O falhanço da opinião pública – João Marcelino
João Marcelino escreve hoje um artigo de opinião muito duro. Diz coisas como “Os governos que nos trouxeram até aqui, engordando o Estado, promovendo o despesismo, empregando os beneficiários da “cunha”, doando contratos leoninos aos amigalhaços, aplicando mal os impostos crescentes, contaram com a cumplicidade da sociedade portuguesa.” ou como “Saber navegar de acordo com os interesses tácticos de conjuntura está longe de ser uma qualidade, é quanto muito uma habilidade – e esta pode ser às vezes muito nociva.”
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Mas o que dizia João Marcelino há um ano? Escrevia artigos sobre o problema da dívida e da insustentabilidade do Estado? Denunciava políticos mentirosos? Centrava os seus artigos de opinião no problema da dívida? Identificou claramente o candidato a PM que tinha razão na questão das contas públicas? Nada disso. Os artigos de João Marcelino de Setembro de 2009 centram-se na habilidade dos candidatos e na sua avaliação numa perspectiva lúdico-desportiva.
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Nesses artigos lêem-se coisas deste género:
– se tudo se decidisse no pequeno ecrã, José Sócrates não seria o favorito a ganhar estas eleições, como atrás escrevi. Já estaria condenado no tribunal da televisão. Como constatamos, ele resistiu. Quer isto dizer que a cidadania, afinal, existe. Devemos dar graças a isso. (link)
-Nos jogos equilibrados, os pormenores podem fazer a diferença. José Sócrates preparou-se melhor e, no debate em que precisava de não perder, ganhou claramente ao desviar a atenção da realidade concreta do País no final dos seus quatro anos de mandato para um aspecto do programa do Bloco que embaraçou e surpreendeu Francisco Louçã, conseguindo o objectivo de o classificar como um porta-voz de ideias radicais que ajudariam a destruir (ainda mais) a classe média. (link)
-Francisco Louçã tem muitos debates na ponta da língua. Manuela Ferreira Leite (MFL), apesar da experiência política, ainda está a fazer a rodagem destes shows para eleitor ver. Daí resultou que Louçã ganhou predominância frente à câmara, com quem ele tem uma relação bastante privilegiada.(link)
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Para alem destes artigos que nada diziam sobre o problema da dívida, João Marcelino dedicou-se nas semanas que precederam as eleições a explorar o caso das escutas de Belém. Não coibiu de aparecer várias vezes na TV, em debates e entrevistas, num papel que favorecia José Sócrates e prejudicava Manuela Ferreira Leite, a única que fez uma campanha focada no problema da dívida.

Marcelino, só conheço o do pão e vinho.
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Os ratos são os primeiros a abandonar um navio que se afunda…
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Começa a ser o mesmo discurso das vestais horrorizadas que rasgaram as vestes quando Barroso falou no país da tanga: “Nós não sabíamos!”
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Logo o Marcelino…
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Mas quem concorria contra o quase-engenheiro não era a senhora que vendeu a rede pública de telecomunicações à PT por uma ninharia, para maquilhar o orçamento? Estávamos bem servidos com a alternativa, também…
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E, já agora, como Marcelino fala em “beneficiários da cunha” e em “amigalhaços”, poderá ele explicar como chegou a director do Diário de Notícias?
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O Marcelino que chamou saloios e provincianos a quem defendia a suspenção imediata do TGV! lol
tal como o Passos Coelho, chamou, na mesma altura, aos que estavam contra o TGV quando expôs aos portugueses a sua visão economica do país, um Cluster em Portugal para o TGV!!! um cluster!!??
