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A propaganda nunca resiste à realidade

17 Outubro, 2017

ESte gráfico que tirei do facebook do Vítor Cunha mostra como é uma mistificação dizer que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Para nãi falar da patranha do “Depois deste ano, nada pode ficar como dantes” proferido pelo primeiro-ministro. Se voltássemos aos anos anteriores sendo que eles não foram bons já não era mau. O que tem de mudar em relação ao “dantes” é precisamente a incompetência do Governo. Na maior parte dos dias essa incompetência traduz-se numa uma vergonha inútil que se entretém com o teor do sal, os livros para meninos e as mudanças de sexo. Nos dias que sobram essa incompetência torna-se criminosa

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O problema dos incêndios não se resolve de um dia para o outro mas agrava-se. E muito

17 Outubro, 2017

Tenta-se agora dar a ideia que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Isso é uma ABSOLUTA MENTIRA.  Há anos que o número de mortos vinha a baixar. E as populações sempre tinham ficado a salvo: na verdade até 2017 os anos em que o número de mortos subia tal devia-se ao facto de  bombeiros terem sido apanhados pelo fogo ou sofrido acidentes.

Logo este ano não só é um caso absolutamente diferente pelo número de vítimas mortais mas tb porque os mortos são as populações que um ser dito humano diz serem pouco resilientes. Em conclusão, importa-se esse prodígio da irresponsabilidade que nos governa a par da oligarquia de interesses que sustenta esta artimanha governativa de explicar como é isto possível:

1985, 14 mortos – todos bombeiros/ operacionais

1986, 16 mortos –  13 dos quais bombeiros/operacionais.

2003, 21 mortos.

2005 , 16 mortos – 12 eram bombeiros

2006, 6 mortos – todos bombeiros

2010, 4 mortos  – 3 eram bombeiros

2011, 2 mortos – ambos bombeiros

2012, 6 mortos – 4 eram bombeiros

2013 , 9 mortos  – 8 eram bombeiros

2015, 2 mortos  – 1 era bombeiro

2016, 3 mortos

2017, 100 mortos

Ai agora? Agora é tarde

17 Outubro, 2017

Vejo algumas pessoas — não muitas, admito — admiradas com a postura de governantes perante uma tragédia que é, hoje e sempre, consequência directa das opções orçamentais e de organização do governo. Compreendo-os, mas não percebo onde querem chegar. É por terem morrido mais de 100 portugueses em incêndios por falta de evacuação atempada por parte de uma Protecção Civil que só serve para proteger a sua própria existência e consequente salariozinho mensal? É por surpresa que um governo que defende a barbaridade do regime venezuelano, onde já morreram bem mais de 100 por motivo idêntico — o de o regime não funcionar —, tenha como prioridade comprar eleições com aumentos salariais para o eleitor-alvo através do esvaziamento de orçamento para as áreas consensuais de acção do estado, como a segurança? É por os incêndios terem sido em regiões de pessoas que, coitadinhos, por viverem fora da corte merecem uma atençãozinha em forma de briochezinho? Ou será porque, ao indignarem-se, conseguem o milagre da ilusão de que o país ainda tem espaço para alguma decência e pode ser mais do que o feudo do Partido Socialista?

Apesar da imensa ternura da última hipótese, esta demonstra uma perspectiva ingénua. Devemos é dar graças ao deus laico pela fortuna que é podermos ser camponeses da Sagrada Igreja do Partido Socialista. Só aceitando o PS no nosso coração podemos livrar-nos do pecado original e de toda a culpa futura pelas pragas que ocorram, das bancarrotas aos mortos em incêndios. Engane-se quem pensa que o Céu é lá em cima e o Inferno lá em baixo: toda a gente de coração puro sabe que o Céu é do lado esquerdo e o Inferno do lado direito.

 

Espanha 1 – 0 Portugal

16 Outubro, 2017

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Alguém ajude o Costa

16 Outubro, 2017

Suponho que o actual primeiro-minsitro tenha amigos políticos e conselheiros. Alguém rapidamente lhe deite e mão e o ajude, sob pena de ele continuar de cabeça perdida a dizer e fazer asneiras que não apenas o envergonham, como comprometem seriamente o país.

Alguém que lhe diga que anunciar que na quarta-feira irá reunir com a associação de vítimas do incêndio de Pedrogão para dsicutir a reforma da floresta e o sistema de prevenção de incêndios deixa os cidadãos de boca aberta de espanto;

Alguém lhe diga que repetir muitas vezes num discurso ao povo a expressão «relatório de comissão independente» e «reforma da floresta» perante o número de 38 mortos, assusta bastante…;

Algúem lhe diga que afirmar  aos portugueses perante a tragédia de 100 mortos em dois dias de incêndios de que «estas coisas se irão certamente repetir» é completamente de loucos;

Alguém lhe diga que um dia terá de assumir a sua responsabilidade na negociação e contratação do SIRESP, sistema que é hoje objecto de chacota nacional, apesar de custar milhões aos contribuintes;

Alguém lhe diga que no dia a seguir a uma tragédia com 38 mortos, falar da futura revisão do Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, sem assumir que foi o  responsável político pela sua criação enquanto ministro em 2005, com os resultados que os portugueses comprovam pela televisão, não vai mesmo dar para esconder;

Alguém lhe diga que não pode continuar ignorar a sua responsabilidade por ter mudado todas as chefias de comandos da prevenção civil a meses do inicío da época de fogos, certamente decisão pouco sensata e com efeitos catastróficos como os relatórios já conhecidos comprovam;

Alguém lhe explique que todos sabem que a catástrofe vivida em dois dias de fogos não deriva do número de fogos (já houve semelhante), mas sim à centena de mortos, número sem paralelo em todo o mundo.

Alguém lhe explique que é o seu governo que governa, que é o seu governo que dirige as estruturas de prevenção, que é o seu governo que dirige as entidades de coordenação e combate a fogos, que é o seu governo que dirige as polícias e forças militarizadas, que é o seu governo que dirige todos os organismos responsabilizados por deficiência de planeamento e estrutrais que falharam;

Alguém lhe explique, porque já se percebeu que ele não entendeu e continua a fazer a triste figura que todos veêm;

Alguém lhe explique que já não consegue enganar ninguém;

Lembrem-se do Santana

16 Outubro, 2017

Se o Governo não fosse de esquerda discutia-se neste momento a sua queda não a demissão de uma ministra.

Isto vai ser assim

16 Outubro, 2017

Agora fazem de conta que nunca estiveram com o Sócrates. E o Sócrates esbraceja por aí que é tudo uma cabala.

Dentro de alguns anos vão de fazer de conta que foram críticos do governo de António Costa. António Costa vai dizer que este não era o seu governo. O PCP vai dizer que estava contra o governo porque apesar de o viabilizar este era de direita. O BE vai dizer que os incêndios aconteceram porque não foi possível avançar.