«Holocausto em Angola, Memórias de entre o cárcere e o cemitério»*
Vale a pena ler o livro de Cardoso Botelho “Holocausto em Angola, Memórias de entre o cárcere e o cemitério”. Preso em Angola entre 1977 e 1980, este antigo administrador da Diamang recolheu, na prisão, testemunhos importantes que agora divulga duma forma nem sempre muito clara mas certamente preciosa. Factos pouco conhecidos como a detenção, às ordens do MPLA, dos militantes sul-africanos do ANC que por essa época se treinavam em técnicas de guerrilha em Angola e que pagaram em intermináveis sessões de tortura a sua recusa em participar na guerra civil angolana; o envio forçado de milhares de crianças angolanas (e do Congo) para serem transformadas em “pioneiros para a África revolucionária”, na ilha da Juventude, em Cuba ou a ordem para regressarem de imediato para “participar na reconstrução nacional” dada aos jovens angolanos que estudavam em Moscovo e Havana e que, mal saíam do avião, eram levados para sessões de interrogatório e tortura são relatados por Cardoso Botelho, pois pela prisão onde se encontrava as personagens desses dramas iam passando em levas sucessivas.
Aliás, agora que Cuba está na ordem do dia, este livro é particularmente interessante para se perceber algumas das discussões que futuramente se farão a propósto de Fidel. Não por acaso, numa das badanas do livro é incluída uma fotografia do Hotel Presidente, em Luanda, onde se instalaram, antes da cerimónia da independência de Angola, parte dos sete mil militares cubanos que começariam por ajudar o MPLA (ou parte dele) a ser poder. E provavelmente será graças ao interesse que, no futuro, venha a existir pela presença cubana em África que os portugueses poderão vir a conhecer melhor o que aconteceu durante o seu processo de descolonização. Livros como “Fidel Castro, el final del camino” de Santiago Aroca ou “Castro : subversão e terrorismo em África” de Juan Benemelis não só procuram dar conta do que foi essa participação militar e dos objectivos que a nortearam como acabam por invariavelmente referir o papel nela desempenhado por alguns políticos e militares portugueses. A passagem de informações classificadas por militares portugueses ao exército cubano para que este pudesse intervir em Angola é um dos aspectos referidos. Mas não só. Alguns autores, e Cardoso Botelho é mais um deles, referem a intervenção, logo em 1974, de homens como Rosa Coutinho junto de Fidel com vista a explicar-lhe as vantagens para Cuba do envio dos seus militares para Angola.
Em resumo a caixa de pandora angolana começa agora a abrir-se. *PÚBLICO

Recortes de memória duma descolonização que o país tem medo de fazer. É que ainda andam por aí, muitos dos “revolucionários” que chancelaram essas práticas como processos necessários à mudança revolucionária e à criação do “homem novo”.
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Enfim, mais um evangelho para os crentes.
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Tirem o cavalinho da chuva se pensam que a descolonização é “feita” e “responsabilidade” da tropa.Veja-se o programa do MFA sobre o Ultramar e até o program do 1º Governo provisório.Depois é que a coisa evoluiu à velocidade da luz e TODOS os políticos que se apoderaram do poder é que “forçaram” o que se passou realmente, não só porque governavam de facto mas também porque “partidarizaram” alguns militares, hoje sobejamente referenciados.
A ideia era passar directamente do capitalismo ao comunismo e o nosso herói MS e AS têm muitas responsabilidades no que aconteceu, porque os seus nomes é que aparecem nos papeis…
A irresponsabilidade daqueles dirigentes, alguns dos quais ainda nos pastoreiam, face à falta de espinha e da ignorância de quem neles vota,acarretou um desastre não só para +portugal, como e principalmente para os “libertados”.Neste caso a traição compensou.
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É pouco conhecida e muito abafada a rapinagem cubana em angola.Os gajos despacharam para cuba o melhor que iam encontrando, desde camiões a material sofisticado hospitalar, para além claro dos haveres dos brancos que tinham vindo para portugal “passar a independência”.Bastou depois terem fuzilado à chegada o “herói” de angola para se desresponsabilizarem desses rapinanços.
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O mais extranho de esta historia que a Helena conta neste post sae de perguntarse o como e porque e a quém se lhe ocurriu a ideia de contratar a este tipo para “quadro” da administraçao da Diamang?
