A nossa academia
Francisco Louçã é doutorado em economia e professor universitário.
Francisco Louçã, líder do BE, defendeu ser necessário abolir a liberalização de preços instituída em 2003, e instituir um mecanismo anti-especulativo de formação de preços considerando que cerca de 20 % do custo final ao consumidor resulta de movimentos de especulação.
Segundo o BE, “o factor determinante para a escalada dos preços tem sido a sua liberalização”, considerando que ao “analisar-se a composição do preço dos combustíveis verifica- -se que apenas uma pequena parte deste reflecte o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais”. O diploma do Bloco estabelece que “o preço do combustíveis em cada momento é determinado pelo preço do crude ou do combustível importado no momento da importação, e não pelo preço de produto semelhante no momento em que o consumidor final o adquire”.
Esta estratégia das empresas de fazerem reflectir no preço de venda não o custo efectivo por que compraram o produto há alguns meses atras, mas os custos de mercado desse dia são um dos factores que provocam inflação, sendo em si mesmo “inaceitáveis”, segundo frisa o BE.
(link)
Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia que acha que é inaceitável que as empresas vendam um produto ao preço de mercado em vez de o venderem a um preço que resulte dos seus preços de produção.

Caro JM,
quanta inocêcia, mas esperava um discurso diferente por parte do dirigente do BE?
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Errr… o homem é socialista (economicamente, para além do resto), logo para eles os preços são o resultado pura e simples do valor acrescentado do trabalho (mais despesas de transformação).
O “mercado”, como concepção de preço, não faz sentido.
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«Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia que acha que é inaceitável que as empresas vendam um produto ao preço de mercado em vez de o venderem a um preço que resulte dos seus preços de produção.»
Temos um blogger com dificuldades de interpretação. Não é isso que diz o negrito. Volte lá a ler…
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O argumento tem de facto um erro factual. A GALP importa gasóleo já refinado, isto é, não importa apenas crude para refinar. E a GALP exporta gasolina. Ora, se a GALP exporta gasolina e importa gasóleo, é evidente que tem que vender esses produtos ao preço do dia. Não faz sentido que a GALP venda o gasóleo refinado por si a um preço, e o gasóleo que importa a um preço diferente. Nem faz sentido que a GALP exporte gasolina a um preço daquele que cobra aos consumidores domésticos.
A tese de Francisco Louçã parte da premissa errada de que os carburantes utilizados em Portugal são todos provenientes de crude refinado em Portugal, e de que todo o crude importado por Portugal se destina ao consumo interno.
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««Temos um blogger com dificuldades de interpretação. Não é isso que diz o negrito. Volte lá a ler…»»
É óbvio que é.
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««O argumento tem de facto um erro factual. »»
O argumento está todo ele errado e é um erro de teoria económica.
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««é evidente que tem que vender esses produtos ao preço do dia. »»
Todas as empresas têm que vender os seus bens e serviços ao preço de mercado. Se tentarem vender acima não vendem nada. Se tentarem vender abaixo perdem dinheiro.
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“Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia que acha que é inaceitável que as empresas vendam um produto ao preço de mercado em vez de o venderem a um preço que resulte dos seus preços de produção.”
Essa conclusão (ou algo parecido com isso) é perfeitamente aceitável pelos cânones da teoria económica “ortodoxa”, se estivermos a falar de um mercado em que seja difícil haverem muitas empresas (p.ex., se dimensão mínima para uma empresa funcionar for muito grande em comparação com o mercado)
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««Essa conclusão (ou algo parecido com isso) é perfeitamente aceitável pelos cânones da teoria económica “ortodoxa”, se estivermos a falar de um mercado em que seja difícil haverem muitas empresas (p.ex., se dimensão mínima para uma empresa funcionar for muito grande em comparação com o mercado)»»
Quer isso dizer que se a Galp comprar o petróleo a $135 e se entretanto o petróleo baixar para $50, então deve vender a gasolina ao preço actual? Mesmo que a BP e a Repsol o estejam a vender muito mais baixo?
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“Todas as empresas têm que vender os seus bens e serviços ao preço de mercado. Se tentarem vender acima não vendem nada. Se tentarem vender abaixo perdem dinheiro.”
O que o JM escreveu é um erro de teoria económica.
