Vacas Sagradas
Depois das medidas duras que Passos Coelho anunciou ontem é inadmissível que se mantenham no futuro determinadas vacas sagradas como os subsídios à produção nacional, IVAs reduzidos para produtos especiais, salário mínimo, RTPs, ordens profissionais, energias alternativas ou o condicionamento da vida económica à manutenção de centros de decisão nacionais. Por exemplo, não faz sentido tomar medidas que mexem no bolso de milhares de pessoas ao mesmo tempo que se mantêm obstáculos artificiais à contração livre e que se concede privilégios a meia dúzia de grupos de pressão. Também não faz sentido cortar salários para logo a seguir esbanjar dinheiro em subsídios e anunciá-lo sem qualquer vergonha como se os subsídios fossem a salvação da economia. Não faz ainda sentido que se mantenham regulamentos utópicos, típicos de países ricos com outras prioridades, num país que todos descobrimos ser 20% mais pobre do que se pensava. Ou seja, existe um vasto conjunto de medidas que não custam dinheiro, não tiram dinheiro a quem trabalha, não afectam o bem esta da população, mas que têm um efeito positivo muito significativo na economia. É tomá-las.

“determinadas vacas sagradas”
As rendas de casa dos eméritos.
Os juízes reformados, por supuesto.
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O fim de IVA reduzido sobre produtos só com descida de IVA generalizado ou descida de outros impostos.
Senão é só mais dinheiro=poder para o Estado.
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E está assim a elite jornalista tuga. Dos tipos que colocaram na primeira página que o FMI não vinha.
Como não fazem contas , pior, não querem fazer contas. Escrevem coisas destas:
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“É um Orçamento de guerra que nos levará a um nível de vida próximo de 1975” Nicolau Santos.
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http://aeiou.expresso.pt/
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E não faz qualquer sentido manter a ERC, essa gritante inutilidade, verdadeiro sorvedouro dos dinheiros públicos, agora chefiada por um Magno expoente do cabotinismo nacional.
Quando é que o ministro Relvas deixará de fazer fretes que afundam ainda mais o País?
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Claro que, a bem do rigor, o governo vai abrir processos crime a todos os que delapidaram o património, desviaram ilegalmente fundos, contrariaram ilegalmente a liberdade de concorrência, beneficiaram com as derrapagens das contas públicas, nomeadamente, nas diversas obras promovidas pelo Estado. A bem do rigor, o País vai conhecer o nome dos responsáveis. Estou à espera. Sentado.
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Eu gosto é da “contração livre”! Não vamos a lado nenhum com estas medidas, com este Governo e, muito menos, com esta Europa. Falta pouco para estarmos como na Grécia.
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E não faz qualquer sentido manter a ERC,
O problema é que é preciso mudar a Bíblia, digo a Constituição e para isso não basta a boa vontade de Passsos Coelho.Como este há milhares de exemplos todos ocasionados pelo mesmo vírus.
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“E não faz qualquer sentido manter a ERC, essa gritante inutilidade, verdadeiro sorvedouro dos dinheiros públicos, agora chefiada por um Magno expoente do cabotinismo nacional.”
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Claro que não. O Governo mantém o sistema clientelar soci@lista e todas as estruturas de poder do estado.
O jogo é todo feito numa esperança de milagre de crescimento económico que aumentando as receitas vai possibilitar voltar tudo a ser o que era só que desta vez não sentado em cima de dívida mas sentado em cima do crescimento económico.Milagre.
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Rezem para que o desenvolvimento tecnológico do petróleo das areias(Oil sands) baixem o preço do crude para 25 dolares o barril. Ou qualquer outro desenvolvimento tecnológico. Milagre.
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Eu não percebo é porque os funcionários públicos não trabalham mais meia hora.
Eles que já trabalham menos (quantitativa e qualitativamente) que no privado!
Ecotretas
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Passos Coelho é sonso e cego que nem uma toupeira. Por outro caminho vai levar o País para o mesmo destino para onde o conduzia o engenheiro da treta.
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O outro era irresponsável na despesa este é irresponsável na receita para diminuir a despesa.
