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Da falta de vergonha

18 Março, 2019

A Coreia do Norte não é uma democracia? “É uma opinião”, diz Jerónimo de Sousa
O secretário-geral do PCP recusou-se a classificar o regime de Kim-Jong-un: “Primeiro tínhamos de discutir o que é a democracia”, afirmou em entrevista ao Polígrafo

Jerónimo, democracia é o regime em que pessoas que vivem de dizer mal do regime são respeitadas pelo regime e, imagine, sustentadas por ele. É inacreditável, não é?

Como para o ano diz que que se vai reformar o camarada Jerónimo mais a bela reforma que este regime que abomina lhe paga (se entrega uma parte ao partido esse é uma opção que não nos diz respeito)  pode ir de férias para a Coreia do Norte. Não perca tempo. Ponha-se a caminho.

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Os meninos à roda da propaganda

18 Março, 2019

Sempre que uma nova causa nos é apresentada lá está ele: o jornalismo activista. (Obviamente também está Catarina Martins enquadrando a “nova luta” “num dia histórico” mas isso não é propriamente um assunto que valha a pena ser comentado, é mais o nosso fado.)  Em 2012 eram os tempos dos meninos da lágrima porque não havia dinheiro para bolachas, chorados em textos como “O menino que Gaspar não conhece”, publicado pelo Expresso em Novembro de 2012. Lembrei-me do “menino que Gaspar não conhece” quando esta semana li por essa imprensa fora os textos que noticiavam a dita greve climática, nomeadamente no mesmo Expresso uma espécie de panfleto intitulado “Trazem flores nos olhos para mudar o planeta“. Comecei a ler aquelas linhas que redimem José Jorge Letria daquela prosa em verso que levou muita gente a desistir do PREC e constatei que os meninos que não podiam comer bolachas em 2012 cresceram e agora querem salvar o planeta mesmo que para tal tenham de fechar fábricas, as de bolachas incluídas.

Déjà vu

17 Março, 2019

Costa_CML

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Educação sexual seria irem todos esfregarem-se na biblioteca

17 Março, 2019

De vez em quando, lá aparece a conversa da educação sexual nas escolas. Admito alguma apreensão quando vejo que um jornal como o Público precisa de declarações de um médico de 26 anos. Não é que a idade seja um posto, mas eu lembro-me de ter 26 anos e não confiaria em mim nessa altura para me aconselhar sobre fosse o que fosse. Já agora, na idade de enfartes e perda progressiva de visão, é o que é, mais dúvidas do que certezas.

Diz então o recém-formado médico, ainda sem especialidade, mas grande referência na matéria para o jornal Público que “temos uma tradição de punição e repressão da abordagem à sexualidade, que ainda tem grande peso, e que pode estar na base da opção de apresentar os tópicos que devem ser abordados de uma forma muito vaga”. Estou a presumir, com algum grau de certeza, que é alguém que saiu do armário há pouco tempo.

Como se pode, então, ser específico, fugir a essa forma vaga de abordar os temas? Um manual de instruções? “Inserir pénis erecto em vagina previamente humedecida por actividade de aquecimento, como 10 minutos de trampolim com o professor de educação física”?

Desde quando ficamos estúpidos? Verdadeiramente estúpidos, ao ponto de aceitarmos disciplinas como “cidadania” ou “educação sexual”? Porque é que a disciplina de desporto se chama “educação física”? Porque é que ética se chama “educação moral”? Porque é que arte e estética se chama “educação visual”? Porque é que artes e ofícios se chama “educação tecnológica”?

Quanto à parte sexual, eu quero é que a escola deixe os meus filhos em paz, que a Playboy deixe de ser palerminha e que os quartos tenham uma porta que feche por dentro. Não há educação sexual: há vida sexual. Não há-de ser a escola ou um indivíduo de 26 anos que nos há-de ensinar a viver.

O socialismo polui!

