“Tendo em conta que o desemprego atingiu 10,1% na Zona euro (o mais alto desde a criação do euro) e que a inflação (devidamente expurgada daqueles bens que têm uma elevada volatilidade e que, por isso, não deviam entrar nestes cálculos) é, hoje, um risco bem menor do que a deflação, o juízo de Ferreira Leite é, no mínimo, discutível.”
Devo ser do tempo da “outra senhora”, pois sei que este tipo de bens são precisamente aqueles que mais pensam nos custos mensais dos mais pobres e que devem entrar no seu cálculo.
Ele como se arma em chico-esperto da academia até poderia dizer: deviamos excluir a volatilidade do cálculo, mas não excluir os bens do cáculo.
É por isso que isto não é ciência económica. Nem sequer é Ciência. É quanto muito, filosofia política.
É por isso que que o descrédito dos economistas é cada vez maior. lolololololol
Venha daí o meu bagaço, que hoje estou com bastante sede. eheheeheheheheh
O mais triste disto tudo é que, hoje, esta gente vive num mundo artifcial, cheio de fórmulas e fórmulazinhas, dentro dos seus modelos económicos e matemáticos, quando estão mesmo desfocados da realidade.
Um interessante artigo que vale a pena ler:
“The Boiling Frog: Effects of QE2 On The Bottom 80% of the U.S. Population”
E vale a pena ler aquilo que lá vem, pois interessa a todos nós, não apenas americanos.
Como este gráfico:
Na prática, os governos americanos, desde pelo menos o Reagan, que andam a enganar os cidadãos. Como? No cálculo da inflação, usando malabarismos para esconder um aumento cada vez maior do custo de vida do cidadão normal.
A coisa é tão escandalosa, que usando métricas dos anos 80, a inflação americana está bastante subavaliada. E, claro, isto interessa ao Estado, pois arrecada muitos mais impostos, mas penaliza o cidadão comum, com o seu nível de vida em forte queda. E, claro, hoje mais de 43 milhões de americanos comem da “sopa dos pobres”, se querem sobreviver.
Mas aconselho os Galambas deste mundo que meditem naquele gráficozinho, pois é mesmo necessário que esta gente se deixe de ilusionismos e passem a viver como o comum dos mortais.
Como a besta não vai publicar o comentário, fica aqui:
Como é que um deputado pode ser um tão grande ignorante, como tu?????
Dizes barbaridades destas para manteres um tacho pago por quem passa dificuldades e não tens vergonha?????
Já se sabe que este país está entregue a canalhas, corruptos e incompetentes sem vergonha na cara que nem se dão ao trabalho de disfarçar o que são,mas não deixa de ser revoltante constatá-lo.
Aquilo de que precisas é de viver do exclusivo fruto que o teu trabalho render. Palhaço!
O que me admira nestes tipos de pessoas, é o completo descontrolo sobre a sua percepção da realidade. Mais ainda, quando vivem num mundo de ilusões.
Vejamos o que é surpreendente nas próprias próprias palavras do Galamba:
“a inflação (devidamente expurgada daqueles bens que têm uma elevada volatilidade e que, por isso, não deviam entrar nestes cálculos) é, hoje, um risco bem menor do que a deflação, o juízo de Ferreira Leite é, no mínimo, discutível.”
Porquê que o risco é menor, afinal? Por causa do mito da Curva de Philips? Por causa do crescimento do crédito na Zona €uro que é relativamente baixo?
O mais estranho é isto. Porquê que uma taxa de inflação de 1,8% em Setembro, depois de ser em 1,6% em Agosto e agora as estimativas para Outubro são de 1,9% não têm perigo, mas a deflação?
Vamos supor que tinhamos quedas de preços como no Japão? Será isto mesmo preocupante, pois vivem sob deflação? Será que a taxa de desemprego no Japão é maior que na Europa? Será que o nível de vida dos mais pobres é pior hoje que há 10 anos atrás?
E por fim a questão nuclear: porquê que uma taxa de inflação na casa dos 2% se considera vivermos sob estabilidade de preços e uma queda de 2% já é asssustador e preocupante? Não deveriamos considerar esta assimetria basicamente estabilidade de preços?
O que me surpreende neste tipo de pensamento até isto. No fundo esta gente defende o sector financeiro e nunca leram com cuidado o próprio Minsky. É por isso que me rio, quando se armam em catedráticos da “Ciência económico”. É só vómitos. lololololololol
Percebe mais de ciência económica a minha sopeira que estes doutores da mula ruça. lolololololol
E há alguns que até fazem quessão de invocar a sua autoridade, com os seus títulos académicos, que muitas vezes só servem para substituir o papel higiénico, quando nos esquecemos de o comprar. ahaahahhahhahhahh
Eu acho que vós fazeis de propósito. O Galamba está inteiramente correcto na sua análise e as bestas que apenas leram aquele trecho e já fizeram a sua “análise” do carácter do Galamba que ganhem juízo, cresçam e apareçam. É inteiramente verdade que se trata de uma decisão política, que tem consequências económicas e sociais. Há quem, se calha, acha que a inflação é mais preocupante do que o desemprego, e há quem ache o contrário, e depois discute-se quem tem ou não razão. Que aqui se desça a este nível boçal como se o Galamba não estivesse “memo a ver” que imprimir dinheiro causa inflação é imbecil e torpe. Porra, aprendam a discutir como se fossem adultos, vão ver se tentarem até conseguem. Mas que porra!
A mulher do Rogoff fez interessantes estudos sobre o preço das matérias-primas, de registos que se considera relativamente fiáveis.
Uma das conclusões que chegamos é que os preços reais das matérias-primas cairam no período anterior em 170 anos, ao ano 2000.
Mas se os preços reais cairam, e não se saiba muito bem explicar o fenómeno, senão através dos progressos científicos e até do chamado crescimento global, porquê que se considera a deflação de 0,5% ou até mesmo 2% muito preocupante? O que é preocupante é que os progressos na produção e na produtividade não beneficiem os mais pobres como deviam. Mas antes o sector financeiro, os detentores do capital e o próprio Estado.
Nos últimos 7 anos, o Japão tem estas taxas de deflação:
Então esta famosa deflação que preocupa esta gente? O nível de vida dos mais pobres caiu no Japão? A taxa de desemprego é muito alta?
Se se preocupassem com taxas de deflação na casa dos 5% ou até mais, aindo se admite o medo do papão da deflação. Mas taxas destas mete medo a esta gente? Porquê? Quando a inflação é o imposto mais injusto que existe? Já que retira poder de compra aos mais pobres beneficiando os mais ricos e o próprio Estado?
Deviam era voltar à escolinha do prof. Raimundo e admirar as belas pernas de algumas catraias, isso sim.
“É inteiramente verdade que se trata de uma decisão política, que tem consequências económicas e sociais.”
