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Novo grupo de risco II

10 Julho, 2008

A estratégia da Coordenação Nacional para a infecção VIH/sida parece ser a de convencer os 9 960 000 portugueses que não têm SIDA a usar preservativo em todas as suas relações sexuais. É fácil de perceber qual é o resultado. Uma fracção desses portugueses não verá a campanha. Dos que a vão ver, uma fracção importante vai ignorá-la. Dos que não a ignoram, uma fracção importante nem sequer tem uma relação estável. Dos que têm uma relação estável, uma fracção importante vive em relações que não há infidelidades. Dos que vivem em relações em que há infedilidade, uma fracção significativa não se atreveria a propôr o uso do preservativo ao parceiro (por razões facilmenente compreensíveis). Dos que se atreveriam a fazer tal proposta, grande parte deixaria rapidamente de ter uma relação estável. Dos que continuassem a ter uma relação estável, a maior parte não teria um/uma amante com SIDA. Os que tivessem um/uma amante com SIDA precisariam de centenas de relações vaginais para se contaminarem e, depois de ficar contaminado, mais umas centenas para contaminar o parceiro da relação estável. Dinheiro deitado ao lixo, portanto.

96 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:38

    É uma boa campanha contra a infedilidade.
    lol

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:38

    Estao em guerra contra esses .. os infiéis!

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:41

    Hum..quanto terão recebido dos fabricantes de preservativos para realizar a campanha? Por cima ou por baixo do tapete?
    O culpado é sempre quem mais lucra , já dizia o Poirot.

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  4. Zé's avatar
    permalink
    10 Julho, 2008 14:44

    Completamente de acordo desta vez.
    E é refrescante estar de acordo com o JM para variar.
    Quer dizer, tirando a parte das centenas de relações para uma infecção. Não que seja de todo mentira, mas também há imensos casos em que bastou uma.

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:44

    “Os que tivessem um/uma amante com SIDA precisariam de centenas de relações vaginais para se contaminarem”

    Sabe o que diz? My god.. é mesmo ridiculo. Como é que é possível.
    Basta uma vez. Sei de tantos casos que só foi um encontro casual.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:46

    Já nem digo nada. Uma pessoa pensa que as pessoas estao informadas e no fim aparece cada coisa escrita mais estranha. Xiça… que de facto, afinal é preciso mais publicidade e campnhas.

    “Os que tivessem um/uma amante com SIDA precisariam de centenas de relações vaginais para se contaminarem “

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  7. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    10 Julho, 2008 14:48

    Embora não concorde com todos os pressupostos estou de acordo com a conclusão.

    Excelente escolha esta a do Bilal!

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 14:51

    Nao existe umm blog chamado blasfémias médicas? Informem-se com o médico do grupo para nao dizerem barbaridades.

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  9. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 14:51

    ««mas também há imensos casos em que bastou uma.»»

    Imensos duvido. Haverá alguns. Mas a probabilidade de se contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa contaminada é de cerca de 1/1000. Tendo em conta que a probabilidade de um português ter SIDA é de cerca de 4/1000, a probabilidade de alguém contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa escolhida ao acaso é de 4 num milhão. Como termo de comparação refira-se que a probabilidade de um português morrer num acidente de automóvel num dado ano é de 2 em mil.

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  10. miguelmadeira's avatar
    10 Julho, 2008 14:59

    “Sabe o que diz? My god.. é mesmo ridiculo. Como é que é possível.
    Basta uma vez. Sei de tantos casos que só foi um encontro casual.”

    Penso que a probabilidade de um homem apanhar SIDA ao ter relações com uma mulher contaminada é de 1/2000; a probabilidade de uma mulher apanhar SIDA ao ter relações com um homem contamidado é de 1/1000.

    É possivel a transmissão num encontro casual (é probabilidade é muito maior do que a de ganhar o totoloto, por exemplo), mas não é muito alta.

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  11. miguelmadeira's avatar
    10 Julho, 2008 15:02

    As histórias do homem que conhece uma mulher, vão para a cama e, quando ele acorda ela foi-se embora e deixou no espelho “Welcome to world of AIDS” são provavelmente imaginárias (embora tenham algum valor profiláctico)

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:03

    Há também quem acerte no totoloto à primeira….

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  13. Planetas's avatar
    10 Julho, 2008 15:06

    Gostei do que vi e tomei a liberdade de juntar o blog à minha Lista.

    Abraço

    Bruno

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:08

    Há também quem acerte no totoloto à primeira….

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:11

    Em vez de andarem a amedrontar o zé povinho deveriam era tomar as medidas em sua defesa.
    Para começar legalizar a prostituição feminina e masculina… claro que sujeitando-a a impostos e a controlo sanitário obrigatório…

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:11

    Imensos duvido. Haverá alguns. Mas a probabilidade de se contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa contaminada é de cerca de 1/1000

    O Joao Miranda usou logo o número mais favorável das estatisticas. Os estudos falam em 0.1% a 1% ou seja 1:1000 a 1:100. Mas uma pessoa nao se infecta pela estatistica. Basta uma vez. Nao se pode dizer que é preciso mais de 100 vezes para ficar infectado.. isso nao acontece assim.

    Também nem sempre a pessoa engravida mas pode engravidar à primeira.. ou nao.

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  17. Tonibler's avatar
    10 Julho, 2008 15:14

    Porra, Miranda, essa lógica é válida para todas as campanhas, desde vender fraldas, a vender políticos (para manter tudo no mesmo ramo)

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 15:15

    ««Mas uma pessoa nao se infecta pela estatistica. Basta uma vez. »»

    Isso não me parece grande base para uma política pública de combate ao que quer que seja. Também basta uma vez para alguém morrer com um piano em cima. Devemos fazer campanhas para as pessoas terem mais cuidado quando saem à rua? Devem ser feitas campanhas para controlar riscos que são extremamente baixos quando os mesmos recursos podem ser centrados onde nós sabemos que estão os riscos mais elevados?

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:18

    João Miranda , sendo certo que as probabilidades de um homem ser infectado por uma mulher com hiv são as que refere , acho que as probabilidades da mulher ser infectada por um homem com hiv são bem maiores. Por causa do esperma infectado que não requer que haja lesões para o virus penetrar. Penso não estar em erro.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:20

    E geralmente, quem anda a “costurar” por fora já deixou de o fazer em casa.

