Contradição entre os termos
24 Agosto, 2012
O PÚBLICO faz hoje um título que é uma contradição em si mesmo «Beneficiários de RSI vão poder ser forçados a trabalhar em troca de nada» – Ora se é em troca de nada não são beneficiários de nada logo não recebem RSI.
82 comentários
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O semanário Sol dá hoje à estampa uma notícia que é uma contradição em si mesmo: o ministro não eleito anuncia mais um passo na cavalgada ideológica da direita revanchista e no ajuste de contas dos aprendizes de liberais contra tudo o que cheire a serviço e empresa pública.
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— “direita revanchista” —
Eu diria antes, troglodita, ignorante, e que – pese embora a imensa presunção -, nem contas sabe fazer: vejam-se os “belos” resultados económicos da sua governação… Enfim, era bem melhor termos gente às direitas do que meros “moços de recado” incompetentes…
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O Portela Menos 1 anda de carro. O Portela Menos 1 subiu de escalão. O Portela Menos 1 teve aumento salarial em 2009. O Portela Menos 1 tem os filhos na escola privada. O Portela Menos 1 é Benfiquista. O Portela Menos 1 fez o curso na FCSH. O Portela Menos 1 cheira a mijo de gato. Daquele serôdio.
Não há post em que este ser rastejante não cuspa baboseiras. A defender os socialistas. A defender o regime que deu e dá estatuto. Sem isso só sabia a tabuada dos 4, hoje sabe a dos 6, pois foi à faculdade e nos fins-de-semana vai a casa da mãe no Alentejo, pedir couves e cenouras.
O Portela Menos 1 um dia fica sem carro, fica sem herdade, fica sem piscina e os famosos piqueniques no Parque da Paz na Margem Sul, também vão deixar de se fazer.
R.
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«e no ajuste de contas dos aprendizes de liberais contra tudo o que cheire a serviço e empresa pública.»
Como é que alguém no seu perfeito juízo pode defender um serviço público cujas receitas não galgam 60% da despesa?
Inicar uma lógica empresarial numa destas empresas é ser Liberal?! É ser fascista?!
Voltamos ao mesmo. O Portela Menos 1 é funcionário público e a dia 20 tem o salário. Sempre lhe disseram que o dinheiro existia. Vinha “deles”. “Eles” pagam.
E assim nasce uma geração.
E os “outros” pagam….
R.
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Rendas , muita rendas e ficam felizes estas bestas…”0 privado que ficasse com a concessão arrecadaria as verbas pagas anualmente pelos portugueses através da factura da electricidade e que ronda os 140 milhões de euros”
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se se ficar com os 140 milhões até pagaria de bom gosto já que estes são uma pequena quantia para o “serviço público” dos portelas que todos os anos ainda acumulam mais prejuízos.
Chauvinista saudosista revisionista a juventude stalinista não desarma enquanto não mandar todos para o Gulag.
Deixaram milhões na pátria deles a morrer de fome até à falência final e querem a perpetuação da receita em tudo que mexem.
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As bestas esquerdistas vivem dos 140 milhões mais outro tanto todos os anos “consolidando”, ou seja nacionalizando os prejuízos de quase 4 mil milhões.
A factura da electricidade não lhes chega, querem sempre mais e mais.
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Helena matos:
Comente a medida em vez da parangona para vender papel.
Fará melhor uso do espaço que aqui lhe é reservado.
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o “dentista” prefere a rtp nos democratas de luanda… inteligentes!
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“dentista”?
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«Comente a medida em vez da parangona para vender papel.
Fará melhor uso do espaço que aqui lhe é reservado.»
O quê? Qual espaço que aqui lhe é reservado? isto é um blogue!!!
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O Valor médio mensal dos beneficiários dos Rendimento Social de Inserção é de 92,20€ (dados de 1 de Junho de 2012). Se cada beneficiário tiver de trabalhar 60 horas por mês, o seu trabalho está, em média, a ser valorizado a 1,54€ à hora! O valor hora para quem recebe o salário mínimo é de 2,8€. Se um beneficiário do RSI recebe-se as 60 horas que o vão obrigar a trabalhar pelo valor do salário mínimo, receberia 168€. Quase o dobro da prestação média do RSI.
Se existem instituições e autarquias com necessidades de trabalhadores, então que estas pessoas sejam contratadas e o seu trabalho seja devidamente dignificado e pago.
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Pois! Está certo.
