Um país de estúpidos burocratas….
Hoje, o meu mais velho (5ºano), entregou-nos uma simpática carta da sua professora de ciências, informando que tendo ela solicitado a passagem à reforma em Dezembro passado, há dois dias tinha recebido comunicação deferindo positivamente o seu pedido, com efeitos a partir de 31 de Maio.
Como se está em final de ano, ela manifestou a sua disponibilidade, que foi aceite de bom grado pela Comissão Executiva, para assegurar as aulas das suas turmas por mais três semanas, ou seja até ao final do ano escolar, a 19 de Junho.
Contactada a Direcção Regional de Educação do Norte, foi-lhe no entanto indicado que se teria de retirar obrigatoriamente do serviço no final do mês de Maio, informando-nos a professora que, embora lamentando, não poderá ignorar tal directiva.
Não haverá substituição de professor, nem os alunos terão aulas, nem darão por inteiro o programa, nem terão o último teste, nem se sabe como serão lançadas ou por quem as notas da disciplina.

era escusada a redundância do título: estúpido e burocrata são sinónimos.
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Novas Oportunidades!!!! :-)))))
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Caro Animal (sempre quis ter pretexto para usar esta saudação, sem parecer irónico….)
Tem razão.
(comprova-se que era mesmo só um pretexto, conforme acima indicado)
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Só pode ser brincadeira! A professora que veja se a carta não é data de 1 de Abril 😉
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Já estamos a imaginar as desculpas, é que depois a professora não tem seguro, e se ela cair da escada, quem é que vai pagar?… A culpa é sempre do seguro. Olha, então mexam-se e façam-lhe um seguro temporário!…
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É bem feito. Se tivesse metido as crianças no privado nada disso aconteceria. Quem comete a imprudência de recorrer a serviços de saúde ou educação públicos fá-lo por sua conta e risco. Na privada a auto-regulação do mercado conduz a uma optimização da relação qualidade preço captando-se o capital gerado pela eficiência do sistema para investir na melhoria da qualidade com grande proveito para os consumidores e investidores. Ganha toda a gente. Se não consegue manter as crianças no privado temos pena mas é a lei da concorrência entre os seres humanos: os mais capazes terão acesso ao ensino privado e os outros, progressivamente, deixarão … ahn … de ter direitos.
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Se os pais chamassem a televisão à escola, no dia seguinte já o problema estaria resolvido.
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Já vi casos desses. A coisa resolveu-se com “aulas clandestinas”.
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http://a-estibordo.blogspot.com/
Dêem uma vista de olhos. Nasceu ontem
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Ninguém imagina a violência que se abateu sobre os professores durante estes quatro tenebrosos anos.
Este triste episódio ilustra a guerra diária entre professores e burocratas (agora POLVO) no dia a dia das escolas.
Ninguém imagina como se pode sentir um professor após esta “notícia” num final de ano lectivo e de carreira profissional …
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# 6
O Ensino Público é muito melhor do que o Privado.
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Portugal, um país onde a lei é cumprida à letra, mai nada!
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Isto é típico do atraso de vida que está à frente dessa direcção!
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Não há uma única razão lógica para o Ensino Público ser muito melhor do que o privado. No limite são iguais.
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“Este triste episódio ilustra a guerra diária entre professores e burocratas (agora POLVO) no dia a dia das escolas”
Eu sei disso Professora, como representante dos pais no CP também fico horrorizada com a quantidade de burocracia. Esta Ministra fez tantas coisas boas, como coisas más.
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Parabéns ao Carlos Abreu Amorim pela sua intervenção na RTPN. Absolutamente de acordo quanto ao Marinho Pinto e a Sócrates. Faz falta ouvir isto na televisão.
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# 10 deixe-se de tretas, e não venha para aqui chorar lágrimas de crocodilo!
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“Ninguém imagina como se pode sentir um professor após esta “notícia” num final de ano lectivo e de carreira profissional …”
Exactamente. Uma professora conscenciosa que se vê obrigada a deixar mal os alunos no final da sua carreira. Burocratas de m….
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Gostava que a professora #11 me explicasse por que razão o ensino público é melhor que o privado.
Porque os professores são todos melhores? Impossível.
Porque os professores são, em média, melhores? Talvez, também ganham mais e estão mais protegidos laboralmente, apesar de tudo. Mas as médias mascaram muita coisa.
Porque a escola pública é mais organizada e o controlo mais eficaz? Não me goze!
Porque na escola pública o ambiente é mais realista quanto ao ambiente de trabalho e vida futura dos jovens. Aqui, dou-lhe razão. Mas o tratamento de choque a crianças e jovens em alguns destes ambientes não me deixa descansado. E eu andei lá, mas há 30 anos…
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O que são filhos? o que é escola? o que é o programa? para que servem os testes?
Esta malta é retrógrada. Queixam-se de quê? estão a ser promovidos à modernidade, mas recusam ver.
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“Então e os Magalhães?”, pensou a Popota. “Aquilo é uma máquina infernal, segundo me têm dito. Vamos mas é pôr esses meninos da professora velha a fazer bués de investigações na internet. Melhor, vocês são uns atados, eu vou lá resolver o problema: quem lhes vai dar aulas até ao final do ano, sou eu! Aulas de escrita criativa, carago!”
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Deferindo.
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Nos últimos anos, histórias como esta e afins tornaram-se vulgares, em grande parte devido ao enorme aumento de reformas antecipadas. A substituição, quando há, é muitas vezes feita recorrendo a jovens recém-formados que, entre as aulas e o call-center com o qual vão arredondando o ordenado, lá vão aproveitando para faltarem e/ou estarem-se nas tintas para a escola. Aqui a D. Lurdes até faz bem em exigir um exame aos novos docentes, dado o estado calamitoso em que muitos deles saem da faculdade (incapazes de elaborarem uma acta de reunião daquelas em que é só preencher espaços em aberto. O problema é que o sistema há-de continuar a precisar destes mercenários arregimentados à pressão.
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Para a “Professora”
Votam na educação pública e no socialismo e contra a Liberdade dos País escolherem a escola e educação só têm o que merecem. A Liberdade foi sempre torpedeada pelos Professores Públicos no geral, o lindo Edifício que ajudaram a construir agora volta-se contra um dos seus criadores: Justiça Poética.
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Ed # 18
“Porque os professores são todos melhores? Impossível”
Ao contrário de outros grupos profissionais, os (melhores) professores do pós 25 de Abril optaram, em regra, pela carreira no Ensino Público. Por diversas razões: liberdade de acção (pedagógica) na sala de aula o que no Privado raramente lhes era (é) possível; sentido de serviço á comunidade; carreira. Há alguns professores que optaram pelo sector privado por este lhes garantir proximidade á residência algo que como se sabe o Público só garante após muitos anos de actividade.
“Porque a escola pública é mais organizada e o controlo mais eficaz? Não me goze!”
O maior problema das escolas públicas é não serem “governadas” por professores mas por burocratas. Este post ilustra a velha guerra dos professores – a autonomia das escolas.
Os professores do sistema de ensino Público aguentaram os burocratas enquanto estes não fizeram entrada no “espaço” nobre da actividade docente – a relação pedagógica com os seus alunos.
A guerra (como é público) é neste momento total entre os burocratas do ME e os professores.
Por esta razão, aceito que em alguns casos possa existir uma melhor organização no Privado ou pelo menos uma maior percepção de organização e previsibilidade.
“Mas o tratamento de choque a crianças e jovens em alguns destes ambientes não me deixa descansado.”
As escolas Privadas são nichos controladíssimos … Tudo bem fechado e secreto. Os problemas graves que existem são todos abafados. O que tem a sua lógica – o colégio perdia “clientes”.
