o que é, afinal, o “mercado”?
Os socialistas de esquerda e de direita descobriram, há algum tempo, no “mercado” o seu inimigo principal. De há uns tempos para cá que os ouvimos dizer que o “vil mercado” é o responsável por todas as tragédias da humanidade, desde logo, pelas crises dos países europeus, entre eles Portugal. À esquerda e à direita políticos a referem-se-lhe, acusando-o das maiores tropelias, chamando ao “deus mercado” “ganancioso”, “inescrupuloso” e “ladrão”, entre outros epítetos ainda menos elegantes, como se o “mercado” tivesse cabeça, tronco e membros, e como se, ao invés, os países em crise não tivessem sido governados por pessoas concretas, essas sim, com membros, tronco e cabeça, que prometeram o paraíso na terra a quem lhes desse o voto e o governo.
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Compreende-se que o “mercado” seja o alvo preferido dos socialistas de esquerda e de direita. Ele representa uma ideia poderosa, que põe em causa os pressupostos das ideologias socialistas, concretamente a imprescindibilidade de um governo grande e omnipotente, com amplos poderes de intervenção na vida social. Verdadeiramente, quem acredita no “mercado” não pode ser socialista e quem é socialista nunca acreditará no “mercado”.
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Ao invés do que o socialismo afirma para lhe diminuir a dimensão humanista, o mercado está longe de ser um conceito simplesmente económico, pelo menos, no sentido mais comum de “economia”, que é, como escreve Hayek, o de “uma organização ou utilização deliberada de um determinado conjunto de meios ao serviço de uma ordem unitária de fins” (Hayek, Princípios de uma Ordem Social Liberal, 1966). A “economia”, neste sentido técnico, não preenche o conceito liberal de mercado, exactamente aquele que é visado pelos socialistas de esquerda e de direita.
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O significado liberal de “mercado” é o de “ordem espontânea” (ou “catalaxia”), que, na sua expressão maior de Grande Sociedade, integra numerosas economias do tipo técnico anteriormente referido, sem, contudo, nelas se esgotar. Os liberais acreditam que a sociedade resulta de uma ordem espontânea não planificada (nem susceptível de planificação), na qual interagem milhões de indivíduos, com interesses, expectavivas, vontades e desejos próprios, com o objectivo de satisfazerem, mais ou menos plenamente, os seus fins próprios.
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A sociedade livre é, então, segundo o liberalismo, uma ordem não dirigida e plural, ordenada por normas gerais e abstractas de geração preferencialmente consuetudinária e, no que toca às normas jurídicas, jurisprudencial, onde as pessoas interagem em processos de troca directa (os “processos de mercado”), para a qual todos contribuímos, mesmo até, por vezes, para “a consecução de fins que, se conhecessemos, desaprovaríamos”, como refere, mais uma vez, Hayek. Ao contrário, os socialistas acreditam que a Grande Sociedade é insusceptível de se harmonizar por si própria e que carece de um poder dirigente superior que lhe indique os fins primordiais que deve atingir. Essa direcção é essencialmente política e vem, na tradição hobbesiana, que os socialistas sempre acolheram muito bem, de um governo forte (não necessariamente despótico, nem anti-democrático), que impõe aos indivíduos uma hierarquia de fins, preferencialmente legitimado pelo voto democrático. A sociedade socialista e estatista é, ao contrário da liberal, um espaço de uniformidade centrado na expressão da vontade do governo e não um espaço de pluralidade centrado na vontade dos indivíduos em interacção.
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Se os liberais acreditam na ordem espontânea do mercado – que, mesmo apesar dos permanentes e crescentes atropelos do estado, permanece está bem à vista de todos -, eles sabem que essa ordem carece de regras e que o princípio societário da cooperação entre os indivíduos conhece violações permanentes e constantes que têm de ser acauteladas. A ordem jurídica liberal é, todavia, preferencialmente mais próxima da “rule of law” anglo-saxónico, do que propriamente do “État de Droit” francês ou do “Rechsstaat” alemão, estes últimos de inspiração romanística tardia. Todos os liberais clássicos, pelo menos desde Locke, referem a necessidade (a evidência, melhor dizendo) de normas jurídicas e de órgãos soberanos que as defendam, que fiscalizem a sua aplicação e punam os seus infractores. Todavia, os liberais acreditam que a necessidade dessas normas é supletiva aos contratos livremente convencionados entre os cidadãos, e que elas só deverão operar quando estes falhem, e que devem, por isso, abster-se de dirigir, ou condicionar a interesses ilegítimos, a acção individual.
