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Alguns números sobre equidade

13 Maio, 2013
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Esta é a distribuição das pensões (por idade, não inclui invalidez):

Distribuição das pensões

Supondo uma distribuição normal dentro de cada patamar, exceptuando os limites, e considerando um tecto hipotético de 2000€ para o valor das pensões, obter-se-iam as seguintes reduções de despesa e número de pensionistas afectados1.

poupança-pensões-10pp pessoas-afectadas-com-tecto-de-2500

Se o tecto de 2000€ entrasse em vigor, seria esta a distribuição das pensões:

Distribuição das pensões, com tecto de 2000€

(Fonte: Pordata, dados referentes a 2012)


1 O tecto de 2000€ foi escolhido de forma a originar uma redução total de aproximadamente 10% nas prestações de reforma. Não deve este artigo ser lido como uma proposta de tecto de pensões, particularmente se definido arbitrariamente em 2000€. É um mero exercício em equidade.

119 comentários leave one →
  1. João Lisboa's avatar
    13 Maio, 2013 15:02

    E estamos muito gratos a quem devemos estar gratos: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/05/blog-post_4591.html

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  2. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    13 Maio, 2013 15:10

    A pensão ou a reforma esta directamente relacionada com o montante de contribuição de cada pessoa e com a sua idade . Mais equidade nao pode haver

    Para além disso a reforma tem em si um direito de propriedade que até seria de esperar que fosse sagrado para os liberais.

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    • vitorcunha's avatar
    • trill's avatar
      trill permalink
      13 Maio, 2013 15:22

      acha que quem recebe acima de 2500 ou 3000 euros descontou realmente o equivalente para aquilo que recebe, mesmo tendo em conta a inflação, etc, tendo em conta a esperança de vida das classes mais elevadas que recebem esses montantes como aposentados?

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      • sevenegroj's avatar
        sevenegroj permalink
        13 Maio, 2013 15:28

        Há casos e casos, por exemplo no caso de fundos de pensões, em que foram cumpridas as reservas matemáticas e que foram integrados devidamente capitalizados, na segurança social, como por exemplo alguns dos da banca, aí há que “separar as águas”…

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        13 Maio, 2013 17:45

        Trill:
        Claro que sim, as pessoas descontaram o que lhes foi exigido, tendo em conta a perspetiva de virem a ter uma determinada reforma. Se queriam pagar menos, dissessem e desse a possibilidade das pessoas, descontando menos, optarem por outros complementos de reforma (como se faz na citada Suíça). Por outro lado, o corte ameaçado de 10% é, além de tudo o mais, injusto e estúpido porque, tendo em conta que ele vai ser somado aos cortes já feitos, as consequências não são as mesmas para uma pensão de 2 mil euros (exemplo dado) ou para as superiores a 5 mil.

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    • A C da Silveira's avatar
      A C da Silveira permalink
      13 Maio, 2013 18:57

      Para isso seria necessário que os valores dos descontos (trabalhador+entidade patronal) tivessem entrado integralmente nos cofres da CGA. mas como nós sabemos, o estado nunca entregou os 23,75% que lhe competem como patrão. Os funcionários publicos recebem reformas como se tivessem entrado descontos de 34,75% como acontece na SS, mas na verdade só entraram os 11% correspondentes aos descontos dos trabalhadores. E isso faz toda a diferença.
      É um facto que esse dinheiro teria de sair, como está a sair, do OGE, mas nenhum governo teve coragem de o fazer, porque teriam de aumentar os impostos para esse efeito. Não os aumentaram antes, aumentaram-nos agora, e para além disso, terão de cortar nas reformas dos FP, porque o estado vai continuar a não entregar a sua parte, como empregador, dos descontos.

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      • A C da Silveira's avatar
        A C da Silveira permalink
        13 Maio, 2013 19:25

        Esta resposta destinava-se ao comentário do Duarte das 15:10. Por lapso caiu aqui; as minhas desculpas.