Então está bem, Helena. Estamos em pé de igualdade!
De qualquer forma o seu comentário já está feito no próprio post.
Subtilezas…
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Interessaria saber quais as conotações da palavra ‘forçados’…
Estaremos ‘forçados’ a ouvir prédicas moralistas sobre maladragem, aldrabice & vagabundice?
Os ‘miseráveis’ serão ‘forçosamente’ chulos sociais?
Ou perante a notória incapacidade (do Estado e da sociedade civil) de promover a inclusão e integração social de pessoas cerceadas nas oportunidades por casos de pobreza (profunda e/ou persistente) vamos voltar a argumentar que ‘o trabalho liberta’?
Onde e quando já ouvimos isto?
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Helena Matos,
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Não se aflija com o que o Cáustico afirmou. Há uma razão plausível. O Cáustico imprime o blogue antes de o ler, e eis a expressão dele «vender papel.» 😉
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Bruno Simão.
É uma medida ideologicamente táxi-liberal. O taxista dita e o ministreco escreve…
Em vez de pagar o RSI, passamos a pagar o trabalho prestado às IPSS.
E é pena, porque a alteração legislativa até tem vários aspectos positivos ao nível das obrigações.
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Bruno Simão,
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No imediato vai haver uma debandada dos pedidos de RSI, e pode crer que isso vai ser assim porque as pessoas se estão a safar melhor por outros lados.
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A ninguém deve ser dado algo do erário público sem pedir algo de volta. (lá vem a história dos contribuintes e do Estado)
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Francisco Colaço:
Deixe lá. Esqueça. Não se intrometa.
Repito: parece-me que, implicitamente, a Helena já emitiu opinião.
E isso de “imprimir blogues” é uma façanha só ao alcance de dotados.
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JDGF,
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Ninguém é forçado a trabalhar pelo RSI. Ou melhor, ninguém vai ser arregimentado para trabalho compulsório. O que se vai fazer é obrigar quem recebe RSI a dar algo de volta. São 60 horas por mês, caramba! Quem está em casa a receber uma miséria pode receber a mesma miséria, mas dar algo (semana e meia de trabalho) de volta.
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O mês tem 4,28 semanas.
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É claro que quem não quer trabalhar, à medida das suas capacidades (onde é que eu já li e ouvi isto? Acho que até li em russo.), pode sempre prescindir do RSI e deixar de ser um fardo para a sociedade.
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Tmbém lhe digo: a fórmula encontrada (IPSS) é um convite à fraude e ao nacional-porreirismo. Enfim, poderá ser revista depois.
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Meu caro Cáustico,
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Se o Blasfémias existe, é porque pessoas como eu e o Cáustico o lêem e nele comentam. Se o Cáustico, a quem este blogue notoriamente desagrada, se desse à inteligência, verificaria que sem si o Blasfémias valeria menos uns tantos por mil.
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Os Judeus são Portugueses???? até os indios brasileiros eram judeus…
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http://www.youtube.com/watch?v=SNzWSvMp_0c
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Francisco Colaço:
“A ninguém deve ser dado algo do erário público sem pedir algo de volta. (lá vem a história dos contribuintes e do Estado)”.
O assunto em análise não tem nada que ver com isso (com a contrapartida do beneficiário). É evidente que os beneficiários, em regra, devem assumir compromissos, sob pena de o RSI se transformar numa esmola.
A questão é a do trabalho e da sua valoração enquanto fenómeno associado à dignidade humana.
Não podemos atacar aquilo que é a realidade de uma grande percentagem de fraudes no RSI com esta medida.
E não concordo com essa afirmação axiomática.
Em determinadas situações a sociedade (por via do Estado) tem a obrigação moral (melhor – humanista) de dar sem receber. Ou vamos deixar os doentes, orfãos, deficientes entregues a si mesmos?
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Francisco Colaço:
Faço notar que o seu comentário das 11:24h não me merece qualquer comentário para além disto mesmo que ora escrevo.
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Não esquecer que os democratas de Luanda eram até à falência, económica e social dos amanhas que cantam marxistas-leninistas .
Se já eram democratas nessa altura em que a Isabelinha do grande líder já tinha parceiros no mundo para fornecer as forças armadas revolucionárias angolanas quiçá para compensar a chatice de ter de fornecer a Cuba pitroil de borla a pagamento da invasão que os pôs no poder, porque não continuariam a ser democratas?