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Assim considerado, o “mercado” não é mais do que a designação genérica de uma sociedade (a “Grande Sociedade” ou sociedades de fim específico, ou “económicas”, no sentido técnico acima referido) ordenada pelo livre-arbítrio dos indivíduos que a compõem, subordinados a regras gerais e abstractas de geração preferencialmente não legislada. Tal sociedade será tão mais livre quanto menor for a intervenção exterior à vontade dos indivíduos que a compõem, na prossecução dos seus próprios fins.
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Trata-se, pois assim, não uma convicção cega no individualismo, por si mesmo, mas uma confissão de fé no humanismo e na igualdade de origem entre os homens. Ao contrário, o socialismo parte da necessidade de alguns homens dotados de soberania dirigirem os restantes ou de permanentemente interferirem nas escolhas dos seus iguais. Trata-se uma ideologia verdadeiramente elitista e aristocrática, tome esse “escol” o nome de “vanguarda do proletariado”, “elite dirigente”, “legislador democrático”, ou outro qualquer, e que descrê das capacidades dos indivíduos para confiar num reduzido número deles: o governo.
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Estranhamente, alguns socialistas, sobretudo os de direita e mesmo até alguns de esquerda, acreditam que o melhor governo é o que obedece ao princípio liberal da subsidiariedade, entendido este como a regra da tomada de decisão pelo decisor mais próximo do destinatário da mesma. Mas, para eles, o “decisor” é o órgão de soberania que se encontra a menos distância. Para os liberais esse “decisor mais próximo” não é senão o próprio indivíduo a quem essa decisão servirá.

Uma nota.A teoria do agente racional esta comprovadamente em perigo (Recomendo a leitura de Daniel Kahneman) a Teoria dos mercados eficientes foi plenamente desmentida pelas crises do sub-prime e das dívidas soberanas Os socialistas que refere são adeptos da chamada terceira via e foram desacreditados (Socrates,Tony Blair ,Zapatero etc.) nods ultimos 4 anos
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Delfim,
O “agente racional” não é um “agente infalível”. Muito pelo contrário, ele é somente alguém que toma decisões pelas suas convicções e preferências individuais.
Já agora, quais são, em sua opinião, os “outros” socialistas?
Cumprimentos,
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A etiologia pouco interessa. Vivemos tempos a que se atenta pouco à significação das palavras. Descobriram esta entidade intangível e abestrada, como a origem de todos os males e simultaneamente de todas as soluções. Na história, estes tempos poderão ficar gravados como “o tempo dos mercados” ou talvez “o tempo do absolutismo finaceiro”. “mercados” é um eufemismo de especuladores.
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Um socialista detesta o mercado, porque só este põe travão nos seus ímpetos despesistas.
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Há o mercado. E os manipuladores do mercado.
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é preciso tirar um doutoramento em teologia para perceber o mercado , que juntamente com as empresas da massa e as agências de rating forma uma santísima trindade , vai se a ver e na útima são todos o mesmo. pq o mercado são os bancos e empresas financeiras , não é ? aqueles que andam a ser salvos ? dá ideia que andam em círculos e comnosco a dar à nora , como o burro 🙂
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O mercado precisa do estado e da lei para existir continuadamente .
Se existe estado para o mercado poder existir entao também deve existe estado social para que o progresso e a riqueza seja extensiva à maioria esmagadora da populacao.
Economia de Mercado e Estado social são duas faces da mesma moeda .
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Eu como nunca me encontrei com nenhum mercado, apenas posso dizer que é uma abstracção (quanto muito uma construção social como o rui a. sugere). O que eu conheço são pesoas que interagem num dado contexto e com determinados interesses e como tal as normas e a moral establecidas são sempre aquelas dos que detêm o poder para as determinar ou se quisermos, na actual lógica, dos credores sobre os devedores. E isto não tem nada de novo, como dizia o Nietzsche na sua “Genealogia da Moral” as origens da civilização estruturam-se na criação de um sentido de obrigação incutido na mente do devedor.
