A ler
18 Março, 2010
Uma lição de moral na Porta da Loja sobre a pedofilia. Ao que o José escreveu eu acrescento ainda que se os casos que envolvem sacerdotes reportassem ao Casa Pia imediatamente se invocaria o alegadismo e o facto de tudo isso ou boa parte disso estar prescrito. Por fim referir o Casa Pia hoje, em Portugal, dá direito a quase passar por lunático.
49 comentários
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“Por fim referir o Casa Pia hoje, em Portugal, dá direito a quase passar por lunático.”
Dá direito a passar por criminoso que ousa incomodar o PS.
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a helena é perita a confundir alhos com bugalhos
até no caso que assola a icar a helena quer meter o ps ao barulho
recordo que em 1º lugar só um dirigente do ps é que foi acusado e depois inocentado
depois a icar andou anos a ocultar que os padres em vez de ensinar os meninos a lerem e a eapalhar o amor ao proximo abusava sexualmente deles durante decadas com a cumplicidade de toda a igreja
não vejo a hm chocada com isso
se calhr é tudo uma cabala montada pelo ps
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Lamento informar mas outras pessoas do mesmo partido foram referidas no precosse acsa pia e imediatamente foi explicado que tudo estaria prescrito donde ser uma perfídia falar do assunto. E não só o PS nunca disse que ia analisar a pedofilia como parece reincidir na convicção cabalística:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=452175
http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=435
Por fim, recordo que também os padres são regra geral inocentados. infelizmente não sei se com ou sem fundamento. Tal como aconteceu com os políticos
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Se a senhora acha que a pedofilia se restringe à Igreja e ao PS é uma tolinha.
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4, por acaso escrevi isso? A técnica é conhecida: para não se discutir o assunto inventa-se que algo de relativamente estapúrdio foi dito. da+i em diante não se debate mais a questão mas sim se A disse isto, se B disse aquilo.
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Talvez seja interessante ler, sem preconceitos, o texto de Pedro Arroja no Portugal Contemporâneo, relacionado com este assunto da pedofilia.
http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2010/03/nao-julgueis.html
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Eu até tenho uma opinião ainda mais sinistra.
Quando a padralhada é acusa de comportamentos pedófilos, a imprensa dá-os logo como culpados. Quando são políticos de esquerda, a culpa é das vítimas, que mentem, que querem receber dinheiro, etc.
Claro que a imprensa é culpada nesta situação, até porque, pelos vistos, a pedofilia continua de boa saúde em Portugal.
As cúpulas da padralhada pelo menos parecem apostadas em limpar a casa. Em Portugal, ao que se saiba, a impunidade continua a ser total.
anti-comuna
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Helena, mas quais “casos que envolvem sacerdotes”? Conhece algum caso judicial em Portugal, ou até alguma noticia, mesmo nota de rodapé, sobre qualquer caso desses em concreto? Não entendi o post.
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“Conhece algum caso judicial em Portugal, ou até alguma noticia, mesmo nota de rodapé, sobre qualquer caso desses em concreto? Não entendi o post.”
É fácil, Caramelo. A ICAR está no bom caminho. Leia isto que vai perceber:
“Os bispos portugueses garantem seguir as recomendações do Papa Bento XVI na abordagem dos possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero. “Reconhecer a verdade e auxiliar as vítimas; reforçar a prevenção e colaborar construtivamente com as autoridades”, disseram ontem em comunicado no seguimento da divulgação de um estudo que revela ter a Polícia Judiciária (PJ) indiciado dez padres entre 2003 e 2007 por abuso sexual de crianças. ”
In http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1521655
Não se conhecem casos em Portugal mas a igreja portuguesa está apostada em prevenir, combater e reprimir eventuais comportamentos abusivos por parte do seu claro.
É uma atitude que enobrece a ICAR. E eu sou insuspeito de admirar a padralhada e os defender. eehehehehe
anti-comuna
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“Se a senhora acha que a pedofilia se restringe à Igreja e ao PS é uma tolinha.”
Faz lembrar a tática de António Costa na Quadratura do Círculo. Primeiro ouve o que diz o Pacheco Pereira e depois explica aos espectadores o que ele disse. Este tipo de jogo tem dois objectivos, o primeiro dos quais é funcionar como solução universal para não ter de responder a algo que não se consegue explicar, não se pode explicar ou já toda a gente percebeu que é verdade mas tem de ser negado a qualquer preço.
