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Ilusões sobre a Segurança Social

23 Setembro, 2008

Lido num post de André Abrantes Amaral:

No programa ‘Eixo de Mal’ deste Sábado, Daniel Oliveira concluiu sobre a crise financeira que se abate em Wall Street que ainda bem que as reformas dos portugueses não estão entregues a privados.

As reformas dos portugueses não poderiam estar entregues a privados porque (tirando uma pequena parte que por acaso até está investida nos mercados financeiros) o dinheiro não existe. Vou repetir: o dinheiro que a Segurança Social devia ter para cumprir as suas obrigações não existe. Não existe. Não há dinheiro para pagar as reformas dos actuais trabalhadores. A Segurança Social, se fosse um fundo de pensões, estaria falida. Como é pública sobrevive ligada à máquina fiscal e à pirâmide demográfica.

67 comentários leave one →
  1. Pedro Morgado's avatar
    23 Setembro, 2008 00:31

    Caro João Miranda,

    Tem toda a razão. No entanto, isso sucede por questões históricas. Houve um tempo (que se prolonga até hoje) em que, por questões sociais e humanitárias, foi necessário pagar pensões a pessoas que não tinham contribuído (não contribuem) para o Sistema. Como tal, é necessário que as actuais contribuições paguem as actuais reformas…. E haja fé na pirâmide demográfica!

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  2. Salvador's avatar
    Salvador permalink
    23 Setembro, 2008 00:49

    não deixa de ser um esquema piramidal…

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  3. tonibler's avatar
    23 Setembro, 2008 00:49

    Realmente não faz sentido ter segurança social privada por motivos meramente financeiros, mas tens razão.

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  4. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    23 Setembro, 2008 00:56

    Tem algum dado oficial que sustente a sua posição? Não me parece credível…

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  5. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    23 Setembro, 2008 00:58

    Ou melhor, 7560 milhões de euros é pouco?

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  6. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    23 Setembro, 2008 01:00

    Pagamos 30% dos salários para estes senhores e fiquei assustado com a afirmação que fez. Penso é que não devemos pagar mais de 20% e tanto quanto sei estas receitas não podem ser usadas para orçamento de estado, sem batota.

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  7. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Setembro, 2008 01:02

    ««Ou melhor, 7560 milhões de euros é pouco?»»

    Nem sequer dá para pagar as reformas dos actuais reformados durante um ano.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Setembro, 2008 01:02

    Não percebo porque é que citam tanto o Daniel Oliveira. O homem só diz palermices…
    Para bobos da corte há muitos outros que também só dizem palermices, mas têm muito mais piada…

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  9. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Setembro, 2008 01:03

    José Rocha,

    O que está a pagar dá para pagar as reformas dos actuais reformados.

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  10. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    23 Setembro, 2008 01:03

    É um perigo para todos nós, contribuintes, o sistema piramidal da segurança social.

    Este sistema piramidal – a existir, para sossego dos radicais de esquerda – só deveria contemplar um valor base a rondar os 400/800 euros. Todo o excedente nunca deveria ser da responsabilidade dos srs políticos tratar.

    Por que hão-de os srs políticos de tratar da reforma de Américo Amorim?

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Setembro, 2008 01:04

    É que tanto existe dinheiro que vai chegar para pagar as reformas publicas e ainda vai ter que sustentar a dos privados que faliram.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Setembro, 2008 01:14

    Numa avalição psiclógica do estado de choque que a crise está a causar em certos comentadores diria que entraram a fase de negação. Isso passa.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Setembro, 2008 01:16

    Mas….A seguradora vai á falência e “prontos” , a conversa acaba aqui. O estado não tem dinheiro suficiente para me dar a minha reforma de acordo com os 100 e tal mil euros que já terei descontado : é pá , não pago nem mais um tostão de imi , de scuts , de taxas moderadoras , de irc , etc , etc e tal de impostos que me queiram impingir. Ou seja , a conversa não acaba aqui , na falência da SS. Ele há créditos que podem ser trocados.

