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Medidinha do dia – corte nas indemnizações por despedimento

26 Janeiro, 2011

O governo quer reduzir o valor das indemnizações por despedimento. Nos contratos a prazo a indemnização passa de 30 dias por cada mês de trabalho para 15 dias por cada mês de trabalho. Isto está a ser visto como uma forma de reduzir os custos das empresas. Há poucas razões para acreditar que tal aconteça. O mercado de trabalho deverá ajustar a esta mudança. Como o risco de despedimento (com indemnização mais baixa) aumenta, os trabalhadores passarão a exigir salários mais elevados para compensar. Na verdade, esta alteração contribuirá para que as empresas sejam forçadas a antecipar no salário os custos da probabilidade de despedimento.

71 comentários leave one →
  1. será's avatar
    será permalink
    26 Janeiro, 2011 11:57

    Piada do dia:
    «Como o risco de despedimento (com indemnização mais baixa) aumenta, os trabalhadores passarão a exigir salários mais elevados para compensar.»

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  2. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    26 Janeiro, 2011 12:12

    Esse raciocínio não tem pés nem cabeça, caro João Miranda. Só se a taxa de desemprego fosse igual a zero…

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  3. scriabin's avatar
    scriabin permalink
    26 Janeiro, 2011 12:12

    “os trabalhadores passarão a exigir salários mais elevados para compensar” LOLOLOL O João Miranda está em grande na sua famosa ironia.

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  4. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 12:17

    Caro Pi-Erre,
    .
    Importa-se de desenvolver o seu raciocínio?

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  5. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 12:18

    será,
    .
    Porque acha que é uma piada?

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  6. Piscoiso's avatar
    26 Janeiro, 2011 12:18

    Vai ser o caos no patronato,
    com os trabalhadores a exigirem salários mais elevados.

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  7. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    26 Janeiro, 2011 12:20

    Amanhã vou começar a trabalhar. esperto como sou, depois de amanhã peço aumento, escorado em a douta opinião do dr. João Miranda.

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  8. será's avatar
    será permalink
    26 Janeiro, 2011 12:25

    Pi-erre deu a deixa,caro joão Miranda: a realidade dos números do desemprego fazem com que quase nem se possa ouvir falar em aumentos salarias….uma construção teorética que não resiste à realidade.
    Ou seja, a realidade não tem obrigação nenhuma de ser simpática com os nossos raciocinios…

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  9. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 12:32

    ««Pi-erre deu a deixa,caro joão Miranda: a realidade dos números do desemprego fazem com que quase nem se possa ouvir falar em aumentos salarias….uma construção teorética que não resiste à realidade.»»
    .
    Acha que as novas contratações vão ser todas pelo salário mínimo? Se não acha, como explica que as empresas estejam neste momento a contratar pessoas por 1000 ou 2000 euros/mês?

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  10. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    26 Janeiro, 2011 12:36

    Estava-se mesmo a ver que esta medida só poderia prejudicar os empresários – os privados e os privados com subsídios públicos! JM, faça um intervalo sff!

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  11. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 12:38

    Caro Portela Menos 1,
    .
    Tem algum argumento para a discussão?

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 12:44

    Esta medida pode prejudicar em vários sentidos. Primeiro é um custo que vai ser suportada pelas boas práticas de gestão para premiar as más práticas de gestão. Segundo, se a ideia era criar uma espécie de seguro, não faz sentido ser gerido pelo EStado. Já se está a ver o que vai acontecer: mais funcionários públicos, mais má gestão e maior utilização de dinheiros por interesses políticos.
    .
    .
    Depois há muita gente que considera o trabalho uma vulgar mercadoria, logo com desemprego alto, é quase certo que os salários baixarão. Não necessáriamente, porque a oferta de trabalho pode estar desajustada face à procura. Não se pode pôr um trolha desempregado a gerir um website, por exemplo. Ou a trabalhar numa máquina CNC, por exemplo, de um dia para o outro.
    .
    .
    Esta medida é mais uma, daquelas dos utópicos socialistas, que julgam poder colmatar todas as falhas do mercado. É mais uma asneira que só poderia vir de quem vem. Socialistas retardados.

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  13. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    26 Janeiro, 2011 12:45

    «Portugal está entre os 22 países mais bem posicionados na senda da globalização, à frente de potências económicas como os Estados Unidos, China, Japão ou o Brasil, revela um estudo elaborado pela consultora Ernst & Young com a colaboração do gabinete de análise da revista The Economist (EIU). »

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  14. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    26 Janeiro, 2011 12:51

    JM, Posted 26 Janeiro, 2011 at 12:38 |
    (…) Como o risco de despedimento (com indemnização mais baixa) aumenta, os trabalhadores passarão a exigir salários mais elevados para compensar (…)
    .
    Nem JM acredita no que escreveu. Neste aspecto seria melhor consultar o seu colega editor JCD.
    Então numa situação de refluxo de emprego eu vou conseguir EXIGIR SALÁRIOS MAIS ELEVADOS?
    Excluindo profissões/actividades com muita procura, pela sua excelência, como é que os desempregados ou os que pensam mudar de emprego, podem exigir remunerações mais elevadas se a procura de emprego não existe e a oferta do dito seria para uma minoria?

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  15. Daniel Rodrigues's avatar
    26 Janeiro, 2011 12:53

    Julgo que esta visão é correcta: o mercado vai reajustar. No entanto, o que podemos discutir é o seguinte: é uma boa medida ou uma medidinha?

    Depende da definição do problema anterior: qual é o problema em Portugal neste momento, qual é o objectivo na mudança de regras: Falta de trabalhadores qualificados, ou pouca flexibilidade do mercado?
    A ser verdade a primeira, esta alteração pode ser má: vai ser mais díficil aos empregadores contratar gente competente, o trabalho de cada vai continuar a ter um custo significativo. Se o grande problema é o segundo, então é uma boa medida: há concorrência no mercado entre vários trabalhadores, e será contratado o que exigir menos para trabalhar. A opção desse trabalhador é o desemprego.

