Pichagens e chichi dos cães
Aqui há uns dias, dois dirigentes do Bloco de Esquerda escreveram no Público um texto a defender o direito de pichar indiscriminadamente as paredes, os monumentos, os comboios, os autocarros. Hoje Alexandre Delgado, compositor e crítico, responde certeiramente a estes “desvarios a que conduz a obsessão politicamente correta”:
“Com o país a ser desfeado e conspurcado diariamente, numa vandalização que destroi o espaço público e horroriza os visitantes, dois sociólogos bem pensantes vêm defender angelicalmente o “direito à expressão” dos pobres marginais armados com sprays de tinta. Não se confunda tags com graffitis artísticos: estes últimos são raros e não é neles que está o problema. Quem faz graffitis de arte geralmente escolhe os locais próprios e contribui para enriquecer o espaço público. Até “mensagens poéticas” são aceitáveis, quando feitas em edifícios devolutos. Os rabiscadores de tags não respeitam nada disso: eles são os primeiros a vandalizar graffitis artísticos (…). Não contribuem com nada, a não ser os excrementos do seu ego invasor. (…) Qualquer prédio ou monumento lhes serve, de preferência antigo e belo. Deixam a sua assinatura não como “forma de expressão” mas sim como marcação do terreno (equivalente de facto ao chichi dos cães, só que muito pior), numa luta agressiva de gangs, entre si e contra a sociedade. (…) Com a legislação atual, nem vale a pena fazer queixa à polícia. O Ministério da Administração Interna quer simplesmente fazer aquilo que já se devia ter feito há muito tempo: adequar a lei e criminalizar essa forma de vandalização do espaço público. É razão para aplaudir entusiasticamente. Aqui ficam duas sugestões: que a punição dos culpados inclua obrigatoriamente raspar e pintar aquilo que vandalizaram, pois nada seria mais dissuasor e educativo; e que se crie um imposto extraordinário sobre sprays de tinta, destinado a limpar as pichagens que tantos lucros geram a fabricantes e vendedores e que tantos prejuízos causam a proprietários, instituições e cidadãos em geral. Esta não é uma causa de esquerda ou de direita: é uma causa da civilização contra a barbárie.”
Subscrevo.

Também subscrevo, claro.
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Em Inglaterra até há linha directa para a Interpol os caçar.
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Mas é um fenómeno estranho o facto da escardalhada gostar de merda por todo o lado.
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Mas quem foram os animais que defenderam isso? era pichar os gajos da cabeça aos pés, a ver se gostavam.
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A lei que criminaliza essa forma de vandalização do espaço público já existe; mas há sempre coisas importantes para legislar … em cima de coisas que já estão definidas, principalmente se incluir palavras como restrição, proibição, etc, etc.
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O Senhor Fernandes passou-se.
Ou então anda a perder qualidades.
Mas desde quando é que as ideias de um sujeito, militante do PCP, e ainda por cima neto de Humberto Delgado, contam, por mais sensatas e justas que sejam (como é o caso)?
Piorou-se de vez este José Manuel As Armas de Destruição Maciça Existem Mesmo Fernandes.
Que continue assim por muito tempo e que não vá ao psiquiatra, são os meus desejos.
Depois de tanto fanatismo ideológico na análises do que quer que seja, à mistura com tanta deturpação e mentira, já sabe bem alguma sensatez, nem que seja fruto de demência.
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Onde vivo, dias depois de terminados os trabalhos de pintura num prédio vizinho que custou alguns milhares de euros, duas pichagens junto da porta principal recebiam os moradores. Antes da pintura o edíficio nunca tinha sido algo de tal vandalismo, claro estavam indignados.
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Li em diagonal o texto que refere do BE e não recordo que fosse uma defesa INDISCRIMINADA de pichar tudo e qualquer superfície. Não tem um link, ou uma citação?
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“militante do PCP”
eu conheço-o há muitos anos e que eu saiba nunca foi do PCP.
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de resto, que eu saib,a nunca se meteu na política e na Gulbenkian no serviço de música no tempo em que o Alexandre por lá andava pela orquestra eram mais tipo opus dei…
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sobretudo quem estava supostamente mais ligado à música contemporânea…
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West Bank graffitis in The Guardian
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e quer comparar o Banksy c os artristas q sujam as paredes por cá? E sabia que até um grafiti do Banksy foi limpo numa perpendicular à Oxford street? De resto esse link remete para uma área reservada para esses trabalhos.
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estava a confundir c Berlin que tem uma larga área do ex-muro pintada por um artista-grafitista.
quanto a este West Bank Barrier claro que o que não falta lá é espaço…
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A lógica piscoisal funciona assim:
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Houve uns tipos que até são artistas que pintaram numas paredes em locais degradados, em vez de ser em telas
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Os cães também mijam para as paredes porque não têm telas
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Logo, o mijo dos cães nas paredes também é mijo artístico
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Senhor Trill:
Se errei, dou a mão à palmatória, na medida em que não tive (tenho) qualquer intenção malévola com a minha afirmação.
