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critérios para a decisão de voto

14 Janeiro, 2019
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Não rejeitar a herança de Pedro Passos Coelho, por isto se entendendo o meritório trabalho que fez à frente do governo de Portugal e aqueles que com ele estiveram, como se fossem leprosos.

Excluir todos quantos votam ao lado do Bloco de Esquerda em questões tão importantes como as que violam desnecessariamente o direito ao sigilo bancário em favor do fisco.

Por hoje, é isto.

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Rui Rio e as Europeias

14 Janeiro, 2019

rio

Com o desafio de Luis Montenegro parece que Rui Rio teve um sobressalto de ânimo.

Porém, depois de um ano encostado a António Costa (passe o pleonasmo) e com um discurso político alinhado com a narrativa da Esquerda, caso a reunião do Conselho Nacional do PSD lhe seja favorável, conviria que o presidente desta agremiação se comprometesse a lutar pela vitória nas eleições para o Parlamento Europeu e, no mínimo, a ter um resultado próprio de um partido grande.

É natural que a Direita sociológica (incluindo abstencionistas) se reparta em votos também pelo CDS, Iniciativa Liberal e Aliança, nestes últimos aproveitando o factor de novidade da IL e a empatia pessoal com Santana Lopes. No entanto, cabe a Rui Rio afirmar o PSD como o partido largamente maioritário e de referência neste espaço político.

Apesar de as eleições serem europeias, o voto do eleitorado de Direita certamente irá sinalizar se a estratégia de Rui Rio é ou não a mais acertada e eficaz para combater a geringonça. É isto que os não-socialistas terão em mente quando estiverem perante as urnas.

O sentido de urgência que a Direita tem em se libertar da frente de esquerda não se compagina com a espera pelas Legislativas para ser esse o momento de confirmação ou substituição dos protagonistas partidários.

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Em resumo

13 Janeiro, 2019

Portanto pode mudar-se de sexo ( até se aprova legislação para que essa mudança seja decidida o mais rapidamente possível a partir da ponderada idade dos 16 anos) mas um homossexual não pode querer deixar de ser homossexual? Ou tão só falar sobre essa circunstância da sua vida ? Não estou a discutir se essa opção – querer deixar de ser homossexual – faz sentido mas há algo de esquizofrénico na discussão em torno  deste assunto.

À atenção dos jornalistas e seu sindicato: já repararam que há mais notícias no continente americano?

13 Janeiro, 2019

Nicarágua: os jornalistas Lucía Pineda Ubau e Miguel Mora foram presos.  Jornais como La Prensa estão em risco de deixar de ser publicados porque a sautoridades retẽm o papel que encomendam.

Portanto vamos fazer assim: todos os dias, logo pela manhã, despacham a notícia obrigatória sobre “o muro do Trump” que por sinal começou a ser construído muito antes do Trump e em seguida dedicam cinco minutos a tentar perceber o que está a acontecer naquele continente.

Os sem palavras

13 Janeiro, 2019

As empresas deixaram de falir e passaram a estar em reestruturação de serviços e os idosos que já não eram velhos passaram a terceira idade… Tornámo-nos uma sociedade em que nada é dito directamente. Falamos por rodeios. Somos os perifrásticos. E que símbolo melhor temos destes tempos de perífrase do que esse PSD enquanto partido de “não esquerda” que também “não quer o rótulo da direita”?

Há coincidências do coiso

12 Janeiro, 2019

O presidente da república quis falar com o líder de um partido no dia em que uma pessoa desse partido o desafiou a eleições para aferir a vontade que os militantes têm para que se mantenha líder.

Isto faz-me lembrar uma história que aconteceu comigo esta sexta-feira, quando o Quim decidiu convocar uma assembleia de condóminos para disputar a minha impecável administração do mesmo. Estava eu a ponderar sobre aquela convocatória, atónito por alguém insistir na ideia peregrina de que as luzes da escadaria deviam funcionar quando se carrega no botão, tentando ganhar tempo para poder reagir adequadamente dado o meu treino como ex-campeão de malho da freguesia, eis que recebi o telefonema. Era a Cristina Ferreira.

Encontramo-nos para uma conversa sobre crustáceos e milho trangénico num antigo hotel portuense que agora é um Airbnb de uma senhora que já foi fadista (ou assim) nas Galinheiras. À saída, exibindo o meu diploma de malhador, disse às palettes de jornalistas, e passo a citar: “claro que vou falar sobre esta questão; não posso fingir que não se passou nada”. Depois saí e fui para casa fingir que não se passou nada.

Cheguei a casa e soube que o Quim tinha pedido uma audiência à Cristina. Vou passar o resto do fim-de-semana preocupado.

Oh Catarina! O Estado não dá lucro!