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“Não julgueis para não serdes julgados” (Mt: 7: 1-2), disse Cristo, e são estas palavras que a Igreja procura seguir à risca. Exigir que um bispo julgue e, portanto, denuncie é como exigir que um surdo oiça ou um cego veja. É uma impossibilidade, é uma violação do seu código de conduta. Quando a Igreja e os padres decidirem julgar e, portanto, denunciar ou condenar, a Igreja fica ameaçada de extinção e não dura muito tempo. Na realidade, extingui-la é tudo aquilo que os autores das recentes acusações contra a Igreja acerca da pedofilia visam atingir.”
Isto que o Pedro Arroja escreve- e sempre na senda do que tem escrito sobre a sua particular ideia do que é a Igreja Católica ( que vai mais além que a romana)- é uma asneira e que o próprio me desculpe a violência da qualificação, mas irrita-me o seu modo de escrita sobre isto que me parece uma cretinice já sem remédio. Pedro Arroja vê nessa distinção a difenreciação com o protestantismo e apesar de lhe rebaterem os argumentos não os larga porque não lê ou não aceita os que o contradigam.
Por isso deixei de comentar lá no blog: por inutilidade e por ter percebido que Pedro Arroja é um homem de certezas tão absolutas que se dispensa questionar as próprias asneiras.
Isso que escreveu é uma asneira porque a Igreja Católica tem um tribunal eclesiástico e sempre julgou os comportamentos das pessoas, para os castigar em sermões.A Inquisição, tipicamente católica, foi um julgamento perene duranto e tempo que vigorou. Com a confissão como rainha das provas e a tortura para a obter. O julgamento era quase um pró-forma porque o condenado estava-o à partida.
Uma coisa é julgar outra coisa é perdoar ou compreender ou ainda integrar. A Caridade cristã, como virtude, não se deve confundir com a Justiça no seu sentido lato e a Igreja tem as Bem-aventuranças e o princípio de que “bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque será deles o reino dos céus”.
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A exegese da passagem bíblica citada não tem o sentido que Pedro Arroja lhe atribui.
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“Por isso deixei de comentar lá no blog: por inutilidade e por ter percebido que Pedro Arroja é um homem de certezas tão absolutas que se dispensa questionar as próprias asneiras.”
O José ainda não foi iluminado pela fé… 😉 ehhehhehe
O PA está ainda mais papista que o próprio papa. Por vezes penso que a igreja sofre mais por causa dos seus acólitos que pelas suas próprias acções. O PA está numa senda, que acredita que um dia Portugal irá escolher um novo Salazar. E anda naquilo e já parece um disco riscado, sempre a bombear as mesmas asneiras.
Quando não se é humilde, não se reconhecem os erros, pois isso implica admitir que nos enganamos e doi psicológicamente, acontecem estes fenómenos.
Eu admiro bastante o PA mas ele está a ficar demasiado ortodoxo para o que se admite para um especulador de ideias. Mas, enfim, cada qual escolhe o seu caminho.
anti-comuna
anti-comuna
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não li, mas imagino o cagasentensas ao ataque antes que lhe calhe algum irmão da mesma confissão na sopa. é o corporativismo de sacristia a funcionar, esse porco da loja demonstra prazer em chafurdar em invenções absurdas e gostaria de tornar realidade as suas fantasias sexuais nos seus ódios de estimação. enfim, a face oculta está em baixa, o freeporcos não descola novamente e a casa pia tenta ser actualidade para abafar danos na pedofilia nacional.
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9.
AH AH
Anti, a coisa resolve-se no confessionário. E pelos vistos, o anti-comuna também não conhece casos, pois não? Vai-se a ver, não existem. Se existissem, a Igreja, como é óbvio, já os tinha denunciado às autoridades. Não está bem de ver?
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“E pelos vistos, o anti-comuna também não conhece casos, pois não? ”
Eu não. Vc. conhece? Se os conhecer, dirija-se ao MP. Que era o que eu faria. Ou espetava um balázio no FDP que o fizesse a um dos meus. Capisce?
anti-comuna
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ferreira: julgava-te apenas mentecapto do juizo comum. Vejo que és também doente. Por isso descansa em paz.
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#15
É a tal técnica:
– F…, do PS é pedófilo?