Por isso aquilo não é ciência económica mas apenas ideologia política. Porque ele é que invocou a ciência económica e espetou-se logo ao comprido. lololololololol
Vinda, tal conclusão, dum deputado do partido do governo, confirma a competência da criatura e em que “mãos” está o país entregue na ARepública…
(“Fantástico, Mike !”)
João Galamba tem razão quando diz que «o ‘dinheiro’ não é um recurso escasso». De facto, como o ‘dinheiro’ é hoje fabricado digitalmente já nem as impressoras e o respectivo papel constituem um limite físico à sua produção.
O que João Galamba e qualquer pessoa sã de espírito deveria pensar é que o dinheiro caído do céu (seja a através do BCE, seja da FED ou outro qualquer banco central, como o do Zimbabwe) é demasiado bom para ser verdadeiro.
Ora, como o Anti-Comuna atrás assinalou, o suposto trade-off entre desemprego e inflacção (curva de Philips) há muito foi demonstrado ser uma falácia (Friedman). Por outro lado, a mensuração do fenómeno inflacção, é altamente disputada. Veja-se, por exemplo, no Shadow Government Statistics como a uma inflacção ‘oficial’ inferior a 2% haja quem dispute que a taxa real ande pelos 8%!
Não há milagres, por muito que a imaterialidade do ‘dinheiro’ custe perto de zero a ‘produzir’. Por alguma razão o preço do ouro já passou os 1400 dólares a onça quando, há cinco anos atrás, estava abaixo dos 500 dólares (ver, por exemplo, aqui a evolução do seu preço ao longo dos últimos cinco anos).
Como na América, onde, ao lado, por baixo ou por cima, com a rotativa de impressão, intermitente, ao máximo, e mais não é socialista, há sempre uma reserva de dinheiro. Papel que baste às necessidades.
O dinheiro é um recurso escasso e deixa-o de o ser quando não é escasso. É essa a essência do dinheiro.
E o dinheiro é um fenomeno puramente de mercado logo não há dinheiro nenhum imposto pelo Estado que sobreviva verdadeiramente como dinheiro, como o Zimabwe o demonstra recentemente.
Podem inventar o que quiserem. O dinheiro é um bem escasso e é essa escassez que o transforma em dinheiro.
Na Venezuela o dólar é usado em simultâneo com o peso. Porquê? Porque a não existência de uma escassez a par de uma confiança no peso e na sua escassez, faz com que as leis pouco impeçam o uso do dólar. (E até já há quem use o euro mas só em determinados círculos.)
É por isso que se ouve falar muito em “merado negro”. É a lei que não serve, mesmo que imposta pela força do Estado.
E é por isso, também, que os goldbugs também enformam do mesmo erro. Confundem reserva de valor com dinheiro.
Entretanto, há neste momento “ferro e fogo” numa manif em Londres ! — via CNN.
Por cá, os tugas lamentam-se com o vizinho do lado, ou desferem a raiva (só) no JJesus.
Na verdade, o dinheiro não é um bem escasso,
se não que um excedente infinito, criado e reproduzido,
mais ainda do que deus faz, a partir de nada. http://video.yahoo.com/watch/3661140/10078243
Acontece, entretanto, que na manigância, os políticos e a banca, como uns agiotas, aproveitam para nos sujeitarem a pagar em género o quanto acordarem, mais e mais, sempre, se nunca se cansam.
“Na verdade, o dinheiro não é um bem escasso,
se não que um excedente infinito, criado e reproduzido,
mais ainda do que deus faz, a partir de nada.”
Se não é escasso e é infinito, porque os governos não o imprimem para pagar as suas contas, ad aeternum?
E porquê que as pessoas abandonam a troca e as actividades comerciais com determinadas moedas?
Porquê que no Zimbabwe, mesmo sob a força da lei, eles não negociavam entre si produtos de mero conusmo, como leite ou carne, com o suposto dinheiro do Estado?
O dinheiro é um fenómeno puramente de mercado. Que só aceita o o chamado dinheiro fiducicário sob determinadas condições e a primeira delas, é a sua escassez.
É o mercado, é o mercado, é o mercado que escolhe o dinheiro, não os Estados. Ou as leis.
A Inflação foi sempre o truque da Esquerda e não só- olhe-se para a América Latina e Portugal – para continuar a corromper. Eu faço este projecto, não consigo pagá-lo, imprimo dinheiro, inflação chega e o povo paga os projectos com inflacção.
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Os milhões de pessoas no Brasil que saíram da pobreza deve-se ao controlo da inflação com a Lei de Responsabilidade Fiscal de FHC.
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No Ocidente acabou na Alemanha nos anos 70 e nos EUA e Inglaterra nos anos 80.
Agora parece que querem voltar à inflação quer o FED quer o BoE.
“Todos nós pagamos por tudo o que usamos/o sistema é antigo e não poupa ninguém/ somos todos escravos do que precisamos/ reduz as necessidades se queres passar bem”
Jorge Palma
Dá-se mais que o nosso entendimento se entrava à verosimilhança de a cada crédito ou débito associarmos a materialidade papel opu moeda que identifica o dinheiro, quando, mais vezes, ele não passa de virtualidade, num jogo de faz-de-conta.
Daí a oscilação dos juros, estimada a capacidade de um jogador ir a jogo ou já não o poder fazer, se, perdida a confiança, lhe escassear a fazenda.
Ao contrário do dinheiro, virtual, sem base mais que o bluff bem feito ou confiança no parceiro.
anti-comuna
Posted 10 Novembro, 2010 at 14:10 | Permalink
Muito bem.
Assim dá gosto.
Os seus lençois sobre economia finanças e prognósticos sao do melhor que há.
É Medina carreira em versão blog.
Quando um dia o senhor for Ministro das Finaças vamos ter pena de o perder a escrever mas a felicidade do o ver fazer.
Boa sorte.
O dinheiro não é um bem escasso, por oposição o seu efeito placebo é…… se as pessoas não acreditarem que ele é escasso não lhe atribuem valor…..
Muitas vezes leio os posts do Galamba e penso que o Sr. é muito fraquinho… eu sou um economista muito fraco tecnicamente e não consigo dizer metade das asneiras que esse senhor consegue, por isso é que ele está onde está e eu onde estou…..
Devido ao Euro Portugal não pode usar com tanta liberdade os déficits públicos para criar emprego, a menos que o estado invista em projectos reprodutivos que exportem ou que substituam importações ou ainda que não aumentem as importações.
Mas não é impossivel redirecionar a despesa pública para a criação de emprego.
Andam por aqui uns Dias e outros (so)cretinos que se permitem botar sentenças em matéria que de todo desconhecem.
Pensam talvez que, com isso, ajudam à perpetuação do falso engenheiro no poder, com direito a continuarem a ser capachos do dito.
