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O discurso de MFL III

23 Junho, 2008

Ouvi outra vez as declarações de Manuela Fereira Leite. Ela disse que não há dinheiro para grandes obras. Disse também, na frase seguinte, que o dinheiro poupado nas grandes obras deve ser usado para ajudar os mais desfavorecidos. Faz sentido. O dinheiro que não existe não deve ser usado para fazer obras públicas mas para ajudar os mais desfavorecidos.

O que é mais extraordinário é que este tipo de discurso tem grande aceitação. Afinal todos somos sensíveis à pobreza. O pequeno detalhe de que não se pode dar aos pobres dinheiro inexistente não tem qualquer importância.

50 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    23 Junho, 2008 00:52

    Caro amigo

    Essa não. Ela disse que não havia dinheiro para grandes obras o que significa que há dinheiro para pequenas e médias obras. E esse dinheiro que existe pode ajudar os mais desfavorecidos em vez das habituais obras do regime. Perdão. Poderia…

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  2. terrivel's avatar
    terrivel permalink
    23 Junho, 2008 00:57

    “Afinal todos somos sensíveis à pobreza”

    Como assim? donde infere isso? somos obrigados a ser sensiveis a pobreza?

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  3. Sofia Ventura's avatar
    23 Junho, 2008 01:02

    “Ela disse que não há dinheiro para grandes obras. Disse também, na frase seguinte, que o dinheiro poupado nas grandes obras deve ser usado para ajudar os mais desfavorecidos (…)Afinal todos somos sensíveis à pobreza. O pequeno detalhe de que não se pode dar aos pobres dinheiro inexistente não tem qualquer importância.”

    Caro JM, acompanhe-me neste raciocínio:

    O JM tem um orçamento familiar de € 500. Tem de pagar renda, abastecimento de serviços essenciais, escola, alimentação, transporte para o emprego e o seu filho pede-lhe uma playstaion.
    O JM responde-lhe: não há dinheiro para playstations, o dinheiro da playstation é para pagar a renda.
    Acha que há aqui alguma desonestidade? Não me parece. Trata-se se gerir um orçamento € 100, são € 100, são € 100, mas se os queremos gastar no pagamento da renda (pressuposto), não há € 100 para playstations.

    Se o primeiro post era provocatório, este é pura e simplesmente desonesto.

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  4. praça de velasquez's avatar
    praça de velasquez permalink
    23 Junho, 2008 01:03

    Eu sou sensível à pobreza.A moral,a intelectual(que horror),e à económica.Mas há quem goste de sobressair,no gueto.

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  5. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 01:11

    Sofia Ventura,

    Mas afinal explique-me uma coisa:

    Existe ou não existe dinheiro? Se o governo quiser fazer as tais obras públicas tem ou não tem dinheiro? Repare que aquilo que a Sofia diz que MFL está a dizer é que há folga orçamental. Essa folga pode ser usado ou para fazer grandes obras ou para caridadezinha. O reconhecimento de que há folga orçamental é um extraordinário elogio a Sócrates. Será que foi isso que MFL fez?

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  6. Ritinha's avatar
    Ritinha permalink
    23 Junho, 2008 01:11

    Já passava da meia-noite e o João Miranda ainda não tinha gasto a sua quota diária de veneno…

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  7. Sofia Ventura's avatar
    23 Junho, 2008 01:22

    “aquilo que a Sofia diz que MFL está a dizer é que há folga orçamental. Essa folga pode ser usado ou para fazer grandes obras ou para caridadezinha.”

    É mais ou menos isso. Só não lhe chamaria “caridadezinha”.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2008 01:23

    Deixando de lado as questões da pobreza , que são graves , sem dúvida , mas não acredito sequer que a senhora esteja assim tão preocupada com o assunto , eu cá acho que o país precisa de muitas pequenas obras , nomeadamente restauro e requalificação de edificios públicos ( excusavam de alugar imóveis por milhões , não é?) ; os programa polis ; incentivos a jovens na area da agricultura para que arrendem terra ; uma faculdade de medicina novinha ; e mais umas tantas empreitadas a pequenas e médias empresas de construção. Não percebo porque só grandes obras para grandes grupos .Pequenas e médias obras distribuiam a massa de forma muito mais coerente com a minimização da pobreza. Será pelo Coelho e assim que estas cenas são sempre iguais? Não há luvas para o frio?
    Por exemplo , com a gasolina a subir todos os dias , muita gente vai ter de reconsiderar a opção de ter ido viver nos arredores campestres das pequenas cidades e voltar ao centro.

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  9. Diabo's avatar
    Diabo permalink
    23 Junho, 2008 01:25

    João Miranda, experimente falar de incêndios, a época está aí…
    Ou de futebol, viu a dificuldade de passes entre linhas da Itália?
    Já não há pachorra… Nem para mim, que sou o diabo!