– E como é que você me prova que o Cavaco Silva ou o Papa não são também, ou pior ainda?
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Seguem-se os proximos episodios da pedofilia de ainda maior gravidade a nivel global. Por enquanto parece que se está nos preliminares …
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Quanto à Igreja, se entra jesuisticamente pelas comparações com as familias, é tudo transversal e tal e tal, pois afinal é tudo gente vulgar em contraponto com aqueles que assumem directamente a situção, com verdade, e prontos a expulsar os vulgares …..
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E os outros que dizem que são calunias, cabalas, putos mentirosos …..
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Se calhar começou tudo com a expulsão da Maria Madalena e com o mito de Cristo assexuado.
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“ferreira: julgava-te apenas mentecapto do juizo comum. Vejo que és também doente. Por isso descansa em paz.”
o caga faz julgamentos de juizo comum (se calhar era juízo, mas para bardamerda tanto faz), mas também avia diagnósticos médicos e encomendas para o descanso em paz, estas últimas em colaboração com a dhl. é a porca da loja em upgrade de serviços porca-a-porca em competição com a fundação do pingo de vergonha.
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o professor de moral ainda acaba defendendo a pedofilia como liberdade religiosa. já faltou mais.
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capar os bácaros tem tambem por finalidade aproveitar ao maximo a produção de carne e toucinho e eles próprios não perderem tempo a cobrir a bácoras.
Aos padres pedófilos, ao pessoal pedófilo dos socialistas e a outros abjectos pedofilos era castrar quimicamente, pois que capar como aos irmãos bacaros era estragar muito toucinho bom para fazer sabão. o senhor padre cura diz que nosso senhor jesus cristo disse, ai daquele que fizer mal a um destes pequeninos……, nestas situações o melhor era uma marretada na cabeça, pois os medicos estão a acabar com as reformas diz o tomé da tasca.
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16.
Ora pois, anti-comuna, lá está: Não conhece e dificilmente vai conhecer. Daí, como disse, que não entenda a referência por parte da Helena a casos na Igreja, por cá. A Igreja não é exactamente a Casa Pia.
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Os casos da Igreja de cá foram apenas enunciados, sem quaisquer elementos de prova, num livro acabado de publicar por um polícia da PJ.
Mas ao contrário do que acontece com esses políticos no armário da vergonha, a Igreja não se pôs a tergiversar sobre ” as testemunas que mentem” e as cabalas da oposição que quis decapitar a direcção de um partido, como aquela deputada ao PE, Ana Gomes fez e continua a fazer, sem um pingo de vergonha naquelas fuças.
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O Processo da Casa Pia – pedofilia instituicional e instituicionalizada – é a maior desonra nacional.
Nos Açores já se julgaram dois casos com uma relativa celeridade.
Aqui, nesta terra miserável e corrupta, os pedófilos andam à solta e muitas instâncias politicas estão se cagando para isto e para as vítimas!
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O que se torna interessante neste caso é a ausência de livros de investigadores tipo Gonçalo Amaral. Sobre um crime de ocultação de cadáver, no máximo e sem elementos indiciários suficientes ou indiscutíveis, o indivíduo fez um escarcéu como se a sua opinião fosse a verdade.
Sobre este Casa Pia e as redes associadas que por lá andaram, ninguém se atreve a publicar seja o que for. Duvido que alguma editora aceitasse, ao contrário do que acontece com os livros de certos entalados excelentíssimos, profusamente publicitados.
O único livro de um abusado foi publicado assim a modos de medo e de vergonha e não me lembro de o ver citado com passagens concretas nas revistas tipo Visão e Sábado. Os redactores destes media, acham que o Casa Pia foi uma cabala e o antigo PGR um ogre.
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Porque será? Os tentáculos deste polvo autêntico, onde chegam verdadeiramente?
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Com “medo e vergonha”, José? LOL. Sim, que o Pedro Namora é muito envergonhado. Livros sobre a Casa Pia há mais do que um. E toneladas de dossiers na Imprensa. Quanto à Igreja, pode esperar sentado por qualquer coisa que não seja referências vagas num ou noutro livro, e muito pouca investigação (ou nenhuma), na Imprensa. Muitos menos caras ou nomes de que quem quer que seja.
