Vinte anos não é muito tempo*
Em 2010, cá estão o Movimento Democrático de Mulheres e a CGTP de braço dado nas manifestações contra a cimeira da NATO. Há vinte anos, davam as mãos em cordões humanos contra a ampliação do campo de tiro de Alcochete.
Há vinte anos, o refrão “Não, não, não, alargamento não” marcava o passo. Claro que também havia umas encenações de irreverência com uns jovens de cara pintada com símbolos a favor do desarmamento nuclear e cujo slogan era “Nem armas, nem generais, já temos merda a mais”. Nem faltavam ranchos e umas mulheres de boina vermelha na cabeça e papoilas nas mãos a cantar “uma gaivota voava, voava”. Autarcas e sindicalistas desfilavam devidamente enquadrados por este cenário idealizado pelo PCP e declaravam aos jornalistas que o campo de tiro era um atentado ao delicado ecossistema do estuário do Tejo e manifestavam o seu vivo desacordo com o lado militarista e agressivo representado por aquele campo de tiro. Tanto mais que, segundo diziam, em 1990, o mundo estava a desarmar-se e Portugal fazia a opção contrária. Enfim, o cordão humano contra a ampliação do campo de tiro de Alcochete só não foi um sucesso absoluto porque o PÚBLICO, nascido nesse mesmo ano de 1990, explicou que os cinco mil manifestantes anunciados uma semana antes como indo ligar Alcochete ao Montijo não tinham passado, afinal, de setecentos.
Vinte anos depois, o campo de tiro de Alcochete passou a ser amigo do Ambiente e boa parte daqueles que contestaram o seu alargamento em 1990 defende agora a sua manutenção. O que se mantém igual é a capacidade do PCP para criar e manter organizações fantasmas, como o MDM, o Escutismo Alternativo e o Conselho Português para a Paz e Cooperação que fazem os seus poucos militantes parecerem muitos. Igual continua também a serventia ideológica da CGTP ao PCP – manifestando-se invariavelmente esta central sindical contra tudo o que, como a NATO, represente o Ocidente. Não deixa de ser repugnante que delegados da CGTP participem nas celebrações do 1.º de Maio em Cuba, e note-se que essas celebrações só têm o lado do apoio ao regime, enquanto em Lisboa e por esse mundo democrático fora, delegados da CGTP contestem condições laborais que nos paraísos socialistas nem nos melhores sonhos se concebem ser possíveis.
Enfim, sábado, lá voltaremos ao folclore do “Paz sim! NATO não”. Mas convém que se perceba que a coisa só tem graça enquanto se mantiver assim folclórica. Tipo versão portuguesa do Goodbye Lenine em que os protagonistas representam o papel de contestatários a um sistema que os institucionalizou e que suspeito que não trocariam por nenhum outro.
A possibilidade de os ditos anti-sistema desatarem a partir montras ou a destruir carros é algo que certamente preocupa as forças de segurança e o sistema propriamente dito mas não preocupa menos os partidos que em Portugal ganham votos com um discurso contra o sistema, sobretudo o BE e em parte o PCP, mas que não só são completamente dependentes desse sistema que tanto criticam como conseguem retirar dele vantagens que nenhum outro sistema lhes garantiria. Sobretudo com aquele sossego que lhes assegura que daqui a vinte anos cá estarão todos outra vez numa outra manifestação contra outro objectivo militar deste lado do mundo que, até mais ver, é o que de melhor se inventou para viver. Graças também à NATO.
*PÚBLICO

Quê?, só agora?, ainda que atirada ao lado, uma palavra acerca da cimeira alugada pelo sókas, serviçal, pseudo-inginheiro e nosso pesadelo, mais o zé de esgar palerma, o funcionário público de natureza mais parolo e que mais reformas leva, a criados dessa máfia comercial das armas dos states, para a organização mais hipócrita, terrorista e assassina do mundo?
E não faz jus aos esforços da maior concentração de cães de guarda, amestrados, toscos, para lá mandados pelo chefe das polícias do Benfica, nem assim aos paus mandados do dono, que é a plêiade de jornalistas, tão solenes, sabedores, empertigados e repetitivos, sobre a mascarada de assassinos encartados?
Não? Nem a Helena foi capaz, se logo teve de ir buscar não sei que incidente marginal, passado há muito, para se assumir como distraída e outra serviçal, sem pensamento próprio nem espinha dorsal, desprezível, se não mais risível que a traça desgraçada?
Coo-coco-cof, e isto é de mais.
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É um autêntico conto do vigário pagarem-lhe para escrever este texto.
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Não digam nada a ninguém…
“Nato leaders backed former US President George Bush’s plans to expand the system by locating radar stations and interceptors in Poland and the Czech republic.”
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/politics/defence/8147666/Nato-plans-to-build-ballistic-missile-defence-shield-in-face-of-scepticism.html
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Não podem exportar-se estes espécimes de cara escuro-terrosa e de ar esgroviado e de quem não toma duche com assiduidade recomendável para a Coreia do Norte, por exemplo. Ou, sei lá, ali para o outro lado do Atlêntico – a formidável Cuba do querido camarada Fidel? Vão mas é lamber sabão!
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Não falta muito para termos a mesma conversa a contar um século em que os intervenientes são a cambada comunista e berloques, socialistas… pois então, os jornalistas a mostrar a sua igorância e os prosélitos e basbaques. Em suma, a massa de analfabrutos que a abrilada pariu.