As escolas Públicas são espaços, neste acepção, abertos e públicos. E socialmente muito expostos.
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# 23
O sistema nacional de ensino tem três sectores: Público, Privado e Cooperativo.
O sistema de Ensino Privado, na prática, não existe – é subsidiado por dinheiros públicos.
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LuckyLucky, ainda com essa merda, pah? Olha que tem muita estrica…
Nem sei de que liberdade falas…
Sinceramente ainda gostava de te ver pessoalmente. E não, não é nenhuma ameaça velada, é apenas curiosidade em saber se uma criatura como tu existe mesmo e no caso de existir com o que se parece.
De resto não há argumentação possivel, para um troll, troll e meio.
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“O sistema de Ensino Privado, na prática, não existe – é subsidiado por dinheiros públicos.”
Responde a esta oh senhor mais rápido que o próprio cérebro.
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18 # ED
“Gostava que a professora #11 me explicasse por que razão o ensino público é melhor que o privado.”
Pessoalmente não consigo ter opinião sobre isso. Julgo que a acreditar-se que um é melhor que outro, não passa disso mesmo, de uma crença.
Os factores a ter em conta numa possível comparação são muitos:
-os professores do privado, são formados nos mesmos locais que os do público;
– para o ensino público contumam entar os professores que têm melhor nota. o privado é muitas vezes o refugo (não quer dizer que melhor nota corresponda a melhor professor, mas…);
– muitos do público acumulam no privado;
– no público há muito mais burocracia que no privado;
– no privado há mais disciplina que no público (quem não se porta bem, é convidado a sair);
– os alunos que frequentam o privado são no geral, oriundos de meios mais escolarizados e com melhor rendimento, não é por isso de estranhar que muitas escolas privadas fiquem nos primeiros lugares do ranking;
– os vencimentos dos professores são em média mais elevados no público, mas isso é sol de pouca dura, pois não há ordenados que resistam a “10 anos de crescimento negativo” e ao facto de os professores do topo estarem a sair em massa e os jovens não progredirem…
– os resultados dos exames nacionais de 12º ano são favoráveis ao privado, salvo erro em menos de 1 valor (5%).
– o ensino privado é finaciado pelo ME, pelo que não é completamente privado.
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bem como saí da escola recentemente e conheço os dois exemplos, posso aconselhar, colégio privados de renome (o ranking das escolas permite uma ideia) e faculdades públicas. em termos de qualidade de ensino seria de longe a minha escolha, em termos de crescimento social seria talvez melhor passar uns anitos no público, tipo do 5º ao 9º.
E no privado onde andei estas coisas seriam impossíveis.
Saudações
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Coitados dos professores que vão ter de assegurar essas aulas, na sua componente não lectiva…Qualquer um, de uma qualquer disciplina, assegurará que os meninos não fiquem sozinhos e parecerá que tudo corre bem…
Foi também para isso que se criaram as aulas de substituição, que fazem o governo babar-se sempre que a elas se refere.
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25 #
“O sistema de Ensino Privado, na prática, não existe – é subsidiado por dinheiros públicos.”
Precisamente.
Mas lá existe alguma actividade em Portigal que não seja subsidiada?
Os maiores hospitais privados poe exemplo, lá têm o seu acordozinho com a ADSE…
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As verbas disponibilizadas anualmente directamente do orçamento do ME para o sector Privado (e Cooperativo) do SNE, assume verbas verdadeiramente astronómicas para a dimensão do país.
Directamente. E o resto …?
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30 #
“Foi também para isso que se criaram as aulas de substituição, que fazem o governo babar-se sempre que a elas se refere.”
Essas aulas foram criadas para castigar os professores. Na maioria delas há uma enorme resistencia e indisciplina a quem lá aparece. Ainda está por estudar o efeito de ter os alunos enfiados dentro das salas os dias inteiros, sem um único furo.
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32 #
O resto nem está contabilizado. Porque se estivesse…
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“O sistema nacional de ensino tem três sectores: Público, Privado e Cooperativo.
O sistema de Ensino Privado, na prática, não existe – é subsidiado por dinheiros públicos.”
Estamos sempre a aprender…afinal as mensalidades não existem. Mensalidades a duplicar porque quem paga a Escola Privada ainda tem de pagar a Escola Pública. E caso não saiba até a Escola Pública pode ser escolhida como se faz na Suécia por exemplo. Mas a Liberdade é coisa que os Professores nunca quiseram e por isso o Ensino está como está:
uma vigarice maior e pior que Madoff.
“Nem sei de que liberdade falas…”
Não admira, os Socialistas sempre foram muito parcos com a Liberdade.É só um instrumento de conveniência.
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# 30
Aulas de substituição não existem.
A menos que se considere (como a ministra considera) “aulas de substituição” um professor do 2º ciclo de Educação Física «ir substituir» um professor do 3º ciclo de Matemática, numa turma do 9º ano!!!!!
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35#
O que se pretende dizer, é que o sistema proivado não o é completamente. Ou seja, não sobrevive sem o financiamento público.
“Mensalidades a duplicar porque quem paga a Escola Privada ainda tem de pagar a Escola Pública.”
Assim é em parte. Depois via IRS recebe a devolução de parte do que pagou. Já sei que vai dizer que ainda é muito. Pois é. Mas não é exactamente como afirma.
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# 35
Os professores constituem, em Portugal, o maior grupo profissional com formação de nível Superior.
Não insista.
Os professores estão muito bem informados sobre o que se passa em outros países no sector educativo.
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36#
Claro que considera.
Cara colega, o que interessa é passar a ideia que existem aulas de substituição, porque depois ninguém vai averiguar como são. E se eventualmente se averiguar alguma coisa e se se verificar que são uma mentira, adivinhe que vai levar com as culpas…
Já alguém indagou como está a ser aplicado o estapafurdio “Estatuto do Aluno”?
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dEferindo
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Os burocratas também são professores ou eram.
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Os professores andam em guerra uns contra os outros. São todos professores. Há os bons e os maus. Os professores burocratas ainda são piores que todos.
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Os professores burocratas também andam nas manifs todos contentes
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Caro Gabriel
Não estou a perceber.
Não se trata aqui de um erro de português?
Então se o pedido da professora foi diferido isso significa que só vão tratar o assunto mais tarde, diferem-no…
Ou será que o pedido da professora foi deferido?
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“Tou” exausta…sabem o que é classificar 6o provas de aferição, de Português (composições de 25 linhas) em sete dias e, ainda corrigir os testes dos nossos alunos?
E nem um euro de ajudas de custo para idas a reuniões ou para ir buscar e levar as provas…
Dêem-me, pelo menos, um crédito, para não ter de ir já para uma acção de formação…
Ó do MEEEEEE, alguém me está a ouvir? Deixem de ser exploradores!
Contratem os profes desempregados, para o efeito…Ou deixem classificá-las depois de terminadas as aulas, que isto não serve para nada de imediato!…
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Q, o(s) erro(s), são para satirizar a MM, directora regional do Norte…
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“Os professores constituem, em Portugal, o maior grupo profissional com formação de nível Superior.”
E? A Educação está Sobreavaliada. É uma bolha especulativa. Então no “nível superior” ainda mais.
“Não insista.
Os professores estão muito bem informados sobre o que se passa em outros países no sector educativo.”
Obrigado por confirmar o que já sabia. A maioria dos professores são um dos maiores culpados do Estado do Ensino e consequentemente do estado do País. Têm votado consecutivamente na manutenção do Monstro, e agora deitam-se na cama que construíram. Os paupérrimos resultados que colocam a Educação ao nível de uma actividade especulativa de alto risco estão aí.
