Deve ser isto a que chamam triste fado
5 Fevereiro, 2012
Oito dezenas de historiadores agitam-se por causa do fim dos feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro
Notáveis vários reunem-se para discutir a monarquia e a república
E contudo ninguém se espanta nem indigna por a estátua de Camões estar neste estado
![Monumento-Camões[1]](https://blasfemias.net/wp-content/uploads/2012/02/monumento-camc3b5es1.jpg?w=600)

Sim..triste..foi um lugar que não pude tirar foto e levar de recordação e mostrar pros meus amigos e familiares..felizmente não conseguem fazer o mesmo no Cristo-Rei..(de uma turista, apaixonada por Portugal)
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Avante!, a caminho do Homem Novo 2.0, versão neo-lib. Acaba-se com todos os feriados e dias de descanço obrigatórios. Acabe-se com as férias e os horários de trabalho. O Ser Humano é uma peça da máquina ecómica, não tem personalidade, familia, vida, memória, história. O que interessa que a partir das 6 horas de trabalho diárias a produtividade começa a reduzir-se exponencialmente ou que um povo sem cultura, sem memória é meio caminho andado para um povo de analfabrutos improdutivos.
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POR RISCOS NUNCA DANTES RISCADOS…
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talvez RISCAR ESTES…
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mas este explica tudo isso…
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OU TALVEZ SEJA SINAL DE….
Ruína Sem encontrar-se.
Viajante pelo seu próprio torso branco.
Assim ia o ar.
Logo se viu que a lua
era uma caveira de cavalo
e o ar uma maçã escura.
Detrás da janela,
com látegos e luzes se sentia
a luta da areia contra a água.
Eu vi chegarem as ervas
e lhes lancei um cordeiro que balia
sob seus dentezinhos e lancetas.
Voava dentro de uma gota
a casca de pluma e celulóide
da primeira pomba.
As nuvens, em manada,
ficaram adormecidas contemplando
o duelo das rochas contra a aurora.
Vêm as ervas, filho;
já soam suas espadas de saliva
pelo céu vazio.
Minha mão, amor. As ervas!
Pelos cristais partidos da morada
o sangue desatou suas cabeleiras.
Tu somente e eu ficamos;
prepara teu esqueleto para o ar.
Eu só e tu ficamos.
Prepara teu esqueleto;
é preciso ir buscar depressa, amor, depressa,
nosso perfil sem sonho.
Federico García Lorca, in ‘Poeta em Nova Iorque’
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É um problema do caraças escolher um detergente.
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Pois é. Tem toda a razão. Para esta trampa devia haver “linha da denúncia”; cadeia e tudo imediatamente limpo, como se faz em Londres.
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O vandalismo é apenas mais um sinal do enorme desconforto nacional. Das pichagens aos assaltos e roubos, a muito mais assistiremos.
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O Fórum Cidadania Lx já denunciou a situação à CML.
http://cidadanialx.blogspot.com/2012/02/monumento-camoes-em-lisboalimpeza-de.html
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O caso resolvia-se com facilidade:
1- Vigiar o local e apanhar os meliantes;
2- Encostá-los ao monumento e aplicar-lhe 20 chicotadas no lombo;
3- Em seguida obrigá-los a limpar o monumento;
4- Caso o monumento não ficasse no estado original, repetir a dose recomendada no ponto 2.
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Estão de parabéns, os do Forum Cidadania Lisboa.
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Mas não vão fazer nada porque, por cá, essa trampa até é considerada “expressão artística”.
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Em Londres existe uma linha telefónica directa para a Scotland Yard. E vêm brigadas de polícias, imediatamente. Se os apanharem são condenados.
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A seguir, limpam tudo. Só em bairros mais foleiros é que esta trampa existe. Mas por cá é luxo. Há mesmo betos a fazerem esta merda em bairros chiques de Lisboa.
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Ou chics, ou lá como lhe chamarem. Telheiras está toda asssim. Uma beleza.
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Mas se até as câmaras defendem e fazem merdas urbanas de rabiscos… e os arranjos urbanos não ficam atrás destas porcarias.
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É cada um, paga a peso de ouro, para os apaniguados que conseguem sacar estas empreiteiras.
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20 chicotas era pouco e o lombo devia ser de quem defende. E são em excesso, as bestas que defendem isto.
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Até aqui na blogo andava uma retardada mental advogada, uma tal lololinhinhazinha, ou lá como se chamava, que achava o suprassumo da arte esta trampa.
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A coisa pisca não conta, ele próprio já é um dejecto urbano.