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  10. MFerrer's avatar
    23 Junho, 2008 01:26

    Parabens João Miranda!
    Impecável!
    Há ali um desvio populista que a Evita Peron teria evitado:
    A senhora está muito mal briefada!
    Será do Guaraná?
    MFerrer

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  11. MFerrer's avatar
    23 Junho, 2008 01:34

    Entretanto o governo prossegue a sua saga anti social e sem dinheiro para destribuir:
    Entregou hoje o portátil nº 200.000, Duzentos mil !!!, sem preocupações sociais, e por pura maldade.
    A ideia de que as obras são más para o País , não é bem isso. São más para os resultados eleitorais da oposição.
    Se todos os bancos e empresas do sector são controlaadas há anos pelos ex-ministros do PSD, o que é que a senhora anda a fazer?
    MFerrer

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  12. je's avatar
    23 Junho, 2008 01:41

    “Ela disse que não há dinheiro para grandes obras. Disse também, na frase seguinte, que o dinheiro poupado nas grandes obras deve ser usado para ajudar os mais desfavorecidos.”

    Se o João Miranda não fosse tão exigente na sintaxe, teria percebido, como qualquer pessoa mediamente dotada, que “o dinheiro é pouco, para ser queimado nas grandes obras”.

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  13. Pedro Morgado's avatar
    23 Junho, 2008 01:47

    Excelente. É uma pena que a maioria das pessoas não se aperceba do que emana da boca dos nossos políticos…

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  14. Curiosamente's avatar
    Curiosamente permalink
    23 Junho, 2008 01:54

    JoaoMiranda Diz:

    ” Sofia Ventura,

    Mas afinal explique-me uma coisa:
    Existe ou não existe dinheiro? ”

    Não existe JMiranda. O estado não tem um tostão sequer. O OGE esta a zero. [irónico]Percebeu ?
    Senão percebeu leia o primeiro comentário da Sofia, que está lá tudo.

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  15. Curiosamente's avatar
    Curiosamente permalink
    23 Junho, 2008 01:59

    Não invente dados que não existem como “folgas orçamentais” pois isso é pura invenção sua. Ninguém falou nisso, como a Sofia disse.
    E o Assur.

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  16. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 02:07

    ««Não invente dados que não existem como “folgas orçamentais” pois isso é pura invenção sua. Ninguém falou nisso, como a Sofia disse.»»

    A noção de “folgas orçamentais” é fundamental para perceber a discussão. Ela serve para entender o que é que neste contexto significa “haver dinheiro”.

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  17. Curiosamente's avatar
    Curiosamente permalink
    23 Junho, 2008 02:11

    JoaoMiranda Diz: “A noção de “folgas orçamentais” é fundamental para perceber a discussão. Ela serve para entender o que é que neste contexto significa “haver dinheiro”.”

    Exacto. Não invente dados que não existem como “folgas orçamentais” pois isso é pura invenção sua. Ninguém falou nisso, como a Sofia disse.

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 02:13

    ««Não invente dados que não existem como “folgas orçamentais” pois isso é pura invenção sua. Ninguém falou nisso, como a Sofia disse.»»

    A noção de “folgas orçamentais” é fundamental para perceber a discussão. Ela serve para entender o que é que neste contexto significa “haver dinheiro”.

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  19. anahenriques's avatar
    23 Junho, 2008 02:24

    O discurso pró pobreza tem um problema – é liberal ou neo-liberal. Em Portugal, é mais do tipo “caritativo” (coitado, pobre, corno). Mas a dita cuja Ferreira não disse que a classe média isto e aquilo? E a raiz do Partido era a Social Democracia? Tanga. Tanguistas. Taxistas.

    “A Escola Pública É Para Os Pobrezinhos, Coitadinhos
    Posted by Paulo Guinote under Educação, Público/Privado
    [28] Comments
    Estado deve dividir Educação e Saúde com privados
    Confrontada por uma militante, Manuela Ferreira Leite defendeu a continuidade do Estado nos sectores da Educação e da Saúde, “para servir com qualidade as pessoas com menos meios” e a necessidade de o sector privado intervir nestas áreas.”

    Existe sector “privado” em Portugal!? Eu (cá) só conheço “chupa-na-teta-da-vaca” (“Estado” ou “nós”).

    AHAHAHAHAHHHHHHHHHHHH!!!!!!

    Já (só) me dá para rir. Nada mais há para fazer!!!!

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2008 06:48

    Isso de audar os pobres se calhar significa dar dinheiro à igreja que está pobre e depois ela assim já pode fazer a caridadezinha.