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  14. Bruno-Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 01:20

    caro João, não é menos verdade que os Bancos também não tem o dinheiro dos seus clientes!

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  15. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Setembro, 2008 01:24

    ««caro João, não é menos verdade que os Bancos também não tem o dinheiro dos seus clientes!»»

    A situação não é comparável. Um fundo de pensões (e não o banco) tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigações. A Segurança Social simplemente não tem.

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  16. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    23 Setembro, 2008 01:25

    o que é trite é que eu, trabalhador do sector privado, pague 34,75% para suportar os reformados (+ desempregados, rendimentos mínimos e baixas) e ainda tenha que pagar impostos para suportar os 1500 euros que, em média, se reforma cada funcionário público!

    Por seu lado, o funcionário público, na flor da vida, deixa de se apresentar ao serviço e vai estourar o meu dinheiro em viagens e nos apartamentos do Belmiro em Tróia. O BURRO, por seu lado, fica a trabalhar…

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  17. Bruno-Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 01:30

    «A situação não é comparável. Um fundo de pensões (e não o banco) tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigações. A Segurança Social simplemente não tem.»

    A SS tem o aval do Estado, que teria de falir para incumprir com as suas obligações o que é menos provavel que qualquer instituição financeira, como se tem visto nos dias que correm!

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    23 Setembro, 2008 01:37

    ««A SS tem o aval do Estado, que teria de falir para incumprir com as suas obligações o que é menos provavel que qualquer instituição financeira, como se tem visto nos dias que correm!»»

    Tem o aval do contribuinte, certo? Já viu que vai dar ao mesmo? As pensões futuras a pagar pela segurança social dependem da vontade da próxima geração as pagar.

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  19. jorge a.'s avatar
    23 Setembro, 2008 01:40

    “A SS tem o aval do Estado, que teria de falir para incumprir com as suas obligações o que é menos provavel que qualquer instituição financeira, como se tem visto nos dias que correm!”

    Algumas instituições financeiras também tem o aval do Estado pelo que se vê. Mas o Estado, para além de também correr o risco de bancarrota, pode sempre evitar a falência através de uma alteração das regras do jogo – coisa que já fez e, dada a estrutura da SS, o mais certo é voltar a fazer.

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  20. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    23 Setembro, 2008 01:43

    A razão que apresenta,caro JM, é, no limite, a melhor razão para mantermos as reformas na SS.Pois se ,segundo diz ,mesmo não tendo dinheiro não vai á falência,continuando a pagar-me a reforma!!! E quanto aos Fundos de Pensões têm tanto dinheiro que há anos que andam a tentar transferir os déficits para a Segurança Social, só não o conseguiram porque houve muita gente a controlar a marosca.E, já agora,é o momento apropriado para vir defender a segurança dos privados nestas questões financeiras…

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  21. Bruno-Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 01:44

    «Tem o aval do contribuinte, certo? Já viu que vai dar ao mesmo? As pensões futuras a pagar pela segurança social dependem da vontade da próxima geração as pagar.«

    o pagamento das prestações não depende da vontade do contribuinte, é uma obrigação de qualquer cidadão num estado de direito.

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  22. Bruno-Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 01:46

    «Algumas instituições financeiras também tem o aval do Estado pelo que se vê. Mas o Estado, para além de também correr o risco de bancarrota, pode sempre evitar a falência através de uma alteração das regras do jogo – coisa que já fez e, dada a estrutura da SS, o mais certo é voltar a fazer.»

    o problema é que até as instituições ditas capitalistas recorrem ao estado quando o jogo não lhe correu bem. Ou seja no limite é sempre o estado que serve de garantia!

