Negócios entre socialistas
Os negócios de Portugal com a Venezuela cheiram milagre da Índias, com a diferença que a Venezuela não acaba de ser descoberta. A Venezuela tem acesso aos mercados internacionais. Pode transacionar petróleo ao preço de mercado e pode comprar lacticínios e ventoínhas portuguesas sempre que o desejar e ao preço de mercado. Portanto, a questão fundamental, nunca explicada, é: qual é a origem dos ganhos do negócio que o tornam tão especial? As declarações de Sócrates e de Chávez lembram os acordos internacionais entre países comunistas. Tudo é lindo e maravilhoso. Parece que se descobriu de repente uma enorme oportunidade de negócio que ninguém tinha descoberto antes. Os capitalistas andam a dormir. Os socialistas é que têm jeito para o negócio.

“por cima tudo são rendas, por baixo nem tem calcinhas”
“em mar de piranhas jacaré nada de costas”
o oásis continua com camelos, burros e vacas loucas
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Os negócios nos estados unidos também botam abaixo. Por isso, como bota abaixo tudo… o que JM tanto faz.
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Aliás que se saiba o mundo inteiro é socialista.
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perdao, queria dizer o mundo inteiro é de esquerda, a direita fica no paraíso celestial.
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O João Miranda é que tem jeito para o negócio.
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O Joãu Miranda é que tem jeito para o negócio.
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Caro João,
O que motiva estes negócios é o objectivo do Chavez em evitar usar o USD nos pagamentos internacionais. O Sócrates e os empresários nacionais aproveitam. Nos EUA a cotação do Sócrates deve estar a baixar, mesmo que patrocine a entrada do MIT no franchising universitário europeu…
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O João Miranda é que tem jeito para o negócio.
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««O que motiva estes negócios é o objectivo do Chavez em evitar usar o USD nos pagamentos internacionais. »»
Estranho. O que é que impede Hugo Chavez de usar o Euro?
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“O que motiva estes negócios é o objectivo do Chavez em evitar usar o USD nos pagamentos internacionais. O Sócrates e os empresários nacionais aproveitam.”
As moedas são convertíveis. Não estou a entender o problema. Não quer usar USD, usa euros. Até ops americanos podem pagar em euros.
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São arranjos de futuros fora de bolsa por troca directa. Pode não vir a ser o mais rentável mas reduz os riscos aos riscos políticos. Podiam fazer tudo isto em mercado organizado mas era uma trabalheira. Por exemplo, em resposta a o que impede Hugo Chavez de usar o Euro, o facto do petróleo (e tudo o que lhe está ligado como os petroleiros, os fretes, etc…) serem transaccionados em USD no mercado organizado. Para usar o euro, fá-lo fora de bolsa e arranja comparadores por arranjo directo como fez “connosco”.
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O Pinócrates e os empresários nacionais estão a aproveitar o facto de na Venezuela os grandes negócios serem patrocinados pelo Estado e controlados por Chavez e a sua clique no poder.
O Chavez usa o comércio externo para a sua diplomacia externa e os portugueses aproveitam esta má política dos venezuelanos para lhe venderem produtos e serviços.
Não entendo parte das críticas ao Pinócrates e aos empresários nacionais. A menos que haja corrupção, o que não parece ser o caso.
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««O Chavez usa o comércio externo para a sua diplomacia externa e os portugueses aproveitam esta má política dos venezuelanos para lhe venderem produtos e serviços.»»
Como é que sabemos que não há má política dos portugueses?
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nem todos podem invadir países militarmente para adquirir petróleo. Resta-nos a segunda solução, também já comprovada de apoiar regimes de natureza dúbia.
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«««Não entendo parte das críticas ao Pinócrates e aos empresários nacionais. A menos que haja corrupção, o que não parece ser o caso.»»
Não sei se há corrupção ou não. Mas os indícios e as oportunidades não faltam. Este é o negócio ideal para financiar partidos e fundações. Tem todos os ingredientes. Tem um ditador habituado a mandar malas de dinheiro para correligionários políticos e que tem vindo a comprar apoios externos por todo o mundo. Tem um ex-político conhecido por recorrer formas dúbias de financiamento. Envolve membros do partido do governo. É uma transação fora do mercado difícil de avaliar. Envolve uma empresa que não tem apenas estas ligações perigosas. Envolve pagamentos internacionais facilmente laváveis ou desviáveis para qualquer paraíso fiscal.