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Em Carcavelos há um, à quinta-feira. Aqui, o dinheiro está sempre a circular. A circulação é uma invenção nacional, fomos, por essa aptidão, os primeiros a chegar à India. Mas, muitos anos antes fomos a Stonehenge construir um monumento circular, a que os Iberos daquele tempo, por ter aquela forma, chamavam “a pescadinha de rabo na boca”. Passados uns milhares de anos depois, o sr Adam Smith, um habitante da região, viu o furo e em vez das pessoas, pôs a moeda a moeda a circular, e tudo graças a uma mão invisível; invisível, mas muito bem mandada. Azar o nosso é o que dá, fazer filhos em mulher alheia. Uma vez fomos a Marrocos ensinar os pescadores a conservar o seu peixe, passados uns anos os marroquinos competiam conosco no mercado das conservas. Isto já vem de longe. E ainda há quem diga que circular é viver. Mas os cemitérios não são redondos?
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Haverá sempre os que ganham com “o mercado”… a jeito para escrever posts destes.
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(…) Já agora, quais são, em sua opinião, os “outros” socialistas? (…)
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ainda ninguém respondeu a rui a.?
– os “outros” estão todos na coreia do norte
confesse lá que era esta a resposta que queria 🙂
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“Compreende-se que o “mercado” seja o alvo preferido dos socialistas de esquerda e de direita. Ele representa uma ideia poderosa…”
Temos de acreditar que quando o Governo trabalha para agradar (conquistar a confiança dos…) aos mercados está a esgrimir ideias?
Devemos crer que programas de austeridade e as ditas ‘reformas estruturais’ são ideias (que aleijam)?
Estamos no terreno das ideias e de algo muito material?
Os ‘mercados’ não serão uma espécie do esconjurar das ‘brujas’ (…No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay!)
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entretanto, aqui vai um exemplo do mercado dos nossos liberais:
http://arrastao.org/2559173.html#comentarios
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e os socialistas acreditam no mercado, fizeram comércio com as parcerias que inventaram, à sua maneira, em arranjos de que saíram a ganhar gordas contas, com que nos levaram à bancarrota e enxufraram .
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Os amigos do “mercado” também não o ajudam muito. Em teoria tudo funciona bem. O problema é a realidade que teima em ser sempre mais complexa do que as previsões dos modelos e estraga tudo. Se eu fosse liberal, pegava nos escritos de Hayek, olhava para o mundo lá fora e pensava como tornar o liberalismo viável. Um dos problemas do “socialismo” foi querer construir o “homem novo” e a “sociedade nova”. Parece-me que da parte dos liberais (e outros idealistas de direita) há também a tentação de reconstruir um mundo em “escombros”, que com muita dor e sofrimento nos leva ao “paraíso” e surja o novo homem, livre, empreendedor, focalizado no lucro e no crescimento. Isto ainda acaba mal.
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O problema é que mercados sem governos rapidamente conduzem a desigualdades acentuadas. E as desigualdades acentuadas impossibilitam o “rule of law” passando ao “might is right”. O que é muito conveniente para aqueles que estão bem (ou pensam estar) e péssimo para todos os outros.
Este liberalismo é uma utopia tão perigosa e perniciosa como o comunismo.
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Se eu trocar cinco alfaces por três limões com o meu vizinho, eu estabeleci com ele relações num mercado que os dois criámos.
Se eu for à bolsa comprar ações, entro num mercado onde não estabeleço nenhuma regra, tendo de me sujeitar a regras prévias, e onde fico sujeito a uma coisa pior que é o poder daqueles que têm informação e capital suficiente para produzir alterações no mercado capazes de os beneficiar. Isto, apesar da regulamentação.
Imaginemos uma “ordem social liberal” que seja “tão mais livre quanto menor for a intervenção exterior à vontade dos indivíduos que a compõem, na prossecução dos seus próprios fins.” E que a vontade dos indivíduos seja a venda de drogas, armas químicas, biológicas e nucleares, investigação biológica sem controlo e muitos outros produtos vendáveis. Pode alegar-se que essa vontade seria “ordenada por normas gerais e abstractas de geração preferencialmente consuetudinária”. Ora, isto prova que se está a falar de ideias pouco adequadas a uma época em que a diversidade de produtos e as regras que envolve a sua construção, conservação e/ou utilização não se compadecem com costumes.
