Jornalismo de causas
Ministra das Finanças australiana foi “pai” de uma menina – Estamos no domínio da gracinha: a ministra foi pai.
A ministra australiana das Finanças, Penny Wong, assumidamente lésbica, e a sua companheira Sophie Allouache foram mães pela primeira vez graças a um tratamento de inseminação artificial, noticiou a imprensa local. – Agora a ministra e a sua companheira foram ambas mães. Não há pai.
Allouache deu à luz Alexandra no domingo num hospital em Adelaide, no sul da Austrália. “É maravilhosa”, disse a ministra australiana, que será reconhecida como a outra mãe de Alexandra e terá os direitos de um pai biológico segundo as leis aprovadas durante o anterior governo trabalhista de Kevin Rudd. – Baralha e torna a dar: Sophie Allouache foi mãe, a ministra que é definida como “a outra mãe da criança” terá os direitos de um pai biológico. Mas se a ministra é a outra mãe como pode ter direitos de pai biológico? E já agora que direitos tem o pai biológico?
Penny Wong disse que o pai biológico da sua filha, que é amigo do casal, conhecerá Alexandra, mas não dará a conhecer a sua identidade, segundo o diário The Australian. – Ficámos esclarecidos: o pai biológico não reivindica os seus direitos. Ou melhor dizendo «não dará a conhecer a sua identidade» Mas não dará a conhecer a sua identidade a quem? Aos jornalistas ou à filha? Note-se que esta fantasia familiar exclui o direito da criança a conhecer o pai – voltou modernizado o outrora odioso pai incógnito desde que a grávida seja lésbica – e mais bizarramente ainda parece ler-se na notícia que o pai conviverá com a criança sem se dar a conhecer enquanto pai. Ou seja entre os direitos do casal de lésbicas a brincar às mães e aos pais mais o direito do pai biológico a não se assumir enquanto tal parte-se do princípio que a criança não tem direito a saber quem é o seu pai. Quanto a quem vai desempenhar esses papel junto dela presume-se que seja a ministra que também é mãe mas tem direitos de pai biológico. Enfim, esperemos que a criança seja de facto maarvilhosa e que um dia não lhes pergunte se alguma vez pensaram nela.

Isto são frutos visíveis do «liberalismo desbragado» que corre por esse Mundo fora.
Não sei onde é que vamos parar, pois neste domínio não nenhuma trika que nos possa valer!
E depois a Drª Helena ainda fala mal do Salazar e do Estaline, esses guardiães da «moral pública» e dos «bons costumes» sociais!
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Liberalismo desbragado defendido pela esquerda e muito socratista.
Pai… (do céu) cuida do teu arlindinho que para além de andar a ver fantasmas agora anda a desejar que Hitler Salazar e Estaline incorporem no seu amado Sócrates.
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Toda essa pouca vergonha que abunda nos países anglo-saxónicos, de obediência protestante, evangélica judaizante, ateia e claramente anti-católica e anti-Vaticano, também é culpa do Sócrates?
Ó Tiradentes, vai coçar os tintins do boi da Cooperativa!
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Realmente, não sei se peça mais vezes “baralhe e torne a dar”!!! Mas não sei se me ia servir para alguma coisa!! “CASAL”??? Um casal é um par de dois ou de duas??? É o que digo: não vale a pena! Fiquemos por aqui! Espero mesmo que o pai verdadeiro não seja incógnito para a criança e que esta tenha a felicidade que merece ao vir a este mundo!! Mas é uma chatice esta coisa de precisarem de um homem para serem mães!!!
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É bem dito, Helena, a ministra foi ‘pai’, é pai, visto que a sua companheira deu à luz uma menina e, ora, sendo Sopphie Allouache a mais feminina, é claro, logo, Penny Wong, é a mais macha, a ‘pai’ de Alexandra, essa menina .
