Novo grupo de risco
A Coordenação Nacional para a infecção VIH/sida descobriu um novo grupo de risco: a população heterossexual com situação conjugal estável. Foi por isso concebida uma nova campanha “dando conta que a infidelidade poderá ser uma porta de entrada da infecção VIH/sida”. O objectivo desta campanha é promover a “utilização generalizada do preservativo”. Podemos imaginar o diálogo entre um casal heterossexual com situação conjugal estável. A cena passa-se na cama:
Ele: Oh querida, tens visto aqueles anúncios novos da SIDA?
Ela: Sim querido. Estive a pensar nisso, acho que devemos passar a usar preservativo.
Ele: Tens razão querida. Eu sei lá com quem é que tu tens ido para a cama.
Ela: Pois é querido. E eu também não faço ideia com quem tens ido para a cama. Mais vale prevenir.

Pelo ritmo que estas coisas estão a tomar, um dia destes temos que ser todos homossexuais, em nome do combate à sida.
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Grande posta!
Constituir grupos de risco tão abrangentes ao ponto de poderem vir a coincidir com toda a população sexualmente activa, é brincar aos organismos públicos.
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O João Miranda interpretou mal. O aconselhamento do uso do preservativo é só nos casos em que os conjugues estão a dar a facadinha.
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pelo sim pelo não
camisa sempre à mão
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Red Snapper,
Se for assim, então o diálogo será:
– Sabes, este fim de semana tenho que ir a um congresso em….
– Ah, ok, não te esqueças de levar preservativos.
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Gabriel,
Assim como diz já está bem.
De resto é um conselho muito útil. Se fosse um desaconselhamento da pratica das “ facadinhas” é que era grave. E, como não existem pessoas imunes à infecção, faz todo o sentido.
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A publicidade aos perservativos é um enorme desperdício de dinheiros públicos. Já irrita. É mesmo dinheiro deitado ao lixo só para subsidiar as organizaçoes e os publicitários.
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Como toda a gente sabe, coisar com o preservativo é como comer um rebuçado sem tirar o papel. Toda a gente arranja uma desculpa para o evitar. È fundamental insistir, insistir para que as pessoas não facilitem. Até porque as facadinhas são essenciais à estabilidade do casal.
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Isto é mesmo engraçado. Esta camapanha, a ser levada a sério, vai dar um grande contributo para o aumento do número de divórcios.
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O JCD está muito voluntarioso…
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Nao entendo como é que eles conseguem todos os anos sacar o dinheiro ao estado para a publicidade das campanhas. Ele é os do hiv, os da cardiologia, os da rodoviária,.. é só dinheiro para campanhas que podiam ser de borla.
Bastava o professor Marcelo aos domingos ler um papelinho por exemplo, ou uma outra qualqeur persongame que já é paga na tv.
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Anónimo 11.
As campanhas publicitárias (as boas) têm um efeito subliminar. Por isso é que existem, também na publicidade, especialistas.
De facto a resposta à sua dúvida pode ser: Não bastava, porque nem todo o país está à espera do comunicado do prof. Marcelo (qual Bambo) ao domingo. Há quem prefira alargar os seus horizontes, em locais onde essa publicidade (efectiva) vai estar exposta.
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Há anos que um alentejano descobriu como eliminar o risco. Dizia ele a um amigo:
– Não tem nada que saber. Uso sempre o preservativo. E só o tiro em duas situações. Para mijar e para f…
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Castidade e mais nada!
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A Sida é perigosa demais para o assunto ser encaminhado para a risota.
A novidade está no politicamente incorecto de alertar os casais heterossexuais.
Isso só acontece aos gays!
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Falta a parte mais interessante, que é a de quando o feliz casal decide brincar aos papás e às mamãs.
– Então, querida,hoje estás disposta viver insanamente, a correr riscos?
– Não me parece, meu amor. Já sabes que vale mais prevenir que remediar. Sugiro a inseminação artificial com lavagem de esperma.
Um mundo asséptico, livre de doenças venéreas, obesidade, bifanas, galheteiros à moda antiga e amêndoas artesanais, onde cada um seja polícia do seu próximo e jamais deposite em ser algum a confiança que, evidentemente, só ao Estado deve estar reservada. A mais apetecida utopia para meia dúzia, um perfeito inferno para todos os demais.