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        13 Maio, 2013 21:20

        Silveira
        Mas se o Estado (que somos todos, não é?) não fez esses descontos que culpa têm os funcionários?
        Por mim até podia ter descontado 50%.
        O que sei é que do meu salário eu desconto mais que qualquer funcionário privado com um rendimento bruto similar, nunca recebi prémios e as faladas progressões automáticas são mentira há mais de 10 anos.

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  3. trill's avatar
    trill permalink
    13 Maio, 2013 15:20

    na Suiça o teto são 1750 euros.

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      13 Maio, 2013 16:38

      Trill, a compara ração não é assim tão simples: na Suiça, 1750 euros não chegam para uma pessoa viver com um mínimo de dignidade.
      Na Suiça as pessoas são obrigadas a fazer seguros que, de acordo com o que descontam, lhes proporcionam reformas de valores muito mais elevados.
      Portanto, informe-se melhor.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 16:57

        São obrigadas ou sentem a obrigação de canalizar parte da sua populança para o futuro?

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 17:01

        Poupanças para o futuro nas mãos de seguros privados? Mas, de acordo com as regras liberais, as empresas (os seguros ainda são empresas ou já não? 😛 ) não são para usar e deitar fora? Futuro? Huumm! Dá-me ideia que já não há futuros como antigamente.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 17:04

        Há sempre o colchão. Ou, melhor, a petição do Carlos Novais: http://www.facebook.com/pages/Petição-Pela-Moeda-Depositada-à-Ordem-Sem-Risco/515664991813575

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 17:13

        Eu sempre tive do colchão uma ideia para outros usos. Mas parece que já há colchões com gavetas adequadas a aforros, pelo menos nos sites de humor. Depois, há riscos, como o de baixo. O melhor mesmo é arranjar gente séria para gerir o Estado. Mas não é fácil.
        http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/07/trabalhador-rural-guarda-fortuna-desvalorizada-em-casa-no-es.html

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      • trill's avatar
        trill permalink
        14 Maio, 2013 00:12

        Por acaso conheci alguém que ganhava à volta disso, que deve ser +- o salário mínimo da Suila, e vivia decentemente, num estúdio espaçoso alugado, com aquecimento central incluído na renda, que significava menos de metade do salário que recebia. Vá ver os preços da habitação em Lisboa, sff, onde arranjar um apartamento pelo valor do salário mínimo é um achado. Por isso 1750 euros dá para viver na Suiça dignamente. Não dá é para viver no centro de Zurich, isso não dá…

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        14 Maio, 2013 00:13

        Talvez a Suíça não tenha uma lei das rendas do tempo da outra senhora.

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  4. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    13 Maio, 2013 15:32

    Pode ir mais longe.

    Se segundo o Estado uma pessoa deve ter no minimo 485 euros para trabalhar, nao vejo porque que devemos estar a pagar mais de 970 euros para as maiores pensoes. Sobretudo quando se sabe que e um sistema de reparticao e que ate os fundos de pensoes privados suicos poem um limite maximo:

    http://discutir-portugal.wikidot.com/forum/t-574373/seguranca-social#post-1613523

    http://discutir-portugal.wikidot.com/forum/t-576084/financas#post-1597823

    1.946 milhoes de euros poupados NO MINIMO.

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  5. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    13 Maio, 2013 15:43

    Caro Vitor,
    .
    Penso que a comparação seria mais realista se se expurgasse da SS todas as pensões dos regimes não contributivos e dos regimes especiais (deputados etc).
    .
    Só estabelecendo uma comparação com o que é comparavel é que poderiamos obter uma decisão circunstanciada com a realidade.
    .
    Vejamos, na SS entra tudo, aqueles que 1) nunca descontaram, aqueles que 2) descontaram parcialmente, 3) aqueles que fizeram descontos normais pelo prazo normal. Na CGA entram apenas os 3).
    .
    Ora, eu acho que o governo devia separar bem as aguas. Com essa separação, resultaria uma comparação entre o 3) e a CGA cuja convergencia podia ser efectuada sem macula.
    .
    Mas quando mistura o pessoal da SS – 1) e 2) – para efeitos de convergencia está a cometer, eventualmente, uma grande injustiça e, na minha opinião, ilegalidade tambem.
    .
    Se o pessoal da SS da al. 3) efectuou descontos, ou melhor, foi obrigado a ver retido os valores para a sua pensão, tais prestações configuram um verdadeiro Direito de Propriedade que não pode ser violado de forma ligeira.
    .
    Rb

