Segurança Social versus PPRs
11 Setembro, 2009
Mesmo que os PPR “não rendam nada”, como diz Francisco Louçã, continuam a render mais do que a Segurança Social. Se os PPR não rendem nada, por cada 1000 euros descontados o trabalhador fica com 1000 euros na sua conta. No caso da Segurança Social, os 1000 euros descontados são gastos de imediato. O trabalhador adquire apenas o vago direito, que o governo pode rever a qualquer momento, de que que poderá vir a ter uma reforma de valor indeterminado no futuro.
46 comentários
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Para a grande maioria dos trabalhadores, estas são contas muito difíceis e, além disso, cada governo fá-las-á a seu belo prazer, mesmo sem discutir intenções.
Não vale a pena fazer suposições. Os candidatos é que têm a obrigação de as explicar e, mesmo assim, não podemos confiar neles porque as continhas podem sempre vir a ser alteradas.
Como se tem visto…
Nuno
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ó joão, não sejas tão demagogo como o louçã. todos sabemos que a ss não é um sistema de capitalização. é um processo solidário em que os activos sustentam os reformados e estes recebem na devida proporção em que antes, por sua vez, sustentaram os reformados que os antecederam. tentar fazer comparações entre as duas coisas é demagogia. e mais: nem sempre os trabalhadores ficam com os 1000: não faltam BPN’s e BPP’s por esse mundo fora.
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A SS nem tem conserto. Nem viabilidade apesar do próprio Governo ter chegado ao abuso de rasgar o Contrato que O estado fez com o Cidadão no acto da sua inscrição na S Social.
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A única coisa que vale a pena discutir é como financiar e viabilizar a S Social. Eliminar pura e simplesmente a actual TSU de Empregados e Empregadores. Ou reduzindo-a a menos de metade da actual, substituindo ou compensando pelo IMPOSTO SOCIAL sobre tudo o Consumido por Cidadãos, Famílias e Empresas.
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Abandonar o Método, a Gestão e a Ideologia da velha “Caixa de Previdência” que se esgotaram.
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Entre outros resultados colaterais para disparar o aparelho produtivo nacional, surgiriam a baixa dos Custos de Trabalho da Empresa e mais “Caixa” no fim do mês nas mãos de Empregados e Empregadores.
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Isto é só uma pequena parte do que há a reformar e eliminar na àrea de Impostos e Fiscalidade para resolver o miserável tecido económico Português para Empregados e Empregadores.
No entretanto tem-se desperdiçado muito dinheiro e riqueza em “Bluff de governança & Remendos em sapatos velhos”. E a rasgar e lesar abusivamente os interesses dos Cidadãos, das Empresas e das Famílias.
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Não se pode invocar um erro para justificar outro, só que neste caso, o “ladrão” é privado e o outro público.
Os benefícios fiscais dados aos PPRs não beneficiam os trabalhadores. Beneficiam as gestoras de fundos. Esse é o verdadeiro ponto.
E o JM não pode usar essa demagogia para justificar um erro enorme, que está a tirar imenso dinheiro aos investidores dos PPRs, só porque o Maddoff estatal é isso mesmo: estatal.
Assim não vamos longe. O JM parece preferir um ladrão privado que público. Ou seja, para si, o erro não é o roubo. É a cor do ladrão. lololololol
anti-comuna
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Caro anti-comuna,
Prefere um sistema em que por cada mil euros descontados fica com mil euros ou um em que por cada mil euros fica com zero?
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««tentar fazer comparações entre as duas coisas é demagogia. »»
Porque é que é demagogia? Acha que não se deve comparar sistemas de capitalização com a Segurança Social? Demagogia é dizer que a Segurança Social é óptima sem se dar ao trabalho de comparar.
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««nem sempre os trabalhadores ficam com os 1000: não faltam BPN’s e BPP’s por esse mundo fora.»»
O problema é que na Segurança Social fica garantidamente sem os 1000 no dia em que os paga.
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“25.smile disse
10 Setembro, 2009 às 10:40 pm
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Consegue sim senhor. Diminuir os custos, diminuindo as contribuições sobre o trabalho.