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  23. Desconhecida's avatar
    O Aprendiz de Jurista permalink
    23 Setembro, 2008 02:06

    Caro JM,

    O que diz é verdade, o dinheiro não existe. Vai sendo “feito”. É uma característica dos sistemas de segurança social na Europa.
    Repare, nós estamos a descontar para pagarmos a reforma dos nossos pais, os nossos filhos descontarão para pagarem a nossa reforma, esta é a base, piramidal, do sistema e, numa ideia de solidariedade social, a melhor forma de o conseguir, todavia, o problema da falta de dinheiro põe-se, não já, mas no futuro, já não tão distante como desejaríamos, no entanto, a culpa é nossa porque incapazes de fazer meninos/as em quantidade e qualidade bastante que assegurassem, com os seus descontos, a nossa velhice.
    Deixemo-nos, portanto, de lamechices.

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  24. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    23 Setembro, 2008 02:27

    “a culpa é nossa porque incapazes de fazer meninos/as em quantidade e qualidade bastante que assegurassem, com os seus descontos, a nossa velhice. Deixemo-nos, portanto, de lamechices.”

    Falta a conclusão: “Ide-vos f****!”
    😉

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  25. Desconhecida's avatar
    Troll kalla mik permalink
    23 Setembro, 2008 03:40

    “A situação não é comparável. Um fundo de pensões (e não o banco) tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigações. A Segurança Social simplemente não tem.”

    Um banco nao tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigacoes, entao o que se passou agora no EU e normal? Ou foi provocado como diz o PA por excesso de alavancagem? Ainda nao te vi responder ao Pedro Morgado:

    “Houve um tempo (que se prolonga até hoje) em que, por questões sociais e humanitárias, foi necessário pagar pensões a pessoas que não tinham contribuído (não contribuem) para o Sistema. Como tal, é necessário que as actuais contribuições paguem as actuais reformas…. E haja fé na pirâmide demográfica!”

    O que fazer a esses…cagar neles? Voces sao comunistas ao contrario, o radicalismo apoiado em posicoes teoricas com os olhos postos na utopia…

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  26. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    23 Setembro, 2008 06:16

    “Tem o aval do contribuinte, certo? Já viu que vai dar ao mesmo? As pensões futuras a pagar pela segurança social dependem da vontade da próxima geração as pagar.”

    A próxima geração tem várias hipóteses: 1) Continua a pagar as pensões da geração anterior; 2) Cada um trata dos seus velhos e fica com eles em casa; 3) Deixam-se morrer à fome.

    Entre estas 3 hipóteses, acredito que 1) será escolhida porque é a mais racional (a 2) é possível mas muita gente considera-a uma chatice).

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  27. o sátiro's avatar
    23 Setembro, 2008 06:30

    pois, D.O. festeja as reformas de duzentos e tais €/mês, com aumentos de 6 -SEIS- €/ mês da nossa s.s. pública para milhares d reformados.

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  28. CN's avatar
    23 Setembro, 2008 09:00

    Se a taxa de seg. social quer do trabalhador quer da empresa desaparecesse e fosse paga inteiramente ao trabalhador, os salários líquidos aumentariam 50%.

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  29. MFerrer's avatar
    23 Setembro, 2008 09:04

    Este JM tem tiradas de chapeleiro.
    Então ele queria que houvesse dinheiro em stand-by hoje para pagar as reformas dos que ainda não nasceram?
    O que ele se faz é lançar , mais uma vez, poeira para os olhos dos incautos, quando “esquece” que o governo da sua direita, quando abandonou e perdeu as eleições tinha deixado um défice de quase 800 milhões de € no Fundo de Pensões!! E que foi o PS que o segurou e pediu aos portugueses que continuassem a contribuir para o reequilíbrio do mesmo. O que o JM esconde é a sua vontade de ver privatizada a S.Social.
    O que ele quer é o neo-liberalismo da América onde não há assistência médica ou S. Social. Apenas há uma sopa para os pobres.
    Façam o favor de escolher!
    O raciocínio é demasiado tortuoso e está um bocado deslocado no tempo, admitamos.
    MFerrer

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  30. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:06

    ««Então ele queria que houvesse dinheiro em stand-by hoje para pagar as reformas dos que ainda não nasceram?»»