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 15:58

      Dificilmente alguém descontou algo que lhe permita 4000€ todos os meses durante 18 anos (duração esperada da reforma).

      Seriam 864 mil euros, o que, a descontar 30%, implicaria 2,880 mil euros em salário, o que, em 40 anos a salário fixo, significaria 6,000€ mensais.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 16:18

        Vítor Cunha, há sem dúvida reformas demasiado altas. Não ponho isso em dúvida e este governo teve dois anos para trabalhar nisso. Não o fez por indigência pura. No entanto, gostaria de lhe dizer que as reformas não são pagas com o dinheiro descontado. Se assim fosse, o desemprego não seria 18%. Se calhar o estrutural seria 50%. Porquê? Porque ninguém sabendo se dura até aos 66 anos ou até aos 115 anos, todos exigiriam trabalhar até morrer. E o que fazer aos trabalhadores que têm de se reformar por doença ou acidente? E aos que por qualquer razão apenas começaram a fazer descontos tardiamente? Olhe, por exemplo por culpa das entidades patronais.
        Aliás, nem poderia ser assim, embora os neoultrateraliberais achem que sim. Mas é só porque praticam o egoísmo da senhora Ayn. 😉
        Então, um indivíduo que há cinquenta anos começou a fazer descontos não beneficiaria da atual produtividade, produto, riqueza gerada? Eu sei que os cálculos são feitos através de fatores de correção que têm a ver com os descontos feitos. Não têm é a ver com a sociedade atual.
        As reformas fazem parte da solidariedade intergeracional. O que eu acho é que já se podia ter dado aos que preferem os tais seguros a possibilidade de deixarem a SS. Mas jamais para lá poderiam recorrer quando falissem as seguradoras, porque o Estado não pode ser papá de filhos pródigos. 😉

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 16:21

        Não estou a contemplar reformas por invalidez. São todas reformas por ‘velhice’ (termo tão feio).

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 16:27

        Mas eu não disse só isso. Isso foi apenas mais uma forma para justificar o facto de as reformas não poderem depender somente daquilo que cada pessoa descontou. Não sei se leu o documento do link que lhe enviei. Não provoca contaminação. 😉

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 16:54

        Imprimi, mal encontre as pinças, lerei. Já lá vou.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 17:13

        Li o documento. Está errado e redondamente, o que é giro porque é propositado: parte do pressuposto que a entidade empregadora faz descontos, o que só é verdade, ora veja, no sector privado. Repare: as contribuições em recibo de funcionários públicos são mero ornamento contabilístico porque, quer o emissor, quer o receptor dos descontos é o mesmo. Nada impede – nem mexe com o orçamento real – aumentar em bruto 5000% e retirar em descontos o suficiente para obter o mesmo valor nominal líquido que hoje recebe.

        O sistema contributivo dos funcionários do estado é um logro, que melhor se descreveria como fraude; ou, com o aumento do desemprego privado, um esquema em pirâmide em colapso.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 17:28

        O orçamento contabilístico que refere foi uma exigência antiga do setor privado, trabalhadores e empresários, para que fosse assim, porque os funcionários do Estado não pagavam impostos, blá, blá, blá! Antigamente, não era assim. Ora, se pega nessa exigência social do setor privado e diz que ela está errada, mais uma vez critica severamente esse setor. Qualquer dia começam a espalhar que o Vítor é comuna. 😉

