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Porquê?

3 Maio, 2012

«O Pingo Doce no Parque Eduardo VII. No 1º de Maio a Feira do Livro estava cheia de gente que se acotovelava nos corredores, procurando beneficar de promoções elevadas, várias vezes superiores a 50%, em stands onde trabalhavam diversas pessoas durante longas horas. 1º de Maio, pessoas a trabalhar, caos generalizado, promoções vistosas, aparente “dumping” das editoras. Nem uma palavra – uma – nas redes sociais, nos jornais, nos media, nos blogs. Porquê?»  – pergunta-se no Delito de Opinião

48 comentários leave one →
  1. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    3 Maio, 2012 09:13

    Helena Matos,
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    A lei permite vender abaixo de preço em saldos, exaustão de stocks, ou em venda de produtos defeituosos o que deveria ser (nem sempre é) o propósito da feira do livro.

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  2. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 09:48

    E a Ryanair, caro Gabriel? 😉

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  3. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 10:30

    A nova Revolução Industrial:
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    “Fábricas digitais da Terceira Revolução Industrial
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    Há pouco mais de um ano, visitei uma fábrica inteiramente robotizada, sem operários, na Coreia do Sul. Dedicada à produção dos mais modernos displays e monitores de televisores, essa unidade fabril não emprega nenhum trabalhador na área de manufatura: conta apenas com uma dúzia de supervisores de qualidade e software.
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    Essa terceira revolução industrial, aliás, foi tema de magnífica reportagem de capa da revista britânica The Economist, há pouco mais de uma semana. Ao longo de 14 páginas, o jornalista Paul Markillie nos mostra com rara precisão o que são hoje as mais modernas indústrias manufatureiras.
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    Na fábrica de 2012, quase tudo é automatizado e digital, graças à convergência de poderosas tecnologias, de software inteligente, novos materiais, milhares de computadores, robôs habilidosos, impressoras 3D, processos de realidade virtual e até simuladores de voo. É claro que, vez ou outra, podemos encontrar, como espécies em extinção, máquinas e ferramentas típicas da segunda revolução industrial, como furadeiras, prensas, lixadeiras, tornos e fresas convencionais.
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    Para quem não tenha visitado fábricas modernas nos últimos anos, visão de uma dessas indústrias do século 21 produz verdadeiro choque, em particular, na indústria automotiva e na aeronáutica.”
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    in http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/
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    Portugal poderá ter uma vantagem face a muitos seus conocrrentes adversários. Tem bastante mão-de-obra qualificada e de baixo custo, capaz de criar este tipo de indústrias. Esta nova indústria não tem vantagem no custo da mão-de-obra dita não qualificada ( dito operário fabril) mas em engenharia e demais funções, capazes de criar, montar e gerir um sistema de produção em que a componente humana na produção é bastante baixa. As fábricas do futuro serão mais ou menos como um gigante computador, em que os próprios equipamentos são criados á medida, para permitir elevadas produtividades.
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    Em vez da mão-de-obra intensiva, é o capital intensivo que conta, mais engenheria de qualidade, multidisciplinar. Qualquer produto tenderá a ser produzid nestas novas fábricas. Em qualquer localização onde exista acesso a capitais baratos (a suprema importãncia de nos mantermos no euro), onde exista engenharia de qualidade, fabricantes de equipamentos industriais e, claro está, diversidade de sectores de actividade.
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    Portugal liderará algum esta esta nova Revolução Indústrial? Vamos ver.

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  4. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 10:50

    Em Portugal também já se participa nesta nova Revolução Industrial mundial.
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    “INESC TEC PATENTEIA TECNOLOGIA QUE REVOLUCIONA INDÚSTRIA DO CALÇADO
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    O INESC TEC (entidade coordenada pela INESC Porto) viu ser concedida uma patente europeia, a 21 de março de 2012, a um sistema logístico inovador desenvolvido pela Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP) para a secção de montagem/fabrico das fábricas de calçado. Aumentos de produção, flexibilidade, produção de pequenas séries e redução do tempo de produção das encomendas são algumas das mais-valias deste trabalho.
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    A Patente Europeia Nº 2 135 823, intitulada “Modular multi-ring system for flexible supply of workstation” diz respeito a duas secções de montagens e acabamento e o objetivo é produzir em simultâneo diferentes tipos de calçado na mesma linha de produção, integrando várias secções.
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    O sistema é composto por um sistema logístico inovador com dois anéis – um a nível exterior que faz interface com as máquinas e operadores, e um anel interior que permite fazer ultrapassagens, levando cada sapato a visitar unicamente os postos onde vão ser executadas operações. O objetivo final é fazer com que o tempo que o sapato está no sistema seja igual ao somatório do tempo das operações que acrescentam valor ao produto.”
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    in http://www2.inescporto.pt/uesp/noticias-eventos/noticias/inesc-tec-patenteia-tecnologia-que-revoluciona-industria-do-calcado/
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    Mais:
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    “O sistema agora patenteado a nível europeu está instalado na empresa portuguesa de calçado, Kyaia, em Paredes de Coura, tendo já permitido à empresa aumentar a sua produção, produzir encomendas com maior variedade e reduzir o tempo de produção das encomendas. Menos stock em produção e entre secções e dinamização de recursos são outras das mais-valias permitidas por este sistema.”
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    As próprias empresas empresas terão que começar a ter um departamento destinado a estudar colaboração com instituições e empresas capazes de criarem sistemas produtivos à medida das suas actividades. As fábricas do futuro exigirão cada vez mais, equipmanetos industrias á medida e não fábricas de série.