Estão, porém, enganados. Mais cedo do que supõem, os seus amados galambinhas e aparentados vão perder os tachos e lavar escadas, única tarefa para que estão academicamente habilitados….
estamos mesmo entregues aos bichos! eu não sei se como está a chegar a hora da verdade e para não serem julgados e condenados eles começam a dizer tolices para serem inimputáveis ih ih só pode .
Luís Dias e JFP subscrevo inteiramente o que escreveram. Há aqui um conjunto de imbecis que não sabem do que falam! Armadilha de liquidez é um conceito que não lhes dirá nada! Alertas de inflação é como gritar fogo na arca de noé.
Já se começa a notar o corte orçamental no IDT. O galamba não tomou a dose habitual e é o que se vê. A merda é ele ser quem é, e os custos que isso representa para nós. É portugal, já estamos habituados. Que se junte ao Alegre e vocifere contra os mercados também.
João, estes são os losers do mundo, não vale a pena dar-lhes tanta atenção….. o que acha..? Só mesmo se não tiver nenhum, mas mais nenhum assunto que falar, …tá bem?
“Há aqui um conjunto de imbecis que não sabem do que falam! Armadilha de liquidez é um conceito que não lhes dirá nada! Alertas de inflação é como gritar fogo na arca de noé.”
Aqui o imbecil diz-lhe que outro imbecil, actualmente na Reserva Federal, diz que de helicópetro evita essa coisa da armadilha da liquidez.
Como sou imbecil, também lhe digo, que não é por gritar tantas vezes deflação, que se evita essa mesma armadilha da liquidez.
Aqui o imbecil até diz, que tanto querem imprimir dinheiro, que podem mesmo cair nessa tal armadilha. Mas há imbecis que continuam crentes que com uma simples impressora evitarão tal armdadilha. lololololololol
Pois é, Insurrecto, o mal é a escumalha, que é sempre a dos outros.
E eu não vi rótulo ao peito dos arruaceiros, mas, certo, que eram portistas, esquerdistas e/ou comunistas, do Norte, que não gente nobre, à direita, sequer benfiquistas e nem de Lisboa.
Como resolver o problema bicudo da perda de poder dos USA? Uma guerra!
“I ask the opening question from the above perspective. Do we need another world war to breathe new life and power into current or new international financial institutions- solving problems currently deemed intractable?
Barring a new enlightened faith in the virtues of international cooperation by top policy makers, and given the pressing need to apportion financial losses accruing from, inter alia, unprofitable international investments, the answer may be yes.
O texto vale a pena ler. No fundo é a mesma coisa que admitir: quando novos impérios desejam disputar a hegemonia do líder ou o líder sente-se ameaçado pelo surgimento de novos rivais fortes…. As guerras acontecem.
Aliás, vai chegar o dia em que a guerra servirá de argumento contra a dita crise económica e contra a dita ameaça da deflação ou armadilha da liquidez. Dirão assim: foi a Segunda Guerra Mundial que acabou com a Grande Depressão, pois gerou uma procura maior por parte do sector da Defesa.
Em Portugal também surgirão os paladinos destas teses, “neokeynesianas”.
Este avanço da ciência económica deve-se ao grande R.Mugabe que demonstrou que se pode fazer dinheiro com fartura e pagar as contas assim.
Até agora a humanidade cega pela sua ignorância julgava que era necessário trabalhar, investir e poupar para obter meios de subsistência.
Deve-se ao grande economista-deputado a revelação aos portugueses desta nova forma de viver e o engº já está a pensar na melhor forma de produzir e exportar com fartura a inovação.
Vamos inundar o mundo com dólares, euros, reais, kwanzas, tudo o que se quiser e tudo made in Portugal, desmaterializado, electrónico e em banda larga.
É o Portugal tecnológico a equilibrar o défice externo e a pagar a dívida.
O dinheiro o vil que já não é metal:
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A razão do sistema financeiro entrar ciclicamente em falência, com ondas periódicas de depressão como a actual, não se deve à banca e ao crédito mas à própria natureza do dinheiro.
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Na adolescência económica olhávamos o dinheiro como uma ‘coisa’. Algo independente da relação que facilitava. Mas hoje não há prata ou ouro a sustentar o dinheiro. Em vez disso o dinheiro é criado pelos Bancos que o emprestam à Economia. Virtualmente mais dinheiro é originado hoje como crédito, ou débito, que são simples acordos legais para pagar no futuro.
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O conceito dinheiro-como-uma-commodity vem dos tempos do uso de moedas feitas de metais preciosos. O ouro é reclamado como o dinheiro mais antigo e estável. Actualmente não é verdade.
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Mas o dinheiro não começou com moedas de ouro evoluindo para um sistema contabilistico sofisticado.
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Foi ao contrário: começou como um sistema contabilistico e evoluiu para uso de moedas de metais preciosos.
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O dinheiro como ‘unidade de contabilidade’ (parcelas de ‘Deve’ e ‘Haver’) antecipou o dinheiro como um ‘store of value’ (uma ‘commodity’ ou ‘coisa’) durante dois milénios. Nos Sumérios e Egípcios estas entradas contabilisticas num sistema de pagamentos duraram não séculos (como nas civilizações que usaram o ouro) mas milhares de anos. Estes sistemas parecidos com bancos eram sistemas públicos operados pelos Governos do mesmo modo que os Tribunais, Bibliotecas e Correios são hoje operados como serviços públicos.
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No sistema de pagamentos Sumério às mercadorias era dado um valor em termos de importância e mediam-se nesta unidade uns relativamente aos outros. Essa unidade era o ‘SHEKEL’, algo que originalmente não era uma moeda mas uma unidade de valor. Shekel significava cevada o que sugere que a unidade original de valor correspondia a um grão. Assim tantos shekels de cereal correspondiam a tantas vacas igual a tantos shekels de prata etc. Os preços da maioria das ‘commodities’ eram fixados pelo Governo. Hammurabi, rei babilónio, tem tábuas detalhadas disto. O juro era também fixo e invariável fazendo a vida Económica muito previsível.
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.Os grãos era armazenados em celeiros que serviam como uma espécie de ‘Banco’. Mas os cereais eram perecíveis. Assim a prata (ou ouro) tornou-se eventualmente o padrão representando somas de ‘Deve’ e ‘Haver’. Um agricultor ia ao mercado e trocava os seus bens perecíveis por bocados de prata. Usava esta etiqueta de crédito para outras mercadorias que necessitava. Era uma simples etiqueta dum direito futuro para mercadorias. Eventualmente, as etiquetas de prata (ou ouro) tornaram-se etiquetas de madeira que se tornaram etiquetas de papel que se tornaram actualmente em etiquetas electrónicas.
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O problema do ouro é que não se podia expandir para responder à expansão da Economia e Emprego. Comércio, Industria, Emprego, Negócios, Artes e Ofícios.
