A ignorância da juventude é um espanto!*
Contudo a geração de 60 é uma geração que tem pouco de que se orgulhar em Portugal. Os de direita não foram capazes de reformar o regime. Os de esquerda não foram capazes de acabar com ele. E quer uns quer outros acabaram a ser supreendidos no dia 25 de Abril de 1974, por uns capitães pouco lidos mas muito eficazes.
Em ano e meio, os soldados, capitães, generais e demais militares recolheram rapidamente de África a Lisboa e de Lisboa ao interior dos quartéis. A geração de 60, tecnica e culturalmente mais habilitada que qualquer outra que a precedera, ocupou ministérios, fundações, institutos, escolas, universidades… Ao mesmo tempo descobria os carros de serviço, desistia das revoluções e apostava em mudar o país por decreto, aliás cada decreto era o reflexo da sua superioridade moral. Direitos económicos e sociais foram atribuídos sem que a sua viabilidade fosse minimamente avaliada. Incapazes de não se sentirem amados – eles que tinha sido a primeira geração verdadeiramente mimada em Portugal – legislaram como se eles fossem o fim da História. Como se não houvesse mais futuro para lá daquele que estavam a desenhar.
Quando ao primeiro empurrão da realidade todo este artefacto legal começou a soçobrar, adoptaram, sem mais explicações, um apagado e vil pragmatismo: no extraordinário garantismo dos seus postos de trabalho nasceu o terreno fértil dos recibos verdes dos seus filhos. E com a mesma sobranceria com que ainda há pouco fulminavam aqueles que ousavam falar da insegurança – negavam até que ela existisse – acham agora inevitável que a polícia portuguesa aprenda técnicas de combate nas favelas do Rio de Janeiro.
Da justiça fomos desistindo: sentado ao lado do presidente da República, nesta sessão solene do 25 de Abril, estava Jaime Gama que, na véspera, ouvira novamente serem proferidas contra si graves acusações de abuso sexual por parte de ex-alunos da Casa Pia. E ninguém se indigna nem apieda. Porque já nos habituámos a que a justiça não absolva nem condene. Antes se transforma numa espécie de via sacra que trucida honras e deixa escapar os crimes.
Esta mesma geração que, enquanto jovem e estudante, contestou fortemente a família não só vive agora com desconcerto os records de longevidade que os seus pais teimam em bater como pode estar a comprometer boa parte do futuro dos seus próprios filhos. Se os jovens de hoje fossem tão politizados quanto é de bom tom dizer-se que deveriam ser talvez protagonizassem um inédito conflito de gerações pois em causa não estaria a clássica tentativa da geração mais velha de impor um modelo à mais nova mas sim o facto de a geração mais nova não poder reproduzir o modelo da mais velha porque esta última gastou não só o que havia mas também o que estava para haver. Se os jovens de hoje fossem realmente mais politizados interrogar-se-iam sobre a sustentabilidade da Segurança Social, aquela que a geração dos seus pais ainda há pouco garantia que tomaria conta de cada um do berço à cova mas que agora já lhes manda fazer PPR’s complementares para que não tenham apenas “meia reforma”. Na verdade qual irá ser a reforma a que os jovens de hoje podem aspirar? Um quarto? Um quinto? Felizmente que eles não aprenderam fracções e que não dominam sequer as divisões mais simples.
Tendo construído grande parte da sua imagem por antítese em relação àquelas que a precederam, esta geração prefere falar dos seus tempos de juventude em vez de fazer o balanço do seu exercício de vida adulta. Essa vida política que terminou simbolicamente de alguma forma a 23 de Abril de 2008 quando na Assembleia da República, quase clandestinamente, foi aprovado o Tratado de Lisboa.
A mesma geração que da esquerda à direita recebeu o poder no 25 de Abril, que mandou retirar de África rapidamente e em força, que apostou na Europa como seguro político contra tentações golpistas, como fonte dum novo ciclo do ouro e sobretudo como o nosso novo espaço natural, essa geração não foi capaz de deixar o povo votar aquela que foi a sua última bandeira.
Falar dos jovens é fácil, até porque os exemplos da sua ignorância e desatino são imensos. Mas talvez seja tempo de falarmos sobre o que fizeram e o que nos fica como legado daqueles que um dia, em meados do século XX, juraram e acreditaram que nunca iam deixar de ser jovens
*PÚBLICO, 28 de Abril

A Helena Matos é da geraçao de 60?
