Rendas abaixo*
Desperdícios do Estado
O estado português continua, mesmo em tempo de austeridade, a desbaratar centenas de milhões em rendas, alugando instalações caras, quando não desnecessárias.
O desperdício é a regra. Por um lado, porque o estado persiste em alugar imóveis a particulares, quando dispõe de inúmeros edifícios desaproveitados. Por outro lado, porque em período de crise do imobiliário, muitos comerciantes viram já descer para metade os valores de aluguer das suas lojas, enquanto o estado paga cada vez mais aos seus senhorios, contrariando a tendência do mercado.
Só foi possível chegar a esta situação absurda porque muitas das rendas são de favor: ora pagas a câmaras municipais, instituições de solidariedade ou corporações de bombeiros, como forma de subsídio encapotado. Ou, porque, muitas das vezes, os proprietários dos prédios são amigos ou até sócios, dos que celebram os contratos em nome do estado.
Aqui chegados, a solução é pois muito simples. O governo deve reduzir, pelo menos para metade, o valor das rendas imobiliárias que o Estado paga. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa. Para com aqueles que não aceitarem, os contratos devem ser resolvidos nos termos da lei e os prédios entregues, pois não faltarão alternativas no mercado.
E uma medida destas seria ela também uma boa alternativa ao imposto extraordinário com que o governo nos vai presentear no Natal.
*texto da minha crónica da Rádio Renascença.

A medida seria particularmente bem vinda em relação`às «cidades judiciárias», a começar pela de Lisboa que não é nem será nunca adequada à função. A começar por razões simbólicas (os trbunais não devem estar nas periferias), terminando em razões práicas de adequação física, como em devido tempo a comunicação social deu devida nota.
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Muito bem.
Com isso que propôe e com a venda da RTP resolveremos alguns dos nossos problemas. http://psicanalises.blogspot.com/
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Há que fazer um levantamento de todas essas «rendas», pois algumas são manifestamente exorbitantes e outras foram outorgadas para pagar favores politicos.
Esta ronha das rendas já vem muito de trás, desde há duas ou três décadas.
Os fundos mobiliários, as imobiliárias do jet-set, os escritórios de advogados do regimen, arrajaram à custa dos contribuintes, rendas vitalícias e agiotas!
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Que o «novo» Governo não se esqueça de retirar ad aeternuum as reformas vitalícias dos politicos.
O Santana, o Pacheco, o M.Mendes, recebem pela televisão e ainda recebem milhares de euros dos contribuintes?
O que é que essa gente fez por Portugal?
Têm a Cruz de Guerra? Salvaram alguém no mar? Fizeram alguma coisa pela sua freguesia? Doaram alguma coisa a uma misericórdia?
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Hoje na entrega dos prémios EDP solidária(!):
Cavaco Silva avisa que não são de esparar melhorias na nossa vida nos próximos tempos/anos.
Ao seu lado o anfitrião António Mexia, o senhor 3 milhões (ao ano).
Ao lado deste Sérgio Figueiredo, ex-promissor jornalista de economia e finanças, convertido às (suas) finanças pessoais.
Se não fossem tempos trágicos daria uma boa comédia. De revista. À portuguesa.
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O governo,quando é fraco ou incompetente ou desonesto , tem legitimidade (?!) para “sacar” em impostos sempre aos mesmos de sempre e sempre cada vez mais até ao estoiro final .
O governo , quando forte e competente e honesto , tem legitimidade para cortar despesas contra a oposição de lobys , boys ,empresas do regime parasitárias e toda uma serie de “encostados” , pois são os seus benefícios as causas da bancarrota e não os contribuintes .
Deste modo , para além do que menciona , sugiro também a renegociação das PPs reduzindo os lucros leoninos
das rendas obtidas por essa via pelos bancos e empresas de construção do regime , pois são elas a causa de muita dívida .