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A imagem que o JM escolheu não é adequada ao post.
Porque no “In the mood for love” a personagem feminina que se envolve com o vizinho, não dorme com o marido.
O SMP está muito Orwelliano.
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Com muito boa vontade pode interpretar-se que a campanha visa o uso da “camisinha” só para as “facadas” na relação. Se assim não for só um bando de anormais, ou promiscuos ou totalmente castos é que se lembraria do uso do preservativo nas relações estáveis.
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“Porque no “In the mood for love” a personagem feminina que se envolve com o vizinho, não dorme com o marido.”
Se bem me lembro, também não chega a dormir com “o amante”.
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Sou A SMP. Mas, infelizmente, não sou eu quem está orwelliano, é a realidade que se vai construindo.
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@Red Snapper
Posso conhecer a tua mulher/namorada?
Só para contribuir para a vossa estabilidade. Prometo que uso preservativo.
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SMP,
Peço desculpa pelo erro de género. Mas não pode ter sido ao presente que se referiu porque essa realidade não existe. A SMP tem apenas essa visão sobre o futuro, tal como Orwell.
Jcd,
Agora deixou-me confuso. Lá vou aproveitar a oportunidade para rever a pelicula. Tinha em mente que isso era insinuado como tendo acontecido. Uma porta de quarto a fechar, julgo.
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julgo que «dormir» só por si não é risco nenhum……
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Akula:
Repare que eu não disse que existe. Disse, no primeiro comentário, que era «a uopia mais apetecida para meia dúzia», e no segundo que «se estava a construir».
mas, falando por mim: estamos muito mais eprto dela do que desejaria.
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SMP,
Ainda em relação ao primeiro comentário, parece-me que comete um erro de cálculo quando estima que uma sociedade asséptica (ainda que utópica) apenas interessa a um pequeno grupo…uma meia-dúzia, diz. 6 de quê? Portugueses?
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Ena, tanta gralha. Peço desculpa. Repetindo.
Akula:
Repare que eu não disse que existe. Disse, no primeiro comentário, que era «a utopia mais apetecida para meia dúzia», e no segundo que «se estava a construir».
Mas, falando por mim: estamos muito mais perto dela do que desejaria.
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De portugueses, não. De humanos. De qualquer forma, antecipando o rumo da discussão, seria irrelevante que interessasse a toda a população menos um. Pelo menos, onde as preferências desses todos menos um se arrogassem legitimidade para impedir o um de comer bifanas, ser gordo e dormir com quem entender, com e sem preservativo.
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Gabriel,
De facto não. Que lapso!
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Tendo em conta a nova lei da união de facto (mais conhecida como a lei do divórcio), não me parece que “situação conjugal estável” seja uma coisa que exista.
A partir desta semana todas as relações conjugais (?) são instáveis.
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SMP,
Nisso estamos de acordo.
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Finalmente, uma inversão total da ordem de factores: para uma campanha baseada na realidade, sem mitos, sem disfarces e sem mentiras, reacções de condenação da realidade, através da campanha que a veicula.
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«Constituir grupos de risco tão abrangentes ao ponto de poderem vir a coincidir com toda a população sexualmente activa, é brincar aos organismos públicos.»
Ninguém constituiu um grupo de risco. O João Miranda é que só consegue ver grupos de risco à frente.
«A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida chama a atenção para o facto de não existirem pessoas imunes à infecção, nem pela idade, nem pelo estatuto social ou económico, muito menos pelo estado civil.»
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Ainda não vi a campanha…
Apela ao uso do preservativo pelo parceiro infiel, do género “Se lhe vai dar um par de chifres, não lhe dê também uma doença” ou apela ao uso do preservativo em todas as relações do casal?
Se no primeiro faz todo o sentido, o segundo é totalmente disparatado.
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Vejamos, JPG: há aqui várias realidades distintas.
Uma delas, que não nego: há membros de relações ditas estáveis que têm relações sexuais desprotegidas, e portanto colocam em risco os respectivos parceiros.
Outra, que aparentemente o JPG nega: não é viável, de uma série de eprspectivas, esperar dos membros de uma relação estável que utilizem preservativo durante cinco, dez, vinte anos no contexto dessa relação.