Desde a sua fundação marxistas, sempre marxistas como os portelas. Cleptocratas sempre o foram mas eram queridos dos portelas. Assassinos também mas eram amiguinhos do portela.
Só deixaram de o ser quando deixaram de pagar a avença aos portelas por estes terem falido.
Mais uma herança portelista
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http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=581427&tm=8&layout=122&visual=61
RSI é em muitos casos para isto. Venham agora em socorro deles os do costume. A esquerda caviar e ortodoxa.
O Público deu destaque a estes RSI?
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Cáustico,
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Leia-me e saberá que crianças, idosos, doentes, deficientes e (algo que não inclui) pessoas que tiveram uma causa especial traumática (acidente, morte de um filho, divórcio) podem e devem ser ajudadas, sendo nos três últimos casos as contrapartidas (ou ausência delas) ajustada ao caso em concreto. O que aconteceu até ao momento foi o seguinte: alguém capaz para o trabalho recebia algo em troca de nada — e muitos ainda faziam por fora biscates não facturados.
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Quem pode trabalhar, terá de trabalhar. Receber uma esmola para ficar em casa é diferente de receber uma esmola que o obriga a trabalhar, a dar de volta, a procurar a reinserção na sociedade. Por isso, eu estou em competo desacordo com o trabalho nas IPSS (aposto consigo que metade dos certificados de trabalho para apresentar na Segurança Social não serão reais, e ainda vai ver criada uma IPSS para a defesa da inominável raça apenas para passar esses certificados).
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No imediato, poderá ver um decréscimo na atribuição de RSI, correspondendo este decréscimo aos biscateiros e a outros que afinal não precisavam dessa prestação, e que se julgavam no direito de serem sustentados pela sociedade.
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JCardoso,
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Nem todos os benefíciários de RSI são cruéis facínoras. E terá entre os beneficiários do rendimento máximo garantido semelhantes caracteres. Cair no maniqueísmo abate a causa de quem quer moralizar o acesso a prestações sociais.
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Lembro que o dinheiro das prestações sociais também é extorquido (diz-se colectado) de pessoas que ganham muito esforçadamente o rendimento mínimo e pouco mais, para quem os 35% de contribuição para a Segurança Social fariam uma diferença real na qualidade das suas vidas. Desses, contudo, poucas linhas vejo escritas e ninguém acorre à sua defesa. E são pessoas admiráveis.
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Há famílias que recebem mais de EUR 800,00 de RSI, com pessoas capazes de trabalhar (caso real, denunciado recentemente perto de onde vivo, e creio que me tinham dito que chegavam a receber EUR 1100,00por mês com complementos, mas isso não posso precisar).
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O tema é sobre a contradição do título e não sobre o conteúdo do texto de que nem há link.
Que eu saiba, o RSI não é um salário.
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Milésimo posts no blog, A espuma dos dias
Chegou a hora de apresentar o curso do crash.
Um vídeo impressionante, de um autor americano realista, que vai permitir-lhe obter uma visão 360º sobre a atual realidade económica.
O vídeo é intenso e extensivo mas de visualização obrigatória para quem quiser estar presente na verdade económica e ter a capacidade de não se deixar reduzir ao engano de uma qualquer político ou ideologia.
http://vivendi-pt.blogspot.com/2012/08/o-curso-do-crash.html
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Claro que esta medida vai fazer descer o número de rsi ,grande parte dos beneficiários,trabalha de dia e alguns de noite ,tudo já expressado acima. Em veremos o tal partido da causas vir a terreiro defender tudo por atacado e depois não considera que muitos trabalham diáriamente ,outros calões e outros criminosos profissionais.
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Piscoiso,
“Que eu saiba, o RSI não é um salário.”
Mas deve ser. Quer melhor forma de inserção social do que fazer os beneficiários desse rendimento passarem parte do seu tempo a trabalhar em instituições de solidariedade social?
Ou não fazer nada é melhor do que contribuir para o bem-estar de outros e confirmar que se tem a capacidade para ser um membro produtivo da sociedade?
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Quem não quiser trabalhar não precisa do RSI.
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Se for útil a quem quer ter opinião sobre estes assuntos, deixo o link para o último relatório do RSI. http://www.cnrsi.pt/preview_documentos.asp?r=1086&m=PDF
Há quem tenha rendimentos, pensões ou salário, e mesmo assim esteja elegível para receber este apoio, porque os salários e pensões são tão baixos que não sejam para colocar muitas famílias acima do limiar da miséria.