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Em tempos dizia-me um amigo italiano que os costumes de então na Itália já não tinham que ver com a liberdade, mas sim com a libertinagem. Coitado, que pensaria ele deste caso? É isso que se pode dizer da classificação da questão por Arlindo da Costa: Não se trata de “liberalismo desbragado”, mas sim de libertinagem. E a menção a Salazar e Estaline tem uma falha: Podem ter sido guardiães da moral pública, cada um à sua maneira, mas Salazar foi um ditador poupadito, como alguém o classificou há poucos dias, mas foi também responsável pelo atraso do país durante décadas e Estaline ajudou a vencer Hitler, mas foi responsável pelo sofrimento e morte de milhões. Podem perfeitamente ser louvados por algumas coisas e criticados por outras. Nem tudo tem de ser só branco ou só preto. Por fim é de lamentar que uma troca de comentários venha a transformar-se em insultos, mas infelizmente quem lê blogs já deu com isso muitas vezes.
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Mãe há só uma, a que incubou.
Se ela está casada com a ministra e a lei confere a esta os direitos de um pai, qual é o problema?
Quando for para a escola, a criança até pode ter orgulho em dizer aos colegas que o seu pai é uma senhora.
Respeitável, ministra e de olhos em bico.
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A nação na bancarrota, a taxa de natalidade só abaixo de um país vitima de guerra civil e anda-se aqui a discutir lesbianismos e moralismos a 10.000 km de distancia. Quem for jovem e do sexo masculino emigre mas é para a Austrália onde há perspectivas de crescimento económico e muita pachacha à boa vida.
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n se preocupe c os australianos que eles c mães ou sem elas, c lésbicas ou sem elas, vivem num nível, e num sistema “igualiarista” (como na Grécia onde o igualitarismo é para os cidadãos: depois havia os escravos, na austrália há aborigenes, que não são escravos mas uma espécie de “zombies”), que o lugar de aqui nunca, jamais em tempo amgum, com ou sem Alemanha a empurrar a carroça, há-de atingir.
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havia logo de ir buscar cenas à Austrália… um outro planeta… tem cada uma…
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“Toda essa pouca vergonha que abunda nos países anglo-saxónicos, de obediência protestante, evangélica judaizante, ateia e claramente anti-católica e anti-Vaticano, também é culpa do Sócrates?”
cá na pobreza, na total degradação ética, tb devida a esse José ex pm, na miséria das sombras, como ousam falar e comparar-se a países prósperos, produtivos, igualitários e civilizados, onde os seus cidadãos podem passar metade da vida a dar voltas ao mundo, pq o Estado, que é de todos (na Austrália é de todos menos dos aborígenes… mas em Portugal é de uns mto poucos menos dos indígenas, o que é incomparavelmente pior) lhes proporciona coisas dessas, como ousam comparar-se? Claro, ousam porque a perversidade de alguns tugalhões é ilimitada.
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o que vale é que portugal vai desaparecer e os tugalhões têm os dias contados. Morram os Tugalhões morram!
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que tal olhar para as pessoas e deixar as ideologias? a única pessoa que conheço que tem dois pais do mesmo sexo é equilibrado, feliz, normalissimo, tem avós e tios e primos como toda a gente e diz aos colegas da escola que tem 2 pais e pronto e ninguem cai para o lado. e vai ter uma irmã. e agora, senhores comentadores, querem fazer o quê, impedir quem de fazer o quê e em nome de quê que seja mais válido do que a felicidade destas pessoas?
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Ainda bem que já estou com os pés p´racova.
Se quem levou uma educação com todos os principios anda meio taralhoco, o que será desta gente baralhados até á nascença???
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*Eles* (os Socratinos) enchem-nos os ouvidos com o horror do homofobismo . . .
E que dizer *das* peinisfóbicas, e *dos* vaginofóbicos?
CARANNBA: é preciso que sejam TARADINHOS(/as) ATÉ DIZER CHEGA !
Levar no cu ou esfregarem as ratas, é um descanso . . .