Resumindo , só se resolve a dívida indo directamente ás causas e não ao agravamento dos impostos , o que só piora ainda mais a situação .
Assim , este governo , passou de esperança a desilusão ao fazer o que todos os outros sempre só souberam fazer :aumentar os impostos.
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Veja a lista de instalações que ocupam SÓ os serviços da C. M. Lisboa. E ainda não estão todas…
Publicado no “Público” (13.05.2011) por Helena Matos.
Ver para crer*
Alameda das Linhas de Torres, nº 156; 198/200
Avenida da República, 21
Avenida 24 de Julho, nº 171 C
Avenida Afonso Costa, 41, 3.º Piso Ala D
Avenida Almirante Reis, nº 65
Avenida Brasil nº 155 H
Avenida Brasília
Avenida Ceuta Norte – Lote 5 – Loja 1
Avenida Cidade de Luanda Nº 33, Loja – A
Avenida Cidade Lourenço Marques
Avenida Cidade do Porto
Avenida D. Carlos I
Avenida da Liberdade, nº 175
Avenida de Roma, 14 P
Avenida Frei Miguel Contreiras, 52
Avenida Gomes Pereira, nº 17
Avenida Infante D. Henrique, Lote 1
Avenida João Paulo II, Lote 550
Avenida Rio de Janeiro
Avenida Santos e Castro, Lote 2
Bairro da Ameixoeira Zona 4, Lt. 12 – Lj. B
Bairro da Liberdade, Rua B, Lotes 3 a 6, Piso 1
Bairro do Armador Lote 768 – Loja Dta.
Bairro Marquês de Abrantes
Calçada da Ajuda, nº 236
Calçada da Tapada
Calçada do Cascão, nº 39-41
Calçada do Combro, 58
Calçada do Moinho de Vento, nº 3
Calçada do Poço dos Mouros, nº 2, nº 8
Calçada Marquês de Abrantes, nº 45 – r/c dtº
Campo das Amoreiras
Campo de Santa Clara, nº 60
Campo Grande 13, 15, 25
Casa do Governador – Rua do Espírito Santo
Casalinho da Ajuda – Lote IO 57A – R/c A
Castelo de S. Jorge Convento das Bernardas – Rua da Esperança, n° 146 Costa do Castelo, 75
Escadinhas de S. Miguel, nº 10
Espaço Monsanto – Estrada do Barcal, Monte das Perdizes
Estr. de Telheiras 102, 146
Estr. do Paço do Lumiar 44
Estrada da Pimenteira
Estrada de Benfica, nº 368
Estrada de Chelas nº 101/113/25
Estrada do Alvito
Estrada Paço do Lumiar – Lt. A3 – Lj.
Estrada Poço Chão 15-A, Lisboa
Impasse à Rua Américo de Jesus Fernandes
Largo Calhariz 17
Largo das Pimenteiras, nº 6-A
Largo de Chão do Loureiro
Largo de São Mamede, nº 7
Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1
Largo do Ministro, nº 1
Largo dos Jerónimos, nº 3 – r/c
Largo dos Lóis, nº 4 – 1º
Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368
Paços do Concelho – Praça do Município
Palácio do Contador Mor, Rua Cidade do Lobito
Palácio dos Machadinhos – Rua do Machadinho, nº 20
Palácio Galveias, Campo Pequeno
Palácio Marquês de Tancos, Calçada Marquês de Tancos, 2
Parque Eduardo VII, Lisboa
Cruz das Oliveiras
Poço do Borratém, nº 25 – 2º
Praça das Casas Novas
Praça Dr. Fernando Amado, Lote 565, R/c
Praça General Vicente de Freitas
Praça Mar Humberto Delgado
Quinta Conde dos Arcos / Avenida Dr. Francisco Luís Gomes
R. Alberto de Sousa 31
Rampa do Mercado das Galinheiras
Rua A projectada à Rua de Sousa Lopes, Loja 10 A – Bairro do Rego
Rua Abade Faria, nº 37
Rua Adriano Correia de Oliveira, 4A
Rua Alberto de Oliveira – Palácio dos Coruchéus
Rua Alexandre Herculano, 46
Rua Almada Negreiros
Rua Ângela Pinto
Rua Antão Gonçalves
