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Ler jornais é saber menos

5 Novembro, 2011

O que é que acontece quando o governo determina que o horário máximo de trabalho aumenta meia hora por dia? A acreditar na maior parte dos comentadores (acho que todos os que escrevem na imprensa sobre o assunto), mesmo aqueles especializados em economia, essa alteração implica que vamos trabalhar mais meia hora. E de seguida o comentador elabora sobre a desnecessidade de se trabalhar mais, pelos mais diversos motivos. Ora, se nenhum comentador parece perceber que o principal efeito do aumento legal do tempo de trabalho não é o aumento do tempo de trabalho (trabalhado ou passado no emprego), o que justifica que estes comentadores continuem a ser pagos pelas opiniões que dão?

52 comentários leave one →
  1. essagora's avatar
    essagora permalink
    5 Novembro, 2011 12:11

    Bem, essa ideia de determinar que se trabalhe mais meia hora por dia faz lembrar aquela ideia peregrina de baixar o limite de velocidade nas auto-estradas para 118 km/h.

    Na altura essa ideia teve o tratamento devido: foi coberta de ridículo.
    Parece-me estranho que não aconteça o mesmo com esta.

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  2. zazie's avatar
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    5 Novembro, 2011 12:14

    Eles mandam por mail. Trabalho de casa não conta. É pago a caractere.

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  3. RC's avatar
    5 Novembro, 2011 12:17

    “o que justifica que estes comentadores continuem a ser pagos pelas opiniões que dão?”
    O grau de validade da opinião, muito superior à tua.

    “…o principal efeito do aumento legal do tempo de trabalho não é o aumento do tempo de trabalho… ”
    Ai não? Então explica lá qual vai ser o principal efeito.

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  4. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 12:22

    Ou o JM estava a fazer ironia, ou imagina que os comentadores são pagos por hora de trabalho.
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    Como sei que o JM não é burro, suponho que tenha dado a resposta na chalaça que escreveu:
    .
    «Ora, se nenhum comentador parece perceber que o principal efeito do aumento legal do tempo de trabalho não é o aumento do tempo de trabalho (trabalhado ou passado no emprego), o que justifica que estes comentadores continuem a ser pagos pelas opiniões que dão?»

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  5. Basico's avatar
    Basico permalink
    5 Novembro, 2011 12:24

    Quando se tem um PIB baixo, ha duas maneiras de o aumentar:
    1 – produtividade, ou
    2 – mais trabalho
    Uma vez que a produtividade e algo dificil de conseguir no curto prazo, a alternativa razoavel e trabalhar mais.
    Eu penso que a maioria dos funcionarios publicos teriam preferido passar a trabalhar aos sabados e continuar a receber o mesmo salario, i.e, sem os cortes de 5% e sem os cortes do 13 e 14 mes.
    Enfim.
    Quem anda nas tvs a contestar estas medidas ainda nao se deve ter apercebido que o pais esta falido, e, a continuarmos com reivindicacoes ocas isto so vai ter um fim, e esse fim nao e bonito.

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  6. zazie's avatar
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    5 Novembro, 2011 12:26

    E a resposta é que os jornais vendem à conta do resultado da perda de tempo em se querer teorizar sobre o que se desconhece.
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    Até um artigo mongo pode ajudar às vendas, desde que esteja bem embrulhado. Portanto, o efeito da perda de tempo anula-se no resultado.

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  7. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 12:39

    Como sair da crise. Cloud computing internacional a partir de Portugal.
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    Em Portugal há esta estranha mania de dizer mal de tudo o que é feito em Portugal. Estes “estrangeirismo” faz parte dos hábitos tugas, em especial das suas elites, sempre com complexos de inferioridade. Mas há coisas bem feitas em Portugal. Como instalar redes de fibra óptica até à residência particular do cidadão tuga. A rede de fibra óptica da Portugal Telecom foi considerada uma das melhores da Europa (logo do mundo) bem recentemente:
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    “A Portugal Telecom recebeu hoje, em Milão, o Prémio de Inovação na área de implementação e operação de redes de FTTH (Fibra até casa), atribuído pela associação do sector. A distinção reconhece a inovação da estrutura montada pelo operador português, mas também o investimento realizado que já permite a cobertura de 1 milhão de casas e será alargado a mais 600 mil durante este ano.
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    A notícia da entrega do galardão à PT surge depois desta associação ter divulgado ontem o ranking dos países europeus, onde Portugal surge com uma posição reforçada.
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    O prémio é atribuído no âmbito dos FTTH Innovation Awards organizados pelo FTTH Council Europe, que todos os anos distingue projectos e empresas em três categorias: inovação em tecnologia, implementação e operação; inovação em sustentabilidade, consumo energético e protecção ambiental, e inovação em marketing de redes FTTH, financiamento e plano de negócios.
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    Os nomeados são seleccionadas todos os anos por um júri constituído por especialistas independentes do mundo académico, que em 2010 foi ganho pela Swisscom/Plumettaz com o FttH Robot. O prémio consiste num troféu de cristal e 3 mil euros em dinheiro.
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    A Portugal Telecom candidatou-se a este prémio com o projecto “Ultra Broadband Business and Network Transformation in Portugal Telecom”, mostrando o investimento na modernização da infra-estrutura de telecomunicações através da implementação de uma rede de Fibra Óptica até casa dos clientes, que já cobre 1 milhão de casas e será reforçada este ano com mais 600 mil casas. ”
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    in http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/pt_ganha_premio_de_melhor_rede_de_fibra_optic_1128847.html
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    Esta rede da PT foi desenvolvida com tecnologias próprias, para permitir o acesso do comum cidadão ao melhor estado-de-arte em redes de fibra óptica. Mas em Portugal a primeira operadora de comunicações a lançar a rede de fibra ótica não foi a PT mas a Sonaecom através da sua marca comercial Clix Fibra. Desde então, fruto da concorrência e haver desacordo entre os operadores, não houve a escolha de uma única rede que depois poderia ser utilizada/alugada por vários operadores. Como acontece na electricidade, por exemplo.
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    Na realidade, Portugal acabará por ter várias redes de fibra ótpica, tanto com coberturas nacionais como até regionais. (No Porto, as autoridades locais pensaram antes em criar uma rede que depois seria alugada aos vários operadores de comunicação.) O que é deveras surpreendente esta situação portuguesa, tendo em conta a dificuldade em rentabilizar investimentos em redes de fibra óptica. Operadores como a Zon estão a alargar a sua rede de fibra óptica de um modo mais lento, ao passo que a PT decidiu criar uma rede de forma relâmpago. E que exige um pesado esforço financeiro.
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    Portugal é caso interessante no mundo. Normalmente em países mais desenvolvidos, as redes são criadas incrementalmente (como está a fazer a Zon e a Clix), pois além do custo elevado de uma nova rede, também é preciso amortizar e criar serviços que gerem retornos financeiros, não apenas para amortizar linhas antigas mas investir em novas. Os países em desenvolvimento é que costumam criar redes novas quase integralmente pois as suas velhas redes de comunicações estiveram anos sem actualizações. Como Portugal vai conseguir amortizar estes gigantescos investimentos?