    Não. O que tem de haver é investimento que permita no futuro pagar as obrigações aquiridas. É isso que se exige a um fundo de pensões. A Segurança Social não tem esses investimentos. Se fosse um fundo estaria falida.

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  31. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:12

    ««o pagamento das prestações não depende da vontade do contribuinte, é uma obrigação de qualquer cidadão num estado de direito.»»

    Se a demografia não ajudar onde é que vai buscar cidadãos no tal estado de direito suficientes para pagar a Segurança Social?

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  32. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:13

    ««“A situação não é comparável. Um fundo de pensões (e não o banco) tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigações. A Segurança Social simplemente não tem.”

    Um banco nao tem que ter dinheiro para respeitar as suas obrigacoes, entao o que se passou agora no EU e normal? »»

    O que se passou nos EUA foi a falência de bancos e não de fundos de pensõe. Não é a mesma coisa. Os fundos de pensões estão protegidos por lei.

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  33. tonibler's avatar
    23 Setembro, 2008 09:32

    Os fundos de pensões, por acaso, são daquelas empresas cuja regulação provoca a asneira. Não deve haver sector com regulação mais imbecil.

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  34. Daniel Oliveira's avatar
    23 Setembro, 2008 09:38

    João Miranda, queria que estivesse guardado num cofre?

    Existe tanto como os dos Fundos de Pensão ou o dinheiro que o Banco lhe empresta a si. A diferença é que é relativamente previsivel, por o desconto ser obrigatório, quanto irá existir. A diferença é que ninguém joga o que virá a existir e o que vai entrando. A diferença é que sendo o Estado o avalista (o mais seguro avalista que se pode ter) e o gestor, a coisa não desmorona de um dia para o outro. A diferença é que, como diz, se fosse um Fundo de Pensões estaria falido. E, no entanto, não está. Uma vantagem da segurança social, portanto.

    Já agora recordo que a segurança social tem sido sempre credora: o Estado deve-lhe sempre dinheiro de transferências que tem de fazer e muitas vezes não faz e as empresas e os trabalhadores também. Esse crédito conta.

    Sátiro, as reformas são baixas. Sem segurança social, não existiriam. Os casos que refere são de pessoas que não descontaram. Quanto paga um banco ou uma seguradora a quem não desconta? Nada. A privatização parcial da segurança social, porque os privados não redistribuem, significaria uma redução das pensões mais baixas. Porque saindo parte do dinheiro dos que pagam mais do que recebem a Segurança Social teria menos para pagar. Eu não defendo a segurança social que temos porque penso que a forma de financiamento tem de ser repensada – os descontos em função do número de trabalhadores desincentivam a criação de emprego porque penalizam quem emprega mais -, mas qualquer reforma que defenda vai no sentido oposto à da privatização da segurança social.

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  35. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:42

    ««Existe tanto como os dos Fundos de Pensão ou o dinheiro que o Banco lhe empresta a si. A diferença é que é relativamente previsivel, por o desconto ser obrigatório, quanto irá existir.»»

    Caro Daniel Oliveira,

    Não brinque. Se um fundo de pensões se baseasse nas expectativas demográficas para cobrir obrigações aos actuais clientes, as autoridades seriam obrigadas a fechá-lo. Foi isso que aconteceu à Dona Branca e à Afinsa. Um fundo de pensões tem que ter capacidade para cumprir as suas obrigações com os activos existentes.

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  36. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:43

    «« A diferença é que ninguém joga o que virá a existir e o que vai entrando.»«

    Tirando uma aposta duvidosa na demografia, que por acaso saiu furada e já levou a várias reduções das pensões futuras ou da idade da reforma.

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  37. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:44

    ««A diferença é que sendo o Estado o avalista (o mais seguro avalista que se pode ter) e o gestor, a coisa não desmorona de um dia para o outro.»»

    Como é que explica as reduções das expectativas dos futuros reformados que a Segurança Social já fez?