Só em casos muito excepcionais (aquilo a que os neo-clássicos chamam “concorrencia perfeita”) é que uma empresa não vende nada se vender acima do preço de mercado.
Quanto ao “Se tentarem vender abaixo perdem dinheiro”, nem é muito claro o que o JM quer dizer com isso? Perdem dinheiro em termos absolutos, ou perdem dinheiro comparado com o que ganhariam se não vendessem abaixo do preço de mercado?
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Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia
a falar certo, direito e claro, e mesmo assim o João Miranda não atinge, não entende, a precisar de remediação em mais aulas.
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Miguel madeira,não puxe pelos conhecimentos teóricos de economia do JM que ele zanga-se.Para ele nada há para além da oferta e da procura.
Como para Louça nada há para além de especuladores.
Felizmente, que todos os dias há gente, que trabalha para o mercado responder ás necessidades das pessoas.Em Portugal nem por isso…
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Como sempre a esquerda neste caso a extrema escolhe destruir informação. Os preços do mercado são informação que fazem as pessoas, empresas escolher actividades e investimentos futuros.
E como sempre a esquerda está sempre pronta a voltar ao sovietismo. Com preços definidos pelo preço do petróleo e lucros fixos(Também é isso que se pretende) não há razão para ganhar qualquer eficência na venda de derivados.
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Temos é uma pessoa que não entende que quando se fala de modelos de organização económica não estamos a falar de uma ciência exacta. O mercado tal como o João Miranda o entende não é uma realidade partilhada por todos os especialistas, longe disso aliás. Desta forma tanto uma como outra são percepções legitimas. Eu entendo o argumento do João Miranda, válido numa determinada percepção de formação de preço mas entendo igualmente a opinião do Louçã, válida segundo uma perspectiva (um modelo) diferente de organização da sociedade e da economia. Nenhuma está errada embora entre as duas até ache que a do João Miranda é mais correcta desde que realmente exista mercado … coisa que só com MUITA boa vontade (MUITA) mesmo se pode acreditar existir.
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«Especulações» à parte, penso que não faz sentido falar neste caso em preço de mercado, porque esse resulta da concorrência entre os diversos agentes económicos. O preço com que nos confrontamos é resultado da cartelização das petrolíferas.
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JM,
«não o custo efectivo por que compraram o produto há alguns meses atras, mas os custos de mercado desse dia»
Parece que há aqui um elemento temporal que não considerou. A dicotomia não é custo/preço de mercado.
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Que tonto que eu sou…
.
Pensava que o BE era a favor de Kioto e que até defendia taxas sobre o consumo de combustíveis, para desincentivar a produção de CO2.
.
Sou mesmo tótó
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PS: Vá lá, o JM vai não foi tão longe quanto o meritoso Sócrates que disse que Louça não tem “curriculum” [sic] para lhe dar lições.
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««Parece que há aqui um elemento temporal que não considerou. A dicotomia não é custo/preço de mercado.»»
Sofia,
O erro de Louçã está em achar que um comerciante que vende um produto hoje o deve vender pelo preço que ele estava há 2 meses quando o comprou. A pratica correcta é vender ao preço do dia e não ao preço de há 2 meses atrás.
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http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author:f-lou%C3%A7%C3%A3
http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author%3AJ-Miranda
Tens toda a razão, pá!!!!
Que inveja que eu tenho das tuas publicações …
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Não sei porque é que o economista Louçã se preocupa tanto com 20% do preço sendo especulação já que isto representará apenas uma fracção ínfima do preço final depois de impostos. Ele por acaso não mencionou os impostos, … ou mencionou?
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Tenho um imenso respeito por Louçã enquanto académico e economista. Aliás, foi ele que me orientou na minha tese de mestrado e foi, digo-o sinceramente, um excelente orientador. Talvez por isso me custe ler este texto do Bloco de Esquerda. Salvaguardo que quando Louçã defendeu o que é descrito nesse texto, não era Louçã o académico a escrever, mas sim o político.
Há uns tempos, num ‘post’ num outro blogue (penso que no Insurgente), argumentei que quem não tem bem interiorizado o conceito de “custo de oportunidade” dificilmente poderia dar um contributo relevante numa discussão sobre Economia. O conceito é simples de entender, por exemplo o custo de oportunidade de uma dada matéria-prima é pura e simplesmente o melhor uso alternativo que pode ser dado a essa matéria-prima, mas muitas pessoas esquecem-se dele quando discutem economia.