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Digam-me que empresa com trabalhadores a mais optaria por manter os que são desnecessários diminuindo os vencimentos daqueles que trabalham e que também as pensões dos que já trabalharam, privando-os dos benefícios para os quais descontaram, de acordo com aquilo que ela própria determinou.
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Este bando de adolescentes retardados que alternadamente assumiu o Governo do País na última década perdeu completamente o tino e está a destruir o que resta da credibilidade do Estado sem perceber que está a atingir um patamar em que a Nação começa a ser posta em causa.
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E não me falem da culpa do povo: nenhum primeiro ministro seria escolhido pelos eleitores se dissesse que ia fazer aquilo que Passos Coelho está a fazer. Se foi eleito foi porque mentiu descaradamente e se não tinha a certeza daquilo que ia encontrar não dizia o que disse antes de ser eleito
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Num País onde só vai haver pobres e ricos vão colocar-nos exactamente onde o Estado Novo nos encontrou e, quando acabarem, vão ser precisos…mais sacrifícios.
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A este Governo pedia-se bom-senso e honestidade, do primeiro não revelam pinga, da segunda vão por mau caminho.
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Aos pensionistas da banca também vão ser cortados o 13º. e o 14º meses?
Não? Porquê?
Alguém sabe?
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Essa da “meia-hora” é um bom exemplo de quem se serve e das prioridades que se defendem. Grande parte das empresas não consegue, sequer, manter em actividade os seus trabalhadores nos horários actuais por dificuldade em comprar matéria-prima. Depois, entra-se numa lógica pré-industrial, como se o aumento de produção estivesse associado ao aumento da quantidade de trabalho. Trabalhar mais horas a produzir o que não se vende? Ridículo!
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“Aos pensionistas da banca também vão ser cortados o 13º. e o 14º meses?”
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A não ser que os fundos de pensões bancários estejam no estado não tem uma coisa que ver com outra.
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Quando a China na pobreza deitou as parvoíces económicas Marxistas Leninistas para o caixote de lixo, Deng Xiaoping disse “enriquecer é glorioso”.
As pessoas souberam que a partir daí criar riqueza não seria perseguida pelo Estado pelo menos nos tempos mais próximos.
Algo como esta frase é impossível suceder cá .
A frase denota uma atitude, um pensamento, uma viragem cultural.
Por cá a atitude é cortar dos dois lados: cortes e impostos mais a manutenção das regras dos lobbies ou seja o pior dos dois mundos.
De um lado os cortes do outro uma atitude generalizada contra a iniciativa própria e a criação de riqueza.
Os impostos e o poder dos lobbies asseguram que ninguém vai ter incentivo para se libertar.
Vão ficar todos no mesmo sítio.
A atitude contra a criação de riqueza que a moral vigente professa assegura que poucos vão descolar.
E dos que o vão fazer muitos escolhem emigrar e fazê-lo lá fora.
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Acha então de deixar de estipular o valor do salário mínimo, os salário vão aumentar??
Sem comentário
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Quando ouvi dizer que o Governo tinha acabado com o subsídio de Férias e de Natal, a minha primeira reacção foi de interesse:
“Boa ideia. Assim, se fará o choque de competitividade sem mexer na TSU, onde todos receiam – apesar de erradamente – mexer”.
As empresas viam os seus custos (com o trabalho) reduzirem 14% e poderiam reflectir isso, nos seus preços, para ganharem quota nos mercados externos e internos).
Mas, logo depois, entendendo que o Estado reserva a medida só para si (só para os seus funcionários), foi a desilusão total.
Passos pensou apenas no Estado e no seu défice. E carregou sobre os seus funcionários. Que pagarão o défice público, não se tendo colocado sequer a possibilidade de se reduzir o próprio Estado, reduzindo os serviços que presta e os benefícios que distribui.
Não adianta falar na fusão de institutos, redução de organismos e cargos. Isso é demagogia e não tem quaisquer efeitos visíveis em termos orçamentais.
