Morte digna
21 Fevereiro, 2008
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O parlamento do Luxemburgo aprovou uma proposta de lei que despenaliza a eutanásia condicionadamente. O acto aprovado ainda não é definitivo. Depois da Holanda e da Bélgica, é o terceiro país da UE a fazê-lo.
26 comentários
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Sempre me irritou a falta de respeito por quem decide não ser “eutanasiado”, de quem defende a eutanánia em nome de uma suposta “morte digna”. Então quem opta por aceitar morrer naturalmente, mesmo que seja em sofrimento e em dependência total, tem uma “morte indigna”? É uma pessoa “indigna”?!
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Poderá haver razões para a eutanásia, mas não serão nunca a “dignidade” ou “indignidade” da morte.
Já escrevi sobre isso aqui:
http://taf.net/opiniao/2005/04/indignidade.htm
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Tal como o aborto, a eutanásia (suicídio assistido), é uma discussão, que vai fazer sair os clérigos das sacristias.
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O parlamento do Luxemburgo também já deve ter aprovado outras coisas que talvez ao comum dos portugueses nos façam mais falta… qualidade de vida. Isso é que é ter dignidade na hora da morte…
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A eutanásia é uma decisão que pertence ao próprio, á sua famí1ia e ao seu médico!
Os “pe1a vida” já estarão prontos para darem 1ições de mora1,ta1 qua1 fizeram no aborto.Como quem pensa de modo diferente fosse pe1a morte!
Já agora, se os moribundos forem 10 e os venti1adores 9, morre quem? Todos os dias esta situação se co1oca aos médicos nos hospitais.E todos os dias morre a1guem porque esta decisão tem que ser tomada!
Onde estão “os pe1a vida”? Era só prescindirem do carrito novo e compravam-se mais umas dezenas de venti1adores!Embora não reso1vesse o prob1ema porque as pessoas a morrer serão sempre mais que os venti1adores!
Pe1o menos em a1guma a1tura da vida de um hospita1!
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Mr.MJRB
Vo1te com os seus comentários.São necessários e não queremos prescindir das suas opiniões.Aqui as questões nunca são pessoais.Me1hor, só as que nós próprios entendermos dignas disso!
Um abraço amigo
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João Paulo II morreu por eutanásia passiva.
Havia vastos conhecimentos médicos para lhe prolongar o tempo de vida. Foi feita a opção de deixar morrer, presume-se que por sua própria escolha.
Mas não deixa de ser eutanásia.
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«Poderá haver razões para a eutanásia, mas não serão nunca a “dignidade” ou “indignidade” da morte.»
Nem mais. Aliás, todos os assuntos onde se meta a “dignidade” ao barulho são impossíveis de discutir com razão. Como se prova que algo é “digno”? Conceito totalmente vazio. No fundo quer-se é fazer moral: digno=bom, indigno=mau. Não pretendam é impôr a moral A como a única possível.
Até estranho pois há tantos e bons argumentos a favor da liberalização do suicídio assistido, vai-se logo pelo caminho mais errado.
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Quem se apoia em argumentos de dignidade sujeita-se a que lhe respondam que matar alguém (objectivamente é isso que acontece), em si, é tudo menos um acto digno.
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Grande Luxemburgo.
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Mais: quando houve aquele reality-show nos Países Baixos que punha em “leilão” um rim (salvo erro), os únicos argumentos que ouvi contra o programa era que ia “abaixo de cão”, que “tratava o ser humano de forma indigna”, etc. Embora os organizadores do programa tenham vindo dizer depois que não era a sério e que se destinava a publicitar a causa (será mesmo ou arrependeram-se, face aos protestos, e arrepiaram caminho?), a verdade é que o programa podia resolver o problema a pessoas necessitadas. Não tenho os dados, mas é bem provavel que os concorrentes aumentassem as suas probabilidades de obter um rim em tempo útil.
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«João Paulo II morreu por eutanásia passiva.»