Posto isto, o que se pretende conseguir com a campanha? Era isso que eu gostava de saber. Alguém achará efectivamente que casais que estão juntos há anos vão passar a proteger-se um do outro em todos os encontros sexuais que mantiverem?
Inútil, completamente inútil. Basta esgotar as hipóteses.
Se, numa relação estável, ambas as partes consentem em que o parceiro tenha relações extraconjugais, com toda a probabilidade terão acautelado a questão da saúde, definindo regras nesse campo (Grupo 1).
Se, numa relação estável, as partes não consentem expressamente em tais «devaneios», das duas uma: ou admitem a hipótese de que eles sucedam, mas não querem falar sobre o assunto – tornando-se muito pouco provável que o vão fazer só porque se mete a questão da saúde ao barulho (Grupo 2); ou não admitem, e estes não serão, evidentemente, todacdos pela campanha (Grupo 3).
Só o grupo 2 é que poderia hipoteticamente beneficiar deste alerta da campanha. Agora, pense-se, tendo em conta que, ao que julgo saber, é um bocado difícil utilizar preservativo, ou promover a sua utilização pelo parceiro, sem que este se aperceba: como exactamente é que vão justificar essa «novidade», sem entrar num assunto que pretendem evitar? Pedir o uso do preservativo numa relação estável é admitir que se tem dúvidas. E, particularmente na medida em que esse pedido surja como uma modificação de comportamento, obriga a um confronto. Confronto que, evidentemente, se as pessoas quisessem ter, já teriam tido, por razões emocionais – que normalmente são mais prementes que as preocupações de saúde.
Resumindo: inútil para todo o público-alvo.
A isto acresce que me faz alguns arrepios promover a higienização à custa da confiança mútua entre seres humanos. Mas admito que este argumento não colha junto de todos, por claramente subjectivo.
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Muito bom!
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Mas e não se pode apelar aos que dão a facadinha que usem preservativo sempre que a derem?
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Este post e os comentários que se seguem são exemplares e enquadram-se no culto do especialista de que falava um post anterior.
Facto: Há hoje em Portugal muita gente em Portugal infectada pelo HIV que não tem comportamento sexual de risco. Apenas porque o seu marido/mulher o tem. Não é invulgar vermos velhas beatas contaminadas pelo HIV porque o seu velho marido vai às meninas e não gosta de preservativo.
Facto: Se o velho marido usasse camisinha a velha beata podia continuar a rezar Ave Marias em paz.
Logo faz todo o sentido esta campanha. Que pede aos “velhos maridos” que usem preservativo quando vão às meninas. O mesmo se aplicando a todos os conjuges em escapadinha. Para que todos vivam felizes para sempre.
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GP e Ordralfabeletix,
Especulando: talvez esse tenha sido o objectivo inicial do organismo quando pediu a campanha. Aliás, parece-me que é a única abordagem plausível, pelas razões que a SMP já referiu.
No entanto, fazendo fé no que me foi dito acerca da campanha, a agência publicitária terá encontrado um caminho bastante apelativo mas que acaba por transmitir exactamente a ideia contrária, indo então ao encontro do tal “sexo asséptico” entre os casais.
Reparemos: quando se pergunta “Ainda julgas que os anjos não têm sexo?” a pergunta é claramente dirigida aos cônjuges que confiam cegamente nos seus maridos/esposas. Sendo dirigida a alguém que não o personagem que traí, também não colhe a ideia de se dirigir à/ao “outra/outro” porque esses, têm a certeza que existe uma terceira pessoa envolvida.
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Eu evito sempre ir para a cama. No sofá é mais seguro.
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A Infidelidade a moda do Norte, explicada as crianças e lembrada ao povo…
Se voces soubessem a quantidade de homens que vão as putas com as mulheres a saberem de tudo ficavam surpreendidos! E esses mesmos homens uma ou outra vez por ano la se lembram que tem mulheres em casa e toca a dar uma pinchadela nas ditas legitimas…
E é assim que entra O SIDA nas boas casas portuguesas. Quando os homes, lembrando-se que sao casados resolvem fazer O AMOR com as suas legitimas mulheres, que deles nao se separam por causa dos euros…
Parece estupido mas é verdade.