Atendendo ao crescimento da actividade hospitalar, e à falta de espaço, de molde a responder aos desafios futuros, decidiu a meio da década de 60, promover um importante projecto – a construção de uma unidade hospitalar modelo a que lhe chamou Clínica do Restelo, tendo para isso comprado um conjunto de terrenos situados no Alto do Duque, no Restelo, em Lisboa. Investiu aí, somas muito consideráveis, criando uma infraestrutura hospitalar privada ímpar em Portugal.
Ainda durante os anos sessenta, investe no sector agricola no Concelho da Azambuja, e, ainda hoje, ali mantem importantes activos, com extensas propriedades destinadas à produção de vinho e cereais e ainda armazenagem e fabrico. E, como muitos Portugueses, investiu fortemente na bolsa de Valores de Lisboa, o que se revelou uma má aposta após a revolução de 1974. Após o período conturbado de 1974 e 1975, viu alguns dos seus activos empresariais ocupados, outros irremediavalmente perdidos (acções cotadas na bolsa de Lisboa) e ainda alguns em perigo de ocupação, nomeadamente a Clínica do Restelo(quase finalizada e pronta para abrir no ano seguinte) e de vastas propriedades situadas na Azambuja. Não querendo correr o risco de ficar sem património e sustento, aceitou aos 57 anos de idade, um novo desafio, que lhe marcou a sua já rica existência.
Por convite de um amigo e vizinho, veio a integrar os quadros da administração da empresa Diamang, em Angola, onde permaneceu activo de 1975 a 1977. Chegado a Angola em 9 de Novembro de 1975, para o exercício dessas funções, aí assiste ao nascimento da jovem nação. No voo em que se deslocou para Angola, o último antes da proclamação da independência, apenas constavam cinco passageiros. Durante mais de um ano dirige missões de transportes, com Hércules canadianos, de e para vários países, designadamente Portugal, Camarões, Malawi, Botswana, Congo, entre outros países da região.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Cardoso_Botelho
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Vou procurar ler essa dica.
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Pois, trata-se de um “livro” escrito por uma insaciável pestilência salazarenta que queria abocanhar um pedaço de Angola e ficou despeitado por não lhe terem permitido.
Dispenso a leitura.
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Prefiro um poema de um poeta angolano:
Não Vale a Pena Pisar
O capim não foi plantado
nem tratado,
e cresceu. É força
tudo força
que vem da força da terra.
Mas o capim está a arder
e a força que vem da terra
com a pujança da queimada
parece desaparecer.
Mas não! Basta a primeira chuvada
para o capim reviver.
Manuel Rui
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a “esquerda democrática” termina sempre no gulag. nesta republiqueta já faltou mais para sermos reeducados na prisão. “a reacção em cadeia” como dizia um dos presos do 28 de Setembro
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Vamos relembrar?
Em 1959, com o apoio dos Estados Unidos, é criada a UPA (União dos Povos de Angola), liderada por Holden Roberto e que em Março de 1961 desencadearia as primeiras acções armadas no norte de Angola. A UPA daria mais tarde lugar à FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).
A 15 de Março de 1961, a UPA, num ataque tribal, deu origem a um massacre de populações brancas e trabalhadores negros naturais de outras regiões de Angola.
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É fora do tema, mas “entre presos e não presos no salazo-caetanismo-afluentes/reconvertidos pós 25.ABR” é envelope fechado: 13 gerações, 2 milhões de portugueses, comeram o capim, abandonaram mulheres e filhos, rebentaram cursos universitários, em vez da 24 de Julho e da Foz malharam em Nambuagongo, Tete, Nampula e na Guiné. Em vez de whisky andavam a apanhar ás vezes os bocados dos amigos. Os ex-combatentes, não falam neles, têm vergonha de assunir Portugal. Ponto final; a factura segue-se. Uma Republica que ainda hoje é i9ncapaz de fazer uma estatua a um Buiça ou a um Costa, os pais dela, ainda está na indefinição cobarde que pelo menos a Monarquia não, assume um Mestre de Aviz, um Marquês de Pombal etc não como assassinos mas como Heróis. Que Republica que é mas não é ? E já lá vão mais de 100 anos, com uma 1ª Republica, uma 2ª, a actual 3ª … e nada ?