As mulheres estão em larga maioria nos titulares desta prestação, porque serão sobretudo elas a preencher o 20% de famílias monoparentais e porque também aqui se verifica a maior vulnerabilidade face à pobreza.
Em 2009, quase 50% dos beneficiários eram menores de idade ou tinham idade superior a 65 anos.
O distrito do Porto tem quase o dobro dos beneficiários do RSI que o distrito de Lisboa. Nos mitos da direita, o norte é trabalhador, não se como justificaram estes números!?
A pobreza e a exclusão são um produto de uma determinada forma de organização social e económica. Um produto que continua incessantemente a ser produzido.
Não concordo com esta medida. É estigmatizante e demagógica.
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Joquim Amado Lopes, o RSI deve ser um salário? Muito me conta. Como é que calcula o valor do trabalho por hora num país que não seja o Bangla Desh? Da duas uma: ou aquilo que os que recebem o RSI vão fazer é trabalho, devendo ser pago como tal, ou é um passatempo. Decidam-se. O secretário de estado decidiu a questão dizendo que não é trabalho, portanto, para o governo deve ser um passatempo. Ou sej, vão passar o tempo para as IPSS, câmaras municipais, etc.
Francisco Colaço, nem todos os beneficiários do RSI são cruéis facinoras? ;? LOL. É muito generoso.
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Renato,
Acha portanto que pessoas que podem trabalhar mas escolhem não o fazer devem receber dinheiro do Estado sem que lhes seja exigido algo em troca? Muito me conta.
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Acho bem que os beneficiários deste rendimento sejam obrigados a trabalhar. Mas 15 horas por semana é pouco, porque ainda lhes sobra muito tempo para andar a roubar, como o gangue de ciganos que até metralhadoras israelitas (uma arma “baratucha) tinha. Aliás, seria muito interessante divulgar o número de marginais que são beneficiários do RSI, porque ao que consta, descobresse depois que uma grande maioria é beneficiária desse rendimento…
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Joaquim, a pessoas podem trabalhar mas escolhem não o fazer? Pois não, preferem ficar em casa a gozar os rendimentos das aplicações na bolsa dos 90 euros que recebem. Deve estar a brincar comigo. As pessoas querem trabalho, para se sustentar e às suas familias. Ora, se lhes querem dar trabalho, óptimo. É isso que o Joaquim quer também, como toda a gente. Paguem é como… trabalho.
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lionheart, quer dar trabalho aos ladrões? Coisa estranha. Eu quero é metê-los na prisão.
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Já agora, eu pensava que para a Helena Matos, como para qualquer pessoa, o que se dá em troca de trabalho é um ordenado ou salário, calculado de acordo com o mercado, negociações colectivas ou individuais, etc. É um conceito que me parecia universal. Pelos vistos, não é bem assim.
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Todos sabemos que alguns (muitos?) são beneficiários do RSI porque se podem dar ao luxo – têm actividades profissionais não declaradas ou são os chamados “marginais”. É um problema grave do país – a generalização da economia paralela, falta de fiscalização e uma justiça ineficaz.
Outros (menos mediáticos, por isso mesmo parecem ser menos – não há notícias sobre beneficiários do RSI que não conseguem arranjar trabalho e, simplesmente, não são criminosos) são beneficiários do RSI porque efectivamente estão carenciados.
Ora, uma coisa é combater o fenómeno da fraude no RSI e procurar que a situação dos beneficiados seja transitória – com legislação adequada e fiscalização eficaz;
Outra é, com base no preconceito e nas primeiras páginas de jornal, embarcar em medidas ultrajantes para quem realmente necessita do RSI, e fazer salivar a populaça, metendo o trigo e o joio no mesmo saco.
Aos mais “direitinhos” cá do sítio, não me vou dar ao trabalho de explicar a questão da falta de dignidade e do preconceito ideológico que está subjacente a esta medida do Ministério da Caridade.
Aos mais “esquerditos” tão-pouco vou perder tempo a explicar que o RSI, tal como está, não pode continuar, sob pena de parte do dinheiro ser entregue a pessoas que trabalham “ao negro” e a traficantes de droga.
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as moedas têm sempre 2 faces. Quando vier a outra face da mesma dita moeda, «Beneficiários de RSI vão poder ser forçados a trabalhar em troca de nada» são integrados no Funcionalismo Publico. Depois no juriquês em conversa entre comadres, trabalham sem contrato, sem recibo verde etc etc ….