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2008 07:29

    O paradoxo é neste blogue se estar sempre a cascar no estado social e aparecem comentadores que aplaudem e atacam também o estado sociale a despesa pública. Mas depois quando é para ser votam psd e verifica-se que os comentadores que fartam de dizer mal do estado social apoiam o psd que apoia o estado social como nao poderia deixar de ser.

    Nao consigo entender tal coisa.

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  22. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 09:13

    Um tiro do pé do JM.

    Desde quando atacar a pobreza deve ser tido como populista e desprezado pelas cabecinhas bem-pensantes?

    Acho que o Liberalismo português ainda não entendeu o que é atacar a pobreza.

    Se Vc. me dissesse, que actualmente o combate à pobreza por parte do Estado já consome muitos recursos com poucos resultados. Aí aceito porque é verdade. Mas daí a atacar MFL por ela querer reafectar os recursos do Estado… É um profundo tiro no pé.

    Já agora, caro JM, demonstre-me isto:

    “Ajudar os pobres tem um retorno maior que o investimento público? Não tem tido. ”

    Vc. consegue medir o retorno de ambos? Se o conseguiu, os meus parabéns. Pode já preparar a sua fatiota para receber o Nóbel deste ano. 😉

    Mais uma vez digo-o. O nosso Liberalismo não sabe sequer como combater a pobreza nem tão pouco admite que ela existe. E se existe, combate-me com caridadezinha. O que é errado. Aliás, explica parte do porquê que, em Portugal, quanto pior Estado, mais socialismo. Será culpa de quem? Não nossa, dos Liberais? Que confundem capitalismo com liberalismo?

    Ai a minha vida…

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  23. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    23 Junho, 2008 09:33

    MFerrer Diz:
    “Entretanto o governo prossegue a sua saga anti social e sem dinheiro para destribuir:
    Entregou hoje o portátil nº 200.000,(…)”

    E assim, com um simples portátil de 400 euros mas que traz uma divida agregada de 1350 euros distribuidos ao longo de 36 meses, resolveu mais um problema de uma família em dificuldades. Agora já o podem usar para pagar a prestação em atraso da casa e até, se for caso disso, corta-lo ás postas e servi-lo ao jantar num qq próximo dia de festa.

    É o xuxial-tecnolóxico. 🙂

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  24. Piscoiso's avatar
    23 Junho, 2008 09:36

    Se dar aos pobres não é uma grande obra é porque a senhora não é católica.

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  25. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    23 Junho, 2008 09:43

    Há investimentos que só estão agendados para cumprir promessas ao lobby do sindicato financeiro e construtor e ao lobby mafioso do turismo.
    A União Nacional que nos governa tem de sentir os seus dias a acabar.Progresso e qualidade de vida não são necessariamente atingiveis com mais betão, rodovias,ferrovias, aeroportos .Tudo isso deve ser qb. E com bom senso.
    É ver o estado calamitoso a que chegou a Espanha interior desertificada, sacrificada , com desertos e arridez á custa dos aldeamentos, resorts ás toneladas e greens chupadores de agua.

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  26. Paulo Vaz's avatar
    23 Junho, 2008 09:48

    Anti-comuna afundando-se novamente… Enfim.

    Caro JM,

    Os seus habituais trocadilhos lógicos, servem apenas para se iludir. O que se passa efectivamente é que em Portugal os impostos servem para uma social-democracia civilizacional e para alimentar lobbies que não deviam viver da social-democracia para os ricos. Esta 2ª componente, muito «palerma», é dispensável, assim como os seus impostos. Os liberais veriam isto. Os «neo» permitem, concordam e não querem assumir que a ideologia que defendem é apenas a glorificação do salve-se quem puder. Os seus trocadilhos servem para você continuar a negar este padrão.

    A MFLeite está a ser oportunista e apenas a roubar discurso ao PCP e BE. Quando a situação mudar, ela será novamente neo-liberal e a particar a social-democracia para os interesseiros.

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  27. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 09:59

    “A MFLeite está a ser oportunista e apenas a roubar discurso ao PCP e BE. ”

    Não me digam que o discurso do combate á pobreza pertence por inteiro aos comunistas.

    Depois queixem-se que os socialistas e comunistas em Portugal detêm mais de 2/3 dos assentos parlamentares. Pois…

    Com que então o discurso do combate à pobreza é do BE e do PCP. E a ICAR? Também são comunas? 😉

    Acudam-me! Estou perdido…

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  28. Piscoiso's avatar
    23 Junho, 2008 10:03

    O discurso do combate à pobreza sempre fez parte das homílias do clero.
    Amen.