Evidências que qualquer cidadão consegue discernir:
Exemplo
Produto português – Entra no mercado, paga, IVA e impostos sobre o trabalho. No caso de um produto proveniente de uma empresa com mão-de-obra intensiva (que é o caso da industria portuguesa) se 30 % do custo do produto tiver origem no factor mão-de-obra, o custo final do produto sai mais caro 10% devido aos impostos sobre o trabalho.
Produto chinês em ciclo chinês – O império chinês fabrica, transporta e vende directamente ao consumidor. O IVA é menos de 5% pois só menos de 20% do tráfego é facturado. Os impostos sobre o trabalho na produção são chineses, isto é muito baratos. Os custos de comercialização são exímios, pois quase não existem no caso em que o comerciante chinês parte de férias para a china e deixa impostos, rendas e outras contas por pagar.
O transporte também está barato por dez euros é possível transportar uma televisão da china para Portugal.
Os chineses compram as matéria primas em grandes quantidades e são pechincheiros, para além de que estão a construir globalmente uma teia de fornecimentos de matérias primas.”
http://www.agencialusa.com.br/gpdf.php?iden=8294
Claro que a Europa ao manter impostos altos sobre o trabalho esta a dar tiros no pé, porque o “ made in EU” paga e o “ made in China” não, pode manter os impostos desviando-os contribuições sobre o trabalho, para o IVA por exemplo assim o “ made in China também paga algum!!!!
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Acrescento eu: e quando fundirmos todos os Impostos no IMPOSTO UNICO NACIONAL, além do Imposto Social para eliminar a TSU, ambos apenas sobre o Consumo, então acabou-se a mama à custa da devastação dos Empregos e da Falência do aparelho produtivo Português. Ou seja o empobrecimento continuo dos Cidadãos, Familias e Empresas Portuguesas. Isto não tem solução com ‘propostas e ideias’ amordaçadas na “gaiola do mais do mesmo”. Desculpe JM.
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“Prefere um sistema em que por cada mil euros descontados fica com mil euros ou um em que por cada mil euros fica com zero?”
Se eu fosse estatista diria que eles estão garantidos pela força do estado.
Mas Vc. não esconde a verdade. Os benefícios fiscais dados aos PPRs são subsídios indirectos às gestoras de fundos, em prejuízo dos próprios subscritores dos PPRs e dos demais contribuintes.
E isto Vc. não pode negar. Não pode negar e, pelos vistos, Vc. prefere que o ladrão seja privado em vez de acabar com a ladroagem. É esse o seu enorme erro.
Porque não acabar com esses benefícios fiscais? Era simples. Acabar com todas as taxações sobre o investimento e a poupança. Isso sim. Seria salutar e trazer salubridade a um sector, que em Portugal é tudo menos trnsparente.
O ponto é este. A carneirada que subscreve PPRs perde dinheiro ao longo do tempo, a favor das gestoras de fundos, com o beneplácito do Estado.
A coisa é tão caricata, que as gestoras de fundos dão menos que o investimento directo na dívida pública, cobram comissões de gestão, subscrição e até resgate e, no fim, ainda o Estado vai cobrar cerca de 1/12 avos das poupanças, o que na prática torna um grande negócio para o próprio estado. No deve/haver, esta prática do estado é lucrativa para o estado, que dá um rebuçado no acto da subscrição dos ditos fundos, para depois cobrar uma grande fatia na altura em que o subscritor se reforma.
Só que, lá está, o JM não está preocupado com o roubo. Mas com o ladrão. Se ele for privado, já se justifica. Se for estatal, aqui del rei, que se acaba o mundo. eheheheh
anti-comuna
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««Mas Vc. não esconde a verdade. Os benefícios fiscais dados aos PPRs são subsídios indirectos às gestoras de fundos, em prejuízo dos próprios subscritores dos PPRs e dos demais contribuintes.»»
Sinceramente, esse é um detalhe que me interessa pouco. Só faz PPRs quem quer. Se as pessoas mesmo assim preferem fazê-los é porque vêem neles algumas vantagens.
««prefere que o ladrão seja privado em vez de acabar com a ladroagem. »»
Mas onde é que está a ladroagem? É um negócio, que tem uma dada oferta no mercado. Aceita a oferta quem quer. Quem não quer passa ao lado.
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Os PPR deviam ser possíveis sob forma de contas geridas pelo próprio.