    Concordo que há duas outras componentes em que se podia actuar, o subsídio de desemprego e o salário mínimo. Mas esta não deixa de ser uma boa medida, a meu ver: Os custos que possam ser imputados por lei no futuro, passam a ser sujeitos a negociação no presente, aumentando a percepção dos custos/proveitos reais do trabalho de cada um.

    Cumprimentos,
    Daniel Rodrigues

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  16. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 12:55

    “Então numa situação de refluxo de emprego eu vou conseguir EXIGIR SALÁRIOS MAIS ELEVADOS?”
    .
    .
    Isto já está a acontecer nalguns sectores económicos portugueses. No caso do calçado, por exemplo.
    .
    .
    A sério. Vc. pensa que ter um artifice altamente especializado e competente se consegue em 6 meses? Se o pensa está mal informado. Ou nunca trabalhou a sério em empresas boas.

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  17. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 12:57

    ««Então numa situação de refluxo de emprego eu vou conseguir EXIGIR SALÁRIOS MAIS ELEVADOS?»»
    .
    O que eu disse foi que os trabalhadores exigirão salários mais altos se a indemnização for de 15 dias do que se ela for de 30 dias. O post compara 15 dias com 30 dias de indemnização. Para essa comparação a situação do mercado de trabalho é um factor constante e logo irrelevante para a análise.

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 13:00

    ««Excluindo profissões/actividades com muita procura, pela sua excelência, »»
    .
    A procura pela profissão não é relevante para a análise, porque ela é igual quer a lei determine indemnizações a 15 dias quer determine a 30 dias. Esse é um factor constante.
    .
    A procura determina um dado salário com indemnizações a 30 dias. Se a lei mudar para 15 dias, o salário de equilíbrio é maior.

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  19. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:02

    O problema do desemprego é mais complicado que a generalidade das pessoas pensam. Normalmente o chamado desemprego estrutural não desaparece pela simples oferta de postos de trabalho. E quando o faz, nas chamadas épocas de pleno emprego, a produtividade cai por causa dos postos de trabalho preenchidos por pessoas sem as competências para o lugar.
    .
    .
    De um ponto de vista social, é claro que procurar atingir o pleno emprego é óptimo. Mas do ponto de vista do emprego sustentado e de longo prazo, já não o é.
    .
    .
    Do lado contrário é a mesma coisa. Haver uma elevada taxa de desemprego não é sinónimo de disponibilidade para o trabalho, até pela simples falta de competências. E a própria mutação dos mercados.
    .
    .
    Agora, é verdade que o povo português é extremamente inteligente e capaz de mudar de profissão e aprender rápido novas funções. E é uma vantagem comparativa que os portugueses têm e generalidade dos demais povos não o têm. Mas isso não significa que ponhamos um trabalhador não qualifificado para uma dada tarefa e tenhamos os melhores resultados. Isso é um mito.
    .
    .
    Na Alemanha, um bom exemplo, os gajos tentam aproximar as escolas profissionais dos empregadores para que a oferta de trabalho se adeque à procura e não gere ineficiências e desajustamentos. E mesmo assim é dificil aos gajos e por isso agora querem mão-de-obra tuga e espanhola.
    .
    .
    Não tratem o trabalho como mercadoria, porque não o é. Nem deve ser.

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  20. MJRB's avatar
    26 Janeiro, 2011 13:03

    Caro João Miranda,
    Sabendo-se que a vasta maioria do patronato-tipo português é sociologicamente javardo, éticamente deplorável, desrespeitador de leis, cultivador de laxismos, abusador dos horários de trabalhadores, ‘forreta’ na compensação e nos aumementos de ordenados, protegido por governos (este incluído e de que maneira…) compete a si, desenvolver aqui a tese de que “os trabalhadores pasarão a exigir salários mais elevados para compensar”.
    Que trabalhadores ? Que “mercado de trabalho” ? Que patronato ?
    Com esta crise, que vai agravar-se, com o crescente desemprego, com a oferta de emprego só episodicamente surgida, com as leis laborais existentes, com esta “medidinha” para o corte nas indemnizações por despedimento, há, algum desempregado que tenha força, argumentos, para “encostar” o futuro patrão “à parede”, exigindo-lhe “salários mais elevados para compensar” ?

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  21. zedeportugal's avatar
    26 Janeiro, 2011 13:07

    Se um governo do PSD (já nem digo do CDS, para não provocar alguma anafilaxia aos “trabalhadores” que por aqui pairam) tivesse tomado esta medida haveria uma reacção violenta por parte dos sindicatos. Mas como foi um governo do PS ouvem-se – aqui e ali – umas reclamações(zitas) e, dentro em breve, estará tudo bem outra vez.

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:09

    Agora, o JM também está a dramatizar a coisa. Uma pessoa quando se candidata a um emprego não está a pensar em quanto irá cobrar por um possível despedimento. ehehehehehehehh Não quer dizer que não existam casos, mas nunca conheci nenhum. Nenhum.
    .
    .
    O principal entrave continua a ser a incapacidade de poder despedir pessoas calaceiras. Uma empresa que tenha uma necessidade cada vez maior de pessoas para trabalhar e não pode despedir um calaceiro, só porque tem um contrato permanente… É que as empresas, por norma, não despedem as pessoas por dá cá aquela palha. A menos que sejam mal geridas. Como eu dizia, formar uma pessoa para uma dada tarefa custa muito dinheiro à empresa e demora a conseguir os resultados desejados por essa pessoa, logo as empresas boas evitam despedir só em casos de elevada necessidade. Como os calaceiros, os desajustados, etc.
    .
    .
    Não quer dizer que não há más empresas em Portugal, com maus gestores. Há e muitas. Mas estes problemas não se resolvem impedindo o despedimento, até porque essas empresas acabam por falir e ir à vida.
    .
    .
    Mas há tantas mentalidades para mudar…

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  23. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:14