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Em relação a esta nojice autentica da pedofilia encoberta pela icar (sim, encoberta, vão ler o que se descobriu nos EUA, quando começaram as primeiras denúncias), só tenho a dizer o seguinte: pelos vistos, para a padralhada, de alto a baixo da hierarquia, é muito muito pior o amor entre dois homens ou duas mulheres adultos, conscientes e responsáveis, do que os abusos de um “adulto” (com o a mais pequeno que possa existir) sobre crianças. É curiosa esta atitude, ainda para mais vinda de uma entidade que supostamente é o farol moral de uma larga fatia da população mundial. E depois ainda dizem que sem religião o mundo acabava numa orgia canibal de “ateus” sem valores nem moral…
Pela extrema hipocrisia demonstrada pela icar (esconder até não poder mais, mudar os padres de paróquia, onde puderam recomeçar o ciclo de abusos, com pouco mais do que um raspanete), essa gente não me merece o mínimo de respeito. Ou será que o tal deus muita bom e fofinho e assim só descobriu depois dos homens que abusar de crianças é errado? Porque é que um dos mandamentos basicamente diz “não tenhas inveja do vizinho”, mas não há nem um acerca de proteger os mais fracos, em especial as crianças?
Para aqueles que vão dizer “ah mas os padres também são humanos e erram e pecam como todos”, só tenho a dizer o seguinte: precisamente. Também são humanos, também sabem pensar, e também sabem muito bem o que é o “certo” e o “errado”, sem precisar de nenhum deus lhes sussurre as coisas aos ouvidos. E o facto de se auto-denominarem os representantes de deus na terra só lhes dá responsabilidades acrescidas. Se são só “humanos e fracos e tal”, então que se deixem de merdas, e assumam que não têm qualquer tipo de ligação “especial” com nenhum “velhinho que vive no céu”, que são apenas humanos, e que, como TODO O SER HUMANO, também têm vontades e desejos sexuais, e precisam de satisfazê-los. Tentar negar isso ou ocultar esses desejos é que é anormal. Se uma pessoa disser que vai deixar de comer por “questões de consciência”, dizem que é maluquinho. Se alguém afirmar que vai deixar de dormir porque acha que é um “instinto” que é possível controlar, vamos rir-nos, de certeza. Mas se alguém diz que vai entrar em celibato, aplaude-se e acha-se que é uma grande virtude. Provavelmente ninguém morre se deixar de ter actividade sexual, seja qual for. Mas uma coisa é certa: uma situação dessas trás consequências psicológicas, as quais provavelmente não conhecemos tão bem como deveriamos. Ou melhor, se calhar vamos conhecendo: repressão violenta de instintos, “escapes” recorrendo ao abuso de pessoas que não estão em posição de se defenderem, e sabe-se lá que mais “entre portas”.
Quando a pedofilia encoberta por outros grupos, partidos, clubes de futebol ou o que seja, a minha atitude é igual: quem encobre ou tenta disfarçar ou ajudar um pedófilo, não merece qualquer tipo de respeito. Experimentem imaginar que é um filho ou filha vossos serem abusados por um monstro desses, e depois venham cá dizer se há lugar a “paninhos quentes”.
Não tenhamos ilusões: a pedofilia é um crime bastante vil. Para além das vitimas não terem a menor hipótese de se defenderem, é um crime que deixa marcas que vão muito além das marcas físicas. Qualquer entidade que dê cobertura a esse tipo de comportamento deixa, para mim, de ter qualquer tipo de moral para vir declarar seja o que for.
E que não haja contemplações: o que a icar deveria ter feito quando recebeu as primeiras denúncias (se calhar há várias décadas atrás) era participar o assunto imediatamente às autoridades competentes e expulsar sumariamente a pessoa envolvida.
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#25
Pois não, a icar fez algo ainda pior: encobriu os criminosos e ainda tentou denegrir a imagem de algumas vítimas.
E também é curioso que só em 1983 é que a icar considerou “oficialmente” o abuso sexual de menores como um crime canónico:
“In 1983, the Vatican promulgated a revised Code of Canon Law which included a canon (1395, 2) which explicitly named sex with a minor by clerics as a canonical crime.”
Como é que uma organização tão “venerável”, com 2000 anos de história, que tem uma ligação directa com o criador do universo (o tal que ama a malta toda e tal), o garante da moral da humanidade, demora MIL NOVECENTOS E OITENTA E TRÊS ANOS a considerar crime canónico o abuso sexual de um menor?! Expliquem-me lá que é para eu perceber.