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 17:31

        Os privados em 88/89, não sabiam as maravilhas de desorçamentação possíveis. Foi o PGEC: Processo de Grecificação em Curso.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 17:40

        Vejo que está mais calmo e já se apercebeu da honestidade do documento. Já viu esta, Vítor? Com o atual sistema da CGA, não entrando mais gente, qualquer diz não há ninguém a descontar e haverá muita gente ainda a receber. Um rácio infinito, não é? Ora, não há outra maneira, obviamente, uma vez que não entra ninguém. A direita liberal anda eufórica com isto, porque é uma maravilha para os seus argumentos. Eu sou sempre contra os truquezitos marotos e infantis para deturpar a realidade, venham elas da esquerda ou da direita. Na verdade, vêm sempre mais da direita. 😉

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 18:04

        Fincapé, em boa verdade os descontos feitos pelas entidades privadas (se juntarmos os descontos do trabalhador, mais os da entidade patronal), elevam-se, se não estou em erro, a 32,75%, e esses dinheiros entram todos na SS, encarregada de fazer a sua gestão. Ainda se não erro, 20% desses 32,75% destinam-se a fazer face aos pagamentos das pensões de reforma, devendo uma parte grande ser capitalizada, como aconteceu desde que a SS foi criada.
        E assim sendo, bem se pode dizer que o Estado está em falta e que o Vitor tem razão.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 18:18

        Tiro,
        Parece-me que só há duas maneiras de ver as coisas: ou o Estado todos os meses faz a operação contabilística igual a qualquer outra empresa e coloca a verba que lhe compete na conta adequada (o que o Vítor estava a criticar porque a achava falaciosa – pareceu-me); ou então, mesmo sem a operação contabilística, garante a proteção devida aos seus trabalhadores. Não vejo outra opção. Até me parece que optar pela contabilização de todos os movimentos torna mais claras as contas. Não se pode é dizer que se trata de uma “vigarice”. No atual quadro se alguém tiver outra ideia que a exponha. Eu não tenho.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 18:34

        Isso implicaria aumentar défice. Não há em quem empreste. E o que aumentaria daria para dar um tiro na cabeça só de ver os algarismos.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 18:38

        Não percebi o que é que aumenta o défice, Vítor. Desculpe.

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 18:42

        Vitor, os euros não valem sempre a mesma coisa, ao longo do tempo. Lembre-se que há, por um lado, a inflação e, por outro, o efeito da capitalização, se ela for feita, claro.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 19:00

        “Se fizerem a capitalização” 🙂

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 18:55

        Fincapé, o que o trinta e três escreveu ajuda a perceber o que se está a passar. No sector privado, depois do 25 de Abril, de um sistema de capitalização, passou-se para um sistema quase de total distribuição, paulatinamente é certo, mas passou-se; na administração pública, nunca o estado criou quaisquer fundos para fazer face, no futuro, ao pagamento das pensões dos seus funcionários, como aconteceu na Banca, ao tempo em que ainda não estava integrada na SS.
        Ora, se o estado constituísse fundos para esse efeito, no montante adequado, isso nunca poderia ser feito apenas com truques contabilísticos, como parece sugerir. No limite, o estado deveria considerar isso uma dívida e tomar tal responsabilidade em consideração.

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        13 Maio, 2013 18:56

        Não acredito nisso…

        Ousa insinuar que uma figura, uma personalidade, um exemplo, um ex-governante do quilate de Mira Amaral não descontou nos 18 meses da sua passagem por uma das «golden chairs» da CGD o equivalente para agora receber vitaliciamente os quase 15.000€ mensais (o equivalente a 65 pensões dos velhinhos rurais…) de que usufrui há já vários anos?!…

        Não acredito… simplesmente não acredito!…

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 18:58

        Fincapé, não foi o trinta e três, foi sim o PiErre. As minhas desculpas.