    “Sabendo-se que a vasta maioria do patronato-tipo português é sociologicamente javardo, éticamente deplorável, desrespeitador de leis, cultivador de laxismos, abusador dos horários de trabalhadores, ‘forreta’ na compensação e nos aumementos de ordenados, protegido por governos ”
    .
    .
    Mais um mito. Consegue-me provar isto?
    .
    .
    Se me disser que há muitos maus empresários e gestores, claro que há. Mas daí a Vc. generalizar… Eu nunca trabalhei para o Estado e, mesmo quando tive patrões dificeis, nunca tive problemas. Aliás, eu fiz uma coisa que na altura era revolucionário: fiz um acordo com uma empresa em que eu poderia ser corrido a qualquer altura mas também eu poderia ir-me embora em qualquer altura, sem ter que cumprir o que as leis mandavam fazer. Pois nunca fui despedido e só me fui embora porque fui evoluindo na minha carreira. E tive patrões extremamente “javardos” mas como eu o era também, ficamos quites. lolololololol

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  24. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:18

    E outra coisa para os que passam a vida a dizer mal do patronato tuga. Eu trabalhei sempre no Norte e em locais ditos malditos. E depois trabalhei no estrangeiro. Pois, tirando as mentalidades, há poucas diferenças entre o que se faz noutros país e no Norte.
    .
    .
    Há mesmo coisas que se faz em Portugal que se faz em países ditos “avançados”, como por exemplo, despedir mulheres grávidas.
    .
    .
    Mas maus patrões e maus gestores há em todo o lado. Mas daí a dizer que os patrões tugas são dos piores é porque nunca trabalharam no estrangeiro em ditos países altamente avançados. lolololololol

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  25. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    26 Janeiro, 2011 13:18

    JM (…) A procura determina um dado salário com indemnizações a 30 dias. Se a lei mudar para 15 dias, o salário de equilíbrio é maior. (…)
    .
    Do ponto de vista teórico até dou de barato esse argumento.
    Mas falar em EQUILIBRIO num sistema que não consegue ajustar o salário mínimo para os 500€ – que até estava acordado em concertação social – é de optimista!

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  26. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Janeiro, 2011 13:18

    ««Uma pessoa quando se candidata a um emprego não está a pensar em quanto irá cobrar por um possível despedimento. »»
    .
    anti-comuna,

    Nem precisa pensar. A redução da indemnização causa um aumento de curta duração da procura que faz subir os salários.

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  27. Samuel de Paiva Pire's avatar
    26 Janeiro, 2011 13:24

    Caro João Miranda, a mim parece-me que o parecer de Paulo Otero, onde diz que os cortes nos salários dos funcionários públicos são inconstitucionais caso não se faça o mesmo no sector privado, é ainda mais grave. A este respeito, se lhe aprouver – http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1404880.html

    Saudações

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  28. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:30

    “A redução da indemnização causa um aumento de curta duração da procura que faz subir os salários.”
    .
    .
    Eu duvido disso. Sabe porquê? Porque as empresas não irão subir o número de ofertas de trabalho por terem que pagar menos indemnizações. Olhe o que eu lhe digo, a maioria delas que eu trabalhei e conheço, queixam-se é de não poderem pôr na rua os calaceiros.
    .
    .
    Quando comecei a ter algumas responsabilidades era mesmo aquilo que me preocupava. Contratar pessoas que dessem em calaceiros ou viessem com maus vicios que pudessem contagiar as equipas de trabalho. Mas também tinha que fazer algumas coisas desagradáveis, como pôr na “prateleira” ou em funções ditas rascas para correr com eles. Ou em último caso correr com eles e não ter medo dos tribunais e dos sindicalistas. Mas é claro que tinha que ter o beneplácito dos donos da empresa para fazer determinadas coisas.
    .
    .
    Mas, repare, o que mais custa a uma empresa é ter pessoas desajustadas e os custos das indemnizações só são importantes quando há despedimentos em massa. E, salvo em casos excepcionais, isso não ocorre numa boa empresa. E quando ocorre é um custo menor que ter calaceiros e outros desajustados nas empresas. Os custos de ter um mau funcionário são maiores que o pagamento de uma indemnização. Não generalizando em demasia, é isto que se passa nas empresas.

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  29. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 13:50

    Caro JM, pense assim. Imagine isto:
    .
    .
    Imagine que eu recebo uma encomenda de um cliente que ando a tentar conquistar. E que essa encomenda falha porque um funcionário baldou-se aos seus deveres e desagradou o novo cliente. Já pensou nos custos reais de ter um mau funcionário? O que me fica mais barato? Pagar uma indemnização (não se pode despedir pela incompetência, como sabe, e provar isso em Tribunal…) ou manter o gajo nos quadros?
    .
    .
    É claro que agora as empresas usam e abusam dos contratos de trabalho temporários. Mas porque quando metem alguém não sabem quem vão meter. Não porque depois custe muito despedir. O problema é mesmo não poder despedir. Esse é que é o custo.
    .
    .
    Claro que depois os gajos dos sindicatos dizem que “temos” obrigação de formar os funcionários. Em teoria é fácil: dá-se umas horitas para a formação, etc. Mas depois também é preciso que os funcionários queiram novas formações. Muitos não querem. Preferem encostar-se e até quando são obrigados a irem a formações só complicam a vida aos demais.
    .
    .
    O principal problema é mesmo querer correr com alguém e não poder. Porque, fazer boas equipas de trabalho implica mesmo ter que correr com alguns, desajustados. E quem quer boas empresas, rentáveis, etc. tem que ter bons funcionários. E para os ter tem que os atrair. Por isso, muito desses mitos que existem por aí, são muito fruto de imagens feitas, sobretudo na imprensa.
    .
    .
    Uma das coisas mais interessantes é que, no Norte, mesmo em locais como o Vale do Ave, há poucas greves. Porquê? Porque existe uma proximidade entre trabalhadores e patrões (cada vez menos, mas há) e uma espécie de grupo no mesmo barco. E por isso é que, apesar de tudo, naquela zona do país, vê-se poucas manifes, etc. E, lá como em todo o lado, há maus patrões e maus empregados. Há maus quadros e bons quadros. Mas não existe tanto a dicotomia entre patrões e empregados, como por exemplo, no sul, onde existe até a ideia da luta de classes.
    .
    .
    E a generalidade dos patrões no Norte, sabe que precisa de bons empregados e que os tenta manter. Porque sabe que eles não são mercadoria nem números, que para se fazer uma coisa bem feita demora muito a formar e nem sempre (ou quase sempre) existe mão-de-obra com formação de origem. E o que custa mais é manter um mau funcionário que pagar uma indemnização.