Na decisão económica é o custo de oportunidade que interessa. Quando uma empresa decide o que fazer com o petróleo que tem armazenado, pouco relevante é o preço pelo qual o comprou há um ou há dois anos. Esse custo é passado. Nada que a empresa faça pode alterar esse custo que teve. Para a empresa que decide produzir gasolina à custa do petróleo o que interessa é saber se esse petróleo não seria mais lucrativo se lhe fosse dado um uso alternativo.
Evidentemente, um uso alternativo possível é vender o petróleo que comprou no passado ao preço de hoje. Assim, para a empresa o custo de oportunidade de usar o petróleo é, no mínimo, o preço de mercado do petróleo e não o preço a que o comprou. O custo de oportunidade é o preço actual do petróleo, o custo contabilístico é o preço passado. O valor contabilístico e o valor económico são coisas diferentes.
Quando os preços do petróleo sobem, é normal que, de um ponto de vista contabilístico, os lucros aumentem: contabilizam-se as vendas aos preços actuais (preço mais caros) enquanto os custos são contabilizados com base nos preços de compra passados (isto não é exacto dado que depende do sistema de contabilidade adoptado).
Se este projecto do BE fosse para a frente, os preços dos combustíveis deixariam de reflectir o custo actual do petróleo e passariam a reflectir o preço do petróleo de há um ano. Isto é um disparate. Os consumos de combustíveis reagem aos seus preços. Um aumento dos preços do petróleo, ao se reflectir imediatamente no preço da gasolina, leva-nos a consumir menos combustível. Com a medida sugerida pelo BE, em vez de andarmos a reagir ao custo do petróleo hoje, andaremos a reagir a variações dos custos de há um ano. Quer isso dizer que num momento em que o petróleo aumentou de preço, nós andaríamos a consumir combustível com base nos custos (mais) baixos de há um ano. Entretanto, se o petróleo baixar de preço no próximo ano, então, no próximo ano andaremos a reduzir o nosso consumo de combustível, numa altura em que os preços estão a baixar. Ou seja, importamos mais petróleo quando este está mais caro e importamos menos quando ele está mais barato.
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«O erro de Louçã»
Não é uma questão de erro. É uma questão de posição política. Para o Louçã, isto é oportunismo.
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… quando o oportunismo era erro. A história romântica de um demagogo.
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“Laranjada Ovarense Diz:
3 Junho, 2008 às 4:02 pm
http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author:f-lou%C3%A7%C3%A3
http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author%3AJ-Miranda
Tens toda a razão, pá!!!!
Que inveja que eu tenho das tuas publicações”
Bem, o João Miranda é um génio!!! Tem artigos publicados nas áreas de Física de Partículas, Cálculo Estocástico, Biologia Molecular, Investigação Operacional, Psicologia Clínica e Direito Constitucional!
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Precisely, my dear Tiago!
😉
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Acho que o JM é um savant.
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Tiago Diz:
3 Junho, 2008 às 4:41 pm
Atenção que há um João Miranda (filho do constitucionalista Jorge Miranda) que é Mestre em Direito.
Esse é que deve ter escrito sobre direito constitucional e, se procurarem bem, sobre direito administrativo e direito do ambiente, também.
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“Laranjada Ovarense Diz:
3 Junho, 2008 às 4:02 pm
http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author:f-lou%C3%A7%C3%A3
http://scholar.google.pt/scholar?hl=en&lr=&q=author%3AJ-Miranda
Tens toda a razão, pá!!!!
Que inveja que eu tenho das tuas publicações”
Ao que a falta de argumentação (leia-se brio)leva…
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Desculpa lá JM, mas a tese do Francisco Louça faz todo o sentido e é perfeitamente defensável. Aliás, se isto continuar assim, a médio prazo isto vai custar muito caro às petrolíferas, pois apenas vai provocar um investimento acelerado, por parte da industria automóvel (e de outros produtores de motores à base desse combustível fossil), em energias e formas de locomoção alternativas.
