Alimentar a fogueira
19 Novembro, 2010
É evidente que João Cravinho tem razão, mas dizê-lo neste momento e na posição que ocupa, pode ser entendido como mais uma acha para a fogueira recém-ateada no PS para esturricar Sócrates. Se for esse o objectivo, que não lhe doam as mãos.
9 comentários
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Não preciso estar obcecado por (anti) Sócrates, para admitir que a alternância no poder é uma das virtualidades da democracia, apesar do Nobel Saramago alvitrar que “a democracia não existe e o poder económico é que manda”. Se calhar até tem razão… mas já morreu!
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Cravinho sabe do que fala. Afinal foi ele que nos deixou o “buracão” das PPP.
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Para esturricar o Sócrates, vaidoso, esse pesadelo que nos coube em sorte?, não acho, se Cravinho não faz mais que dizer a verdade, indiferente aos mercados e ao Sócrates, que igualmente agem indiferentes a ele.
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Tags: ratos, navios, porões, abandono. reposicionamento, isso sim…. txulos.
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Por acaso não estou certo que seja assim. Na realidade, os financiamentos a Portugal já secaram. Mas a Espanha não. Pelo contrário, Espanha está a conseguir enfiar dívida a preços abaixo do que se esperava. Pelo menos, no último leilão, até nem pagou muito mais, no auge do medo.
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O caso português é complicado por isto. Temos um governo que não quer governar (e lá fora já todos o perceberam), temos um OE aprovado por um governo (e um ministro das finanças) mas que provavelmente será outro governo (e outro ministro) a pôr em prática. Isso é terrível para quem quer meter euros em Portugal. Um governo irá governar com orçamentos alheios? Isso é possível?
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Já no caso espanhol, apesar do sistema financeiro continuar a alimentar-se da cedência de liquidez do BCE, já o medo quanto a uma debacle não é maior. Apesar do governo espanhol negar-se a tomar mais medidas. (E em parte compreende-se, pois seria admitir que iriam falhar as metas acordadas, como a Grécia.)
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Por o mercado não ter tanto medo da Espanha, por agora, é que existe uma pressão enorme para Portugal pedir já a ajuda. Porque o mercado já secou para os portugueses e só o BCE ainda vai ajudando nos leilões.
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Há um erro fundamental do governo que nunca poderia ter ocorrido. Ter aprovado um PEC e deixar derrapar a despesa pública. Isso foi mesmo uma asneira de todo o tamanho. Porque, a partir daí, como Portugal se recusou a aceitar que a crise era forte e diferente das outras, como tomou algumas medidas tarde e mesmo assim falhou no controlo da despesa, os mercados (e os decisores alemães, que contam muito, claro) secaram a mama aos portugueses. E a este governo irresponsável, incompetente e suicida.
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Mas tenho mesmo dúvidas que os mercados se irão virar contra Espanha. Algum receio existe, o próprio mercado accionista ibérico “congelou” mas duvido que a Espanha fique “seca”, na venda de dívida soberana.
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Hoje o Ben voltou a “apelar” ao investimento nos países da Zona €uro. E como fica claro que não existe muita credibilidade da Reserva Federal, por esse mundo fora, muito provavelmente parte da liquidez terá mesmo que virar parar à Europa. O que beneficiará a Espanha.
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Aliás, do ponto de vista da mera “psicologia de mercado”, esta é a melhor altura para investir na dívida dos países periféricos da Zona €uro.
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O futuro dirá.
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«Na opinião de João Cravinho, foi “uma barbaridade” que o Governo de José Sócrates só em 2010, “com dois anos de atraso” e “apesar de estar escrito na parede”, tenha reconhecido que a crise internacional “ia atingir em cheio o nosso país”.
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“Não se percebe como foi possível uma barbaridade dessas. Os caminhos, agora, serão duríssimos para Portugal“, antecipou. » – Jornal de Negócios (relace meu)
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Que a Cravinho e aos outros que lhe seguirão só posso compartilhar o desejo de LR: que não lhes doam as mãos. O muito que baterem ficará sempre aquém do que o punitivo deveria ser.
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“Ter aprovado um PEC e deixar derrapar a despesa pública.”
-Espero que já se tenha apercebido da natureza da “besta”.
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«Na opinião de João Cravinho, foi “uma barbaridade” que o Governo de José Sócrates só em 2010, “com dois anos de atraso” e “apesar de estar escrito na parede”, tenha reconhecido que a crise internacional “ia atingir em cheio o nosso país”
-Só quase em 2011 é que Cravinho diz uma coisa destas…agora todos os cúmplices dão à costa e dizem que não tiveram nada que ver.
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Novembro de 2005
João Cravinho, presidente da comissão parlamentar dos Assuntos Económicos e deputado socialista, foi hoje à Assembleia da República antecipar a divulgação das conclusões de um estudo sobre as SCUT (sem cobrança ao utente) que vem revolucionar todos os anteriores cenários, ao alegadamente demonstrar que as auto-estradas de portagens virtuais não só se pagam a si próprias, como geram excedente em termos de comparação entre as receitas e despesas geradas para o Orçamento do Estado.
O deputado socialista espera que a sua divulgação pública venha a ocorrer no início de 2006. O estudo, efectuados pelos professores universitários Marvão Pereira e Jorge Andraz foi encomendado pelo IED – Instituto para o Desenvolvimento Económico, uma associação de utilidade pública presidida pelo próprio Cravinho.
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“… professores universitários Marvão Pereira e Jorge Andraz …” ???
O que é que eles “ensinam” ???
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