Deixem-se de tretas
Não há coisa mais insuportável que aquelas pessoas que querem fazer de conta que são cultas. Sendo que por cultura entendem falar dos livros e autores que acham que devia ter lido. A grande maioria é estrondosamente inculta nas áreas das ciências e das matemáticas mas depois morre-se de vergonha por se confessar que não se leu o último romance do Lobo Antunes. Esta patetice é levada ao extremo na classe política. É um verdadeiro horror!!! E o horror atinge o insuportável naqueles momentos como a morte de Saramago ou quando lhes dá entrarem em campeonatos sobre os muitos livros que leram. É óbvio que a grande maioria não leu ou leu apenas o indispensával para fazer conversa social. Aliás se tivessem lido mesmo tudo aquilo que dizem que leram saberiam que boa parte não vale grande coisa, que outra parte são obras razoáveis mas que como tantas outras dentro de alguns anos não interessarão ninguém. Muito poucos escapam à lei da morte. E não são os jornalistas nem os políticos que determinam quem vai ser um clássico. Felizmente!
Não acho que se os políticos lessem boa literatura tomassem decisões mais acertadas. Provavelmente seriam menos ridículos e soariam menos a falso. Mas só isso. Logo não me choca que um presidente ou um primeiro-ministro não tenham lido de Vergílio Ferreira ou Agustina mais do que aquilo que era obrigatório quando passaram pelo liceu. O que me choca é que não leiam tudo aquilo que devem ler da documentação referente aos cargos que ocupam e que não se empenhem para que nas escolas esses autores sejam estudados. Já agora que andam para aí todos a falar do Camões como se fossem antigos metodólogos do liceu Pedro Nunes sabem que Camões se dá na escola? E padre António Vieira?

«Vós, diz Jesus Senhor nosso, sois o sal da terra…» A gente que nos apascenta se não leu Vieira e Camões, para além da prescrição curricular, não leu nada. Camões denunciou o “paneleirismo” político de D. Sebastião, a tirania com que os putos nobres como ele e à volta dele infernizavam Lisboa. Conviria Sócrates ler EM TORNO DAS IDEIAS POLÍTICAS DE CAMÕES, de António Sérgio e, do mesmo, CAMÕES PANFLETÁRIO. Ali se fala abundantemente do descalabro moral promovido pelo socratismo grunho.
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Força nas canetas, Helena Matos! Essa gentinha pode saber escrever e explicar o que quer dizer em português correcto, com frases bem pontuadas e sem erros de concordância gritantes, mas a Helena é que os apanha!
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Satisfaça-me uma curiosidade: A Helena Matos costuma escrever nos comentários do Record? Acho que podíamos ser amigos!
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“É óbvio que a grande maioria não leu ou leu apenas o indispensával para fazer conversa social.”
claro, diria mesmo para que você pudesse exprimir essa opinião. em matéria de adivinhação a maya não ia tão longe.
“Aliás se tivessem lido mesmo tudo aquilo que dizem que leram saberiam que boa parte não vale grande coisa, que outra parte são obras razoáveis mas que como tantas outras dentro de alguns anos não interessarão ninguém.”
a história é feita pelos historiadores, estes é que dizem o que interessa às pessoas e representam a memória da humanidade. era o que faltava, daqui a uns anos o maralhal a recordar saramago e não se lembrar que tinha existido a mãe helena.
aproveite e leia sermões, em vez de andar por aí a sugerir que ninguém sabe quem é o padre.
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Olhe , esse post é uma das tretas pseudo intelectuais mais tristes.
Essa velha e triste mania da pseudo superioridade em relação a certos autores. Já vem das tertúlias do passado, algumas tinham graça , outras não.Essas da desvalorização do trabalho de Saramago, nunca tiveram nem graça nem distinção.Já inveja….
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normalmente limita-se a ser:
cul tura
ou
colt ura
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Ler, como viajar, é sempre uma experiência pessoal que pode não ter reflexo no uso da inteligência com que cada um vem equipado de nascença.
Há indivíduos muito lidos em literatura geral que nunca sairam da cepa torta da irrelevância intelectual, como há indivíduos viajadíssimos cujas deambulações pouco contribuiram para abrirem os olhos a realidades essenciais da vida. Exemplo? Mário S. Continua o mesmo atávico de ideias ultrapassadas e sempre emprestadas a outros autores como Jean Daniel.
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Ó cena básica #3, faça-me um favor e adicione-me como amigo no hi5.
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“…da inteligência com que cada um vem equipado de nascença.”
o teu caso é mais full extras e pouco motor por causa da fiscalidade. os v12 são raros e caramulados.
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No «SOL» de ontem, o Director, José António Saraiva, confessa, com uma candura comovente, que não leu «O Memorial do Convento» até ao fim…
É lá com ele.
Mas escusava de acrescentar que o «Ensaio sobre a Lucidez» é sobre o voto em branco! Não é. É sobre a abstenção, o que, mesmo quem não leu o livro até ao fim, fica a saber logo na 2ª página…
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ferreira: poupa o esforço da mobylette.