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Entre Bocage e Eça, fica o linguajar do Português (não lingua académica, mas Povo que fala a lingua que é a lingua em que se entende, a melhor); assim Liberalismo é, antes e depois do 25.ABR, alma dos Portugueses, os fados maridos das Fadas. Com a devida vénia transcrevo. o que é LIBERALISMO (ser Liberal é um bocado uma vaidade a dar para o Liberalismo, desculpem-me os académicos, mas não me apetece trazer “artilharia de calhamaços ou sebentista para enterter nos tempos livres de leiutura”). Agarrem-se:
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E estes paneleiros do C****** vêm agora dizer-me que os sacrifícios são distribuídos de forma justa???, como o Guterres que fodeu o pais todo com o rendimento minimo garantido, a pior opção económica de sempre, nem sabem sequer o que é não dormir, desesperar, cair e levantar sem pedir um tostãoque seja ao filho da puta do estado? Nem subsidio de desemprego nem o C******?! E tenho que ouvir todos os dias as queixinhas dos policias, dos funcionários, dos professores com horário zero (!), dos funcionários dos correios, dos anacletos e afins, que fujo ao fisco, que exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos, que sou um parasita????Já paguei todos os impostos de facturas que até agora não consegui cobrar(IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que não sei se algum dia conseguirei vender e os sacrifícios são distribuídos de forma justa??!!!Justo é o C******.Os 2000 funcionários da CM de Albufeira trabalham das 9hàs 15h com intervalo para almoço e de caminho a mesma CM entrega e paga serviços a empresas privadas; decidiram mudar a escada da parte velha,fecharam-na, derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, após quinze dias retiraram a mesma estrutura e colocaram-na em madeira! E ainda queriam fazer um elevador até à praia!!! E eu pago.Num qualquer Instituto mais de 50 chulos tratam de 9(!) putos. E eu pago.Substituem administradores pagando indemnizações, contratam o Fernando Gomese o Nuno Cardoso(!!!!). E eu pago. Inventam Institutos e Fundações. E eupago. Inventam as SCUTS. E eu pago. O PEC. E eu pago. O Presidente apela ao patriotismo. E eu pago.Sr. Presidente, com todo o respeito que me merece – Vá-se F****!, você e os camaradas no avião fretado para irem passear para a china. A CM de Paredes de Coura faz Parques de estacionamento sem trânsito. E eu pago.O anacleto Sá Fernandes rebenta com o C****** do orçamento da CM deLisboa. O Socrates vai á bola de avião falcon da f.a., E eu pago.Sacrifícios???!! De quem C******?!Prestam-me um serviço de merda na saúde,a educação é tão miserável que sou obrigado a por o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar dividas em Tribunal devido à miséria que é a Justiça. E pago. Preciso de uma puta de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em lista de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saúde estaria como milhares de desgraçados que se calhar já morreram. E eu e eles pagamos. Os sacrifícios são distribuídos de forma justa???Como C******??!!!E aquela esfinge paneleira de óculos que preside ao Banco de Portugal, que ganha mais que o secretário do tesouro dos U.S.A., está à espera de colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA?”
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É Portugal. Liberalismo de alma está no Povo. É assim. Arrisco um matraquear de intelectuais e académicos que em casa, ou mesmo no supermercado, mandam a mulher para a P*** q** a P****
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Aqui jaz o Blasfémias.
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“comeu polada nos cabeça”, eu também, mas noutro continente
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Ruben, as suas verdades são como punhais, mas são verdades indesmentíveis.
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O manuel rui era aquele grande poeta que até escrevia a tinta vermelha do sangue dos compatriotas?
Desses poetas é que alguns gostam, não vivem da força do capim, vivem do saque das reservas fósseis que já venderam para os próximos 70 anos. A poesia tem destas coisas.
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felizmente que a História começa a vir ao de cima, que os crimes da descolonização e dos governos “de libertação”-apesar de muita coisa apagada-começam a ser estudados, que os lacaios(Cuba) do maior império mais colonialista da História(URSS) vão revelando as suas façanhas através de agentes secretos que as revelam(ver as últimas declarações de Anton Mario Hernández, de Cuba, em Miami), enfim que a verdade venha ao de cima.