Porquê? Pela tal procura e oferta que você tanto gosta de falar. Se a curto prazo é impossível diminuir a procura por esse bem, a médio prazo será certamente possível. A procura por energias alternativas vai aumentar imenso e não vão ser as petrolíferas a ganhar com isso. Mas são opções, parece que as petrolíferas já tomaram a dela.
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««Desculpa lá JM, mas a tese do Francisco Louça faz todo o sentido e é perfeitamente defensável. »»
Suponho então que se o JLS tiver uma casa para vender a vende ao preço a que a comprou em vez de a vender ao preço de mercado. É isso?
E já agora, se o petróleo estivesse a descer, a GALP devia vender a gasolina a preço de mercado ou ao preço a que ela estava quando o petróleo foi comprado?
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À anónima (29): Se a argumentação das credenciais académicas serve para o “Apito Final” porque é que não serve para isto?
Abominando tudo o que cheire a Bloco, entre o Louçã e o Miranda, sei bem onde estão as credenciais para “botar faladura”, mesmo dando o desconto de que um político não pode (ou pelo menos não deve) misturar as águas com a ciência, ainda que económica.
Quanto às postas do Miranda, são tão credíveis como as consultas do Prof. Bambo … lêem-se como se lê o horóscopo do JN, para rir um bocado e descontrair.
O problema é que há gente que começa a acreditar mesmo nisto …
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“E já agora, se o petróleo estivesse a descer, a GALP devia vender a gasolina a preço de mercado ou ao preço a que ela estava quando o petróleo foi comprado?”
ahahaha, boa pergunta para o professor Louçã.
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Laranjada Ovardense, porque é que não arranja uma vida e desopila daqui?
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Ovarense, é Ovarense, como o tricampeão nacional de basquetebol, Tina!
Quanto a arranjar uma vida … bom!
Quem passa aqui a vida não sou eu, portanto … bye, bye my love!
(Curiosa esta malta, quando não lhes cheira, mandam arredar!)
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A Tina é uma instituição do Blasfémias; tem direitos, nem que seja defender “o nosso economista amador predilecto”, como lhe chamou carinhosament LR!
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Não cheira o quê, você cheira que tresanda!… Assim como este Portela Menos Um (que deve ser o mesmo). O que vos faz sentir bem é dizer mal dos outros já que ambos devem ser umas nulidades completas. São aqueles funcionários públicos que não têm nada que fazer e todos se querem livrar de vocês mas não sabem como. Mais valia atirarem-se de um precipício seus inúteis.
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Eu acho que o João Miranda tem poucas pedras para atirar ao telhado do Francisco Louçã.
O João Miranda não é suposto fazer investigação em Biotecnologia? Com todo o tempo que passa a dizer disparates neste blogue e a querer convencer-se que sabe tudo sobre tudo, duvido que lhe sobre tempo para trabalhar.
Se vivessemos numa sociedade capitalista, tínhamos todos acções da Galp e o João Miranda ganharia a vida como cómico que é, em vez de investigador (funcionário público?).
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«Suponho então que se o JLS tiver uma casa para vender a vende ao preço a que a comprou em vez de a vender ao preço de mercado. É isso?»
Não faz sentido nenhum a comparação que faz. Nenhum mesmo. Escusa de tentar truques semânticos demagógicos comigo. 🙂
«E já agora, se o petróleo estivesse a descer, a GALP devia vender a gasolina a preço de mercado ou ao preço a que ela estava quando o petróleo foi comprado?»
Sim, parece ser essa a lógica da tese que o Louçã admite. Não faz sentido porquê? É uma teoria. É uma questão de justiça. Mas claro que não se pode esquecer que o Louçã defende uma ideologia social extremista. Que prefere uma repartição dos custos o mais “justa” possível. Claro que a justiça é algo perfeitamente indeterminável e abstracto, mas, na ideologia dele, haverá justiça nesse sentido e se isso acontecer. Por isso, compreendo a tese que ele defende. É defensável e tem lógica. Não quer dizer que concorde com ela, coisa que parece ter presumido, por eu ter feito referência ao preço que as petrolíferas vão pagar no futuro – parecendo-me evidente que uma coisa não implica a outra.