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:20

    “fazer campanhas para as pessoas terem mais cuidado quando saem à rua? ”

    Devemos. Principalmente quando passam por prédios velhos nas Caldas da Rainha e em outros locais.

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  22. lmj's avatar
    lmj permalink
    10 Julho, 2008 15:26

    João Miranda, João Miranda. Continuamos a saber o preço de tudo e o valor de nada, não é? Ainda não lhe passou pela cabeça que para aqueles que estão contaminados o preservativo teria um valor incalculável?

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  23. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:28

    pesquisei no google “relações vaginais” e vim aqui ter… estava a espera de outra coisa…

    JM, tens uma relação estável?

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  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 15:28

    Gaita , ainda bem que eu estava em casa.

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  25. PMS's avatar
    10 Julho, 2008 15:30

    “A probabilidade de se contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa contaminada é de cerca de 1/1000.”

    Onde estão esses dados?

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  26. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 15:31

    ««Ainda não lhe passou pela cabeça que para aqueles que estão contaminados o preservativo teria um valor incalculável?»»

    Não percebi ao certo onde pretende chegar. Se a ideia é convencer os que estão contaminados a usar preservativo, então dirigir uma campanha à população em geral é perda de tempo.

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  27. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 15:37

    ««Onde estão esses dados?»»

    http://www.cirp.org/library/disease/HIV/gray2/

    http://en.wikipedia.org/wiki/AIDS#Sexual_contact

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  28. simon's avatar
    simon permalink
    10 Julho, 2008 15:40

    Óbvio, claro como a água límpida, depois de exaustivamente, assim exposto. E a resumir, no geral, o que toda a gente pensa. Mas há que teimar, ainda assim, no politicamente correcto, se nos põe de acordo sobre essas coisas menores, enquanto ao menos em no futebol, com o Benfica a looser, não é possível.

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  29. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Julho, 2008 15:43

    Esta campanha dirige-se especialmente aos casais heterossexuais com situação conjugal estável, ou seja, dirige-se a 1,5 milhões de casais. Mas apenas 1 milhão destes casais irão ver a campanha que, por sua vez, será ignorada por metade desses casais que a vêem. Acresce ainda que dos 500 mil casais que não ignoram a campanha apenas 20% andam nas putas, i.e, 100 mil casais. Como se sabe que a probabilidade de contaminação nestes casos é 1%.
    Quer dizer, mil casais deixarão de ser contaminados com o HIV por causa desta campanha. Isto é óptimo. Exigir um resultado melhor que este é de quem vive na lua.

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  30. Vítor Vilar's avatar
    10 Julho, 2008 15:48

    Por falar em campanhas, verifico que hoje, quem recicla, sustenta indirectamente a Luta Contra o Cancro da Mama.

    Cancro da Próstata, Cancro do Estomago, Cancro do Pulmão, Doença de Crohn, Doenças Raras, só para mencionar algumas, que patologias destas recebem também uma fatia de um acto colectivo de consciência social como é a reciclagem?!

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  31. Desconhecida's avatar
    Ze Nabo permalink
    10 Julho, 2008 15:57

    Vejo tanto velho casado a circular na Foz a altas horas, que nem me chego perto das mulheres, nem dos filhos, é quase impossivel que usem perservativo e quase impossivel não terem contaminado a malta lá em casa, mas isso claro só se vê daqui a uns anitos, para já é facil argumentos destes, estupidos

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  32. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    10 Julho, 2008 16:05

    O compadre Manel alentejano usa sempre preservativo. Só o tira para mijar e para f…r

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  33. SMP's avatar
    10 Julho, 2008 16:19

    Quer dizer, mil casais deixarão de ser contaminados com o HIV por causa desta campanha. Isto é óptimo. Exigir um resultado melhor que este é de quem vive na lua.

    Não deu aí um salto maior do que a perna? É que o que se está a disuctir não é quem poderia ser salvo se seguisse o apelo da campanha. É antes se haverá alguém que efcetivamente siga o apelo da campanha.

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  34. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Julho, 2008 16:27

    “É antes se haverá alguém que efEctivamente siga o apelo da campanha.”

    Se lerem o blasfémias e acreditarem nas roletas russas e nas estatisticas das mais de 100 vezes, nao. Vao fazer de conta que só acontece aos outros.

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  35. SMP's avatar
    10 Julho, 2008 16:33

    Se lerem o blasfémias e acreditarem nas roletas russas e nas estatisticas das mais de 100 vezes, nao. Vao fazer de conta que só acontece aos outros.

    Também não estamos a discutir se deviam seguir o apelo da campanha. Estamos a discutir se vão.

    Mas registo, ainda que com algumas dúvidas, que todos aqueles que vieram à caixa de comentários apoiar a campanha, mesmo os que sejam casados ou estejam com alguém, digamos, há cinco, dez anos, nunca mais vão ter relações sexuais com o/a seu/sua companheiro/a de vida sem protecção.

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  36. Desconhecida's avatar
    ordralfabeletix permalink
    10 Julho, 2008 16:37

    ” probabilidade de se contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa contaminada é de cerca de 1/1000. Tendo em conta que a probabilidade de um português ter SIDA é de cerca de 4/1000, a probabilidade de alguém contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa escolhida ao acaso é de 4 num milhão. Como termo de comparação refira-se que a probabilidade de um português morrer num acidente de automóvel num dado ano é de 2 em mil.”

    Morre um em cada 500 portugueses por ano nas estradas? 20000/mortos ano? É curioso, pensava que eram 800/ano. Mas ianda bem que faz o paralelismo com a estrada.

    Porque a mim, absorvendo a su argumentação, parece-me um absurdo o uso de cinto de segurança. Fazemos centenas e centenas de viagens com o cinto de segurança sem ter um único acidente. A minha filha mais nova está sempre a reclamar cada vez que lhe coloco o cinto. Hoje depois de ler esta sua argumentação vamos deixar de usar cinto. E o JM também vai?