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  8. Zé da Póvoa's avatar
    Zé da Póvoa permalink
    5 Novembro, 2011 12:49

    Esta medida será boa para aumentar o desemprego. Uma empresa com 300 trabalhadores passa a ter uma força de trabalho diária de mais 150 horas, tempo que corresponde sensìvelmente ao trabalho de 20 unidades que se tornam desnecessárias. Daí…!

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  9. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 12:59

    “Esta rede da PT foi desenvolvida com tecnologias próprias, bla bla bla”
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    Ah, pois foi, çim çanhora!… A Huawei que o diga…

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  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 13:03

    Estas novas redes de fibras ópticas, que deverão ser integralmente fibra até à residência do cliente, são caras. E vão custar imenso a amortizar. A PT decidiu logo cobrir todo o território continental com fibra óptica, que é caso raro no mundo desenvolvido. Mas fê-lo porquê? A resposta talvez seja mais interessante do que nos parece à primeira vista (criar redes de tv/dados de alto debito) e será uma nova estratégia da PT, que se pretende recriar, não apenas como operador de comunicações mas de Tecnologias de Informação. Uma revolução no core business.
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    A PT tinha uma rede de de cobre e uma de cabo coaxial antes. Mas a partir do momento que foi alvo de uma tentativa de compra hostil e devido às imposições dos reguladores, teve que abandonar a rede de cabo coaxial que fez um spin off da PTM, tornando-se esta na actual ZON. Daí que tendo uma rede tecnologicamente obsoleta, faz sentido criar uma nova toda ela em fibra óptica. No entanto, esta vantagem não se estende apenas para serviços de maior valor acrescentando em produtos para o mercado residencial, como a televisão, internet e telefone. Esta nova rede de fibra óptica poderá dar acesso á PT a uma nova estratégia comercial ligada aos serviços ditos cloud computing. E Portugal, tendo pelo menos uma rede de fibra óptica até ao cliente (não sendo hibrida, tipo fibra óptica/cabos coaxiais e/ou cobre), poderá ser dos primeiros países do mundo a adoptar o cloud computing em larga escala, com alta fiabilidade deste novo tipo de negócio nas tecnologias de informação.
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    O cloud computing era até agora visto como uma nova buzzword mas com dificuldades em tornar-se num negócio sério. Mas a crise económica veio alterar tudo e tornar o cloud computing, não apenas uma buzzword mas numa nova estratégia de cortes de custos das empresas. (E particulares também.) E o cloud computing está a ser levado a sério por grandes companhias internacionais, como a IBM, a Verizon e a Google. E este novo conceito nas TIs poderá mudar de forma transversal as tecnologias de informação pois poderá recriar os antigos conceitos de negócio deste importante sector económico. As antigas empresas de telecomunicações poderão tornar-se em gigantes das tecnologias de informação, não se dedicando apenas a transmitir dados mas a os gerir, vender, etc. Em último caso, empresas de telecomunicações tornar-se-ão eles próprios vendedores/criadores de software, que agora é um sector mais heterogeneo.
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    A Google aposta bastante no cloud computing e é estratégico para esta empresa. Mas para que o cloud computing seja uma realidade, é preciso que as redes de fibra óptica até ao cliente sejam uma realidade. Como nos países desenvolvidos existe mais resistência a criar estas novas redes de um modo integral (tal como está a fazer a PT, que por sua vez induz os seus concorrentes a imitar), a Google está a criar uma rede como a da PT em Portugal, no Kansas. Para testar o cloud computing de alto débito. E se resultar, a Google pretende depois internacionalizar o conceito, além de se propor a criar uma rede de fibra óptica no próprio mercado norte-americano. Só que em Portugal é dos primeiros países do mundo em que as redes de fibra ópticas estão instaladas para criar os tais serviços de cloud computing. Com uma vantagem que a Google e a IBM não têm. É que gerir redes de fibra óptica e de telecomunicações não são fáceis. E se a Google é uma marca forte, em termos de gestão de redes é uma desconhecida e não possui competências técnicas na área. Já a Verizon e a IBM possuem, mesmo que a IBM tenha vendido os seus negócios de hardware. Mas na Europa, quem está a preparar-se para este salto qualitativo dos negócios do cloud computing é a Portugal Telecom. (Que em breve será seguida pelas demais concorrentes.)
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    Em breve, Portugal terá três ou mais operadores de telecomunicações que abraçarão o cloud computing, possuindo redes de fibra óptica próprias e com competências técnicas a gerir redes complexas. Será caso único no mundo. E na Europa. E se as regras europeias abrirem o mercado de prestação de serviços na área do cloud computing (que pode não parecer, mas existe legislação que impede concorrência elevada entre prestadores destes serviços dentro da própria europa), Portugal poderá ser o mais forte candidato a abocanhar o mercado do chamado cloud computing, que está a crescer a altas taxas, sendo a área de negócio nas TIs que mais cresce. E as perspectivas são de um forte crescimento nos próximos anos.

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  11. Pi-Erre's avatar
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    5 Novembro, 2011 13:04

    Se bem entendo, a malta que anda na apanha da azeitona vai trabalhar mais meia hora por dia.
    Assim aumentará a produção de azeite.
    É isso?

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  12. Pi-Erre's avatar
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    5 Novembro, 2011 13:15

    E não seria melhor instituir desde já o “stakhanovismo”, que tão bons resultados deu lá no país do sol brilhante?
    Ver-se-ia logo logo o tão desejado aumento substancial da produtividade e a crise acabaria de imediato.
    Vamos a isso?

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  13. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 13:23

    “Será caso único no mundo. E na Europa.”
    .
    Tamém axo. De fato (sem gravacta), um país que está farto de descobrir ou inventar coisas únicas como a passarola, os mulatos, as aparições, o fado, os galos de barcelos, as alheiras, as pegas de caras e o dragão, bem que merecia melhor sucesso no mundo. São uns insensíveis, os Mercados!…

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  14. Eleitor's avatar
    Eleitor permalink
    5 Novembro, 2011 13:32

    Anti-comuna:
    Então, onde é que eu posso arranjar um dicionário de Portuguish para ler as tretas que escreve? A PT tem disso à venda?