Isso é o mesmo que dizer que aqueles que morrem com cancro do pulmão e que passaram vidas inteiras a fumar decidiram morrer por eutanásia..
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Isso de morrer com dignidade é uma grande treta. Creio que a frase é do House.
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Se a eutanásia me proporcionar a suprema liberdade de ser eu a decidir quando e como quero morrer, me poupar a indescritível humilhação de depender de outros e me evitar a desesperança do sofrimento inútil… então, viva a eutanásia.
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Cuidado com os seus herdeiros.
Quando for mais velhote, desconfie da proposta dos netos de ir com eles passar férias ao Luxemburgo
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Porquê esta mensagem tem como etiquetas “Publicado em religião”? A morte e a eutanásia, seja qual for a posição que se tenha sobre esta última, não são temas unicamente nem sequer principalmente religiosos.
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Qual é o problema da eutanásia?
Agora já não se pode votar no se quer?
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Quero dizer, no que se quer ?
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morte provocada é sempre homicidio. arrajada a primeira desculpa a matança não para: fetos, doentes, aleijados, deficientes. acaba em Auschwitz com a inscrição arbeit macht frei
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Realmente há situações em que a eutanásia é mesmo a melhor solução, por exemplo, em casos vegetativos. No entanto, há tantas outras situações em que as pessoas pedem a eutanásia que são demasiado extremistas.
Sim à eutanásia quando inevitável, não à eutanásia motivada por falta de afecto!
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pois eu quero poder optar por me eutanizar quando a vida me trouxer mais dor que prazer. mai nada , e ninguém tem nada com isso. E não deve ser mesmo um tema de religião :não se pode fundamentar a discussão de decisões tão importantes e dificieis nas mãos de mitos. Era o que faltava submeter-me às crenças de outros. Quem não quiser , não faça , ninguém obriga também.
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Sobre o tema “como se morria dantes e como se morre agora”, sugere-se a leitura da crónica que Joaquim Letria publica hoje no seu blogue: «Pela hora da morte» [aqui].
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“morte provocada é sempre homicidio. arrajada a primeira desculpa a matança não para”
Caro Cão Tribuinte,
A morte provocada, quando a pedido do próprio e desde que no seu perfeito estado de saúde mental, é um suicídio assistido e não um verdadeiro homicídio.
A eutanásia não tem nada a ver com a eugenia nem se vê como é que uma pode ser uma porta aberta para a outra.
Aliás, já é praticada na generalidade dos países, inclusivamente em Portugal, a eutanásia passiva. Não se percebe bem porque é que se deixa de ligar a uma máquina a alguém que expressamente declara que não quer ser ligado à máquina e, ao invés, não se desliga do ventilador quem já declarou que quer ser desligado.
Desde que bem regulamentada a eutanásia não oferece nenhum perigo para a sociedade e é uma manifestação do exercício da liberdade individual de cada um.
Bem esteve o Luxemburgo.
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Esquecem-se de uma coisa mais importante que a eutanasia: os hospitais de rectaguarda, para acolherem os doentes em fase terminal, são mais importantes que a eutanasia: esta è boa para os governos que não querem gastar dinheiro!
A tragedia de acompanhar um doente na fase terminal è importante, porque ajudará este a enfrentar o seu passamento com mais coragem e sem o fazer sofrer indefinidamente as dores de centenas de doenças que acabem com os seus doentes de forma horrenda! para eles que não tem salvação e para a familia que está impotente para fazer algo. Quem já passou por isto, deve compreender o que digo!
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EUTANÀSIA
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentadas na sala, falando das muitas
coisas da vida
Estávamos falando de viver ou morrer.
Eu lhe disse:
– Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de
líquidos.
Se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, ok?
Você acredita que a filha da puta se levantou, desligou a televisão e jogou
minha cerveja fora?
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Tem gente que é tão ridículo!!! Acorda pra vida, filho!!!
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