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45 e 46
Colega vá esperando sentada. Isto das aferidas calha sempre aos mesmos.
Para se corrigir 1 prova de aferição tem se aplicar à correcção 40 páginas com regras e regulamentos- Se isto fosse uma coisa agradável, não era para mim.
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Pelos comentários, e acredito nesles, são todos bons e capazes. Todos subsidiados etc etc. Ou seja os Contribuintes pagam tudo. Então não se perecebe porque não se institui o “cheque-educação” com livre escolha da Escola pelos pais;
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Politicamente, um pobre está proibido de frequentar uma Escola Privada e um rico pode ir para a Escola Publica !? Onde está a luta contra a marginalização ? Não me digam que as Escolas Publicas não se aguentavam financeiramente.
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47 # Têm votado consecutivamente na manutenção do Monstro, e agora deitam-se na cama que construíram.
E os que nãp votaram, têm de se deitar também.
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Vá, não se enganem, outra vez!…Vejam bem onde põem a cruz…
Ó Amónimo, no ensino cooperativo não se paga e se o seu filho é daqueles que nasceram com QI baixinho, ponha-o lá no privado que os directores mandam os profes subir as notas e o senhor ilude-se…
Quanto aos colégios privados, quem tem dinheiro para roupa de marca, carros e telemóveis caros, também pode custear a propina e não se mistura com a ralé da periferia…
É como escolher um Hotel de 2 ou 5*****
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#51,
o cooperativo ninguém paga. Pois vive do ar …
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sobre resto, é simplesmente um arrufo.
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Conheço um caso desses com uma tia professora.
Os alunos completaram o ano lectivo indo a casa dela.
Deu as aulas restantes no quintal.
Depois os pais deram-lhe um presunto.
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#52,
Essas escolas, normalmente, foram construídas em locais distantes x km das escolas públicas, para que os alunos da área as frequentassem gratuitamente, subsidiados pelo Estado. Haverá meia dúzia de meninos de mais longe a quem uma carrinha da cooperativa vai buscar à porta e que paga algo simbólico.
Mas a realidade e +ou- a que descrevi. Conheço por dentro.
E, nas provas, têm sempre uma “ajudinha” que os do oficial não têm…
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Que bestas!
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“sentido de serviço á comunidade; ” lolololololololololololololo.
“E, nas provas, têm sempre uma “ajudinha” que os do oficial não têm…” lolololololololololololololololololo.
“Depois via IRS recebe a devolução de parte do que pagou.” lololololololololololololo.
estou a ver que alguns dos camaradas são um gozadores de primeira.
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corrigido: «deferindo»
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Depois espantem-se por ver a procura das escolas privadas aumentar!
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Afinal, o que é que se passa com os alunos?
Os professores continuam iguais a si próprios, têm sempre um motivo para protestar: era porque ganhavam mal, era porque mudavam de escola todos os anos, era as turmas serem demasiado grandes; agora é a burocracia, é a avaliação, enfim é tudo uma chatice. Aposto que no futuro não lhes faltarão outros motivos, sempre válidos, é claro.
Os alunos é que estão a falhar. Em governos anteriores quando as políticas dos ministros não lhes agradavam vinham para a rua. As manifestações de estudantes foram a principal causa da queda de tantos e tantos ministros da educação, a ponto de alguns nem terem chegado a aquecer o lugar.
Com esta ministra, apesar do malfadado Estatuto do Aluno e dessa coisa, única no mundo, que dá pelo nome de aulas de substituição, nada, não se manifestaram! Deixaram que a ministra batesse o recorde de permanência no ministério, 4 anos inteirinhos em paz com os alunos. Não me digam que gostaram das políticas da ministra. É motivo para preocupação, não é?
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Mas que mais será preciso para se demitir a gaja da dren?????
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#60,
O tamanho das turmas já diminuiu? Quando e onde, que quero disso?
Algum ministro foi tão maltratado como esta? Nunca!…Esta é que não tem coração, nem alma e por isso resiste como um rochedo às intempérie
E tendo em conta a anestesia em que a sociedade permanece, os jovens até nos surpreendem positivamente (apesar dos métodos inquisitoriais com que têm vindo a amedrontá-los…)
Em suma: ninguém deixou “que a ministra batesse o recorde…”, ela é que cristalizou…
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Com as progressões automáticas de carreira diminuição do tempo lectivo e a multidão de horários zero pelas mais escabrosas razões o numero de alunos foi aumentando por turma.
Também foi uma boa maneira de criar monstrinhos dentro do monstro que é o ME.
A verdade é que tudo estava bem enquanto não mexeram na progressão automática.E demonstraram bem aquando das manifs que o voto só iria para quem prometesse ou desse mais direitos, mais monstros.
O ensino ou a educação só em última análise esteve em causa.
Só agora discutem as qualidades porque antes estava tudo bem.
Já dei demais para o peditório.
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#62 Mar Ia
Há uns anos as turmas chegavam a ter 30 e mais alunos, hoje, com turmas reduzidas a metade conheço alguns professores que continuam a queixar-se do mesmo. Uma turma de 14 alunos com uma criança invisual, mas com uma professora de apoio sempre na sala, é uma turma grande? 2 para 14 é motivo para se queixarem? Já agora, para si, qual é o número ideal de alunos por turma?
Acha que esta ministra foi maltratada pelos alunos? Ou é muito novinha ou sofre de amnésia. Olhe que no passado as manifestações de estudantes foram muitas e muito eficazes. Está a sugerir que não se manifestam por estarem ‘amedrontados’? Não me faça rir.
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#31
com a ADSE? e com a multicare? e com outro sistema qualquer?
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#11
Fale só por si. O melhor não existe. O que é melhor para si não é o melhor para mim. Sou professor de uma escola estatal. A minha mulher também. Os nossos filhos andaram numa escola privada até entrarem para a Universidade. Nos exames nacionais tiveram classificações iguais ou superiores às classificações da frequência. Para nós a nossa opção foi a melhor.
Deixem os pais optar livremente e verão como se repartem as preferências entre as escolas estatais e as privadas.
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#64
Não faz ideia do que fala. Hoje há um público rasca, boçal, indisciplinado, QUE É IMPOSSÍVEL MOTIVAR numa escola convencional, mas também é impossível expulsar. Numa turma de 14 ou de 24, uma dessas peças podres é o suficiente para estragar o ambiente e fazer com que qualquer professor fique a saber o que é a total impossibilidade de dar uma aula a que se possa chamar aula.
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#67 Anónimo
As peças ‘podres’ também existiam nas turmas de 30 alunos e podem existir em turmas de 3. Perante isto, o que é que sugere? Que se fechem as escolas?
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sobre as substituições
os estudantes aprendem pouco. há demasiadas retenções (igual a reprovações). desistem sem concluir a escolaridade básica. então, neste quadro negro, os professores faltam e os alunos ficam sem aulas? o governo teve a boa ideia de obrigar a substituir as aulas.
mas o governo não percebe nada de escolas. não sabe que há regras de organização das escolas, que o próprio governo impõe, que impedem que um professor seja substituido por outro da mesma disciplina. não sabe que as escolas não têm recursos que são necessários para que as substituições, e tudo o mais, possam decorrer com eficácia. por exemplo, numa escola que está ligada à internet, como o Sr. Sócrates gosta de dizer, há 10 portáteis e 6 projectores por cada 50 aulas; há 2 computadores para 1000 alunos e 2 para 100 professores na biblioteca. não há ligações fixas à internet e o WI-fi não chega a metada das salas. há salas sem tomadas de electricidade. também não há salas para que possam funcionar permanentemente os clubes de ciência que os professores queriam abrir. acham que é no interior esquecido e ostracizado? não, é numa região rica, a meia dúzia de quilómetros do centro da área metropolitana.