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E vamos lá a essa cegada das “deduções da Educação no IRS-acabar as deduções na Educação e na Saúde” com que o BE ‘rasteirou brilhantemente’ (?) o PS que ‘espalhou’ outra vez de grande (mais votos perdidos):
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-Educação: um aluno no Sistema Publico de Educação custa 400/450€ por mês. É o que os Impostos de todos pagam (atenção: não é o Governo que paga nem o estado). Qual o valor que é deduzido no IRS ? Todos sabem.
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Então vamos lá ao tira-teimas: a Empresa A paga aos Srs A e B o mesmo ordenado liquido de 1.500€ mensais. O Sr A gosta muito de ‘topos de gama’, horroriza-se com carros em 2ª mão ou velhos, vestimenta só para 2 meses, morada em ‘inteligent houses’, adora destinos de férias exóticas só em 5*, umas mariscadas e um caviarzito, whiscada velha etc. Como é ‘muito politicamente correcto e pra frentex’ justfifica que os filhos estão na Escola Publica ‘não paga puto’ e desconta o mesmo no IRS.
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O Sr B prefere pôr os filhos no Sistema de Educação não-Publico por razões de fés religiosas ou não religiosas ou outras quaisquer. Paga 400€ por mês e para isso não goza a vida com ‘topos de gama’, carros novos, vestimenta só para 2 meses, morada em ‘inteligent houses’ nem destinos de férias exóticas, nem mariscadas, caviarzitos ou whiscada velha etc.
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O Sr B não esfola o Estado com os 400/450€ que o seu filho custaria no Sistema de Ensino não-público, desconta o mesmo no IRS que o Sr A e ainda comparticipa com os seus Impostos para pagar a Escola Publica do chico-esperto Sr A. Como é ??
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Dois Partidos (BE e PS) tão acesos a defender igualdades de direitos, neste caso (Money, money, mais IMPOSTOS, MAIS impostos), como é ? E os que ganham menos proíbe-os de terem acesso ao Sistema de Educação não-publico porquê ?
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Tretas.
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“Sinceramente, esse é um detalhe que me interessa pouco. Só faz PPRs quem quer. Se as pessoas mesmo assim preferem fazê-los é porque vêem neles algumas vantagens.”
O ponto é que o fazem porque são enganados, quer pelo estado, quer pelo sector privado. Dito de outra forma. O estado incentiva a que o roubo seja justificado.
Mas então eu vou ser ainda mais mordaz. Só aceita ser contribuinte para a segurança social quem quer. Através do voto podem escolher um outro sistema. Logo, é porque a população assim o deseja. Escolheram este sistema, que consideram justo. Mesmo que aos meus olhos seja injusto. Mas aqui, os meus olhos valem tanto como os demais cidadãos.
“Mas onde é que está a ladroagem? É um negócio, que tem uma dada oferta no mercado. Aceita a oferta quem quer. Quem não quer passa ao lado.”
Oferta de mercado? Uma cartelização de tal forma escandalosa, que só serve os interesses da banca?
Eu vou relembrar ao JM o que se passou em 2005.
O Bagão Félix, que percebe disto, chega ao poder e acaba com a mama da banca, patrocinada pelo estado. Os banqueiros reunem-se com o Samapaio, e este, no dia a seguir, desmentindo o que tinha dito 48 horas antes, demitiu o governo do Santana Lopes.
Quer que lhe faça um desenho? ehehehehh
Olhe, eu tenho aqui uns valores, retirados da instituição que detém a maior quota de mercado destes produtos da banha-da-cobra. E as taxas de inflação oficiais. (INE e BP)
2001 tx inf. 4,6%; rentabilidade do PPR 3%;
2002 tx inf 3,6%, rent. PPR, 3%;
2003 tx inf. 3,3%, rent. PPR 3,75%;
2004 tx inf. 2,4%, rent. PPR 3,5%;
2005 tx inf. 2,3%, rent. PPR 3,75%;
2006 tx. inf. 3,1%, rent. PPR 3,75%;
2007 tx. inf. 2,5% rent. PPR 3,85%;
2008 tx. inf.2,6%, rent. PPR 3%.
Perantes estes números, chega-se à conclusão que a rent. real, média, nestes 8 anos, ela é de 0,425%. Sem contar com os custos de subscrição, resgate, etc. Mas na subscrição, em média com um custo de 1,5%, trás logo a rentabilidade para valores negativos. E se depois metermos os cerca de 8% de imposto, depois dos 65 anos, a taxa real cai ainda mais.
