O cainesianismo tuga quantificado
Em 2011, o governo pretende retirar cerca de 5000 milhões de euros à economia. Cerca de 3% do PIB. Ontem os deputados pediram que Sócrates quantificasse o efeito recessivo. Não respondeu. Depois de muita insistência lá disse que o governo mantém as previsões do PIB para 2011 que fez no início do ano. Implicitamente Sócrates admitiu que o impacto no PIB de uma despesa de 5000 milhões de euros é da ordem do erro das previsões do PIB. Este erro de previsão é habitualmente da ordem dos 0.5% (800 milhões de euros). Ou seja, por cada 5000 milhões de estímulo keynesiano o PIB cresce uns ridículos 800 milhões de euros. É necessário gastar 6 euros para que o PIB cresça 1 euro. E assim morre a mais recente encarnação do keynesianismo em Portugal. Morre com a confissão de que os políticos não sabem ao certo qual o impacto dos estímulos no PIB e com a admissão de que esse impacto é na melhor das hipóteses ridiculamente pequeno.

«É necessário gastar 6 euros para que o PIB cresça 1 euro» Joao Miranda
Pois. Mas compreenderá que o conceito ‘gastar’ em contas públicas não tem o mesmo significado que é normal atribuir aos ‘gastos’ do privado.
Se ‘gastar’ em contas públicas compreender estimulos fiscais ao empreendedorismo, investimento em projectos que reduzam importações, então aquela rubrica alavancará certamente a economia.
Mas se ‘gastar’ significa investimentos improdutivos, estimulos ao descanso, e fomento à proliferação de institutos e EP’s e fundações e Camaras Minicipais e Juntas de freguesia e vereadores e carros para a essa gente toda e ajudas de custo, então está tudo perdido.
Se gerir um país significa secar a economia, aumentando impostos ou retirando liquidez à ‘mão-invisivel’ através de de cortes salariais, então o melhor é prepararmo-nos para o pior. O produto vai descer e novas medidas adicionais vão ser necessárias.
O limite da violência das medidas é a própria morte. Quando a ‘mão-inisivel’ for cortada de vez, quando a capacidade e propensão para empreender estiver definitivamente acabada, será altura, talvez, de começarem a pensar que, afinal, é necessário empreender. Produzir valor acrescentado.
Em face do endividamento dom país (familias, bancos e empresas), o mais alto da europa, Portugal não tem qualquer hipotese de crescer sustentadamente. Não há dinheiro e a capacidade de endividamente acabou.
O melhor é tentar descobrir Petroleo ou outra cena qualquer valiosa. Já não vamos lá de outra forma. Restar-nos-á a esperança de sermos ‘absorvidos’ por um novo sistema europeu federal…
RB
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Esta obsessão anti-socrática começa a ter aspectos doentios do fanatismo de claque.
Uma bovinidade de sinal contrário.
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Esta obsessão filo-socrática começa a ter aspectos doentios do fanatismo de claque.
Uma bovinidade do mesmo sinal.
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Cuidado João que ainda vem aí o Galamba e dá-lhe pancada por mostrar que há muita gente que não sabe fazer as contas. É que, sabe, isso da Economia é tudo teoria e muito bonitinho e que para mexer no dinheiro dos outros basta sacar do cartão de crédito.
A conta? Que a pague quem fechar a porta.
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O Produto vai sempre descer, a não ser que 1/3 do dinheiro pedido emprestado a mais cada ano, 3% do PIB, não desse nem para aumentar 0,1% do PIB.
Depois de todo o mal que já fez o desastre Socialistta ainda resolvem destruir mais economia com mais impostos. A economia que funciona.
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Note que os valores em causa são 1/3 do que se tem de cortar. O Defice vai ter de ir a zero. Mais de 15 mil milhões para cortar. 9% do PIB.
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É assim a natureza das coisas.Era como se alguém esperasse fazer uma prova de atletismo, puxasse pelo crédito do corpo e depois julgasse que não tinha de restabelecer as forças e descansar.
Nós vamos ter de “descansar”…
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Explico o problema de Sócrates usando Almeida Santos como espoleta.
Sócrates é ignorante, Almeida Santos é mau homem. Sócrates não sabe a diferença entre Povo e País ou entre Estado e Nação, Almeida Santos sabe isso tudo, tim-tim por tim-tim mas a sua velhacaria e ganância levam-no a usar a ignorância do PM em seu benefício, como outros andam a fazer há muito, e nem é preciso explicar quem.
mas eu explico aqui a Sócrates recorrendo a uma metáfora avacalhada:
Povo é a carne e o sangue do animal, país é a sua pele transformada em malas de senhora por uma casa afamada e “fashion”, Estado é o uso que se dá à mala de senhora, Nação é a forma como se alimenta a vaca ou, no limite, a dignidade com que se sangra a vaca.