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  37. Desconhecida's avatar
    Filipe permalink
    10 Julho, 2008 16:37

    “http://en.wikipedia.org/wiki/AIDS#Sexual_contact”

    Num mapa colocado no link acima vê-se que a menor incidência de SIDA acontece em países islâmicos. Agora só falta um mapa com o nº de preservativos usados por habitante de cada país para se chegar a uma correlação interessante (extrapolação minha):
    A SIDA propaga-se menos em países onde o preservativo é pouco usado.

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  38. Zé's avatar
    permalink
    10 Julho, 2008 16:39

    Já vi o spot.
    Pelo que percebi, é um apelo a todas as pessoas que estão numa relação estável para que desconfiem do parceiro.
    Toda a narrativa, culminando no slogan, é dirigida á pessoa que “está em casa” e confia no parceiro.
    Ora isto é absolutamente idiota, um mandar dinheiro fora.
    Seria mais produtivo um spot inverso: mostrar a pessoa leal ao seu parceiro na sua felicidade conjugal e de repente essa felicidade ser rebentada pelas análises positivas, talvez tendo como slogan algo do género “Porquê matar quem um dia disseste amar?”

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  39. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    10 Julho, 2008 16:40

    Red Snapper,

    Nas suas contas, “implica” que todas as “putas” têm SIDA? Não sabia desse estudo epidemológico.

    Já agora, o 1% conta para os dois lados, portanto a possibilidade de contaminar o parceiro TAMBÉM é de 1%, logo dá 10 casais contaminados…

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  40. Zé's avatar
    permalink
    10 Julho, 2008 16:42

    As probabilidades entram aqui apenas para definir quais os melhores targets para uma campanha.
    Eu até acho que o spot põe o dedo na ferida, mas fá-lo de forma errada.
    Não é a pessoa que “está em casa” que tem de ser sensibilizada para fazer testes, é a pessoa que “sai á rua” que tem de ser sensibilizada para tal e, já agora, para o uso do preservativo.

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  41. Vítor Vilar's avatar
    10 Julho, 2008 16:45

    Filipe,

    No mesmo sentido, parece-me que Zimbabué e Cuba, são os países onde as pessoas têm a maior confiança nos seus líderes. Correlacionei com a série crescente dos resultados das eleições com a série numérica decrescente do número de opositores (vivos).

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  42. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    10 Julho, 2008 16:47

    Ora bem, 10 casais em 1,5 milhões dá… 0,0007%. Realmente, é uma campanha abrangente…

    Agora a sério, as contas não podem ser feitas assim. Há mais que uma relação por ano – admitindo que estamos a falar de estatisticas anuais, não me acredito que haja 50 mil homens/mulheres em relações estáveis “nas putas” nem que as “putas” tenham todo/as SIDA. Agora, que gostava de ver o estudo (se o houver) que deu origem a esta campanha, gostava. Estou em crer que a Comissão Nacional de Combate à SIDA deverá ter em sua posse dados referentes ao número de novos infectados provenientes de relações heterossexuais estáveis. Gostava de saber quantos são…

    Ao contrário do que diz o Simon (comentário nº 28), o problema é que estas campanhas são o “pináculo” do politicamente correcto. Em vez de terem como alvo prioritário os grupos que apresentam maior risco (sim, é discriminatório, como as campanhas para a prevenção do cancro da mama são discriminatórias para as mulheres) andam a agradar a todos e, de preferência, não incomodar lobbies.

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  43. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    10 Julho, 2008 16:49

    Caro Zé,

    EXACTAMENTE. Se a campanha fosse dirigida a QUEM é infiel, acho que estaria correcto e nada a apontar (eventualmente que poderia ser mais “genérica”, i.e., quem tem relações sexuais FORA de uma relação estável ou sem ser com o seu parceiro habitual… que aliás é o que perguntam aos dadores de sangue).

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  44. Desconhecida's avatar
    ordralfabeletix permalink
    10 Julho, 2008 17:00

    “Não percebi ao certo onde pretende chegar. Se a ideia é convencer os que estão contaminados a usar preservativo, então dirigir uma campanha à população em geral é perda de tempo.”

    Se não percebeu eu explico.O que o outro amigo queria dizer era que se Se os agora contaminados tivessem (antes) usado preservativo não estariam contaminados. E isso teria, para les um valor inestimável.

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  45. Desconhecida's avatar
    ordralfabeletix permalink
    10 Julho, 2008 17:09

    “Ora bem, 10 casais em 1,5 milhões dá… 0,0007%. Realmente, é uma campanha abrangente…”

    Ou seja, a estatística é uma treta. Sou médico, mas não das áreas a que recorrem os infectados por HIV. APesar disso, e apesar de trabalhar no Porto e por isso o Universo de pessoas que me podem consultar não ser o de todo o País já vi 4 senhoras de provecta idade infectados pelo HIV em relações conjugais.

    Se extrapolar para os Especialistas em Infecto e par ao Universo do País, falar em 10 casais infectados é uma idiotice tal que nem mereceria resposta.

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  46. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    10 Julho, 2008 17:28

    Claro que é!

    Mas a ideia foi essa. Andar por aqui a fazer “contas de cabeça” ao número de infectados é um disparate absoluto (aliás, nem sequer é estatística, cai mais no campo da adivinhação).

    O que eu gostava de ter / saber era o número de infectados (se preferível, agrupados de acordo com o tipo de relação).

    Quanto à SIDA, acho bem que invista (com parcimónia) na prevenção mas tenho sérias dúvidas que seja o principal problema epidemológico do país. Se apenas nos concentrar-mos nas doenças transmissíveis, qual é a taxa de infecção de Hepatite B/C? HPV? Tuberculose? Ainda por cima quando estes são considavelmente mais virulentos que a SIDA.

    O problema principal da SIDA é que se trata de uma doença muito relacionada com o estilo de vida. E “caiu” que nem uma bomba no meio da segunda vaga da libertação sexual nos anos 80. Acha sinceramente que alguém estaria preocupado com a propagação da SIDA em África (onde é, de facto, um grave problema) se ela não afecta-se os países desenvolvidos (por motivos climatéricos, p.ex.)? Qual é o “nível” de preocupação com a Malária?