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  38. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 09:45

    ««Já agora recordo que a segurança social tem sido sempre credora: o Estado deve-lhe sempre dinheiro de transferências que tem de fazer e muitas vezes não faz e as empresas e os trabalhadores também.»»

    Isso parece-me uma falha do sistema público e não propriamente um mérito.

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  39. ccz's avatar
    23 Setembro, 2008 09:49

    “o pagamento das prestações não depende da vontade do contribuinte, é uma obrigação de qualquer cidadão num estado de direito.”
    .
    “The EU27 population is also projected to continue to grow older, with the share of the population aged 65 years and over rising from 17.1% in 2008 to 30.0% in 2060, and those aged 80 and over rising from 4.4% to 12.1% over the same period ”
    .
    “In consequence, the old age dependency ratio in the EU27, i.e. the population aged 65 years and older divided by the working age population, is projected to increase from 25% in 2008 to 53% in 2060. In other words, there would be only two persons of working age for every person aged 65 or more in 2060, compared with four persons to one today.”
    .
    Trechos retirados de “From 2015, deaths projected to outnumber births in the EU27”, um newsrelease do Eurostat.
    .
    .
    Claro que os cidadãos trabalhadores num estado de direito podem recusar-se a serem escravos descontando enomidades para os reformados da Matrix. Assim, podem votar com os pés e emigrar para paragens mais recomendáveis.

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  40. ccz's avatar
    23 Setembro, 2008 09:53

    “o pagamento das prestações não depende da vontade do contribuinte, é uma obrigação de qualquer cidadão num estado de direito.”
    .
    É o apelo à metafora do verdelhão (ave com 11 gramas) a alimentar um jovem cuco (ave com 90 gramas) que lhe puseram no ninho.

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  41. tonibler's avatar
    23 Setembro, 2008 10:12

    Daniel,

    “mas qualquer reforma que defenda vai no sentido oposto à da privatização da segurança social”, quer dizer o quê? Que vamos ter funcionários públicos a gerir carteiras de activos? Não podem fazer fundos de fundos? Só podem investir em títulos do tesouro português? Francamente, esta gente parece que tem dinheiro no “ismo” que embirrou em defender!…

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  42. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    23 Setembro, 2008 10:20

    “E que foi o PS que o segurou e pediu aos portugueses que continuassem a contribuir para o reequilíbrio do mesmo.”

    Qual PS? O de 2000 que resolveu o assunto “por 50 anos” ou o de 2005 que resolveu o assunto “por 50 anos”?

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  43. Desconhecida's avatar
    23 Setembro, 2008 10:36

    «- os descontos em função do número de trabalhadores desincentivam a criação de emprego porque penalizam quem emprega mais -»

    Isto dito por um militante do Bloco de Esquerda é motivo para repensar toda a engenharia ideológica do espectro político-partidário português. Mas, afinal a filosofia não deveria ser: quem emprega mais, produz mais (logo obtem maiores lucros), deve contribuir mais para o bem estar geral da comunidade?

    «mas qualquer reforma que defenda vai no sentido oposto à da privatização da segurança social»

    Pois. Assim responsabiliza-se o Estado, ou seja, os contribuintes que estão no activo, a assumir a solução para eventuais falhas do sistema, em vez de se criar um fundo de pensões devidamente gerido por entidade credível e supervisionado pelo Estado.
    Enquanto o Estado andar preocupado em acorrer a todos os focos de tensão originados pelo deficiente funcionamento do sistema (porque, ou se é político, ou se é gestor), não pode pensar naquela que deveria ser a sua actividade primeira: a de regular e supervisionar.

