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É só para dizer que está a acontecer uma campanha eleitoral em Espanha

14 Abril, 2019

 

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Chamem-se como quiserem mas façam alguma coisa!

14 Abril, 2019

A direita é em Portugal um problema poético: um sujeito lírico que não sabe o que é; pede desculpa por aquilo que nunca foi e lastima o que não pode ser. A primeira coisa a ter em conta quando se fala da direita é que a direita além de falar de si mesma, do que é, do que deveria ser, do que já foi… não deve falar de mais nada. Ou seja deve abster-se acerca da realidade. Inibir-se na apresentação doutras propostas. Enfim, autolimitar-se enquanto alternativa de poder. Afinal para isso já cá está a esquerda, não é?

Gestão de expectativas

13 Abril, 2019

Tancos_recortes

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a moral e a ética não se legislam: praticam-se

13 Abril, 2019
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Trigo Pereira, um dirigente socialista que, por vezes, tem assombros de sensatez, sugeriu, no Público de hoje, que se fizesse uma lei onde se impedissem «os dirigentes» políticos «de intervir nos procedimentos de nomeação de cônjuges, pais, filhos, irmãos ou afilhados». Esta não é, claramente, uma ideia sensata.

Não o é, desde logo, porque nenhuma lei do mundo poderá definir utilmente, isto é, para os fins por ela supostamente pretendidos, o conceito de «intervenção» Trata-se de apor a sua assinatura no despacho de nomeação do parente? De fazer uns telefonemas aos colegas ministros para ver se lhe tiram a mulher de casa ou se arranjam alguma coisa para entreter o seu jovem infante desempregado? De pedir à sua amante, por sinal chefe de secção de um qualquer ministério, no doce remanso do vale dos lençóis, que lhe contrate a prima?

Moral da estória: o positivismo legislativo e o socialismo ideológico costumam andar sempre de braço dado. Acontece que ambos ignoram, quase sempre, que a ética e a moral não se legislam: praticam-se.

Outra vez a conversa do novo aeroporto?

13 Abril, 2019

Como cidadã não há nada mais revoltante do que ver  um país tecnicamente falido e que caminha a passos largos para mais uma grave crise financeira em propaganda por mais um aeroporto. Sim, mais um. Ou estão esquecidos que em 2011 inauguramos um, novinho em folha, por 33 milhões de euros, a 147 km do Algarve e com capacidade para receber os A380, o maior avião do mundo da Airbus e que está literalmente ao abandono?

Não existe qualquer respeito pelo contribuinte que já suporta a maior carga fiscal de que há memória. Como se pode falar em mais gastos megalómanos desta forma tão brejeira? Eu sei. Interesses. Só, só interesses. E muitos. Imobiliários e financeiros e… “comissões”.

Há anos que andam a dizer que o aeroporto de Lisboa “esgotou” as suas capacidades. Mas foi com Sócrates que essa lenga-lenga mais se fez ouvir. Lembram-se do aeroporto da OTA que era preciso fazer urgentemente bla, bla, bla? Pois é. Era tão, mas tão, mas tão urgente, que construíram primeiro o de Beja. Não acha isso no mínimo estranho? Então com um aeroporto já em “perigo de rebentar pelas costuras” dá-se prioridade a outro fora de Lisboa? E em… Beja!!!!

Bom, vamos a factos: a única entidade internacional que efectuou estudos de capacidade na Portela foi a Aeroports de Paris, parte interessada na eventual futura construção de um novo aeroporto; foram solicitados estudos preliminares aos Aeroportos de Manchester e de Gatwick mas os resultados NUNCA foram divulgados (obviamente porque o resultado não interessou ao “establisment”); o Aeroporto de Gatwick, em Londres, apenas com uma pista tal como o de Lisboa, movimentou em 2016, 43.136.795 passageiros enquanto Lisboa, no mesmo ano, 22.462.599 passageiros; em 2005 altura em que o governo decidiu pela Ota o total de passageiros anual era de apenas 11.236.476. Onde estava a saturação?