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O avanço revolucionário dos banqueiros medievais foi a criação do dinheiro flexível que respondeu à vigorosa expansão dos negócios mercantis. Fizeram isto através do Crédito autorizando descobertos nas contas dos seus depositantes sob uma teoria a que chamaram a ‘FRACTIONAL RESERVE BANKING” pela qual os banqueiros emitiam recibos chamados notas bancárias para mais ouro do que tinham nos cofres. Os seus clientes podiam navegar pelos mares com as suas mercadorias, equipamentos e tripulações regressando com prata e ouro para pagar aos Bancos que actualizavam os seus balanços contabilisticos.
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Tudo papel, virtual, apenas livros e emissão de novo papel-moeda do ‘nada’ (thin air money).
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O crédito começou a ter enorme procura e rapidamente expandiu a Economia; mas porque era baseado na presunção que o dinheiro era uma ‘coisa’ (ouro) os banqueiros tinham de se meter num jogo aventureiro que periodicamente os metia em falências. Eles jogavam com o acaso de casino: a maioria dos seus clientes não vinham buscar o seu ouro ao mesmo tempo. Mas quando isso acontecia a Economia mergulhava em DEPRESSÃO. Ciclos Kondratieff.
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Hoje o dinheiro não é reversível pelos Bancos em ouro. Mas ainda é percebido como uma ‘coisa’ que tem de estar lá antes de se dar crédito.
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Os Bancos ainda estão comprometidos na criação do novo dinheiro avançando com crédito bancário que se transforma num deposito contabilistico na conta de quem pede emprestado ao banco transformando-se em dinheiro ‘livro de cheques’ ou ‘cartão multibanco’.
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Para estes cheques emitidos terem ‘clear’ os bancos têm de ‘pedir emprestado’ a uma pool de clientes, os depositantes de dinheiro nesse banco. Se não têm depósitos suficientes os Bancos têm de pedir dinheiro emprestado aos mercados financeiros ou a outros bancos. Por aqui, os bancos sacam dinheiro barato e devolvem-no como dinheiro mais caro, se o devolverem.
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O sistema bancário falhou no seu fim principal: actuar como uma máquina de emprestar dinheiro à Economia Real e em vez disso transformou-se numa maquina de pedir dinheiro emprestado aos Mercados Financeiros.
,
Os Mercados Financeiros são o ‘sistema bancário sombra’ onde grandes investidores institucionais parqueiam os seus fundos.
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Este sistema permite aos bancos contornar os requisitos legais de Capital e Reservas tirando os prejuízos dos seus livros de contabilidade.
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Os grandes investidores institucionais usam o ‘sistema bancário sombra’ porque na banca convencional só há Garantia dos Depósitos até um certo montante em caso de falência do Banco. É o ‘Fractional Banking System’. Daqui resulta matematicamente impossível esta pirâmide de Ponzi que é a fruta estragada para o desabamento sistémico.
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È o por exemplo o caso actual de Portugal, ou mesmo do Euro ou do Dollar. Na China dada a natureza nacionalizada da Banca o problema está solucionado pela chamada Solução do Crédito Publico.
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Pelo Ocidente está tudo muito em rotura e as ansiedades de soluções, entre elas as ‘Austeridades’, não funcionam no interesse da Economia Real e das Pessoas …..
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As soluções Ocidentais apenas acomodam ainda mais as vendas de mercadorias baratas em especial Orientais que continuam a destruir continuamente mais aparelho produtivo local, razão da actual Crise Internacional.
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São as condições e caracteristicas que originaram as ‘Guerras Mundiais’: o choque de novos aparelhos produtivos destruindo os que existiam que se estão a render sem autorizarem internamente qualquer capacidade de reacção. Estão docemente a deixarem-se destruir. A serem aniquilados paulatinamente pelo cortejo de empobrecimento, austeridade, perseguição fiscal esquizofrénica e repressão de direitos civilizacionais até à destruição final.
.
A ‘MORAL DA HISTORIA’ bem como se soluciona esta Crise que os habituais nenhum sabe como resolver é para qualquer dia …… Para já estamos numa situação em que os habituais ciclos e teorias seculares do Dinheiro estão falir definitivamente pelo que todas as panaceias e pacotes de reengenharias sociais e politicas apenas apressam a falência final.
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Desembocará inevitavelmente num pico de Violência, Desintegração e Destruição dos mais altos da História Humana. Primeiro a nivel interno dos Países atingidos, evoluindo depois para outra ‘Mundial’ se continuarem a proibir quem a tempo e horas sabe como atalhar e saír deste ‘black hole’ actualmente irreversivel.
.
Se continuarmos assim também poderia ser colocada, a ilustrar este post, uma nota de dólar. 🙂
Ainda não percebi bem porque é que este blogue é tão “omisso” no que concerne ao Quantitative Easing muito em voga nos States.
Têm noção da capacidade das impressoras do Fed?
E se o BCE desse em fazer o mesmo?!
É que me parece que o Sr.Bernanke tem uma opinião similar à do Sr.Galamba.
Any comments on that?
‘e pena nao passar em portugal um programa como este (passou hoje no chanel 4 – uk – e so esta disponovel para ver em uk)
muita gente e o j galamaba deviam ver:
Gostei também deste bocado:
“Tendo em conta que o desemprego atingiu 10,1% na Zona euro (o mais alto desde a criação do euro) e que a inflação (devidamente expurgada daqueles bens que têm uma elevada volatilidade e que, por isso, não deviam entrar nestes cálculos) é, hoje, um risco bem menor do que a deflação, o juízo de Ferreira Leite é, no mínimo, discutível.”
Devo ser do tempo da “outra senhora”, pois sei que este tipo de bens são precisamente aqueles que mais pensam nos custos mensais dos mais pobres e que devem entrar no seu cálculo.
Ele como se arma em chico-esperto da academia até poderia dizer: deviamos excluir a volatilidade do cálculo, mas não excluir os bens do cáculo.
É por isso que isto não é ciência económica. Nem sequer é Ciência. É quanto muito, filosofia política.
É por isso que que o descrédito dos economistas é cada vez maior. lolololololol
Venha daí o meu bagaço, que hoje estou com bastante sede. eheheeheheheheh
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O mais triste disto tudo é que, hoje, esta gente vive num mundo artifcial, cheio de fórmulas e fórmulazinhas, dentro dos seus modelos económicos e matemáticos, quando estão mesmo desfocados da realidade.
Um interessante artigo que vale a pena ler:
“The Boiling Frog: Effects of QE2 On The Bottom 80% of the U.S. Population”
In http://gonzalolira.blogspot.com/2010/11/boiling-frog-effects-of-qe2-on-bottom.html
E vale a pena ler aquilo que lá vem, pois interessa a todos nós, não apenas americanos.
Como este gráfico:
Na prática, os governos americanos, desde pelo menos o Reagan, que andam a enganar os cidadãos. Como? No cálculo da inflação, usando malabarismos para esconder um aumento cada vez maior do custo de vida do cidadão normal.