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  5. Pi-Erre's avatar
    3 Maio, 2012 11:00

    ““INESC TEC PATENTEIA TECNOLOGIA QUE REVOLUCIONA INDÚSTRIA DO CALÇADO”
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    Então e os burrinhos não têm direito a umas ferraduras novas?

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  6. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 11:03

    A Alemanha conseguiu reduzir os custos através da automatação industrial.
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    Os preços dos equipamentos e das tecnologias estão em forte queda e deverão seguir a famosa Lei de Moore.

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  7. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 11:21

    E Portugal vai trilhando o seu caminho. Este é um bom incentivo para criar entre os jovens o gosto pela automação, que implica a multidisciplinaridade. Num país habituado sempre a dizer mal do que se faz em Portugal.
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    “O 6.º Campeonato Nacional de Robots, Robotop2012, de sexta-feira a domingo, em Santo Tirso, contará com cerca de 200 equipas que vão “desenvolver e aplicar conhecimentos multidisciplinares” nas áreas de ciências e tecnologias.
    Promovido pelo Clube de Robótica da Escola Secundária Tomaz Playo, de Santo Tirso, o evento está aberto à participação de escolas de vários ciclos de ensino dos cursos Regular, Educação e Formação e Profissional, do ensino público e privado.
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    Em comunicado enviado à Agência Lusa, a organização descreveu o Robotop2012 como uma “oportunidade para desenvolver projetos e aplicar conhecimentos multidisciplinares, principalmente relacionados com a área das ciências e das tecnologias”.
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    Segundo os responsáveis, “este é um evento competitivo que exige o cumprimento rigoroso de várias fases de preparação”, desde a construção dos robots, “na qual se aplica conhecimentos de eletrónica analógica e digital”, à preparação de “infraestruturas da rede informática e de energia elétrica”.
    Toda a construção e montagem dos robots a concurso é “realizada por cada equipa no pavilhão aonde decorre a competição”.
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    Já a aplicação informática que gere os registos dos tempos e as classificações em cada competição é desenvolvida por um aluno e “constitui a Prova de Aptidão Profissional, com a qual este culmina a formação profissional de nível 3, equiparada ao 12.º ano”.”
    .
    in http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2455029&page=1
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    .
    Soube, aqui há uns meses, que os nossos tuguinhas, numa conhecida fábrica alemã onde fazem estágio, surpreenderam muito pela positiva os alemães. Alemães, esses, tidos como os melhores e, no entanto…

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  8. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 11:39

    Não li nem qero ler mais do que estas cinco linhas postadas a vermelho. Chegou para entender que HMatos entende que todos os seus leitores são parvos.
    Ontem, um influente político do actual regime politico-partidário, dizia-nos ao jantar que “a Jerónimo Martisns foi para além do admissível. E agora temos nós que ajudá-los a descalçar a bota !”

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  9. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 11:42

    Errata:
    “Chegou para entender que HMatos deseja que todos os seus leitores sejam parvos”.

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  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:05

    “Ontem, um influente político do actual regime politico-partidário, dizia-nos ao jantar que “a Jerónimo Martisns foi para além do admissível. E agora temos nós que ajudá-los a descalçar a bota !””
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    Ou seja, tivemos um político a armar-se em importantão, que será capaz de resolver problemas ao grupo JM.
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    Caro MJRB, acredita mesmo naquilo que ouviu?
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    O Pingo Doce tem mesmo uma estratégia deliberada de criar uma imagem de vendedor de produtos a preços baixos. Não tem nada a ver com política mas simples procura por conquista de quota de mercado.
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    Os políticos tugas são mesmo um cromos. Gostam de se armar em importantes e necessários. E o amigo MJRB acreditou no gajo. eheheheheh

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  11. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:11

