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não há negócio que falhe

9 Maio, 2013
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Apesar de considerar que o que aconteceu em “Chipre não vai acontecer aqui”, Fernando Ulrich considera uma “boa notícia a possibilidade dos depósitos acima de 100 mil euros poderem ser chamados a contribuir para a reestruturação e resolução de problemas dos bancos”.

Ora, eu não consideraria tal decisão uma “boa notícia”, mas uma notícia nefasta. Ela significaria que o senhor Ulrich – se alguma vez sucedesse semelhante desdita ao banco no qual exerce o seu enorme talento – em vez de ir trabalhar para as obras e de ter de dar explicações pelos resultados da sua incompetência, passaria a ter o direito de se locupletar com o que não lhe pertence, para cobrir os prejuízos da sua gestão.

Com esta transformação dos depositantes de bancos em accionistas involuntários, ideia que poderemos transpor para qualquer ramo de negócio, não há negócio que falhe, nem empresário a quem não esteja garantido o caminho do sucesso.

19 comentários leave one →
  1. MJRB's avatar
    9 Maio, 2013 21:22

    Muito bem !, Rui A.
    O governo, de braço-dado com a banca, está a testar reacções a essa suposta (ou efectivamente pensada !?) “medida.
    Experimentem, que terão a resposta !
    Pode ocorrer mais banditismo-de-Estado do que o imposto nos últimos meses ? Pode ! Claro que pode !
    E os Ulrich’s rejubilam com os roubos…

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  2. MJRB's avatar
    9 Maio, 2013 21:30

    …Dum governo que não respeita os cidadãos nem a Constituição, e que age sob o protectorado (e/ou indigência) do PRepública, tudo se espera…

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  3. José Domingos's avatar
    José Domingos permalink
    9 Maio, 2013 21:44

    Estes fulanos, não podem ter prejuízos? Andavam todos engalanados, no tempo do monsieur pinto de suzza, a comprar divida, a investir em aqultura,, a viverem á tripa forra e agora os otários que paguem a conta, e isso, não é inconstitucional!!!! A melhor piada que posso ouvir, quer seja dos “jornalistas” de m. politicos da treta e tudólogos, é que vivemos num estado de direito, só pode ser o direito deles.

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  4. pedro's avatar
    pedro permalink
    9 Maio, 2013 22:00

    Não podemos afastar dos nossos cenários mais nefastos uma reestruturação da dívida ,por exemplo ,um perdão de 50% ,com perdas dos credores internacionais e nacionais, modelo chipre . Solicito que a rtp coloque esta questão no domingo ao sr que disse que as dívidas não se pagavam ,geriam-se.

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  5. licas's avatar
    licas permalink
    9 Maio, 2013 22:02

    Pois, Bancos mal geridos, ou melhor, susceptíveis de serem
    *guiados* pelos governos, quando tal lhes interessar, se forem à falência . . .AGUENTEM
    que é o destino de toda a Empresa privada, já se sabe. . .

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  6. licas's avatar
    licas permalink
    9 Maio, 2013 22:05

    MJRB HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    9 Maio, 2013 21:30
    …Dum governo que não respeita os cidadãos nem a Constituição, e que age sob o protectorado (e/ou indigência) do PRepública, tudo se espera…
    _________________

    Querem maior exemplo de espírito de indulgencia do que estarmos a aturar
    certos *marmanjos* ?

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    • MJRB's avatar
      9 Maio, 2013 22:22

      Uma das melhores maneiras de “aturar certos marmanjos” é rirmo-nos de modo trocista, mandar-lhes às ventas um dixote, ou…virar-lhes as costas quando nos são apresentados ou tentam cumprimentar. Um olhar venenoso também provoca efeito.

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  7. licas's avatar
    licas permalink
    9 Maio, 2013 22:10

    pedro HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    9 Maio, 2013 22:00
    . . . coloque esta questão no domingo ao sr que disse que as dívidas não se pagavam ,geriam-se.
    ________________
    OU MUITO ME ENGANO *essa* saiu do novel Delegado de Propaganda Médica . . .

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  8. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Maio, 2013 22:14

    É a “socialização” dos prejuízos. Os lucros continuam “privatizados”. Os banqueiros são assim. Os cavalheiros na estranja que andaram a vender “lixo tóxico” também raparam imediatamente o fruto do seu laborioso empenho. Dezenas de milhões por cabeça, nalguns casos. Os outros ficaram com a experiência… e as contas a zero. É justo. Tudo legal.