Porquê que este sistema existe e não há concorrência? Porque o estado beneficia este tipo de produtos? Através da regulamentação e da fiscalidade? Porque o estado está captivo da banca, que enriquece com esta legislação. Porque o estado é dominado pelos interesses da banca. E quando um governo tem coragem para legislar contra a banca, é demitido.
A coisa é tão escandalosa, que o risco maior destes produtos tem uma remuneração inferior ao risco do próprio estado. O que é ainda deveras mais perverso.
E, para cereja no bolo, este governo arrasa com as remunerações dos certificados de aforro, para beneficiar a banca. lolololol
E o JM, defende esta ladroagem, só porque os beneficiários são privados, em prejuízo do sistema económico concorrencial, aberto e transparente.
O seu problema não é a ladroagem. É a cor do ladrão.
Assim vai longe, caro JM. Estou mesmo a ver a população acreditar nas suas ideias. ehehehheh
anti-comuna
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#12,
onde se lê “O Sr B não esfola o Estado com os 400/450€ que o seu filho custaria no Sistema de Ensino não-público# deve ler-se “O Sr B não esfola o Estado com os 400/450€ que o seu filho custaria no SISTEMA DE ENSINO PUBLICO”.
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Ah! Esqueci-me de o referir.
A rentabilidade que eu apontei, era a média. A real geométrica é ainda mais desastrosa.
Será que o sector privado gere melhor os dinheiros alheios que o estado?
Aparentemente, não.
Se o JM quiser convencer um cidadão a confiar mais no privado que no público, defendendo esta má gestão e esta roubalheira descarada, vai ter azar. As pessoas não são tão estúpidas como pensamos.
Há carneiros que subscrevem este tipo de produtos. Mas muitos outros nem seque rolham para eles, tal é a roubalheira descarada que é feita.
anti-comuna
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Anti-comuna,
Esses dados que me dá mostram que o PPR é melhor que a segurança social. Essas rentabilidades são baixas, mas pelo menos dá para compensar a inflação. No caso da segurança social o cidadão mete lá o dinheiro e ele desaparece para o bolso de outra pessoa. Note que o meu ponto nesta discussão é apenas o de mostrar que qualquer sistema de capitalização, mesmo que mau, é melhor do que um sistema como a Segurança Social.
PS – Quanto aos PPR, preocupa-me mais a segurança do que a rentabilidade. Nada me garante que o Estado não os nacionaliza para tapar os buracos da Segurança Social, como fizeram na Argentina.
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“Esses dados que me dá mostram que o PPR é melhor que a segurança social. Essas rentabilidades são baixas, mas pelo menos dá para compensar a inflação.”
Vc. sabe fazer contas?
Olhe então.
Suponha que em 2000 eu subscrevi mil euritos nesses produtos de merd*!
Sabe quanto valem agora? 1292 euros. Para cobrir a inflação, eu teria que ter pelo menos 1 269 euros.
Sabe qual a rentabilidade média anual? Negativa de 0,37%.
Pronto. Não fale de cor. Faças as continhas e depois venha-me defender esta porcaria de produtos.
O investidor, mesmo pagando os 20%, ganhava mais se investisse directamente nas obrigações do Estado. Só para lhe dar o exemplo, a 10 anos, a rentabilidade é de cerca de 3,9%. Se descontarmos a inflação média anual de 3%, os ganhos são positivos.
Neste caso mais vale pagar impostos, não? eheheheheh
anti-comuna
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“Sabe quanto valem agora? 1292 euros. Para cobrir a inflação, eu teria que ter pelo menos 1 269 euros.”
Aqui os valores estão trocados, naturalmente. Peço desculpa pelo meu erro.
anti-comuna
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“Quanto aos PPR, preocupa-me mais a segurança do que a rentabilidade. ”
A segurança dos PPRs é sempre inferior à Seg. Social. Vem nos livros, caro JM.
Estes erros básicos não são de quem estuda o assunto. Mas apenas debita a habitual cantilena. Desculpe que lhe diga.
anti-comuna
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Sr João Miranda,
Partindo do princípio que o sistema de substituição que propõe seria implementado amanhã, com opção de escolha entre PPR e SS pelas pessoas, e que todas as pessoas teriam a sua visão do problema e optariam pelo PPR.