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  29. Paulo Vaz's avatar
    23 Junho, 2008 10:21

    «Acudam-me! Estou perdido…»

    Infelizmente, é verdade anti-comuna. Durante muito tempo o Blasfemas valeu pelos seus pertinentes comentários.

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  30. JoãoMiranda's avatar
    JoãoMiranda permalink
    23 Junho, 2008 10:32

    ««Um tiro do pé do JM.

    Desde quando atacar a pobreza deve ser tido como populista e desprezado pelas cabecinhas bem-pensantes?»»

    Anti- Comuna,

    Mas quem é que atacou a pobreza? MFL limitou-se a dizer que a vai atacar, sem explicar para que serve então a parafernália de gastos públicos que supostamente a deviam a estar a combater.

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  31. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 10:50

    “MFL limitou-se a dizer que a vai atacar, sem explicar para que serve então a parafernália de gastos públicos que supostamente a deviam a estar a combater.”

    Eh pá! Vc. diga-me quem é o diz, ainda mal chega ao poder do seu partido.

    Já agora, se ela fizer algumas coisas que o Rui Rio está a fazer no Porto, já é muito bom.

    Eu vou-lhe dizer mais, caro JM. Nesta altura do campeonato, algumas coisas eu seria capaz de o defender. Como a introdução dos bouchers contra a fome. Ela diz que pretende usar as instituições de solidariedade social. Mas mesmo assim, nesta altura do campeonato, com o Estado em risco de implosão e toda a economia portuguesa, Vc. quer que ela já lhe diga quais as medidas? Não se ganham eleições assim, quem pretende cumprir aquilo que promete, caro JM.

    Eu queria é que me dmonstrasse que as obras públicas são mais rentáveis que o combate à pobreza. Isso sim.

    Sabe? Vc. parte do príncipio que a Ferreira Leite é socialista. Mas não o é. E mais me espanta que Vc. costuma ser muito rigoroso, estudando até o que determinado protagonista diz e escreve. Inexplicavelmente Vc. quanto à Ferreira Leite não o faz. Pior, inventa. Como aquela do Bloco Central, que Vc. falou mas que não conseguiu sustentar com documentos dela, ou por ela patrocinados.

    Olhe, eu não sou tão entusiasta com as ideias de Ferreira Leite como o próprio PPC. Mas se ela se entusiasmou com o discurso dela no comgresso laranjinha, é porque a Ferreira Leite não é aquilo que impera no subconsciente de muita gente.

    Vá lá, JM. Vá lá ler aquilo que ela durante anos disse e escreveu e depois use-me as ideias dela para me vir falar do que Vc. pensa que ela diz ou disse.

    Uma coisa lhe garanto. Vc. anda a dar tiros no pé. E assim não vamos lá. E sabe porquê? Porque o Liberalismo nasceu, entre outras coisas, para combater a pobreza. E Vc. parece que despreza esse combate. Mas se é assim, depois não se admire que um dia destes os socialistas tenham 90% dos votos em Portugal. PS, PCP e BE quantos votos têm em Portugal? E quantos poderão ter, para o ano? Não acha isso estranho, quando o Estado está a falir, funciona mal e péssimamente, a corrupção campeia? Quer dizer, as receitas deles são más, mas eles conseguem apesar disso aumentar o poder ideológico em Portugal. Porquê? Porque se deixa o discurso do combate á pobreza nas mãos desta gente que não tem a mínima ideia de como criar riqueza.

    Medite nisto.

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  32. MFerrer's avatar
    23 Junho, 2008 10:52

    A D. MFL é contra as obras públicas pq representam vitórias do governo contra o imobilismo e contra o défice que ela criou!
    Ela é contra o Plano Nacvional de barragens?
    É contra os Centros Tecnológicos?
    É contra o TGV?
    Mas não foi o PSD que foi a Madrid há 4 anos jurar que o ia construir c/ urgância?
    Oportunismo tem hora e esta não é a dela!
    Estes comentadores que gostam de caridade em vez de ferramentas e de oportunidades de aprender e de um dia criar postos de trabalho, é mais do mesmo. Não têm Portugal em vista. É só luta partidária, nada mais.
    A D. MFL é adepta do pior neo-liberalismo e só apela aos pobres como o Portas vai às feiras apelar aos ciganos. A quem aliás nega todos os direitos de cidadania: Habitação, educação, saúde, identidade cultural, etc, etc.
    Vão , vão por aí e emigrem. Há sempre sanitários para limpar por esse mundo fora!!!
    MFerrer

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  33. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 11:01

    Olhe, nem de propósito. Leia o que escreveu o MFerrer. Em especial isto:

    “A D. MFL é adepta do pior neo-liberalismo e só apela aos pobres como o Portas vai às feiras apelar aos ciganos.”