O País ficou, novamente, adiado. Até porque, sem reduzir os custos de produção, não vamos lá. Lá, ao equilíbrio das balanças comerciais, único caminho (sim, não é o crescimento – não é mesmo – que nos garantirá isso) para chegar a algum sítio melhor…
A meia hora de trabalho, a mais, no sector privado, é um erro tremendo. Só trará mais desemprego… E, por isso, menos gente a produzir e mais despesas sociais. Sempre mais…
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“A não ser que os fundos de pensões bancários estejam no estado não tem uma coisa que ver com outra”, pois, como toda a gente sabe, só o estado é que gasta mais do que deve.
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E quando chegarmos ao fundo do buraco encontraremos lá os gregos.
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“Acha então de deixar de estipular o valor do salário mínimo, os salário vão aumentar??”
Se a pergunta é para mim, depende de por quanto se consegue vender o que se produzir.
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“…é inadmissível que se mantenham no futuro…, energias alternativas” !!!
Delirante.
O que não se vai manter no futuro, sem grande esforço, são as não renováveis.
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É verdade, andamos a subsidiar energias alternativas, através da conta de electricidade do consumo privado, cuja produção pagamos a empresas de tecnologia estrangeira e muitas vezes de capital de fora. Não fica cá nem muito do dinheiro nem do “know-how”, mas podemos sempre criar uma série de postais turísticos onde o nosso património histórico e natural contracena com elegantes geradores aeólicos.
Criámos regulamentos extremamente exigentes, que aplicámos de forma mais papista que os Suíços ou Alemães, para o consumo energético dos edifícios, exigindo que todas as fracções transaccionadas, quer em regime de arrendamento quer em regime de venda, mandassem elaborar e pagassem os certificados energéticos e ainda suportassem as respectivas taxas, para que no fim se verificasse que o regulamento não levou a qualquer poupança de energia (vejam os edifícios da Parque Escolar, ou os do Campos de Justiça, etc.).
Promove-se a instalação obrigatória de sistemas de Aquecimento de Água solar ou com base noutras energias renováveis e preparamos-nos para pagar ainda sobre uma taxa de emissões de CO2 calculada com base na eficiência energética dos edifícios.
Deixem o mercado funcionar, os investidores tomarão as opções necessárias à poupança energética e os técnicos considerarão as medidas mais racionais e incorporar para reduzir os consumos.
Não ponham tudo em regulamento para poderem cobrar taxas de multas, já não temos dinheiro para isso.
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Querem acabar com o salário minimo!?!? Delirante.
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Sejamos todos chineses, então.
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A sensação com que ficamos é a de que nas vacas sagradas não se toca, e isso é revoltante.
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E agora sr. presidente?
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VACAS SAGRADAS são as reses que estão na Quinta da Coelha!
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Espanta-me que as pessoas se espantem com as medidas de austeridade! Espanta-me que haja vozes responsáveis a incitar para a rua! Espanta-me que essas vozes não se tenham feito ouvir nestes longos anos de esbanjamento e desperdício de dinheiro! Espanta-me que essas vozes não digam onde podem ir buscar dinheiro que agora não temos! Espanta-me, ainda, que durante estes anos, essas vozes não tenham exigido contas e pedido responsabilidades a políticos tão habilidosos! E espanta-me que se espantem por termos chegado a este mais que previsível estado de coisas!
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Parece que os rapazes da JSD vão apresentar ao PGR (um socialista amiguinho do ex-primeiro Sócrates) uma queixa-crime, por gestão danosa, contra os últimos governos socialistas que, criminosamente, conduziram este pobre e desgraçado país ao estado a que chegou, de deprimente bancarrota.
Acho bem, tiro o chapéu à rapaziada da JSD, e estimulo-os a não esmorecerem nesta sua luta, por mais escolhos e dificuldades várias com que, por certo, hão-de vir a debater-se.
É preciso que os responsáveis, o aldrabilhas do Sócrates que, espertalhaço, se pirou rapidamente para Paris, e toda essa corja ‘xuxa’ que, irresponsavelmente, nos levaram à situação de ‘país-lixo’, respondam em tribunal pelos seus actos.
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Como por exemplo, comprar certificados de emissões de CO2. Não conheço maior inutilidade onde gastar o dinheiro.
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