Num estado que tem responsabilidades sociais a cumprir, questiono-me como se iriam financiar as pensões e reformas do próximo mês.
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Eu gostava de saber de uma unica pessoa que esteja a ganhar ou a sequer manter o PPR que tem.
Informem-se com o vosso banco. Eu meti la nos ultimos 3 anos um total de 2500 euros. Neste momento, devido a descida da bolsa, tenho 2300. 200 euros já foram a viola. Onde é que eu metendo lá 1000 euros fico com 1000 euros? Em que planeta?
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Anti
Não se esqueça que os PPRs tem regras de investimento que impõem (em função do nível de risco publicado) máximos de participação em acções que no caso de menor risco não pode ultrapassar os 5%, o que vale pouco a pena e nunca permitirá grandes flutuações nem grandes rentabilidades. E se nos PPRs, a rentabilidade tem sido baixa (nem todos, mas em média tem sido baixa, no caso do estado tem sido negativa, a golpes de legislação. Cada vez que muda a lei, cai 10% ou 20%.
O ideal será deixar a cada um a opção de fazer os seus planos individuais ou de contratar uma entidade gestora. Não tenho grandes dúvidas que se me fosse dada opção, escolheria ter parte significativa do meu potencial plano de pensões fora do estado.
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Uma das regras básicas deste tipo de produtos é ter sempre uma rentabilidade superior aos produtos estatais. Essa é a regra básica de qualquer produto com um risco superior à dívida pública.
Quando um produto dá menos que a dívida pública temos aqui uma red flag, que nos diz que devemos fugir deste produto. Mesmo que em termos fiscais, no acto de subscrição, nos pareça ser mais apelativo.
O problema é que em Portugal ( e não só), as regras são criadas para beneficiar a banca. Penalizando a poupança.
Existe um fascismo económico bem patente nos dias de hoje. A banca e o estado têm interesses comuns em penalizar a poupança privada. Uns, porque podem ganhar dinheiro com menos risco. Outros porque só sustentam a parasitagem estatal com o consumo. Porque a poupança enriquece o cidadão mas empobrece o estado. E o consumo enriquece os cofres do estado e empobrecem o cidadão.
O Mussolini à beira deste capitalismo-estatal era um menino de coro. Argghhhhh!
anti-comuna
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“Não se esqueça que os PPRs tem regras de investimento que impõem (em função do nível de risco publicado) máximos de participação em acções que no caso de menor risco não pode ultrapassar os 5%, o que vale pouco a pena e nunca permitirá grandes flutuações nem grandes rentabilidades.”
Não, não me esqueço. Por não me esquecer, eu não lhes peço rentabilidades muito acima da dívida pública. Mas ter rentabilidades negativas… Essa é a maior roubalheira que existe.
Se é assim, para que raio se faz gestão profissional? lolololol
O cidadão apenas lhe bastava comprar dívida pública e tinha um retorno maior e um risco menor. Nem precisa de ir estudar para a universidade. bastava-lhe aproveitar condições que em Portugal não existem: investir directamente na dívida pública sem passar por intermediários sanguessugas.
anti-comuna
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“Informem-se com o vosso banco. Eu meti la nos ultimos 3 anos um total de 2500 euros. Neste momento, devido a descida da bolsa, tenho 2300. 200 euros já foram a viola. Onde é que eu metendo lá 1000 euros fico com 1000 euros? Em que planeta?”
Por 3 anos, pode acontecer. Os mercados sobem e descem e por vezes descem muito. Mas por 35 anos, com todos os ciclos económicos incluídos, a rentabilidade dos mercados de capitais é, por definição, muito superior a todas as alternativas. (até porque as alternativas acabam por vir sempre das sobras dos mercados de acções).
Se durante 35 anos as bolsas não renderem mais que qualquer alternativa pública, podemos esperar ter uma pensão de subsistência que podemos gastar nas filas das lojas do povo.
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Esta é uma discussao ridicula.
Sistemas de pensoes publicos sem caps salariais a funcionar em regime de cash flow estao a beira da extincao.
