o destino do paquiderme
Presumindo que as medidas hoje conhecidas do Orçamento de Estado para 2012 são todas excelentes (tenho algumas dúvidas) e imprescindíveis para que o estado possa honrar os seus compromissos no próximo ano (do que não duvido), como ficará o estado português quando supostamente equilibrar as suas contas à custa do dinheiro dos outros? Continuará a “assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito”? A “garantir a todos os cidadãos o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística”? Manterá a “rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população”? Insistirá em suportar “um serviço nacional de saúde universal e geral e tendencialmente gratuito”? Continuará a obrigar os trabalhadores a sustentarem uma segurança social falida, que não pode garantir-lhes, nas reformas, um módico do que lhes foi extorquido ao longo das suas vidas? A ser mediador da liberdade contratual, impedindo o acesso de milhares de pessoas ao mercado de trabalho? Ficará ainda refém de grupos de pressão e de lobbys profissionais, de Ordens corporativas, como a dos Advogados, cuja primeira finalidade é controlar o mercado de trabalho, impedindo, todos os anos, que a ele acedam centenas de jovens licenciados? Continuaremos a ter o estado do regulamentozinho, limitador da livre iniciativa, que exige requerimentos e autorizações administrativas para tudo, que impõe horários a sectores económicos que não lhe pertencem e obriga ao cumprimento de mil-e-uma exigências formais, fiscalizadas por pequenos pides burocráticos? Por outras palavras, para aceitarmos que estes sacrifícos têm algum sentido e alguma utilidade, é preciso saber-se como ficará o estado português, uma vez pago o que deve com o dinheiro de quem quase já não tem para pagar aquilo que é seu. Enquanto isto não for claro, é cedo para se louvar este ou qualquer outro orçamento do paquiderme.

Lendo isto fica-se com a impressão de que Portugal é um Estado inviável. Será que o António Barreto tinha razão?
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O Barreto é que é inviável há muito tempo!
Não compreendo como é que um homem que é «conselheiro» do PR anuncia o fim de Portugal!
Também não admira, quem fugiu à tropa, lutar por esta Nação? É o lutas!
Mas são este tipo de aventesmas que são ouvidos pelos grunhos dos tugas!
Não admira que tenhamos batido no fundo!
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Não posso aceitar que um Estado que escondeu dos contribuintes o estado em que encontrou as contas que justificam os sacrifícios impostos, nos venha exigir um cheque em branco, através da falácia dum 1º Ministro que nos vem cantar mais um discurso de bandido – “Nunca pensei como 1º Ministro, bá, blá, blá…”- Ou dá contas e nos explica como vai aplicar o dinheiro, ou não tem o direito de nos imolar. Porque isto já não são sacrifícios, são imolações. E eu não deixo que façam de mim “cordeiro”.
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“Lendo isto fica-se com a impressão de que Portugal é um Estado inviável.”
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Curioso então com 22000 Euros per capita já é viável mas 20000 euros per capita já fica inviável?!
Quer fazer um esforço para explicar semelhante absurdo?
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Onde para o dinheiro do BPP e do BPN?
Afinal quem é que ficou com o pilim?
E a «justiça» ainda não condenou ninguém?
E os contribuintes pobres é que vão pagar as aventuras dos srs banqueiros e os saques dos accionistas?
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“Presumindo que as medidas hoje conhecidas do Orçamento de Estado para 2012 são todas excelentes (tenho algumas dúvidas) e imprescindíveis para que o estado possa honrar os seus compromissos no próximo ano ”
Essa de suprimir as pagas extras para funcionarios está bem feita e correitamente bem pensada. Sospeito que também incluirá ao JM. Ou há letra pequena nessa lei e nao é igual para todos (neos ou nao-neos) ?
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“Onde para o dinheiro do BPP e do BPN?”
Nas contas no estrangeiro,
de alguns dos figurões do regime: do PS e do PSD.
Um deles, creio estar agora a estudar filosofia na cidade luz.
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Sim.
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Passos Coelho é sonso e cego que nem uma toupeira. Por outro caminho vai levar o País para o mesmo destino para onde o conduzia o engenheiro da treta.
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O outro era irresponsável na despesa este é irresponsável na receita para diminuir a despesa.