(…). A discussão sobre o TGV é saloia e oportunista. Quem anda pelo mundo não tem dúvidas de que esta obra tem de se fazer, e já. É importante para o País e para o espaço comum a que pertencemos, como a União Europeia, que nos pagou a maior parte das nossas grandes obras nas últimas décadas, nos lembra e lembrará. Portugal precisa de duas ligações de alta velocidade, uma a partir de Lisboa e outra do Porto (via Vigo) para a Europa. Só não as fará, e eu acredito que obviamente até o PSD as fará, com mais ou menos demora, se a sociedade nacional se exceder no provincianismo, na baixa política e no contabilismo mais miserabilista. “- Marcelino Socretino Passista
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1267677&seccao=Jo%E3o%20Marcelino&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
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Sobre o debate
“Francisco Louçã tem muitos debates na ponta da língua. Manuela Ferreira Leite (MFL), apesar da experiência política, ainda está a fazer a rodagem destes shows para eleitor ver. Daí resultou que Louçã ganhou predominância frente à câmara, com quem ele tem uma relação bastante privilegiada.” – João Marcelino
http://www.youtube.com/watch?v=1SnXbl4YR9Q
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Para sabermos do que estamos a falar:
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http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&language=en&pcode=tsieb090&plugin=1
Portugal – Dívida pública (%PIB)
1995 – 61,0
2007 – 63,6
2008 – 66,3
2009 – 76,8
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http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&language=en&pcode=tec00023&plugin=1
Despesa pública – Portugal (%PIB)
1998 – 47,3
2008 – 46,9
2009 – 50,7
–
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&language=en&pcode=tec00021&plugin=1
Portugal – Carga fiscal (%PIB)
1998 – 39,4
2009 – 41,6
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25 de Agosto de 2009
“O antigo Presidente da República critica a atitude de Manuela Ferreira Leite na entrevista que deu à RTP1 na semana passada, em que chamou mentiroso a José Sócrates, “um termo pouco próprio num debate democrático entre adversários políticos” e, acrescenta, “com um olhar de mazinha ao canto do olho que me surpreendeu…”.
Mário Soares continua as críticas à líder do PSD, dizendo que Ferreira Leite “não disse nada de jeito” sobre “cultura, educação, ciência, ambiente, Europa, justiça, administração, Segurança Social, luta contra a criminalidade, defesa, luta contra o terrorismo, imigração, política no sentido mais estrito, relações partidárias, reforço da democracia”.
Soares questiona ainda se a líder do PSD terá concedido a entrevista à RTP1 “apenas para se mostrar no seu encantador new look” e ironiza: “Nesse aspecto, aceito que, dentro do possível, não tenha estado mal.”
Para Mário Soares, a entrevista “foi uma verdadeira ocasião perdida”.—Diario de Noticias
2 de Setembro de 2010, este animal tambem não pede desculpas!!!!!
“É preciso atingir algumas coisas do Estado Social até ultrapassarmos a questão. Não basta vir para a rua dizer que é preciso aumentar os salários dos desempregados. Eu também vinha, mas depois de onde vem o dinheiro para pagar? Se não resolvessemos o défice imenso que temos e o endividamento externo nós caíamos a pique”- Mario Soares ( Publico )
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o bicho vai ficar sem anúncios
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Excelente post, João Miranda.
Será que os ratos estão a abandonar o convés?
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O Sr. Marcelino entrou em modo de autocrítica.
É bom sinal, quer dizer que o regime do admirável líder está nas últimas.
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Esse Marcelino, se tivesse uma nesga de vergonha na cara, calava-se que nem um rasto e procurava outras paragens…
Porventura não foi ele que, às ordens do “amigo Joaquim”, se firmou como um dos maiores propagandistas do falso engenheiro?
Não foi ele que, num dos mais vergonhosos momentos da história do jornalismo português, estampou na primeira página do seu jornal – o triste DN – correspondência trocada entre dois jornalistas de outro diário, ilicitamente obtida com o manifesto fim de enxovalhar o Presidente da República e daí tirar dividendos favoráveis ao referido falso engenheiro?
Os profissionais sérios – que ainda os há no DN – nada têm a dizer sobre a manifestação de cobardia que representa o editorial de hoje?