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Embora a literatura em muito propicie um salto intelectual,não o garante,e o inverso também é possível,creio que o mais importante é o espírito crítico,saber observar,ter uma educação com pilares bem cimentados,crescer com valores e princípios,isso sim são as bases para a vir a ser um indivíduo dito culto,o conhecimento pode ser transmitido por vários canais e é importante a forma como existe a capacidade de apreender,mas também de confrontar e distinguir.Agora se o ponto é,cada vez mais se perde essa indubitavelmente relevante via de leitura,ai concordo em absoluto.
Quanto á classe politica,nem há comentário a fazer,é notória a necessidade de no mínimo ler determinados nomes.
Agora um reparo á parte,se muita gente também lê-se a Bíblia ao invés de criticar por clubismo ou moda,ou simplesmente por birra, certamente faria menor figura de tolo,o problema é nos dias de hoje em existir uma panóplia gigantesca de Bíblias modificadas para melhor servir ás necessidades de diferentes indivíduos,o modernismo em acção.
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Helena, os ” Sousa Neto ” são eternos…
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#13
Na primária do ominoso “fassismo” era condenado a escrever cem vezes “autismo”…
Talvez assim aprendesse…
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Para a Helena..
Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores. Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falaccioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada – aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.
Séneca
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Quem somos, senão o que imperfeitamente
sabemos de um passado de vultos
mal recortados na neblina opaca,
imprecisos rostos mentidos nas páginas
antigas de tomos cujas palavras
não são, de certo, as proferidas,
ou reproduzem sequer actos e gestos
cometidos. Ergue-se a lâmina:
metal e terra conhecem o sangue
em fronteiras e destinos pouco
a pouco corrigidos na memória
indecifrável das areias.
A lápide, que nomeia, não descreve
e a história que o historia,
eco vário e distorcido, é já
diversa e a si própria se entretece
na mortalha de conjecturados perfis.
Amanhã seremos outros. Por ora
nada somos senão o imperfeito
limbo da legenda que seremos.
Rui Knopfli,
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O socialista está a esquecer-se do “Companheiros da Alegria”.
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Já Fernando Pessoa escrevia:
A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ela própria. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.
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“(…)Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.
Séneca”
Conclusão: A obra, tão venerada na Lisboa Jacobina, do Che-Saramago, não era um produto de uma pessoa sabia, segundo o Séneca…
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Cagando estava a dama mais formosa,
E nunca se viu cu de tanta alvura;
Porém o ver cagar a formosura
Mete nojo à vontade mais gulosa!
Ela a massa expulsou fedentinosa
Com algum custo, porque estava dura;
Uma carta d’amores de alimpadura
Serviu àquela parte malcheirosa:
Ora mandem à moça mais bonita
Um escrito d’amor que lisonjeiro
Afetos move, corações incita:
Para o ir ver servir de reposteiro
À porta, onde o fedor, e a trampa habita,
Do sombrio palácio do alcatreiro!
Bocage
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“Ora deixe-me, então… faz-se criança?
Olhe que eu grito, pela mãe chamando!”
Pois grite (então lhe digo, amarrotando
Saiote, que em baixá-lo irada cansa):
Na quente luta lhe desgrenho a trança
A anágua lhe levanto, e fumegando,
As estreitadas bimbas separando
Lhe arrimo o caralhão, que não se amansa:
Tanto a ser gíria, não gritava a bela:
Que a cada grito se escorvava a porra,
Fazendo-lhe do cu saltante pela!
— Há de pagar-me as mangações de borra,
Basta de cono, ponha o sesso à vela,
Que nele ir quero visitar Gomorra.
Bocage
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“Apre! não metas todo… Eu mais não posso…”
Assim Helena formosa me dizia;
— Não sou bárbaro (à moça eu respondia)
Brandamente verás como te coço:
“Ai! por Deus, não… não mais, que é grande! e grosso!”
Quem resistir ao seu falar podia
Meigamente o coninho lhe batia;
Ela diz “Ah meu bem! meu peito é vosso!”
O rebolar do cu (ah!) não te esqueça
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Ela em suspiros mil a ardência expressa:
Por te unir fazer muito ao meu umbigo;
Assim, assim… menina, mais depressa!…
Eu me venho… ai Jesus!… vem-te comigo!
Helena
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“Andam para aí todos a falar do Camões”, não. Não são “todos”. É o Chefe Máximo, himself, que o apresenta como patriotímetro oficial:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/06/pronto-e-oficial-o-ze-passou-se-de-vez.html
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Ó Helena, o seu “colega” CAA (acontece-nos cada desgraça na vida!) não só cortou todos os comentários ao penúltimo post que aqui deixou como, quanto ao último, voltou à “democrática” atitude de, pura e simplesmente, os cercear “in limine”. Isto num blogue que, precisamente, deve o seu êxito à participação livre dos leitores.