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Mas contam os VIPs que usam lugares públicos para defenderem esta porcaria.
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O “Guardian” elegeu os 10 melhores graffitis do mundo. Entre eles está um mural de um português, Alexandre Farto (VHILS), feito em Leake St, Cans Festival – London, 2008.
http://piscoiso.blogspot.com/2011/08/o-guardian-elegeu-os-10-melhores.html
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Realmente, é parecidíssimo com isto. Eu até acho que os da estátua do Camões superam o Bastiad.
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Singapura pode explicar como se trata esta coisa – e não. não é “fássismo” ( grafando respeitosamente a pronúncia da enxundiosa vacuidade…).
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Já houve censura?.
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Não entrou o comentário…
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Os imbecis que sujam prédios, metropolitano, estátuas e todos os locais públicos que devem ser preservados, deviam era pintar-se a eles e à famelga, dos pés à cabeça, para os marcarem como gado.
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É esta a lógica de marcar território com trampa e nada tem a ver com pinturas que valorizam “terrenos vagos”; locais estragados ou abandonados, fora de portas.
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Esta coisa devia ser tratada como criminalidade. Mais nada. E é começando pela pequena que se previne a grande.
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Já começaram.
Pelos supermercados.
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Foto bifada a quem se preocupa e participa. Um SOS pode fazer muito…
http://www.youtube.com/user/LisboaSOS?feature=watch
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Dá um pouco mais de trabalho, mas há uma outra constatação, relacionada com o facto, que se pode fazer:
Entrar numa livraria (grande ou pequena, famosa ou de bairro) e pedir um exemplar de «Os Lusíadas».
Houve quem, recentemente, fizesse a experiência. Apenas encontrou numa livraria da Baixa de Lisboa, e só na versão pelintra, com capa de plástico.
(Curiosidade: tenho aqui na mão uma edição já antiga, feita para a escolas. As gralhas são tantas, que a ‘errata’ – que, por sinal, não tem… – seria a maior parte do livro).
Uma outra curiosidade é o Pátio do Tronco, local histórico por ter sido onde Camões esteve preso. É na Rua das Portas de Sto. Antão, e o seu estado habitual pode ser visto [AQUI] e [AQUI]
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C.Medina Ribeiro,
Era exactamente toda essa carga simbólica que eu tinha em mente quando referi a Suomi – cujo exemplo maior foi, e contiua a ser, a terrível e inacreditàvelmente heróica Guerra de Inverno .
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“Acontece que nós não somos donos da nossa língua. Ela é mais falada fora das nossas fronteiras do que em Portugal. Acontece que a maior parte das inovações, rasgos de originalidade e de criatividade que têm sido acrescentados à nossa Língua, têm chegado de fora – e do Brasil mais do que de outro lugar.”
http://fjv-cronicas.blogspot.com/2007/11/acordo-ortogrfico-talvez-sim.html
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Um Judeu como Mínistro da Cultura!!!?? esta ideia só podia mesmo ter vindo do Passos Deng Xiao Ping …Rabi Viegas demite-te!!! não somos donos da nossa língua!!?? até entregaram as decisões sobre a lingua dos portugueses ao Judeus, ao Rabi Viegas, que face às suas posições judias sobre a Lingua Portuguesa ascendeu a cargo de controlar a cultura portuguesa !! lol realmente este acordo é um acordo da Judearia Brasileira com a Judearia Portuguesa…
é lindo Rabi…temos que salvar a lingua portuguesa da extinção e unifica-la à lingua brasileira…Rabi Viegas, atira-te ao Tejo…Palhaço!
“se abrirmos esse corredor de comunicação entre as diferentes formas de falar e escrever o Português, talvez prolonguemos a sua vida e o horizonte da sua existência.”- o Judeu Viegas
http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=print&sid=3921
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Agora percebe-se porque convidou Vasco Graça Moura para o CCB, para o silênciar…
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O QUE NOS DEFINE ..NO FUNDO TUDO SE RESUME A ISTO…ATENÇÃO AO ÚLTIMO PARÁGRAFO..ACHO QUE JÁ ESTAMOS VAI PARA MUITO TEMPO NESSE TORPOR DEFENSIVO..
Crueldade e Sofrimento A crueldade é constitutiva do universo, é o preço a pagar pela grande solidariedade da biosfera, é ineliminável da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescentámos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os recém-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais também, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptidões para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptidões para a fruição. A crueldade do mundo é sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e espírito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do espírito, e que, pelo espírito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela.