    Tá a ver? Para esta gente, combate à pobreza sério é o da esquerda. O resto, é populismo, etc.

    E sabe porquê? Porque a direita portuguesa é caceteira, porque deixa o combate ideológico nas mãos dos socialistas.

    O Liberalismo nasceu para quê? Para proteger as classes instaladas? É isso que se retira do Locke? Santa paciência. O Liberalismo nasce contra as classes instaladas. É revolucionário nas suas origens. É uma ideologia que nasce, quase diriamos, do bas fond.

    A menos que se passe a vida a confundir a defesa do capitalismo com o liberalismo. Ou se embarque no liberalismo nascido da ICAR, a dada altura.

    Meditemos no passado. Lembram-se do que aconteceu no Chile? Pois é. Pode ter trazido algumas vitórias económicas, mas em termos políticos foi o maior desastre que alguma vez poderia ter acontecido ao chamado liberalismo clássico. E até católico, já que anda agora isso na moda.

    E até poderia continuar, nestas asserpções do passado. Mas não nos basta o que se passa em Portugal? Quanto pior Estado e pior socialismo, mais ele está em voga?

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  34. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 11:05

    ««Eu vou-lhe dizer mais, caro JM. Nesta altura do campeonato, algumas coisas eu seria capaz de o defender. Como a introdução dos bouchers contra a fome. Ela diz que pretende usar as instituições de solidariedade social.»»

    Anti-comuna,

    E o rendimento mínimo serve para quê? Alcool e cigarros? Não foi o governo de que Manuela Ferreira Leite fez parte que restringiu, e bem, a forma como era atribuído o rendimento mínimo? Agora pretende-se o quê? Fazer com que o Estado substitua os seus próprios programas de combate à pobreza e os programas das instituições privadas?

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  35. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 11:07

    ««Eu queria é que me dmonstrasse que as obras públicas são mais rentáveis que o combate à pobreza. Isso sim.»»

    Anti-comuna,

    É o próprio discurso de Ferreira Leite que o demonstra. Após dezenas de anos e pensões suplementares, rendimento mínimo, abono de família etc, Ferreira Leite defende que é preciso combater a pobreza e que há novos pobres. Se há novos pobres, devemos combater que o investimento deu resultado negativo.

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  36. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 11:12

    “Agora pretende-se o quê? Fazer com que o Estado substitua os seus próprios programas de combate à pobreza e os programas das instituições privadas?”

    Não faço a mínima ideia do que ela e a sua nova equipa preparam.

    O que eu sei é que ela pretende reformar as funções do Estado. Todas as funções do Estado podem ser delegadas no sector privado, com excepção das ditas de soberania, como representação exterior, como Justiça, etc. Ela já o disse. Vc. não o ouviu? Ora bolas, reveja os debates na TV. Aliás, até foi confrangedor ela própria ter dificuldades em o explicar, que no fundo era quase a mesma coisa que dizia o PPC. Só o Santana Lopes não foi tão longe.

    Eu sei o que faria. Pelo menos as minhas ideias orientadoras. E tenho a ideia do que ela vai tentar fazer. Duvido é que será capaz de o fazer, dada a conjuntura económica e os problemas estruturais do país.

    Vc. precisa é de usar o que ela disse. Não o que dizem que ela disse. E, repito, vá lá rever os debates na TV, em especial na SIC e na TVI. E depois diga-me se aquilo é a mesma coisa que o pinocratismo. Se Vc. me disser que é o mesmo, eu mando-lhe estudar o liberalismo nos países protestantes. 😉

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  37. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 11:16

    “É o próprio discurso de Ferreira Leite que o demonstra. Após dezenas de anos e pensões suplementares, rendimento mínimo, abono de família etc, Ferreira Leite defende que é preciso combater a pobreza e que há novos pobres. Se há novos pobres, devemos combater que o investimento deu resultado negativo.”

    O pensamento dela não demonstra nada. Desculpe. Vc. é que diz que o investimento público é mais rentável que o combate à pobreza. E é de si que espero respostas.

    Ela pensa o contrário. E eu também. Posso tentar demonstrar que o investimento público está a empobrecer Portugal. E ela também. Vc. diz que é ao contrário…

    Como chegou a essa conclusão?

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  38. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 11:22

    Anti-comuna,

    Não interessa o que MFL pensa, interessa que o que ela diz não é compatível com um elevado retorno das políticas de combate à pobreza. As políticas de combate à pobreza saldam-se por mais pobres.

    Acha mesmo que o rendimento mínimo tem tido algum retorno? O rendimento mínimo e as pensões de reforma são despesa privada dos pobres. Nada mais.

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  39. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 12:18

    “As políticas de combate à pobreza saldam-se por mais pobres.”

    Depende de quais as políticas e a sua envolvência ecoómica.