    Olhe o que dizem alguns:
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    “Analistas destacam que a Sonae é a mais penalizada com a guerra de preços no retalho em Portugal, já que o Continente tem um peso na empresa muito mais elevado do que o Pingo Doce na Jerónimo Martins.
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    As unidades de “research” dos bancos voltam hoje a analisar a iniciativa do Pingo Doce no 1º de Maio, com descontos de 50% para compras acima de 100 euros.
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    O BPI, no Iberian Daily de hoje, diz que há ainda várias questões em aberto, nomeadamente saber a “magnitude das próximas promoções, se voltarão a ser de 50%” e, por outro lado, como a “concorrência vai reagir”.
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    Para os analistas José Rito e Bruno Bessa, novos descontos de 50% terão um efeito de diluição nas margens, “pelo que não será sustentável continuarem”. Ainda assim, o BPI espera que a Jerónimo Martins continue a apostar em mais promoções, “provavelmente nos finais de mês, para atrair as compras mensais de mercearia”.
    .
    Ainda assim, o BPI assinala que “do ponto de vista estratégico, não conseguimos ver o racional desta campanha de descontos de 50%, dado que não é recorrente e não altera a percepção de preços” que os clientes têm dos seus supermercados. O banco preferia antes que a Jerónimo Martins se focasse na estratégia de “preços baixos todos os dias, que provou ter sucesso na última década, eventualmente com uma acção de marketing mais agressiva”.
    .
    O BPI considera ainda este novo posicionamento do Pingo Doce resulte numa postura mais agressiva por parte da concorrência, pelo que o “resultado final poderá ser negativo para todos”.
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    Neste âmbito, o banco lembra que na avaliação que faz à Jerónimo Martins, a posição de 51% detida pela empresa no Pingo Doce tem um peso de apenas 4% no total do grupo. Já o retalho alimentar representa 57% das receitas consolidadas da Sonae e também uma importante fatia da avaliação da empresa. ”
    .
    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554571
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    E o amigo MJRB acredita que a JM está preocupada com as repercussões políticas da sua acção? eheheheh
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    Eh, pá, veja as coisas desta maneira. O Pingo Doce tem uma quota de mercado em queda e precisa de subir a quota de mercado. Talvez o Grupo acredite que, com as economias de escala permitidas pelas operações na Polónia, consiga roubar quotas de mercado à concorrência. E deve ser o objectivo destas promoções. E conseguem a tal notoriedade que precisam, com estas campanhas agressivas, e até põe os tolinhos políticos a falarem deles. ehehehehh
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    E há políticos, que se armam em importantes, pondo-se em bicos de pés, que andam em jantares privados (se calhar para impressionar os seus convivas) a armarem-se em “resolvedores dos problemas alheios”. ahahhahahh
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    Como se o Grupo JM precisasse desses políticos para alguma coisa. 😉

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  12. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 12:13

    Caro anti-comuna,
    Obviamente essa pessoa e o seu partido não vai “resolver” esta caso JM. Mas, como nos disse X (na fluência da conversa) já está, calmamente, a tentar “ajudar a de3scalçar a bota”.
    Acredito, por quem é e como disse.
    Certamente anti-comuna não concluiu que todos os políticos do PSD (e do PP) aplaudiram o que aconteceu nos supermercados PD…

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  13. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    3 Maio, 2012 12:18

    claro que muito pouca gente repara nessas coisas… a maioria das pequenas e médias livrarias de Portugal já foi à falência… não serão os editores a queixar-se!… nem os leitores de ocasião, porque, esses, estão sempre à espera da feira para comprar muito do lixo editorial do país, para ir enchendo as prateleiras das estantes lá de casa…
    .
    muitos dos compradores de livros na feira, fazem como os consumidores que se submeteram à coboiada de dia 1 nos pingo doces, compraram indiscridiminadamente sem terem em conta os prazos de validade de produtos frescos e quando já não havia nas prateleiras produtos de base, passaram a encher os carrinhos com quantidades industriais de lixo alimentar e ainda andavam à porrada com o desgraçado que tinha vindo mais tarde e só queria uma garrafa de azeite, mas que o do carro cheio também queria depois de já ter metido 6 ou 7 no carro, e que não tinha os 100 euros mínimos para ter o tal desconto de 50%… contaram-me, não fui lá, que o pingo doce aqui mais próximo já não tinha nada para vender e teve de fechar as portas por volta das 17 horas… não foram os mais pobres que aproveitaram, mas os mais fortes… uma verdadeira selvagaria!…

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  14. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:20

    Caro MJRB, quer a minha opinião sincera? Isto é o mercado a funcionar e não a política. Eles, os políticos criam e vêm problemas onde eles não existem. Porque gostam de parecer que fazem alguma coisa, pois a maioria deles são parasitas.
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    E é dentro de um contexto de conquista de quotas de mercado que eu vejo isto. Pouco me interessa a opinião dos políticos para esta questão. Olhe:
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    “BESI falou com a Jerónimo Martins e com a Sonae SGPS sobre as promoções no retalho em Portugal. O Pingo Doce promete mais dias de fortes descontos e o Continente diz estar preparado para responder, de modo a defender a sua quota de mercado.”
    .
    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554561
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    É claro que com estas guerras pelas quotas de mercado, se vai ver quem tem unhas para tocar guitarra. E até desconfio que serão os concorrentes estrangeiros que ficarão sem pedalada para este previsível guerra de mercado.
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    Os políticos, enfim, como têm que justificar a sua existência…

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  15. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 12:33

    Caro anti-comuna,
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    A propósito de “Eh, pá, veja as coisas desta maneira. O Pingo Doce tem uma quota de mercado em queda e precisa de subir a quota de mercado.”

    Não tenho números sobre a evolução da quota de mercado do Pingo Doce. No entanto, se estiver, tenho uma explicação.
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    Costumo fazer as pequenas compras do dia-a-dia no Pingo Doce e já por várias vezes a minha mulher se queixou da falta de escolha nas prateleiras numa série de produtos. Quando o Pingo Doce usa a sua marca para vender esparguete, eu agradeço. Na minha ignorância não sei se há diferença entre esparguete da Milaneza, da Nacional ou do Pingo Doce, logo opto pelo mais barato (apesar da minha filha me pedir para comprar da Milaneza porque apoia o seu clube de andebol preferido, o Águas Santas). No entanto, em várias áreas, o Pingo Doce foi longe de mais e para ter os seus produtos expulsa os das marcas que são melhores. Higiene oral é o meu exemplo clássico.
    .
    Assim, em minha casa fazem-se as pequenas compras do dia-adia no Pingo Doce, mas peixe, carne, e alguns congelados são comprados noutros locais.