A crueldade entre homens, indivíduos, grupos, etnias, religiões, raças é aterradora. O ser humano contém em si um ruído de monstros que liberta em todas as ocasiões favoráveis. O ódio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O ódio abstracto por uma ideia ou uma religião transforma-se em ódio concreto por um indivíduo ou um grupo; o ódio demente desencadeia-se por um erro de percepção ou de interpretação. O egoísmo, o desprezo, a indiferença, a desatenção agravam por todo o lado e sem tréguas a crueldade do mundo humano. E no subsolo das sociedades civilizadas torturam-se animais para o matadouro ou a experimentação. Por saturação, o excesso de crueldade alimenta a indiferença e a desatenção, e de resto ninguém poderia suportar a vida se não conservasse em si um calo de indiferença.
Edgar Morin, in ‘Os Meus Demónios’
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M’espanto às vezes, outras m’avergonho
Sá de Miranda (séc. XVI)
Que mais se pode dizer?
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Não percebo porque é que se dão ao trabalho de sujarem a estátua que é fixa.
Têm os comboios para pintarem embora os da linha do Oeste e Azambuja quse que já não tem espaço.
É muito divertido vê-los passar e aquilo dá emprego a quem vende as tintas e depois a quem tem que as tirar.
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Que falta de sensibilidade social! A sociedade oprime alguns indivíduos que depois são obrigados a externalizar a opressão desta forma e querem ainda reprimir as vitimas.
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Aquela vergonha é feita normalmente por filhos família da burguesia nacional.
Ainda há dias vi um garoto, filho dum presidente duma câmara do PSD, a urinar contra a estátua dum dignatário lá da terra.
Reabilitar o SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO devia ser uma PRIORIDADE NACIONAL.
Assim tirar-se-ia essa vagabundagem e drogados das cidades!
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Eu troco:
Podem pichar as estátuas todas de todo o país,
mas não borrem a Língua Portuguesa e destruam esse crimninoso A.O.!
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isso deve ser obra dos acossados da meritocracia,
da classe média,
das elites…
que morra toda essa trilogia e reine o bonaparte, reencarnação de cristo igualitário.
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Uma falta de cultura e civismo que dá pena…ó gentinha sem conteúdo!!!
Até se criaram grupos no FB quando aquela actora de novelas Brasileira “bofeteou” a nossa cultura e, com situações destas não há ninguém que se levante e actue, ou neste caso LIMPE!!!
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“Assim tirar-se-ia essa vagabundagem e drogados das cidades!”
Não Camarada, isso nunca! Usar uma farda militar é um privilégio, significa que se é alguém, um cidadão por inteiro. Não é próprio para um vagabundo ou um drogado. Pela idade que o Camarada ostenta ainda deve lembrar-se do Regimento Disciplinar de Penamacor. Ser um marginal não dispensava do tempo de serviço militar mas nunca, por nunca, se misturava com soldados a sério. Ia para Penamacor fazer o seu tempo mas apenas isso.
Agora, se o Camarada estiver a pensar em campos de trabalho compulsivo… espere algum tempo, já faltou mais.
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É disto que o pagode gosta…
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Tudo muito bonito. Só gostava de saber, porque é que NINGUÉM vem a terreiro defender essa fantástica medida de aumento da produtividade (qual?) e de criação do 5º império que é… a redução dos feriados. Não me parece que seja apenas a estátua do Camões que se mantém nesse estado…
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Na verdade, ao eliminar-se o Dia de Camões, foi como uma enorme pichagem sobre o poeta.
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Gostava de saber o que é que a triste vandalização da estátua do Camões tem a ver com a supressão destes feriados. Se fosse o 1o de Junho que estivesse em causa ainda percebia o nexo…assim passou-me ao lado, já servem todos os pretextos para criticar os que não acham uma atitude sublimemente patriótica amochar a cabeça a todas as medidas que implicam supressão de direitos…
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Ó carago, julgava que tinham eliminado o feriado 10 de Junho, mas foi o 1/12 e o 5/10.
Pronto, picharam o primeiro de Dezembro e o cinco de Outembro.
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Piscoiso Arnaldo,
sempre igual a si mesmo.
R.
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Arnaldo???
Onde é que foi buscar esse?
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Este post é inominável, digno de numa conversa entre os jovens que fizeram aquilo à estátua. O gesto de Marcel Duchamp é repetido mesmo pelas crianças, só não sabe quem não as tem. O que os burocratas do governo estão a fazer é a apagar o passado das vidas, das rotinas, do habitus. Não estão a riscar um artefacto.
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Não é Arnaldo, é Adolfo.
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