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o que é que faz quando descobre uma maçã podre no meio das outras, na sua taça de fruta?
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Sabe-se agora aquilo que a honestidade intelectual e a ética democrática a todos já fazia prever. Os Professores, ao contrário do que o Sr. primeiro-ministro e a sua maternal ministra da educação querem fazer crer, não são parvos e muito menos são politicamente acéfalos. Pelo contário, constituem a classe profissional em quem os portugueses mais confiam e também aquela a quem concederiam, no País, mais poder.
Quem o diz é a ‘Gallup’, (A Gallup Organization estuda a natureza e o comportamento humanos há mais de 70 anos), na sequência de uma muito recente sondagem por si realizada em 60 países para o ‘Fórum Económico Mundial”(WEF). Acredite, Engº Sócrates, que isto não é blasfémia da oposição e muito menos é o resultado de um qualquer desvirtuado inquérito público ad-hoc encomendado a uma empresa socialista de sondagens. Se me permite, é de honestidade que aqui falo.
De acordo com a sondagem da ‘Gallup’, os professores merecem a confiança de 42 por cento dos nossos concidadãos, enquanto os políticos constituem a classe em quem menos os portugueses confiam, quedando-se estes por uns míseros e vergonhosos (e ainda assim talvez inflacionados) 7 (sete!) por cento. Ou seja, a confiança dos portugueses nos seus políticos não será muito superior àquela que os mesmos depositam nos rafeiros que à noite lhes tiram o sono e com quem de manhã partilham o pequeno-almoço.
Mas ‘Gallup’ diz-nos mais. Também a nível mundial, a ética democrática e a competência profissional dos professores arrasa e vence por ‘K.O.’ a generalizada irresponsabilidade, a vulgarizada mentira, a protegida incompetência e a consentida corrupção de muitos dos políticos de carreira que tendem, após poucos anos no activo e no segredo do seu concluiu corporativo, à fuga – quais hodiernos Pilatos- para a administração de empresas públicas e/ou para outros apetitosos fornecedoras de complementos de reforma pagos pelo cada vez mais descapitalizado fundo de poupança das famílias portugueses.
Por sua vez, os professores são convidados a trabalhar até aos 65 anos de idade, e, enquanto isso, alguns mais ‘entusiastas’ políticos da nossa praça (do tipo Valter Lemos e espécimes afins) serão com certeza requisitados –quais terroristas da democracia- para dinamitar de uma vez por todas a qualidade do ensino público, coisa que os recompensará ou com uma avulsa nomeação política para dirigir uma lucrativa instituição de ensino privado, ou, em alternativa, e sem mais demandas, os brindará com uma terceira reforma, preferencialmente antes dos 65 anos de idade.
Voltemos à sondagem da ‘Gallup’. Também à escala mundial os professores constituem a classe profissional sobre a qual recai a preferência das populações ocidentais para confiar responsabilidades de poder, enquanto os políticos, que detêm artificialmente o poder por força do marketing da geração ‘mudásti’ e dos financiamentos obscuros que os ‘colam ao tecto da soberania nacional’, ficam-se, uma vez mais, no último dos lugares deste ranking.
Verifica-se, ainda, como indicador muito interessante e ao mesmo tempo sobejamente revelador do pântano em que a classe política neo-liberal chafurda, o facto de a diferença entre ambas as classes ser ainda mais acentuada na generalidade do mundo ocidental, aquele no qual competir sem reservas morais e éticas é a palavra de ordem e humanizar e democratizar é coisa tão aberrante que só os professores e mais algumas infames classes profissionais, na sua ‘inocência e boa-fé’, insistem em defender e instigar para mal das predadoras economias mundiais, as quais, ‘naturalmente’, também governam Governos nacionais, sejam eles socráticos ou não.
Agora mais a sério. Face aos dados disponibilizados pela sondagem mundial promovida pela ‘Gallup’, uma outra importante constatação: o neo-liberalismo é, implícita mas implacavelmente, condenado pelos cidadãos do mundo dito desenvolvido. Ao invés, o humanismo, a ética e os valores democráticos, inerentes à profissionalidade docente, arredados que estão do exercício do poder político, são expressamente reconhecidos e enaltecidos nos resultados desta sondagem.
Perguntar-se-á: Será por “inveja” do humanismo e dos valores democráticos, insistentemente cultivados pelos professores, que Sócrates, no seu galinheiro nacional, tenta agora politizar os órgãos de direcção e gestão das Escolas através da inusitada e patética proposta legislativa que indecentemente afasta da direcção das Escolas os professores e abre caminho para a sua partidarização? Não será esta a via mais célere para satisfazer os ensejos dos interesses das grandes multinacionais que no tonto desvario da globalização dos mercados não aceitam compatibilizar produtividade com cidadania? Não será que Sócrates, por encomenda dos seus correligionários europeus e norte-americanos, aceitou o compromisso de impor à escola pública que à democracia faça figas e que à educação para a cidadania diga não?
Não será que, para aquele efeito, urge à desprestigiada classe política nacional manietar maquiavelicamente os docentes, promovendo, tal como Sócrates fez anteriormente no seu círculo (circo) partidário, o tribalismo entre os professores à custa de os por a avaliar entre si o umbigo didáctico-pedagógico de cada um? Não será esta uma requintada fórmula de os afastar das grandes preocupações educativas e pedagógicas actuais, investindo uns de polícias e outros de ladrões a digladiarem-se mutuamente, com o único e exclusivo objectivo de afastá-los da massa crítica nacional e com isso beneficiar a classe política instada no poder? Não será o actual Estatuto da Carreira Docente uma cartilha política que antes de mais visa calar e subjugar os docentes à autocracia das ‘políticas de mercado’?
http://www.sol.sapo.pt/blogs/kosmografias/archive/2008/01/28/Sosseguem-o-Primeiro_2D00_Ministro_2100_-_2D00_-Os-Professores-N_E300_o-Querem-o-Poder_2E00_.aspx
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Estatísticas e sucesso escolar
Mário Lopes
Poucas estatísticas são mais falíveis que as do sucesso escolar, antes de mais porque é um conceito impossível de quantificar. O primeiro impulso é para se associar a noção de sucesso escolar às classificações dos alunos. Contudo, estas assentam num equívoco que até agora não foi resolvido por nenhum governo e que o actual veio agravar. Até há 20 anos, as classificações estavam directamente relacionadas com as aprendizagens. Contudo, com o advento da escola inclusiva, o paradigma tem vindo a alterar-se progressivamente. Actualmente, as classificações, sobretudo, até ao 3º ciclo e nos cursos profissionalizantes, não reflectem apenas as aprendizagens dos alunos, centrando-se também na sua progressão, de acordo com as suas possibilidades e capacidades.
Ora, entre estas duas realidades vai um abismo e não pode haver estatísticas sérias se não sabemos o que estamos a medir. O conceito de escola inclusiva é incompatível com a existência de exames, sobretudo, nacionais. Por sua vez, os exames nacionais constituem um instrumento independente de avaliação dos alunos e é hoje consensual que devem existir. Há aqui uma contradição que não pode deixar de ser urgentemente resolvida.
O mundo empresarial exige uma escola onde haja aprendizagens efectivas e padronizadas, de forma a que os futuros trabalhadores ou empresários possam competir num mercado cada vez mais globalizado. Neste paradigma, os exames são a cereja em cima do bolo, permitindo aferir de forma padronizada essas aprendizagens.