A coisa é tão escandalosa, que usando métricas dos anos 80, a inflação americana está bastante subavaliada. E, claro, isto interessa ao Estado, pois arrecada muitos mais impostos, mas penaliza o cidadão comum, com o seu nível de vida em forte queda. E, claro, hoje mais de 43 milhões de americanos comem da “sopa dos pobres”, se querem sobreviver.
Mas aconselho os Galambas deste mundo que meditem naquele gráficozinho, pois é mesmo necessário que esta gente se deixe de ilusionismos e passem a viver como o comum dos mortais.
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Sociallistas são assim, completamente incompetentes. Com uma impressora ao lado há sempre dinheiro.
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Como a besta não vai publicar o comentário, fica aqui:
Como é que um deputado pode ser um tão grande ignorante, como tu?????
Dizes barbaridades destas para manteres um tacho pago por quem passa dificuldades e não tens vergonha?????
Já se sabe que este país está entregue a canalhas, corruptos e incompetentes sem vergonha na cara que nem se dão ao trabalho de disfarçar o que são,mas não deixa de ser revoltante constatá-lo.
Aquilo de que precisas é de viver do exclusivo fruto que o teu trabalho render. Palhaço!
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O que me admira nestes tipos de pessoas, é o completo descontrolo sobre a sua percepção da realidade. Mais ainda, quando vivem num mundo de ilusões.
Vejamos o que é surpreendente nas próprias próprias palavras do Galamba:
“a inflação (devidamente expurgada daqueles bens que têm uma elevada volatilidade e que, por isso, não deviam entrar nestes cálculos) é, hoje, um risco bem menor do que a deflação, o juízo de Ferreira Leite é, no mínimo, discutível.”
Porquê que o risco é menor, afinal? Por causa do mito da Curva de Philips? Por causa do crescimento do crédito na Zona €uro que é relativamente baixo?
O mais estranho é isto. Porquê que uma taxa de inflação de 1,8% em Setembro, depois de ser em 1,6% em Agosto e agora as estimativas para Outubro são de 1,9% não têm perigo, mas a deflação?
Vamos supor que tinhamos quedas de preços como no Japão? Será isto mesmo preocupante, pois vivem sob deflação? Será que a taxa de desemprego no Japão é maior que na Europa? Será que o nível de vida dos mais pobres é pior hoje que há 10 anos atrás?
E por fim a questão nuclear: porquê que uma taxa de inflação na casa dos 2% se considera vivermos sob estabilidade de preços e uma queda de 2% já é asssustador e preocupante? Não deveriamos considerar esta assimetria basicamente estabilidade de preços?
O que me surpreende neste tipo de pensamento até isto. No fundo esta gente defende o sector financeiro e nunca leram com cuidado o próprio Minsky. É por isso que me rio, quando se armam em catedráticos da “Ciência económico”. É só vómitos. lololololololol
Percebe mais de ciência económica a minha sopeira que estes doutores da mula ruça. lolololololol
E há alguns que até fazem quessão de invocar a sua autoridade, com os seus títulos académicos, que muitas vezes só servem para substituir o papel higiénico, quando nos esquecemos de o comprar. ahaahahhahhahhahh
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É preciso topete! O pigmeu Galamba a dar lições de Economia a Manuela Ferreira Leite.
Não se enxerga mesmo, o socretino!
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Eu acho que vós fazeis de propósito. O Galamba está inteiramente correcto na sua análise e as bestas que apenas leram aquele trecho e já fizeram a sua “análise” do carácter do Galamba que ganhem juízo, cresçam e apareçam. É inteiramente verdade que se trata de uma decisão política, que tem consequências económicas e sociais. Há quem, se calha, acha que a inflação é mais preocupante do que o desemprego, e há quem ache o contrário, e depois discute-se quem tem ou não razão. Que aqui se desça a este nível boçal como se o Galamba não estivesse “memo a ver” que imprimir dinheiro causa inflação é imbecil e torpe. Porra, aprendam a discutir como se fossem adultos, vão ver se tentarem até conseguem. Mas que porra!
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A mulher do Rogoff fez interessantes estudos sobre o preço das matérias-primas, de registos que se considera relativamente fiáveis.
Uma das conclusões que chegamos é que os preços reais das matérias-primas cairam no período anterior em 170 anos, ao ano 2000.
Mas se os preços reais cairam, e não se saiba muito bem explicar o fenómeno, senão através dos progressos científicos e até do chamado crescimento global, porquê que se considera a deflação de 0,5% ou até mesmo 2% muito preocupante? O que é preocupante é que os progressos na produção e na produtividade não beneficiem os mais pobres como deviam. Mas antes o sector financeiro, os detentores do capital e o próprio Estado.
Nos últimos 7 anos, o Japão tem estas taxas de deflação:
2003 0,9%
2004 0,9%
2005 0,1%
2006 0,3%
2007 0,3%
2008 0,1%
2009 (1,4%) – taxa de inflação, crescimento positivo dos preços
2010 1,3%
Então esta famosa deflação que preocupa esta gente? O nível de vida dos mais pobres caiu no Japão? A taxa de desemprego é muito alta?
Se se preocupassem com taxas de deflação na casa dos 5% ou até mais, aindo se admite o medo do papão da deflação. Mas taxas destas mete medo a esta gente? Porquê? Quando a inflação é o imposto mais injusto que existe? Já que retira poder de compra aos mais pobres beneficiando os mais ricos e o próprio Estado?
Deviam era voltar à escolinha do prof. Raimundo e admirar as belas pernas de algumas catraias, isso sim.
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Luís Dias, subscrevo inteiramente o que escreveu. Há aqui um conjunto de imbecis que retiram todo o interesse da discussão.
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Esqueci-me de referir a fonte dos dados relativos ao Japão:
http://www.indexmundi.com/japan/inflation_rate_(consumer_prices).html
Post mortem:
“É inteiramente verdade que se trata de uma decisão política, que tem consequências económicas e sociais.”
Por isso aquilo não é ciência económica mas apenas ideologia política. Porque ele é que invocou a ciência económica e espetou-se logo ao comprido. lololololololol
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Vinda, tal conclusão, dum deputado do partido do governo, confirma a competência da criatura e em que “mãos” está o país entregue na ARepública…
(“Fantástico, Mike !”)
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João Galamba tem razão quando diz que «o ‘dinheiro’ não é um recurso escasso». De facto, como o ‘dinheiro’ é hoje fabricado digitalmente já nem as impressoras e o respectivo papel constituem um limite físico à sua produção.
O que João Galamba e qualquer pessoa sã de espírito deveria pensar é que o dinheiro caído do céu (seja a através do BCE, seja da FED ou outro qualquer banco central, como o do Zimbabwe) é demasiado bom para ser verdadeiro.