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 19:01

        Tem toda a razão, o Mira Amaral não descontou nada que se pareça. E ele sabe muito bem disso, mas não tem vergonha de andar a dizer que descontou e que a sua reforma está em linha com esses descontos. Não está em linha, está em em desalinha. Disse.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 19:17

        Tiro,
        “No limite, o estado deveria considerar isso uma dívida e tomar tal responsabilidade em consideração.”
        Mas eu concordo com isto.
        ——-
        Em cima, escrevi “Eu sou sempre contra os truquezitos marotos e infantis para deturpar a realidade, venham elas da esquerda ou da direita.”
        Não me referia ao Vítor que, com voluntarismo, vai procurando os seus argumentos. Nós aqui vamos dizendo o que pensamos, com os riscos de quem não estudou as coisas em todas as suas vertentes. Referia-me sim à classe política que tem responsabilidades na gestão da coisa pública. Mentem descaradamente e/ou então desconhecem a realidade. Por outro lado, têm assessores que não assessoram nada. Para mim, esta é a maior prova de desleixo e de incompetência que circulam por Belém. Não se pode ser justo e governar bem se não se analisarem os problemas com verdade e com correção

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 19:19

        Se o estado devia considerar isso uma dívida, isso não é impulse, é défice.

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        13 Maio, 2013 21:25

        Vitor Cunha
        Esta afirmação não faz grande sentido.
        Se o desconto é 11% mais a TSU, tanto dá para 100€ como para 4000€.
        .
        Dificilmente alguém descontou um valor que justifique 4000€ de pensão?, então e que pensa de todos os que nunca descontaram?, ou dos que descontaram sobre uma base de salário mínimo porque nunca adquiriram habilitações ou competências?

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    • Incognitus's avatar
      14 Maio, 2013 02:17

      Ricciardi, mesmo fazendo essas correcções, os montantes superiores da CGA são surpreendentes. A CGA tem ums 75% das pensões acima de 1500 EUR, entre CGA e SS.

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  6. João Branco's avatar
    13 Maio, 2013 17:22

    Li o documento. Está errado e redondamente, o que é giro porque é propositado: parte do pressuposto que a entidade empregadora faz descontos, o que só é verdade, ora veja, no sector privado.

    O que quer dizer simplesmente que a entidade empregadora pública esteve (mais do que está) a causar défice escondido na segurança social (desorçamentação). Se, como deve fazê-lo, admitir explicitamente esse défice, as contas ficariam certas. É o que está a ser feito nas outras situações de desorcamentação.

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  7. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    13 Maio, 2013 17:30

    SOBRE A SEGURANÇA SOCIAL

    A propósito das notícias sobre as dificuldades da Segurança Social, é interessante relembrar o historial associado a esta matéria.
    A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%). O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser “mãos largas”! Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores). Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres(1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI. Os deputados também se autoincluiram neste pote mesmo sem o tempo de descontos exigidos aos beneficiários originais. E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados. Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo “assalto” àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!

    Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas que em 1998, publicam o “Livro Branco da Segurança Social”.

    Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos “saques” que foi fazendo desde 1975.

    Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a “sacar” e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 17:33

      Mas vencem-se eleições. Agora a técnica é outra: saquear o seu próprio banco central.

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    • A C da Silveira's avatar
      A C da Silveira permalink
      14 Maio, 2013 00:36

      É a verdade, verdadinha! hoje a divida do estado à Segurança Social já é superior a 100000 milhões de euros. Quem está a pagar o grosso das reformas dos FP são os impostos dos trabalhadores da privada. O resto é conversa!
      De qualquer maneira se o governo, este ou outro qualquer, não alterar esta situação, vamos ter troika por muitos e bons anos.

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      • Binarypsilocybin's avatar
        14 Maio, 2013 14:37

        Tudo “legítimo” na cabeça deles.
        R.

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  8. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    13 Maio, 2013 17:35

    Quem defende a importância do papel do Estado na economia esquece-se frequentemente o mais importante:
    Os funcionários públicos não pagam impostos.