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  47. Desconhecida's avatar
    Mirando permalink
    10 Julho, 2008 17:46

    “Sou médico, mas não das áreas a que recorrem os infectados por HIV. APesar disso, e apesar de trabalhar no Porto e por isso o Universo de pessoas que me podem consultar não ser o de todo o País já vi 4 senhoras de provecta idade infectados pelo HIV em relações conjugais.

    Se extrapolar para os Especialistas em Infecto e par ao Universo do País, falar em 10 casais infectados é uma idiotice tal que nem mereceria resposta.”

    Não estaremos a misturar o “já vi 4” em vários anos com “10 casos por ano”?

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  48. JPG's avatar
    10 Julho, 2008 18:05

    Este post é mera provocação, não é? Isto não passa de simples blague, por parte de alguém, mais blasé em geral ou que estava apenas mais mal disposto do que habitualmente, quando o escreveu. É isso, não é?

    Entre outras curiosidades no dito post, respingo esta:
    «Dos que têm uma relação estável, uma fracção importante vive em relações que não há infidelidades.»

    Perdão? Desculpe? Refere-se a que planeta, em concreto? Ou, caso se refira ao planeta Terra, qual é então a espécie animal em que isso se passa? Os cisnes?

    Ah, bem.

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  49. SMP's avatar
    10 Julho, 2008 18:33

    Perdão? Desculpe? Refere-se a que planeta, em concreto? Ou, caso se refira ao planeta Terra, qual é então a espécie animal em que isso se passa? Os cisnes?

    Ah, bem.

    Se por ‘infidelidade’ quer significar uma relação extraconjugal no contexto de um acordo mútuo de exclusividade – afectiva e/ou sexual – e acredita mesmo que todas as relações as têm… bom, tenho epan da sua falta de imaginação.

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  50. SMP's avatar
    10 Julho, 2008 18:33

    Tenho pena, digo.

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  51. JPG's avatar
    10 Julho, 2008 18:39

    Passo bem sem a sua pena (da minha “falta de imaginação” ou seja do que for). Ou seja, já que não me lembro de ter insultado alguém, aproveito para lhe recomendar que vá pentear macacos.

    * Heterossexuais (351): 122 casos de SIDA; 43 casos sintomáticos não-SIDA; 186 casos de PA;
    * Toxicodependentes (109): 40 casos de SIDA; 7 casos sintomáticos não-SIDA; 62 casos de PA;
    * Homo/Bissexuais (88): 16 casos de SIDA; 11 casos sintomáticos não-SIDA; 61 casos de PA;
    (Dados do 2º semestre 2007.
    Fonte: INSARJ)

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  52. SMP's avatar
    10 Julho, 2008 18:45

    Também não me recordo de ter insultado ninguém; a afirmação até era sincera. E se não se importa, prefiro não seguir a sua sugestão por agora. Acho que os macacos passam bem sem esse luxo.

    Entretanto, se lhe passar a birra, talvez me queira explciar qual é a relevância dos dados estatísticos que apresentou para a questão de existir, ou não, uma fracção importante de relações estáveis efectivamente monogâmicas.

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  53. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    10 Julho, 2008 19:02

    ««* Heterossexuais (351): 122 casos de SIDA; 43 casos sintomáticos não-SIDA; 186 casos de PA;
    * Toxicodependentes (109): 40 casos de SIDA; 7 casos sintomáticos não-SIDA; 62 casos de PA;
    * Homo/Bissexuais (88): 16 casos de SIDA; 11 casos sintomáticos não-SIDA; 61 casos de PA;»»

    Estes dados mostram que a probabilidade de um heterosexual não toxicodependente, fiel e com uma realção estável é muito menor que a mesma probabilidade para:

    – um trabalhador do sexo
    – um homossexual
    – um toxicodependente
    – um bisexual
    – um heterossexual que mantenha relações com prostitutas ou prostitutos

    Vale a pena lembrar que:

    – grande parte dos hetero com SIDA são trabalhadores do sexo ou relacionam-se com estes
    – os hetero são uma população muito maior que os homo e os toxico

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  54. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    10 Julho, 2008 19:03

    Espero que o JPG não esteja a interpretar os números como se as populações homo e hetero tivessem o mesmo número de pessoas.

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  55. JPG's avatar
    10 Julho, 2008 19:52

    Caro João Miranda,

    Não, não estou. Mas também, é claro, já cá se sabia, o risco é exponencialmente maior nos grupos de… risco.

    Mas, afinal, os números não provam nada? Então a probabilidade não era, por assim dizer, ínfima e desprezivel para os “hetero com relações estáveis”? Acha realmente que 122 (em seis meses), o triplo dos toxicodependentes, quase 8 vezes o número de homossexuais, acha, dizia, que isso não é um número elevadíssimo?

    A partir de quantos mortos, ao certo, mal que lhe pergunte, acha que o caso deveria ser levado a sério?

    Aqui para nós, uma declaraçãozinha de declinação de interesses: devo confessar que embirro solenemente, se bem que apenas genericamente, com este tipo de campanhas; porém, esta em concreto chamou-me a atenção precisamente pela inovação. Está a ver a quantidade de gente que está aqui a discutir isto, há um ror de tempo?

    Prevenção também é isso, digo eu: falar das coisas, destruir tabus, enfrentar problemas. O contrário, em suma, de fingir que eles não existem.

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  56. JPG's avatar
    10 Julho, 2008 19:58

    P.S.: Portugal é, mais uma vez tristemente, recordista europeu em transmissão de HIV entre heterossexuais. É a tal probabilidade enormemente ínfima.

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  57. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 20:07

    ««Mas, afinal, os números não provam nada? Então a probabilidade não era, por assim dizer, ínfima e desprezivel para os “hetero com relações estáveis”?»»

    Os números distinguem os hetero com relações estáveis dos outros? Não. A única coisa que se pode deduzir, com base em estatísticas de outros países, onde a esmagadora maioria das transmissões hetero ocorre em prostitutas e respectivos clientes, é que grande parte das transmissões hetero não ocorrem entre membros de casais estáveis.

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  58. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 20:11

    ««Portugal é, mais uma vez tristemente, recordista europeu em transmissão de HIV entre heterossexuais. É a tal probabilidade enormemente ínfima.»»

    Não percebi o que é que uma coisa tem a ver com a outra. Se em todos os países a infecção em hetero é reduzida, ser o recordista nada tem de relevante em relação à probabilidade.