Aliás, grande parte das ideias dos gurus (e às vezes bruxos) do liberalismo nunca teriam surgido se fosse possível eles assistirem à ditadura e manipulação do capital, à destruição da indústria pelos especuladores capitalistas e à sua preguiça e falta de inteligência, ocupada por uma “esperteza” e ganância infinitas. A maioria das ideias eram adequadas a sociedades agrícolas e industriais que ficaram lá para trás. Curioso foi ver o Greenspan, tão liberalzinho enquanto a riqueza era transferida do “mercado” do trabalho para o “mercado” da especulação, concluir no final da carreira que afinal estava enganado e que era necessária regulamentação. Se outras não houvesse, esta seria a anedota do milénio. Mas ficará para a história… dos que não a esquecem!
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“Não tenho medo. A Europa é isto? Todos os dias há pessoas a matar-se porque não conseguem viver assim, os nossos jovens estão a abandonar o país, há cada vez mais gregos sem casa… Se isto é o que é preciso para estar no euro, não precisamos de estar. Quando as pessoas não têm nada a perder não têm medo”, diz Stella, uma marinheira de 50 anos, de cigarro na mão, que veio ver o comício com amigos. “Vamos mudar esta política europeia. Vamos mudar todos: gregos, portugueses, espanhóis.”
in Público online
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Nao creio que no seu sano juizo alguem chegue a pense que o problema esta nos tais “mercados”. Isso seria a explicaçao facil e feliz.
O problema é com os tipos que jogam com e vivem dos tais mercados (financieiros) “pessoas individuais” que jogam colectivamente que sao gente para lhe dar de comer aparte.
Vamos , pessoal que se os mostrasem tras do reixado de um zoologico e explicaram a gentinha toda “AQUI PODEDES VER A BICHARIA QUE OS MEXE COM OS HEDGE FUNDS” e que faz as brutalidades que fazem com os paises mais pequenotes.Porque qual buitres só vivem de expremer os mais fracos. Os restos do naufragio.
A gente. “mamma mia” que medo, que bichos. Que fieras se até parecem ao Rui A…
E qual será a sua comida?. Aquí tudo o mundo coincidiria. Sabe bem de que se alimenta esta bicharia toda…
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Tal como os monarcas absolutos que se diziam de “origem divina”, os socialistas legitimam-se por meio do embuste que é o voto popular, dizendo que “a voz do povo é a voz de Deus”.
Na essência são tão déspotas uns como os outros. Em qualquer caso a liberdade não existe e a democracia é uma fraude.
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Caro Rui A.,
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O mercado e o liberalismo pode ser tudo isso. Mas diga-me, terá sido o mercado que lhe deu vida; terá sido o mercado que lhe limpou o rabo quando criança; terá sido o mercado que o amamentou; terá sido o mercado que cuidou de si quando esteve doente?
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Terá sido o mercado que lhe deu amor; que lhe provocou os medos, da trovoada, o temor a um qualquer Deus, a compaixão que eventualmente sentimos pelos outros, a honestidade, a amizade também é um conceito de mercado?, e a coragem, e a bravura, e a perserverança , e a solidariedade?
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Quer dizer, se o nada disto pode ser atribuivel ao dito cujo, nem a qualquer «ismo» ideologico, porque raios havemos de considerar que o mercado pode resolver estas questões de ordem humana?
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Como diz o PA, se o critério da vida fosse o dos mercados, provavelmente os seus pais te-lo-iam lançado ao mar logo que nasceu. Afinal de contas só lhes deu prejuizo material.
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Rb
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Rui A.
PS. Escrevo na segunda pessoa de forma retórica e não pessoal, obviamente.