Rua Antero Figueiredo
Rua António Maria Cardoso, 38
Rua António Patrício nº 26 2º andar
Rua Arco Marquês do Alegrete, nº 6 – 2º C
Rua Augusto Rosa, nº 66 – 1º Dto, nº 68 e nº 70
Rua Azedo Gneco, nº 84 – 2º
Rua Cais do Gás, ao Cais do Sodré
Rua Cardeal Mercier
Rua Cardeal Saraiva, nº 4
Rua Castilho n.º 213
Rua Circular Norte – Bairro da Encarnação
Rua Coelho Rocha 16
Rua Comércio 8,4º-D, Lisboa
Rua Conde de Arnoso, nº 5-A/B
Rua Conselheiro Lopo Vaz, nº 8
Rua Correia Teles, nº 103 A
Rua Costa Malheiro – Lote B12
Rua D. Luís I, nº 10
Rua da Atalaia
Rua da Boavista, nº 9
Rua da Correnteza, N.º 9
Rua da Esperança, nº 49
Rua da Junqueira, 295
Rua da Mouraria, nº 02 – 2º
Rua da Palma, 246
Rua da Prata, nº 59 – 1º
Rua da Rosa, nº 277 – 2º
Rua Damasceno Monteiro, nº 69
Rua das Acácias
Rua das Azáleas
Rua das Farinhas, nº 3 – 2º
Rua das Portas de Santo Antão, nº 141
Rua de Campolide, nº 24-B
Rua de O Século, 79
Rua de S. Bento, 182 – 184
Rua de Xabregas, nº 67 – 1º
Rua do Ouro, nº 49 – 4º
Rua do Rio Tâmega
Rua do Saco, 1
Rua dos Cordoeiros, nº 52 – r/c
Rua dos Fanqueiros, 38 – 1º
Rua dos Lusíadas, nº 13
Rua dos Remédios, nº 53 e 57-A – 2º andar
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Rua Engenheiro Vieira Silva
Rua Ernesto Vasconcelos
Rua Estrela
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Rua Ferreira de Castro – Lote 387 – C/v
Rua Filipe da Mata, nº 92
Rua Filipe Folque
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Rua General Silva Freire, Lote C
Rua Gomes da Silva
Rua Gomes Freire
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Rua João Silva, nº 2
Rua João Villaret, nº 9
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Rua Leão de Oliveira
Rua Luciano Cordeiro, nº 16 – r/c Esq
Rua Lúcio Azevedo Lote, 11-r/c, 12-A, 21B
Rua Luís Pastor de Macedo
Rua Manuel Marques, Porta 4 F, 6 H
Rua Maria da Fonte – Mercado Forno do Tijolo, Bloco C
Rua Maria José da Guia, 8
Rua Morais Soares, nº 32/32-A
Rua Natália Correia, nº 10 – 10F
Rua Nova da Piedade, nº 66
Rua Nova do Almada, nº 53 – 1º e 2º
Rua Nunes Claro, nº 8 A
Rua Padre Abel Varzim, 7 D
Rua Pascoal de Melo nº 81
Rua Passos Manuel, nº 20 – r/c
Rua Penha de França
Rua Pinheiro Chagas, 19 A
Rua Portugal Durão
Rua Pr. Joaquim Alves Correia – 24 – C/v. A/B
Rua Prof Lindley Cintra , Lote 49 – Loja
Rua Prof.. Francisco Gentil, 25 A
Rua Professor Adelino da Palma Carlos
Rua Professor Lima Bastos nº 71
Rua Professor Vieira Almeida 3-r/c-A, Lisboa
Rua Projectada à Calçada da Quintinha, lotes B1 a B8
Rua Rainha D. Catarina – Lt. 11 – Lj. 5
Rua Raul Carapinha
Rua Rio Cávado
Rua S. Sebastião da Pedreira, nº 158-A
Rua São Pedro de Alcântara 3
Rua Saraiva de Carvalho, nº 8 – 2º
Rua Silva Tavares
Rua Teixeira Pascoais 10, nº 12
Rua Tomás Alcaide, 63 A
Rua Vila Correia, nº 17 A
Rua Virgílio Correia
Rua Wanda Ramos Lote 12 – Loja
Travessa da Galé, 36
Travessa de S. Tomé, nº 5
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Não vos agrada o comentario e como tal “não aprovam” ! AH AH CENSURAM .FALSOS LIBERAIS
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Cavaco Silva a falar em sacríficios é de partir o côco!