    “Acha mesmo que o rendimento mínimo tem tido algum retorno?”

    Parte dele, sim. Em especial os que caiem na pobreza por questões conjunturais, em especial a perda de emprego e mutações tecnológicas na estrutura produtiva.

    É que combater a pobreza não é apenas usando este tipo de políticas. Aliás, o Estado português é dos mais ineficientes no combate à pobreza, em toda a OCDE, salvo erro.

    A questão é saber se podemos combater a pobreza, quais as políticas desse combate e quais os pressupostos que estas medidas tenham efeito. Dou-lhe um exemplo.

    De que vale a um ex-empregado de uma tecelagem têxtil obter formação em tecnologias de informação se a actividade económica está deprimida e não existe dinamismo económico por parte das PMEs?

    Isto é, Vc. pode até criar um bom projecto de combate à pobreza numa dada área, numa dada região. Mas este só terá efeitos reais se a envolvência económica estiver a funcionar de um modo saudável.

    Ou também lhe posso dizer o seguinte. De que vale oferecer o RSI a um casal, com filhos, recém desempregado da ind. têxtil, se depois não existe criação de novas fileiras industriais, para que esse casal deixe a subsidiodependência e se liberte do RSI?

    Estes são alguns exemplos do problema português.

    Dirá que este combate à pobreza é pouco eficiente e rentável. Mas é mais rentável que o investimento público, na medida que os ganhos são sempre superiores ás perdas, já que os custos do não combate à pobreza são maiores. Sem falar no se pode obter de ganhos económicos, com a mitigação do risco, por exemplo, que as situações de pobreza acarretam. E maior risco, maiores custos. Ver o caso americano, em que uma rede social imperfeita de apoio à pobreza e áqueles que podem ser pobres, de um dia para o outro, com os custos que isso implica para a actividade económica. O subprime está aí para o demonstrar, em que os custos estão para além do que se pensava, quando analisamos o risco anterior de incumprimento. Ou seja, a crise hipotecária ultrapassou largamente aquilo que era tido como risco mitigável.

    O que se passa é que o combate à pobreza não pode ser visto com os tradicionais meios socialistas e estatais. Mais. O verdadeiro combate à pobreza só se consegue quando se consegue aliar determinadas políticas activas de promoção da ascensão económica de importantes camadas populacionais a um vibrante crescimento económico. De nada vale ter boas políticas de combate à pobreza se depois não existe dinamismo económico. Ou mais sinistro, quando não existe dinamismo económico derivado de um peso do Estado monstruoso, como é o caso de Portugal.

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  40. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 12:25

    ««“As políticas de combate à pobreza saldam-se por mais pobres.”

    Depende de quais as políticas e a sua envolvência ecoómica.»»

    Anti-comuna,

    Portugal tem um Estado social. É disso que estamos a falar: rendimento mínimo, pensões de reforma, subaídio de desemprego, abonos de família, serviços sociais (hospitais, asilos, centros de dia etc), escola público. Tudo isso são instrumentos de combate à pobreza, ou não são? São gastos nestes serviços 30 ou 40% do PIB. Explique-me então porque raio é que a pobreza se tornou subitamente um problema. Nada disto funciona? Se não funciona é porque esses 30 a 40% do PIB não são investimento mas despesa. Ainda por cima despesa ineficiente.

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  41. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Junho, 2008 12:31

    ««De que vale a um ex-empregado de uma tecelagem têxtil obter formação em tecnologias de informação se a actividade económica está deprimida e não existe dinamismo económico por parte das PMEs?»»

    Anti-comuna,

    E é o Primeiro-Ministro que vai resolver esse problema? Retirando para isso dinheiro do investimento público? Faz sentido?

    Os problemas de Portugal não são os de falta de mecanismos de apoio à pobreza. Já existem milhares de instituições públicas cuja função é combater a pobreza. Que tal olhar para o resto do mundo e perceber que os problemas portugueses são outros? Começam, por exemplo, em elites como Ferreira Leite que não compreendem o que se passa no mundo nem têm uma visão do que é preciso fazer. Voltar ao miserabilismo católico é eleitoralmente muito atraente, mas não resolve nada.

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  42. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Junho, 2008 12:35

    “Portugal tem um Estado social. É disso que estamos a falar: rendimento mínimo, pensões de reforma, subaídio de desemprego, abonos de família, serviços sociais (hospitais, asilos, centros de dia etc), escola público.”

    Desculpe, caro JM, Portugal não tem um Estado Social. Tem uma pálida cópia de um verdadeiro Estado Social. Ou quer comparar o Estado português a um alemão? Ou até a um espanhol? Sem falar que se fossemos mais para norte da europa…

    “Tudo isso são instrumentos de combate à pobreza, ou não são? São gastos nestes serviços 30 ou 40% do PIB. Explique-me então porque raio é que a pobreza se tornou subitamente um problema. Nada disto funciona?”