Ora, como o Anti-Comuna atrás assinalou, o suposto trade-off entre desemprego e inflacção (curva de Philips) há muito foi demonstrado ser uma falácia (Friedman). Por outro lado, a mensuração do fenómeno inflacção, é altamente disputada. Veja-se, por exemplo, no Shadow Government Statistics como a uma inflacção ‘oficial’ inferior a 2% haja quem dispute que a taxa real ande pelos 8%!
Não há milagres, por muito que a imaterialidade do ‘dinheiro’ custe perto de zero a ‘produzir’. Por alguma razão o preço do ouro já passou os 1400 dólares a onça quando, há cinco anos atrás, estava abaixo dos 500 dólares (ver, por exemplo, aqui a evolução do seu preço ao longo dos últimos cinco anos).
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Como na América, onde, ao lado, por baixo ou por cima, com a rotativa de impressão, intermitente, ao máximo, e mais não é socialista, há sempre uma reserva de dinheiro. Papel que baste às necessidades.
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O dinheiro é um recurso escasso e deixa-o de o ser quando não é escasso. É essa a essência do dinheiro.
E o dinheiro é um fenomeno puramente de mercado logo não há dinheiro nenhum imposto pelo Estado que sobreviva verdadeiramente como dinheiro, como o Zimabwe o demonstra recentemente.
Podem inventar o que quiserem. O dinheiro é um bem escasso e é essa escassez que o transforma em dinheiro.
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Na Venezuela o dólar é usado em simultâneo com o peso. Porquê? Porque a não existência de uma escassez a par de uma confiança no peso e na sua escassez, faz com que as leis pouco impeçam o uso do dólar. (E até já há quem use o euro mas só em determinados círculos.)
É por isso que se ouve falar muito em “merado negro”. É a lei que não serve, mesmo que imposta pela força do Estado.
E é por isso, também, que os goldbugs também enformam do mesmo erro. Confundem reserva de valor com dinheiro.
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Entretanto, há neste momento “ferro e fogo” numa manif em Londres ! — via CNN.
Por cá, os tugas lamentam-se com o vizinho do lado, ou desferem a raiva (só) no JJesus.
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london calling! people have the power
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Na verdade, o dinheiro não é um bem escasso,
se não que um excedente infinito, criado e reproduzido,
mais ainda do que deus faz, a partir de nada.
http://video.yahoo.com/watch/3661140/10078243
Acontece, entretanto, que na manigância, os políticos e a banca, como uns agiotas, aproveitam para nos sujeitarem a pagar em género o quanto acordarem, mais e mais, sempre, se nunca se cansam.
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“Na verdade, o dinheiro não é um bem escasso,
se não que um excedente infinito, criado e reproduzido,
mais ainda do que deus faz, a partir de nada.”
Se não é escasso e é infinito, porque os governos não o imprimem para pagar as suas contas, ad aeternum?
E porquê que as pessoas abandonam a troca e as actividades comerciais com determinadas moedas?
Porquê que no Zimbabwe, mesmo sob a força da lei, eles não negociavam entre si produtos de mero conusmo, como leite ou carne, com o suposto dinheiro do Estado?
O dinheiro é um fenómeno puramente de mercado. Que só aceita o o chamado dinheiro fiducicário sob determinadas condições e a primeira delas, é a sua escassez.
É o mercado, é o mercado, é o mercado que escolhe o dinheiro, não os Estados. Ou as leis.
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A Inflação foi sempre o truque da Esquerda e não só- olhe-se para a América Latina e Portugal – para continuar a corromper. Eu faço este projecto, não consigo pagá-lo, imprimo dinheiro, inflação chega e o povo paga os projectos com inflacção.
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Os milhões de pessoas no Brasil que saíram da pobreza deve-se ao controlo da inflação com a Lei de Responsabilidade Fiscal de FHC.
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No Ocidente acabou na Alemanha nos anos 70 e nos EUA e Inglaterra nos anos 80.
Agora parece que querem voltar à inflação quer o FED quer o BoE.
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“Todos nós pagamos por tudo o que usamos/o sistema é antigo e não poupa ninguém/ somos todos escravos do que precisamos/ reduz as necessidades se queres passar bem”
Jorge Palma
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João: um mínimo de honestidade. O texto segue: “Escassos são os recursos reais que o dinheiro pode comprar, não o dinheiro propriamente dito.”
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Além de que já foi dito o que é de assinalar é a facilidade com que se conjuga a impressão de toneladas de euros e com palavra democracia.
A impressão de dinheiro nesses moldes é um dos actos mais anti-democráticos das sociedades actuais.
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Dá-se mais que o nosso entendimento se entrava à verosimilhança de a cada crédito ou débito associarmos a materialidade papel opu moeda que identifica o dinheiro, quando, mais vezes, ele não passa de virtualidade, num jogo de faz-de-conta.
Daí a oscilação dos juros, estimada a capacidade de um jogador ir a jogo ou já não o poder fazer, se, perdida a confiança, lhe escassear a fazenda.
Ao contrário do dinheiro, virtual, sem base mais que o bluff bem feito ou confiança no parceiro.
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anti-comuna
Posted 10 Novembro, 2010 at 14:10 | Permalink
Muito bem.
Assim dá gosto.
Os seus lençois sobre economia finanças e prognósticos sao do melhor que há.
É Medina carreira em versão blog.
Quando um dia o senhor for Ministro das Finaças vamos ter pena de o perder a escrever mas a felicidade do o ver fazer.
Boa sorte.
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O dinheiro não é um bem escasso, por oposição o seu efeito placebo é…… se as pessoas não acreditarem que ele é escasso não lhe atribuem valor…..
Muitas vezes leio os posts do Galamba e penso que o Sr. é muito fraquinho… eu sou um economista muito fraco tecnicamente e não consigo dizer metade das asneiras que esse senhor consegue, por isso é que ele está onde está e eu onde estou…..
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Devido ao Euro Portugal não pode usar com tanta liberdade os déficits públicos para criar emprego, a menos que o estado invista em projectos reprodutivos que exportem ou que substituam importações ou ainda que não aumentem as importações.
Mas não é impossivel redirecionar a despesa pública para a criação de emprego.
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Andam por aqui uns Dias e outros (so)cretinos que se permitem botar sentenças em matéria que de todo desconhecem.
Pensam talvez que, com isso, ajudam à perpetuação do falso engenheiro no poder, com direito a continuarem a ser capachos do dito.
Estão, porém, enganados. Mais cedo do que supõem, os seus amados galambinhas e aparentados vão perder os tachos e lavar escadas, única tarefa para que estão academicamente habilitados….
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estamos mesmo entregues aos bichos! eu não sei se como está a chegar a hora da verdade e para não serem julgados e condenados eles começam a dizer tolices para serem inimputáveis ih ih só pode .