    Os funcionários públicos trabalham para o Estado e o Estado obtém as suas receitas através de impostos, na realidade a Função Pública é simplesmente uma consumidora de impostos e não uma contribuinte de impostos*.

    Todo e qualquer corte no estado será sempre benéfico pois trata-se de dinheiro que será devolvido à economia real, aos privados que são quem criam efetivamente a riqueza.

    * O funcionário público não paga impostos porque independentemente da quantia que ele receba e supostamente desconta estamos sempre a falar de dinheiro que foi retirado ao setor privado.

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    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      13 Maio, 2013 18:03

      Aqui está um exemplo do que tem impedido a direita de ganhar espaço político no país. No basismo deste seu raciocínio, talvez ainda lhe surja imaginação para contabilizar o valor do trabalho dos médicos e dos enfermeiros que lhe podem salvar a vida, dos professores que o educaram (ou tentaram…) e educam os seus filhos, das forças de segurança que dão o coiro por si, etc. Também seria bom que explicasse, onde encontra, em Portugal, essa iniciativa privada sedenta de risco, capaz de oferecer serviços de lucro altamente duvidoso, como muitos dos que o são pelo Estado.

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      • Vivendi's avatar
        13 Maio, 2013 18:59

        33, escreva tudo outra vez.

        “No basismo deste seu raciocínio, talvez ainda lhe surja imaginação para contabilizar o valor do trabalho dos médicos e dos enfermeiros que lhe podem salvar a vida, dos professores que o educaram (ou tentaram…) e educam os seus filhos, das forças de segurança que dão o coiro por si, etc.”

        Tudo legal aí excepto quando se vive acima das possibilidades e que tenha de se recorrer ao asfixiamento fiscal e a empréstimos externos para manter a festa do Estado Social.

        Não é demais lembrar que no antigo regime o peso do estado na economia representava 15% do estado na economia e agora estamos a falar de perto de 50%. E muitos desses serviços do estado até funcionavam melhor no estado novo e os acréscimos de qualidade que surgiram depois devem-se mais ao incremento tecnológico proporcionado pelo capitalismo do que às políticas de gastos despesistas muitas delas com forte incorporação de corrupção.

        “Também seria bom que explicasse, onde encontra, em Portugal, essa iniciativa privada sedenta de risco, capaz de oferecer serviços de lucro altamente duvidoso, como muitos dos que o são pelo Estado.”

        Ora os privados ou pagam impostos ou podem tentar criar riqueza e empregos as 2 coisas juntas é que ficam um pouco mais difícil.

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    • Churchill's avatar
      Churchill permalink
      13 Maio, 2013 21:31

      Não Vivendi, não é assim.
      Eu e outros trabalhamos a prestar um serviço e somos pagos por isso.
      Não posso falar por todos, mas o meu é igual ao de empresas privadas que atuam no mesmo setor.
      Temos receitas, despesas, e o que seria lucro para acionistas é dinheiro aplicado no investimento sem recurso ao crédito.
      Não recebo um cêntimo de impostos.
      .
      Por isso certamente compreende que quando ouço alarvidades como a que escreveu tenho vontade de o mandar …

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  9. Castrol's avatar
    Castrol permalink
    13 Maio, 2013 17:43

    Parabéns pelos gráficos!
    Para nós engenheiros, contra factos não há argumentos (números)!

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  10. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    13 Maio, 2013 17:43

    Basta olhar para os quadros para perceber que no país da equidade há portugueses de 1a e portugueses de 2a.

    E os de 1a a maior parte estão fora do mundo da matemática. Por exemplo para se receber uma reforma de 2500€ estamos a falar de descontos na ordem dos 700 mil €.

    Haja verdade para se ver o que cada um efetivamente descontou para a sua reforma e muita anormalidade virá a tona desta republica socialista.

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  11. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    13 Maio, 2013 17:44

    Não se esqueça de dizer isso ao próximo médico que o operar, de preferência a meio da operação, Vivendi.
    Bom, a meio da operação estará a dormir. Mas no fundo agora também está. 😉

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  12. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    13 Maio, 2013 17:57

    Fincapé,

    Deixe-se de números de circo.