Contudo, o País também exige que não haja exclusão e abandono escolar, o que só é possível numa escola onde cada um possa aprender ao seu ritmo, tendo em atenção o contexto, social, cultural e familiar do aluno. Ora, se cada um aprende ao seu ritmo, as aprendizagens não podem ser padronizadas e, portanto, também não pode haver exames, que, por definição, avaliam conhecimentos-padrão.
O actual sistema de ensino vive nesta ambiguidade, o que lhe vale a acusação, merecida, de facilitista. A culpa não é dos alunos nem dos professores, mas da indefinição do modelo de sistema de ensino. Se um professor privilegia os alunos com mais dificuldades, terá necessariamente de diminuir o grau de exigência das matérias a leccionar. Consegue assim combater o abandono escolar e obter sucesso estatístico, mas as aprendizagens, com o nível e profundidade desejadas, não são realizadas. O nívelamento por baixo prejudica os alunos com maiores capacidades, que se queixam e com razão.
Ao invés, se um professor tenta nivelar o nível de ensino por cima, de forma a garantir um ensino de qualidade, privilegia os melhores alunos e conduz os piores alunos a maus resultados estatísticos (embora o ensino ministrado possa ser de qualidade). Consegue assim dar uma boa preparação a uma parte dos alunos que conseguem acompanhar o ritmo da formação, mas obtém insucesso estatístico, porque alguns alunos não corresponderam à exigência das aprendizagens. Queixam-se os alunos com mais dificuldades e com razão.
Como se vê, a coexistência do ensino inclusivo, centrado no aluno, com o ensino padronizado, centrado nos conteúdos programáticos, na mesma turma, não produz resultados optimizados e a sua manutenção pressupõe um preço a pagar pela sociedade, que terá sempre de ser tolerante com os resultados estatísticos. Contudo, o que vimos nestes últimos três anos é que o País está sujeito ao primado das estatísticas, numa obcesão, nem sempre salutar, de ficar a par dos valores médios da União Europeia.
Sendo assim, há que tirar ilacções: se o País quer resultados maximizados, terá de separar os dois tipos de ensino, seja a nível de escola ou de turma. A indefinição do actual sistema não satisfaz nem governos, nem alunos, nem professores, acabando estes por ser injustamente responsabilizados por resultados que são uma consequência do próprio sistema. Criar escolas de nível não me parece possível em termos de aceitação social, restando assim a hipótese de formação de turmas de nível dentro da mesma escola.
A ideia igualitarista de que todos os alunos têm capacidade para aprender as mesmas matérias durante um ano lectivo é uma ficção. Não há estratégias, professores ou políticas educativas que consigam contornar esta impossibilidade. E quando, por vezes, nalgumas escolas ditas modelo se fala em grande sucesso, estamos a falar de sucesso estatístico conseguido com medidas paleativas. Em Educação, não há milagres.
Quem conhece a realidade educativa em Portugal sabe que estas são as reais causas do insucesso escolar. É raríssimo um aluno de classe média, com uma família equilibrada e pais que lhe dêem a devida atenção, ter maus resultados escolares. Se dúvidas houvesse de que o problema do ensino não passa pela qualidade do corpo docente, esta simples constatação desmontaria tal tese.
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3b1be272-e05b-4e57-ae03-7719058cb703&edition=89
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Exigência, rigor, trabalho e verdade. É o que se quer para o ensino. Com esta equipa ministerial, esses valores são simplesmente ignorados (basta ver as trapalhices do “Dr.” Lemos lá no politécnico de onde veio). E é tudo gente com os mais avançados graus académicos (deve ter tudo “mêstrado” para cima, em “psicopedosociologias” e outras pantominices semelhantes).
O resto (aulas de substituição, “inglês”, áreas disto e daquilo) é fumaça para enganar tolos. Esquecem-se que Portugal não está a competir com as Finlândias e Suécias, mas sim com as Repúblicas Checas e Roménias. Continuem a tratar os meninos como mentecaptos, desresponsabilizando todos os seus actos e exigindo-lhes o mínimo dos mínimos, que eles vão ainda agravar mais o nosso problema de competitividade.
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#73
“o problema do ensino não passa pela qualidade do corpo docente”
Não se pode daqui inferir que a aprendizagem dos alunos é independente da qualidade dosd professores. Alguns alunos nunca conseguirão aprender, mesmo que os professores sejam muito bons. Outros aprenderão mais com bons professores do que com maus professores. E outros aprenderão, mesmo que tenham maus professores. Portanto, mais vale ter bons professores do que maus professores.
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#73
pode-se criar turmas de cef´s e profissionais nas escolas actuais. e pode-se especializar escolas em cef´s e profissionais. para alguns alunos tem de haver esses cursos diferentes pouco teóricos, muito práticos, pouco cerebrais, muito físicos.
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#72
Onde é que foi descobrir que um neoliberal não tem princípios? Não é essa a diferença relativamente aos iliberais. A diferença é que não quer impor os seus princípios a toda a força às outras pessoas.
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#71 Anónimo
“o que é que faz quando descobre uma maçã podre no meio das outras, na sua taça de fruta?”
Este exemplo não é grande coisa, pois não? E podia levar-nos muito longe, mas adiante.
Perante uma peça de fruta podre penso que ninguém tem dúvidas acerca do destino a dar-lhe, já perante a indisciplina dos alunos, que também considero um problema grave, nem eu nem, pelos vistos, os professores têm sabido muito bem como lidar com ela. Os métodos mais repressivos do passado, julgo que era aí que queria chegar, também não resolveram coisa nenhuma e contribuiram para os elevados números do abandono escolar com óbvio prejuizo para toda a sociedade. É verdade que os pais têm de ter um papel mais activo no acompanhamento dos filhos. Os professores têm razão nisso, mas concordará comigo que nunca houve como agora tantos pais a levar a sério a educação dos filhos. Nem podiam, por muito boa vontade que tivessem para ajudar os professores, ou eram analfabetos ou tinham muito menos formação do que a que têm actualmente.
Voltando ao seu exemplo: quando uma maçã está podre, está podre para toda a gente e não há nada a fazer. Um aluno indisciplinado comporta-se mal perante uns professores e, por vezes, bem perante outros. O que também dá que pensar.
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A questão incómoda do Ensino e que nenhum político quer enfrentar é a chamada diferenciação curricular. Agora já não na base da origem social dos alunos mas nos seus interesses, motivações e capacidades.
Tudo o resto é fumaça.
Não pode existir unicamente a via regular no Ensino Básico (nos 9 anos de escolaridade). Terá de existir, como em todos os outros sistemas de Ensino, outras vias no Ensino Básico de ligação ao mercado de trabalho. Uma percentagem de alunos de todos os sistemas de Ensino não seguem a via regular. Ou seja, quando os testes do Programa “PISA” são aplicados a alunos de 15 anos (conferem os rankings a nível europeu), acontece que em Portugal estão todos os alunos na via regular enquanto nos outros países uma elevada percentagem de alunos de 15 anos já estão em outras vias e como tal não entram na amostragem do PISA.
Apesar desta situação única (anómala) do SNE português que penaliza os resultados do país, os alunos portugueses têm obtido resultados nas três áreas – Língua, Matemática e Ciências – idênticos e até melhores que os alunos do sul da Europa (França, Espanha, Grécia, etc.).
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#64,
(à pressa pq as provas de aferição chamam-me) .Quer que lhe diga nomes de Escolas Sec. com turmas de 30 alunos?
.As turmas de alunos com necessidades educativas especiais têm cerca de 20 e todos as trocaríamos por turmas de alunos normais (experimente pôr um filho numa dessas e verifique como ele sai prejudicado).