16 Março, 2019

A gazeta às aulas de ontem por parte de um conjunto de jovens lobotomizados mereceu aplauso de variadíssimos responsáveis partidários de todo o espectro político. A esta deplorável manifestação pública de imbecilidade juntou-se o não menos cretino louvor apaixonado e elogio orgulhoso da habitual oligarquia, composta por diversos académicos, jornalistas e outra gente com idêntica destrambelhada opinião publicada.

Uma das mais cavilosas ideias que tentaram fazer passar foi a de que o Capitalismo se opõe à defesa do Ambiente, provoca os mais elevados índices de poluição e é em larga medida responsável pelas alterações climáticas.

Ora, a questão está em que estas narrativas socialistas, neo-fascistas e progressistas não batem certo com a realidade dos factos observáveis.

A verdade é que quanto mais economicamente livres (capitalistas) forem os países, mais qualidade ambiental têm essas sociedades e maior exigência têm os consumidores dessas geografias quanto ao tratamento dados pelas empresas às questões de protecção do ambiente. A mesma correlação existe com os países onde o respeito pela propriedade privada é mais forte. É também claríssimo que os países mais ricos são os que mais respeitam o ambiente. E, evidentemente, os países mais ricos são aqueles onde há menos socialismo e mais liberdade económica.

Deixo-vos abaixo uma série de gráficos que ilustram o acima exposto na talvez vã esperança de que com isto algum daqueles jovens ideologicamente manietados e que faltaram ontem à escola possam ter alguma dúvida sobre as suas infantis certezas.

2018 EPI – Environmental Performance Index, Yale University:

EPI_index

EF-2019-table-global-rankings-with-components-1

Environment

 

 

 

Não se esqueçam

16 Março, 2019

Os terroristas são terroristas. Não desequilibrados.
Os terroristas têm nome, rosto e ideologia.
Os terroristas matam e querem matar.
Os terroristas accionam as armas, não são estas que se disparam.
Os terroristas contam com cumplicidades, apoios e solidariedades. Os terroristas-lobos solitários costumam estar razoavelmente acompanhados.
O terrorismo é um perigo.
Foi assim na Nova Zelãndia. E é assim em Bruxelas, Paris, Suécia, Inglaterra, Espanha…

Porque pode ser importante

15 Março, 2019

A polémica do momento parece ser a resistência a todos termos que nos indignar com uma escola que terá proposto que crianças visitassem uma exposição ou uma apresentação (é para verem a atenção que essas coisas merecem) de cariz LGBTQUIPTXPTO.

Dizem-me que eu devia estar indignado, mas, sinceramente, como hoje me dói imenso a cabeça, não me sinto motivado para me indignar. Até porque, indignado a sério estou desde que criaram a disciplina de “cidadania”, ou algo com nome semelhante. Apesar de ter crianças em idade escolar, admito rolar os olhos — reacção que já esperam e, suspeito, provocam — quando me mencionam algo discutido na aula. Posso ter excedido a minha obrigação de pai, mas penso que já lhes ensinei tudo que há a ensinar em “cidadania” (ou semelhante):

  • Não deites lixo para o chão;
  • Trata os outros como queres ser tratado;
  • As pessoas, às vezes, aparentam ser rudes, mas pensa que pode ser só cansaço;
  • Tem paciência com os mais lentos, novos ou velhos;
  • Arruma as tuas coisas;
  • Não fales mais alto que os outros e espera pela tua vez;
  • Come com a boca fechada;
  • As pessoas tratam-se pelo nome de família. O nome próprio é para amigos e esse é um privilégio que nos é concedido pela pessoa, não um direito;
  • Deixa a natureza como a encontraste, mas matar animais ou plantas para os comer é normal;
  • O ar livre faz bem: usa protector solar.
  • Há pessoas de todo o tipo; respeita todas, mesmo as que não gostas.

Há mais? Não sei, a gente vai indo e vai vendo. Só não me falem da “cidadania” (ou semelhante), que acabo a rolar os olhos. Bom fim-de-semana e falem com os vossos filhos. Deverá ser suficiente.