PORDATA Tráfego de passageiros nos principais aeroportos Lisboa Porto e Faro

Mas há mais: em 2000 já se sabia que Portela tinha capacidade para suportar 35 milhões de passageiros como afirmava – o insuspeito socialista – João Soares ao Expresso: «todos os dados novos que apareceram, os tais relatórios que estavam na gaveta, vieram dar-me razão: a Portela tem todas as condições para chegar aos 30 ou 35 milhões de passageiros».  Nesse mesmo ano,  Jorge Coelho dizia no Porto que o aeroporto da  Portela ficaria saturado mais cedo do que o previsto e que em 2006, só com transportes rodoviários alternativos se evitaria engarrafamentos  na área do aeroporto (fonte TSF). Ora, em 2000, o total de passageiros era de 9.394.532 e 2006 acabou com um total de 12.314.917. Mais ainda: em 2010 o Jornal Nacional da TVI denunciava a falsa saturação do Portela onde claramente os slots, isto é, a disponibilidade para aterrar e descolar das aeronaves, demonstravam que não havia saturação nenhuma.

Esta ideia megalómana de construir de raiz um aeroporto internacional totalmente novo em Lisboa surgiu com o ex-ministro socialista (tinha de ser) das Obras Públicas, Jorge Coelho, que a juntar a isto queria ainda, em simultâneo,  o comboio de alta velocidade e uma terceira ponte sobre o Tejo. Acontece que Portela já provou ser um dos aeroportos mais fiáveis e mais seguros do mundo e que a pista 17/35 é o ex-libris deste aeroporto por causa da frequência dos ventos cruzados atlânticos. Exemplo disso, em 2013, dos 182 aviões que deveriam ter aterrado, em dia de forte  temporal, a 19 Janeiro, apenas 13 foram forçados a seguir para outro aeroporto. A sua eficiência, a sua excelente localização e a qualidade do projecto original fazem dele um dos melhores entre os melhores.

Obviamente que o aeroporto de Lisboa, hoje, mais do que nunca, precisa de uma remodelação de beneficiação como se verificou com o aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto para aumentar sua eficiência e qualidade. E uma vez que já temos um excelente aeroporto em Beja, inaugurado em 2011, que apenas precisa de melhores acessibilidades, manda as boas regras de gestão, rentabilizar esse investimento que, por falta de VONTADE política, está “morto”.

Aeroporto de Beja vai ter área de desmantelamento de aviões (2)

(foto Dinheiro Vivo/ Lusa)

“Nem mais um cêntimo para lobbistas”  deveria ser o slogan actual contra este (des)governo recalcado do socratismo  e não qualquer outro. As pessoas estão primeiro. E as pessoas não podem ser as eternas cobaias dos  políticos irresponsáveis.

 

Demasiado grave para não falarmos disto…

12 Abril, 2019

Aqui

trampolineiros da silva

12 Abril, 2019
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Durante dezassete dos últimos vinte e quatro anos, o Partido Socialista dirigiu o governo português. Teve, nas suas mãos, a responsabilidade da Segurança Social, sendo que, por mais de dez anos, nos XVII, XIII e XXI governos constitucionais, foi ministro dessa pasta o valoroso José Vieira da Silva, a quem é devido, segundo se diz, a «sustentabilidade» desse sistema.

Ora, embora já desconfiássemos, este «estudo» da Fundação Francisco Manuel dos Santos informa-nos que o sistema está falido e em colapso, não aguentando, nas já muito exigentes actuais condições de concessões e benefícios, para além de 2038. Consequência: as pensões terão de ser reduzidas e só a partir dos 69 anos de idade estarão acessíveis aos que chegarem a essa idade. O «estudo» já está feito e divulgado, para amaciar o lombo onde entrará a faca que o transformará em lei. O valoroso ministro Da Silva não tem, com o é evidente, qualquer responsabilidade neste cartório.

Acontece que este sistema de Segurança Social não resulta de uma escolha livre dos seus cada vez mais precários e desabonados «beneficiários»: ele é uma imposição do regime, que obriga a que entreguemos parte substancial do nosso rendimento mensal ao estado, para que este tome conta de nós. Deixar isso ao cuidado dos «privados», que só se preocupam com o «vil metal» e o «lucro», seria uma tragédia. É preferível entregá-lo a uma gestão que só dá prejuízos.

O «contrato social» entre os cidadãos e quem os governa é, cada vez mais, um verdadeiro logro, pelo qual uma classe dominante (deixem-me utilizar Marx, por favor) se instala no aparelho de poder, com famílias, amigos e amantes, para viver à custa de uma cada vez mais vasta classe dominada (Marx outra vez, para ser agradável ao ministro Da Silva). As nossas «contribuições» para a Segurança Social não são mais do que um imposto encapotado.