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Mas a Helena Matos não é também ela da geração de 60? Tal como eu e tal como boa parte dos bloggers nacionais, incluindo, suspeito eu, os blasfemos?
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Se nao é, eram os seus pais que nao nasceu de geraçao expontanea.
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LOgo os portugueses não escreverão sobre Portugal, os economistas não escreverão sbore economia e as diversas gerações não escreverão sobre si mesmas ou sobre a geração dos seus pais ou avós..
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O verdadeiro inquérito que o Pedro Magalhães, poderia fazer ( mesmo de borla, nos tempos livres) era outro: saber se realmente a “geração de 60”, a que nasceu nos anos 40 e que portanto perfez vinte anos nessa década prodigiosa, teve filhos nos setenta e que nos governa desde os oitenta, em termos ideológicos, é responsável pelo Estado a que chegamos.
COmeço a desconfiar que não, ao saber que a Estónia que foi comunista até aos noventa, já nos passou a perna económica.
Por outro lado, vemos o Sarkozy a proclamar que pretende acabar com a geração do Maio de 68 e André Gluscksman e o filho a escreverem um livro para lhe explicarem o que foi o Maio de 68.
Por cá, parece que vai haver novidades para a semana, sobre o Maio de 68.
Também vou fazer a minha perninha, no assunto. COmo tenho documentação de época, vou tentar perceber porque gosto da geração de 60 e porque é que acho que ainda será uma boa geração.
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Bom!
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Gostava de ter escrito isto
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Errado. A ignorância do País é um espanto!!!
Cumprimentos,
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Só na Politica? Perguntem aos profs. das Universidades sobre o “estado de ignorância” que essa Juventude chega ao Ensino Superior. Acho graça a esta “preocupação” do Sr. Presidente. Curiosamente nada se preocupou do estado em que se encontra a Democracia na Madeira…
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LOgo os portugueses não escreverão sobre Portugal, os economistas não escreverão sbore economia e as diversas gerações não escreverão sobre si mesmas ou sobre a geração dos seus pais ou avós..HM
Tenho para mim que igoalmente que acontesceu na Espanha em Portugal a geraçao dos 60 nunca vai escrever as suas memorias.
A geraçao dos 60 portuguesa e espanhola sao a geraçao de emigrantes que andavam buscando ou trabalhando nas fábricas em París e na Alemania.Nao tiveram tempo nem ganas ainda de escrever memorias!
Talvez só e questao de buscar e reencontra-los. Agora que devem andar como pensionistas e ter bastante tempo libre…
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Dona Helena mais um escrito de inspiração ! Também gostava de escrever assim.
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As memórias da geração de 60, são também as memórias da guerra do Ultramar. Hoje, cada vez mais se podem ver livros escritos por alguns dos participantes.
Mas falta uma coisa que é importante: perceber como é que a geração de 60 se deixou embalar pelo canto das sereias da Esquerda comunista, incluino a extremista, ao ponto de se deixarem influenciar totalmente, no que pensam sobre diversos assuntos.
Escola, economia, relações sociais, estado, está tudo minado, pela ideologia left.
Se a Direita em Portugal se pode classificar, ideologicamente, como sendo a de Salazar e a Esquerda como sendo a comunista, esses dois paradigmas, continuam muito desequilibrados na sociedade portuguesa.
Em trinta anos, só agora, se começa a questionar se a Direita de Salazar não teria também as suas virtualidades no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Mas ainda vamos a tempo. Os da Estónia, fizeram-no em muito menos tempo que nós. Fizeram o que era preciso: abandonaram os mitos esquerdistas do comunismo.
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Em Portugal, sempre que alguém se atreve a falar de Salazar/Caetano, ainda hoje, caem-lhe em cima os vigilantes da democracia que entendem que pelo simples facto de se falar neles, se é fascista ipso facto.
É um anátema que dura há décadas e condicionou toda a vida social e política portuguesa.
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“nesta sessão solene do 25 de Abril, estava Jaime Gama que, na véspera, ouvira novamente serem proferidas contra si graves acusações de abuso sexual por parte de ex-alunos da Casa Pia”.