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Ou como um ‘grande noticia’, uma ‘brilhante ideia’, um ‘malandragens que sacam e não trabalham’ se transforma a curto prazo num valente tiro no pé. Alguém tem duvidas ?
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No caso nem me procupa muito porque para a Economia se reacender é preciso aumentar e dar cada vez poder de compra (a tal coisa relacionada com a humanização da emiesão de moeda … ).
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Prossigamos a simplicidade é a sofisticação máxima de quem tem o dom para governar. O resto são aprendizes de feiticeiros ou entalados no meio caminho das teorias mortas nos livros e revistas académico-cientificos. Embora vendam bem esse produto avaraiado improprio para consumo da Grande Politica e do Grande Estadismo que contrafem bem.
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É a vida.
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Cáustico, ninguém sobrevive só com o RSI. Ponto final. A quem aqui o conseguir, nem dou os meus parabéns, porque vive muito mal. É por isso que a grande maioria dos que recebem o RSI tem biscates, é uma questão de sobrevivência e ninguém se atreva a atirar a primeira pedra. Quanto aos criminosos que recebem RSI, a lei já prevê a sua condenação (como é óbvio) e a retirada do RSI. Não é uma questão de mudança de politica do RSI, é uma questão de policia e de fiscalização. Já agora, eu, que conheço razoavelmente a comunidade cigana, sei de um caso em que cortaram uma grande parte do RSI a uma familia cigana (paí, mãe e filhos) porque o seu marido foi condenado a prisão (bem) por tráfico de droga. A mulher andou a pedir na mercearia que lhe dessem pão e leite para os filhos. Isto foi no tempo do Socrates.
O que mais me faz impressão em certos comentários (nem é o seu caso) é sobranceria e desumanidade com que falam dos beneficiários do RSI, uma porcaria com que a maior parte de vocês nem pagava a mensalidade da tv cabo e da internet, e a constante suspeita com que falam dessas pessoas e o estigma que lhes lançam de serem preguiçosos e criminosos. Meus amigos, conhecem criminosos que recebem o RSI vão à esquadra mais próxima e denunciem.
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Renato.
Sem querer tirar-lhe razão em alguns pontos.
Repare neste caso.
Um fulano com 35 anos. Ex-trabalhador de (maioritariamente) obras-públicas, semi especializado em eletricista. Deixou o nono ano (neste caso por escolha). Desde os 17 ou 18 anos até aos 35 anos viveu com um salário médio de 1000 a 1500€. Por escolha, decidiu sempre investir num carro e apetrechos pessoais. Nunca tentou tirar mais que o 9º ano. Razões pessoais e escolhas pessoais.
Tentou a Suiça. Mas faz frio e o trabalho não é do dia para a noite. Além do mais perdia o subsídio e a casa pública. Decidiu ficar em Portugal. Manteve o subsídio de desemprego e fez biscates como pôde. Está a meter os papéis para o RSI porque o subsídio de desemprego está a chegar ao fim. Não há trabalho na obra pública e há pouca vontade (e pressão) para trabalhar noutra área. A formação é pouca.
Isto é um caso comum de um futuro benificiário do RSI. Imagine a comunidade cigana.
É natural que exista preconceito. Compreende?
R.
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E Renato; «O que mais me faz impressão em certos comentários (nem é o seu caso) é sobranceria e desumanidade»
Tenho 13 anos de bairro social e 18 anos de barraca de pau. Esses 13 anos de bairro social foram geridos pela Gebalis.
Poupe as pessoas com essa sua impressão. Ou vá mais à Igreja.
R.
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Tiradentes, nao se canse porque já percebemos que no que aos negocios dos democratas de luanda diz respeito, a direita portuguesa aplica o velho principio americano: o tipo pode ser um fdp mas é o nosso fdp!