    Mais importante, aquilo que é reduzido é a probabilidade de ocorrer contaminação via sexo vaginal do parceiro não promíscuo de uma relação estável.

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  59. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Julho, 2008 20:49

    O motivo pelo qual portugal é recordista europeu em transmissão de HIV está explícito na lógica deste post e de muitos dos comentários. É evidente que seria desejável que todos aqueles que iniciam a sua vida sexual se habituassem, desde o início, em qualquer situação a utilizar preservativos. A campanha destina-se também a essas pessoas.
    Enquanto andarem a fazer cáculos estatísticos de probabilidades e a correr riscos com base nestas probabilidades não é possível tirar portugal deste triste ranking.

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  60. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Julho, 2008 20:54

    A malta gosta muito de fazer de conta que cá no burgo, nas relações heterosexuais estáveis, não existe infidelidade. Infelizmente isso cada vez menos corresponde à verdade. A tontaria é tanta que fala-se em infidelidade e vêm logo com a conversa das prostitutas…como se a infidelidade fosse um exclusivo das casas de meninas ou dos meninos.

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  61. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    10 Julho, 2008 21:02

    Lololinhazinha,

    Não é ignorando a teoria das probabilidades que se resolve o problema da SIDA, nem adianta muito andar a fazer campanhas à toa sem qualquer racionalidade.

    O risco de contrair SIDA com uma prostituta é muito maior que o risco de contrair SIDA com outra pessoa qualquer. Por isso é que a questão das prostitutas é mais relevante.

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  62. Desconhecida's avatar
    10 Julho, 2008 21:15

    É evidente que seria desejável que todos aqueles que iniciam a sua vida sexual se habituassem, desde o início, em qualquer situação a utilizar preservativos.

    Lololinhazinha, isso é a sério, é pensado, representou a cena dentro da sua mente? Acha realmente que é emocional, prática – até economicamente viável se assim quisermos -, para quem escolhe viver 40 anos com uma pessoa numa relação que se pretende monogâmica, utilizar preservativo em todos os contactos sexuais?

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  63. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:16

    O objectivo do marketing e campanhas é prevenir o futuro, não sei porque razão se baseiam nas estatisticas de hoje.
    Geralmente o virus esta incoberto durante anos, é do futuro que se fala aqui.
    O Blasfemias enquanto orgão de comunicação abrangente devia guardar estes comentarios para a familia e amigos, 1/1000???? era muito azar ser eu….

    Bahhhhhhhhhhhhhhhh

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  64. Desconhecida's avatar
    Osvaldo Lucas permalink
    10 Julho, 2008 21:25

    Sabendo as probabilidades de contágio, e os números de novos casos reportados anualmente é possível saber, por “estatística inversa” quantas facadas se dão em média e, ceteris paribus, qual a evolução do número de infectados para o futuro.
    E consequentemente, uma análise custo benefício desta ou doutras campanhas.

    PS – Se houvessem dados fiáveis sobre sobre quem se dão as facadas (ou seja saber se a destribuição dos actos é muito, pouco, ou nada “aleatória”) seria possível chegar a conclusões mais definidas.

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  65. ordralfabeletix's avatar
    ordralfabeletix permalink
    10 Julho, 2008 21:35

    “Estes dados mostram que a probabilidade de um heterosexual não toxicodependente, fiel e com uma relação estável é muito menor que”

    Claro que é . Por isso é que se diz casos de infecção por HIV sem comportamento de risco.

    Se morrem 800 por ano e se fazem tantas campanhas de prevenção rodoviária não valerá a pena fazer alguma campanha por 180 heterossexuais infectados por HIV (assumindo que metade dos infectados são trabalhadores do sexo)?

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  66. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 21:37

    ««Se morrem 800 por ano e se fazem tantas campanhas de prevenção rodoviária não valerá a pena fazer alguma campanha por 180 heterossexuais infectados por HIV (assumindo que metade dos infectados são trabalhadores do sexo)?»»

    Há muitas maneiras de evitar 180 contaminações hetero. Uma campnha dirigida aos casais hetero estáveis é a pior. Há muitos outros grupos alvo que tornariam a campanha mais eficaz.

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  67. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:39

    mas os 800 já não matam mais ninguem ao contrario os 180 podem ainda e durante muito tempo continuar a infectar pessoas

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  68. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    10 Julho, 2008 21:39

    ««O objectivo do marketing e campanhas é prevenir o futuro, não sei porque razão se baseiam nas estatisticas de hoje.»»

    As estatísticas de hoje permitem identificar os grupos populacionais onde está o virus. E isso pode ser usado para conter o virus nessas populações.

    ««O Blasfemias enquanto orgão de comunicação abrangente devia guardar estes comentarios para a familia e amigos, 1/1000???? era muito azar ser eu….»»

    As estatísticas são verdadeiras e o público tem o direito de as conhecer.

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  69. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:44

    faz sexo com a amante, a amante com o patrão, o patrão com a mulher, a mulher com o jardineiro (sim porque quem trai geralmente é traido) e como todos são gordos e bem cheirosos, nenhum deles pensa ter sida, mas há de facto uma grande possibilidade, depois o filho de um deles tem um corte, o pai/ mae faz lhe o curativo e por ai fora, não acaba

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  70. JPG's avatar
    10 Julho, 2008 21:49

    JoaoMiranda Diz:
    10 Julho, 2008 às 8:07 pm
    «Os números distinguem os hetero com relações estáveis dos outros? Não.»

    Pois não, não distinguem. Quem faz essa subtil distinção é o meu caro amigo. É apenas para o dito cujo caro amigo – e para mais meia dúzia de líricos – que existem “relações estáveis” com, presumivelmente, fidelidade absoluta (mútua, ou seja, com probabilidades a dividir por 2). Não sei onde é que vi a percentagem de 0,007% – neste ou em post anterior -, mas deve ser esse, de facto, o rácio em que semelhante milagre (fidelidade absoluta, permanente e perene de ambos os consortes) acontece efectivamente.

    Lololinhazinha Diz:
    10 Julho, 2008 às 8:49 pm
    Secundo, na íntegra.