    Pouco funciona. O tal Estado Social de que Vc. fala só existe quem está dentro do Estado. Tudo o resto são ilusões.

    “Se não funciona é porque esses 30 a 40% do PIB não são investimento mas despesa. Ainda por cima despesa ineficiente.”

    Exactamente. A questão é que os socialistas portugueses acreditam piamente que um dia conseguirão transformar o Estado português num verdadeiro Estado Social. (Ou melhor, alguns socialistas portugueses.)

    Em Portugal não existe um Estado Social. Existe um Estado corrupto, parasitário e em que muitos instrumentos ditos de correcção das assimetrias sociais estão captivos de grupos de interesses. Como bancos, construturas, imobiliárias, funcionalismo público, etc.

    Onde já se viu um pseudo-Estado Social não pagar botas ortopédicos aos necessitados? Ou mais de 18% da população não ter sequer médido de família?

    Acha mesmo que temos em Portugal um Estado Social? Se acha, veja que Estado existe nos países nórdicos.

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  43. Desconhecida's avatar
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    23 Junho, 2008 12:42

    “E é o Primeiro-Ministro que vai resolver esse problema? Retirando para isso dinheiro do investimento público? Faz sentido?”

    Faz, faz. Porque vivemos uma crise social sem precedentes em Portugal. Hoje, um puto com 24 anos, com curso superior, não tem uma leira de terra a que se agarrar e mitigar a fome. Ou emigra ou vive numa espécie de limbo, em que se arrisca a ser pobre toda a vida, mesmo tendo um curso superior.

    Mais. Os custos destas obras públicas são de tal forma elevados que o seu pagamento exige que a pressão fiscal aumente o que irá provocar mais uma sangria no tecido podutivo, já de si frágil e fraco.

    Mais. Estas obras públicas, além dos custos que irão acarretar, terão uma externalidade muito má, tendo em conta as mudanças no mundo do crédito. Estas obras megalómanas irão competir por recursos financeiros com as PMEs, por exemplo, já que o crédito está a ficar cada vez mais escasso e caro. E como a economia portuguesa, em especial o sector financeiro, está muito endividado, quer dizer que a capacidade de atrair recursos do exterior irá ser canalizada para estes projectos deficitários e ruinosos.

    Vc. acredita que Portugal terá muitos mais anos, com este endividamento, com este défice da balança corrente e com o Estado a arruinar-se cada vez mais? A crise do crédito vai chegar á dívida pública. Até os Estados irão pagar os seus desmandos laxistas, caro JM. O dinheiro barato, abundante e de fácil acesso acabou. Até para os Estados.

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  44. Paulo Vaz's avatar
    23 Junho, 2008 15:04

    Caro Anti-comuna,

    Confirmo em 1ª mão o que acaba de escrever. A PME onde trablaho, apesar de cumpridora e sem incidentes bancários está a ver recusada o uso de CC Ccaucionada. Efectivamente haverá desvio, mais uma vez, de crédito das PMEs para megalomanias estatais… Sinal da falência da banca nacional…

    Porém como tem vindo a avisar PA, o Euro (moeda, e não futebol) tem os dias contados… Nessa altura a economia estatal e para-estatal (PPP, obras públicas, etc) que beneficiou dos juros baixos será enforcada e os exportadores beneficiaram de um Escudo ou de um SUD (moeda do sul da europa) competitivo.

    Porém, caro AC, a sua MFL não tem qualquer capacidade para dar a volta a isto. O discurso do miserabilismo católico é apenas para ganhar votos e depois prosseguir a administração de interesses. É só olhar para o percurso da senhora e seus apoiantes, Cavaco, JPP, Borges, etc.

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  45. Isabel's avatar
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    23 Junho, 2008 23:01

    Por acaso é engraçada a afirmação da Manuela Ferreira Leite…Ela já se esqueceu da situação das finanças públicas quando saiu do governo?
    Ela bem sabe que o dinheiro a investir nas grandes obras é financiado pela comunidade e nunca poderá ser usado para soluções de ordem social. E a opção das grandes obras é tentar dinamizar a economia através de obras públicas. E bem sabe que no estado das finanças que o PSD deixou ao fim de 3 anos nem a Nª Srª de Fátinma tinha folga orçamental para maior benrfícios sociais…

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  46. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    23 Junho, 2008 23:25

    Em Portugal não existe um Estado Social. Existe um Estado corrupto, parasitário e em que muitos instrumentos ditos de correcção das assimetrias sociais estão captivos de grupos de interesses. Como bancos, construturas, imobiliárias, funcionalismo público, etc. – anti-comuna

    É inacreditável que sendo a construção civil um dos poucos domínios em que existem grandes empresas em Portugal, nos próximos anos haja um investimento público tal nesse domínio que obrigue as construtoras a fazer consórcios com empresas estrangeiras por manifesta falta de capacidade para estar à altura do desafio. Isto dá ideia da megalomania – para não dizer sem vergonhice – que o governo Sócrates prepara. E se Manuela Ferreira Leite fazer desta uma arma de combate nos próximos tempos só posso aplaudir.