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Rb
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Como já foi dito pelo primeiro comentador (Delfim), há algumas simplificações no testo do Rui A. Desde logo, a uniformização de um conceito de socialismo- não ganhamos coisa alguma em adulterar uma ideia, só porque não concordamos com ela. Ora, há vários conceitos de socialismo (sempre houve) e já no séc. XIX Karl Marx se fartou de esgrimir argumentos com correntes dentro dessa área. Hoje, podemos identificar duas grandes correntes bastante divergentes: as que se organizam nos partidos socialistas tradicionais e que entendem (teoricamente) a intervenção do estado (legitimado através do sufrágio universal) como elemento regulador das sociedades de economia de mercado; as que se situam mais “à esquerda” e que defendem que a propriedade privada é sempre geradora de injustiças (dentro desta corrente ainda é possível identificar outras, criadas sobretudo a partir da interpretação que cada uma delas faz, da evolução da situação após a revolução Russa de 1917). Se para qualquer destas correntes há a necessidade de intervenção de uma “vanguarda”, na teoria que fundamenta a segunda,isso é um processo transitório, já que entendem que o socialismo é uma mera etapa rumo ao comunismo.
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No mesmo sentido e agora em relação aos ideais liberais, uma coisa é idealizarmos um modelo teórico abstrato, outra é concretizá-lo em sociedades concretas. Locke lutava contra o absolutismo e avançava com os “direitos naturais” como reivindicação. Só que, cada um deles- direito à vida, direito à liberdade e à propriedade- sempre foi historicamente condicionado, não chegando acabar com o intervencionismo absolutista, para acabar com os condicionalismos impostos (num outro comentário do Rui A., já tinha dito isto, chamando a atenção para o modo como surgiram inesperados “empresários” na Rússia, após a derrocada da URSS). Ou seja, o “ponto de partida” entre os seres humanos não é igual, de modo a permitir que qualquer contrato estabelecido dependa, apenas, do “livre arbítrio”. É por isto que esse mercado idealizado, só pode ser considerado uma utopia. Bonita, sem dúvida, mas utopia. Para ser aplicada e levada às últimas consequências, exigia um processo de redistribuição da riqueza e um novo “tiro de partida”.
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o mercado existe para se fazer compras: o dinheiro só serve para gastar, rectius, os judeus há muito que descobriram que também pode servir perfeitamente para a agiotagem.
ou seja em vez de comprar dez euros à dona da banca das batatas,posso lhos emprestar com juros leoninos e passar assim a ficar dono dela…
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RICCIARDI, no seu texto das 8:19 substitua ‘mercado’ por ‘estado’ e veja o resultado que obtém. Obrigado.
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Anti,
Isto é mesmo verdade?
“In other words, there isn’t much Saudi Arabia can do to support prices — at least not while the US continues to be engulfed in its own (and Canada’s) supply. Meanwhile, as the US need for light sweet (and other grades) subsides, more light sweet oil is left available to the global waterborne market, a trend that significantly eases the Brent market.
Thus, in a nutshell, you could say this is just another example of Opec’s growing irrelevance. The game, ultimately, has changed.”
http://ftalphaville.ft.com/blog/2012/06/15/1046531/opec-compromised-saudi-arabia-becomes-lone-player/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter
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o nosso mercado é isto,mas os pretos dos petrodolares acham que podem corromper os juízes portugueses:
http://arrastao.org/2559837.html
já agora como funciona o mercado na justiça?
como funciona com o domingos névoa?
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Sempre me fascinou a ideia do socialismo, de que existe uma entidade superior que sabe melhor do que cada um de nós, sobre como aplicar parte dos nossos rendimentos. A ideia de que uma entidade superior sabe melhor do que eu, como me devo educar, como devo cuidar da minha saúde e até como devo assegurar a minha reforma, é deveras fascinante. Tal como dizia Tatcher, o socialismo é ótimo até que acaba o dinheiro dos outros.
A situação em que se encontra uma parte da Europa comprova até à exaustão esta máxima fantástica.
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bem , agora que li o que é o mercado , tudo bem , até posso comprar , desde que o estado não vá financiar-se aos “mercados” contribuindo pró triunfo dos porcos e fique tudo em clima de confiança na humanidade civil e nas suas origens igualitárias .
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Um pormenor interessante: em todo este debate de mercado e sociedade, existe uma noção que nunca é considerada, estando apenas subjacente aos conceitos, mas como um item mais ou mesmo uma variável incómoda – as pessoas, os seres humanos.