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Luís Dias e JFP subscrevo inteiramente o que escreveram. Há aqui um conjunto de imbecis que não sabem do que falam! Armadilha de liquidez é um conceito que não lhes dirá nada! Alertas de inflação é como gritar fogo na arca de noé.
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A luta dos estudantes britânicos está a ser minada pela escumalha da extrema-esquerda.
http://insurrectomeditativo.blogspot.com/2010/11/incentivo-novos-delatores.html
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….já agora: Alguém sabe explicar o que é o “dinheiro”?
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O engraçado é que na Argentina, em 89, a casa da moeda ficou literalmente sem papel.
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Já se começa a notar o corte orçamental no IDT. O galamba não tomou a dose habitual e é o que se vê. A merda é ele ser quem é, e os custos que isso representa para nós. É portugal, já estamos habituados. Que se junte ao Alegre e vocifere contra os mercados também.
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João, estes são os losers do mundo, não vale a pena dar-lhes tanta atenção….. o que acha..? Só mesmo se não tiver nenhum, mas mais nenhum assunto que falar, …tá bem?
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“Há aqui um conjunto de imbecis que não sabem do que falam! Armadilha de liquidez é um conceito que não lhes dirá nada! Alertas de inflação é como gritar fogo na arca de noé.”
Aqui o imbecil diz-lhe que outro imbecil, actualmente na Reserva Federal, diz que de helicópetro evita essa coisa da armadilha da liquidez.
Como sou imbecil, também lhe digo, que não é por gritar tantas vezes deflação, que se evita essa mesma armadilha da liquidez.
Aqui o imbecil até diz, que tanto querem imprimir dinheiro, que podem mesmo cair nessa tal armadilha. Mas há imbecis que continuam crentes que com uma simples impressora evitarão tal armdadilha. lololololololol
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Pois é, Insurrecto, o mal é a escumalha, que é sempre a dos outros.
E eu não vi rótulo ao peito dos arruaceiros, mas, certo, que eram portistas, esquerdistas e/ou comunistas, do Norte, que não gente nobre, à direita, sequer benfiquistas e nem de Lisboa.
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Como resolver o problema bicudo da perda de poder dos USA? Uma guerra!
“I ask the opening question from the above perspective. Do we need another world war to breathe new life and power into current or new international financial institutions- solving problems currently deemed intractable?
Barring a new enlightened faith in the virtues of international cooperation by top policy makers, and given the pressing need to apportion financial losses accruing from, inter alia, unprofitable international investments, the answer may be yes.
Fasten your seat belts.”
In http://dharmajoint.blogspot.com/2010/11/do-we-need-another-world-war.html
O texto vale a pena ler. No fundo é a mesma coisa que admitir: quando novos impérios desejam disputar a hegemonia do líder ou o líder sente-se ameaçado pelo surgimento de novos rivais fortes…. As guerras acontecem.
Aliás, vai chegar o dia em que a guerra servirá de argumento contra a dita crise económica e contra a dita ameaça da deflação ou armadilha da liquidez. Dirão assim: foi a Segunda Guerra Mundial que acabou com a Grande Depressão, pois gerou uma procura maior por parte do sector da Defesa.
Em Portugal também surgirão os paladinos destas teses, “neokeynesianas”.
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Por vezes coisas estranhas acontecem…
Mais lenha para atirar contra os… Chineses. ehehehheeheeh
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Este avanço da ciência económica deve-se ao grande R.Mugabe que demonstrou que se pode fazer dinheiro com fartura e pagar as contas assim.
Até agora a humanidade cega pela sua ignorância julgava que era necessário trabalhar, investir e poupar para obter meios de subsistência.
Deve-se ao grande economista-deputado a revelação aos portugueses desta nova forma de viver e o engº já está a pensar na melhor forma de produzir e exportar com fartura a inovação.
Vamos inundar o mundo com dólares, euros, reais, kwanzas, tudo o que se quiser e tudo made in Portugal, desmaterializado, electrónico e em banda larga.
É o Portugal tecnológico a equilibrar o défice externo e a pagar a dívida.
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O dinheiro o vil que já não é metal:
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A razão do sistema financeiro entrar ciclicamente em falência, com ondas periódicas de depressão como a actual, não se deve à banca e ao crédito mas à própria natureza do dinheiro.
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Na adolescência económica olhávamos o dinheiro como uma ‘coisa’. Algo independente da relação que facilitava. Mas hoje não há prata ou ouro a sustentar o dinheiro. Em vez disso o dinheiro é criado pelos Bancos que o emprestam à Economia. Virtualmente mais dinheiro é originado hoje como crédito, ou débito, que são simples acordos legais para pagar no futuro.
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O conceito dinheiro-como-uma-commodity vem dos tempos do uso de moedas feitas de metais preciosos. O ouro é reclamado como o dinheiro mais antigo e estável. Actualmente não é verdade.
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Mas o dinheiro não começou com moedas de ouro evoluindo para um sistema contabilistico sofisticado.
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Foi ao contrário: começou como um sistema contabilistico e evoluiu para uso de moedas de metais preciosos.
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O dinheiro como ‘unidade de contabilidade’ (parcelas de ‘Deve’ e ‘Haver’) antecipou o dinheiro como um ‘store of value’ (uma ‘commodity’ ou ‘coisa’) durante dois milénios. Nos Sumérios e Egípcios estas entradas contabilisticas num sistema de pagamentos duraram não séculos (como nas civilizações que usaram o ouro) mas milhares de anos. Estes sistemas parecidos com bancos eram sistemas públicos operados pelos Governos do mesmo modo que os Tribunais, Bibliotecas e Correios são hoje operados como serviços públicos.
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No sistema de pagamentos Sumério às mercadorias era dado um valor em termos de importância e mediam-se nesta unidade uns relativamente aos outros. Essa unidade era o ‘SHEKEL’, algo que originalmente não era uma moeda mas uma unidade de valor. Shekel significava cevada o que sugere que a unidade original de valor correspondia a um grão. Assim tantos shekels de cereal correspondiam a tantas vacas igual a tantos shekels de prata etc. Os preços da maioria das ‘commodities’ eram fixados pelo Governo. Hammurabi, rei babilónio, tem tábuas detalhadas disto. O juro era também fixo e invariável fazendo a vida Económica muito previsível.
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.Os grãos era armazenados em celeiros que serviam como uma espécie de ‘Banco’. Mas os cereais eram perecíveis. Assim a prata (ou ouro) tornou-se eventualmente o padrão representando somas de ‘Deve’ e ‘Haver’. Um agricultor ia ao mercado e trocava os seus bens perecíveis por bocados de prata. Usava esta etiqueta de crédito para outras mercadorias que necessitava. Era uma simples etiqueta dum direito futuro para mercadorias. Eventualmente, as etiquetas de prata (ou ouro) tornaram-se etiquetas de madeira que se tornaram etiquetas de papel que se tornaram actualmente em etiquetas electrónicas.