.Este ano, com a mudança de legislação, foi quase impossível sinalizar, como nee, alunos que não distinguem nhe de lhe, ou que nada entendem se a leitura for individual e silenciosa (essas crianças estão em turmas normais de 27, porque oficialmente se lhes retirou os défices).
.Para mim, uma turma normal, com alunos normais, deveria ter entre 20 a 22.
.Por fim, se ainda não o fez, recomendo a leitura do #72 e do #74.
(E esforce-se por não ser do contra…)
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#78
“perante a indisciplina dos alunos, que também considero um problema grave, nem eu nem, pelos vistos, os professores têm sabido muito bem como lidar com ela.”
porque os políticos impõem condições que é difícil equacionar. e se a equação é impossível? portanto, não deixemos no ar a suspeita que a culpa é dos professores. os professores são os primeiros interessados em ter uma vida tranquila sem indisciplina.
“Os métodos mais repressivos do passado, julgo que era aí que queria chegar, também não resolveram coisa nenhuma e contribuiram para os elevados números do abandono escolar com óbvio prejuizo para toda a sociedade. ”
Não era. Era a cursos e escolas diferentes.
“É verdade que os pais têm de ter um papel mais activo no acompanhamento dos filhos. Os professores têm razão nisso, mas concordará comigo que nunca houve como agora tantos pais a levar a sério a educação dos filhos. Nem podiam, por muito boa vontade que tivessem para ajudar os professores, ou eram analfabetos ou tinham muito menos formação do que a que têm actualmente.”
Não concordo. Os pais são, em geral, desinteressados. A maioria não vai às reuniões nas escolas.
“Voltando ao seu exemplo: quando uma maçã está podre, está podre para toda a gente e não há nada a fazer. Um aluno indisciplinado comporta-se mal perante uns professores e, por vezes, bem perante outros. O que também dá que pensar.”
Quer dizer que além de todas as outras exigências os professores têm de ter aparências dissuasoras da indisciplina dos alunos, presença física suficiente para resolver os conflitos, e personalidades dominadoras?
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#80 Mar Ia
“…(experimente pôr um filho numa dessas e verifique como ele sai prejudicado).”
A minha filha faz parte da turma que dei como exemplo. Durante todo o 1º ciclo eram 14 alunos com 2 professoras que se queixavam nas reuniões de pais do elevado nº de alunos. E não, não sinto que a minha filha esteja a ser prejudicada por ter uma colega invisual na turma. Pelo contrário, a criança em causa é uma excelente aluna e um exemplo para os colegas. Neste momento estão no 6º ano, a turma tem 18 alunos, a professora de apoio mantém-se, mas, a verdade seja dita, os professores do 2º ciclo nunca reclamaram.
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A concepção de escola de MLR é a de orfanato. Os alunos não têm pai nem mãe.
Parece que muitos pais e mães começam a não gostar nada mesmo dessa visão de estatização dos filhos deles.
É muito bom sinal.
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#81 Anónimo
Parece-me que está a desconversar. Repare que em lado nenhum eu desresponsabilizo os políticos, nem os pais. Nem culpo exclusivamente os professores. Apenas chamei a atenção para o que me parece evidente: os alunos, ao contrário do que era habitual, não se manifestaram contra as políticas desta ministra, tendo sido ela quem mais tempo ocupou o lugar nestes últimos anos. Este facto, na minha opinião, merece reflexão. Só isso.
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G.fm,
Obviamente não me referia a um caso concreto (rejubilo que não critique esses colegas), mas aos milhentos de alunos que sendo crianças com nee, não têm professor de apoio na aula e aos que, no ano transacto eram avaliados ao abrigo do 319 e mercê da “requalificação” por referência à CIF, deixaram, milagrosamente, de o ser e constam, agora, de turmas ditas normais (tenho uma criança dessas), necessitando de muito apoio individualizado que é tempo e energia gastos e “roubados” aos outros meninos.
Já nem questiono a atitude destes alunos que, conscientes das suas limitações, usam e abusam da nossa paciência (e compreensão…) para com a …”escola inclusa”!
Coitados dos pais que não os sabem educar e mal de nós que temos de o fazer, se queremos um clima de aula propício ao processo de ensino/aprendizagem, sendo continuadamente enxovalhados pela tutela (que é também responsável por uma juventude sem perspectivas de futuro) e por pais que, devendo ser nossos aliados, nos vêem, muitas vezes, como alvo a abater.
Mas hoje o meu ego está em cima, devido à reportagem da Visão!…
Bora lá corrigir provas, que isto de fugas, pode ser interessante, mas tem custos: horas a menos de sono
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81,
Não querendo continuar, nem intrometer-me, já leu o que está no início deste blog: “…ESTADO GERAL DE BOVINIDADE”!…
Se quer algo mais expressivo, aconselho uma sondagem junto dos alunos…Vai ter de rever as suas posições…
Ninguém gosta dela!…
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#84 e #86
??? Tem relação com #81?
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É com decisões destas que se vai corroendo o ensino e a escola pública. É paradoxal que se implementem medidas que dizem fomentar o trabalho de voluntariado dos professores aposentados (Decreto-Lei n.º 124/2009 de 21 de Maio) e agora regeitem a vontade manifestada por esta docente de trabalhar em voluntariado até ao final do ano lectivo. É uma vergonha. As Direcções Regionais em muito têm contribuído para o caos em que vamos mergulhando.
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A Mar Ia, às 4:32, quando se dirigiu ao 81, queria dirigir-se ao 84, quando este interpela o 81. Dá para corrigir?
E não, não tenho relação com nenhum deles…
Bem, na verdade, afinidades com um (81)e divergências com outro (84)
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#87, tem razão. O #84 tem relação com o #60,#64,#69,#78 e finalmente com o #82.
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#89 Mar Ia
Toda a gente percebeu que era comigo.
Já agora, como falou na reportagem da Visão, fui lê-la. Compreendi porque motivo o seu ego está em cima.
À pergunta: “Quais são para si, os três aspectos que mais têm contribuído para a menor qualidade da Educação em Portugal?”, 40,2% dos inquiridos entre 14 opções escolheram os alunos, tornando-os assim nos principais culpados.
O que achei extraordinário nisto foi o facto de os professores não aparecerem em nenhuma destas 14 opções. Parabéns!
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96% das crianças de 5 anos já frequentam a pré-escola. Sócrates promete aquilo que já
existe
José Sócrates prometeu, no domingo, no final do congresso do PS, estender a
obrigatoriedade da frequência da pré-escola a todas as crianças de 5 anos de idade.
Os dados da Inspecção Geral da Educação (2007/08) indicam que 96% das crianças de 5 anos
de idade já frequentam o jardim-de-infância. Apenas 4% das crianças de 5 anos ficam de
fora da pré-escola.
Onde existem problemas de acesso é no atendimento das crianças de 3 anos de idade e nas
creches. 23% das crianças de 3 anos ficam de fora porque a prioridade vai para as
crianças de 4 e 5 anos de idade. E as creches só dão cobertura a 35% das crianças com
idades compreendidas entre os 3 meses e os 3 anos de idade.
Portugal tem, actualmente, uma das taxas mais elevadas de frequência da pré-escola, nos 4
e 5 anos de idade, de toda a União Europeia. Há, no entanto, dificuldade no acesso às
creches (3 meses aos 3 anos de idade). Embora o primeiro-ministro tenha lançado um
programa para apoiar a construção de creches, a cargo de instituições de solidariedade
social, com financiamento estatal de 50%, pouco ainda foi realizado.
http://www.profblog.org/2009/03/96-das-criancas-de-5-anos-ja-frequentam.html
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Continua …
Os Dinheiros Para As Obras De Propaganda, Digo, De Modernização
Para José Sócrates desde sempre e agora para Vital Moreira o investimento público na modernização das escolas é um dos principais argumentos de propaganda e, no momento presente, da campanha eleitoral.
