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Recapitulando

16 Janeiro, 2017

O Passos devia assinar a baixa da TSU para que o PS possa governar à esquerda?

A florescente indústria dos “ismos” e das fobias

16 Janeiro, 2017

Sem darmos por isso os activismos de combate a isto e àquilo tornaram-se em polícias e juízes em causa própria. As mais neutras e sensatas declarações podem desencadear a sua corrida para os tribunais. Como aquelas polícias que ficam com os proventos das multas também os activistas e as inúmeras ONGs, plataformas e associações em que se multiplicam para parecerem mais tornaram a caça a quem não pensa como eles numa actividade económica e politicamente rentável.

Lembrando o óbvio

15 Janeiro, 2017

MANUEL VILLAVERDE CABRAL: Se o Governo não fosse uma geringonça, a esta hora era António Costa quem exigiria ao PCP e ao BE que deixassem passar a alteração da TSU. (…) António Costa e o PS devem reflectir seriamente sobre os aliados de que se rodearam, pois se estes não cedem desta vez, o melhor é o Governo preparar-se para uma nova crise da dívida, com tudo o que se seguirá e em que é melhor não pensar.

E depois da TSU virá o momento da coisa que não se pode chamar memorando e que o BE e o PCP não vão querer assinar

15 Janeiro, 2017

e que o dr. Marques Mendes, o dr Rio, a dra Manuela, o dr Marcelo… acharão que Passos tem de assinar para que Costa possa governar.

“monumental tiro no pé”

15 Janeiro, 2017

Começou a queda do PS. O dr Marques Mendes já anunciou que Passos deu “monumental tiro no pé”, Manuela Ferreira Leite declarou que Passos devia estar calado, Rui Rio está a caminho da liderança do PSD, Rangel diz que sim mas tamb+em não, Marcelo declara-se furioso com Passos. Ora como se sabe quando estas cabeças coincidem deste modo  no “monumental tiro no pé” dado pelo Passos este ganha as eleições. Foi assim em 2011 e foi assim em 2015. Tudo indica que voltámos aos tempos do “monumental tiro no pé”

aguenta-te, passos

15 Janeiro, 2017
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sc3a1-carneiro2Aqueles que por aqui andam há mais tempo, ou têm memória histórica, lembrar-se-ão que Francisco Sá Carneiro, que hoje é um consenso nacional, foi, até ao dia em que ganhou eleições legislativas com a AD, objecto de todas as críticas no partido que fundou e que hoje é presidido por Pedro Passos Coelho. Em pouco mais de cinco anos, aqueles que teve de vida com o seu PPD-PSD, Sá Carneiro colidiu com Emídio Guerreiro, Sousa Franco, Magalhães Mota, Mota Pinto, com os “Inadiáveis” (Francisco Pinto Balsemão escapou por pouco…), com Ramalho Eanes, o Presidente da República que ele escolhera como candidato. O que se dizia dele é que era «conflituoso», «inconstante», «imprevisível», «teimoso» e, sobretudo, «bom na oposição, mas, provavelmente, péssimo na chefia do governo». Quando chegou ao governo e chocou, de frente, com um Presidente da República que não o deixava governar, logo, pelo PSD, se soltaram vozes que diziam que Sá Carneiro era «excessivo» e que Eanes é que tinha razão, que era necessário «colaborar» com a presidência e com o presidente! E no dia em que morreu, muita gente terá ficado aliviada: no fim de contas, o que seria do partido e do governo no dia seguinte à derrota presidencial? Sá Carneiro anunciara que deixaria o governo se Eanes ganhasse a presidência. Insistiu num candidato – Soares Carneiro – que alguns criticaram abertamente e muitos mais em surdina. Assim, malgrado a tragédia, as coisas retomaram a sua ordem normal. Não era disso que, afinal, todos precisávamos? Não é de normalidade que todos hoje precisamos? O que interessa se Sá Carneiro podia ter razão? De que interessa se Passos Coelho pode ter razão? Afinal, ontem como hoje, o governo não governa? As instituições não instituem? O Presidente não anda sorridente? Os chatos, os inconvenientes, os insatisfeitos servem para quê? Num país monotamente situacionista, de respeitinho venerando e rasteiro, de submissos ao poder, a qualquer poder, quem foge à norma, não serve, não presta, está a mais. Afinal de contas, todos temos de concordar com a nacionalização (temporaríssima) do Novo Banco. E quem não concordar não é bom português, não é bom patriota. Não é assim, Dr. Rio? Não é assim, Dr. Rangel?

 

“tentativa desesperada de imigração ilegal” com documentos válidos para circulação?

14 Janeiro, 2017

«Os dois argelinos que ontem fugiram de Aeroporto de Lisboa já foram sujeitos a interrogatório judicial, um deles irá ser expulso do país, mas o outro vai permanecer porque tem documentação válida para circular no espaço europeu

Primeiro os argelinos coitados estavam tão desesperados para ficar em Portugal que, coitados, desataram a fugir na pista do aeroporto. Depois, certamente tiveram uma epifania e acreditaram que se fossem para a estação do Oriente já estariam na sua Argélia natal, o que não deixa de ser verdade pois a estação parece concebida para funcionar algures no norte de África.

Detidos os argelinos na estação do Oriente – era castigo suficiente obrigá-los a utilizá-la durante uma semana – ficámos a saber que um dos candidatos  à “tentativa desesperada de imigração ilegal”, no dizer do nosso Governo, afinal tem documentação válida para circular no espaço europeu. Não só causa espanto que um homem com tal documentação desate a fugir numa pista de aeroporto como ainda que apesar de o ter feito a documentação não deixe de ser válida. Algo não bate certo nesta história.