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A cimeira da NATO em Lisboa fez-me reflectir sobre a expressão eleitoral de Extrem-esquerda em Portugal. Penso que em nenhum país da NATO haverá uma assembleia da república com 20% de representantes do povo com claras posições anti-nato… ao mesmo tempo todas as manifestações publicas contra a NATO têm sido muito fraquinhas em adesão popular resumindo-se aos núcleos duros do PCP e BE e alguns estrangeiros multiculturistas. Ainda há esperança para Portugal ou seremos tão “bovinos” que nem seguimos quem apoiamos/votamos?
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ah,ah,..é isso mesmo vivem dentro de uma realidade alternativa tipo Goodbye Lenine…uns idiotas inúteis e meio patetas é o que eles são…..naquelas cabecinhas o muro de berlim continua em pé , apesar de eles viverem no bembom ocidental que tanto criticam. Para Cuba só de férias……
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os militaristas que se excitam com as formas dos mísseis…balas e afins que se alistem no Us Army que lá já aceitam paneleiros!
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Os Sovieticos tiveram sempre um fetiche por misseis e canhões…

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Podes ver aqui o lançador de mísseis anti-navio SS-N-2 Stix numa lancha OSA…
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:))))
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E não há país por i acima que apresente outra cidade mais nova que a que lhes reservámos, a Oriente.
Nem o Dubai, certamente.
E então de comesaina e ainda mais de vinhos, até a Klinton louvou a fartazana, enquanto Obama, os olhos semicerrados, divino Baco, vocês são os maiores de fato e ainda bem que eu não dirijo a minha nave ou teria de ser uma desssas comptletamentemente automatizada.
Karraspana que lhes demos, ai, nunca visto, nóssa sinhóra, nessa bebedeira a rodos, a propósito de assassínio, morte e comércio de armas.
Foi bom, com certeza, ok, pá, do princípio ao fim, os nossos cozinheiros estiveram à altura, como eu lhes recomendei, naturalmente, e só tu cá não fazias falta, como em todo o lado, afinal, pá, mas não ligues, sei que lá te tratam mal, à base de salsichas, couve de bruxelas, banha de reco, e volta sempre, a beber connosco uns copos e encher a pança.
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NATO não, FARC sim.
Generais não, crianças soldado sim.
Viva a Muralha de aço. Onde terão enterrado o ouro do Banco de Portugal?
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a industria de armamento sempre deu muito “emprego”.
além disso a maioria dos américas gosta de andar armado – não para matar comunistas, coisa rara na terra do tio sam, mas para se matarem uns aos outros.
alguns otários/comentadores também se masturbam com a “ajuda” da NATO ao governo do afeganistão – um governo mais corrupto que a máfia mexicana da droga.
mas como a sra Helena ainda não “matou o pai” vai-nos brindando com estas pérolas; alguma coisa lhe fizeram no PREC e não deve ter sido nada recomendável.
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O PCP está saudoso daos grandes desfiles militares da ex-URSS, que como sabem eram todos muito pacifistas.
Até o Papa mandava flores e pombas para a Praça Vermelha…
O último desfile do Império Sovíético, em 1986:
http://www.youtube.com/watch?v=n8Lwbiq8-g8&feature=related
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Quem mais tem ganho com Guerra é a URSS. Esquecendo as exportações do que têm debaixo do chão a maior indústria exportadora é a militar. No Iraque 60% das armas eram russas e apenas 25% americanas.
Comunas e Guerra são sinónimos.
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O Arre-lindo Costa e esse A. R da acçembleia devem ser uns miúdos…
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Não deixa de ser interessante, o facto da direita de andar a tentar diminuir a importancia das manifestações, através do número de participantes procurando dar a ideia de que afinal nem são muitos.
Tenham medo, muito medo!
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Medo dos COMUNAS? Do Geronimo? Dos islamo-Estalinistas? Dos *amaréis*?
Do Coma-Andante Castro?
Isso foi chão que já deu uvas, e mais nada lá *merderá* . . .
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É possível que algumas das associações invocadas na listagem não tenham existência real ou tenham actividade diminuta ou inclusivé sejam apêndice de determinado partido. Não é o nosso caso. Existimos temos actividade e sédes abertas em alguns pontos doi país pelo que convidámos a autora do texto a informar-se melhor. E pode visitar uma das nossas sédes.
Estivemos na maifestação anti OTAN integrados na PAGAN à quel aderimos desde o inicío e na qual continuamos. Subscrevemos o comunicado inicial de adesão à Paz Sim Nato Não pois concordámos com o teor do mesmo. Mas ao contrário de outras organizações nunca abandonamos a actividade da PAGAN para integrar a Paz Sim Nato Não, apesar desta última dar maior projecção e protagonismo.
ESCUTISMO ALTERNATIVO
Rua do Salitre, 139 1ºP 1250-198 Lisboa
Metro: sair no Rato ou Avenida.
Telemóvel: 966 241 261
escutismoalternativo@yahoo.com.br
PS (para saber) gostamos daquela frase das armas e dos generais e outras que tais. Para sua informação nos idos de 80 a 90 nas manifestações pacifistas tentaram agredir-nos por levarmos panos a dizer: Nem Pershings Nem SS20!
ANTIMILITARISTAS SEMPRE!
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