    Quanto ao discurso da pobreza, terei de estar atento. Sou todo a favor do tal Estado garantia de que fala o Passos Coelho, pelo que sou a favor também do combate à pobreza feito de forma inteligente. Mas tenho muitas dúvidas de que isto não seja apenas propaganda política da parte de Manuela Ferreira Leite.

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  47. Curiosamente's avatar
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    23 Junho, 2008 23:54

    ««Não invente dados que não existem como “folgas orçamentais” pois isso é pura invenção sua. Ninguém falou nisso, como a Sofia disse.»»

    JoaoMiranda Diz: “A noção de “folgas orçamentais” é fundamental para perceber a discussão. Ela serve para entender o que é que neste contexto significa “haver dinheiro”.”

    Exacto. Acredito ou que não sabe o que são “folgas orçamentais”. Vou tentar provar.

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  48. Curiosamente's avatar
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    24 Junho, 2008 00:00

    Assur Diz: ” Caro amigo
    Ela disse que NAO havia dinheiro para grandes obras o que significa que HÁ dinheiro para pequenas e médias obras. E esse dinheiro que existe pode ajudar os mais desfavorecidos em vez das habituais obras do regime. Perdão. Poderia… ”

    Curiosamente, assur está a ser bastante claro e a dizer que há dinheiro para obras médias e pequenas, mas não para grandes obras.

    Que diz a seguir JMiranda ?
    “JoaoMiranda :
    Mas afinal explique-me uma coisa:
    Existe ou não existe dinheiro? Se o governo quiser fazer as tais obras públicas tem ou não tem dinheiro? ”

    E logo a seguir
    ” Repare que aquilo que diz que MFL está a dizer é que há folga orçamental.
    Essa folga pode ser usado ou para fazer grandes obras ou para caridadezinha. “

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  49. Curiosamente's avatar
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    24 Junho, 2008 00:14

    Outro

    Sofia Ventura Diz:
    “Caro JM, acompanhe-me neste raciocínio:

    O JM tem um orçamento familiar de € 500. Tem de pagar renda, abastecimento de serviços essenciais, escola, alimentação, transporte para o emprego e o seu filho pede-lhe uma playstaion.

    O JM responde-lhe: não há dinheiro para playstations, o dinheiro da playstation é para pagar a renda.

    Acha que há aqui alguma desonestidade?

    Não me parece. Trata-se se gerir um orçamento € 100, são € 100, são € 100, mas se os queremos gastar no pagamento da renda (pressuposto), não há € 100 para playstations. ”

    Perante este breve e simples explicação se Sofia, comum a muitas famílias portuguesas, que responde JMiranda ?
    Que esta família tem folga orçamental.

    Sim, o JMiranda APARENTEMENTE tem razão, e há folga orçamental se ele deixar de pagar a renda e comprar a playstation.
    Certamente é o que ele fará.
    De resto, não há folga orçamental nenhuma. Nem ninguém falou nisso. Pode achar que está implícito, mas não está. Para estar, eles deixam de pagar a renda, imagine o seu erro.
    E sem pagar a renda, ficam sem casa.
    E sem casa, ficam pobres

    Portanto, a Sofia tem razão, e o JMiranda não, ehe.
    Ninguém falou em folga orçamental, primeiro, e se o JMiranda achou que havia, essa folga deu em pobreza, quando resolve comprar a playstation.
    O equivalente as obras pblicas grandes que não tenham nexo

    Acabou de dar razão, a MFL.
    Olhe que não será todos os dias, JMiranda.
    E eu não apoio MFL, nem deixo de apoiar.
    Gosto mais de si, apesar de o achar um bocadito, enfim…

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  50. caodeguarda's avatar
    24 Junho, 2008 10:32

    anti-comuna Diz:
    “Já agora, se ela fizer algumas coisas que o Rui Rio está a fazer no Porto, já é muito bom.”

    O quê? perder processos com a Mota-Engil e Imoloc? já saiu mais caro ao Porto que 3 sá fernandes juntos em Lisboa… e a sr.ª no negócio dos créditos fiscais já nos saiu mais cara que quantos rios?

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