Curioso, Casa Pia e pedofilia, rimarão?
Não, pelo menos a acreditar na “Justiça” que os arautos do sistema actual dizem que funciona, qual sanita com jacto de água!
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A ignorancia e principalmente a estupides e a canalhice de certos adultos é que é um grande espanto.
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E como parecem matracas contra a esquerda/direita, esquerda/direita, esquerda/direita. Completamente com os neurónios programados. Nao sao seres pensantes, sao robots.
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Em tauromaquia, o director de uma tourada, diz-se “o inteligente”.
Este anónimo, toma-se obviamente por isso e por tal, “diz o inteligente que acabaram as canções…”
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Se sou inteligente? Desconheço, porventura mais do que uns e menos do que outros. Mas o que sei é que detesto gente formatada, para quem se um tipo diz que é de direita e tudo o que ele faz os broncos aplaudem, e outros diz que é de esquerda e os broncos assobiam e vice versa. E este texto é formatado e ainda tem uma sacanice pelo meio. Descubra qual e depois tem os comentadores que aplaudem todos contentes e alegres. É mim ser estupido que nem um calhau. Graças a Deus.
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O escrever português correctamente também já foi pelo cano…
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Quanto mais ignorantes melhor.
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Não é noticia nem surpresa, apenas especulação, uma geração não valorizar o que foi o NOVO para as anteriores. Maio’68 foi um NOVO que produziu um NORMAL (velho) nos dias de hoje. Fruto duma geração informada e bem escolarizada para ter mais CONHECIMENTO, a CAPACIDADE ANALITICA, RACIOCINIO e PROCURA/CURIOSIDADE PELO NOVO/DIFERENTE.
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A ignorância das gerações de hoje é outra: ESCOLA, o sistema de Ensino reorganizado para lhes roubar o CONHECIMENTO, a CAPACIDADE ANALITICA e a FORÇA DE RACIOCINAR.
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Ao haver medo da Juventude, castrou-se a Escola. Olvidou-se que a ignorância e o obascurantismo servidos em bandejas de facilitismo e falsa boa vida geram a SELVEJARIA/DESTRUTIVA em vez da AGRESSIVIDADE/CRIADORA que aniquilaram sabendo que estavam aniquilá-la.
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Sim de facto houve um problema fulcral no 25.ABR o aparelho da admnistração publica e de intervenção politica que foi inventado para sustentar bem uma Ditadura nunca foi revolucionado para sustentar bem uma Democracia. Mudaram-lhe a embalagem mas o conteúdo ficou o mesmo. E 30 e tal depois a verdade é que “Salazar” continua a mandar nos destinos de Portugal confortado em camiões de Euros que a União Europeia despejou neste País. Toda a incapacidade de várias gerações inventarem NOVO, ou das proibirem admnistrativamente e politicamente de fazerem NOVO. Apenas, e mais nada.
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Os sistemas auto-organizados, como os Humanos, são sempre vivos e interminaveis. A Finalização é outro nome para a Morte. Afinal como o ciclo nascimento-reprodução-morte ou o próprio Universo. A dita Natureza.
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Acho que o texto está extraordinariamente bem escrito (é um prazer lê-lo) mas não concordo com o conteúdo da crítica. Além do facto de a geração de 60 ainda ter sido escravizada pelos pais e já ser escravizada pelos filhos, parece-me que Portugal devia ser um país horrível para se ser muito jovem na altura.
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Boa tarde Helena,
Enquanto não lhe respondo no “Público” (só daqui a duas semanas…) fique com esta do Vítor Dias
http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/04/helena-moatos-hoje-no-pblico.html
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Revisitar 1968, diz-me o contrário: que foi uma época formidável. Irrepetível, nas suas ilusões, mas próxima nas suas causas.
A politização da juventude, em 1968, conduziu às revoltas estudantis, em França, em nome do marxismo e do anarquismo, duas ideias básicas dessa época.
Interessante, sem dúvida. A geração de 60 deve prestar contas, mas deve sobretudo explicar o que pretendia com a revolta. E parece que estavam certos nos anseios e errados nos meios.
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“Situação em Portugal é das mais preocupantes”
Isabel Jonet alerta para os efeitos da crise.