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E já agora, a desculpa de que pedofilia não há só dentro da icar é muito fraquinha. Se há um sítio onde este tipo de abusos devia ter sido sumariamente denunciado, exposto e impedido, seria justamente numa organização que se auto-intitula “santa”.
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SOCIALISTAS,ENCORE UN EFFORT E O JULGAMENTO DA CASA PIA DURARÁ AINDA MAIS 20 ANOS!
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deus perdoa-te mesmo que não queiras herege xtremis. pareces ser um alma culta com um discurso raivoso, não vale a pena destilares tanta bilis. tenho compaixão de ti irmão.
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Desabafos:
Quem diria que seria Ratzinger a ter esta “tomada” de posição eternamente adiada e inconveniente ?
Surpresas do admirável mundo novo!
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a esta hora o cagasentensas foi pedir asilo à associação de tus da paróquia anexa.
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Extremis, #31:
O Código Penal que temos é de 1982. Antes disso, havia um de 1886 e que considerava os crimes sexuais, de modo, digamos, bastantec complacente, porque inseria os crimes sexuais num capítulo intitulado “Crimes contra a Honestidade”.
Nessa altura ( até 1982), existia ainda uma pequena confusão entre entre sexo e moral.
Ora a Igreja Católica ( que não e só a romana) é conservadora por natureza.
Para bom entendedor.
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“Ora a Igreja Católica ( que não e só a romana) é conservadora por natureza.”
já temos parecer jurídico para absolvição da padralhada pedófila.
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#37
Caro José,
O que eu quero dizer é que a icar, através da sua ligação directa ao seu deus, devia ter “percebido” antes da restante sociedade civil que abusar sexualmente seja de quem for (em especial das crianças) não é uma coisa lá muito recomendável.
Assim, mais uma vez, a icar vai ao “reboque” da restante sociedade: foi preciso que a sociedade repudiasse definitivamente os crimes dessa natureza para que alguém na icar pensasse “eh pá, se calhar é melhor mudarmos aqui o nosso código, parece que abusar sexualmente das pessoas é má onda”.
Face a esta inversão daquilo que nos é transmitido pela icar (que sem religião não há moral, etc), só pergunto: para que serve afinal a icar, se a sociedade consegue, por si própria, estar moralmente “à frente” da igreja? Não seria de esperar o contrário? Que a icar estivesse na vanguarda da moral? Que se tivesse lembrado mais cedo dos escravos? Dos direitos das mulheres? Dos direitos das crianças? Repito, que raio de deus “dita” um mandamento que diz para não olhar para o rabo da vizinha, mas que não diz uma palavra sobre a protecção dos fracos, nomeadamente as crianças?
A resposta é só uma: um deus inventado há 2000 anos, com base em adaptações, em deuses anteriores, noutros mitos, uma amálgama de “coisas” que, como criação do homem que são, está definitivamente “dated”, não sobrevive aos avanços da sociedade. Sim, há 2000 anos era aceitável que a esposa fosse propriedade do marido, era aceitável chacinar cidades inteiras (mulheres e crianças incluidas) por “dá cá aquela palha”, ou mais concretamente “dá cá aquele pedaço de terra”. Mas o tal deus omnipresente e omnixiente e que sabe tudo e que é o maior, afinal nem um alertazito de cariz mais prático deixou: diz que comer camarão é mau, mas nem uma palavrita sobre lavar bem as mãos antes das refeições. É engraçado ver que o tal deus que é o maior do universo, afinal “conhece” apenas as coisas que os homens do seu tempo conheciam…
Não sei se ainda será no “meu tempo”, mas se for, vou concerteza esboçar um sorriso quando a icar finalmente reconhecer que a homossexualidade não é “contra natura”, que não é nenhuma “aberração”, e fazer uma daquelas cenas de pedido de desculpas humilde e pesaroso, como fizeram em relação à inquisição.
É curioso que tenham sidos necessários vários séculos até que a igreja reconhecesse finalmente que perseguir, torturar e matar pessoas (na sua esmagadora maioria mulheres), baseando-se apenas no “diz que disse” não é lá muito… “católico”.
É por estas e por outras que, lamento, caro #34, não acredito minimamente que haja um deus que fale ao ouvido do papa, ou que toda essa estrutura tenha algum tipo de ligação ao que quer que seja de divino.