E andaram e andam a impingir ao povo (políticos e comunicação social) as nefastas consequências da colonização(como os liceus, hospitais, barragens-cahora bassa) e as excelências da descolonização com a sua bateria de fome, miséria,execuções sumárias, limpezas tribais…
A propósito, para quando a verdade sobre o genocídio da família Semeão em Moçambique pelos escroques da Frelimo, com a conivência das “autoridades” portuguesas?
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E os proventos do petróleo e de outras riquezas de Angola, para quando para o povo, em vez de alimentar os arrotos da oligarquia?
E porque é que Angola é o segundo país em 185 com pior taxa de mortalidade infantil, muito pior do que Timor e, até, do Afeganistão?
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Revistando a “memória de vida” do tal senhor na wiki conforme recomendado encontra-se um empreendedor que deu bastante á causa publica nomeadamente na sua terra a Azambuja.
Homem de negocios a titulo individual tambem nas a´reas da saude e agricola nomeadamente.
O crime maior dele pelos vistos foi ter feito tudo antes da grande libertação dos povos nomeadamente em Portugal algures num mes de aguas mil de 74.
Isso realmente é imperdoavel mas devia-se aplicar a todos que viveram no antes da libertação.
Não acredito que a mesma regra pudesse ser aplicada aos proprios militares que promoveram a tal libertação que antes andavam a matar “pretos” nas colónias e que renasceram no dito cujo dia com um passado apagado mas glorioso.
Seria como agora, desmascarado o estalinismo assassino, (muito para além, no tempo, do proprio) se tivesse que punir todos os que viveram e os que apoiaram a seu tempo, o sol da terra que era tal regime.
Pelos vistos este ultimo deixou muitos seguidores que apoiam justificam e aplaudem prisoes arbitrarias e de consciencia e quiçá fuzilamentos.
Cambada de fascistas e fassistas.
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A auto-determinação em Angola resumiu-se à simples mudança de autoridade e não se traduziu na democratização do regime como queria (e quer)fazer crer a retórica esquerdista. À imagem do que aconteceu na maior parte dos países africanos, os movimentos de libertação assumiram o poder com o apoio da URSS e, sob as ordens do PCUS, transformaram as ex-colónias em ditaduras comunistas; autenticas cleptocracias, hoje mais miseráveis e menos autodeterminadas que nunca.
O Rosa Coutinho ainda hoje se gaba de ter sabotado as tentativas de democratização e de pluralismo político em Angola. Para a gente do nível dele, a expectativa de participação política dos angolanos não passa de uma invenção burguesa.
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O que resta do defunto aparelho fascista do estado português continuando fazendo estragos…
Testemunho parcial e odiento dum “apparatchik” do regime Salazarista. Resta por escrever a verdadeira “história negra” do colonialismo português em Africa. Aos poucos um punhado de neocolonialistas vai sabotando o pouco que resta de um futuro entendimento aceitável entre Angola e Portugal.Um futuro sem futuro…
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Pode informar-me qual e a papelaria que posso mandar buscar o livro HOLOCAUSTO EM ANGOLA DA AUTORIA DE AMERICO CARDOSO BOTELHO O PRECO, PORQUE VIVO NA CALIFORNIA.
OBRIGADA
COM OS MEUS SINSEROS CUMPRIMENTOS
FATIMA BETTENCOUR
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#23 oh filha! és bettencour ou bettencourt? na california é mais bet ten court e não se lê tretas dessas.
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quem sabe o significado e ideia que o autor Manuel Rui, Angolano, queria transmitir no seu poema “Não vale a pena pisar” ?
é urgente!!!
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quem sabe o significado e ideia que o autor Manuel Rui, Angolano, queria transmitir no seu poema “Não vale a pena pisar” ?
é urgente!!!
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isso é so em angola ja perguntaram o que fazem ate o dia de hoje em cabinda? gosto de uma expressão em inglês
Nothing last forever
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gostaria essea verdade chega aos visto do povos nem todos sabe de tudo que se passa no nosso pais
nao tenho muito pra dizer so tem a gradecer pelo trabalho
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preciso a historia completa do holocausto em Angola,ajudem-me por favor……….
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Este livro adverte-me a existência em culpa dos que mexeram com o sangue dos meus nesta república de Angola!
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