Luís Rego, em Bruxelas
Portugal é um dos países europeus mais expostos à recente subida dos preços agrícolas. Numa combinação explosiva, os portugueses têm o maior peso da factura alimentar no orçamento familiar (20%) são os terceiros mais pobres da Europa – 20% da população, ou seja 2 milhões, vive abaixo do limiar da pobreza – e 14% dos trabalhadores no activo vivem abaixo desse limiar (60% do rendimento mediano por adulto). Neste quadro, pagar mais na alimentação – ou muito mais, se atendermos a que os bens alimentares vão, segundo Bruxelas, subir 38% este ano – pode significar um rastilho para o agravamento da pobreza e conflitualidade social.
Isto num país onde a subida marginal das taxas de juro – tendo em conta que a esmagadora maioria dos contratos de crédito à habitação foram feitos com taxas variáveis – tem empobrecido muitas famílias. E onde o poder de compra salarial é cada vez menor. Os rendimentos auferidos por trabalhador são, em média, negativos nesta década, como demonstraram as últimas previsões da Comissão Europeia, apresentadas esta segunda-feira. Mas não são apenas as estatísticas que o dizem. No terreno, Isabel Jonet, economista e presidente do Banco Alimentar contra a Fome, explica que a situação em Portugal “é das mais preocupantes porque não estamos só a falar de desfavorecidos como crianças, desempregados ou idosos”. “A subida das taxas de juro criou uma nova classe de carenciados: são os novos pobres. Estamos a falar de pessoas sobreendividadas, que até têm emprego, mas que começam a sentir o peso do aumento dos bens de consumo, sobretudo os de primeira necessidade, como pão e leite”, disse ao Diário Económico.
Os dados recentemente divulgados pelo INE demonstram que o ressurgimento da inflação, em níveis superiores a 3% – e em particular dos bens alimentares – terá um impacto mais violento no orçamento dos portugueses do que na média europeia. Não só gastamos mais em comida como o país importa cada vez mais alimentos para satisfazer a procura e compensar a falta de produção. Na zona euro, os alimentos representam em média menos de 15% do cabaz de bens consumidos, enquanto em Portugal e em Espanha esta proporção já ronda os 20%. Aliás, os espanhóis também estão bem expostos a esta crise, partilhando do mesmo drama nas taxas de juro. Apesar de Espanha contar com ligeiramente menos população nas margens da pobreza, tem uma bolha inflacionista a rebentar no sector da habitação que promete reduzir à força o crescimento económico.
Ó anónimo, estes gajos vivem na estranja, não percebem nada do que se passa na querida porcalhota. A verdade é que nós cá nos vamos arranjando, roubando ali, pilhando aqui, mentindo acolá. Gajas não faltam. Safamo-nos, o resto é conversa. O subsídio foi a melhor coisa que eles inventaram. É pena ser pouco que os cigarros estão cada vez mais caros e a cerveja tem que se beber aos golinhos. Os bitaites do nosso primeiro, os arrotos daquele que tem o cabelinho branco, dão-nos alma.
Não há-de ser nada que não se resolva.
É claro que andam aí uns tipos tremidos, mas isso foi sempre assim, nem se sabem desenrascar, mais uns ranhosos que só falam em política que dizem e contradizem mas a gente joga aos matraquilhos e nem os ouvimos. Quando ia visitar o meu paizinho a custóias ele ensinou-me o que é preciso. Agora com a escola a tempo inteiro, invenção de estalinistas serôdios, a quem só
falta “implementarem” a tal injecçãozinha letal atrás da orelha dos velhinhos para criarem a sociedade perfeita do Estaline, segundo me disse um berloque meu amigo no meio da ressaca, para esses que lá andam avida deixou de ser uma nóia para ser uma merda. Não se queixem. É verdade que já nem temos clubes a jogar nas competições europeias, mas há sempre o ronaldo, o ricardo de carvalho e o deco. Haja calma, portugal é nosso, podes crer, por este andar ninguém nos vai querer.
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De que é que vale escrever bem se o conteudo é horrível?
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Estou a ler uma entrevista de Gaby Conh-Bendit ( anarquista, irmão mais velho ( 32 anos) de Daniel Conh-Bendit e seu inspirador directo), na Magazine Littéraire de Julho de 1968. Fantástica.
Vou escrever sobre isto. Claro que vou escrever. É simplesmente delicioso reviver estas coisas, do modo como foram apresentadas na época.