Como é evidente, em sociedades em processo de envelhecimento, das quais portugal está no topo da lista gracas a uma das mais baixas taxas de natalidade da europa, estes sistemas sao simplesmente impossiveis de manter. basta ter acabado a quarta classe para saber fazer as contas: 1/3 da sociedade a trabalhar nao pode ser taxado a um ponto que permite a sobrevivencia dos outros 2/3 que nao trabalham (mais suportar investimentos faraonicos de um estado megalomano).
As conversas dos socialistas e comunistas com o estupido argumento da solidariedade inter geracional sao simplesmente argumentos de burloes.
Sistemas sem caps, e regimes diferentes dos de capitalizacao pura e simplesmente nao sao financeiramente viaveis.
O unico gajo que era capaz de viabilizar financeiramente sistemas como aquele que está a ser utilizado em Portugal está preso nos eua, chama-se Bernie Maddoff.
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“Se durante 35 anos as bolsas não renderem mais que qualquer alternativa pública, podemos esperar ter uma pensão de subsistência que podemos gastar nas filas das lojas do povo.”
Acontece, caro JCD. Sabe? Isto de rentabilidades esperadas nos mercados accionistas não são tão lineares como Vc. as pinta. Aliás, isso é enganar os investidores. É que há períodos longos, em que os mercados accionistas fazem perder dinheiro. E a dívida pública bate o mercado accionista.
Extrapolar rentabilidades futuras com base nos últimos 50 anos é um erro de todo o tamanho. Porque os últimos 50 anos foram excepcionais em termos históricos. Se os retornos voltarem à média, podemos esperar rentabilidades negativas nas próximas décadas. Que nestes últimos 10 anos estão a confirmar.
Cuidado com os simplismos, neste tipo de matérias.
anti-comuna
PM Mas este caso é interessante, porque o PSI 20 deu uma rentabilidade maior que esse que o comentador refere. Logo, a gestão profissional não trouxe valor acrescentado nenhum.
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Mais, essa discussao de que as bolsas rendem ou nao rendem no longo prazo é estéril.
Na maioria dos países onde as pessoas tem a LIBERDADE de optar por um regime de capitalizacao (ver casos dos países nordicos, bastiao da verdadeira social democracia), o individuo pode escolher em que tipo de fundos investe as suas pensoes, pode gerir o seu portfolio, ou seja:
se acredita que as accoes tem bom potencial, aloca parte da sua carteira a accoes
se é avesso ao risco, 100% em obrigacoes,
etc etc etc.
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Anti
Se os investimentos em acções não renderem mais que as alternativas, no longo-prazo, ninguém investe em acções (mesmo que fora de bolsa). Se ninguém investe em acções, não se criam empresas. Se não se criam empresas, não há estado que se aguente, uma vez que o estado se alimenta da actividade económica.
A capitalização dará sempre maior rendimento que as alternativas. Se a capitalização não der nada, ainda vamos assistir a muitas mudanças da legislação para baixar as reformas públicas.
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“Demagogia é dizer que a Segurança Social é óptima sem se dar ao trabalho de comparar.”
eu não disse que era óptima. mas se lhe faz falta digo: não é óptima mas é um excelente sistema solidário entre gerações e classes sociais. nada do que digo invalida que novas vias de sustentabilidade devam ser encontradas. o ppr é um processo egoista. na minha opinião convivem bem os dois. eu, por exemplo não prescindo de nenhum deles. vossa senhoria é que lẽ literatura liberal a mais e vive no mundo dos sonhos.
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“vossa senhoria é que lẽ literatura liberal a mais e vive no mundo dos sonhos”
Quem vive no mundo dos sonhos é quem espera que um sistema publico sem capitalizacao possa resistir as pressoes que o envelhecimento da populacao trarao a portugal.
Pura e simplesmente nao funciona nem é financeiramente viavel.
Olhe para os outros países do mundo e pare de ler propaganda socialista, assim ao menos já sabe com o que conta.
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JCD, Vc. até parece o Padre Milicias, com isto:
“Se os investimentos em acções não renderem mais que as alternativas, no longo-prazo, ninguém investe em acções (mesmo que fora de bolsa). Se ninguém investe em acções, não se criam empresas. Se não se criam empresas, não há estado que se aguente, uma vez que o estado se alimenta da actividade económica.”
O meu amigo tem que se informar melhor sobre os rendimentos accionistas versus alternativas. Depois de estudar com calminha, vai descobrir que o investimento em acções, em longos períodos de tempo, pode ser menos rentável do que as alternativas, em especial a dívida pública.