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  16. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:40

    Os políticos deviam é concentrar-se em outras coisas que estão a acontecer na Europa e poderá dar uma oportunidade aos portugueses. Como as mudanças nas estratégias dos construtores franceses de automóveis, que podem afectar, positivamente, a economia portuguesa.
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    Eu ontem fiquei surpreendido com uma notícia. A Renault irá aumentar a produção em Portugal, em Aveiro. (Ver http://economico.sapo.pt/noticias/renault-cacia-vai-aumentar-producao-em-20-ate-2013_143587.html ) Isto numa altura em que este construtor francês anda a fechar fábricas na Europa (só a semana passada foram anunciadas mais de 2 mil despedimentos no Leste) e decide aumentar a produção em Portugal?
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    Mas não há nada como atentar a algumas noticias, para entender este fenómeno e como Portugal poderá ganhar com os problemas franceses.
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    Primeira noticia:
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    “His Majesty King Mohammed VI inaugurates new Renault-Nissan Alliance plant in Tangier, Morocco
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    The new Renault-Nissan plant in Tangier represents an investment of €1 billion.
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    The new plant’s annual production capacity of 400,000 vehicles will play a part in ensuring the continued success of the Entry range across the world.
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    The Tangier factory is the world’s first zero carbon and zero effluent automotive plant.
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    It is the southern Mediterranean basin’s biggest automotive plant, with an estimated total staff of more than 6,000 by 2015.”
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    in http://www.media.renault.com/global/en-gb/alliance/Media/PressRelease.aspx?mediaid=31465
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    A Renault está a construir fábricas em Marrocos, em especial para aproveitar a mão-de-obra mais barata lá, para combater os chineses e os indianos, pelo mercado de carros baratuchos. Com a sua marca Dacia.
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    “In 2012, production at the Tangier plant begins with two new Entry models: the new family car, Lodgy, and a small van which will also be available in passenger car form. In addition to permitting higher production volumes, the new factory will enable the Entry range to expand. It will ensure that the Renault Group is in a position to meet its customers’ growing demand for entry level vehicles which are acclaimed for their unprecedented value for money. In addition, its geographical location is situated between the Atlantic Ocean and the Mediterranean Sea at the heart of the Tangier Med Port area which benefits not only from an extensive network of competitive suppliers, but also from a pool of highly qualified staff with trained to modern automotive production techniques.
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    Designed from the start to meet the standards of the Renault Group’s environmental policy, the facility is the fruit of a unique partnership between the Kingdom of Morocco, Renault and Veolia Environnement. ”
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    in http://www.renault.com/en/groupe/renault-dans-le-monde/pages/renault-au-maroc.aspx
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    Os marroquinos estão a dar bastantes incentivos para a Renault concentrar lá, a produção de carros baratos, para os mercados em desenvolvimento.
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    Depois temos isto:
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    .
    “Mass layoffs planned after French elections
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    “In the automobile industry, several thousand jobs are threatened and the survival of entire plants is in question. PSA Peugeot Citroën, the biggest automobile producer in France, plans to cut 6,000 jobs in Europe, mainly in France. In Aulnay-sous-Bois, a city in the northeastern suburbs of Paris, 3,300 workers fear the closure of their plant at the end of the current production of the Citroën C3. The future of the plant in Valenciennes, in the Nord department, is also considered uncertain.
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    France’s second automobile producer, Renault, is also considering laying off workers in the plants of Maubeuge and Douai in the Nord department, where the Scenic and Kangoo models are produced. Renault has recently opened two new sites in Tangiers, in Morocco. The company reportedly plans to shift larger parts of the French production to low-wage countries.”
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    in http://www.wsws.org/articles/2012/apr2012/layo-a30.shtml
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    Ora, parte desta deslocalização será para Marrocos.
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    Ou seja, aparentemente, a fábrica tuga da Renaul vai aumentar a produção para mandar para… Marrocos.
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    .
    Olhe-se bem para os números. Só esta nova fábrica agora inaugurada vai produzir quase o triplo da… Autoeuropa. E quem fornecerá os componentes? Apenas franceses? Não, provavelmente os tugas poderão ser beneficiários destas novas fábricas em Marrocos, até porque em termos logísticos, deverá ser mais barato. Aveiro, ainda por cima, tem um Porto que pode ligar a Marrrocos.
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    .
    Eu, se fosse político, estava é preocupado em saber se é possível abocanhar alguma parte do fornecimento desta aposta da Renault (que poderá ser imitada por outros) em Marrocos. Estamos pertinho de Marrocos e até em termos logísticos, bem situados.
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    .
    Em vez de eles perderem tempo com o Pingo Doce, se tentassem influenciar as autoridades marroquinas a melhorar as nossas relações comerciais, troca de mercadorias, acesso a portos, etc. andam eles preocupados com as promoções do Pingo Doce. Dá-se! Não têm mais nada que fazer…

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  17. Zé da Póvoa's avatar
    Zé da Póvoa permalink
    3 Maio, 2012 12:44

    Nem todos os leitores são parvos como pretende fazer crer Lena “A Gorda”.
    Quem habitualmente se evidencia pela parvoíce é ela mesma que bem se esforça por aceder ao pote; agora parece interessar-se pela Fundação do merceeiro holandês. Só se fôr para repositora de stocks!