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  15. anti-comuna's avatar
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    5 Novembro, 2011 13:45

    O cloud computing, tendo várias formas de negócio subjacentes, é já uma realidade em termos de mercado. Está a crescer a altas taxas. O Cloud computing visa cortar custos empresariais e gerar mais segurança na gestão das bases de dado das empresas. Se empresas grandes, como bancos, podem ter capacidade financeira e tecnológica, para gerir de uma forma segura as suas bases de dados, as ditas PMEs têm mais dificuldades. E os custos são importantes das TIs das empresas e baixam à medida que se conseguem economias de escala. O cloud computing vem trazer para as PMEs (não apenas, pois até as grandes preferem fazer o outsourcing destas actividades que não fazem parte do seu core business) os mesmos beneficios que usufruem as grandes empresas e as suas economias de escala.
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    Mas para que o cloud computing seja realidade, é preciso ter redes de dados de alto débito, de alta fiabilidade e mais seguras. Daí a necessidade de redes de fibra óptica até ao cliente. E a Google está a tentar fazer isso mesmo no Kansas. O único país do mundo desenvolvido que terá pelo menos uma rede deste género é Portugal. E ser um país do mundo desenvolvido é crucial neste novo negócio do cloud computing. Porque, é no mundo desenvolvido que estão as melhores regras que permitem uma confiança em delegar em terceiros a gestão das bases de dados das várias empresas e instituições. A confiança aqui é mesmo crucial. E existe relutância das empresas em delegar a gestão das suas bases de dados e até do seu software em países em desenvolvimento, como a India, por exemplo. O quadro institucional de cada país é fulcral para que este novo negócio se implante num dado país.
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    A Portugal Telecom já decidiu tornar o cloud computing como estratégico no seu core business. Para isso, já criou produtos e serviços de cloud computing que estão no mercado. E decidiu investir mais de 90 milhões de euros no arranque deste seu novo projecto. (Ver http://www.oje.pt/esp–de-negocios/noticias/portugal-telecom-investe-90-milhoes-de-euros-em-datacenter-na-covilha )
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    Mas esta estratégia da PT levará as suas principais concorrentes em solo nacional a apostar nestes novos negócios do cloud computing. Mas na Europa, a PT será a primeira grande empresa de telecomunicações que gerirá serviços de cloud computing com redes de fibra óptica até ao cliente. E isso é a grande vantagem da Portugal Telecom. Além de pertencer a um país da UE, que dá segurança em termos jurídicos e institucionais aos seus clientes. Uma pecha dos países em desenvolvimento, segundo consultoras especializadas em clod computing. (Daí a necessidade da Google em investir em redes de fibra óptica próprias.)
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    Mas o cloud computing nãos e limitará a gerir bases de dados e alugar software. O próximo passo é este tipo de empresas criarem o seu próprio software e o massificar e até o normalizar com padrões elevados de fiabilidade. Se o software da SAP é o mais comum na Europa na gestão das TIs das grandes empresas, noutros segmentos de negócio, há uma elevada variedade de soluções de software, onde não existe um predomínio elevado de um produto como o SAP. Por exemplo, se a gestão hospitalar adoptar cada vez mais por software como o está a fazer, o número de players no mercado é bastante elevado, e até cada país tem os seus inúmeros concorrentes. Mas com o cloud computing, este tipo de software especifico acabará por gerar produtos-líder de mercado a nível internacional, como já acontece com o SAP para grandes empresas. E é aqui que Portugal também tem uma elevada vantagem.
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    Em Portugal surgiu um conjunto de software houses elevado. E temos empresas que criaram software, não apenas para a gestão de hospitais, como até de estações de água, energia, etc. Daí que o mais natural, é a Portugal Telecom (e outros operadores nacionais) conciliarem as suas ofertas de serviço com estas empresas portuguesas, algumas a concorrerem até com o famoso SAP. Esta é uma vantagem que Portugal tem. Boa capacidade de criar software com a gestão de hardware. E como o cloud computing está ainda nos seus inicios, as empresas que prestam serviços nesta nova área de negócios nas TIs e criem economias de escala, também acabarão por elas próprias estabelecer standards e normalizações de software. E como em Portugal existe uma elevada variedade de empresas de software, a PT poderá associar-se a estas empresas de software e criar produtos capazes de vender em larga escala, não apenas em território nacional mas internacional.
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    A Portugal Telecom acabará por se tornar mais numa empresa de venda de software e gestão de bases de dados e sua conexão aos clientes (via rede de fibra óptica) e não apenas uma empresa que vende transmissão de dados. É uma revolução nas TIs, que dará aos operadores de telecomunicações uma vantagem sobre empresas como a IBM, por exemplo. E as empresas de telecomunicações que melhor souberem ter à sua volta empresas de software, capazes de criar produtos para nichos específicos de mercado, poderão massificar determinados serviços, agora bastante granulados e espartilhados.
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    Se o cloud computing se tornar mesmo no novo paradigma das TIs, Portugal está na linha da frente para beneficiar desta revolução. Dispõe de um quadro institucional e jurídico apropriado, de redes de fibra óptica ao mais alto nível e capacidade de conciliar a gestão do hardware com o software. Em termos europeus, Portugal é o país mais bem preparado para abocanhar esta potencial revolução que se avizinha nas TIs. Dispõe de mão-de-obra qualificada e capacidade de gestão para bater a sua concorrência.
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    Talvez esta crise que vivemos irá ajudar Portugal a ganhar bastante com estas mudança nas TIs, e nas próprias tecnologias de transmissão de dados. É nas crises que se criam as melhores oportunidades. Portugal conseguirá estabelecer-se como um polo de desenvolvimento mundial no cloud computing? Assim o espero. E empresas como a PT, a ZON e a Sonaecom estão na linha da frente desta nova corrida mundial.

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  16. anti-comuna's avatar
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    5 Novembro, 2011 13:51

    “Então, onde é que eu posso arranjar um dicionário de Portuguish para ler as tretas que escreve? A PT tem disso à venda?”
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    Tem. Olhe aqui:
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    http://www.smartcloudpt.pt/Pages/Default.aspx
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    Quem tiver dúvidas que investigue primeiro (googlar, que tal?) e depois faça perguntas mais inteligentes, por favor. Não sou professor na Escolinha do prof. Raimundo.)

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  17. anti-comuna's avatar
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    5 Novembro, 2011 14:53

    Para quem quiser ter uma ideia do que aí vem, façam o favor de conhecer a aplicação prática dos serviços de cloud computing que a PT está a oferecer. (Que será seguida pelos seus dois principais concorrentes nos próximos tempos. Aliás, também é uma forma de angariar clientes para consumirem packs de transmissão de dados.)
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    http://www.smartcloudpt.pt/Pages/CaseStudy/Default.aspx
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    Até nós particulares, teremos cada vez mais a tentação de reduzir custos e ao mesmo tempo usufruir de determinados serviços cloud computing. Em Portugal, existe o primeiro operador do mundo que oferece uma vasta oferta de jogos online através da televisão. Alugamos o que jogamos e não precisamos de comprar software nenhum. E em Portugal também existem os primeiros canais experimentais em 3D e HD comercialmente a operar.
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    Claro que a existência de elevada concorrência (que leva o líder da ZON a admitir fusões com outros operadores, leia-se, Sonaecom, devido à elevada agressividade comercial da PT) está a gerar um cluster nas TIs que poucos ainda valorizam. Empresas como a Novabse, que fornece estes operadores, começam a exportar as suas soluções para outros mercados. E ainda estamos no inicio. Porque há todo um conjunto de serviços possíveis através desta revolução tecnológica em Portugal. Por exemplo, monitorar pacientes da terceira idade em sua residência, em vez de estarem acamados numa cama de hospital, que é um custo que é cada vez mais alto e incomportável pelos serviços nacionais de saúde. Empresas que aparentemente não estão ligados a este cluster, terão que o integrar. Como esta: http://www.tomorrow-options.com/
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    Estamos perante aquilo que eu designo como a formação de um supercluster industrial, que abrange todo um conjunto de sectores económicos, aparentemente não ligados entre si, mas que acabarão por se interligar e até convergir.