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Teoria versus Conhecimento,
no enfoque do tema há que considerar relevante:
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Ignoram as rápidas mudanças nas Finanças (especialmente as Publicas-Impostos e acessoriamente as Privadas-Banca) que controlam (prejudicam) o desenvolvimento da Economia no futuro logo próximo, quiçá imediato.
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Quase todos os Economistas usam modelos lineraes para as predições. Mas a realidade é não linear e não derivativa. Isto deve-se ao tipo de Matemática que aprenderam nas Faculdades,
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Os resultados deste tipo de previsões são dramáticos; provavelmente todas falharão como está a suceder nos ultimos anos.
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Para animar, uma ‘pedrinha’ nas engrenagens das estatisticas (PIB, Exportações, Importações etc).
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Em Portugal 1 Kg de alhos custa 1 €. É vendida o 1 € a outro sócio qualquer da União Europeia, por exemplo Alemanha, e passa a custar nesse País 4 €.
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Mas ambas as Economias vendem 1 Kg de alhos, para simplificar o total num ano inteiro. Medindo a produção de Cada Economia em Euros a Alemanha pode reclamar que a sua Economia é 4 vezes maior que a Portuguesa !!!
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O mesmo é valido para 1 kg de café que custa na Bolivia 1 € que o vende a Portugal por 1 € e em Portugal o mesmo Kg de café passa a custar 4 €. E por aí fora.
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Em Matheus cap. 21 Jesus expulsa os mercadores do templo.
Depois foram para a bolsa.
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quando é que as mais altas Hierarquias Militares Cristãs Portuguesas assumem o comando politico em !!!??? a situação atingiu uma extrema gravidade interna e externa, que deixar Portugal nas mãos dos partidos politicos, jornalismo é de uma insanidade total…antecipar foi sempre a melhor estratégia…
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o Regresso do serviço militar obrigatório, impõem-se !!!?? há que preparar a juventude para a nova realidade…que é de uma dureza inimaginavel incompativel com a ” realidade ” em que foram criados…a igreja católica portuguesa e as forças armadas cristãs de Portugal devem promover o urgente repovoamento de Portugal…afastar os politicos do processo, pois estes só empatam…
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Portela Menos 1,
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Quando não estiverem os gregos no Euro, será então o verdadeiro descalabro.
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Quem tem défice tem sempre o rabo de fora. Se a Grécia (ou Portugal, ou a Espanha) gasta mais do que ganha, pode negar a dívida hoje. Pode. E amanhã estará em pior situação, pois não haverá quem empreste para pagar as despesas do Estado. E sem pagamentos a funcionários e fornecedores, o Estado deixa de funcionar.
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Já viveu num lugar onde o Estado não funciona, Portela? Pois parece-me que não. Eu já vivi e caso o Portela tivesse vivido num estado falhado estaria positivamente aterrorizado e não romancearia a negaça à dívida.
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Caríssimos,
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Apenas estamos à mercê dos mercados porque nos pusemos a jeito. Perguntem ao gajo de Paris como se pede 80 mil milhões de euros em seis anos, enganando tudo e todos.
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Se tivéssemos uma dívida externa líquida como no fim do governo Cavaco Silva (alguma coisa o pato fez bem), que não chegava a 10% do PIB, a crise passava-nos ao lado.
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Agora pergunto eu, há tanta coisa a mostrar dos anos Guterres, Barroso, Santana e Sócrates que valha cento e cinquenta mil milhões de euros?
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Tric,
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a igreja católica portuguesa e as forças armadas cristãs de Portugal devem promover o urgente repovoamento de Portugal…
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Estará o Tric a sugerir que os padres e freiras dêem a sua contribuição geracional descartando os votos de castidade?
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tric: não vá por aí. Quando Salazar recebeu o poder na sequência do golpe de estado de 28 de maio de 1926 só começou a governar quando meteu os militares nos quartéis. Os militares comprendem melhor que ninguém a nossa idiossincracia. Na véspera da queda da monarquia eramos todos monárquicos,na véspera do 25 de abril de 74 ,tirando uma minoria mais politizada o povo vivia normalmente com fado, futebol, e fátima .Resumindo, os militares nunca defendem o poder e preferem deixá-lo cair de podre e depois arranjam uma solução que mude qualquer coisa para que tudo fique na mesma.
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Tric
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Isso é o hino do vaticano ou é a charanga de Alguidares de Baixo?