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Digam-me que empresa com trabalhadores a mais optaria por manter os que são desnecessários diminuindo os vencimentos daqueles que trabalham e que também as pensões dos que já trabalharam, privando-os dos benefícios para os quais descontaram, de acordo com aquilo que ela própria determinou.
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Este bando de adolescentes retardados que alternadamente assumiu o Governo do País na última década perdeu completamente o tino e está a destruir o que resta da credibilidade do Estado sem perceber que está a atingir um patamar em que a Nação começa a ser posta em causa.
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E não me falem da culpa do povo: nenhum primeiro ministro seria escolhido pelos eleitores se dissesse que ia fazer aquilo que Passos Coelho está a fazer. Se foi eleito foi porque mentiu descaradamente e se não tinha a certeza daquilo que ia encontrar não dizia o que disse antes de ser eleito
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Num País onde só vai haver pobres e ricos vão colocar-nos exactamente onde o Estado Novo nos encontrou e, quando acabarem, vão ser precisos…mais sacrifícios.
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A este Governo pedia-se bom-senso e honestidade, do primeiro não revelam pinga, da segunda vão por mau caminho.
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Está aqui a génese do problema.
Como se verificou que fundir organismos, eliminar institutos e reduzir cargos dirigentes são “peannuts”.
Como se verifica a incapacidade do Estado em ficar mais pequeno, nada mais simples que fazer o mesmo com as pessoas que produzem os serviços públicos a pagar pelo corte da despesa.
O Estado não fica mais pequeno com menos institutos, organismos e cargos dirigentes. Isso é demagogia que, em termos de custos (já se viu) não leva a lugar nenhum.
O Estado ficaria mais pequeno fazendo menos coisas (pagas, subsidiadas ou não pagas pelos utentes). E assim, gastando menos e precisando de menos recursos (gente também) para fazer o que deve fazer.
Não se fez assim. Passos seguiu o mau caminho. E foi pelo corte de rendimentos.
http://notaslivres.blogspot.com/2011/10/orcamento-2012-e-violento-nao.html
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Velhos do Restelo sempre haverá…
Em nome do bom povo português, suspendam as várias reformas dos políticos e autarcas, ainda em vida activa, ou dadas no tempo do Cavaco e outros.
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Dos melhores blog-textos que li neste pós-OGE!!
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A sua prioridade é fechar escolas e hospitais. Gostava que me explicasse como é que os portugueses não ficariam mais estúpidos e doentes. Já agora, dos 200 países que há na Terra, qual é o que mais se aproxima do seu ideal?
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Que pena não se ter exigido tanta coisa há tanto tempo atrás!!!! Andávamos todos acomodados?!
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“A sua prioridade é fechar escolas e hospitais. ”
Lamento imenso, mas a prioridade não é minha, mas dos últimos governos de Portugal. Ainda agora irá encerrar a Maternidade Alfredo da Costa. Nos últimos anos, encerraram muitas outras unidades de saúde, a ponto das populações fronteiriças terem de se ir tratar e pôr os filhos a nascer em Espanha. As escolas públicas portuguesas estão quase todas às moscas e as particulares, onde se paga, cheias. Já reflectiu sobre a natureza destes estranhos fenómenos, ocorridos num estado tão generoso e social como é o nosso? Se ainda não, sugiro-lhe que o faça.
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“As escolas públicas portuguesas estão quase todas às moscas e as particulares, onde se paga, cheias.”
ensino público____2007 -2008 / 1473524 alunos____ 2008-2009 / 1614596 alunos
ensino privado____2007-2008 / 329295 alunos____2008 / 2009 441552 alunos
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Corremos o risco de o Governo ter mudado algo para que tudo fique igual.
A aguardada reestruturação do Estado em que este tenda para uma dimensão que interfira menos com a produção privada e se limite a produzir o que só ao Estado compete (ex. justiça, registo da propriedade, ordenamento do território,…) ficou na gaveta. Se assim continuar, chegamos a 2013, e os sacrifícios pedido serão em vão, voltamos do “mercado” de algibeiras vazias, ou com juros estratosféricos.
Esperemos que o PPC tenha coragem para essa redução do Estado, ou se não a tiver, que ponha dois albuns do Hergé entre as pernas e que a faça na mesma.
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