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 15:51

    Como sair da crise. A emergência de um supercluster industrial em Portugal.
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    Em Portugal está sediada uma das empresas que mais cresce no mundo na área das TIs. A TIMWE (http://en.wikipedia.org/wiki/TIMWE ) Esta empresa, quase uma desconhecida do grande público em Portugal, tornou-se alvo das atenções quando anunciou a sua intenção de ser cotada na bolsa Nasdaq. É uma empresa com um elevado crescimento, sediada em Lisboa, mas que o seu mercado principal é o Brasil. E alavancou-se no Brasil graças à VIVO, antiga operadora de telemóveis da PT. Mas é hoje das empresas de maior crescimento em todo o mundo!
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    Esta empresa dedica-se a vários negócios, mas dois fundamentais. Marketing de redes (em especial móveis) e finaciariazação das actividades sociais nas várias redes, desde a móvel à fixa. A financiarização das actividades nas redes, em especial nos telemóveis e na internet é um dos sectores de maiores crescimento actuais. E esta empresa tuga é uma das líderes mundiais. É sobretudo forte nas redes móveis mas como a integração das várias redes acelera, criando uma super-rede (internt móvel, fibr óptica, etc), também esta empresa acabará por se distinguir por criar produtos e serviços que possam acrescentar valor às várias actividades. Não apenas jogos, por exemplo, não apenas campanhas de marketing, por exemplo, mas até a venda e prestação de serviços através da internet e dos telemóveis.
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    A financiarização das várias actividades humanas através da internet é hoje uma realidade que não podemos escapar. Desde comprar software até bilhetes de cinema, começa a ser corriqueiro através da internet e do telemóvel. E Portugal tem uma das empresas de maior crescimento do mundo nesta área. Se juntarmos este tipo de empresas a uma Portugal Telecom, temos duas empresas tugas, aliadas e com capacidade para gerar uma revolução verdadeiramente digital. E não apenas em Portugal.
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    Hoje ninguém se lembra de fazer compras da mercearia pela televisão. Mas será inevitável. Será inevitável, por exemplo, a Sonae usar a televisão da sua participada Sonaecom, para vender produtos dos supermercados Continente através das caixas de televisão. E em vez de irmos ao supermercado, podemos encomendar os produtos que quisermos através da televisão ou da net. E, por sua vez, os próprios supermercados virem a nossa casa entregar os produtos, em janelas de tempo à nossa conveniência. Se isto for possível tecnologicamente, não tenhamos dúvidas que será uma realidade, mais dia menos dia. E em Portugal começam a surgir as empresas com produtos e serviços capazes de tornar este tipo de serviços realidade. É apenas uma questão de tempo até que isso faça parte do nosso dia-a-dia.
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    Em Portugal começam a surgir todo um conjunto de condições para que esta revolução digital aconteça. Temos as infraestruturas, temos o enquadramento legal e institucional, temos as tecnologias e cada vez mais as empresas com os seus produtos e serviços capazes de serem integradas nesta revolução digital e… Industrial. Só o mercado é que é pequeno, mas talvez até esse mercado não seja tão pequeno que nos impeça de criarmos produtos massificados. E até passíveis de exportar.
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    E não se pense que estamos apenas a falar de compras, estamos aqui a falar de tudo e mais alguma coisa. Até termos o nosso “bilhete de identidade sanitário” é possível: http://www.alert.pt/pt/mobile Se tivermos empresas de comunicações a massificar este tipo de produtos, isto é mesmo uma revolução. Há todo um conjunto de actividades humanas passíveis de serem criadas e outras transformadas com esta revolução tecnológica e económica.
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    Nas crises não se costuma olhar para estas coisas. Os mais superficiais só olham para a espuma dos dias, nas noticias. Mas não vêm aquilo que surge, disruptivo, que poderá marcar mudanças fundamentais nas nossas vidas e nas nossas actividades económicas. Há os parolos que até acham que estas coisas só surgem nos “países mais desenvolvidos”, leia-se, nas américas, alemanhas e inglaterras deste mundo. Nunca em Portugal, pensam estes parolos. Mas estão a surgir em Portugal. Passam muitas vezes despercebidos mas são este tipo de negócios que irão mudar o nosso futuro. E até o presente. E são estas empresas que estão a criar as bases para um Portugal com um supercluster industrial e de elevado crescimento económico. E, no entanto, não parece.

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  19. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 16:53

    ” E, por sua vez, os próprios supermercados virem a nossa casa entregar os produtos, em janelas de tempo à nossa conveniência. ”
    .
    Isso já acontece aqui no SUL já há bastante tempo, carago.
    E digo mais, já há séculos que o Menino Jesus, e agora o seu concorrente Pai Natal, nos entregam os presentes diretamente no sapatinho, descendo pela chaminé abaixo. Qualquer dia estendem o serviço também ao norte.

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  20. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 17:01

    ehehehehe

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  21. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 17:18

    Ó AC:
    E quando é que “vai vir voos charter da China” carregados de gajos com os olhos em bico desejosos de ver todas essas maravilhas?

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  22. Gonçalo Fortes's avatar
    5 Novembro, 2011 17:18

    É mais fácil vender jornais se se der ao povo aquilo que ele quer ouvir. Também fico a espumar quando leio esse puro marketing jornalístico. Ou toda esta publicidade à PT!

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  23. Piscoiso's avatar
    5 Novembro, 2011 17:18

    Sou um aficionado dos Simpsons.
    Num episódio apresentado ontem, caiu um grande nevão em Springfield.
    De tal modo que Bart e Lisa ficaram bloqueados na escola, sem poderem sair.
    No conforto do lar, Homer vê TV enquanto emborca umas cervejolas.
    Aparece Marge muito preocupada perguntando a Homer como é que as crianças podem vir para casa?
    “Sei lá…” – responde Homer. “Talvez venham pela internet.”

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  24. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Novembro, 2011 17:26

    “Quando se tem um PIB baixo, ha duas maneiras de o aumentar:

    2 – mais trabalho”
    .
    Essa é quase equivalente ao culto de carga que crédito com juros quase zero traz crescimento.
    Na URSS as fábricas produziam parafusos que eram parte da quota que depois eram fundidos e fabricados outra vez porque ninguém os queria.
    Enquanto nós tivemos um dilúvio de crédito e os resultados desse crédito estão há vista.
    Não é o trabalho ou o crédito que trazem riqueza.
    É o trabalho a que alguém dá valor.
    São os produtos e serviços que o mercado ou seja as pessoas, a sociedade quer que trazem riqueza.
    .
    As horas de trabalho deveriam naturalmente ser diminuídas e não aumentadas e os ordenados cortados em proporção de modo ao mercado de trabalho livre absorver funcionários publicos.