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http://www.youtube.com/watch?v=xSEjDDeQ1eE
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Eu desse relato todo, não vejo nada de especial, embora haja aí um ou dois pontos esquisitos. Ora bem: É um tipo que começou a trabalhar cedo, e que por isso não passou do nono ano, e começou a ganhar a vida assim. Comprou um carro (“investiu num carro”, parece que comprou um ferrari de coleção, foi isso?). Depois ficou desempregado e tentou a Suiça, é claro que se o tipo para lá foi sem contrato de trabalho, teve de se vir embora, porque, não sei se sabe, um tipo não aguenta lá muito tempo sem ganhar cheta, que as coisas são caras. Mas portanto, continuou a tentar fazer-se à vida. Agora, como vai perder o sbsídio de desemprego, pede o RSI. Continua a virar-se como pode. Quanto a arranjar trabalho, não percebi se o tipo não quer trabalhar, ou se não o aceitam, porque ele não tem formação, como diz o Rogério. Tem de burilar um bocado melhor essa história. Pergunta-me se eu compreendo o preconceito? Com base nessa história? Eu compreendo tudo. Acho o preconceito uma coisa imbecil, por definição (não sei se sabe o que significa “preconceito”, mas é mesmo mandar bocas sem sequer se pensar no que se está a dizer), mas já li tanta m. quer dizer, tanta opinião… Mas não é o caso do Rogério, pois não?
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Às tantas ainda vão ter que inventar um subsídio para estas contradições!
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Renato,
Se eu recebesse o RSI por não conseguir arranjar trabalho, o subsídio de desemprego ter acabado e não ter outras fontes de rendimento, agradeceria a oportunidade para retribuir esse apoio do Estado através de trabalho numa IPSS ou mesmo para a Junta de Freguesia, em funções que estivessem ao meu alcance. Além de que isso me permitira expandir os meus conhecimentos e ganhar mais experiência e me faria sentir útil, que é provavelmente o factor mais importante para a auto-estima e para a motivação para lutar por ter uma vida melhor.
Muito sinceramente, não consigo sequer conceber uma razão válida para alguém, que beneficie do RSI, ache essa ideia insultuosa. Mas deve ser falha minha derivada de achar que os direitos são indissociáveis dos deveres, algo que “alguns” parecem querer “confundir com “sobranceria e desumanidade”.
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Renato,
“Acho o preconceito uma coisa imbecil, por definição (não sei se sabe o que significa “preconceito”, mas é mesmo mandar bocas sem sequer se pensar no que se está a dizer), mas já li tanta m. quer dizer, tanta opinião… Mas não é o caso do Rogério, pois não?”
Não sei se é o caso do Rogério mas parece ser o seu caso.
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Rogério, 13 anos de bairro social? Quer dizer que pelo menos durante 13 anos teve casa à conta do estado? Mas está-me a dizer isso, porquê? Ainda lhe aparecem aqui a morder-lhe as canelas, homem. Eu estive vinte anos com casinha subsidiada pelo estado, a chular os bolsos aqui à malta. Ganhei eu. E você quer que eu vá à missa, porquê?
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Joqauim amado Lopes, então, a tal ocupação é para a “auto-estima”. Portanto, é uma espécie de apoio psicológico. Então, está bem. Ó Joaquim, não diga “se eu recebesse o RSI”. Venha aqui dizer alguma coisa a respeito desse efeito da “auto-estima”, quando receber 100 euros de RSI, ou menos. As pessoas que conheço que recebem a RSI só ficam com um bocadinho de mais auto-estima quando conseguem arranjar um emprego. mas você deve ser especial.
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Portela, não se canse vc com a raivinha dos “maricanos” lhe terem roubado o seu fdp de estimação.Fica feio chamar nomes ao seu antigo amigo. Se pudesse vc mandava-o para um Gualag não é? Pois é!!! mas agora não pode…chatice.
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Vamos a contas, senhor Amado Lopes:
RSI=€x
Supondo que os rendimentos de V.Exª. se resumem a esses €x do RSI, vêm agora obrigá-lo a trabalhar, num trabalho em que o salário normal é €x+y.
Fica satisfeito por executar um trabalho e ser pago com uma redução y?
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Renato. Não estou a pessoalizar. O caso do RSI é para exemplificar o porquê do laxismo do Estado em relação a certos subsídios. A cultura que existe (é transversal) em Portugal em relação à disponibilidade para mudar de área de trabalho. A mobilidade é pouca. Não duvido que neste caso a pessoa em questão com 35 anos não tenha dificuldade em arranjar trabalho sazonal em França, ou mesmo em Portugal numa fábrica. Simplesmente perderia certos direitos.
O preconceito existe, por várias razões.