Tomei por boa a informação que obtive de um comentário na imprensa do historiador Rui Ramos, que tem um ódio de estimação por Alexandre Delgado devido a questões de família, pois este, enquanto crítico de música clássica, desvalorizaria injustamente a obra do compositor Ruy Coelho, salvo erro tio-avô, ou avô (não estou certo do parentesco), de Rui Ramos.
Mas neto de Humberto Delgado é.
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E se fossem *pinchar* as c. . . . das primas deles?
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___________as casas (of course . . .)
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Milésimo posts no blog, A espuma dos dias
Chegou a hora de apresentar o curso do crash.
Um vídeo impressionante, de um autor americano realista, que vai permitir-lhe obter uma visão 360º sobre a atual realidade económica.
O vídeo é intenso e extensivo mas de visualização obrigatória para quem quiser estar presente na verdade económica e ter a capacidade de não se deixar reduzir ao engano de uma qualquer político ou ideologia.
http://vivendi-pt.blogspot.com/2012/08/o-curso-do-crash.html
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Concordo e aplaudo o que foi escrito pelo sr.Alexandre Delgado seja ele quem for,o que para o caso não vem.
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“Tomei por boa a informação que obtive de um comentário na imprensa do historiador Rui Ramos, que tem um ódio de estimação por Alexandre Delgado devido a questões de família, pois este, enquanto crítico de música clássica, desvalorizaria injustamente a obra do compositor Ruy Coelho, salvo erro tio-avô, ou avô (não estou certo do parentesco), de Rui Ramos.”
é neto do Umberto Delgado, sim senhor, e escreveu nu Público, sim senhor, e, sim senhor, pode haver muito que se diga em relação às suas críticas e mto à sua música de um neo-classicismo q tem muito que se lhe diga… O engraçado era ver neo-clássico Alexandre Delgado a atacar outros neo-clássicos… Mas ao Alexandre até o vejo mais para a direita do que para a esquerda… Mas pelo menos que eu saiba o Alexandre tem alguma ética, as críticas facciosas eram assinadas e assumia o que escrevia frontalmente. Nada que ver c outros…. Há outro compositor “erudito”, por exemplo, esse sim, do PCP ou por lá anda, e é um crápula: ó crápula que andaste a aproveitar-te das alunas caloiras, pensas que não se sabe?! Ó crápula que andaste a plagiar obras dos outros, pensas que todos os tugas são imbecis? Fosse noutro país e já tinhas despedido com justa causa. E na América estarias na “choldra”, pelo que fizeste às alunas! Mas neste lugar… desde que maiores e vacinadas está a andar… e este ainda ia pelas alunas porque outros iam mais pelos rapazinhos…. da orquestra… jovenzinhos/as… Vergonha de país, vergonha de lugar !
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Zazie, a questão pode nem ser se é artístico ou não. Fica ao critério do dono da parede.
Logo após o 25 de Abril, à noitinha, o pintor Mário Silva,, pintou um mural na fachada do Casino da Figueira, suponho que com autorização da gerência, que ele conhecia. A pintura era uma multidão em festa.
Meses depois, a pintura foi apagada, porque havia um personagem na pintura que brandia uma bandeira vermelha.
Ora o Mário não é comunista nem nada que se pareça.
Mais sorte teve Michelangelo ao pintar as paredes da Capela Sistina. O Papa Júlio II não encontrou blasfémias na pintura.
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Vergonhas civilizacionais.
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A tal coisa duma mini-minoria comandar a maioria quase absoluta. As madames que querem para os ‘lulus’ façam ‘o xixi pela porta de trás, o solido dito *m*rd*) optam por caguem na rua e caguem os sapatos dos outros. Ou que a canzoada ferre o dente a crianças e adultos atirando-os para para o hospital ou para a morgue a bem da proteção dos animais que só merecem uma paulada na tola. E há uns portugais onde é assim, dose cavalar para cima das feras de estimação.
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Nas pichagens (vem de picha ?) é a tal coisa da proteção esuizofrenicamente fundamentalista de todas a minorias. Cagam as paredes dos outros e os tais outros (a maioria quase absoluta) paga para limpar a tal m*e*d* feita pelos outros que não dão a cara quando salta a questão do quem paga ? A vitima ou o culpado ?
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Mas sobre as pichagens há uma solução para agradar a gregos e troianos. E os Governos têm culpa por muito que os seus adeptos de ‘sacristia’ se lamentem e revoltem contra as pichagens. Há por aí tanto espaço publico abandonado, criem os ‘parques das pichagens’ para os putos irem para lá fazer o gosto ao dedo. Se teimarem fazer fora, dentro com eles.