    Osvaldo Lucas Diz:
    10 Julho, 2008 às 9:25 pm
    «Se houvessem dados fiáveis sobre sobre quem se dão as facadas (ou seja saber se a destribuição dos actos é muito, pouco, ou nada “aleatória”) seria possível chegar a conclusões mais definidas.»

    Existem. Vou ver. Amanhã, espero, deixo aqui alguns dados sobre isso. Mas adianto desde já que a percentagem de “traidores” confessos (porque ainda haveria que contar com os que não confessam) ronda os – cito de memória – 77% nos homens, 66% nas mulheres. Ou seja, na prática, 99,9% de uns e de outras. Isto dos números é lixado, meus amigos. E da biologia, então, nem vos digo nem vos conto. E também não quero desmoralizar ninguém, mas enfim, seja pelas alminhas.

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  71. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:50

    João Miranda até aprecio os seus comentarios e percebo o lado que quer mostrar, mas ao apresentar estas estatisticas está a diminuir o problema. Como orgão de comunicação têm de contar que no seu publico muitos entenderão isto como uma minimização e provavelmente numa situação em até não iam fazer sexo por falta de protecção arriscam, porque na net viram que as probabilidades eram infimas …

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  72. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:52

    há que ser responsavel e o Gabriel não o foi, alcanço o cenário, mas não serve para nada que não seja incetivar a propagação

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  73. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    10 Julho, 2008 21:55

    o João desculpe

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  74. Uribe's avatar
    Uribe permalink
    11 Julho, 2008 00:54

    JoaoMiranda 10 Julho, 2008 às 2:33 pm : 17 valores

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  75. who let the dogs out?'s avatar
    who let the dogs out? permalink
    11 Julho, 2008 04:23

    O autor deste post esgalhou de tal maneira que à ortografia disse nada.

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  76. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    11 Julho, 2008 09:38

    O problema desta campanha é que “foca” o grupo errado. Tirando os toxicodependentes (porque a via de contacto é distinta), o grande “grupo” de risco é constítuido por aqueles envolvidos em um grande número de relações ocasionais (prostituição ou simples troca de parceiro), independentemente de ser hetero ou homossexuais.

    É óbvio que os homossexuais, por serem menos e serem uma comunidade mais “fechada” terão uma maior incidência percentual de casos. Olhando para os números de 2007 do INSARJ:

    Hetero: 351
    Homo: 88

    Estimando por cima, usando o famoso estudo do Kinsey, 10% da população masculina seria homossexual (e 5% da feminina). Como a população masculina é aproximadamente metade da população total e como o contágio apenas ocorre na população homossexual masculina (de acordo com o método de contagem do INSARJ), a probabilidade de contágio numa relação homossexual quado comparada com a probabilidade de contágio numa relação heterossexual é de:

    (88/0,05)/(351/0,925) = 4,64 ou 464%, ou seja, 4 vezes e meia superior.

    Se o estudo incluí-se ainda os novos infectados provenientes de relações estáveis e os discrimina-se como tal e por orientação sexual, estes números seriam de certezas bastante superiores.

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  77. mariana's avatar
    mariana permalink
    11 Julho, 2008 10:03

    1. E quais são as probabilidades estatíticas, já agora, de contaminação entre pareceiros numa relação homossexual estável,que escolheram viver 40 anos com uma pessoa numa relação que se pretende monogâmica?

    2. Já agora, se são necessárias centenas de relações com um parceiro contaminado específico, então é bastante mais responsável ter centenas de relações com vários parceiros contaminados, certo?

    2. De acordo: há outros alvos para uma campanha de prevenção à SIDA. Mas seria OUTRA campanha, que em nada invalida esta.

    3. Qualquer que seja a prababilidade estatística de contágio, em caso algum ela será de zero. Ou seja, objectivamente existe risco. E cada um é livre de o correr… a confiança na fidelidade do parceiro tem te ter isso em conta: confiar passa por assumir que vale a pena assumir o risco, não por achar que ele não existe. Mas tudo isto é lírico num país onde se aceita culturalmente a indidelidade masculina (ao contrário da feminina) e onde se continua a achar legítimo que os homens se recusem a usar preservativo… porque não gostam. 4 mulheres contaminadas pelos maridos não lhe parece uma enormidade?

    4. O ódio que têm aos homossexuais é tão doentio que vos leva a ser contra campanhas que visam proteger precisamente aqueles que praticam o único modelo de relação sexual que reconhecem como legítimo?

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  78. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    11 Julho, 2008 10:23

    “Acha realmente que é emocional, prática – até economicamente viável se assim quisermos -, para quem escolhe viver 40 anos com uma pessoa numa relação que se pretende monogâmica, utilizar preservativo em todos os contactos sexuais?”
    SMP,
    acho que é emocional, prática e economicamente viável, sim. São hábitos que se adquirem. Nos países nórdicos, por exemplo, consta que esse tipo de questões já nem sequer se colocam entre as gerações mais novas. É impensável que seja de outra foram. E, aliás, não se trata só da questão da Sida. Há as hepatites, outras doenças sexualmente transmissíveis, etc. Não percebo o espanto. De facto, é mesmo uma questão cultural.

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  79. Desconhecida's avatar
    Ze Nabo permalink
    11 Julho, 2008 10:39

    Os homosexuais são o maior grupos de risco por questões muito simples:

    1- Qualquer jovem homossexual, impedido de fruir socialmente da sua condição, «tende a ser descoberto» por parceiros mais velhos, a ser violado e abusado, pois não está nem defendido pelos pais, nem pela sociedade em geral;

    2- As suas 1ªs experiencias tendem a ser fatais e omissas, pois delas não podem fazer queixa;

    3- A prova disso é que a idade mais afectada será entre os 30/40 – 9-15 anos depois de se tornarem activos;

    4- Trocam de parceiros sim, mas geralmente as relações desprotegidas dão-se no inicio e por claro abuso e impunidade dos mais velhos sobre jovens e adolecentes que geralmente tdoos nós deixamos à deriva, sem nunca suspeitar que sendo nossos familiares possam eventualmente ser guys e como tal necessitarem do nosso apoio, para não se entregarem ao primeiro candidato que aparece;

    5- É urgente dizer há juventude que há milhares de homossexuais da sua idade com quem poderão manter relações saudaveis, livres e com o nosso apoio.