Por outro lado, na teoria que você advoga, acredita que se o petróleo descesse durante o próximo mês, de novo, para 100$, que a repercussão dessa descida, no consumidor, seria idêntica à repercussão da anterior subida? Haveria “justiça” ou haveria apenas e só “mercado”? Procura e oferta a funcionar ou umas moedinhas extra no bolso de alguns? Legítimo, claro. Mas justo? As externalidades que afectam a economia são incontáveis e advogar uma simples tese de um inocente e ingénuo processo de procura e oferta na determinação dos preços é exactamente isso: inocência e ingenuidade. É evidente que as empresas tentam maximizar os lucros até um ponto em que consideram suportável para o consumidor: até ao ponto de equilíbrio. Mas é evidente para todos que esse ponto de equilíbrio já há muito que foi ultrapassado. Neste momento preferem repercurtir os aumentos dos custos de produção nos consumidores. Como referi, haverá um preço a pagar, por eles próprios, no final da história. A procura dessa energia vai diminuir a médio prazo e o mercado e a bolsa vão-se limitar a funcionar, para mal dessas empresas.
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O Ricardo é outro funcionário público que não tem nada para fazer e ainda vive com os pais numa casa de renda congelada e espera ainda lá ficar quando os pais morrerem já que faz parte do agregado familiar e não é abrangido pelo artigo 9 da lei 6 de Setembro de 2006. Ao fim de 10 anos estará a pagar uma renda de 200 euros que será actualizada pelo índice de inflação. Que mais poderia desejar?…
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PS: se não percebeu muito bem quando eu disse que a comparação não faz grande sentido, leia este ponto no relatório da Autoridade da Concorrência. Penso que seja praticamente senso comum, mas talvez esteja equivocado quanto a isso:
«40. O regime de preços do petróleo que vigora desde a segunda metade dos anos 80 envolve grande volatilidade que se deve, em grande parte, ao facto dos mercados de futuros reagirem por under ou overshooting a notícias que saem a todo o momento.»
Ou seja, ao falar de um imóvel, misturou alhos com bogalhos.
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««Não faz sentido nenhum a comparação que faz. Nenhum mesmo. Escusa de tentar truques semânticos demagógicos comigo. :)»»
Equeceu-se de explicar porquê. Argumente. Qual é exactamente a diferença?
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««Ou seja, ao falar de um imóvel, misturou alhos com bogalhos.»»
Ainda não percebi qual é o seu argumento. Acha que uma empresa deve gerir o seu stock considerando preços de compra em vez de preços actualizados? Porque é que considera que essa é uma gestão racional dos recursos?
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“Ricardo Diz:
3 Junho, 2008 às 10:18 pm
O João Miranda não é suposto fazer investigação em Biotecnologia? Com todo o tempo que passa a dizer disparates neste blogue e a querer convencer-se que sabe tudo sobre tudo, duvido que lhe sobre tempo para trabalhar.”
E, sendo o João Miranda um defensor alucinado da imigração, certamente não se importaria que nós, contribuintes, tivessemos a possibilidade de o dispensar para contratar investigadores em Biotecnologia Chineses ou Indianos que publicariam muito mais do que ele com um custo muito menor.
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tina Diz:
3 Junho, 2008 às 10:15 pm
mais do que uma instituição … é um cromo raro!
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«E já agora, se o petróleo estivesse a descer, a GALP devia vender a gasolina a preço de mercado ou ao preço a que ela estava quando o petróleo foi comprado?»
O preço do petróleo está a descer há dias. O JM por acaso viu o preço descer nalguma gasolineira ?
Não reparou ainda que há uma assimetria assinalável na correlação entre os movimentos de preços nas gasolineiras e o preço da matéria prima no que diz respeito às subidas e às descidas ?
Ouviu o seu companheiro de blog, o CAA na RTPN ? Não lhe suscitam nenhum comentário as suas declarações?
Antes de o JM, eminente biotecnólogo, emitir a sua douta opinião sobre o estado da academia com base na sua análise sobre as declarações de um colega seu acerca de uma área que não é a sua, importa-se de nos esclarecer sobre a sua obra científica na área da economia?
Já agora, pode também dar um exemplo de um artigozito publicado na sua própria área? Pode mostrar-nos o que é que anda a fazer com os nossos impostos? Pode dizer-nos qual é o seu contributo pessoal para o bom estado da “Academia” ?