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Confucius junior
O que entendi do post, para além de outras considerações, é que a criança tem todo o direito de saber quem é o pai e a sua herança genética (por vezes é até importante por motivos que agora não vem ao caso). É claro que haverá crianças muito felizes e equilibradas com duas mães ou dois pais, como há crianças muito infelizes e desiquilibradas com pai e mãe. Mas as mães, neste caso, esquecem um direito que devia ser fundamental. Sabendo quem é o pai, não o deviam negar à criança. É só isso. A condição essencial para um pai ou mãe é a anulação tanto quanto possível do seu próprio egoísmo, em favor dos filhos.
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Resposta a Posted 14 Dezembro, 2011 at 20:13:
Está registado como sendo filho de dois pais? Não questiono que a criança seja educada por dois homens, duas mulheres ou até um homem e várias mulheres como já sucede em vários países europeus. O que questiono é a invenção da filiação. Ninguém é filho de dois homens ou de duas mulheres. Quanto à felicidade da crainça em causa comprova um facto historicamente inquestionável: os adultos vêem sempre muito felizes as crianças que protagonizam as suas experiências de engenharia social. Uma vez adultas estas crianças tendem a desenvolver memórias que não confirmam uma visão tão radiosa.
Helena Matos
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correção : penisfóbicas
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helenafmatos e a sua luta contra a libertinagem.
como é que se pode criticar uma mulher tão inteligente – e humanista – como a ensaísta helenafmatos?
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sobre o Público e o Patronato de causas :
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N17936
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Uma vez adultos todas as crianças tendem a fazer merda. Esse é que é a verdade. Tanto post de tanta treta em que os sócio-económicos e meios envolventes são uma farsa e que cada qual é o que quer mas aqui del rei que agora isso das paneleirices é que vai ser a desgraça do mundo. Deixe-se de palavreados e assuma que quer condicionar a vida dos outros porque lhe incomoda certos comportamentos individuais e o efeito que isso tem na sociedade do ponto de vista moral.
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A Time e o jornalismo de causas: uma afronta a todas as ensaístas.
http://www.ionline.pt/mundo/revista-time-homenageia-manifestante-2011
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Incrível o Eduardo Pitta ainda não fez um post sobre o assunto.
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um ajuste: a “visão” que a Helena Matos qualifica de “radiosa” é minha, que conheço a família, não dos pais da criança, que têm mais que fazer do que andar em esgrimas ideológicas a expor a sua visão sobre a felicidade ou não do filho.
quanto ao facto “historicamente inquestionável”, lá estamos em pleno preconceito, em plena ideologia. pinceladas em grandes traços não ajudam muito para tratar questões mais complexas do que “inquestionáveis”. o que é uma família…questão complexa. (falemos do concreto, vivido na primeira pessoa. correremos assim menos riscos de preconceito.) a minha (do mais clássico em termos de géneros) é feita de amizades, de alguns valores e de uma história que partilhamos. quanto a úteros, inseminações e registos são coisas que não vivemos como decisivas na nossa relação. por que haveria de ser decisiva para outros, a priori e taxativamente?
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Quando leio os comentários da esquerda chique e fracturante que por aqui publica traques mal-cheirosos lembro-me daquela epidemia em Cuba de “Neuropatia Óptica Epidémica”. Só que nesta troupe não é óptica: é cerebral e não tem cura simples.
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Arlindo se fosse fazer o que me mandou vc coçaria demasiado a sua própria cabeça….pois é aí que os tem.
Vc cada cavadela cada minhoca,” Atão” é no do protestantismo anglo onde a esquerda europeia e moderna ( e no nosso caso socras-caloteiro) foi buscar as suas causas?
Vai-me dizer que o seu “menino” não é desses e até afirmar que o Anacleto Louçã é judeu.
Coce-os bem mas não arranque os cabelos todos.
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ao fim destes anos todos ainda não percebi como é que esta gente, aparentemente inteligente, continua a apelidar de esquerda o contrabando ideológico do PS 🙂
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Eh, Piscoiso,
“o meu pai é uma senhora”
grande coisa, que é que mais por aí há,
pois, mas antes já foi ministra,
ah, então, assim já dá .