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  30. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    26 Janeiro, 2011 14:05

    “Importa-se de desenvolver o seu raciocínio?”
    .
    Sim. Eu não estou a ver um grupo de desempregados, rivalizando para concorrer a um posto de trabalho, com vontade de discutir com o empresário eventuais aumentos de compensação.
    Mas, como o João Miranda nos informa que os patrões estão a oferecer 1000 a 2000 euros em vez do ordenado mínimo, o que quer dizer que o desemprego já diminuiu substancialmente, já não digo nada…

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  31. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    26 Janeiro, 2011 14:12

    O argumento do João Miranda é válido para quem muda de emprego passando de um regime mais favorável para outro menos favorável e eu acrescento que a dualidade do regime de indemnização por despedimento desincentiva a mobilidade profissional porque é sempre possível o despedimento individual por inadaptação ou extinção do posto de trabalho.

    Não é por diminuirem os custos de indemnização por despedimento que se incentiva o emprego e se melhora a competitividade. Uma empresa é competitiva se souber manter e/ou aumentar a sua quota de mercado sem perder rentabilidade. Para isso suceder, os custos do trabalho podem ser importantes mas não são decisivos. Só quando se perceber isso é que se começam a encarar de frente os problemas que tolhem a competitividade das empresas.

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  32. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    26 Janeiro, 2011 14:16

    (…) Como o risco de despedimento (com indemnização mais baixa) aumenta, os trabalhadores passarão a exigir salários mais elevados para compensar (…)
    .
    Olha que bom!
    Até que enfim, vão-me aumentar o salário!

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  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 14:25

    “porque é sempre possível o despedimento individual por inadaptação ou extinção do posto de trabalho.”
    .
    .
    Desde quando isso é possível? Olhe que não, olhe que não. Mas concordo consigo. Não são decisivos os custos salariais, até pelo contrário, quanto melhor a empresa, melhor paga. Porque, hoej em dia cada vez mais, o coração da empresa são as pessoas. Não são as tecnologias, as máquinas, as patentes ou o que quer que seja. São mesmo as pessoas. E gerir as pessoas é que é o desafio maior, pois não é fácil e não basta ter um gajo nos RH com formação em pedagogia, leis de trabalho, etc.
    .
    .
    Só que, para fazer grupos de trabalho é preciso flexibilidade que as leis não promovem. Pelo contrário, criam muitos problemas. Em algumas empresas, aqui há uns anos, havia mesmo problemas entre funcionários, entre os que estavam já no quadro permanente e os contratados a prazo. E gerir isto é das coisas mais bizarras que podem acontecer. (Não aconteceu a mim mas a um familiar meu.)
    .
    .
    Os nossos sindicatos, por razões sobretudo políticas, é que promovem a dicotomia entre patrões e empregados, entre trabalhadores de colarinho azul e branco e até entre trabalhadores do sector privado e público. A generalidade dos nossos sindicatos são os maiores cancros e entraves à mudança de paradigma em Portugal. Não são todos os sindicatos e nem todos os sindicalistas, mas a generalidade deles cria e promove a chamada luta de classes. Que depois é um grave problema para gerir equipas competitivas.
    .
    .
    Mas o Estado até poderia promover o seguro para as indemnizações. Mas da forma como o fez, é claro que aquilo não passa de um aumento encapotado de impostos, que vai premiar a má gestão para prejudicar a boa gestão. Típico do nosso poder político.

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  34. pardal's avatar
    pardal permalink
    26 Janeiro, 2011 14:34

    Ainda me lembro de, Há cerca de quinze dias, JS e todo o governo jurarem que não queriam introduzir alterações na legislação laboral…
    Lembram-se?

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    Vigoristas

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  35. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 14:57

    O valor de 35% pago para a S.S. é já demasiado alto e suficiente para que a S.Social pague as indemnizações aos trabalhadores em caso de falência da empresa, pelo menos em 50%.
    .
    Neste caso a S.Social iria em sede de falência tentar reaver os outros 50% do valor de indemnizações.
    .
    Não entendo a lógica de onerar mais as empresas. É uma completa estupidez.
    Os custos para a S.S. das empresas deviam era ser reduzidos para metade para todas as novas contratações liquidas.
    .
    As nossas taxas são das mais altas da OCDE e prejudicam fortemente a competitividade dos sectores com mais mão-de-obra especializada.

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  36. João Neto's avatar
    João Neto permalink
    26 Janeiro, 2011 15:20

    João Miranda:

    Tenho algumas dúvidas em relação a esse ajustamento…
    Os trabalhadores passarão a exigir maiores salários para compensar a menor indemnização, mas por outro lado as empresas também estarão dispostas a pagar mais por o preço de despedir ser menor.
    Mas não me parece que o poder negocial dos trabalhadores seja o suficiente para “exigirem” maiores salários para aceitarem um emprego. Principalmente os que estão desempregados.
    No caso de mudanças de trabalho – em que alguém já tem assegurado o seu salário e só mudará se pelo menos mantiver a situação actual – parece-me que sim, esse ajustamento acontecerá.
    No fundo, terá essencialmente efeito na contratação de desempregados.

    Parece-lhe que este raciocínio tem sentido?

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  37. Lima's avatar
    Lima permalink
    26 Janeiro, 2011 15:34

    “Sabendo-se que a vasta maioria do patronato-tipo português é sociologicamente javardo, éticamente deplorável, desrespeitador de leis, cultivador de laxismos, abusador dos horários de trabalhadores, ‘forreta’ na compensação e nos aumementos de ordenados, protegido por governos (este incluído e de que maneira…)”

    Caro MJRB,

    Não acha que o que acabou de dizer está em contra censo com a informação (da OCDE) para a situação nacional? Que mais é que você quer? Que os “trabalhadores” peguem em armas e matem todos os mausões dos “patrões”?