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  44. Nuno Santos Silva's avatar
    23 Setembro, 2008 10:45

    João Miranda,
    você acha que qualquer fundo de pensões teria dinheiro para pagar de imediato a todos os seus clientes? Pois… nenhum tem.
    Você acha que qualquer banco tem dinheiro para liquidiar todos os depósitos dos seus clientes? Pois… nenhum tem.
    É que o problema reside no facto de qualquer actividade financeiro ser necessariamente piramidal: só há rendimento enquanto houver gente a entrar no sistema…

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  45. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 10:52

    ««você acha que qualquer fundo de pensões teria dinheiro para pagar de imediato a todos os seus clientes? »»

    Onde é que eu disse isso? O que eu disse é que os fundos de pensões têm dinheiro para pagar as suas obrigações. Isso quer dizer que, mesmo que o fundo deixe de captar novos clientes, os actuais clientes têm as reformas futuras asseguradas pelos activos actuais. No caso da Segurança Social, não existem activos que garantam as reformas futuras dos actuais contribuintes para o sistema.

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  46. Desconhecida's avatar
    23 Setembro, 2008 10:53

    ““Houve um tempo (que se prolonga até hoje) em que, por questões sociais e humanitárias, foi necessário pagar pensões a pessoas que não tinham contribuído (não contribuem) para o Sistema. Como tal, é necessário que as actuais contribuições paguem as actuais reformas…. E haja fé na pirâmide demográfica!”

    Esta conversa, já deveria estar ultrapassada. Ou seja, etsará a falar das reformas pagas no tempo de M. Caetano! Mas, já passaram 34 anos, e este valor já deveria estar em grande parte ultrapassado, até porque nuitas destas pessoas já faleceram.

    Depois, é preciso ter em conta que cada portuguÊs que trabalha por conta de outrém desconta 11% e a entidade patronal desconta 23,%. Ou seja, 1/3 da massa salarial vai para a Segurança Social! O que fazem a tanto dinheiro?

    Depois, cada cidadão deveria ter efectivamente uma conta na SS, que deveria ser igual à conta bancária. E não, estar a utilizar o dinheiro de forma duvidosa para fins estranhos.

    É que o Sócrates MUDOU as regras a meio, e está agora a penalizar quem se reforma antecipadamente, ou está já hoje a QUEBRAR a regra de que com 40 anos de trabalho, a pessoa já não se pode reformar. É que estas pessoas, quando começaram a descontar, tinham aquele pressuposto!

    Mudar as regras a meio, diz que há um jogador que tem MÁ FÉ e abusa do seu poder.

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  47. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    23 Setembro, 2008 10:53

    ««É que o problema reside no facto de qualquer actividade financeiro ser necessariamente piramidal»»

    Isso é totalmente falso. Um fundo de pensões não pode contar com os futuros clientes para pagar aos actuais.

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  48. Desconhecida's avatar
    23 Setembro, 2008 10:56

    “Você acha que qualquer banco tem dinheiro para liquidiar todos os depósitos dos seus clientes? Pois… nenhum tem”.

    Deverá ter, se conseguir vender todas as suas aplicações. Ao contrário da SS, que depende de novos pagadores…..

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  49. Desconhecida's avatar
    23 Setembro, 2008 11:05

    E aqui vai mais uma do Pinóquio:

    Exposição do Estado ao mercado de capitais supera os 100 mil milhões
    O primeiro-ministro chamou-lhe “jogo da bolsa”. O Estado tem aí interesses de milhões há anos. Este ano criou os PPR públicos, poupanças para a reforma aplicadas na bolsa.

    Do financiamento por emissão de obrigações nos mercados de capitais, à participação directa no capital em cinco empresas cotadas em bolsa, até aos investimentos feitos pelo Fundo de Capitalização da Segurança Social, o Estado português está exposto ao mercado de capitais, num valor que ultrapassa os 100 mil milhões de euros, mais de 60% do PIB nacional.

    Este é, em números conservadores, o retrato da exposição do Estado, ao que o primeiro-ministro chamou este fim-de-semana de “jogo da bolsa”.

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  50. Desconhecida's avatar
  51. CN's avatar
    23 Setembro, 2008 11:06

    A segurança social no caso das pensões de reforma não devia ser privatizada, devia era desaparecer e quanto muito ser subsidiária com o objectivo de pagar um rendimento mínimo pós-reforma.