Os mercados accionistas não nasceram há 50 anos, ó JCD. Fique sabendo que o josé Penso até escreveu, talvez, a primeira obra sobre o assunto, há cerca de 400 anos atrás. É preciso é ler mais um bocadinho e não embandeirar com clichés. ehehehehhehhe
Por falar em clichés, isto é que é de partir o coco:
http://www.youtube.com/watch?v=jqtBT5k_0zQ&feature=player_embedded
anti-comuna
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JCd, não é que o artigo diga muito, mas é apenas uma visão do problema:
http://www.marketwatch.com/story/well-need-more-bear-market
Embora o autor me pareça ter feito data snooping, face aos resultados apresentados.
Mas, sim, é verdade, existem longos períodos de tempo em que o investimento no mercado accionista é menos rentável do que o obrigacionista.
Lá se vão as teorias pró galheiro, não é, JCD? 😉
anti-comuna
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Para quem se interessar pelo assunto, prémio de risco dos mercados accionistas, pode tentar começar por aqui:
Click to access Paper_6_Walsh_June_2006.pdf
E tentar aceder a trabalhos publicados pelo Arnott. Alguns só mesmo pagando para aceder a eles. Outros, se calhar, estão acessíveis publicamente e de borla.
A teoria económica só tem validade quando a realidade comprova as suas teses. De outra forma, é acreditar em fundamentos religiosos e não em positivismo concreto.
Não basta dominar conceitos teóricos. É preciso muito mais que isso. É preciso meter a mão na massa e testar em termos práticas a bonitas teorias publicadas.
anti-comuna
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Anti-Comuna,
A questao do Equity Risk Premium é irrelevante para a discussao na medida em que nos países civilizados o individuo tem liberdade de escolher em que tipo de fundos / activos pretende investir a sua pensao.
No seu caso, pode optar por nao o fazer, pode fazer uma alocacao de 100% a obrigacao.
As preferencias pessoais nao invalidam a questao fundamental: que a seguranca social transite para um modelo de capitalizacao.
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“Quem vive no mundo dos sonhos é quem espera que um sistema publico sem capitalizacao possa resistir as pressoes que o envelhecimento da populacao trarao a portugal.”
hum… mas a solução é a capitalização (eu não tenho nada contra e o estado até já tem um sistema desses) ou é resolver o problema do envelhecimento da população? decida-se homem. ou melhor: pense fora caixa liberalóide.
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Quem nao consegue pensar fora da caixa sao os socialistas portugueses, o modelo da seguranca social nao é alterado em substancia desde que foi introduzido. Tem sido repetidamente remendado, mas nao lhe alteram a substancia.
O que agora foi proposto é:
– deduz do seu salario como se fosse receber uma pensao equivalente do seu ordenado final, MAS
– vá fazendo uns PPRs pro caso de voltarmos a alterar as regras daqui a 10 anos.
Todos sabem que o ponto 1 nao vai acontecer, pelo que o modelo perpetua a continua exploracao daqueles com salários médios e altos (que sabem a partida que nao vao receber pensoes equivalentes), para subsidiar a vida de todos aqueles que se reformaram nos últimos 10 anos ou que se vao reformar nos proximos 10 anos, bem como de todos os outros que fogem ao fisco.
Brilhante justica social.
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pois é ó básico: se calhar a solução anda mais pelo lado do problema demográfico do que pelas suas ilusões financeiras.os nórdicos já começaram aresolve-lo. vocẽs malham obstinadamente no ferro errado :->
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Mas quais ilusoes financeiras.
Voce quando vai ao continente pagar compras paga com promessas de descontos de uma geracao que já nao existe, ou paga com dinheiro?
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O problema demografico resolve-se de duas maneiras:
1 – emigracao qualificada, que pague impostos (uma minoria irrelevante em Portugal)
2 – fazer filhos (ate comecarem a pagar impostos relevantes teria de esperar cerca de 30 anos)
Os problemas da Seguranca Social Portuguesa nao se colocam a 30-40 anos, colocam-se nos proximos 5-15 anos.
Se nao consegue perceber isso, deixe la, esta na media, o seu PM e a generalidade da populaca tb nao conseguem.