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Só agora li no Público o texto de Alexandre Delgado, de que jmf1957 extraiu o último parágrafo.
Nos outros parágrafos o autor faz a distinção entre tags e graffitis..
Escreve ele:
“Quem faz graffiti de arte, geralmente escolhe os locais próprios e contribui para enriquecer o espaço público. Até mensagens poéticas são aceitáveis , quando feitas em edifícios devolutos. Os rabiscadores de tags nã respeitam nada disso; eles são os primeiros a vandalizar graffitis artísticos.”
jmf1957, ao separar o último parágrafo, fez o cropping de uma imagem para mostrar o que lhe interessava fora do contexto geral
A manipulaçãozinha do costume.
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Já qualquer fdp ou empresa pode conspurcar o espaço público à vontade desde que pague, não é?
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dois sociólogos bem pensantes?!?! a ironia tem limites, pá. Um sociólogo pensante seria prodígio maior que mula prenhe. O Teixeira Lopes pensante dá que pensar. Talvez Darwin estivesse certo.
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O pagamento pressupe a autorizacao do proprietario da parede, que por sua vez pressupoe um pedido ao dono da parede. Os grafiteiros e tagueiros fazem isto?
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Alem de que, o proprietario pode dizer que sim ou nao a tal empresa, podemos fazer isso aos grafiteiros e tagueiros?
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a qualidade jornalística de ex-directores de jornais também se pode confirmar aqui:
piscoiso, Posted 24 Agosto, 2012 at 14:21 |
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Estes 2 são absolutamente mongos.
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Então essa passagem do texto não está lá, no primeiro parágrafo?
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“O Ministério da Administração Interna quer simplesmente fazer aquilo que já se devia ter feito há muito tempo: adequar a lei e criminalizar essa forma de vandalização do espaço público. É razão para aplaudir entusiasticamente.”
Eu só não aplaudo, porque acho miserável que um regime não consiga já punir severamente os destruidores.
Pouco depois do 25 de Abril, um puto vizinho pichou uma parede do meu pai com o logotipo do CDS. Apesar da amizade, foi dito ao puto: faz desaparecer a pichagem de forma a não se notar nada! E assim foi, sem espinhas ou haveria problemas graves. Se fosse doutro partido, teria sido a mesma coisa.
Vão pintar a PQP. Um artista não pode ser um vândalo. Se for um vândalo, não é artista. Lembro-me de uma enorme pintura mural feita pelo MRPP numa grande parede de uma escola no centro de uma cidade portuguesa que esteve ali anos e anos sem ninguém estragar. Nem os rivais (inimigos) do PCP se atreveram a estragá-la, pela arte e perfeição. Hoje esses espaços deverão ser cedidos e deverão contribuir para melhorar os espaços públicos, não para os destruir.
Espero e desejo que a esquerda seja a favor da preservação dos espaços públicos e da propriedade privada ou pública e que queira embelezamento em vez de depradação. Por mim, não só quero embelezamento como exijo!
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Em plena crise de todas as crises, não sei qual dos dois o mais BACOCO. Se o BE ao levantar a pichagens e chichi dos cães na ordem do dia, se o jmf ao trazer para aqui o tema.
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Um grafitti por cada cagalhão largado pelo “lullu” e um tag por cada mijadela do “bobby”, que isto aqui na parvónea somos todos civilizados !
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Já vai atrasadito mas ainda serve: http://lishbuna.blogspot.pt/2012/08/blog-post_25.html
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“e que se crie um imposto extraordinário sobre sprays de tinta, destinado a limpar as pichagens que tantos lucros geram a fabricantes e vendedores e que tantos prejuízos causam a proprietários, instituições e cidadãos em geral.”
O Sr. JMF também subscreve o imposto extraordinário ?
Muitas pichagens são feitas com tintas de pintar casas , roubadas em obras. Deseja um imposto sobre todo o tipo de materiais que possibilitem a pichagem ? é que abrange muitos , sprays são apenas uma forma .
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Acho bem, mas eu estendia a coisa aos arquitectos. Não sei bem a que propósito lhes permitem livremente agredir as pessoas. Por exemplo, com isto: http://www.cityprofile.com/massachusetts/stata-center.html
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Artigo muito interessante e bom, já divulguei no meu blog:
http://venenopuro2010.blogspot.pt/2012/08/pichagens-e-chichi-dos-caes.html
Pessoalmente só quero acrescentar que o Bloco de Esquerda pertence à canalha do costume que só serve para entupir o sistema político e espalhar ideias ridículas que até metem dó. Devia de desparecer da face da terra esse partido e espero que isso venha a acontecer um destes dias…
Abraço!
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