O problema é que esta propaganda é feita com base em dinheiros da UE e não em investimento directo do orçamento de Estado.
Basta ver as placas de licenciamento das obras:
http://www.educar.wordpress.com/2009/05/28/os-dinheiros-para-as-obras-de-propaganda-digo-de-modernizacao/
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G.fm,
Não lhe fica bem dar os “Parabéns!” com cinismo (não me pareceu ironia…).
Ainda não li ainda a Visão (talvez na viagem para a manife de sábado), mas todos os ecos que me chegam são positivos ( veja o blog “A Educação do Meu Umbigo”).
Não seja mais uma voz a tentar minar o prestígio que os profes têm junto dos portugueses…e tenha vergonha de elogiar as políticas governamentais cuja legislação fica tão cara ao erário público…
Políticos…brrrrr!…
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Os dados divulgados recentemente pelo Ministério da Educação confirmam que o
Governo enganou os portugueses quando, logo no início do seu mandato,
anunciava que o encerramento de milhares escolas do 1º Ciclo do Ensino
Básico levaria as crianças a frequentar uma escola melhor.
A propaganda do Governo não resolve esta questão central – muitas destas
crianças nunca chegarão a conhecer uma qualquer escola nova, com as
condições extraordinárias e os recursos extraordinários que o Governo
prometeu. Passaram a deslocar-se, saíram da sua comunidade e completam os
quatros anos do 1º Ciclo do Ensino Básico numa escola igual àquela que viram
encerrar. Nalguns casos viram encerrar a escola da sua aldeia e foram para
uma outra em que algumas salas são contentores.
Segundo os dados do ME, entre 2005 e 2006 foram transferidos cerca de 11.000
alunos para 847 escolas já existentes do 1.º Ciclo. De 2006 para cá
fecharam, só na região centro, mais de 500 estabelecimentos de ensino.
Segundo um estudo realizado em 33 concelhos da região, os
projectos dessas autarquias exigem 171 milhões de euros mas, no âmbito do
QREN, o financiamento não ultrapassa os 40% – se esta situação não for
corrigida, constituirá mais um factor de agravamento do problema.
Não é portanto verdadeira a propaganda que o ME está a fazer relativa às
medidas tomadas em matéria de requalificação do parque escolar, as quais se
traduziram numa enorme falácia e num falhanço inqualificável. Há concelhos
(principalmente do interior do país) que ficaram reduzidos a poucas escolas,
não melhoraram as suas condições de ensino e de aprendizagem e que viram
agravadas as suas condições de isolamento e desertificação.
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# 70
Trabalhas numa escola ou num lar de terceira idade?!?!?!
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#17 Tina
“Exactamente. Uma professora conscenciosa que se vê obrigada a deixar mal os alunos no final da sua carreira. Burocratas de m….
CONSCENCIOSA!!! Novas Oportunidades já.
Uns não põem os pontos nos “is”, outros nem os is põem!!!
Alunos da privada, é o que dá…m….
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#53
Confessa lá, também mamaste do presunto.
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OS PORTUGUESES CONFIAM NOS PROFESSORES
A sondagem da Visão revela que os Portugueses confiam nos professoreses e arrasam os políticos e outros intrometidos.
Os portugueses consideram a Educação essencial para ter melhores salários, culpam os alunos e os governantes pelo insucesso do sistema e gostariam de estudar mais.
Fonte: Visão (28-05-2009).
http://www.educar.files.wordpress.com/2009/05/visao28mai09.jpg
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#66
Na privada o ensino secundário dá muitas saídas!!!
Há-de dizer-me qual é a privada que tem Cursos Tecnológicos. Que invista o Estado…dirá: não é para isso que pagamos impostos?
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#76
Os cef’s estão a dar uma boa resposta para alunos com dificuldades no ensino formal. Foi uma boa aposta.
Tal já tinha acontecido, a partir do ano 84, com a criação dos Cursos Profissionais, de um ano, correspondente ao 10.º ano, tendo sido extintos, por não serem certificados pela Comunidade europeia. Estes cursos eram eminentemente práticos e funcionavam em função da procura local.
O aprender fazendo é a forma, provavelmente, mais rápida e eficaz de integrar estes alunos no contexto escolar. Contudo, as turmas dos cef’s, são sempre as mais indisciplinadas.
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Que pena. Ficamos todos a perder com tamanha estupidez.
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#96
Na mouche. As escolas estatais são tão deprimentes como os lares da 3ª idade.
#100
Que investimentos? Em que escolas? Tem alguma lista detalhada? Ou é só uma impressão que tem?
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http://www.anomalias.weblog.com.pt/arquivo/401042.html
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Tenho de ir ao cabeleireiro
Venho já
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Caros
No futuro que se avizinha, não haverá professores a trabalharem de empreitada numa escola.
A sociedade será orgânica….os pais educarão os filhos e a formação será dada pelo comunidade orgânica de valências complementares…os júniores vão-se integrando progressivamente nas necessidades de conhecimento exigíveis pela comunidade onde vivem e a formação progredirá em função dessas necessidades até ao limite da racionalidade útil e até mesmo da estulta, se isso se revelar plausível.
As tecnologias emergentes permitirão isso ….ou até mesmo, determinarão esse modo de viver.
O meu amigo já gere a farmácia da irmâ em casa…..notei um dias destes.
cumps
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Para # 105
As crianças e jovens são «não-adultos».
A sociabilização da cria humana é realizada pelo sistema familiar e pelo sistema escolar.
Vai demorar umas décadas para se instituir outras redes ou sistemas de sociabilização da cria humana.
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Gabriel, não se preocupe.
Haverá aulas de substituição, com professoras em rodopio a passarem pela turma.
O seu mais velho estará dentro de uma sala de aula a fazer desenhos, joguinhos e, se der com um professor do grupo de mat/cn, resolverá, contrariado, uns problemas engraçados de matemática. Isto tudo no meio de uma enorme algazarra e contestação do seu miúdo e dos outros que, espertos, sabendo que “não há professora” prefeririam andar lá fora a dar uns pontapés na bola pois não conseguem escrutinar a utilidade da aula de substituição dada pela professora de EF, de EVT ou de História do 3º ciclo para a disciplina de CN.
A menos que o CE dessa escola tenha tomates, a professora faz de conta que foi embora mas não vai, vcs paizinhos calam-se, ela acaba o ano e ninguém tem nada que saber disso.
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Típico de país subdesenvolvido. Parece que Portugal caminha nesse sentido. Já é mau demais passarem uma professora antes do final do ano lectivo, não tratarem da substituição é muita incompetência.
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Típico de país subdesenvolvido. Parece que Portugal caminha nesse sentido. Já é mau demais passarem uma professora à reforma antes do final do ano lectivo, não tratarem da substituição é muita incompetência.
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Jake,
sim, haverá aulas de substituição, o que acho muito bem,
e creio que desconhece o que se passa nas escolas, pelo menos naquela, pois os alunos apreciam poder fazer os trabalhos de casa junto dos colegas e com o apoio de professores.
E não, não se vai passar essa bandalheira que sugere, pois, pelo menos naquela escola os professores e conselho executivo são honestos, nem tão pouco os pais ficaram calados tendo já agido em protesto contra a DREN.
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Aconteceu no JI de Bicesse, Agrupamento de Escolas da Alapraia, no dia 20 de Maio de 2009.