Claro que, de vez em quando, deverá haver um ou outro comentário a justificar tesoura. Mas, francamente, como é que os restantes colaboradores do Blasfémias convivem com as sucessivas tropelias do CAA?
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O homem é um ogre..o que esperavam de um seguidor dos métodos do Papa?
Têm sorte em não mandar jagunços da Ribeira para vos limpar o sebo como faz o outro…
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E tantos pseudo-intelectuais assim que para aí andam…
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“Claro que, de vez em quando, deverá haver um ou outro comentário a justificar tesoura.”
se fosse uma ou outra tesoura a justificar o comentário, talvez fosse entendível.
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De facto só um néscio seria capaz de enunciar o texto abaixo, equiparável a uma redacção digna da 2ª classe>:
«Mário Soares é um patriota, gosta de Camões. Eu gosto dos políticos que gostam de Camões. Eu gosto muito do doutor Mário Soares»
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eis o juramento de fidelidade e respeito ao pensamento do Che-Saramago…tantos Saramagos-CheChes…
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No P.S. não existem clivagens excepto num ponto: a Corrupção. Aí debatem-se 4 teses, a saber:
__1) Muito difícil de ser contrariada,
__2) Impossível de se lhe dar fim,
__3) Sempre houve, porque não agora?
__4) Inconstitucional, atentatória da Liberdade : então uma pessoa não tem o direito de enriquecer? Que importa ao Estado os meios para o conseguir?
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A ÁGUA
Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da rasca
tira o cheiro a bacalhau da lasca
que bebe o homem que bebe o cão
que lava a dona e o berbigão
Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho
Meus senhores aqui está a água
que rega as rosas e os manjericos
que lava o bidé, lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.
Bocage
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Vou comprar uns livros do saramago, ai 1 metro da prateleira, para não dizerem que afinal era um inculto, porque não tinha um livro do saramago! Abre nuncio, desde que o homem andou no Prec nunca mais podi com ele! Lembram-se aquela barracada que ele deu com os jornalists que i esperavam na saida de receber o premio? poucos se lembrarão, mas o tipo era mesmo ordinario!
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Eu acho que essas falhas são corrigíveis com o cheque-ensino, para dar às famílias a possibilidade de escolher. Já agora, hoje acabei de ler um livro sobre ciência e já li Homero e os ensaios do Frederico Lourenço. Sou culto ou tenho de ler mais?
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28, Anónimo
É evidente que não tenho qualquer culpa do facto de a sua capacidade de interpretar um texto ser tão limitada.
Aconselhar-lhe-ia as Novas Oportunidades, não se desse o caso de se tratar de mais uma fraude do pseudo-engenheiro…
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Saramago é um escritor sofrivel. Sei porque tentei ler alguns dos seus livros e cheguei à conclusão de que não se compara a autores contemporâneos como o Philip Roth ou o Don Delillo. Os únicos autores portugueses que tenho conseguido ler nos últimos anos são o Cardoso Pires e o Mário de Carvalho, que têm muito menor reconhecimento que Saramago, mas nem por isso deixam de dominar a língua portuguesa incomparavelmente melhor. Daí que sobre Saramago só tenha a dizer isto: escritor sofrível que teve um reconhecimento mundial muito para além dos seus talentos e que, nessa medida, sem particular mérito e com muita sorte, fez algum bem pela língua portuguesa. Quanto à pessoa em causa, detestável: quer enquanto director de jornal (do mais fascista / estalinista possível), quer como antipatriota cotumaz. Rest in peace.
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Os livros do autor em questão,são tão interessantes lidos da esquerda para a direita como da direita para a esquerda.
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Não sei poquê,
Mas tenho a impressão de que quando conhecer esta SENHORA Helena Matos, vamos darnos mal. Mas,
É uma maravilha o que ela escreve.
Paciência, são coisas da vida,….
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E agora, que tal este mimo de civilização e cultura?:
http://mentesdespertas.blogspot.com/2010/06/civilizacao-do-sec-xxi-islao.html
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É revelador que a maior parte, quase a totalidade dos comentários, não se refere ao primeiro parágrafo do post. De facto, considera-se “culto” quem fala de literatura, pintura ou música, mas se falar de Ciência em geral, diz-se que é um intelectual estranho e a maior parte das pessoas não distingue Newton de Paracelso. Não se trata de saber deduções matemáticas, fórmulas estranhas, trata- se de saber o que move o mundo, o que o faz progredir, o que polui, o que mata a biodiversidade, para aproveitar o que há de bom e evitar o que tem de mau.
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Portugueses não acreditam em estudar para subir na vida
Estudo mostra que crença na relação entre nível de escolarização e possibilidade de mobilidade social está cada vez mais fragilizada
http://www.diario.iol.pt/sociedade/estudar-mobilidade-social-portugueses-tvi24-ultimas-noticias-estudo/1173759-4071.html
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