São homens, sim, humanos, bastante, que nada mais fazem do que perpetuar um poder, uma estrutura e uma influencia que, por estarem ancoradas em “areia” (expressão bíblica, salvo erro), estão condenadas a ruir e cair tragicamente.
E caro #34, diga lá ao seu deus que passo bem sem o seu “amor”, sem a sua “compaixão” e quejados. Amor e compaixão e afins quero de pessoas reais, das pessoas que me dizem alguma coisa, e não de figurinhas imaginárias. ele que guarde o seu “amor” e “compaixão” (e castigos, já agora) para as pessoas que, dentro da organização que é suposto representá-lo na terra, abusam do seu poder, tanto em termos metafóricos como em termos reais.
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#35
Continuo a acreditar que a icar foi obrigada a reagir assim por já não conseguir abafar mais as coisas. O facto desta tomada de posição mais pública ter acontecido no “reinado” deste papa não diz o que quer que seja em relação ao seu carácter ou às suas “virtudes”. A coisa ia estoirar de uma maneira ou de outra, se não fosse no anterior seria neste ou no próximo.
Se ele está assim tão preocupado, porque é que não tomou posição anteriormente? Ou não me digam que o senhor veio directamente do seminário para o “trono de pedro”?
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#40:
A Igreja católica é a instituição mais conservadora que pode haver. Mas tem dois mil anos de história. E arquivos. E memória. E uma doutrina que não mudou muito.
Se todas as instituições fossem como a Igreja Católica o mundo estaria melhor do que está.
Tem uma doutrina social que ultrapassa por vezes os chamados “partidos de esquerda”, mesmo a pós-moderna e que renegou o comunismo.
Tem um corpus institucional e regras de escolha dos líderes e responsáveis feitas de muita experiência. O método de escolha do Papa é democrático, como não há exemplo. Cingido a um conclave, mas ainda assim, notável.
O fenómeno da pedofilia, ou abuso sexual de crianças ( crianças mesmo que não de jovens porque isso entra noutro capítulo) foi agora encarado pela Igraja Católica como um fenómeno que merece visibilidade porque todos a dão. Todas as sociedades ocidentais ( e só estas) lhe dão visibilidade. E por isso a Igreja Católica está aí a reconhecer o que as outras sociedades já reconheceram de modo a colocar nos códigos penais.
Isso não significa que dantes não tinha valor negativo para a Igreja católica. Tinha apenas uma visibilidade relativa. A Igreja católica, em matéria de sexualidade é do mais conservador de costumes que pode haver.
É uma marca do catolicismo a repressão das pulsões sexuais mais primárias em nome de uma sublimação espiritual. Isto não é treta e por isso, o abuso sexual de menores era um mal, sempre e desde sempre para a Igreja Católica.
Mas não andavam por aí a badalar o assunto e se ninguém falasse nele, a Igreja também não falava. Como durante anos aconteceu.
Agora, o discurso é outro, inequívoco, sem tergivesações e isso é uma lição de moral para certos políticos.
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#41
Lamento, mas não concordo que o mundo seria melhor se todas as instituições fossem como a icar. Também a Alemanha Nazi era uma organização muito porreira e tal (até criaram o “carocha”), e nem por isso é de louvar o “conteúdo” do que fizeram.
E esta parte só vem reforçar o que eu estou a dizer: “O fenómeno da pedofilia, (…) foi agora encarado pela Igreja Católica como um fenómeno que merece visibilidade porque todos a dão.” A icar a ir atrás da sociedade, pura e simplesmente. Se a icar reconhecia que a pedofilia era imoral, era um pecado grave, porque é que não “fez mais barulho”? Porque é que não se vê extremistas católicos a pegar fogo às casas de pedofilos, em vez de atacarem médicos que fazem abortos? Ok, estas coisas normalmente são nos EUA, onde os extremis são mesmooo extremos, mas é curioso ver como a icar faz tanto barulho para outras coisas e para a pedofilia, sempre se manteve estranhamente calada.
E essa da visibilidade relativa também não me convence, para já porque a visibilidade e influencia da icar é tudo menos pequena. Nem vamos mais longe: no interior de Portugal, há padres que tranquilamente aconselham as pessoas sobre como votar. E as pessoas seguem as indicações. E em relação a outras questões, a icar fez bem questão de fazer uso do seu poder e influencia para condenar o que achava errado (como por exemplo o divórcio, ou o preservativo, para combater a SIDA).