Pelas 9 h e 15 minutos decorria no hall do JI a recepção às crianças, quando entra abruptamente um pai que se dirigiu à Educadora com gestos violentos, gritando: “venha lá fora conversar”. Cada vez se aproximava mais da Educadora ao ponto de encostar o dedo à face desta. Sempre aos gritos dizia “não sei o que fez à minha filha que hoje não dormiu e não quer vir para a escola” (criança de 6 anos). Entra a mãe também aos gritos com a criança atrás de si. A Educadora, petreficada e sem perceber, respondeu que o pai não lhe falava naquele tom de voz e, se queria falar, teria de ser com calma. A resposta foi: “você é que não me fala assim senão até vira” e avançou furiosamente para a Educadora com a mão levantada. De entre os vários pais presentes apenas uma mãe socorreu a educadora, prendendo o braço do encarregado de educação para evitar a agressão. A Educadora chamou a Escola Segura que os identificou e apresentou queixa no posto da GNR de Alcabideche.
O agente apurou que a criança não queria vir para o JI porque queria ficar em casa da avó, onde estavam os primos que não foram à escola devido às provas de aferição. Obviamente que a Educadora não tinha nada a ver com este problema familiar. Mas é muito fácil responsabilizar o Professor. No dia seguinte a mãe da criança foi ao Agrupamento apresentar queixa da Educadora e a Directora transferiu a criança para outro JI do Agrupamento. Como Bicesse é uma aldeia, neste momento a Educadora é vista como uma Educadora muito má para as crianças e até foi preciso um pai ir lá bater-lhe. Dou o devido desconto à ignorância e estupidez humana que caracteriza estes pais, mas custa-me muito estar a fazer um trabalho honesto e passar na rua e sentir os olhares. Só quero sair deste Inferno.
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/05/so-quero-sair-deste-inferno.html
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Aconteceu no JI de Bicesse, Agrupamento de Escolas da Alapraia, no dia 20 de Maio de 2009.
Pelas 9 h e 15 minutos decorria no hall do JI a recepção às crianças, quando entra abruptamente um pai que se dirigiu à Educadora com gestos violentos, gritando: “venha lá fora conversar”. Cada vez se aproximava mais da Educadora ao ponto de encostar o dedo à face desta. Sempre aos gritos dizia “não sei o que fez à minha filha que hoje não dormiu e não quer vir para a escola” (criança de 6 anos). Entra a mãe também aos gritos com a criança atrás de si. A Educadora, petreficada e sem perceber, respondeu que o pai não lhe falava naquele tom de voz e, se queria falar, teria de ser com calma. A resposta foi: “você é que não me fala assim senão até vira” e avançou furiosamente para a Educadora com a mão levantada. De entre os vários pais presentes apenas uma mãe socorreu a educadora, prendendo o braço do encarregado de educação para evitar a agressão. A Educadora chamou a Escola Segura que os identificou e apresentou queixa no posto da GNR de Alcabideche.
O agente apurou que a criança não queria vir para o JI porque queria ficar em casa da avó, onde estavam os primos que não foram à escola devido às provas de aferição. Obviamente que a Educadora não tinha nada a ver com este problema familiar. Mas é muito fácil responsabilizar o Professor. No dia seguinte a mãe da criança foi ao Agrupamento apresentar queixa da Educadora e a Directora transferiu a criança para outro JI do Agrupamento. Como Bicesse é uma aldeia, neste momento a Educadora é vista como uma Educadora muito má para as crianças e até foi preciso um pai ir lá bater-lhe. Dou o devido desconto à ignorância e estupidez humana que caracteriza estes pais, mas custa-me muito estar a fazer um trabalho honesto e passar na rua e sentir os olhares. Só quero sair deste Inferno.
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Aconteceu no JI de Bicesse, Agrupamento de Escolas da Alapraia, no dia 20 de Maio de 2009.
Pelas 9 h e 15 minutos decorria no hall do JI a recepção às crianças, quando entra abruptamente um pai que se dirigiu à Educadora com gestos violentos, gritando: “venha lá fora conversar”. Cada vez se aproximava mais da Educadora ao ponto de encostar o dedo à face desta. Sempre aos gritos dizia “não sei o que fez à minha filha que hoje não dormiu e não quer vir para a escola” (criança de 6 anos). Entra a mãe também aos gritos com a criança atrás de si. A Educadora, petreficada e sem perceber, respondeu que o pai não lhe falava naquele tom de voz e, se queria falar, teria de ser com calma. A resposta foi: “você é que não me fala assim senão até vira” e avançou furiosamente para a Educadora com a mão levantada. De entre os vários pais presentes apenas uma mãe socorreu a educadora, prendendo o braço do encarregado de educação para evitar a agressão. A Educadora chamou a Escola Segura que os identificou e apresentou queixa no posto da GNR de Alcabideche.
O agente apurou que a criança não queria vir para o JI porque queria ficar em casa da avó, onde estavam os primos que não foram à escola devido às provas de aferição. Obviamente que a Educadora não tinha nada a ver com este problema familiar. Mas é muito fácil responsabilizar o Professor. No dia seguinte a mãe da criança foi ao Agrupamento apresentar queixa da Educadora e a Directora transferiu a criança para outro JI do Agrupamento. Como Bicesse é uma aldeia, neste momento a Educadora é vista como uma Educadora muito má para as crianças e até foi preciso um pai ir lá bater-lhe. Dou o devido desconto à ignorância e estupidez humana que caracteriza estes pais, mas custa-me muito estar a fazer um trabalho honesto e passar na rua e sentir os olhares. Só quero sair deste Inferno.
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#105
que raio de cogumelos é que comeu?
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#106
Outras? Não é desejável. Deixemos estar o que está bem. Família e escola.
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O Governo está zangado com os Professores…os Professores estão brigados com o Governo…e no fim de contas quem paga as favas são os alunos. Este país é um atraso de vida. Todos os anos se altera o sistema de ensino, todos os anos se muda alguma coisa, só pergunto é porque é que nunca conseguem mudar para melhor ? Até um qualquer país da américa latina, de terceiro mundo consegue ter um sistema de ensino melhor que o nosso, sigam-lhes o exemplo, é simples, fácil e justo, mas o problema é que se calhar não tem tantos tachos nem tantas lapas agarradas ao poder a querer mostrar serviço numa função para a qual não têm a mínima qualificação, basta ver a nossa ministra da educação…pelo amor de deus. O problema dos professores, neste caso particular, é que vão todos às manifs com a bandeirinha mas quando chegam as eleições parecem umas ovelhas a votar em quem lhes faz mal, só porque são lá do partido, seja ele qual fôr.
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#112
Naturalmente que esperava essa pergunta….de facto, o Caro, só eventualmene entenderia….ou talvez, só eventualmente, me faria entender perante o Caro.
Sim…estamos, demasiadamente, distantes.
O espanto é igual ao dos primeiros japoneses ao verem uma arma de fogo dos ocidentais que chegavam….eheheh
Mas se o Caro se empenhar….um dia ainda poderemos chegar à fala…é tudo uma questão de reflexão.
cumps
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Tá bem Gabriel.
Se vc o diz…
ele está no 5º?
deixe-o crescer e vai ver o gosto com que ele e os colegas vão estar nas aulas de substituição..
Digo eu, que além de mãe de dois( uma mais velhito do que o seu, acabadinho de entrar na adolescência), sou professora em muitas escolas pois sou contratada.
Mas que digo eu?
deixo para quem sabe
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ENTÃO MAS O SÓCAS TEVE NECESSIDADE DE PROFESSORES..? RLE NÃO É AUTODIDACTA…?eNTÃO OS OUTROS FALAM O MESMO…AO DOMINGO SE NECESSÁRIO..AMEN…
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