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  25. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 17:48

    Como sair da crise. Revolução dos serviços públicos. Mais serviços, menos custos.
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    Um dos erros fundamentais é olhar para o presente e extrapolar para o futuro sem tentar perceber o que pode mudar durante a caminhada para esse tal futuro. Vejamos. Dizemos hoje que o Estado Social está morto devido aos seus elevados custos. Está a morrer mas não morrerá como pensamos. Mudará para outros paradigmas. Com outras parametizações e até financiamento. Os paradigmas estão a mudar todos. Mas todos mesmo. O mundo está em crise mas a crise não durará sempre. Há até quem diga que a crise é resultado das mudanças tecnológicas actuais. ( Ver debate entre luditas e não luditas nos USA: http://www.innovationpolicy.org/technology-and-automation-create-not-destroy ) Este debate, velho com décadas, existe. Mas o Schumpeter mostrou que é normal e até salutar estas crises.
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    Como será o SNS no futuro? Como será o Hospital do Futuro? Em Portugal temos um grupo de empresas e instituições que tentam criar o Hospital do Futuro: http://healthportugal.com/ Não sabemos como será o hospital do futuro, mas as tendências actuais é usar a tecnologia para cortar custos nos diversos SNS. E usar uma melhor gestão para dar mais serviços de saúde com menos dinheiro. E não se pense que as sociedades voltarão atrás no tempo, em que a saúde deixava de ter cobertura universal. Pois quem o fizer, terá elevadas perdas em termos de vantagens competitivas. (Uma das pechas actuais dos americanos.) Um bom SNS não é apenas um custo mas um investimento. E esse bom funcionamento contribuiu para elevar ou baixar a competitividade de uma sociedade ou país. Numa sociedade em que cada vez mais, um funcionário é um custo elevado (ao contrário, as tecnologias baixam cada vez mais de preço), ter este funcionário ausente por questões de saúde é um elevado custo. E não é fácil substituir temporariamente um bom funcionário. Custa bastante formar um bom funcionário. Além disso, baixas por doença, são um dos custos escondidos dos chamados custos unitários de trabalho, tão na berra nos dias de hoje em Portugal. Sem falar, que um funcionário com excelente saúde tem uma produtividade mais alta que um com problemas, ou com problemas em casa. E estes custos todos contam nas sociedades cada vez mais desenvolvidas e competitivas.
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    Mas seja qual for o cenário futuro, tantos os hospitais como os próprios SNS terão uma grande enfase em gerir informação. Gerir a informação de cada paciente, prevenir doenças, tratar as doenças de um modo mais eficaz e mais barato, etc. serão as pedras de toque no futuro. Estes custos de gestão e tratamento da informação terão que baixar. o que será conseguido com melhor informação, melhor hardware, melhor software e delegar em terceiros grande parte dessa gestão. Se isto começa a acontecer nas empresas, não será diferente nos hospitais e centros de saúde. Não será diferente na administração pública. Nas escolas, por exemplo. Ou nas universidades. Daí que o cloud computing não será apenas necessário como até imprescindível. Além que os serviços de saúde usarão cada vez mais as tecnologias de informação, para prevenir, montitorizar e até tratar os cidadãos. E todas essas ferramentas estão a surgir em Portugal. Desde meias que monitorizam o estado de saúde um paciente, até t-shirts que medem o ritmo cardiaco, a tensão arterial, etc. Todas essas coisas estão a surgir em Portugal. Mas tudo terá que ser integrado, de molde a baixar os custos do SNS. Empresas de telecomunicações terão aqui um grande papel, e cada vez mais importante.
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    Nas escolas portuguesas cada vez mais surgem soluções tecnológicas que tentam melhorar o nível da formação dos nossos alunos. Os estudos mostram não haver bons resultados com elevados gastos em novas tecnologias. Os resultados parecem que são inversamente proporcionais aos investimentos em tecnologias. No entanto, as escolas do antigamente estão a mudar e será inevitável acabar com alguns modelos obsoletos. Conciliar eficácia pedagógica com alta tecnologia será um desafio cada vez maior. Provavelmente os resultados melhorarão à medida que as tecnologias se adaptam aos métodos pedagógicos. Mas as TIs têm um papel cada vez mais presente nas salass de aula. E em Portugal surgem empresas capazes de providenciar alta tecnologia com mobiliário apropriado para um novo tipo de sala de aula. Mas é preciso que os conteúdos pedagógicos consigam espremer desta tecnologia, eficácia na formação e custos cada vez mais baixos. A escola e o seu bom funcionamento pesa cada vez mais na competitividade de uma sociedade. A gestão da escola, também. Os conteúdos curriculares também. Mas os custos terão que ser mais baixos. Daí que o cloud computing é mesmo uma solução inevitável. Tornar o acesso à informação e gestão das escolas mais barato inevitavelmente levará ao uso do cloud computing.
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    Mas em Portugal, embora sectorialmente dispersos e pouco interligados entre si, estão a surgir novos actores com velhos actores económicos e institucionais que estão a ligar e a interligar-se de tal forma, que começam a formar um conjunto basta interligado, embora não o pareça. Temos gestores de redes de fibra óptica, temos fornecedores de determinados equipamentos electrónicos que tornam estas redes mais funcionais, eficientes e até mais baratas, temos empresas produtores de software que gerem estas redes, que as ligam ao exterior, etc. Temos empresas a criar o hospital do futuro e a escola do futuro. Temos até empresas a criar os bancos do futuro. Temos empresas que fazem mobiliário escolar e hospitalar, outras que fazem novas máquinas hospitalares, outras que criam novas técnicas terapêuticas, outras novos manuais escolares e métodos de passagem de formação/informação, temos empresas que fazem caixas de ligação ás redes de fibra óptica, outras que produzem o firmware e o seu software, etc. Tudo isto está a acontecer em Portugal. Tudo isto, lentamente, vai-se juntando.
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    Quem olha apenas para as empresas e não as relaciona com o seu meio envolvente, nem repara o que está a acontecer. Uns olham para uma empresa como a PT e só vêm os telemóveis ou a televisão ou apenas a net que lhe fornece. Mas esta empresa liga estes vários meios. esta empresa associa-se a produtores de equipamentos, de conteúdos, etc. Outras empresas que fornecem esta PT também fornecem outras empresas portuguesas concorrentes da PT. E até fornecem outros sectores industriais. Empresas de Aveiro que fazem placas electrónicas para a PT também fazem para a Efacec ou até mesmo para a Salvador Caeteno Empresas de software que fornecem a PT também fornecem a ISA ou Portucel. Empresas que fabricam equipamentos para a PT também fornecem a industria do calçado, que por sua vez se liga aos texteis, mobiliário e cortiça. A da cortiça liga-se aos automóveis, alimentação, satélites, etc.
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    Em Portugal, um país pequeno, tem um conjunto de sectores tão diversos mas ao mesmo tempo cada vez mais ligados entre si, que é espantoso. E tudo isto está a formar um sistema complexo. Individualmente parece que umas empresas nada têm a ver com as outras. Que quase vivem num mundo isolado e à parte. Mas se analisarmos bem, estas empresas e este sectores têm muitas ligações entre si. Não apenas compartem o mesmo espaço cultural e institucional. Não compartem apenas o mesmo espaço territorial. Compartem ligações, que contribuem para formar um sistema complexo. Um sistema único. Que é difícil de copiar por outras sociedades e espaços territoriais. E que pode fazer brotar, produtos e serviços, que tornam o seu sistema ainda mais complexo e competitivo, como produtos e serviços passíveis de exportar. De serem massificados. Os produtos e serviços, que em Portugal são de nicho, em termos internacionais têm mercados gigantescos. Passíveis de serem conquistados. Isto está a acontecer em Portugal.
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    E em Portugal está-se a preparar o futuro. Um futuro onde o Estado mudará assim como a sociedade. Como o chamado Estado Social mudará e gerará novas formas de providenciar os serviços primários à população, a um custo competitivo. O futuro será diferente do presente e como hoje é diferente do passado. Os portugueses também aprendem e mudam. Os comportamentos sociais mudam, assim como as ideias. Mas o futuro será mais radioso do que o presente. Disso não tenhamos dúvidas. Os indícios estão aí todos os dias. Não os ligamos entre si, mas os indícios mostram uma mudança estrutural na sociedade portuguesa deveras revolucionária. E se hoje não vemos a floresta é porque ela ainda está a formar-se. Como uma ser biológico, que é formado por muitas células, órgãos, etc. E enquanto este ser, um supercluster industrial, se forma, quase que damos pela sua existência futura. Mas ela será realidade. Não tenho dúvidas nenhuma.

