruxelas. Assinaram aumentos de impostos no OE2016 e OE2017. Não se enojam com aumento das subvenções vitalícias,  com a isenção do IMI para partidos, o chumbo do imposto sobre fortunas e enriquecimento ilícito. Não se importam com despedimentos de cerca de 2500 funcionários da CGD. Não se escandalizam com o fim de tectos para salários de administradores. Não se revoltam com quase 4 mil milhões de impostos para recapitalização de um banco. Não exigem demissões por via da novela da CGD, nem da Galpgate, muito menos pelos falsos doutores que proliferam neste governo. Nada.

Porque as lapas acoplam-se. Agarram-se com força ao seu “hospedeiro” para não cair. E quanto mais as tentam descolar, mais elas se agarram. O poder fascina-os. E vale tudo para não o perder.

Hoje o objectivo tornou-se muito claro: aguentar, com todas as adversidades para ter tempo de fazer a revolução silenciosa que nos levará a uma sociedade marxista. E essa revolução, quer queiramos, quer não, já se iniciou. E tal como as lapas que só de faca saem das rochas, esta gente, agora, só sai à força porque nada do que vier a ser aprovado pelo Costa as demove a desistir.

São lapas e as lapas acoplam-se até morrer.

Deixem-se de conversa fiada

1 Dezembro, 2016

o reforço da contratação colectiva quer tão só dizer reforço do poder das direcções sindicais, esse poder que não é escrutinado e votado por uma escassa minoria mas a quem se dá e reforça o monopólio da negociação. : No que governo, BE e PCP parecem convergir é na valorização da contratação coletiva como mecanismo de reforço dos direitos dos trabalhadores e de melhoria das suas condições de trabalho. No Orçamento do Estado para 2017, aprovado na terça-feira no Parlamento – e que agora entra na fase de redação final -, começa-se a repor os efeitos dos acordos coletivos de trabalho – mas cingido às empresas do setor empresarial do Estado.

Visita de Castro II ensombrada por protestos do BE

30 Novembro, 2016

Os deputados do Bloco de Esquerda não participaram na sessão de cumprimentos protocolares com o chefe de estado cubano «fiéis também à não valorização das relações de poder com base em relações de sangue e não em actos democráticos» (*)

Somos Governados por Comunistas

30 Novembro, 2016

Longe vai o tempo em  que o socialismo por cá era democrático e moderado. Com a entrada burlesca do “carismático” Costa, aderimos  silenciosamente ao comunismo. É claro que ele nunca o disse abertamente mas convenhamos, quem dá a mão a comunistas para fazer uma aliança, se não concordar com essa doutrina? É por demais evidente que Costa é mais comunista que socialista e não precisou de concluir um ano de governação para que fosse iniciada a revolução pacífica que nos levará a essa mudança completa. Confuso? Acha que exagero? Vamos lá então tirar a prova dos nove. Ler mais…

Os espanhóis não sabem dos tubos dorsais do Bloco de Esquerda

30 Novembro, 2016

Povos dos territórios espanhóis,

Venho, por este meio, apresentar uma justificação para o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda não se ter levantado em respeito ao vosso ilustre Rei. Não foi falta de educação nem muito menos uma tomada de posição política pelo regime republicano de afectos e selfies: é apenas uma característica das pessoas do Bloco de Esquerda que, com o tempo, os portugueses aprenderam a apreciar e que, decerto, também apreciaríeis, caríssimos vizinhos, caso tivésseis que privar com um destes espécimes debaixo das vossas pontes ou nas soleiras das vossas entradas nas noites frias de Inverno. Passo a explicar.

As pessoas do Bloco de Esquerda têm uma limitação física decorrente do muro de granito que separa os dois hemisférios cerebrais. Este muro, por sinal, chega a constituir 80% da massa corporal em indivíduos que padecem da doença. A ciência, por muito que avance, não consegue resolver este problema: coisas mais simples, como explicar um Adão e Silva a andar na rua sem que lhe atirem com os baldes de detritos das cavalariças que acabou de limpar, continuam envoltas em densos mistérios. Acrescendo à separação dos hemisférios cerebrais, xs bloquistxs (membros da Bloca e/ou Bloco e/ou Outro de Esquerda) não possuem espinha dorsal. Nesta área, sim, os desenvolvimentos tecnológicos permitiram a estes doentes uma vida mais normal e enquadrada com os rituais da sociedade. Graças a um grosso tubo afunilado na ponta e dotado de rosca em espiral de confortáveis toros que tarraxam pelo recto, conseguem manter uma postura hirta, quer na tradicional posição levantada de um Ferro Rodrigues a olhar para um palácio, quer na posição sentada de um Louçã a dar aos remos no barquinho. Porém, a transição entre essas duas posições não é instantânea, obrigando a uma ligeira torção do tubo que alivie a pressão na zona cervical. É este o motivo pelo qual não se levantam quando tal é sugerido pelo protocolo ou pelos rudimentos de boas maneiras que qualquer mãe não-drogada em metanfetamina ensina aos filhos. A opção para se levantarem, um pouco depois dos outros, implicaria o ajuste do tubo, só possível através de um enfiamento da mão pelo interior das calças, algo que poderíeis interpretar como falta de respeito, daí não ter sido efectuada a manobra, por puro respeito.

Antes que a polémica cresça, achei por bem que vos prestasse estes esclarecimentos. Agora que tudo está esclarecido, vamos todos esquecer este terrível incidente: estas pessoas já sofrem que chegue.

Os atolambados

30 Novembro, 2016

CGD. PSD propõe quotas de género

Alguns votos de pesar

30 Novembro, 2016

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Pela sua vida dedicada ao combate da opressão capitalista, do consumismo sem alma e da exploração moral através do hedonismo e da gratificação materialista, o Parlamento Português expressa este voto de pesar pelo falecimento de Osama bin Laden.


A dedicação ao superior interesse do colectivo, ao seu bem-estar, e a libertação do seu povo das amarras que prendem os Homens ao materialismo desenfreado e ao entretenimento vulgar que causa doenças e deforma a estrita moral do Ser Humano, levam o Parlamento Português a expressar este sentido voto de pesar pelo falecimento provocado pelas mãos da tirania do nosso sempre camarada Nicolae Ceaușescu.


Pela traição da nobre causa da emancipação do povo mundial, pela vilania demonstrada na rejeição dos anos providenciados pelo Estado para a sua reeducação nas prisões de Praga, pelo seu passado burguês e pela subversão política do projecto de unificação da vontade popular pelo socialismo, o Parlamento Português rejeita expressar pesar pela morte de Václav Havel, um verme dos esgotos da Terra.


É com a consternação de quem perde um pai, um companheiro de luta moral, espiritual e psíquica, que o Parlamento Português expressa um sentido e doloroso voto de pesar pela passagem à eternidade tão precoce de Enver Hoxha, líder incontestado dos albaneses e luz do mundo.


Pela enorme perda de uma esperança para África, de um homem que se converteu às evidências do socialismo popular e pelas inovações gastronómicas na luta política pelo seu povo, é com enorme tristeza que o Parlamento Português expressa o seu sentido pesar pelo falecimento de Idi Amin Dada.