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“Os governos que nos trouxeram até aqui, engordando o Estado, promovendo o despesismo, empregando os beneficiários da “cunha”, doando contratos leoninos aos amigalhaços, aplicando mal os impostos crescentes, contaram com a cumplicidade da sociedade portuguesa.
O Estado que temos, e o estado a que chegámos (mesmo na produtividade do sector privado), foi sendo construído com a acordo tácito de uma parte significativa dos cidadãos. ”
Isto que acima foi escrito pelo Marcelino (sem vergonha nenhuma), pode e é capaz de ser verdade, mas que autoridade moral tem ele para escrever o referido, sem mencionar que o maior cúmplice foi a quase totalidade da nossa Comunicação Social que construiu o mito Sócrates (gigante com pés de barro), Comunicação Social essa de que Marcelino era (ainda é?) o expoente máximo?
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Este marcelino é o paradigma do lambe-botas.
Agora que o dono muda já não conhece quem lhe deu de comer.
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Temos que nos congraturar: o Marcelino aproxima-se do campo da verdade e da honestidade. Se vem atrás do Engenheiro ou se o precede, isso é um desejo impossível.
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Tric: mais um cretino-só.
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Nem mais, os Ratos abandonam o barco.
Jornalismo.Monocultura de Esquerda, dos maiores responsáveis pelo estado do País. Todos eles tiveram mais dores por causa do Aquecimento Global-nada sobre o Endividamento Global ou do seu próprio País- Quase todos acharam muita graça a “Há mais vida para além do defice.”
Todos eles dedicaram primeiras páginas sucessivas ao futebol, O Euro 2004 dos Estádios para Implodir foi por eles aplaudido.
Todos mentiram descaradamente e ainda mentem hoje enganando as pessoas que não sabem que é preciso cortar 15 mil milhões de Euros.
Salvou-se o programa com Medina Carreira.
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E ratos de esgoto de que estavam à espera?
Ainda se vai tornar um severo “atacante ” do Sócrates este rapaz.
Tem futuro neste país à berdamerda plantado
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“Isto que acima foi escrito pelo Marcelino (sem vergonha nenhuma), pode e é capaz de ser verdade,”
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Marcelino dedica-se a enganar as pessoas e se calhar a si próprio sobre o que é o País. O Despesismo parte do problema não é o essencial. Ele não diz o Principal: as pessoas concordaram porque foram compradas com mais Empregos no Estado,Salários e Pensões, “Educação Publica ” e “SNS”
que cumulativamente custam mais do que aquilo que produzimos.
Coisas que os Jornalistas aplaudiram de pé sempre.
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Veja-se como os Jornalistas empregam a palavra Gratuitidade sempre que qualquer serviço é pago pelos Impostos ou pelo Aumento Dívida.
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A economia não produz o suficiente para tal.
E os incentivos que o Estado e Cultura Socialiista cria na sociedade asseguram que nunca produzirá.
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Sejamos comedidos: Marcelino é um sabujo arrependido?
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É muito significativo que o Marcelino, um dos moços de recados da conexão mafia da olivedesportos-corrupção socratina, tenha escrito esse editorial.
Algo está a correr mal nessa aliança…
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Esse editorial da autoria de um dos grandes expoentes da pandilha de apaniguados jornaleiros do regime, Marcelino o boy de serviço – colocando quase um tom de embevecimento parolo quando falava da criatura (mas convicto e pesporrente nas suas opiniões sobre as virtudes e superioridade das políticas do seu Estadista gémeo) – é de ir às lágrimas e logo a seguir ao vómito, tal o choque com a coerência e o estilo encomiástico servil com que deturpou e manipulou, na tribuna maior de um grande jornal, a realidade política ao serviço de um ignóbil servilismo. Não merecia o lugar e distinção que ocupava e contribuiu decididamente para afundar ainda mais a credibilidade de um Jornal distinto. Não faz, não fará, nem nunca fez falta como director do DN. Um idiota-útil que há muito que devia ter abandonado o cargo.
PS – Mas há por lá outros e outras do género lambe-bota que ainda não abriram os olhitos .
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