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  26. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 17:53

    É pá, parece a cena do choque tecnológico socretino.
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    Essas cientoinices são para épater le bourgeois”.

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 18:03

    “Isso já acontece aqui no SUL já há bastante tempo, carago.”
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    Mas ainda não está massificado nem passível de tornar rentável a sua exportação.
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    Quando o for…
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    “E quando é que “vai vir voos charter da China” carregados de gajos com os olhos em bico desejosos de ver todas essas maravilhas?”
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    Quando o Futre for eleito PR . lololololol
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    Dá-se! Este não pesca mesmo nada disto. Só vê a rama, mas pouco mais. Este só vê o presente sem ter capacidade para o integrar no futuro. Dá-se! Faz-me lembrar sempre os gajos que diziam que dentro do aéreo não havia problemas em ter défices. Se o presente lhes mostrava isso, como pensar um futuro diferente?
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    Murrikan! 😉

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  28. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 18:06

    Zazie, esquece lá o toino do Pinócrates. Estas mudanças são mais antigas do que nos parece. Vê os sinais e interliga-os. Queres um exemplo? Explica lá como a Portucel estoirou com os seus concorrentes nórdicos, com os seus concorrentes alemães e prepara-se para se tornar no mais forte player mundial do seu sector? Ou põe os olhos na Efacec ou até nesta TIMWE.
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    Enfim. Também estás apanhadinho pelo presente. O mesmo tipo de pensamento dos que diziam que o calçado e o têxtil não tinham futuro e agora…

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  29. certo's avatar
    certo permalink
    5 Novembro, 2011 18:09

    “O que é que acontece quando o governo determina que o horário máximo de trabalho aumenta meia hora por dia? A acreditar na maior parte dos comentadores (acho que todos os que escrevem na imprensa sobre o assunto), mesmo aqueles especializados em economia, essa alteração implica que vamos trabalhar mais meia hora.”
    A malta sábia de faz-de-conta, como o João Miranda, lê a prosa e passa adiante, entendida, como o rei que ia nu, um folgazão parvo .
    E desta nem uma criança se alevanta por entre a escrita de coments, já uns 23, para exigir esclarecimento ao postador impagável, que assobia e foge, inteligente a mais para nós todos, quando a resposta é por de mais evidente :

    é evidente que não vamos trabalhar mais, não somos escravos, e nem o patrão queria, farto já de aturar-nos pelo tempo de horário sincopado,
    de modo que está à vista, é o passos coelho e o ministro das finanças, com o josé relvas e mais uns voluntários que vão preencher a folha adicta aos nossos horários !

    P. S. E eu não sei como não ocorreu a explicação ao Piscoiso e nem à Zazie, a voar alto, como é seu estilo, nem ao anti-coisa, entretidíssimo em novas só vislumbradas .

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  30. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 18:14

    É pá, essa cena da tecnologia de ponta para a escola do futuro é mais louca que as magalhices à Pinócrates.

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  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 18:28

    “É pá, essa cena da tecnologia de ponta para a escola do futuro é mais louca que as magalhices à Pinócrates.”
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    A escola do futuro não vai ter nada a ver com aquelas que nós fomos formados, que foi um modelo com mais de 200 anos. Como será a escola do futuro, não faço a minima ideia. Mas sei que não será como era dantes. Nem em Portugal nem na Conchichina. Por acaso participei num projecto experimental, onde vivo, de escola do futuro e fui bastante crítico. Uma má experiência, que agora vão repensar no projecto. Mas deu para ver que anda tudo à procura do mesmo: conciliar tecnologias novas com eficácia pedagógica. Disso não tenhas dúvidas. Se em Portugal o conseguirem, dá para exportar o modelo. Aqui foi mesmo derretido muita massa com muitos maus resultados.
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    Há outro erro na análise destas coisas. A tecnologia é deveras fundamental nas mudanças e nos aumentos da produtividade. Mas não é a fundamental. É gerir essa mesma tecnologia, de molde a obter melhores resultados com menores custos. Ou seja, não são as tecnologias em si mesmo o fundamental, mas a sua gestão. De que vale teres uma boa tecnologia se nem sequer a sabes vender?
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    Vê o nosso tecido produtivo. Não é ter robots que chega. É preciso ter branding, marketing, gestão, etc. A tecnologia é uma poderosa ferramenta mas outros factores contam tanto ou mais. E em Portugal houve uma revolução. Basta ver a quantidade de marcas, novos produtos e serviços, que estão quase sempre a sair todos os dias em Portugal. Hoje as empresas estão mais agressivas comercialmente e já tentam, não apenas produzir mas fazer o seo próprio mercado.
    .
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    Olha, só como curiosidade. Sabias que esta Timwe está a crescer acima dos 50% ao ano? Mas nasceu em 2002 e já factura mais de 250 milhões de euros. Com crescimentos anuais acima dos 50% ao ano… É fazer as contas. Mas, claro, não é inglesa em americana, não presta. lolololol

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  32. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 18:30

    ” Mas o futuro será mais radioso do que o presente. Disso não tenhamos dúvidas.”
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    E o sol brilhará p’ra todos nós!…

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  33. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 18:32

    «Como será a escola do futuro, não faço a minima ideia. Mas sei que não será como era dantes.»
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    É. Diria mesmo mais. Não faço a mínima ideia como será a escola do futuro mas não será como dantes.
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    Parafraseando-te: É isso e rosquilhos. Também não voltarão a ser como dantes.
    .
    “:OP

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  34. zazie's avatar
    zazie permalink
    5 Novembro, 2011 18:33

    Esse sabath vai bem regado, ó anti-comuna….