Num país onde toda a gente acusa os autarcas de corrupção usando como indício o número de rotundas, não deixa de ser curioso que ninguém veja neste negócio indícios de corrupção.
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“Como é que sabemos que não há má política dos portugueses?”
Porque os nossos Aliados não se importam lá muito que o fanfarrão do Chavez. Essa é a verdade. Ninguém liga a sério o que o gajo diz, com excepção dos seus vizinhos mais próximos.
“Este é o negócio ideal para financiar partidos e fundações. Tem todos os ingredientes. Tem um ditador habituado a mandar malas de dinheiro para correligionários políticos e que tem vindo a comprar apoios externos por todo o mundo.”
Mas então as autoridades portuguesas que investiguem os financimantos destas fundações.
É claro que não vão investigar. Porque nem era preciso os financiamentos do Chavez para suspeitarmos dos negócios escuros de partidos e fundações portuguesas. Bastava ver quem financia os nossos partidos políticos.
As suspeitas que o JM lança têm a mesma razão de ser de o país em questão for Alemanha (e ver os problemas com o CDS) ou os USA. O problema é sermos corruptos e não ser o regime do Chavez ou outro em particular em questão.
A Venezuela, sendo liderada por um proto-ditador, não foi condenada em termos internacionais por qualquer acto. Ou já foi?
Olhe, preocupa-me mais a corrupção portuguesa em relação aos angolanos, que os fazem “nacionalizar” a nossa economia. E ninguém critica esta vergonha portuguesa. Pelo contrário, acotevelam-se para abocanhar o seu quinhãozinho lucrativo.
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Parece-me que o PS descobriu o seu novo Macau.
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“Não entendo parte das críticas ao Pinócrates e aos empresários nacionais. A menos que haja corrupção, o que não parece ser o caso.”
Olha, olha! Vossemecê terá nascido ontem? Dê lá um bocadinho de corda ao miolo: Já viu algum português de gema fazer um negociozito à socapa sem “sacar algum”? Sem “tirar o seu”?
O João é que tem razão. Caramba, que até rima. Este slogan é melhor do que aquele do Milenium (o não sei quantos é que sabe).
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“Dê lá um bocadinho de corda ao miolo: Já viu algum português de gema fazer um negociozito à socapa sem “sacar algum”? Sem “tirar o seu”?”
Então o problema não está nos negócios com a Venezuela. Está connosco. Somos corruptos. Essa é verdade. E a corrupção estende-se a quase todos o sectores que se liguem ao mundo da política e relações com o Estado.
Seja a Venezuela, Angola ou USA, o problema é sempre o mesmo: somos corruptos.
Mas então, sejamos sinceros. Resolva-se o problema pressionando ainda mais para que haja mesmo uma verdadeira luta contra a corrupção. Mas isso não existe. As pessoas fecham os olhos à corrupção.
Um dos piores sintomas do sistema está na figura do nosso Primeiro-Ministro. Uma figura que é suspeita, em vários sentidos, e que não está sob investigação. Que se saiba…
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“Então o problema não está nos negócios com a Venezuela. Está connosco. Somos corruptos. Essa é verdade. E a corrupção estende-se a quase todos o sectores que se liguem ao mundo da política e relações com o Estado.”
É pá! Deu mesmo a corda toda! Exactamente, meu caro. Não podia estar mais de acordo consigo, tomando em consideração que você nunca me pagou nada. Se me pagar um almocito ainda posso estar mais de acordo consigo, e até escrevê-lo.
Está a ver como são os portugueses? 😉
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Nos governo de Sá Carneiro e posteriores até António Guterres, passando por Cavaco, houve grandes negociatas com a venda de armas para o Irão e para o Iraque. Será mentira que foram negócios dos governos laranja?
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O JM investiga o quê ?
E uma pena perder-se
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Mas o JM está assim zangado só porque este negócio escapa á especulação do dinheiro ? Troca directa de mercadorias,vantagens para todos.Quem não produz não é cá preciso,dizem o Sócrates e o Chavez,entre duas fumaradas.
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Na realidade para alem do folclores, não está explicao o interesse desta viagem……
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