Ou seja, voltamos à mesma conclusão: a icar é uma instituição humana, feita de seres humanos, que têm um grande poder (felizmente, cada vez menor). E pouco ou nada têm de “divino”. Se esse tal deus de que falam existe mesmo, das duas, uma: ou deixou de falar aos homens há 2000 anos, ou então hoje em dia, ninguém lhe liga, dentro da própria organização que o deveria representar na terra.
E que não se pense que eu sou “anti-católico”. Estou a falar da icar porque é à volta dela que o assunto do momento se trata, mas também me provoca um profundo asco que uma religião aceite tranquilamente que meninas menores sejam violadas por homens com idade para serem quase seus avós. Tudo dentro da “legalidade”, claro, já que são “casados”. E depois venham dizer que o islão é uma religão de paz e amor e quejados.
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41.
“Mas não andavam por aí a badalar o assunto e se ninguém falasse nele, a Igreja também não falava. Como durante anos aconteceu.”
Edificante, José. A Igreja sabia que isso é crime, mas não falava nem denunciava porque os outros não o faziam. É isso a superioridade moral da Igreja?
“Agora, o discurso é outro, inequívoco, sem tergivesações e isso é uma lição de moral para certos políticos.”
Esperemos que seja assim. Isto é, que não venha com o discurso, semelhante a outros que falam em nome dela, do “os outros também fazem e não se diz nada”, ou “os outros fazem pior”.
Registo também que só agora a Igreja tenha descoberto a sua vocação para dar “lições de moral”. Durante muitos anos, como o próprio José diz (e como toda a gente já sabia), a Igreja calou-se.
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“A Igreja sabia que isso é crime, mas não falava nem denunciava porque os outros não o faziam. É isso a superioridade moral da Igreja?”
Não. É a experiência secular da Igreja. A Igreja, de há umas décadas para cá, nunca faz queixa pública ao poder civil de crimes. Por uma razão: a Igreja tem um poder de orientação e ajuda espiritual e ainda de partilha porque o nome é isso mesmo: igreja é congregação, de todos os crentes.
Portanto, as autoridades eclesiásticas são apenas isso mesmo: eclesiásticas cujo exemplo é importante e por isso mesmo entendido como valor.
Mas a Igreja tem um valor maior que é a Caridade. Por isso mesmo, quando um criminoso confessa um crime a um padre, este não o revela. Por dever próprio.
E o resto pode relacionar-se com isso.
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Sabe que Pio XII tem sido apontado como colaboracionista nazi. Injustamente porque historicamente se comprova que ajudou os judeus a fugirem da barbárie.
A Igreja é complexa e isso é apenas um aspecto.
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Estes jacobinos de trampa andam com o outro às costas até à Assembleia e depois só se lembram de bufar com a Igreja Católica.
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José, isso é o argumento do cinismo, sob uma roupagem pia. O que me está a dizer é, nem mais nem menos, que os membros da Igreja se protegem. Quanto ao “dever próprio” do padre sobre a revelação, ou não, do crime, isso é do âmbito da confissão. Um padre, ou um Bispo, como sabe, não está obrigado ao dever de reserva de crimes quando a revelação não é feita em confissão. Isto tudo foi revelado ou descoberto em confissão. Não me parece. Senão, não viriam os bispos e o papa agora falar no assunto, nem haveria, também quaisquer punições.
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“A Igreja é complexa e isso é apenas um aspecto.”
quando não tem explicação, o argumento é complexidade. enfim, coisas só acessíveis a iluminados.
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A Igreja também é profundamente hipócrita (cínica se quiser) porque a natureza humana assim o determina. Mas a Igreja faz um esforço assumido para o não ser. Todos os padres, nas missas, nas homilias, referem esse aspecto. È essa a diferença e que assenta na consciência da culpa.
O que a Igreja tem de melhor e mais terrível para oferecer aos crentes é esse fenómeno da culpa e da redenção pela confissão e absolvição.
Mas é um trabalho de Sísifo porque ” o espírito é forte mas a carne é fraca”. Daí a Caridade. E daí a contenção na não denúncia até um certo ponto.
A Igreja não lida com os criminosos do mesmo modo que o poder civil. Basta atentar no papel dos padres nas prisões.
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