12 Janeiro, 2019

Catarina Martins e Marisa Matias, duas “mentes raras” do partido de extrema esquerda portuguesa, o Bloco de Esquerda, saíram-se com uma pérola digna de registo. Num vídeo (veja aqui) Marisa conseguiu em 1:19 min dizer uma mão cheia de mentiras sem se rir.  Espectacular! Explicou aos idiotas que a querem ouvir que o Tratado Orçamental assinado em 2012 pelo anterior executivo é o responsável pela austeridade que se vive em Portugal retirando rendimentos às famílias e que Portugal tem lucro de 6 mil milhões de euros mas que por causa da dívida terá de entregar às instituições  financeiras 8 mil milhões que fazem falta ao país. Finaliza  dizendo que a austeridade não é solução e por isso se vai opor a que o tratado orçamental seja lei europeia.  Excitada com esta intervenção “brilhante” da camarada, Catarina escreveu este “magnífico” e elucidativo tweet: “”Como a Marisa explica, “um segredo bem escondido é que Portugal dá lucro. O excedente primário do OE será de 6 mil milhões de euros mas devido ao serviço da dívida, mais de 8 mil milhões será canalizados para o sistema financeiro. Pouco menos do que investimos no SNS”. Uau! Batam palmas à estupidez estratosférica disto!

A primeira grande mentira do vídeo é que a austeridade nunca foi nem nunca será uma consequência do Tratado Orçamental de 2012. A  verdade  incontornável que por muito que os camaradas se contorcem jamais irão conseguir alterar é que, as severas medidas que os portugueses tiveram de suportar na carne com todas as consequências nefastas para as suas vidas pessoais e empresas, foi consequência da irresponsabilidade criminosa de um ex governante e seus lacaios que sob uma impunidade total, desbarataram biliões de recursos financeiros do país com negócios ruinosos e desvios para offshores,  deixando-o em falência técnica. Ainda no governo, esse  mesmo ex governante viu-se obrigado a estancar o “sangramento financeiro” impondo cortes salariais, cortes em reformas, cortes em subsídios, aumento de IVA e outros impostos. (Recorde esse precioso momento aqui). Portanto, a austeridade severa,  diga-se, terapia de choque de rigor orçamental, que tivemos de suportar foi consequência da bancarrota e não do tratado em si.

A segunda grande mentira é de que Portugal dá lucro. Ora se estupidez pagasse dívida soberana (quem dera), só com isto ficávamos superavit! Então desde quando é que um Estado tem capital próprio e com ele cria riqueza? É para rir? Bom, se era humor, foi bem conseguido porque na verdade o Estado gere os impostos que colecta das famílias e empresas. Esse dinheiro arrancado ao contribuinte e que é retirado ao seu orçamento, tenha ele excedentes ou não, é que enche os cofres do país. Esses impostos alimentam a máquina do Estado, que dá apenas despesa, para assegurar um determinado número de serviços. Até as empresas públicas que deveriam imperiosamente ter saldo positivo, só dão prejuízos elevados cuja factura é suportada pelos do costume: os cidadãos. O mais recente e vergonhoso caso  foi o da CGD com a  injecção de 5 mil milhões de euros de impostos!

A terceira grande mentira é sobre o excedente de 6 mil milhões  que a Catarinocas diz haver. O que se deve a fornecedores e outros credores nunca pode ser dissociado das contas finais. Se há dívidas elas entram no balanço e só depois se vê o saldo: é positivo, há excedente; é negativo há prejuízo. Mais: se Portugal recorreu a empréstimos foi porque não tinha liquidez. Se não tinha liquidez é porque tinha despesas mais altas que receitas e foi neste desequilíbrio financeiro que se deu o fenómeno a que já nos habituamos: falência. Afirmar que há excedentes com todos os pagamentos cativados que colocaram todas as instituições do Estado em crise financeira, e contínuos pedidos de empréstimos, é brincar com a nossa inteligência. Todos nós, por esta teoria, seríamos milionários se nos limitássemos a receber salário, pedir empréstimos bancários sem pagar uma única despesa.

Aprenda de uma vez que o Estado não é rico porque a riqueza é roubada ao cidadão que a produz. Que enquanto a empresa quanto maior for o lucro mais prospera e cresce, porque resulta de uma mais valia, o Estado quanto mais cresce maior é o confisco, maior é a asfixia económica e  menos prospera.   É um parasita que sem o confisco ao contribuinte não sobreviveria nem um dia.  Enquanto a empresa vive da aquisição voluntária dos seus produtos ou serviços pelo cliente, o Estado vive de roubo que destrói e mata toda a economia, ou seja, seus “clientes”. Exactamente o inverso das empresas.

Se houvesse realmente grandes  excedentes nas contas do Estado isso só  significaria que se estava a cobrar mais impostos do que os necessários.  E aí a redução da carga fiscal teria de ser ponderada. Porquê? Porque receita de impostos não é lucro.

São estas pessoas que além destas mentiras todas,  afirmam que a austeridade não é solução –  mas viabilizaram-na nos OE de Centeno –  se dizem estar preparados para governar.

Tenham medo. Muito muito medo.