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:44

    Caro CCZ, as vendas no primeiro trimestre foram fraquinhas. Talvez por isso tenham decidido partir para esta aventura. (Que eu acho que era previsível, até porque a Mercadona parece que estuda entrar em Portugal e isto também serve de aviso, para os manter fora do mercado português).
    .
    .
    Porque foram fraquinhas? Essa sua explicação tem lógica. E por isso, mais tarde ou mais cedo, as marcas que não das da Grande Distribuição, acabarão por ultrapassar o problema. Podemos ainda não conhecer como, mas aposto que o farão. Online, etc. elas acabarão por descobrir forma.
    .
    .
    Mas isto, na minha humilde opinião, era previsivel. Mas posso estar a ver mal a coisa. E acho que bruáá um disparate. Uma coisa normal nos dias de hoje, em mercados abertos e concorrenciais. Mas os políticos gostam de inventar…

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  19. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:50

    Já agora, para quem não está habituado a estas coisas. Onde eu vivo, é normal este tipo de coisas que fez o Pingo Doce. A minha mulher até tem uma piada pessoal, sempre que vê estas guerras comerciais. Aqui (onde vivemos) estes supermercados estão sempre a comemorar o seu aniversário para justificar promoções. eheheheh Os gajos anunciam quase sempre: faz anos que estamos aqui e vamos fazer descontos nos dias tal. Isto durante todo o ano. eheheheh
    .
    .
    Esta malta é que não está habituada a ver mercados dinâmicos e concorrenciais. Estão habituados a verem os preços a mudarem pouco, etc. Mas em mercados mais desenvolvidos, é o pão-nosso-de-cada-dia. Um dia fazem as festas dos vinhos, depois dos queijos, depois de aniversário, depois blá, blá, blá.
    .
    .
    Os políticos? Não têm mais nada que fazer…

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  20. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 12:50

    Ainda sobre este post : HMatos não sabe (mas talvez tenha a obrigação de saber) que a Feira do Livro em Lisboa coincide quase sempre com o 1º de Maio ? Ou propositadamente ignorou o facto ?
    (Presumo que qualquer leitor de livros sabe dessa coincidência).

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  21. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Maio, 2012 12:52

    Essa comparação da Feira do Livro(FL) com o Pingo Doce(PD)/1/5, é das tais comparações de carro de bois com apitos, tema favorito de helenafmatos.
    Começa por a FL ser anual, previsível e anunciada, enquanto que o PD/1/5 foi inédito.
    Depois há uma diferença entre um livro de Pessoa e um quilo de arroz carolino.
    Não sei se havia tanta gente na FL como no PD/1/5.
    O que sei é que quando o dinheiro é pouco, a prioridade irá para o arroz.
    Pessoa nem é preciso comprá-lo para o ler. Abre-se o livro pousado na FL e lê-se.
    É certo que houve marmanjos que comeram os produtos dentro do PD/1/5.
    Uns alimentam a alma, outros o corpo.
    Com desconto.

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 12:59

    “Essa comparação da Feira do Livro(FL) com o Pingo Doce(PD)/1/5, é das tais comparações de carro de bois com apitos, tema favorito de helenafmatos.”
    .
    .
    Não estou a ver porquê. Na Feira do Livro não existem enormes descontos? Não venderão abaixo do custo?
    .
    .
    Aliás, em Portugal, os livros são caríssimos. E não por ser um mercado pequeno, mas por haver pouca concorrência.
    .
    .
    Agora ver guerras destas é o pão-nosso-de-cada-dia em mercados concorrenciais. Quer dizer. Se a Galp e demais operadores vendem todos quase ao mesmo preço, há de certeza cartel. Se variam os preços e há promoções, já há violações à leis da concorrência, dumping, etc. Enfim.
    .
    .
    Os políticos não têm nada que fazer. Pronto. Têm que inventar coisas para manterem a ilusão que precisamos deles. ehehhehh

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  23. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 13:02

    Caro anti-comuna,
    Naaaaa… No caso X (com carreira político-partidária), é muito mais e inequivocamente uma questão político-social do que “intromissão” nos mercados… Garanto-lhe.
    Paulatinamente, “a coisa” recompõe-se…

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  24. Pi-Erre's avatar
    3 Maio, 2012 13:08

    Ah!… Afinal o Piscoiso confessa que também esteve no Pingo Doce no 1ª Maio a ver os marmanjos a comerem os produtos.

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  25. C. Medina Ribeiro's avatar
    3 Maio, 2012 13:08

    A propósito de supermercados:
    Veja-se como o Modelo Continente é tratado em Entrecampos – [AQUI].

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  26. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Maio, 2012 13:09

    Para quem só vê cifrões e percentagens, a comparação é legítima.
    Um apito custa uma percentagem de um carro de bois.