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  9. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    9 Maio, 2013 22:16

    Rui A, se os depositantes de um dado Banco forem “obrigados” a tornarem-se seus accionistas, para defenderem esse Banco da falência, é claro que terão de passar a dispor do poder de governar esse Banco, apeando os maus gestores.

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  10. tric's avatar
    tric permalink
    9 Maio, 2013 22:57

    o Poder só pode, e deve cair, o quanto antes, para as mãos do Rei de Portugal…para arrepiar caminho!!!porque o tempo escasseia… a ideologia portuguesa deve Reinar novamente em Portugal…a defesa da Cristandade!!!…e é em nome dessa defesa que deve ser elaborada toda a estratégia económica e social de Portugal…caso contrário…a troika…israel…os young turks portugueses bem podem andar por ai a pregar ideologias económicas que…foi só quando Portugal defendeu a Cristandade que foi grande…entrou na Europa…e esta “perseguiu” a cristandade em Portugal, no Estado foi mesmo proibido! veja-se a composição e as lideranças maçónicas na Assembleia …aliás, a perseguiu e continua a perseguir, como é exemplo a Hungria Cristã…que a UE impões que esta se molde aos interesses dos Israelitas e da Jacobinada…tal como aconteceu com Portugal nos ultimas decadas…a Mais Alta Hierarquia Militar Cristã de Portugal, é o Rei de Portugal!!!
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=z2x1iL471n8

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  11. Eduardo Freitas's avatar
    10 Maio, 2013 01:19

    O problema é que os “depósitos” bancários (à ordem ou, por maioria de razão, a prazo) são, factualmente, empréstimos. Em consequência, não existe tal coisa como a de um “depósito” sem risco e quem disser o contrário preferirá, sendo benévolo, ignorar a realidade.

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  12. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    10 Maio, 2013 09:41

    Quer parecer-me que o Rui A. não faz uma ideia real do que é um contrato de depósito remunerado (juros) com um banco. É claro que num contrato de depósito remunerado existe risco de perda real em vários cenários possíveis. E se existem prerrogativas para proteger a generalidade dos depósitos. tratam-se sobretudo de prerrogativas que visam proteger os pequenos depositantes de modo a garantir financiamento mássico da banca.

    Caso não se queira assumir qualquer risco com o seu depósito num banco, o depositante só tem de proceder ao aluguer de um cofre e contratualizar um depósito segurado e não remunerado de dinheiro ou bens passíveis de serem depositados e colocados à guarda de tal banco.

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  13. Castrol's avatar
    Castrol permalink
    10 Maio, 2013 10:29

    Do que estamos aqui a falar é de GATUNAGEM! Pura simples gatunagem.
    Os bancos, há semelhança do que acontece com as seguradoras, deviam ser os responsáveis pela criação e pagamento de fundo de garantia.
    Passar esse ónus para os depositantes é um roubo!
    Mais uma medida que contribuirá para a fuga em massa de capitais para fora de Portugal e da Europa, com a consequente contração das economias e aumento do desemprego.
    O princípio do fim da Europa…

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  14. licas's avatar
    licas permalink
    10 Maio, 2013 16:09

    MJRB HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    9 Maio, 2013 22:22
    Uma das melhores maneiras de “aturar certos marmanjos” é rirmo-nos de modo trocista, mandar-lhes às ventas um dixote, ou…virar-lhes as costas quando nos são apresentados ou tentam cumprimentar. Um olhar venenoso também provoca efeito.
    ___________________

    A Fada Madrinha que presidiu ao nascimento de certo *marmanjo*
    esqueceu-se de lhe conferir aquele grau de sagacidade suficiente que lhe
    permitisse entender que a designação lhe era dirigida a ele: sim, a ele.
    Coisas da natureza.

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  15. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    10 Maio, 2013 17:25

    A partir de agora quando uma empresa for à falencia , os fornecedores , os assalariados dessa empresa serão igualmente chamados a capitalizar a empresa .

    Esta Malta ensandeceu de vez.

    A desorientacao é grande na Europa e no governo.

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  16. José's avatar
    José permalink
    13 Maio, 2013 17:37

    Quem não deve não teme . E quem não tem mais de 100 mil no banco , também não teme.
    Quem tem mais que se foda .

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