Keynesianismo sem carcanhol
Dívida Pública – 64% do PIB (há aqui muita dívida escondida em empresas semi-públicas e dívidas a fornecedores)
Endividamento da economia – 90% do PIB
Endividamento das famílias- 91% do PIB
Endividamento das empresas – 114% do PIB
As políticas keynesianas implicam o investimento em grandes projectos com retorno a longo prazo. O que por sua vez implica endividamento público e privado num período de escassez de crédito. Portanto, a questão que se coloca é: como é que um país sem carcanhol faz políticas keynesianas? Pode-se dizer:Ah, mas o Roosevelt também as fez. Claro que fez. Começou com uma dívida pública de cerca de 40% e chegou a 1940 ainda em crise e com uma dívida pública de cerca de 50%. Isto depois de a dívida pública ter passado em cerca de 4 anos (1929-1933) de 20% para 40%.

(o título deve ser corrigido)
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Emenda lá o título…
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JM, seria interessante por isso em números concretos. Por exemplo, o total da dívida de Portugal (pública e privada) ao exterior, bem como a sua evolução nos últimos anos. Penso que os dados são muito interessantes e indicativos daquilo que nos espera.
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em grandes projectos com retorno a longo prazo
Acontece que o TGV Lisboa-Madrid nem daqui a quinhentos anos terá qualquer retorno.
Como é que isto se encaixa na política keynesiana?
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“Como é que isto se encaixa na política keynesiana?”
Segundo Sócrates… “No curto prazo, [os investimentos nas obras públicas] servirão para garantir que mais gente tenha emprego e que as empresas tenham condições para se afirmar na economia”.
Emprego a curto prazo e desemprego a longo prazo. Uma medida verdadeiramente keynesiana!
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Mais importante do que os valores actuais é a amplitude da evolução. Uma coisa é certa: mesmo que houvesse dinheiro, a fórmula de médio prazo das obras públicas não vai resolver o problema do presente, a não ser o das eleições. O que tinha de ser feito na carga fiscal para fazer progredir a economia e aumentar a atractividade foi feito ao contrário e para isso não há remédio.
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“Dívida Pública – 64% do PIB”
E não inclui a dívida de nenhuma empresas pública, de nenhuma empresa privada com participação pública; não inclui a dívida do Banco de Portugal, nem de nenhum banco público (CGD) e especialmente NÃO INCLUI A DÍVIDA IMPLÍCITA DA SEGURANCA SOCIAL E DA CAIXA GERAL DE APOSENTACÕES AOS ATUAIS E FUTUROS PENSIONISTAS. Esta é maior que todas as outras (somadas).
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Errado. Não requer que haja retorno a longo prazo. É precisamente o contrário, o retorno (mais emprego, mais despesa) é todo a curto prazo. No longo já todos estamos mortos.
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O Luis pode já cá não estar, mas alguém estará e terá de pagar a dívida. Ou vamos simplesmente repudiá-la?
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