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  80. Pedro's avatar
    11 Julho, 2008 11:57

    Há uma quase certeza, a de que a campanha vai passar ao lado.
    Qualquer campanha destas passa ao lado, excepção feita à da Benetton, feita à uns anos, onde aparecia um seropositivo em fase terminal. Aqui valeu a imagem choque!

    Enquanto se insistir em campanhas ou acções pontuais e não se perceber que é mais uma questão cultural, como tantas outras, que exigem um trabalho a médio prazo e que deve começar cedo, como a questão da educação, não se poderá esperar que cabeças habituadas ao “laisser faire, laisser passer”, comecem de repente a ver fantasmas onde sempre viram fadas.

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  81. SMP's avatar
    11 Julho, 2008 12:09

    Lololinhazinha Diz:
    11 Julho, 2008 às 10:23 am

    Bom… just checking.

    Confesso que não consigo conceber essa posição. Há dezenas de coisas que podemos fazer no dia a dia que diminuiriam de forma bem mais drástica riscos muito mais prementes, e todavia não as fazemos. E ainda bem. Num juízo de custo/benefício, concluímos que não valem a pena. Utilizar preservativo num casamento de 20 anos parece-me, sei lá, equivalente a não sair de casa por receio de ser atropelado.

    Mas, evidentemente, cada um tem uma função diferente de custo/benefício.

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  82. SMP's avatar
    11 Julho, 2008 12:15

    Uma última nota:

    Há as hepatites, outras doenças sexualmente transmissíveis, etc. Não percebo o espanto. De facto, é mesmo uma questão cultural.

    Há as sexualmente transmissíveis, e há muitas outras. Eu gosto de usar este exemplo (Kissing Shield Device)para falar sobre patentes a públicos de outras áreas, porque quebra o gelo e toda a gente esboça pelo menos um sorriso. Mas, afinal, talvez não seja de rir. Se a sua função custo-benefício é realmente desse género, porque não estendermos isso aos beijos? Há dezenas de coisas terríveis que se transmitem num beijo bem dado.

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  83. jcd's avatar
    11 Julho, 2008 12:16

    SMP dixit:

    “Há dezenas de coisas terríveis que se transmitem num beijo bem dado.”

    E num mal dado, também.

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  84. JPG's avatar
    11 Julho, 2008 13:15

    «Recent studies reveal that 45-55% of married women and 50-60% of married men engage in extramarital sex at some time or another during their relationship (Atwood & Schwartz, 2002 – Journal of Couple & Relationship Therapy) (link

    «DID YOU KNOW…
    – that only 5% of affairs result in marriage between the affair partners?
    – that an estimated 10% of all children born to married women are raised by husbands who aren’t the biological father – but don’t know it?
    – that 5% of all married men and women cheat in any given year?»
    Judith Brandt, The 50 Mille Rule

    «According to the current infidelity statistics 60% of men and 40% of women are involved in extramarital affair.»
    Cheating and Infidelity statistics

    Pegando nesta última citação, e porque realmente não encontro os números que antes mencionei, de memória, note-se que os 60%/40%
    se referem a “casos extra-conjugais”. Ou seja, não incluem as relações esporádicas ou de caso único (“one night stand”). Portanto, existindo relações extra-conjugais estáveis numa proporção de 60% nos homens e de 40% nas mulheres, as percentagens aumentariam exponencialmente se fossem consideradas as relações extra-conjugais esporádicas ou isoladas.

    Note-se ainda que, ao falarmos de risco de transmissão de DST nas relações heterossexuais – e nomeadamente no caso do HIV -, estamos a falar de períodos de incubação (ou de ausência de sintomas) extremamente prolongados. Por exemplo, um casal pode manter uma relação “estável” durante, digamos, 10 anos, sem qualquer “facadinha” por parte de nenhum deles e, mesmo assim, um parceiro infectar o outro… porque esse era portador assintomático há onze anos. Acresce que, naqueles números, estão isso sim incluídos os casos de relações extra-conjugais múltiplas, o que, logicamente, multiplica a probabilidade de transmissão infecciosa (entre todos os envolvidos, em cálculo por número factorial).

    Enfim, será talvez uma “tragédia”, pelo menos para muita gente, mas cautela e caldos de galinha (e, já agora, umas caixitas de preservativos) nunca fizeram mal a ninguém. A crueza e, de certa forma, a crueldade dos números, poderão talvez ajudar a compreender como é muitíssimo melhor prevenir do que remediar e como é melhor entender “crueldade” como “naturalidade”. De mais a mais quando se trata de algo que não tem remédio…

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  85. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    11 Julho, 2008 14:23

    Caro JPG,

    O número que interessa para a discussão é este:

    “5% of all married men and women cheat in any given year”

    Ou seja, durante o período em que a campanha estiver a ser divulgada o público alvo não chega aos 5% do número de casados.

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  86. Desconhecida's avatar
    Ze Nabo permalink
    11 Julho, 2008 15:26

    Se a maiora dos casais for do tipo João Miranda são bem capazes de assistir e não entender, e isso sim está mal na campanha

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  87. JPG's avatar
    11 Julho, 2008 15:33

    Caro JM,
    Não me parece. Quando muito, esses 5% interessam apenas para teoricamente sustentar o seu ponto de vista (mesmo dando de barato que estará talvez a interpretar mal a expressão “in any given year”). Por alguma razão, a sua atenção fixou-se em apenas um dos três conjuntos de dados, desprezando soberanamente os outros. Algo lhe diz que os outros, absurdamente discrepantes em relação aos que “prefere”, são mentira ou estão errados? Quer dizer então que se eu tivesse omitido aqueles 5%, que tanto aprecia, a sua análise seria diferente? A lógica e a verdade do tema variam consoante as coisas convenham ou não à teoria?
    Ok. Não desisto, era só o que faltava, mas já vi que estou aqui a bater no ceguinho, salvo seja. Dou-lhe a minha palavra de honra de que, neste como em qualquer outro caso, a minha intenção era apenas contribuir para alguma espécie de esclarecimento – e nunca por nunca ganhar uma conversa. Já não tenho idade para isso.
    Portanto, com os meus cumprimentos, fique lá o amigo com a taça, que a mim não me faz falta.