E quanto à casa do Estado foi outro exemplo. Mas eu elucido-o. A casa é cedida mediante pagamento de renda. Renda que eu paguei. E a casa não é minha. Estava cedida a outro familiar. E Histórias há muitas. Pode guardar a viola. Não vale a pena estarmos a debater o diz que disse. Mas há um facto. O Estado teve uma péssima política de urbanização. As casa foram mal distribuidas. As rendas são mal processadas. Não há legislação para despejos ou qualquer ferramenta de pressão para casos de falta de pagamento, má conduta, ou falta de civismo. A própria PSP não pode fazer nada. A Polícia Municipal também não. E em 13 anos nunca vi uma pessoa sequer da Gebalis. Há demais e em fartura.
R.
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Renato: «Quer dizer que pelo menos durante 13 anos teve casa à conta do estado?»
A renda é calculada face ao rendimento do arrendatário. Esse género de comentário (à conta do Estado) é típico de sacholas. Face a 620€ que recebia com estatuto de trabalhador estudante, paguei cerca de 150€ mensais ao longo de anos. E foi atualizado em 2000 para 200€.
Agradeço o esforço do Estado.
Mas adeus e um queijo.
R.
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Já andam a discutir pessoas em lugar de discutir ideias.
Chove uma morrinha lá fora.
E há um certo “spleen” no ar…
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Rogério, você quis inventar um protótipo de um malandro que se enconstou ao RSI, mas volto a dizer-lhe que não vi ali nenhum exemplo de laxismo. Nem entendi a história. Você nem sequer tem a noção dos montantes médios do RSI, para começar. Porque o nosso RSI não é nada que se pareça com uma medida de protecção social. Se quer saber o que é um Estado social, tem de andar mais uns milhares quilómetros. Eu garanto-lhe que ninguém vive bem só com o RSI. Em todo o caso, já que fala na mobilidade, se calhar mais vale o tipo estar quieto com o RSI, em casa, de preferência com renda social, do que ir trabalhar para outro lado, na tal mobilidade. Depende. vamos imaginar que o tipo vive em Lisboa mais a familia e arranja um emprego no norte numa fábrica. Quanto é que lhe teriam de pagar na fábrica para ele manter a familia, pagar renda de casa, etc? Se não for com a familia, quanto lhe sobra depois de pagar pelo quarto, alimentação, roupa, e mandar para a familia? Sabe quanto sobrava à milha mulher que era professora contratada, há seis ou sete anos, deslocada a 100 quilómetros de casa, depois de pagar o quarto e alimentação? Tinha que ser “subsidiada” pelo marido. Isso do mobilidade é um slogan do governo, não vá nessa. Devemos colocar-nos na posção concreta de pessoas concretas.
Quanto à casa do Estado, você é que veio com isso. Não tem que me elucidar nada, porque eu sei quanto se paga, etc. Só lhe chamava a atenção para os “preconceitos” que você acha tão naturais. mas é com você.
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Tiradentes, Posted 24 Agosto, 2012 at 15:25
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a velha técnica das mentiras repetidas até se tornarem verdades! há por aqui um cromos que calados são uns poetas.
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http://www.youtube.com/watch?v=TADuXu7rJ5w
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http://www.youtube.com/watch?v=ix30-Qq5ZCE
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Só de ler a palavra trabalhar fiquei com as férias estragadas. Coitadinhos, e se eles sujam as unhas?
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Portela Menos 1
Posted 24 Agosto, 2012 at 17:49 | Permalink
Tiradentes, Posted 24 Agosto, 2012 at 15:25
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a velha técnica das mentiras repetidas até se tornarem verdades! há por aqui um cromos que calados são uns poetas.
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ESTE, também *chafurda* no blogue 5 dias onde *democraticamente*
é omitido/censurado tudo quanto incomode os *camaradas* . . .
e assim eles não têm contraditores: um GULAG a funcionar plenamente.
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Sobre o post de Helena Matos, bem visto.
Já sobre o anúncio do primeiro-ministro, António Borges, de entregar a RTP1 a um privado, subsidiando-o, e fechar a RTP2, o que pensará o vogal Passos Coelho? Não é que interesse muito, mas…
Será que o PM António agiu com autorização do governo mundial Golden Sachs?
E alguém sabe se o paquete Relvas já entregou o recado ao vogal?
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Renato,
“então, a tal ocupação é para a “auto-estima”. Portanto, é uma espécie de apoio psicológico.”
Dá para perceber que o Renato não tira qualquer prazer nem sentido de realização do trabalho. Infelizmente, será apenas um de muitos.
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“Venha aqui dizer alguma coisa a respeito desse efeito da “auto-estima”, quando receber 100 euros de RSI, ou menos.”
Não vale a pena. Para o Renato, a auto-estima deriva de receber mais ou menos dinheiro, não do que se faz para o merecer.