    Isso já daria para a taxa de segurança social descer drasticamente.

    Jovens a necessitar de capital de inicio de via a pagarem o nível de vida dos reformados que tiveram tempo para acumularem poupança é destrutivo.

    Assim, quanto muito mantenha-se como rendimento mínimo baixando drasticamente a taxa o que aumentaria os salários líquidos de forma muito apreciável.

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  52. Lindinha's avatar
    23 Setembro, 2008 11:21

    E esta hem, é de cabo de esquadra

    O trabalhador por conta de outrem (SSocil), desconta 31%, 70% aos 65 anos, e que alimenta a ADSE, é que devia não ter a sua reforma, enquanto o funcinario publica com 30 anos de trabalho tem 100%.

    esta bo9m está

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  53. Artolas's avatar
    23 Setembro, 2008 11:26

    A lei das reformas ser igual para todos.

    Portuguses de 1ª e de 2ª, como alguem diz, é que não.

    Reformas iguais para todos

    Estamos no regime fascista e protector que sempre foi

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  54. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    23 Setembro, 2008 11:43

    Concordo plenamente com o CN.

    Devia existir uma “contribuição social mínima” que seria responsável por assegurar um rendimento mínimo pós-reforma (até 2 salários mínimos ou coisa semelhante). Fora isso, cada um contribuía como bem entendesse para um fundo de reforma – continuo a achar que a tal contribuição devia ser obrigatória até um limite 6 salários-mínimos ou por aí – devidamente “autorizado” (para evitar “esquemas”).

    O que não tem lógica é o sistema actual que tanto paga 50 contos como 2 mil ou 3 mil… não dá.

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  55. Bruno - Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 11:44

    Bom mesmo, era os ricos não terem de gastar o seu dinheiro com os outros…!

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  56. Bruno - Planetas's avatar
    23 Setembro, 2008 11:47

    assim, ficariam os pobres a sustentar os outros pobres…espera lá, secalhar não haveria dinehiro suficiente?! Isso não interessa nada!

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  57. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    23 Setembro, 2008 13:17

    Bruno – Planetas Diz:
    “assim, ficariam os pobres a sustentar os outros pobres”

    Sempre variava um bocado do que existe hoje em que os pobres sustentam os ricos. 🙂

    “Para já, só nos primeiros dez meses deste ano reformaram-se 207 indivíduos com pensões acima de quatro mil euros.”
    http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=0A21D43F-FF71-4B8F-AFA2-CAC132735E41

    Pergunta de algibeira (vazia): Quantos ordenados “médios” são necessários para pagar uma pensão de 4.000 euros? 😉

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  58. zazie's avatar
    23 Setembro, 2008 13:30

    CN,

    O problema aqui é a brutal mudança histórica que faz com que muitos velhotes com uma vida inteira de trabalho, o que tenham acumulado não valha nada.

    Estas alterações é que não eram previsíveis. E isso depois atinge tudo- das rendas de casa à própria sobrevivência. No caso de não terem família estão mesmo lixados.

    E é bem mais imoral andar-se a dar subsídio para não trabalhar a gente com bom corpo para isso, que cuidar destes velhos que não andaram a roubar.

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  59. Jose Rosario's avatar
    23 Setembro, 2008 15:50

    Cada vêz que leio o que o J. Miranda escreve, o que me ocorre é isto: lançar a polémica, para o contestarem e comentarem o que escreve!
    Corre hoje mais uma lista na Internet, com os nomes de alguns políticos e as benesses que recebem quer da Segurança Social quer das maiores empresas nacionais a aonde se encaixaram a receber uns milhares de euros! Gostava de ler um artigo seu nesta área, para a gente poder comentar!…………

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  60. Nuno Santos Silva's avatar
    23 Setembro, 2008 16:33

    «mesmo que o fundo deixe de captar novos clientes, os actuais clientes têm as reformas futuras asseguradas pelos activos actuais»
    Se isto corresponde à verdade, por que razão houve necessidade de intervenção federal nos EUA? É que havia (há?) o perigo real de não haver dinheiro para pagar sequer os resgates.
    «Isso é totalmente falso. Um fundo de pensões não pode contar com os futuros clientes para pagar aos actuais.»
    Mas na realidade conta. O dinheiro entregue hoje por um depositante servirá para pagar as pensões do depositante de há 30 anos e para aplicar em investimentos financeiros.