E se um dia Sócrates tiver oportunidade de perceber isto sozinho, porque aquela impetuosidade bem dirigida pode frutificar, atalhará caminho, caso contrário, não será mais que o bueiro por onde escorre o sangue do animal açougado por tipos como Almeida Santos.
Andou Sócrates a ler Gore Vidal, não é que lhe possa fazer mal, embora mal lido possa ser catastrófico, mas a solução é o senhor marcar férias para ler Agostinho da Silva e Vieira de forma competente. Creio que essa a melhor forma de a metáfora avacalhada ser entendida.
Porque o problema de Portugal, outra entidade que o PM não entendeu ainda, embora essa creio que jamais poderá perceber, não está na bandalheira da economia, está na distinção dos elementos que compôem a metáfora avacalhada: Povo-País-Nação-Estado.
Temo o pior.
Rita
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«É assim a natureza das coisas.Era como se alguém esperasse fazer uma prova de atletismo, puxasse pelo crédito do corpo e depois julgasse que não tinha de restabelecer as forças e descansar.» Luckyluck
Pois depende meu caro, depende.
Se puxar pelo crédito do corpo resultar numa massa muscular eficaz e pujante, certamente que ficará preparado para novos embates.
Se o endividamento tiver critérios sérios, assentes em projectos rentaveis e que promovam exportação ou reduzam importações, é muito bem-vindo… é o efeito de alavanca.
Agora endividou-se o país em areas insustentáveis:
1) Do lado do estado em obras sem qualquer retorno e que agravaram as importações. O restante foi aplicado numa maquina do regime incomportavel (nº de autarquias, juntas etc, EP’s etc).
2) Do lado dos privados, a banca financiou basicamente construção civil e consumo. Credito à habitação e aquisições de bens de consumo e serviços a crédito. Tais consumos agravaram novamente as importações.
A balança comercial do país é a chave para sairmos da crise. Reduzir importações ou torna-las mais caras, e aumentar valor acrescentado nas exportações. Não há outra forma.
Pode mexer no orçamento aqui e ali. Cortar salarios e pensoes e aumentar impostos. Nada disto resultará se não for acompanhado por medidas de pró-actividade economico-empresarial. É apenas um caminho para o empobrecimento lento e agoniante.
RB
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“A balança comercial do país é a chave para sairmos da crise. Reduzir importações ou torna-las mais caras, e aumentar valor acrescentado nas exportações. ”
Não não é, isso é mandar-nos para a pedra lascada. Qualquer actividade que se baseie na tecnologia ficaria mais cara.
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“os políticos não sabem ao certo qual o impacto dos estímulos no PIB e com a admissão de que esse impacto é na melhor das hipóteses ridiculamente pequeno”, visto que para eles isso não constitui qualquer problema. O PIB é uma variável macroeconómica, os seus modelos só funcionam com variáveis microeconómicas. Enfim, as contas que sabem fazer resumem-se às da gestão das suas mercearias que, creio, estão bem de saúde e recomendam-se.
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Se eu estiver a pensar no principal traficante de droga do país poderei empregar a expressão mau homem?
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E qual é a surpresa? O governo à um ano atras tb exigiu a redução de todos os serviços em 5% dos seus gastos, não se importou se era sequer possivel…na sua maioria o desperdicio será evidente, no entanto a verdade é que os cortes não podem ser cegos…o minimo de responsabilidade deve ter sido em conta…ou o defice é um cancro e vamos amputar pernas, braços ate o cancro acabar ou o corpo (pais).
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Eu explico, a configuração do estado Português tal como está é inviável.
No próximo Ano 2011 Portugal vai ter de pagar mais de 20 mil milhões de Euros de Dívida pois esta vence-se e caso ninguém lhe empreste dinheiro para a fazer rolar, não vai poder pedir emprestado para a pagar. Mesmo que aceitem, só o rolamento desta dívida será já à partida muito mais cara.
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Se o PSD deixar passar este orçamento será desastroso para a economia.
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O keynesianismo português cai por terra com a seguinte verdade: uma percentagem significativa do que gastamos vem de fora, logo, injectar dinheiro na economia, que servirá fundamentalmente para consumo, sairá directinho para fora!!!
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