    Indemnização (equivalente a número de dias por ano de antiguidade) Limite máximo da indemnização (em meses)
    Áustria (1)
    0 0
    Bélgica (2)
    0 0
    Dinamarca (3)
    0 0
    Finlândia 0 0
    Itália 0 0
    Holanda 0 0
    Polónia
    0 0
    República Checa (4)
    4,5 3
    Eslováquia (4)
    4,5 3
    Grécia
    5 5,5
    Reino Unido (5)
    6 6
    Estónia
    6 4
    Hungria
    7,5 6
    França
    8 6,7
    Suécia
    9 6
    Eslovénia
    10 10
    Alemanha
    15 10*
    Irlanda
    15 4*
    Espanha
    20 12
    Portugal (proposta)
    20 12
    Portugal (situação actual)
    30 Sem limite

    Fonte: OCDE

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  38. Américo Vicente's avatar
    Américo Vicente permalink
    26 Janeiro, 2011 15:43

    Caro João Miranda,
    É óbvio que nunca administrou empresa alguma!
    Por favor tome contacto com o mundo real!

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  39. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    26 Janeiro, 2011 16:40

    anti-comuna
    Os artigos 405º e 406º do código do trabalho possibilitam o despedimento individual por duas razões específicas: inadaptação e extinção do posto de trabalho.
    O artigo 396º, referente ao despedimento com justa causa, também possibilita o despedimento individual.
    O que falta ao nosso código do trabalho é o “you are fired” que se vê nos filmes e séries provenientes dos USA, onde o personagem demitido/despedido sai alegremente porta fora e acaba tudo num final feliz.

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  40. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 17:02

    “Sabendo-se que a vasta maioria do patronato-tipo português é sociologicamente javardo, éticamente deplorável, desrespeitador de leis, cultivador de laxismos, abusador dos horários de trabalhadores, ‘forreta’ na compensação e nos aumementos de ordenados, protegido por governos”
    .
    Nem quero saber então o que são os Trabalhores Portugueses. Devem ser uns tipos imbecis e ainda mais horripilantes…
    .
    ———————————-
    O João Miranda está correcto só não disse todas as hipóteses.
    .
    Dependendo dos Mercados de Trabalhos* esta medida pode:
    HIP 1-aumentar os salários
    HIP 2- mantê-los se atingir o novo equilíbrio
    HIP 3- não os deixa baixar tanto.
    .
    Caso não saibam há muitos mercados de trabalho em Portugal. Uns andam há procura outros não.

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  41. Lima's avatar
    Lima permalink
    26 Janeiro, 2011 17:10

    António Parente,

    “Os artigos 405º e 406º do código do trabalho possibilitam o despedimento individual por duas razões específicas: inadaptação e extinção do posto de trabalho.
    O artigo 396º, referente ao despedimento com justa causa, também possibilita o despedimento individual.”

    O problema é que depois vão ao tribunal do trabalho que os devolve às empresas, não viu outro dia a entrevista com o Soares dos Santos?

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  42. bagaço's avatar
    26 Janeiro, 2011 17:25

    Uma pessoa lê cada coisa… Este raciocínio do João Miranda é o corolário do pensamento liberal (o mercado auto-regula-se devido ao jogo da oferta e da procura) o que não deixa de ser absurdo e falso.
    mindjacking.wordpress.com

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  43. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    26 Janeiro, 2011 18:23

    Lima
    Não vi essa entrevista. Um juíz decide em função dos factos, das provas e das leis em vigor. Seria bom perceber onde falham as coisas.

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  44. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 19:04

    (o mercado auto-regula-se devido ao jogo da oferta e da procura) o que não deixa de ser absurdo e falso.
    O mercado funciona em todo o lado menos nos Tugas pelos vistos…
    Os Chineses já compraram mais carros da General Motors que os próprios Americanos em 2010.
    2,35 milhões de carros da GM vendidos na China.
    Como é que os pobres Chineses explorados pelos Capitalistas malvados podem comprar tantos carros?

    http://economictimes.indiatimes.com/news/international-business/gms-china-sales-pass-us-for-first-time-in-history/articleshow/7354712.cms

    DETROIT: General Motors says it sold more cars and trucks in China last year than it did in the U.S. for the first time in its 102-year history.

    The company sold 2.35 million vehicles in China. That’s about 136,000 more than it sold in the U.S.

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  45. Diogo's avatar
    26 Janeiro, 2011 19:06

    Caro João Miranda, este post não foi feliz…

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  46. Rogério's avatar
    26 Janeiro, 2011 19:10

    MRJB: «abusador dos horários de trabalhadores,»

    Está a brincar? Ou está a escrever com seriedade?

    R.

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  47. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 19:22

    LL,
    A china não é um regime capitalista .
    .
    É um regime misto, com muitas empresas do estado ou comandadas pelo estado, e outras privadas.
    .
    A china por isso não pode ser medida de comparação com as politicas “laissez-faire” bacocas e neo-tonta dos EUA e de alguma Europa.

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  48. MJRB's avatar
    26 Janeiro, 2011 19:30

    Rogério,
    Não há patrões tugas abusadores dos horários dos trabalhadores ?
    Conheço alguns casos, contam-me outros, e tenho lido sobre muitos mais.

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  49. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 19:30

    PMP já não lhe chega inventar a História económica da Europa quer ir para a Ásia?

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  50. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 19:44

    “A china não é um regime capitalista .
    .
    É um regime misto, com muitas empresas do estado ou comandadas pelo estado, e outras privadas.”
    .
    .
    E Portugal? lololololololol
    .
    .
    Quer-me parecer que até nos USA existem muitas empresas comandadas pelo Estado e vice-versa. Estava aqui a lembrar-me das duas que deram origem à bolha do subprime. lolololololololol

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  51. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 21:45

    LL,
    Você é que é perito em inventar e apoiar ideias libertárias utópicas e um pouquinho lunáticas.
    .
    Então grande elogioss à China , um farol Austriaco no mundo.
    .
    Daqui a pouco o LL até vai ensinar ao Comité Central Chinês de onde vem o dinheiro.

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  52. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 21:52

    Á atenção dos crentes no armagedão:
    .
    .
    “LONDON (ShareCast) – Heritage Oil (Frankfurt: A0NG6K – news) has uncovered the largest gas field to be discovered in Iraq for more than 30 years, but the news took the market by surprise as the field had been expected to contain oil rather than gas.