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  27. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 13:10

    Caro anti-comuna,
    rapidamente, antes de ir almoçar : Piscoiso colocou muito bem a questão, sobretudo porque “começa por a Feira do Livro ser anual, previsível e anunciada, enquanto que o PD/1/05 foi inédito”.
    E volto a lembrar que a FLivro em Lisboa coincide quase sempre com o 1º de Maio. HMatos fica a saber, para no futuro não elaborar novo erro qualquer que seja a causa “justificada”.

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  28. MD's avatar
    3 Maio, 2012 13:13

    Por falar em carros de bois: o que os tipos da BMW estão a fazer é indecente!… Não é que os gajos estão a plagiar as fábricas cubanas de produção de carros de bois!?
    E esta hein!!

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  29. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 13:15

    Caro Anti-comuna essa cena da fábrica em Marrocos é brutal!!! 1 bilião (europeu) de euros! O triplo da produção da Autoeuropa!!

    Que impacte terá no mercado europeu?

    Será sinal de uma aposta da Renault no mercado do preço ainda mais baixo?

    Pobre PSA…

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  30. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 13:16

    Ainda, a cena do INESC, bate tudo certo: rapidez, flexibilidade, pequenas séries… o futuro

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  31. David Soeiro's avatar
    3 Maio, 2012 13:18

    Só faltava a abécula da autora vir a despropósito cvom um comentário destes. Pela pouca cultura do povo português é que o mundo assistiu a cenas tipo abutre a tentar apanhar um pedaço.

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  32. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 13:30

    Bruxos que somos

    “Industrial production in Brazil unexpectedly fell 0.5% month-on-month in Mar. Misses forecast for 1.3% monthly rise #Brazil”

    E a culpa é do neoliberalismo de Dilma!

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  33. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    3 Maio, 2012 13:35

    ccz,
    .
    E veja os números da exportação de produtos de celulose do Brasil. Ano para ano, menos 7,1%.
    .
    Felizmente em Portugal os números não são negros.

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  34. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 13:45

    Caro Colaço,

    Será a maldição do petróleo que também deu cabo da Venezuela muito antes de Chavez?

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  35. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 13:54

    “Que impacte terá no mercado europeu?”
    .
    .
    Não sei. Os franceses estão apostado em dois tipos de mercados. O da gama dita normal para a Europa mas de luxo nos mercados emergentes e o da gama de preço baixo para os mercados em desenvolvimento. Estão em dois segmentos “principais” distintos. A VW também prepara algo do género. Mas é para combater os indianos e os chineses, não os restantes europeus.
    .
    .
    Repare que os franceses estão a tentar o topo de gama também. Os carros da Renault têm ganho as 5 estrelas dos testes de segurança e melhoraram bastante. Assim como a Citroen. Que agora lançou um híbrido de fraco consumo e cerca de 2000 de cilindrada.
    .
    .
    Mas uma coisa é certa. Os franceses estão atrasados face aos alemães, até porque têm margens mais baixas e não apostaram na automação em devido tempo. E neste negócio, escala e tecnologias de automação já são o que marcam parte da diferença na compressão de custos. Os alemães até subiram de tal forma as margens, num misto de subida na cadeia de valor e compressão de custos, que começam a ser referência no mundo automóvel. Os franceses estão mesmo atrasados.
    .
    .
    Para Portugal, esta aposta em Marrocos, pode ajudar os nossos fornecedores. Não sei. As pessoas em Portugal passam um bocado ao lado de Marrocos, mas os gajos estão agressivos na atracção por IDE. Ao contrário da Argélia, os gajos não têm pitroil e gás para venderem. Têm que vender mão-de-obra. Mas Marrocos, aqui ao lado, com a sua capital mais próxima de Lisboa que Madrid, tem uma população de cerca de 34 milhões. Não é Espanha, mas para lá caminha. Logo ao lado, 36 milhões, a Argélia. E ambos crescem a boas taxas de crescimento económico. Juntos fazem um mercado de 70 milhões. Uma oportunidade fantástica para os portugueses. E aparentemente, os portugueses começaram a aproveitar aqueles mercados e já começam a roubar quotas de mercado aos italianos, franceses e espanhois. O ano passado a Argélia concorreu com a China como o mercado de exportação portuguesa que mais cresceu. (Os colonizados mentais só olham para Espanha e esquecem-se que também ao lado, temos um mundo de oportunidades. Marrocos, Argélia e Mauritânia contam quase tanto, em população, como a… Alemanha!)
    .
    .
    Mas vamos ver o que vai acontecer na Europa e sobretudo em Marrocos, para onde as exportações tugas podem continuar a crescer a alta velocidade.

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  36. ccz's avatar
    3 Maio, 2012 14:00

    Conheço pessoalmente vários empresários que sem apoios, sem consultores, sem insiders tentaram trabalhar com Marrocos, estabelecendo pequenas unidades de subcontratação. Todos desistiram por causa da corrupção. Um deles, da área do calçado, foi de carro, via Gibraltar e diz que esteve menos de 3h em Marrocos, quando foi roubado por um polícia, decidiu voltar para trás e diz-me “Marrocos? Nem para turismo!”