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  35. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 18:33

    Outra empresa que não é american nem inglesa, logo não presta: http://www.jeronimomartins.pt/pt/relacoes_investidores/documents/apresentacao_dia_investidor_20111102.pdf
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    .
    Só me saem tótós e parolos em Portugal. Acham que os países são competitivos por decreto ou porque os governos o querem. Daqui a 5 ou 6 anos, cá estarei para me rir com os profetas da desgraça. Murrikans!

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  36. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 18:43

    Ó AC:
    Atão, e ainda falta muito para chegar ao Futuro?
    É que já me doem as solas dos sapatos, pá!

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  37. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 18:46

    PR, fao-lhe um desafio. Escolha 5 empresas tugas e eu outras 5 tugas. E fazemos um portefolio cada um em competição com o outro. E daqui a 5 anos vemos quem tem melhores resultados. Aceita o desafio?
    .
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    Pode escolher os critérios que definirão o vencedor: crescimentos dos lucros, capitais próprios ou até vendas. Aceita o repto? É que tolinhos armados ao pingarelho já os conheço há anos. Eu lia-os aqui, portanto, se aceitar o desafio…

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  38. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 19:08

    Como sair da crise. Multinacionais contratam cérebros portugueses para baixarem custos de Inv. & Des.
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    “Ericsson vai criar centro de competências em Portugal
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    A Ericsson revelou a semana passada, ao jornal Expresso, que quer criar, em Portugal, um centro de competências de tecnologias rádio para desenvolver novas funcionalidades para a quarta geração móvel (LTE) – centro este que será acompanhado de uma cidade LTE para ensaiar as novas tecnologias – e adquirir uma empresa portuguesa para entrar no negócio de consultoria e integração de sistemas.
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    Segundo declarações de Pedro Queirós, presidente da subsidiaria portuguesa da marca, ao Expresso, um dos objetivos é transferir para Portugal, e já em 2012, a principal área de negócio da empresa sueca: o centro de competências na área rádio para as redes de quarta geração móvel (ou LTE — Long Term Evolution).
    .
    Paralelamente a este centro, diz o responsável na entrevista ao Expresso, a Ericsson quer criar em Portugal “uma cidade LTE nos arredores de Lisboa” que vai ser “um banco de ensaios para as novas funcionalidades da 4- geração móvel” e adquirir uma empresa portuguesa para entrar no negócio de consultadoria.
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    Embora não faça referência a valores de investimento nem a números de postos de trabalho que serão criados, Pedro Queirós afirma que será necessário recrutar várias dezenas de engenheiros nacionais e estrangeiros, acrescentando ainda que a subsidiária portuguesa tem vindo a exportar talentos portugueses para outras filiais da Ericsson.
    .
    Segundo o gestor, a decisão de investir em Portugal numa área de ponta no desenvolvimento tecnológico das telecomunicações deve-se, em parte, ao facto dos operadores portugueses serem muito “sofisticados e inovadores” e estarem “na vanguarda na adoção das novas versões de software”. Para Pedro Queirós, o setor de telecomunicações português é “um bom exemplo de produtividade”. ”
    .
    in http://www.boasnoticias.pt/noticias_Ericsson-vai-criar-centro-de-compet%C3%AAncias-em-Portugal_8695.html
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    Estes gajos são tótós. Então elogiam os portugueses?
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    “Segundo o gestor, a decisão de investir em Portugal numa área de ponta no desenvolvimento tecnológico das telecomunicações deve-se, em parte, ao facto dos operadores portugueses serem muito “sofisticados e inovadores” e estarem “na vanguarda na adoção das novas versões de software”. Para Pedro Queirós, o setor de telecomunicações português é “um bom exemplo de produtividade””
    .
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    Bolas, estes gajos não sabem que os melhores do mundo são ingleses, americanos, chineses e alemães? E acham que os portugueses são “sofisticados e inovadores”? Tótós estes suecos. Estes, os alemães da Siemes, os finlandeses da Nókia e tal são mesmo tótós. Vêm para Portugal tentar colher trunfos no cluster tuga quando os portugueses e Portugal não presta? São mesmo tótós. Gulp!

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  39. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 19:10

    Os tolinhos armados ao pingarelho andam a fabricar lençós blogosféricos e a publicitá-los aqui no Blasfémias com a esperança de os ir vender na praça do Sintagma.

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  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 19:12

    Outros tótós:
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    “A Novabase constituiu uma parceria com a alemã Softpro, empresa especializada em soluções de ‘eSigning’, com o objectivo de reforçar o leque de soluções nos serviços financeiros, ao incluir a assinatura electrónica nos processos de negócio, avança o comunicado da tecnológica liderada por Luís Paulo Salvado. “O eSigning é o processo que permite a recolha digital e validação de uma assinatura, eliminando a necessidade de impressão”, esclarece o referido comunicado. ”
    .
    in http://www.novabase.pt/pt/Liga/Noticias/Pages/Novabase-cria-parceria-com-alema-Softpro-para-a-area-de-servicos-financeiros.aspx
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    Estes alemães vêm para Portugal aprender destas coisas? Tótós…

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  41. anti-comuna's avatar
  42. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 19:13

    Ó AC:
    E quando é que é o voo inaugural da passarola? Que diabo, já faz tempo!…

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  43. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 19:13

    PR, logo vi que era só garganta. Deixe lá. Se o paraíso pertence aos pobres de espirito… 😉

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  44. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 19:20

    Como sair da crise. Exportar bens e serviços desenvolvidos para o mercado tuga e exportar:
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    http://www.letit-v.com/
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    No primeiro semestre de 2011, ao passo que as actividades no mercado nacional caiam, as exportações de bens e serviços da Novabase subiram… 68%
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    Ver http://www.novabase.pt/SiteCollectionDocuments/PT/RC%206M11/6M11RCpt.pdf
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    .
    Benditas medidas de austeridade. Vai ser a forma deste tipo de empresas tugas crescerem nos mercados internacionais. Mas, claro, estas empresas não prestam. Se fossem americanas ou inglesas…

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  45. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 19:50