    With testing of the Miran West-2 well in Kurdistan complete, management believes the Miran field is the sixth largest gas field discovered in Iraq with sufficient volumes to justify a standalone commercial development.”
    .
    In http://uk.finance.yahoo.com/news/Heritage-gas-discovery-digilook-4149746176.html?x=0
    .
    .
    Lá se vai o mito do peakoil pró galheiro. É quase todos os dias este tipo de noticias. ehhehheheh

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  53. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 21:54

    Quais grandes elogios? eles são simplesmente pouco estúpidos comparado com a Europa e os EUA, não impedem as pessoas de enriquecerem. Ou seja em Planeta de cegos quem tem olho é rei. Mais tarde a burocracia chinesa irá crescer como todas o fazem.
    .
    E aqui está o filme indiano que vai destronar Hollywood heheheh
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=svOlz2ei4Yk

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  54. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 22:02

    LL,
    Sim os chineses exploram as crenças neo-liberais , libertárias, austriacas, neo-tontas que parte signiticativa dos EUA e parte da Europa professam.
    .
    Mas os chineses não acreditam nessas teorias dos Von Mises/Hayek, que nem sequer explicam de onde vem o dinheiro.
    .
    Qualquer dia temos a aliança Comité Central Chinês / Ayn Rand Fundation.

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  55. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 22:10

    Ao contrário do que a generalidade da malta pensa, os chineses são ambiciosos. E sabem o que é preciso para chegarem ao nosso patamar. É um regime mau, é perigoso, mas até isso um dia vai mudar. Entretanto, para desfazer mitos:
    .
    .
    “In an extensive campaign significant for the global economy, China is targeting an astounding 2 million domestic patent applications annually by 2015, and wants to be one of the top two patent owning countries by 2020.
    .
    The patents hunting master plan, titled “National Patent Development Strategy (2011 – 2020)” follows the “Outline of the National Intellectual Property Strategy”, which the Chinese government released in 2008.
    .
    Remarkable in its planning and scope of targets for patents, the latest strategy document from China’s State Intellectual Property Office of China (SIPO) is part of a first-of-its-kind intellectual property mission from any government.
    .
    The SIPO document follows other recent blueprints in China’s great new focus on patents and intellectual property (IP). In 2009, China released an “Action Plan for Implementing National IP Strategy”. It had 250 specific measures for various governmental departments.
    .
    Another “Action Plan on Intellectual Property Rights Protection” in 2009 listed 170 steps in areas of legislation, enforcement, trials, institutional building, publicity, training and education, international exchanges and cooperation, corporate IP protection and services to right holders.”
    .
    In http://www.atimes.com/atimes/China_Business/MA07Cb01.html
    .
    .
    Em vez de nos queixarmos é melhor prepararmos-nos para a competição que aí vem. Porque, com o tamanho daquele mercado, qualquer pequena empresa chinesa será um gigante para os nossos padrões. E poderão mobilizar bastantes recursos para a competição.
    .
    .
    E aquilo é cada vez mais um mercado gigantesco e fortemente competitivo. Portanto, não se pense que as empresas chinesas sobrevivem apenas com base em baixos salários, roubos de propriedade intelectual, etc. Quando a Lenovo comprou o dep. de informática da IBM isso deveria ter dado um aviso aos ocidentais. Os gajos não se limitam a sobreviver mas estão mesmo a lutar contra nós.
    .
    .
    O caso mais gritante, que nós descuramos, é o mercado automóvel chinês. Quem pensava que as empresas chinesas iriam perder a guerra económica para as ocidentais, enganou-se bem. Há um elevado número de fabricantes chineses que, não apenas sobreviveram à chegada dos ocidentais, como lutam taco a taco pelas quotas de mercado. E estes fabricantes, mesmo que ainda fracos para os nossos padrões de consumo, um dia destes chegam aí com uma força impressionante.
    .
    .
    As pessoas esquecem-se que a competição, quando não nos mata, torna-nos mais fortes. E, neste caso, os fabricantes chineses estão a aguentar bem a chegada da concorrência externa, não apenas dos ocidentais como japoneses, koreanos, etc. E eles se sobrevivem é porque alguma competitividade têm. Um dia destes eles entram por esse mundo fora e surpreendem o mundo, pois é na competição que se gera futuros vencedores.
    .
    .
    Criar falsas imagens dos concorrentes, além de ser prejudicial, faz-nos pensar que eles ganham pela batota. Mas se estivermos errados, quando descobrirmos, eles estão a lutar pelos nossos clientes, com as mesmas armas que nós ou até melhores. E um mercado gigantesco daqueles vai gerar poderosos concorrentes mundiais. É apenas uma questão de tempo.

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  56. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 22:10

    O Regime Chinês não tem nada que ver com crenças neoliberais só são inteligentes para perceberem como as coisas funcionam. Não há a moralidade de Hayek e Rand, não há direitos políticos, não há liberdade a não ser para enriquecer e se não te meteres com o Poder como em qualquer ditadura não comunista.
    Mas quando a Democracia é cada vez mais a limitação da liberdade, o entrar em tudo nas vidas das pessoas até uma Ditadura Medieval menos estúpida parece uma coisa menos má.
    A Democracia Ocidental tem de mudar para sobreviver. Tem de ter limites ao que pode fazer ás coisas das pessoas.

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  57. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 22:14

    LL,
    Acho que devia ser o porta-voz da Fundação Comité Central Chinês/Ayn Rand.
    .
    A nova sintese politico-económica do sec. XXI.
    Ao pé destes o Keynes é um amador.
    .
    Mas antes era melhor perceber de onde vem o dinheiro .

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  58. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    26 Janeiro, 2011 22:16

    O presente sistema político no Ocidente construiu sociedades insustentáveis para os filhos e netos e para muitos que ainda cá estão.
    É simplesmente isto.
    Não há limites Constitucionais ao que os Estados Sociais Democratas Ocidentais podem fazer à riqueza das pessoas. 50% podem votar para tirar quase tudo a 5%.

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  59. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 22:19

    LL,
    De onde vêem os 50% que o estado cobra em impostos ?