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Um triste não se satisfaz com a sua tristeza, exige que seja chamada alegria e que outros a sofram também. Estas ‘adopções’ são a maior campanha ‘homofóbica’ que poderiam imaginar. Vão trilhar os dedos nas portas, ó se vão. E nem vai ser preciso esperar pela imposição da sharia na europa…
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na verdade, só verdadeiros mentecaptos e grunhos “progressistas” poderiam escrever (será q sabem escrever? ou são como o DE?) atoardas destas.
E são estes mentecaptos e grunhos que controlam as redacções dos “media” e intoxicam a populaça.
Bem, neste caso, creio que a populaça iria gozar e rir á grande com estes betinhos e dandys………
IH…IH….IH
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Ò portela…… quer falar da outra esquerda,a da ditadura, do genocídio, da pobreza.(?)
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em pleno século vinte e um e a dona helena ainda usa xaile do tempo da outra senhora…
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a dona helena deve ser a última a saber que a catherine deneuve é a nossa ministra foreign officecom o desejo de um dia arranjar um pai para um infante…
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os tugas falham sempre os verdadeiros problemas – têm sempre uma aboradagem superficial e ridícula – que na austrália não são as lésbicas ou os gays ou as transformers r transgendrs, mas a situação dos orginais do território australiano – antes dos ingleses povoarem aquilo de ladrões e vigaristas desterrados – designados por arborígenes.
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porque os descendentes dos trafulhas desterrados até conseguiram criar uma paraíso para eles, onde trabalham metade da vida e viajam a outra metade , calando os aborígenes com pensões e outros pequenos benefícios sociais (aquilo tem minas para exportação que nunca mais acabam e que podiam ser dos tugas – se estes não fossem burros e superficiais, claro, e tivessem lá posto o marco quando por lá passaram antes dos bifes, apesar da aparência do território ser má – mas a tugaria vive das aparências e deixou aquilo para trás, continuando à procura do El Dorado, he he…)
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trabalham metade da vida…. tô parbo!
Trabalham um décimo da vida e viajam ou outros 9/10s!
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e mesmo quando trabalham trabalham umas poucas horas e surfam o resto do tempo… Os minérios dão para tudo e todos (até para as esmolas que calam os aborígenes).
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Pois eu então não vejo qualquer problema nesta situação: acho até muito louvável que duas pessoas, que quizeram e puderam ter uma criança, se assumam como mães/pais, qualquer que seja o nome/sexo/papel que se queiram dar. E até aposto que é melhor ter duas mães (ou dois pais) do que ser criado por um só progenitor, ou mesmo até nenhum…
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A sociedade está decadente e a precisar de uma boa sacudidela… Estes factos não ajudam nada para a educação dos nossos filhos!!! Só os tornam ainda mais confundidos e inseguros! …E o resultado está à vista, com o tipo de juventude que hoje temos…
Depois eles passam a ocupar lugares de liderança e de destaque e o mundo vai ficando cada vez mais desgovernado. Já não chegava esta sociedade estar cada vez mais doente com “Hiper-sexualização Galopante”.
Qualquer dia, entre outras novas palavras, vamos ter de criar o género feminino de PAI, que passaria a ser algo como: PAIA.
Já viram o que seria se passasse também a haver uma PAIA NATAL???
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Perdoem-me , mas a nossa Merda afinal veio de fora e assim temos a nossa balança externa tão desequilibrada !!! …
A sério , UM BOM NATAL .
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A verdade é, não fosse a iniciativa destas duas senhoras em terem a criança, ela nem sequer existiria. Posso concordar no egoísmo em esconder a identidade do pai biológico, mas se a criança, quando mais velha, a quiser saber terá todo esse direito. Agora, egoísmo por quererem ter um filho e educá-lo? Helena Matos, meta-se na sua vida e não fique tão escandalizada. Fica-lhe mal.
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