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É estranho! Eu a pensar que ia encontrar neste artigo algo de que pudesse discordar, para depois lançar uma diatribe contra a Helena Matos, mas não consegui. E bem procurei! Que se passa comigo? Devo estar a ficar velho, não?
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O anarquismo, não queria saber do Estado para nada…ahahahahah!
Faz-me lembrar alguém…
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“Que se passa comigo?”
Isso pergunto eu. O que se passa com as pessoas para conseguirem sempre dizer que a culpa é dos outros.
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Muito, muito bom!
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Quase que aposto que quem aplaude sao os da geraçao que o texto descreve. lol
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Continuem com a bandalheira que ainda vou assistir á caça dos ideólogos dos maios e afins pelos mesmos em nome dos quais afanosamente andaram a servir ao longo deste tempo todo… pelos vistos sem grandes resultados á vista…
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“Tal como eu e tal como boa parte dos bloggers nacionais, incluindo, suspeito eu, os blasfemos?” Disse o LUIS LAVOURA
Luis Lavoura: suspeita mal. Muito mal, mesmo!
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Leia o resto da entrada.
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Eu ainda não percebi muito bem o que é que a Helena quer dizer com a “geração de 60”. É que, como diz o Vilarigues, nessa década formou-se gente muito diversa, comunistas, fascistas, indiferentes, vitimas e algozes, etc. É uma amálgama esquisita.
Quanto ao resto, foi na década de 60 que se formou gente que nos permite agora viver muito melhor que os nossos avós. Incomparavelmente melhor. Devemos isso a muitos que a Helena Matos mete no pactote dos “falhados” da “geração de 60”.
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“…é responsável pelo Estado a que chegamos.”
José, o Estado a que chegámos é muito melhor do que o Estado de onde partimos e que atravessámos.
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Tem toda a razão a Helena Matos. A geração que “tomou” o pais em Abril, “instalou-se” no estado e garantiu o seu futuro com reformas douradas a partir dos 50 anos. Estarei a exagerar? Não me parece, pois a referência somos mesmo nós, a geração dos recibos verdes. O nosso “camarada” Manuel Alegre foi mesmo lapidar na caracterização desta situação e designou-a naturalmente por “solidariedade intergeracional”. Eu diria de outra forma, “nós já resolvemos a nossa vidinha, a geração dos nossos filhos que se amanhe”. Falta é saber à custa de quem a geração de Abril fez o que fez. À custa das gerações dos pais e avós deles e do regime de que tanto dizem mal.
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Helena Matos:
Como certamente leu o estudo “Os jovens e a política”, devemos entender esses “parágrafos e mais parágrafos” lidos pelo Presidente da República sobre a ignorância da juventude, como simples figura de estilo. O assunto merece cerca de uma página num total de 52. Agora, o que parece significativo, é quase ninguém falar nas principais conclusões do trabalho e que talvez possam ser resumidas na seguinte citação:
“Os portugueses são claramente favoráveis a medidas que aumentem a presença de mulheres na vida política, criem novos mecanismos de participação, personalizem o sistema eleitoral e introduzam mecanismos de democracia directa ou semidirecta.(…) Os jovens não se distinguem particularmente dos mais velhos a este nível, a não ser ao revelaram-se mais apoiantes da democracia directa”.
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“José, o Estado a que chegámos é muito melhor do que o Estado de onde partimos e que atravessámos.”
Para nós, é. Mas ainda assim, poderia ser muito melhor. É esse o ponto.
Outro, será: E para os nossos filhos?
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E quer queiram quer não é essa mesma geração a responsável, ou principal responsável pela ignorância dos seus filhotes. E penso que depois de tantos falhanços esse é o mais grave e mais visível a médio prazo… Esperemos que não.
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Os capitães/MFA e quejandos também deixaram Portugal falido depois de gastarem a “pesada herança” como se recordou há poucos dias quando Silva Lopes deixou o Montepio e se reviveram as angústias que passou no Banco de Portugal…
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Mesmo com os julgamentos sociais na moda (está muito em voga, esta primavera) levar o conceito a uma geração inteira parece-me mal.
A geração de 60 tem todo o tipo de pessoas (tal como todas as outras). É produto de um determinado contexto social e cultural (tal como todas as outras), fez o que podia e sabia.