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“As pessoas que conheço que recebem a RSI só ficam com um bocadinho de mais auto-estima quando conseguem arranjar um emprego.”
Não lê aquilo a que responde ou faz um esforço consciente para não perceber o que os outros escrevem e para responder com disparates? Ou quer dar-me razão parecendo que me está a contradizer?
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“mas você deve ser especial.”
Não, Renato. De nós os dois, se há alguém que é “especial” é definitivamente o Renato.
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licas , Posted 24 Agosto, 2012 at 19:01
quer dizer que também andas por “maus caminhos”? muito me contas 🙂
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Joaquim, deixe-se de tretas. Qual é o “prazer e sentido de realização do trabalho” que você tem a ganhar cem euros por mês, diga-me lá? A auto estima ganha-se quando se tem trabalho e se é pago por ele para termos uma vida decente para ter pão na mesa e mais uns extras. Ninguém tem porra de prazer nenhum nem de realização, quando a única coisa que se leva para casa ao fim do mês pelo trabalho é 100 euros. O que se ganha é miséria e depressão. Você é igual aos outros, não é especial em nada, a única diferença é que pretende dar aqui lições de ética no trabalho.
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Ó renato, 100 euros dá para 30 refeições, pense bem se não dá jeito.
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Ó javitudo, 30 refeições? Cem euros? Com cem euros faz-se sopa para dois meses e ainda baixa o colesterol. É com gente esbanjadora como você que este país está assim.
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estratégias:
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Portela Menos 1
Posted 24 Agosto, 2012 at 20:49 | Permalink
licas , Posted 24 Agosto, 2012 at 19:01
quer dizer que também andas por “maus caminhos”? muito me contas 🙂
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Apenas mais um desnecessário teste
do sistema político que os *camaradas* lutam para o país .
RAZÃO PELA QUAL , 90% de nós REPUDIA-O (nas urnas, é claro).
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directamente de Espanha:
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO056741.html?page=1
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Quer dizer: quem paga impostos e ainda uma prestação da hipoteca de 1,000 € não tem direito a nada. Só a uns cortes no 13º mês. Quem não contribui népia para a sociedade, tem direito a uma casa subsidiada pelo estado, com uma renda ridícula, e como se isso ainda fosse pouco, ainda recebe 100€ mensais, ou lá quanto é que é o RSI, só por existir… E entretanto, eu tenho que pagar essas caridades estatais e achar que ainda é pouco?
Vão mas é trabalhar!
Não aos subsídios. Quem fala de dignidade que vá trabalhar. Os subsídios são tudo menos dignidade.
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Portela
A velha técnica de dizer que disse e não saber o que disse. Que mentira? os gulag? o seu desejo?
Anda baralhado? A citação não é minha.
Mas repare. A técnica da mentira foi institucionalizada com o materialismo dialéctico quando os fins justificam os meios.Portanto caso alguém a use deve considerar seu parceiro de luta.
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Se trabalham para receber uns míseros euros, (1,5 euro/hora ?) não são beneficiários de nada. São apenas e só trabalhadores roubados por quem lhes dá trabalho.
Por isso a contradição é da Helena, que continua a achar que são beneficiários de alguma coisa.
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Tiradentes, Posted 25 Agosto, 2012 at 08:18
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dass, nem dormes a pensar no portela!
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entretanto a criação de mais uma PPP não preocupa os direitinhas:
http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=2735063&seccao=Media&page=-1
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RSI o que é?
Trabalhar a troco do RSI, a fazer o quê, para quem, sob que autoridade,quem fiscaliza, em que horários….
A Segurança Social que fiscalize quem recebe abonos, quem não paga TSU, ou quem nunca pagou TSU.
Durante anos ninguém quis saber das dividas de TSU agora que o cinto aperta vale tudo…
Assim vai Portugal.
VIVA PORTUGAL
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Portela menos 1 ainda não se pronunciou entre o *aberto* Blasfémias
e o Presidium/Comite Central *5dias.net* aonde posts eventualmente
perturbadores da tranquilidade *democrática* são sistematicamente
*KAPUTINADOS* (palavra derivada do KGB Putin) .
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. . . e também do Germânico___________KAPUT . . .
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Poupe-nos o sofisma, Helena Matos, o título do Expresso diz a verdade, pleno de razão e correto. E poderia acrescentar-se, quem manda pode, que também está à vista .
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