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O problema do ouro é que não se podia expandir para responder à expansão da Economia e Emprego. Comércio, Industria, Emprego, Negócios, Artes e Ofícios.
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O avanço revolucionário dos banqueiros medievais foi a criação do dinheiro flexível que respondeu à vigorosa expansão dos negócios mercantis. Fizeram isto através do Crédito autorizando descobertos nas contas dos seus depositantes sob uma teoria a que chamaram a ‘FRACTIONAL RESERVE BANKING” pela qual os banqueiros emitiam recibos chamados notas bancárias para mais ouro do que tinham nos cofres. Os seus clientes podiam navegar pelos mares com as suas mercadorias, equipamentos e tripulações regressando com prata e ouro para pagar aos Bancos que actualizavam os seus balanços contabilisticos.
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Tudo papel, virtual, apenas livros e emissão de novo papel-moeda do ‘nada’ (thin air money).
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O crédito começou a ter enorme procura e rapidamente expandiu a Economia; mas porque era baseado na presunção que o dinheiro era uma ‘coisa’ (ouro) os banqueiros tinham de se meter num jogo aventureiro que periodicamente os metia em falências. Eles jogavam com o acaso de casino: a maioria dos seus clientes não vinham buscar o seu ouro ao mesmo tempo. Mas quando isso acontecia a Economia mergulhava em DEPRESSÃO. Ciclos Kondratieff.
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Hoje o dinheiro não é reversível pelos Bancos em ouro. Mas ainda é percebido como uma ‘coisa’ que tem de estar lá antes de se dar crédito.
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Os Bancos ainda estão comprometidos na criação do novo dinheiro avançando com crédito bancário que se transforma num deposito contabilistico na conta de quem pede emprestado ao banco transformando-se em dinheiro ‘livro de cheques’ ou ‘cartão multibanco’.
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Para estes cheques emitidos terem ‘clear’ os bancos têm de ‘pedir emprestado’ a uma pool de clientes, os depositantes de dinheiro nesse banco. Se não têm depósitos suficientes os Bancos têm de pedir dinheiro emprestado aos mercados financeiros ou a outros bancos. Por aqui, os bancos sacam dinheiro barato e devolvem-no como dinheiro mais caro, se o devolverem.
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O sistema bancário falhou no seu fim principal: actuar como uma máquina de emprestar dinheiro à Economia Real e em vez disso transformou-se numa maquina de pedir dinheiro emprestado aos Mercados Financeiros.
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Os Mercados Financeiros são o ‘sistema bancário sombra’ onde grandes investidores institucionais parqueiam os seus fundos.
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Este sistema permite aos bancos contornar os requisitos legais de Capital e Reservas tirando os prejuízos dos seus livros de contabilidade.
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Os grandes investidores institucionais usam o ‘sistema bancário sombra’ porque na banca convencional só há Garantia dos Depósitos até um certo montante em caso de falência do Banco. É o ‘Fractional Banking System’. Daqui resulta matematicamente impossível esta pirâmide de Ponzi que é a fruta estragada para o desabamento sistémico.
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È o por exemplo o caso actual de Portugal, ou mesmo do Euro ou do Dollar. Na China dada a natureza nacionalizada da Banca o problema está solucionado pela chamada Solução do Crédito Publico.
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Pelo Ocidente está tudo muito em rotura e as ansiedades de soluções, entre elas as ‘Austeridades’, não funcionam no interesse da Economia Real e das Pessoas …..
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As soluções Ocidentais apenas acomodam ainda mais as vendas de mercadorias baratas em especial Orientais que continuam a destruir continuamente mais aparelho produtivo local, razão da actual Crise Internacional.
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São as condições e caracteristicas que originaram as ‘Guerras Mundiais’: o choque de novos aparelhos produtivos destruindo os que existiam que se estão a render sem autorizarem internamente qualquer capacidade de reacção. Estão docemente a deixarem-se destruir. A serem aniquilados paulatinamente pelo cortejo de empobrecimento, austeridade, perseguição fiscal esquizofrénica e repressão de direitos civilizacionais até à destruição final.
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A ‘MORAL DA HISTORIA’ bem como se soluciona esta Crise que os habituais nenhum sabe como resolver é para qualquer dia …… Para já estamos numa situação em que os habituais ciclos e teorias seculares do Dinheiro estão falir definitivamente pelo que todas as panaceias e pacotes de reengenharias sociais e politicas apenas apressam a falência final.
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Desembocará inevitavelmente num pico de Violência, Desintegração e Destruição dos mais altos da História Humana. Primeiro a nivel interno dos Países atingidos, evoluindo depois para outra ‘Mundial’ se continuarem a proibir quem a tempo e horas sabe como atalhar e saír deste ‘black hole’ actualmente irreversivel.
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A chicana ‘diabolica’ daquela ‘de chamar o FMI só se os juros chegassem aos 7%” é irrelevante perante os factos:
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-El castigo a la deuda irlandesa golpea a los países del sur de Europa
Pidido un rescate de los órganos europeos para Dublín y Lisboa.
La prima de riesgo española alcanza los 212 puntos y Grecia supera los 900
http://www.elpais.com/articulo/economia/castigo/deuda/irlandesa/golpea/paises/sur/Europa/elpepueco/20101110elpepueco_12/Tes
http://www.elpais.com/articulo/economia/riesgo/periferico/desboca/elpepueco/20101110elpepueco_10/Tes
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-“He also predicted that Portugal “would blow up” and believes the French banking industry faces an enormous problem in the $495 billion of loans they have outstanding with Greece, Ireland, Portugal and Spain.”
New World Currency To Replace The Dollar Would Slay The Gold Bull Market
http://blogs.forbes.com/robertlenzner/2010/11/10/new-world-currency-to-replace-the-dollar-would-slay-the-gold-bull-market/
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Colaborar com o FMI é tão certo como o destino. Ninguém percebe a razão d0 adiamento do inevitavel;
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perca complexada de ainda mais tempo . E este tempo perdido é muito dinheiro a esbanjar em juros altissimos a pagar com os Impostos de Cidadãos, Familias e Empresas. Mais Pobreza, mais Prejuizo.
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Se continuarmos assim também poderia ser colocada, a ilustrar este post, uma nota de dólar. 🙂
Ainda não percebi bem porque é que este blogue é tão “omisso” no que concerne ao Quantitative Easing muito em voga nos States.
Têm noção da capacidade das impressoras do Fed?
E se o BCE desse em fazer o mesmo?!
É que me parece que o Sr.Bernanke tem uma opinião similar à do Sr.Galamba.
Any comments on that?
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‘e pena nao passar em portugal um programa como este (passou hoje no chanel 4 – uk – e so esta disponovel para ver em uk)
muita gente e o j galamaba deviam ver:
http://www.channel4.com/programmes/britains-trillion-pound-horror-story/episode-guide/series-1/episode-1
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