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  61. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    23 Setembro, 2008 16:40

    No tempo do fascismo, o dinheiro, recebido dos trabalhadores
    (poucos a contribuir e abaixo do que recebiam) era investido no
    programa de emissão das hidroelectricas, acções, constituindo um
    rendimento futuro, para o estado assumir as suas obrigações! Mas isso era no tempo do fascismo, agora a massa recolhida entra no orçamento de estado e quanto a pagamento de reformas se verá!
    è assim que o Socrates disse no domingo em Guimarães, com a maior da desfaçatez……….

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  62. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Setembro, 2008 16:51

    Onde o dinheiro não existe é na Lehman e na AIC. Quem lá tinha dinheiro e fundos de pensões azar

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  63. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    23 Setembro, 2008 17:34

    Daniel Oliveira:”A diferença é que sendo o Estado o avalista (o mais seguro avalista que se pode ter) e o gestor, a coisa não desmorona de um dia para o outro.”

    Você acha mesmo isso???
    Deve ser muito ingénuo, (ou tem muita fé, ou então é muito mentiroso e tem PPRs à fartazana).

    Mas não vou ter pena de si quando o céu lhe caír sobre a cabeça.

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  64. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Setembro, 2008 18:11

    Deixe lá que a Lehman e a AIG ainda vão dar dinheiro a muita gente.

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  65. Desconhecida's avatar
    23 Setembro, 2008 20:00

    A piramide populacional é explosiva à luz do conceito actual de segurança social e é preciso adaptar esse conceito. O fundos privados são o jogo do casino, sorte ou azar. A importância da segurança social é razão para não a deixar na incerteza, risco, ganância do sector privado.

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  66. Desconhecida's avatar
    pvnamII permalink
    23 Setembro, 2008 20:48

    —> IOL, Portugal Diário, 11-09-2008: «Mortes superaram nascimentos em Portugal…»
    —> Vasco Pulido Valente, Jornal Público, 12-09-2008: «Apesar de um ou outro protesto melancólico ou corporativo, o público já não se interessa pelo seu futuro (ou pelo seu presente) colectivo…»
    —> …etc…

    —> Um povo sem um projecto de Luta pela Sobrevivência, é um povo de BANDALHOS NO PLANETA.

    —> Não sejam um bando de imbecis! Ou seja: não percam tempo com BANDALHOS (vulgo Bandalhos Brancos: a maioria dos europeus)!

    —> Há que mobilizar aquela minoria de europeus que está disponível para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência! Ou seja:
    -> Contra a (cada vez mais poderosa) Inquisição Mestiça;
    -> [antes que seja tarde demais] É urgente reivindicar o legítimo Direito ao Separatismo-50-50.

    P.S.
    Os Bandalhos Brancos (são os ‘dignos herdeiros’ de sociedades europeias do passado: sociedades exploradoras de escravos) estão interessados em negociatas de lucro fácil:
    -> são advogados a cobrar mais de mil euros por processo de legalização…
    -> é o pessoal do SEF (e afins, por essa Europa fora) a obter favores…
    -> é o pessoal do ministério dos negócios estrangeiros a obter favores…
    -> são mulheres-a-dias ao preço da chuva…
    -> é o tráfico de mulheres para a indústria do sexo…
    -> é o curtir a existência de alguém que pague as pensões de reforma, sem pagar (caríssimos) custos de renovação demográfica…
    …ETC…

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