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Já não se pode confiar em ninguém… a verdade é essa.
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Temos é que criar um grupo “alvo” que é aquele que não quer legalizar a prostituição feminina e masculina , uma minoria que deveria pagar impostos e ser sujeita a exames médicos.
Ou será que a maioria é que dev ser “castigada”, principalmente quando andam a importar SIDA para ser tratada pelos “maus” da fita?
Eu há anos fui obrigado a fazer exames que demonstrassem aos americanos que não tinha SIDA para lá estar um mês…
Nós que somos laicos, ricos e estamos a ser colonizados recebemos a pobreza do mundo como se fossemos us cristãos exemplares.fazer o bem sem olhar a quem…
Depois nas esquinas do Técnico andam umas raparigas que além de cobrarem podem dar brinde…
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SMP Diz:
10 Julho, 2008 às 12:58 pm
Eu apenas salientei o paradoxo, que mantenho: derrotar esta campanha com o argumento de que é inútil, porque as relações heterossexuais estáveis são – por definição – monogâmicas, é um perfeito disparate… porque absolutamente contrário à evidência, à realidade.
Claro que é ridículo um tipo dizer à sua mulher algo como “‘pera aí que eu vou ali pôr uma camisinha e já volto” mas, precisamente, o mérito desta campanha reside em desmistificar esse mesmo ridículo, levando as pessoas a pensar duas vezes (antes de cada nova “facadinha” no casamento) e passar a AO MENOS encarar a possibilidade de a coisa não ser tão ridícula assim. Existem inúmeras ocasiões (é cada qual perguntar à ou ao seu consorte) em que se devem utilizar preservativos no casamento. A vulgarização dessa utilização, pela retirada de carga psicológica ao acto, poderia contribuir para – sendo isso normal e corriqueiro – houvesse muito menos infectados (fidelíssimos, é claro).
Aliás, pergunto-me o que será mais ridículo, se ser corno e, evidentemente, não saber (quem sabe não é corno), se estar infectado com SIDA (ou sífilis, ou blenorragia) e, além de também não saber, andar por aí a infectar toda a gente.
Sinteticamente:
1. Utilizar preservativo é uma chatice de todo o tamanho, salvo seja.
2. O encornanço existe, por mais que seja moral e teoricamente inadmissível.
3. O objectivo deste tipo de campanhas é poupar a maior quantidade de vidas possível.
3. Qualquer tentativa para levar mais gente a utilizar mais vezes o preservativo é, a todos os títulos, meritória. De todo será desnecessária, supérflua e muito menos absurda ou inútil.
Absurdo é negar a realidade, inútil é… não fazer nada.
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Eu apenas salientei o paradoxo, que mantenho: derrotar esta campanha com o argumento de que é inútil, porque as relações heterossexuais estáveis são – por definição – monogâmicas, é um perfeito disparate… porque absolutamente contrário à evidência, à realidade.
Que me recorde, e pelo menos a este post, nem sequer se tinha entrado nessa discussão. A inutilidade que se invocou deriva de outros factores (ver acima…).
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Perdão: o primeiro parágrafo do comentário anterior devia ter saído em itálico, porque era uma citação do JPG.
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Eu até ía responder, mas o post tem piada e está bem escrito.
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Tenho lá em casa um cão de 30Kg que se afinfa a todas as cadelas da rua que se prestam a paixões. Ele nunca diz não … é um generoso. As cadelas é que não sei se andam em grupos de risco. Procuro desesperadamente um preservativo para o meu bicho! De preferência reutilizável e que tenha um sabor desagradável … é que ele, se come chinelos, não dirá não à camisinha. Onde se consegue? A Coordenação Nacional tem folhetos?
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JoaoMiranda 10 Julho, 2008 às 10:30 am : 16 valores
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relações heterossexuais estáveis são – por definição – monogâmicas, é um perfeito disparate… porque absolutamente contrário à evidência, à realidade.
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jpg e talvez por isso mesmo he que se tenha cada vez mais a assistir movimentos homosexuais
filhos?! nem fotocopias se pode tirar na escola para tentar poupar um bocado … lol
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