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  88. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    11 Julho, 2008 16:04

    SMP,

    É muito fácil. Há riscos que é necessário correr (para se viver, para se ser feliz para se ter prazer, para atravessar a estrada, etc) e há outros riscos que já não é necessário correr. A utilização do preservativo nas gerações mais novas nos países mais evoluídos da europa é mais ou menos o equivalente à lavagem dos dentes. Nem se pensa nisso. É impensável não lavar.
    O controlo da Sida passa por fazer da utilização do preservativo um hábito natural. Não me parece que os casais, dentro das chamadas relações estáveis, comecem agora a usar preservativos se antes não o faziam. Mas parece-me que é desejável e possível (e eu acredito que isso estaja a acontecer) que os membros desses casais quando têm sexo ocasional se protejam. Da mesma maneira que é desejável que os casais que iniciam agora a sua vida sexual passem a adquirir esses hábitos. A campanha tenta apenas obter os mesmos objectivos que já foram alcançados noutros países da europa. Não percebo porque é que se critica tanto e porque é que se assume que não produzirá resultados. Os portugueses serão mais burros que os outros? Quando muito serão mais obstinados em admitir que a infidelidade é uma realidade quotidiana.
    (Uma vez um senhor da medicina legal confidenciou-me que o nº de casos de pretensos filhos que não são filhos dos pais, em portugal, é absolutamente diabólico).
    Como eu disse, são hábitos culturais. Bons hábitos, na minha opinião.

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  89. Desconhecida's avatar
    Ze Nabo permalink
    11 Julho, 2008 16:49

    totalmente de acordo com as 2 ultimas opiniões, discussão encerrada.

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  90. SMP's avatar
    11 Julho, 2008 16:57

    Mas parece-me que é desejável e possível (e eu acredito que isso estaja a acontecer) que os membros desses casais quando têm sexo ocasional se protejam.

    Aí é que está: não é essa a direcção da campanha. A campanha é dirigida aos que «ficam em casa» E acreditam que o outro é fiel.

    Quantos aos riscos que já não é necessário correr, bom, remeto novamente para o Kissing Shield. Suponho que todos os comentadores a favor da campanha, sabendo que um norte-americano teve esta ideia brilhante, vão a correr comprar um. Não é nada negligenciável o risco que se corre por dar um beijo.

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  91. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    11 Julho, 2008 18:04

    Pois, e batendo novamente no ceguinho, o problema da campanha é o alvo. Em vez de “dirigirem” aos que dão facadas, dirigem aos que ficam em casa. O que, se acontecesse, resultava em coisas fabulosas, como um provável aumento dos crimes passionais.

    Eu acho engraçado, por exemplo, quando apontam que os homossexuais podem estar em relações estáveis e portanto deveriam ser retirados do grupo de risco (lembro-me de uma guerra por causa de uma dádiva de sangue), o que é, digamos, legítimo. E depois vão “alargar” de novo o grupo de risco para toda a gente que tem relações sexuais.

    Como se disse num post anterior, quer dizer que agora ter filhos só após lavagem de esperma (à cautela)? Que ideia mais estúpida!

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  92. Desconhecida's avatar
    Zé Nabo permalink
    11 Julho, 2008 20:07

    Atenção faz sentido retirar os homosseuxais do grupo de risco, quando se fala de paises que já normalizaram ou liberalizaram pelos meios socialmente aceitaveis as relações guys, a partir do momento em que estas relações são aceites deixam efectivamente de representar tamanho risco

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  93. Desconhecida's avatar
    Daniel Rocha permalink
    14 Julho, 2008 02:56

    É preciso se ser pouco informado para se afirmar tal barbaridade!!!
    é pena que ainda haja em Portugal quem pense como o senhor.

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  94. Curiosa's avatar
    Curiosa permalink
    17 Julho, 2008 03:33

    Esta frase do João Miranda “Os que tivessem um/uma amante com SIDA precisariam de centenas de relações vaginais para se contaminarem e, depois de ficar contaminado, mais umas centenas para contaminar o parceiro da relação estável” é o maior disparate que já li sobre a matéria, tendo em conta o que se conhece sobre a Sindrome e a facilidade de acesso a informação sobre a matéria.

    “a probabilidade de alguém contrair SIDA numa única relação sexual vaginal com uma pessoa escolhida ao acaso é de 4 num milhão”. Probabilidades? Então fiem-se nas probabilidades e em dados sem confirmação científica.

    O público alvo tem uma razão de ser: o número de indivíduos infectados e casados tem aumentado consideravelmente em PORTUGAL, ao contrário dos que não são casados – basta que se consulte os relatórios do Instituto Ricardo Jorge, ou se preferir, os da OMS – no entanto a campanha falha ao incidir a mensagem no parceiro “fiel”, como muito bem diz o comentador Zé (10 Julho, 2008 às 4:39 pm) o sentido da mensagem devia ser o inverso, devia dirigir-se a quem tem relações extra-conjugais, seja o homem ou a mulher.

    “O risco de contrair SIDA com uma prostituta é muito maior que o risco de contrair SIDA com outra pessoa qualquer. Por isso é que a questão das prostitutas é mais relevante” – pois é meu caro, mas se o cliente da(o) prostituta(o) for casado, não usar o preservativo e contrair SIDA, digamos que…Enfim, ter a noção que as anteriores campanhas (de diversas instituições e organismos) incidiram em grupos em que se vêem resultados (demorou, mas já começam a surgir resultados), e que esta incide noutro grupo, não seria um desperdício de exercício mental.

    E já agora, a contrair, contrai-se o VIH e não SIDA.

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  95. carvalho's avatar
    carvalho permalink
    23 Outubro, 2009 00:12

    tantas barbaridades se utilizarem preservativo n contraiem o virus nao existe probabilidade 1 / 1000 existe situacao de risco se a pessoa tiver sexo desprotegido e muito provavel k fique infectado o virus penetra no homem pela glande por isso cm a friccao ele entra muito facilnente no organismo nas mulher o virus existente no experma e absorvido pelas paredes da vagina ao contrario do que se pensava n e preciso uma micro ferida para o virus penetrar no sangue ele e absorvido pelas paredes vaginais o mesmo acontece cm o anus por isso cuidem se

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