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  37. Portela 1MAIO2012's avatar
    Portela 1MAIO2012 permalink
    3 Maio, 2012 14:01

    vou passar a ser cliente do PD.
    não era cliente porque não faziam promoções, não emitiam brochuras com os preços, não tinham cartões de desconto, enfim, tudo gente fora do seu tempo.
    provavelmente o sociólogo deve ter dado uma dica e, agora sim, promoções à fartazana, porque a vida custa a todos.
    só não percebo por que não vendem sempre com 50% de desconto…mistérios!

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  38. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    3 Maio, 2012 14:08

    Também não li nem quero ler nenhuma das cinco linhas postadas a vermelho.
    Não li, mas gostei.

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  39. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 14:09

    “Todos desistiram por causa da corrupção. Um deles, da área do calçado, foi de carro, via Gibraltar e diz que esteve menos de 3h em Marrocos, quando foi roubado por um polícia, decidiu voltar para trás e diz-me “Marrocos? Nem para turismo!””
    .
    .
    os mercados islâmicos funcionam muito assim. Mas isso é agora. Também era assim na China, no inicio. Mas à medida que a economia se abre (sempre com o chulo do Rei a mamar 😉 ) as oportunidades existirão. Sobretudo em alimentos, plásticos, etc.
    .
    .
    Mas aquilo é mesmo assim, mas está a mudar.
    .
    .
    Nós é que já não reparamos, mas o Norte de África já foi o celeiro de Roma. E tanto Marrocos como a Argélia, têm terras muito férteis. O problema é a água, sobretudo a sua gestão. Mas até nisso, os gajos estão a mudar. Sobretudo na Argélia, enquanto em Marrocos, ainda cerca de metade da malta em idade de trabalhar, ainda anda pelos campos. Mas quando eles se modernizarem ainda mais e abrirem os seus mercados (a UE está a negociar com eles, agora), aquilo vai ser um maná para as empresas tugas. Desde a venda de pesticidas, máquinas agrícolas, etc. A Ferpinta já lá anda a vender, a Tecmed já vai abrir a sua fábrica de genéricos, etc.
    .
    .
    Mas faz-me lembrar a China aqui há uns anos. 😉

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  40. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    3 Maio, 2012 14:23

    marrocos é nice para deixar uns euros e trazer haxixe

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  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 14:30

    As exportações tugas por mar estão a subir bastante:
    .
    .
    “O porto de Sines fechou o primeiro trimestre de 2012 com um crescimento global de 22,2% no movimento de mercadorias relativamente a igual período do ano anterior. Nos primeiros três meses do corrente ano foram movimentadas 6,96 milhões de toneladas de mercadorias. Os granéis sólidos cresceram 25,2% e registaram um total de 1,15 milhões de toneladas movimentadas, os granéis líquidos cresceram 21,9% e atingiram o total de 4,27 milhões de toneladas de mercadorias e a carga contentorizada registou um crescimento de 21,1% correspondente a 1,54 milhões de toneladas de mercadorias.
    .
    Na análise do desempenho dos primeiros três meses do ano, destaca-se ainda o forte aumento das exportações que registou um crescimento de 63,3% e permitiu obter o melhor trimestre de sempre na história do porto de Sines quanto a exportações, ao atingir 1,67 milhões de toneladas.”
    .
    in http://static.publico.pt/carga_transportes/Noticia/1543980
    .
    .
    O de Setúbal também cresce bem (e já não tem passivo nenhum 🙂 ) e muito à custa das exportações para o Norte de África. Eu penso que isto é sintomático como Portugal andou atrasado na conquista destes mercados norte-africanos.
    .
    .
    Só na área alimentar, as possibilidades são imensas. Os franceses vendem muito para lá, mas os tugas podem roubar-lhes muito mercado, até porque conseguimos ter um sabor melhor e mais de acordo com os dos gajos. Empresas como a Sumolis, Riberalves e tal, naqueles mercados podem ter um potencial fantástico. Estamos a falar, num raio de mil kms. de cerca de 80 milhões de consumidores.
    .
    .
    Agora, isto não é de um dia para o outro, mas à medida que aquelas economias se “normalizam” e o Estado de Direito
    seja mesmo uma realidade, os tugas têm naqueles dois mercados…
    .
    .
    O ano passado, as exportações para a Argélia subiram 66,8% e esta subiu para o 17º melhor cliente, do 22º lugar em 2010. As exportações para Marrocos subiram 28,2% e é o nosso 15ç principal destino.
    .
    .
    Este ano, as exportações estão a subir 46,6% para a Argélia e para Marrocos 61,7%!!!
    .
    .
    Portanto, só nestes dois mercados, com 70 milhões de almas, muito destas movimentações comerciais portuárias estão ligadas. Espanha é um risco, mas nestes dois mercados, ainda por explorar e gamar mercado aos espanhois, franceses e italianos, está um mundo de oportunidades.

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  42. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Maio, 2012 14:39

    Essa cena de ser roubado por um polícia em Marrocos, pode não ser bem assim.
    Às vezes é um gajo disfarçado de polícia.

