Nacionalização da banca
1. Esta imagem foi publicada a semana passada no Jornal de Negócio. Mostra o custo dos CDS para a dívida do estado português, do BCP e do BES. Quanto mais elevado o valor dos CDS maior é o risco percepcionado pelo mercado de que a dívida não será paga. Até Setembro deste ano os bancos e o Estado tinham riscos independentes entre si. O mercado avaliava o risco de acordo com a situação específica de cada instituição. Com a intervenção dos estados europeus no sector bancário, o mercado deixou de distinguir o risco do Estado do risco dos bancos.
2. Em condições normais, o risco um factor de diferenciação entre bancos. Bancos com mais risco têm mais dificuldade em financiar-se e têm custos mais elevados. O aval do Estado elimina o risco como factor de diferenciação entre os bancos contribuindo para a formação de um cartel bancário.
3. Há cerca de uma semana, os 5 maiores maiores bancos a operar em Portugal anunciaram de forma concertada a sua intenção de utilizar o aval do Estado. Este anúncio foi promovido pelo Governo e parece ter tido como objectivo ocultar informação aos mercados. O anúncio conjunto impede os mercados de identificar os bancos que se encontra numa situação mais débil. Curiosamente, esse anúncio concertado excluiu os bancos mais pequenos como o BPN, o BANIF e o Finibanco.
4. A nacionalização do BPN acrescenta pouco à situação anterior. O mercado já estava a tratar toda a banca como nacionalizada. Os bancos já se comportavam como bancos nacionalizados. O Estado já promovia a concertação bancária. O Banco de Portugal já considerava a concertação como um dever patriótico. Os bancos já não concorriam entre si.
5. Ontem chamei a atenção para os riscos a que o BCP se expôs na Polónia. Esses riscos foram entretanto assumidos pelos contribuintes portugueses.


Viram o tempo que os dois inteligentes (MFinanças e GovBdP) dedicaram à apresentação e respostas à comunicação social do caso nacionalização do BPN, que vimos na SIC Notícias?
Quase duas horas???
Eles falam, falam , falam…e acabei por perder a repetição do “Eixo do mal”
Tão bem retratados, por um jornalista francês:
“O quinto império”
Mal chegou, Clément compreendeu a razão de ser de Portugal, precisamente a de não ter nenhuma (39)
Em português, as palavras são um simples meio de simpatia, ou o seu contrário. As pessoas perdem assim horas em conversas inúteis, só com o fim de garantir a sua estima recíproca (95)
Como bom português, sentia-se fascinado pelo desastre e caminhava para o abismo (118)
Dominique de Roux (1977, Paris)
Como ele nos compreendeu bem.
GostarGostar
O Socialismo está a chegar. Vamos ver a malta da massa a fugir para o Brasil.
GostarGostar
5 anos a blogar:
http://jumento.blogspot.com/
GostarGostar
O banco dos antigos “lentes” do ppd, está a naufragar. Quero ver agora os senhores do psd a pedir menos estado, Deixara a economia funcionar como eles gostam tanto de dizer. O estado deveria deixar afundar o banco, pois serviu para os grandes abutres da nossa economia se saciarem até não mais poderem. Agora que estão com a morte na garganta, lá vai o estado com o guarda chuva dos contribuintes abrigar esses abutres. Deixem-nos afundar para que sirva de exemplo para o futuro.
GostarGostar
JM, ha’ algum tempo que na~o via um exemplo ta~o bom da expressa~o “1 imagem vale por 1000 palavras”.
GostarGostar
1. Quando os estados garantiram os bancos, os spread dos bancos caiu. O efeito procurado era esse, dah!
2. Os bancos com os quais o mercado avaliava menos risco, faliram ou foram nacionalizados. A tua argumentação está a contar com este pequenino detalhe???
3. Teoria da conspiração. Também ouvi dizer que o presidente do Finibanco é um extraterreste residente em Vale de Cambra.
4. A situação do BPN já é antiga e a banca já a tratava como tal. Estás a tirar conclusões absurdas com base em factos dos quais tens uma vaga ideia.
5. Os riscos que apontaste não são relevantes. Aliás, até pensava que estavas a gozar de tão básico que é o post. Mas, diz-me, conheces a operação toda dos créditos em CHF’s? Há alguma coisa escondida aí que nós não saibamos ou são apenas umas coisas óbvias que tu não sabes?
GostarGostar
é um fraco prazer ver o neosocialismo rejubilar por salvar couro dos maus gestores com o dinheiro do povo.
GostarGostar
mais uma vez a mão invisível pede uma mãozinha ao estado
GostarGostar
mais uma vez a mãozinha do Estado não deixa a mão invisível funcionar
GostarGostar
O PREC do sector financeiro já chegou a Portugal. Quero ver os banqueiros portugueses a clamarem o mui liberal self help. O carteirismo da mão invísivel lixou o contribuinte
GostarGostar
Bancos ?
são mas é casas de guardar dinheiro geridas por cagões , auditadas por vigaros, e supervisionadas por um camelo .
GostarGostar
Os Bancos já viram o que aconteceu ao BCP (que como era esperado só serviu para cobrar multas, que é de isso que o Estado anda atrás) . Ou seguem o Governo ou os problemas inventam-se se for preciso. Em Inglaterra o Barclays fez um manguito a Brown, não quiz dinheiro do Estado e está a ir sozinho, vamos ver até quando…
GostarGostar
Se fosse por cá , os administradores do Barclays já estavam sem Banco … parece uma concentração á força , com CEO PS
GostarGostar