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  60. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 22:24

    Fabricantes chineses vendem na net:
    .
    .
    http://www.made-in-china.com/Transportation-Catalog/Car.html
    .
    .
    E os fabricantes locais devem ter metade das quotas de mercado de automóveis. Se aquilo já é o maior mercado, imaginem que há para ali fabricantes fortes. E à medida que o tempo passa e eles aprendem a competir no mercado, começam a ganhar know-how, capacidade e trunfos para invadir os mercados mundiais.
    .
    .
    Pode-se criticar a China mas não se descure do seu potencial. É evidente que eles precisam de passar pelo teste das crises para ver se se aguentam das canetas, mas aquilo é mais forte do que parece à primeira vista. Mas vamos ver. Eles estão agora com bastantes problemas internos e o regime deve estar mesmo a dar as últimas. Quando aquilo se democratizar depois vai ser como a Koreia do sul.

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  61. silva's avatar
    silva permalink
    26 Janeiro, 2011 22:30

    A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras. Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
    “Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.

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  62. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 22:31

    AC e LL,
    então a politica de moeda fraca da china, mais barreiras alfandegárias, mais barreira regulatórias, mais politica industrial massiça através de compras do estado dirigidas a empresas chinesas, mais investigação aplicada nas universidades ao serviços das grandes empresas industriais, mais obras públicas ás toneladas com fornecimentos 99% chineses, mais créditos e subsidios à exportação, não terá nada a ver com o sucesso da China ?.

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  63. Vadinho Nascimento's avatar
    Vadinho Nascimento permalink
    26 Janeiro, 2011 22:36

    O Post tá com a razão, apesar do desemprego ser elevado, começa a escassear, o número dos que têm jeito para trabalhar, os mais procurados pelo mercado global já começaram a emigrar.
    Ora se Portugal têm que exportar muito mais, as empresas exportadoras vão ter dificuldades em encontrar mão-de-obra qualificada, terão obviamente que pagar mais.
    A não ser que contratem quem não sabe trabalhar! Mas uma empresa que não vive de subsídios tem que produzir, ou seja tem que contratar gente com capacidade de trabalho para desempenhar as tarefas…

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  64. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 22:53

    PMP1, Vc. o que está a dizer é apenas isto. Eles são idiotas e só se safam com políticas copiadas dos ocidentais. Se for a ver, o que Vc. está a dizer que é o sucesso deles, é o que nós praticamos e sem sucesso. Portugal faz isso mesmo. Quase tudo o Vc. diz que eles fazem. Mas não saímos da cepa torta.
    .
    .
    Se é verdade que muitos desses investimentos aumentam a produtividade, a sua rentabilidade cai à medida que surgem cada vez mais infraestruturas. Se fizer uma auto-estrada entre duas grandes cidades chinesas, é capaz de subir a produtividade. Mas se fizer 10, provavelmente vai apenas arruinar as rentáveis com as novas.
    .
    .
    Vc. pode acelerar o crescimento económico de um país sem infraestruturas se as construir. Mas á medida que o país vai tendo infraestruturas, os benefícios desses investimentos cai e até se torna negativo a partir de uma dada altura. Que é o caso português, neste momento.
    .
    .
    Vc. medite no que se passou no Japão e na Koreia do Sul. Também se dizia mil e uma coisas deles, mas o que é certo é que foram subindo na cadeia de valor e hoje são temidos. A Samsung dá-se ao luxo de vir comprar patentes às universidades tugas.
    .
    .
    A China segue mais ou menos, o mesmo caminho. Até tem a sua moeda atrelada a um cabaz de moedas internacionais. Mas não se pense que eles apenas sobrevivem à custa de investimentos estatais, batotas, etc. Porque, a prova maior é esta. O mercado automóvel chinês é o maior do mundo. E os fabricantes locais dominam cerca de metade das quotas de mercado. Logo, não se pode apenas inferir que os gajos sobrevivem à custa de salários baixos, moedas em sistema de currency peg, etc. Se eles dominam cerca de metade do mercado é porque alguns predicados têm.
    .
    .
    Acho é que Vc. está confuso. E não percebe o que eles estão a fazer na China. Mas se quer que lhe diga, estude um bocado o que se passou no Japão e na Koreia do Sul. E vai perceber melhor o processo de desenvolvimento deles.
    .
    .
    Aliás, o processo indiano até é semelhante em parte ao chinês, embora eu goste mais do deles, sobretudo das suas empresas, que são extremamente competitivas.
    .
    .
    Acho é que Vc. e muitos como Vc. precisam de ler coisas para além do que é publicado nos nossos países. Ler o que dizem e pensam os brasileiros, os chineses, os indianos, os argentinos, os marroquinos, etc. Porque, só assim, se pode ter melhor uma ideia do que se passa no mundo, o que eles pensam, o que eles fazem, etc.
    .
    .
    Olhe que os chineses, hoje em dia, não estão preocupados com as ideologias ocidentais. Isso aconteceu no século XX, sobretudo com o Mao. Mas depois do Deng Xiaoping tudo mudou e eles não estão com ideologias. Quando muito eles até pensam que existe um “modelo asiático” (ter em conta o caso do ex-líder de Singapura que é uma espécie de guru económico asiático), embora agora pouco falado, sobretudo depois da crise de 1998.
    .
    .
    Como eles têm uma ideologia própria, Vc. devia olhar para aqueles países, com com os nossos olhos mas com os olhos deles. E eles não andam a discutir ideologias económicas, até porque, se é ciência não devia ter ideologias. Vc. acha que os chineses seguem o Krugman, o Mises, o Friedman, etc? Não. Eles seguem os velhos princípios básicos. Acumulação de capital, poupança, muito trabalho, etc. E depois melhorar a vida, quando já estão mais ricos.
    .
    .
    O Luckyluck tem razão nalguns aspectos. Nós começamos logo de miúdos a pensar gastar e consumir em vez de trabalhar, poupar, investir, etc. Eles querem ser ricos, nós funcionários públicos, estrelas da bola ou actores de telenovelas. eheheheheehehh

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  65. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 23:00

    AC,
    Você é que anda muito confuso e a confundir muita coisa..
    .
    A Europa e os EUA são anjinhos porque acreditam nas crenças neo-liberais que o mercado tudo resolverá.
    .
    Os chineses acreditam que só uma forte aliança entre o estado e as empresas permite competir.
    .
    É essa aliança que faz o desenvolvimento chinês.
    Assim como foi (ainda é em parte) na Coreia e no Japão.
    .
    Portugal é uma anedota em termos de politicas industrias..
    A Alemanha não acredita nas crenças neo-tontas, mas quer que os outros acreditem (faz como eu digo, não como eu faço é um ditado bem adequado á alemanha).
    .
    As PME’s não têm dimensaõ para resolver o problema económico português se ajuda.
    Veja que contina a existir destruição de emprego.
    .
    E os pobres e desempregados ?