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  43. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 14:44

    Os mercados marroquinos e argelinos são oportunidades do caraças. Há empresas tugas, na área das tecnologias de informação, que estão a apostar forte naquele país. Ora, os tugas desenrascam-se bem como francês e até podem aprender no arabe na boa. Para vender lá serviços e software…
    .
    .
    Reparem nisto:
    .
    .
    “Grupo Tecnimede cresce 43% em exportações em 2011
    .
    O Grupo Tecnimede, farmacêutica de capital 100% português, terminou o ano de 2011 com um crescimento de 43% no seu volume de exportações. Este crescimento permitiu compensar as perdas registadas no território nacional, atingindo um volume de negócios idêntico ao do ano anterior, que ronda os 100 milhões de euros, avança o grupo, em comunicado de imprensa.
    .
    O grupo – que emprega 580 pessoas – com filiais em Espanha e Marrocos, apostou desde cedo na exportação e na diversificação de mercados. Nos últimos anos, este investimento tem vindo a intensificar-se, sendo que em 2011 cerca de 30% da sua facturação foi direccionada para os mercados internacionais. Por isso mesmo, o grupo é recordista no que respeita a registos de medicamentos, com mais de 700 autorizações de introdução no mercado (AIM) em todo o mundo.
    .
    Actualmente, a Tecnimede exporta para mais de 50 países e espera, em 2013, aumentar a capacidade de produção com a entrada em funcionamento de uma nova unidade em Marrocos – um investimento que ronda os 12 milhões de euros. Saliente-se ainda que as fábricas do grupo estão neste momento em processo de certificação pela FDA (Food and Drug Administration) e pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária Brasileira).
    .
    Para além da aposta na exportação, a Tecnimede baseia o seu crescimento no investimento em actividades de investigação e desenvolvimento. A empresa possui um laboratório equipado com tecnologia de última geração, onde trabalha uma equipa multidisciplinar com cerca de 60 técnicos altamente especializados. Esta unidade é responsável pela investigação de novos produtos, mas também pela optimização de moléculas já conhecidas. Anualmente, o grupo investe entre 12 a 18% da sua facturação em I&D.”
    .
    in http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/13-01-12/grupo-tecnimede-cresce-43-em-exportacoes-em-2011
    .
    .
    Estes mercados norte-africanos poderão mais tarde servir como rampa de lançamento para a conquista dos mercados arabes e islámicos. Dá para aprender as especificidades culturais dos gajos, adaptar os produtos e os serviços aos seus gostos, atitudes, etc. Como os tugas se adaptam bem a culturas diversas, estes mercados poderão servir como catapulta para um mercado mais vasto.
    .
    .
    Os países islâmicos estão a crescer bem. Veja-se a própria Indonésia, que estoirou em 1998 e hoje é dos mercados mais promissores. E aprendo-se a lidar com estas culturas e religiões…

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  44. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    3 Maio, 2012 14:47

    Outra vantagem marroquina. Triangulação de bens e serviços. Os gajos já têm acordos de livre comércio com o Brasil, USA, Turquia e em breve com a UE nos produtos agrícolas. Para fugir a tributações nalguns mercados…
    .
    .
    E como os gajos querem mais acordos de comércio livre com outros países, a começar com os islámicos, aí os tugas…

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  45. MJRB's avatar
    3 Maio, 2012 15:12

    “Acho” que as trocas comerciais, os investimentos, a colocação de produtos tugas em Marrocos (por via individual, com o apoio de associações ou por interferência diplomática), têm sido poucos e lentos. Certamente chegam sobre camelos.
    Os resultados, o retorno económico, também têm chegado sobre camelos.

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  46. JCardozo's avatar
    JCardozo permalink
    3 Maio, 2012 20:41

    Uma jornalista do género, do Público, disse na estação do Pinto de Balsemão, no dia da campanha do Pingo Doce, que era uma «indignidade» o que tinham feito à população que acorreu aos supermercados.
    A jornalista do género, do Público, trabalha num jornal que quando foi agora remodelado e passou a Público micro, foi distribuído gratuitamente nesse e decorreu agora num dos destes fins-de-semana mais uma campanha em que com mais uns cupões recortados em jornais a população tinha acesso às edições do fim-de-semana seguinte a praticamente metade do preço dessas edições.
    A jornalista do género, do Público, não teve nenhum rebuço nem se incomodou da forma “indigna” com que o Público tratou as pessoas que nesses dias acorreram aos quiosques dos jornais. Oferecer jornais com descontos de 50%, ou é dumping ou é concorrência desleal vender abaixo do preço de custo ou então não sabemos qual é a margem de lucro de cada jornal que vende o Público, agora micro.
    No dia a seguir ao primeiro de Maio do consumidor, o Público micro, propriedade do mesmo dos supermercados Continente, trazia em grande destaque um cartão de um manifestante que preferiu ir atrás da CGTP e de Arménio Carlos e que nos dizia, como se fossemos cegos, «Eu não fui às compras». Ao Continente também não foi, só faltava esse pormenor no cartão.

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  47. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    4 Maio, 2012 10:32

    ccz,
    .
    Avise o empresário para evitar Angola. Em três horas tará sido roubado pelo menos três vezes. Já agora, 30 euros de gasosa já significa que foste roubado e és um tanso. Há quem pague 500 euros porque entra em pânico, mas tudo se pode descer para 20 euros.
    .
    Do Norte ao Sul da África os maiores ladrões usam fato, e os segundos maiores uniforme.

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