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Anti-Comuna é óbvio que sem crescimento não há emprego e criação de riqueza que aguente. Os sistemas públicos investem na bolsa, em fundos de obrigações etc. Por isso explique lá o mistério
“pois é ó básico: se calhar a solução anda mais pelo lado do problema demográfico do que pelas suas ilusões financeiras.os nórdicos já começaram aresolve-lo. vocẽs malham obstinadamente no ferro errado”
A solução passa pelas pessoas se responsabilizarem, por que é assim a liberdade. Você nem a maioria percebe a dissonància que é dizer a alguém: não podes escolher a tua reforma, a educação, a saúde. Mas consistentemente inventa novas tecnologias e cria muitas empresas q.
É como aquleas mães que querem um filho responsável mas ao mesmo tempo lhe escolhe roupas e os sapatos que leva para a escola. É evidente que nunca será alguém autónomo e adulto.
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Anti-Comuna é óbvio que sem crescimento não há emprego e criação de riqueza que aguente. Os sistemas públicos investem na bolsa, em fundos de obrigações etc. Por isso explique lá o mistério
“pois é ó básico: se calhar a solução anda mais pelo lado do problema demográfico do que pelas suas ilusões financeiras.os nórdicos já começaram aresolve-lo. vocẽs malham obstinadamente no ferro errado”
A solução passa pelas pessoas se responsabilizarem, por que é assim a liberdade. Você nem a maioria percebe a dissonância que é dizer a alguém: não podes escolher a tua reforma, a educação, a saúde. Mas consistentemente inventa novas tecnologias e cria muitas empresas para ter riqueza.
É como aquleas mães que querem um filho responsável mas ao mesmo tempo lhe escolhe roupas e os sapatos que leva para a escola. É evidente que nunca será alguém autónomo e adulto.
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“Por isso explique lá o mistério ”
Qual mistério?
Em questões de fé não me prenuncio. Confio na Cúria.
anti-comuna
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“Os problemas da Seguranca Social Portuguesa nao se colocam a 30-40 anos, colocam-se nos proximos 5-15 anos.”
já me andam a dizer isso há 30 anos 🙂
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e não é o meu pm. não me meça pela sua bitola :->
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Encontrei este documento, que merece ser lido:
Click to access 2009_149.pdf
Eu não subscrevo totalmente as teses do autor. Mas comungo do mesmo pensamento: o mercado accionista é menos rentável do que a generalidade se pensa. Não me interessa explicar aqui as razões. O que interessa atentar é que, qualquer tentativa de mudar o sistema de financiamento da segurança social implica conhecer as séries longas. Não apenas séries curtas, excepcionais.
E quando se diz que os mercados accionistas batem os mercados obrigacionistas, tem-se em conta quase dois séculos de dados. Mas nestes dois séculos, houve longos períodos (para uma geração, que é o que conta para estimar rentabilidades previstas de um trabalhador que se irá reformar no futuro) em que os mercados accionistas tiveram fracas prestações. O que irá influenciar nas reformas, quem apanhar com um fraco período nas suas rentabilidades.
Por outro lado, os custos da gestão dos serviços de pensões e a sua fiscalidade reduzem e muito as rentabilidades esperadas. O que coloca mais um outro problema para quem quer se debruçar sobre esta matéria a sério.
É evidente que o actual sistema sa Seg. Social não tem futuro. Ou só o terá se exigir muito ao trabalhador e lhe der pouco. Dito de outra forma, só se lhe roubar mais na reforma e alongar os períodos de contribuição e a vida activa, encurtando na prática o período inactivo e gozo da velhice.
Depois o actual sistema incorpora custos que são de dúbia moralidade. Que são os custos financeiros de uma gestão política dos dinheiros dos trabalhadores. Hoje em dia, os serviços da segurança social são uma espécie de agências de emprego do estado. O que coloca ainda mais pressão sobre as reformas dos trabalhadores actuais. O desgoverno anda a elogiar-se com a colocação de uns milhares de trabalhadores em instituições, que são financiadas pelas contribuições dos trabalhadores. O que mostra a perversidade deste sistema.
Mas se este sistema é imoral e pouco sustentável, convém ter cuidado em modelar mudanças nos financiamentos da Seg. Social. Como diz o velho aforismo: rentabilidades passadas não são garantes de rentabilidades futuras.
anti-comuna
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