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  66. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 23:02

    AC,
    Você é que anda muito confuso e a confundir muita coisa.
    Deve ser por andar a tentar descobrir de onde é que vem o dinheiro.
    Olhe que o LL já anda lá perto.
    .
    A Europa e os EUA são anjinhos porque acreditam nas crenças neo-liberais que o mercado tudo resolverá.
    .
    Mas os chineses acreditam que só uma forte aliança entre o estado e as empresas permite competir e inovar à escala global.
    .
    É essa aliança que faz o desenvolvimento chinês.
    Assim como foi (ainda é em parte) na Coreia e no Japão.
    .
    Portugal é uma anedota em termos de politicas industrias..
    A Alemanha não acredita nas crenças neo-tontas, mas quer que os outros acreditem (faz como eu digo, não como eu faço é um ditado bem adequado á alemanha).
    .
    As PME’s não têm dimensão para resolver o problema económico português sem ajuda do estado.
    Veja que continua a existir destruição de emprego.
    .
    E os pobres e desempregados, vão passar fome? E os filhos deles ?

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  67. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 23:03

    Olhe, PMP1, leia isto:
    .
    .
    “Secret Lectures on Reserve Currencies

    Years ago, Hu and the Politburo attended secret lectures in which Chinese professors explained the history of the rise and fall of major powers. During these sessions, the Chinese leaders realized that no modern country has ever become a superpower without a reserve currency.
    .
    The United States superseded the British Empire after World War II, when the dollar replaced the British pound as the dominant currency in the global financial system. This explains why Beijing has pursued the internationalization of the yuan since the outbreak of the global financial crisis, which the Chinese believe has irrevocably harmed their American rival.”
    .
    In http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,741303,00.html
    .
    .
    Vc. acha mesmo que eles vão manter o renminbi nas cavernas? Vc. acha mesmo que eles vão continuar a manter os americanos?
    .
    .
    Olhe o caso do Japão. Depois do acordo de Plaza o yene subiu de caraças, ajudou a criar uma bolha no Japão, mas apesar da crise após o estoiro, o yene mais forte não impediu de continuarem a exportar que se farta. Os USA, ainda hoje, têm um défice comercial com os japoneses. E a Europa também.
    .
    .
    Portanto, esqueça a porcaria da moeda, que é mais uma ilusão que outra coisa. Já lhe disse. Leia o Christian Stoffaës primeiro antes de me vir com paleio de quem não sabe o que é preciso para sair da crise. Aliás, Vc. não é o único. Há muita gente que acredita que uma moeda fraca ajuda os países, mas está enganado. Mas, pronto, preferem agarrar-se a ideias pré-concebidas e ideologias anacrónicas que analisar mesmo o que faz os países serem competitivos.
    .
    .
    Enfim, contra a religião e a fé de cada um, não vale a pena lutar.

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  68. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    26 Janeiro, 2011 23:07

    “A Europa e os EUA são anjinhos porque acreditam nas crenças neo-liberais que o mercado tudo resolverá.
    .
    Mas os chineses acreditam que só uma forte aliança entre o estado e as empresas permite competir e inovar à escala global.”
    .
    .
    Olhe, Vc. é mesmo um caso perdido. Pronto. Eu aposto que Vc. vive num outro mundo. Mais adiantado que o meu. Que lhe posso dizer?
    .
    .
    Pronto. Fique lá na sua que eu fico na minha. É que está-me a dizer barbaridades, que eu até me custa estar a perder tempo consigo. Vc. acha que é neoliberalismo o que se pratica nos USA? E em grande parte da Europa? E na China não? Nem no Japão?
    .
    .
    Eh pá, desculpe que lhe diga. Vc. ainda tem muito para ler, ver e ouvir. Deve viver noutro mundo, não no mesmo que eu. E, por isso, não tenho paciência para estar a dizer o básico quando Vc. já devia ter obrigação de o saber.

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  69. PMP1's avatar
    PMP1 permalink
    26 Janeiro, 2011 23:07

    AC,
    A sua China preferida acredita na moeda fraca, deve ser por não lerem o seus livros preferidos.
    .
    Veja lá que os Chineses até percebem de onde vem o dinheiro, o que lhes dá logo uma vantagem de 80% sobre os nossos politicos e economistas que não sabem.

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  70. jose silva's avatar
    jose silva permalink
    27 Janeiro, 2011 11:24

    Adoro ver gente culta a arremessar números, indicadores estatisticos, e outros dados. São a matéria prima predilecta de algumas almas. Quando, afinal, não são matéria prima, mas sim ferramentas de trabalho. Usar martelos para apertar parafusos, é possivel em alguns casos, mas pouco eficiente! Chaves de fenda em pregos… isso então?
    Os economistas, alguns gestores, e politicos (aspirantes e comentadores) são especialistas nestas criativas técnicas.
    Todas as conclusões são, então, possíveis e até obvias.
    Claro que alguns trabalhadores vão exigir mais – os que podem escolher. E os outros?
    Num grupo onde modelos com aderência á realidade de 65% são considerados BONS, ou mesmo EXCELENTES, são para mim suficientes para os reconhecer entre opinadores.
    Será por isso que eu desejaria trabalhar(viver) na Dinamarca ou Holanda, ao invés em Portugal?

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  71. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    27 Janeiro, 2011 12:11

    “Medidinha do dia”
    Parece mais uma “Merdidinha do dia”.

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