Certamente, quem tem tanta facilidade em criticar a “Academia” não se importará de ser escrutinado por forma a esclarecer qual é a autoridade de que dispõem para estar em condições de fazer essa crítica.
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««O preço do petróleo está a descer há dias. O JM por acaso viu o preço descer nalguma gasolineira ?»»
Não respondeu à pergunta.
««Não reparou ainda que há uma assimetria assinalável na correlação entre os movimentos de preços nas gasolineiras e o preço da matéria prima no que diz respeito às subidas e às descidas ?»»
Já viu o relatório da Autoridade para a Concorrência, gráficos 4 e 5?
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As opiniões do Dr. Louçã estão sempre de acordo com a política do contra em que o BE está a ficar especialista, a racionalidade não interessa quando se anda à caça do voto em determinados sectores. A este ritmo de deriva populista crescente, o Dr. Louçã arrisca-se a passar a ser conhecido pelo Francisquinho das Feiras, à boa maneira do Paulo Portas.
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O Miranda não trabalha? Ah não que não trabalha. E mama do nosso bolso. Upa Upa! Um mister.
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“Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia que acha que é inaceitável que as empresas vendam um produto ao preço de mercado em vez de o venderem a um preço que resulte dos seus preços de produção.”
Claro que o Dr. Louçã, na linha do que prega para os outros, só aceita como retribuição pelo seu trabalho o necessário para cobrir os seus “custos de produção”. Nomeadamente o que precisa para pagar a sua alimentação, habitação e transportes, pois os seus estudos já devem estar mais do que amortizados. Right?… 😉
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18. Sofia Ventura:
Vá lá, o JM vai não foi tão longe quanto o meritoso Sócrates que disse que Louça não tem “curriculum” [sic] para lhe dar lições.
“Curriculum” tem. Não parece é estar à altura dele.
22. LA-C:
Salvaguardo que quando Louçã defendeu o que é descrito nesse texto, não era Louçã o académico a escrever, mas sim o político.
Por outras palavras, Louçã, enquanto político, defende coisas que, enquanto académico, sabe estarem erradas. Não é novidade mas é bom obter a confirmação por parte de quem o conhece de que, como político, Louçã é um hipócrita.
A não ser que, como o JLS escreve, seja uma questão ideológica. Mas, mesmo não sendo a Economia uma ciência exacta (as variáveis a considerar são demasiadas para se poderem criar modelos perfeitos), continua a ser uma ciência, com regras, teorias e modelos. Se Louçã diz coisas enquanto político que refuta enquanto académico, então é um hipócrita ou um ingénuo. Ingénuo no sentido de acreditar que a natureza das coisas pode ser alterada por decreto.
Pelo que me diz respeito, não sei o que será mais perigoso.
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tantos doutos a opinar esclareçam-me uma coisa?
qual era a cotação do dolar à 2 ANOS ATRAS?
qual éa cotação de hoje?
o crude é pago em dolares ou em euros?
quem está a ganhar com o momento especulativo?
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O Louca vive no mundo socialista utopico, o Joao Miranda pelo contrario vive no mundo real em que o mercado e perfeito, em que nao ha monopolios, nao ha politicas de cartel entre agentes economicos, a especulacao (que isso pa?) nao existe, a filantropia abunda, etc..etc…
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e a evolução do Dolar/ Euro…não conta!!!!
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Não sei se é o JM ou o FL que tem razão.
O que sei, é que as sociedades onde foi aplicado o modelo preconizado pelo Dr Louçã geraram miséria, repressão e acabaram por falir.
As sociedades onde se tenta usar o modelo que o JM preconiza, são, sem excepção, as mais ricas, mais prósperas,onde há mais direitos e o porto de destino de milhões de seres humanos.
O Dr Louçã faz de conta que não há um passado e acena com novos amanhãs que cantam.
O JM dá-nos conta das regras de um mundo que funciona de uma forma razoável. Tão razoável que é mesmo a melhor alguma vez o sapiens criou.
O Dr Louçã produziu um Trabant e garante-nos que irá agora produzir um carro voador.
O JM diz-nos que o Ferrari, embora não voe, é melhor que o Trabant.
Eu fico-me pelo JM e o mundo real.
Nunca fui muito de religiões.
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