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se o critério da vida fosse o dos mercados – Ricciardi
muito bem
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honoré balzac que como se sabe vivia de empréstimos dos agiotas agiotas judeus da época também conseguia obter dinheiro dando de garantia avais pessoais das famosas matronas balzaquianas. várias vezes foi preso por dívidas.
agora em pleno novo milénio alguns neandertais querem restaurar a prisão por dividas, querem ver dez milhões de portugueses nas prisões dos boches calvinistas…
cada vez mais me inclino a pensar como o comentador Tric…
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Francisco Colaço Posted 15 Junho, 2012 at 13:19
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parece-me que a sua pergunta é mais para os Ruis mas como gosto de participar nas discussões informo-o que já estive em vários países, tanto ou mais “sem-estado” como os que o sr terá frequentado, nos continentes africano e asiático.
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Tá de mercados tá, não comecem a aprender técnicas de sobrevivência. Podem começar por aqui: http://bushcraft-pt.org/Associacao_Portuguesa_de_Bushcraft_e_Sobrevivencia/APBTS_-_Associacao_Portuguesa_de_Bushcraft_e_Sobrevivencia.html
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é o mercado, estúpido!
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http://economia.publico.pt/Noticia/aumento-de-74-no-gas-e-de-2-na-electricidade-1550554
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Portela,
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Estar de passagem não é viver lá, estar no meio de uma revolução e ter de conviver com os esqueletos humanos e agradecer o facto de que pelo menos aqueles que estavam na empresa tinham dinheiro e comida para sobreviver e meter os seus filhos na escola.
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guerras e revoluções? cada uma terá as suas; eu tenho as minhas.
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Portela,
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Umas flatulências verbais em discussões de fora de Internet ou outras flatulências mandadas depois de uma feijoada à transmontana no meio dos lençóis não são exactamente iguais a balas 7.62R a voar sobre a sua cabeça ou artilharia ligeira a ser disparada no meio de uma cidade.
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Não compare as suas guerras à dos povos que vivem em África e que têm de aturar esses países todos os dias, países onde a palavra esperança é todos os dias renovada, mas nunca atingida. E pense nisto, apesar do estado da economia portuguesa muitos congoleses trocariam de bom grado a situação deles pela sua.
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Tenha tento. As suas guerras de estômago cheio seriam o paraíso de metade da humanidade.
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Agora vai ver a Grécia cair ao nível de um país africano. Para nossa salvação dessa sina temos por cá o Gaspar, que não mostra mas é teso, que isto a passos de coelho nunca mais lá se chegava.
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realmente as minhas flatulências verbais só incluem coisas bem menores do que Congo; só fiz “turismo” por marrocos, moçambique e israel.
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FC,
na Grécia fiz mesmo turismo, sem aspas:
http://www.ionline.pt/mundo/grecia-apelo-da-edicao-alema-financial-times-ao-voto-na-direita-suscita-indignacao
e por isso a chantagem aos gregos não tem a minha simpatia
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existe no post uma contradição relativa ao pluralismo dos liberais e à falta dele entre os socialistas, é que de acordo com o pensamento de esquerda o pluralismo é condição sine qua non para o estabelecimento de princípios democráticas, ou seja, de acordo com o Comunitarismo é no entendimento dos significados sociais que os indivíduos têm sobre os bens (da base para cima) que se faz a democarcia, por isso, e em última análise, o socialismo é pluralista; pelo contrário, o liberalismo parte de cima para baixo e impõe os seus princípios à comunidade, o que pode causar muita desigualdade e desacordo entre os membros dessa mesma comunidade – o liberalismo não é, na minha opinião, a melhor forma de fazer democracia e/ou regular os mercados, pois os mercados são hoje em dia a (des)personificação do sagrado nas nossas sociedades, da falta de sentido dos indivíduos e da economização da vida pública – a falta que a filosofia faz…
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Portela:
Já se sabia que isso ia ser assim. Uma eventual vitória do Syriza, mais do que consequências económicas, teria consequências políticas: seria a primeira vez que vencia um partido fora da área dos instalados do centrão. É isso que põe na mesma barricada Merkel e Holland. E Coelho e Seguro… O respeito pelos princípios da democracia acabam à porta dos interesses.
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