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Olhem os camaradas a fingir que não percebem…!
Camaradas, isto é uma teia coerente. Se romperem dois ou três nós tudo se desfaz. O sistema está em equilíbrio interno e, portanto, não pode evoluir. Não percais tempo com reformas deste tipo, elas são impossíveis. A menos que os camaradas queiram servir a nação… com as respectivas conezias.
Pensem no seguinte: em democracia o equilíbrio é atingido quando 51% dos votantes viverem à custa dos 49% restantes. E este equilíbrio não pode ser rompido através do próprio sistema democrático. Pode é cair tudo de podre porque os indivíduos evoluem e chega um momento em que os 49% fazem um grande manguito.
Até lá, Carneiro amigo andaremos todos ao mesmo.
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> a lista de instalações que ocupam SÓ os serviços da C. M. Lisboa
Penso que isso inclui as juntas de freguesia – já aí vi duas ou tres – e há também coisas humildes e funcionais tipo recolhas de lixo e serviços de cantoneiros. É claro que a “sede da Microsoft” na Afonso Costa (como chamou o S.O.S.Lisboa aos edificio dos serviços sociais da Câmara, que agora também avia cartões de cidadão) e o bunker nazi no Campo Grande são exemplos mais refinados do espatifar alegre dos fundos públicos.
Nada que se compare com metade da população de Lisboa viver em bairros camarários, claro. O despovoamento da cidade – pelo menos de cidadãos livres – está quase completo …
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Linke as «rendas» da Câmara do Porto e de Gaia, do Funchal, etc, etc.
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PauloMorais,
Você é, com certeza, um tontinho. Eu não sei se o novo governo é bom se é mau. O que é estúpido é estar a disparar tiros de pólora seca, cusiosamente com muito ruido à volta, num momento em que os homens do recente indigitado Governo ainda nem sequer tiveram tempo para desifectar os locais de trabalho.
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Tontinho este Leme… os homens não tiveram tempo para desinfectar os locais de trabalho, mas não perderam um instante para limparem o subsídio de natal de quem trabalha. O que não é o caso deste Leme.
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Na cidade sede concelhia de Santo Tirso, o presidente da edilidade, “adquiriu” em nome do seu filho o rés-do-chão de um edifício em construção, onde posteriormente, muito recentemente, vamos lá saber como ou porquê, se foram concentrar os serviços públicos de registo civil, registo comercial, finanças e tesouraria de finanças, entre outros. Só não é pública, a renda que o jovem proprietário cobra ao contribuinte deste país pelo aluguer do precioso espaço. Além do mais, seria bom sabermos todos, como se processou todo o licenciamento do referido edifício, só por uma questão de transparência.
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Porque o Estado arrenda a particulares? Pois que se faça uma auditoria e rapidamente se descobre que há interesses directos e indirectos, quer de deputados, quer de governantes, nestas rendas milionárias.
A cidade judicária no parque das nações é um exemplo disso.
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Era interessante estar atento ao destino a dar aos espaços. até agora, ocupados pelos Governos Civis
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