    Se há sector em Portugal com largas potencialidades de internacionalizarem-se, é a das telecomunicações. Mas tirando a Timwe, poucas levam a sério de venderem lá fora o que criam em Portugal. Esta TIMWE, volto a frisar, está a crescer acima dos 50% ao ano e já factura acima dos 250 milhões de euros. E está num sector de elevado crescimento mundial, a lutar taco-a-taco com as melhores do mundo, a começar pelas americanas. No entanto, há sempre em Portugal o complexo de inferioridade em reconhecer as coisas boas. Isto é velho e nada que me admire. Sempre foi assim. Bom, bom, para esta gente, são os os enlatados importados. Se possível do mundo anglo-saxónico. No tempo do Eça era de França, agora é daí. Daqui a uns anos, estes Velhos do Restelo, dirão que o melhor vem da China.
    .
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    Esta Novabase possui boas competências mas nunca apostou a sério na internacionalização. Sediada em Lisboa e vivendo no mundo parasita de Lisboa, sempre pensou crescer no mercado nacional. Mas a crise está aí dura. Logo, toca a ajustar a sua estratégia de crescimento nos mercados externos.No primeiro semestre do ano cresceu 68% no exterior. Poderia crescer mais? Quem sabe. Mas os gajos têm boas competências. Como estas:
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    “Novabase põe os telemóveis a pagar transportes públicos
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    Depois de uma primeira experiência em Nice, a Novabase e a empresa Veolia vão estender a várias cidades de França um sistema que permite pagar bilhetes de transportes públicos através do telemóvel.
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    In http://aeiou.exameinformatica.pt/novabase-poe-os-telemoveis-a-pagar-transportes-publicos=f1007868#ixzz1crFJvkY4
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    Se estas empresas tugas tivessem uma agressividade maior no exterior, teriam grande sucesso. Mas também, com uma opinião publicada sempre a dizer mal do que é tuga, também não admira que bastantes empresas tenham medo de arriscar crescer no exterior. Em Portugal há os tarimebiros bota-abaixo o que é tuga. Tudo o que os tugas fazem não presta, não são capazes de competir contra os alemães ou os amarelos, temos uma moeda muito forte, ou não temos as condições que eles acham que são as perfeitas para os portugueses ganharem quotas de mercado no exterior.
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    Eu, sinceramente, já vivi em vários países, e continuo convencido que o povo tuga, não as suas elites, mas o povo tuga é dos melhores do mundo. Capaz de fazer coisas fantásticas. Mas os parolos das nossas elites nunca o reconhecem. Alguns até chegam a viver no exterior e só sabem gabar as maravilhas de lá fora. Seja as barracas do Bidonville seja os barracos de Slough. Aí sim, é que os portugueses se dão bem, nas maravilhas do exterior.
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    Enfim, não sei qual é pior. Se o bota-abaixismo derrotista de parte dos tugas se a competição dos estrangeiros. Mas uma coisa é certa. Desde há anos que nalguns sectores Portugal lidera em termos mundiais. Desde a segurança bancária até aos telélés, passando por algumas inovações tecnológicas como as chamadas setup boxes das operadores de telecomunicações. Ainda esta semana estive a tentar ajudar um vizinho com a sua nova setup box. isto num país tido como dos mais avançados do mundo nas TIs. E comparar o lixo servido pela operadora daqui com as tugas que eu já lidei… Santo deus! Portugal está avançado para aí uns 5 ou 10 anos em relação a estes trouxas daqui. E por isso, fico sempre triste como os portugueses não andam a vender pelo mundo fora, as suas soluções tecnológicas, por pouco que sejam.
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    É triste um país como este, quando os seus maiores embaixadores, muitas das vezes, são os seus piores adversários e derrotistas! Gulp!

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  46. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 20:46

    Curiosidades tugas.
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    Em Portugal já se pode alugar um filme através de uma setup box. salvo erro, os preços são 1 euro por cada filme. Aqui custa qause 7 euros. Maravilha de tecnologia que eles têm aqui, não é? E os preços deles, então não há pai para eles.
    .
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    Meu deus. Se os portugueses tivessem um bocadinho de mais orgulho e brilho naquilo que fazem, até poderiam ter mais sorte quando tentassem vender no exterior. Mas, também, quem vai acreditar num país em que os seus embaixadores mais mal dizem do seu próprio país. Imagine-se um tuga andar a vender alguma coisa pelo país fora e outro a dizer cobras e lagartas do seu país. O que vão pensar no estrangeiro? Estes tugas se dizem tão mal do seu país, é porque o que fazem é mesmo uma porcaria. Comprar aos tugas? Tá quieto. Umas garrafinhas de vinho e tal, ainda vai. Alta tecnlogia? Produtos e serviços de alto valor acrescentado? Tá quieto!

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  47. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Novembro, 2011 20:59

    “PR, logo vi que era só garganta. Deixe lá.”
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    Também daí não vejo nada senão garganta.
    Por isso, o repto que me faz não é comigo. Tente os Professores Zandinga, Bambo, ou mesmo o Karamba, que são especialistas em futurologia barata, logo económica, como pretende. Fale com o Padre Fontes, que o porá em contacto.
    Eu, é mais coisas a muito longo prazo e viradas para o quadrante oposto. Se me perguntar, por exemplo, qual o nosso antepassado mais antigo (meu e seu, por suposto…), dir-lhe-ei, sem hesitações que é, foi, o pikaia (S. Gould dixit).
    Quanto ao resto, bons negócios aí nas nuvens!…
    Eh eh eh, ou, como se diz em anti-comunês, lol lol lol!…

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  48. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    5 Novembro, 2011 21:14

    Uma grande verdade.
    Dou como exemplo o «Correio da Matina» que ainda há dias titulava na 1ª página: AMIGO DE SÓCRATES PÕE OS CORNOS NUM DEPUTADO DA MAIORIA.

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  49. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Novembro, 2011 22:05

    O CCZ é que acerta bem nestes apóstolos da desgraça:
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    http://balancedscorecard.blogspot.com/2011/11/e-vao-viver-de-que_01.html
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    A novidade deles:
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    “Imperial apresenta frutos secos Jubileu
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    A Imperial lançou uma edição especial de Natal: uma selecção de frutos secos cobertos com chocolate.
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    As amêndoas e avelãs envolvidas em chocolate de leite compõem uma proposta deliciosa e indicada para partilhar com familiares e amigos. Numa embalagem requintada – de 225g, 320g ou 460g –, os Frutos Secos Jubileu também foram pensados para oferecer nesta quadra natalícia.
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    A Imperial, empresa do Grupo RAR, é o maior produtor português de chocolates e detém as marcas Jubileu, Regina, Pintarolas, Pantagruel, Allegro e Fantasias, entre outras. Com um volume de negócios de 20 milhões de euros, a empresa exporta 20% do volume de vendas para mais de 30 países.”
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    in https://www.hipersuper.pt/2011/11/02/imperial-lanca-edicao-natalicia-de-frutos-secos-jubileu/
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    Está bem. O PR é que sabe…
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    “Eu, é mais coisas a muito longo prazo e viradas para o quadrante oposto.” lololololololol

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  50. Zebedeu Flautista's avatar
    Zebedeu Flautista permalink
    5 Novembro, 2011 22:24

    “O que justifica que estes comentadores continuem a ser pagos pelas opiniões que dão?
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    O mercado?
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    A falta de vergonha também não ajuda. Estivesse eu na pele de metade dos pulhitico-paineleiros que nos encaminharam para aqui e já estava era nas Seychelles a curtir os rendimentos e a fazer sessões de espiritismo/psicanálise para apagar uns anos do consciente.

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  51. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    5 Novembro, 2011 22:32

    ó AC, por que não investe em criar uma empresa de armamento para exportar para os EUA?
    tanta excitação com empresas fantásticas que não passam de grãos anãos…das que mencionou só a portucel é um player,e não fora salazar e não teríamos os pívots das celuloses e cimenteiras(sempre o Estado,last but not least)

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  52. Zebedeu Flautista's avatar
    Zebedeu Flautista permalink
    5 Novembro, 2011 22:49

    Grão a grão enche a galinha o papo 🙂

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