Em casa destes ferreiros
não há espeto nem juízo. Está a correr uma petição que se intitula em Defesa do DN Nela entre outras coisas são referidas ameaças de despedimentos e é feito o aviso: “Os jornais do Grupo Controlinveste passarão a ser, não importa se sob uma ou várias marcas, veículos de um pensamento único” Para culminar esta denúncia-petição não arranjaram os seus autores nada mais adequado que citar o saneador-mor daquele jornal e seu acólito nos idos de 1975, Luís de Barros. Segundo os autores da petição: «A 11 de Abril de 1975, no calor do pós-Revolução de Abril, o director Luís Barros e o futuro Nobel da Literatura José Saramago alertavam o País: “O DN é importante de mais para que os seus trabalhadores aceitem vê-lo transformar-se em feudo de alguém. Esta Casa precisa de todos e será obra de todos”.»
Os autores da petição temem mesmo o pensamento único ou apenas o pensamento único que eles não controlam? O grupo que detém o DN pode ir buscar de novo a dupla Saramago/Luís de Barros e pedir-lhes para repetirem a façanha. Com alguma sorte ainda acabam a ser citados daqui a umas décadas como combatentes da liberdade do jornalismo.
Ps. Já agora o que querem dizer com a expressão «calor do pós-Revolução de Abril» ?

Em vez de despedir os jornalistas os jornais deviam eram dispensar os das colunas de opinião e dedicar-se só ao jornalismo.
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Como já escrevi noutro post do Blasfémias corre uma petição paralela para salvar o “Jornal de Notícias”.
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E essa cita quem?
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a do JN está aqui: http://www.petitiononline.com/pelojn/petition.html
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«calor do pós-Revolução de Abril», quer dizer PREC. Ou melhor, quer dizer “armas em boas mãos”, bombas a explodir nas sedes do PCP e o assalto a sedes do PDC ou até do CDS.
Era um calor do momento. The heat of the moment, voilà, para sermos cosmopolitas, como era o caso de então.
Mas…you should have known better.
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O jornalismo portuga está um pouco como o MP e o DCIAP: remanso.
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Tomemos o caso da rogatória do Freeport: algum jornalista foi perguntar ( basta um telefonema) se a carta vei directamente do SFO ou se foi directamente para lá?
É uma pergunta inócua que o ministério da Justiça tem que dar a um qualquer jornalista de investigação que se preze em pegar no telefone e perguntar.
Assim só apetece dizer como o falecido João César Monteiro: se não sabem, por que perguntam?
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Eu acho mal essas petições, só que a ameaça de despedimeno é uma coisa assustadora e por isso é melhor nem criticar.
É um desastre.
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A diferença entre as colunas de opinião e a publicidade, é que o jornal recebe desta última e paga aos opinante publicitários da política.
Quem quisesse colunas de opinião para propaganda política devia pagar ao jornal.
Se pagar bem nem se coloca o dizer “publicidade”.
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No dia em que o “DN” correu com Alfredo Barroso, Medeiros Ferreira, Joana Amaral Dias, Jacinto Lucas Pires, Ruben de Carvalho, etc (pessoas que, goste-se ou não delas, garantiam variedade e pluralismo de ideias), deixei de comprar o jornal.
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Os bons jornalistas do Público, do JN e do DN, têm que fazer como fizeram o José Carlos Vasconcelos, Afonso Praça e Cáceres, no tempo de “calor pós-25 de Abril”: fazerem uma cooperativa, encetarem esforços para serem jornalistas a sério e não uns quaisquer Resendes e trabalharem com objectividade e isenção sufgicientes para que não se diga que estão afectos a esta Cooperativa maior que anda por aí a ganhar a vida como ninguém. Para esses, não há crise.
Tomem o exemplo do Júdice que se estabeleceu e fez acordos com todos, para ganhar a vida. Quando refez a Quinta das Lágrimas, disse a uma revista que tinha lá posto todo o dinheiro que tinha.
Depois disso, foi o que se viu.
Os jornalistas decentes que ainda os há, têm que fazer precisamente o oposto: denunciar publicamente os fura-vidas e os escândalos que são aos magotes. Basta olhar para qualquer lado.
Se o fizerem com a objectividade e o rigor dos factos o permitirem, nem processos terão.
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“Alfredo Barroso, Medeiros Ferreira, Joana Amaral Dias, Jacinto Lucas Pires, Ruben de Carvalho”
Já sabemos o que pensam, o que escrevem e como o fazem. E nem sequer escrevem com estilo por aí além.
Os colunistas de jornal, na maioria esmagadora deviam sair. Nem sequer de graça deviam escrever.
Que façam blogs para ver a audiência que têm…
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Eu só compro jornais que sejam gratuitos.
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Quando o jornalismo se prostitui perante o poder político,se transforma em mera publicidade ( ideológica ) redigida e falseia sistemàticamente a realidade – o resultado é sempre o mesmo.
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“No dia em que o “DN” correu com Alfredo Barroso, Medeiros Ferreira, Joana Amaral Dias, Jacinto Lucas Pires, Ruben de Carvalho, etc (pessoas que, goste-se ou não delas, garantiam variedade e pluralismo de ideias), deixei de comprar o jornal.”
Engraçado.
Foi nessa altura que eu comecei a comprar.
Mas desisti pouco tempo depois.
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O único jornal a que dou dinheiro é ao Público on-line. São cinco euros por mês e infelizmente vem cheio de erros em todas as edições.
Quando quero saber notícias do estrangeiro vou ler na fonte, quando quero saber noticias aqui do quintal leio na Internet e depois vejo tudo melhor explicado nos blogs.
Aconselho toda a gente a fazer o mesmo.
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Não foi este correlegionário saramaguista que inaugurou os despedimentos SEM justa causa em Portugal por serem “inimigos do povo”?
A tal casa seria de todos deles porque quem não alinhasse no altos desígnios não teria direito sequer a trabalho ou quando muito iria para um campo de reeducação até ter os mesmos altos desígnios
Ahhhhhhhhhhh já sei..foi no calor do pós 25.
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Mais de 100 mil portugueses comprariam por um euro diário, um jornal bem feito e que não tivesse dono conhecido e a quem devessem, prestar vassalagem directa ou indirecta.
A publicidade é um dono, mas se houver muitos, não há nenhum. O Sol confiou no bcp? Tramou-se. Vígaros, pelos vistos.
Mas o Sol também não é grande coisa. O Expresso é o jornal da situação, por excelência. Tem lá o cretino Ricardo Costa para assegurar. E o comprometido Nicolau. E ainda o inenarrável director Monteiro, um…um.. eu sei lá. Nem arranjo nome adequado.
Portanto, os jornalistas decentes que se reunam e formem um jornal a sério. Sem donos conhecidos. Com capital de risco emprestado por quem quiser. Ou por Cooperativa diferente da que nos governa.
Só assim se safam.
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Tanto o DN como o JN praticam uma coisa execrável que a decência manda não confundir com jornalismo.
O DN (conheço menos o JN) sempre foi, aliás, a voz do poder do momento, quer antes quer depois do 25 de Abril.
Por mim, repudio qualquer petição que tenha por objectivo “salvar” esses jornais. Quero é que eles se “afundem”…
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Caro Ora bem,
Quem conhece bem o JN sabe que o que diz do DN se lhe aplica, mas com muito mais força…
Se o DN sempre foi o situacionista, o JN sempre foi o … falta um termo adequado, chamemos-lhe hipersituacionista.
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Citar LB e JS demonstra o nível cultural e democrático dessa malta, independentemente de terem ou não razão!
Ou é estupidez, ou são adeptos da censura leninista.
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