O mundo não está para acabar, amigos. As sociedades são assim: alteram-se, regeneram-se, reestruturam-se e acima de tudo adaptam-se. Já sobrevivemos à idade média. Somos os descendentes da malta que escapou à peste.
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O José pergunta que mundo será o dos nossos filhos. Em princípio será aquele que eles forem capazes de construir, não é assim? Pelo menos a geração de 60 não vai deixar nos filhos a pesada limitação do preconceito e da falsa moral.
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Onde a geração de 60 não influenciou nada foi em Cuba, Coreia do Norte e países muçulmanos que continuam-cada qual a seu modo- no arcaísmo social, económico e político.
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Além disso, tem mais influência no futuro das gerações actuais as decisões americanas sobre bombardeamentos no Irão do que a apatia social por parte da geração do actual poder.
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Para a lololinhazinha:
Enquanto os Americanos não bombardeiam o Irão, os Ayatollahs continuam a matar mulheres à pedrada como se fazia no Afeganistão, e se pratica na Nigéria muçulmana, Sudão e sabe-se lá em que tribos perdidas por esse mundo fora
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Justiça de Fafe:
Vou-lhe contar um segredo:
Elas preferem correr o risco de ser apedrejadas do que dizimadas por uma bomba atómica.
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A lola pelos vistos tem relações privilegiadas com os Ayatollahs…
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Muito bem, Helena.
Melhor exemplo ao que diz , que o modelo dos “jovens carreiristas” e netos dos soixant-huitards tugas , que depois nas jornadas jovens do Parlamento ou qq coisa assim , se apresentaram a dizer “presente” e ” nós estamos aqui interessados VERDADEIRAMENTE na politica ”
Via-se e cheirava-se á distancia “o interesse na politica ” para fugir aos recibos verdes e precaridade dos irmãos mais velhos.Ó arranja aí um tachito na Juventude do Partido ?
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Não foi o Daniel Cohn-Bendit, ídolo da geração de Maio de 68, que revelou em livro ter praticado pedofilia nos anos 70?
E o gajo não é Euro-deputado pelos Verdes?
É esta a geração de 68? E ficamos por aqui!
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O Maio 68 não foi apenas o Conh-Bendit, por muito que esse seja uma espécie de bandido. O irmão mais velho, Gaby, teve maior influência, provavelmente.
E houve outros como Sauvageot e Henri Weber. Este, que escreveu um livro em 88, actualizado este ano ( Faut-il liquider Mai 68?)foi um dos fundadores da Juventude Revolucionária Comunista, que virou trotskista, pouco depois. Um dos mentores era Ernest Mandel, o autor celebrado do Tratado de Economia Marxista (!) livro recomendado por Aníbal ALmeida na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1976 ( onde Vital Moreira se encontrava e era comunista dos quatro costados. Agora é só de um…)
Para ler estas histórias e outras que tais, pode sempre dar-se uma espreitadela a este sítio, onde escrevi estas coisas:
daloja.blogspot.com
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E onde escrevo mal Cohn-Bendit. Conh é nada. Cohn é que é.
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Na minha simples e humilde opinião acredito que tal facto se deva a que as pessoas acreditem que os politicos são curruptos, e que os impostos que as pessoas contribuem para eles vão para seus interesses pessoais e não para criação do interesse dos seus contribuintes o povo de Portugal.
Acho que os politicos estão mesmo muito mal vistos em Portugal hoje em dia.
Soluções:
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Talvez começar-mos a deixar de pagar a tv cabo do senhor presidente da camara de lisboa e ele começar a pagar do bolso de ele como todos nos o fazemos mesmo até quem he mais pobre do que ele
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Muitas vezes explorado por poder, propanda enganosa e ocultação de informação de monopolizações de empresas assinadas pelo nosso governo quando a monopolização he proibida em qualquer parte do mundo porque arrasa qualquer economia então porque o fizeram?! $$$$$$$$ Depois querem reputação … que os jovens se interessem ou que vão para ai pegar na meda que eles nos deixaram? e talvez pagar pela imagem que eles nos deixam…
Venha o rei o Cristo jah estou farto de estes politicos dah …
… e acho que deve jah ganhar bem para isso para não ter necessidade de andar a recorrer ha camara para pagar
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