    Traga verdades. Ou é mais um trapezista socialista?

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  13. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    13 Maio, 2013 18:11

    Bom argumento.
    Mas afinal diz ao médico ou não. Pode ser antes da anestesia. 😉

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    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      13 Maio, 2013 18:21

      Esqueci-me do ponto de interrogação (?). Não tenho relido os comentários antes de os enviar, de forma que saem, por vezes, arreliadoras gralhas, como era costume dizer-se nos jornais. 😉

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      • Vivendi's avatar
        13 Maio, 2013 19:02

        Fincapé,

        Vá ver se tá a chover lá fora.

        Traga-me argumentos que façam a diferença.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 19:05

        Vivendi,
        Venho de lá agora. Ainda está sol. Não encontrei lá nenhum argumento, senão tinha trazido. Mas encontrei nêsperas, servem? 😉

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      • Vivendi's avatar
        Vivendi permalink
        13 Maio, 2013 19:17

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 19:23

        Vivendi,
        Vi esta reportagem no próprio dia em que foi emitida. E já a referi por aí há tempo. É um sistema diferente, não sei se melhor se pior. Eu talvez não me posesse a ele. Não me parece injusto. No entanto, os suíços têm uma grande confiança nos seus seguros e bancos privados. Nós aqui não podemos confiar em ninguém. Ainda recentemente estive cerca de um ano à espera de uma devolução de dinheiro porque me esqueci e os senhores nem uma carta me enviaram. Uma poupança numa seguradora privada. Um ano de espera.

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 19:32

        Vivendi, isso não é bem assim e permita-me um conselho: não acredite em tudo o que dizem na TV onde, muitas vezes, dizem asneiras. Como foi o caso.

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  14. Manuel Eduardo Correia's avatar
    Manuel Eduardo Correia permalink
    13 Maio, 2013 18:40

    A esmagadora maioria das pensões da Segurança Social são muito baixas, é um facto. Mas são baixas porque são para idosos que nunca lá colocaram um tostão e que por isso estão a receber a reforma com o dinheiro dos outros, que descontaram para a SUA reforma. Não estou a dizer com isso que esses desgraçados não deviam estar a receber uma pensão, estou é a dizer que não chamem pensão aquilo que que não é pensão. Esse dinheiro nunca deveria vir directamente dos fundos de pensões mas sim de algum outro imposto solidário para os mais velhos. As pensões essas deviam ser tratadas exacatmente como uma conta bancária onde todos os anos deveria ser reportado ao futuro pensionista quanto é que ele já lá tinha acumulado e quanto é que isso lhe daria de pensão quando se reforma-se, exactamente como acontece com os seguros privados e PPR que se fazem para o efeito. MAIS NADA !!!

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  15. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    13 Maio, 2013 19:12

    Vivendi:
    Que serviços (saúde, educação) é que funcionavam melhor no Estado Novo. Por acaso sabe que temos as melhores taxas de mortalidade infantil do mundo? Sabe qual era situação anterior? Por acaso sabe que, sendo dos países com menos tempo de escolaridade obrigatória de 9 anos, fomos do que mais progredimos no domínio da língua materna, na matemática e no domínio de conceitos científicos (último relatório PISA)? Conhece algum país que tenha apostado nos transportes públicos como apoio ao ordenamento do território, onde eles deem lucro?

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  16. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    13 Maio, 2013 19:18

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    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      13 Maio, 2013 19:30

      Vivendi,
      Como me concedeu o privilégio de colocar este vídeo ali em cima, deixei lá a resposta.

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      13 Maio, 2013 19:34

      Vivendi, isso não é bem assim e permita-me um conselho: não acredite em tudo o que dizem na TV onde, muitas vezes, dizem asneiras. Como foi o caso.

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  17. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    13 Maio, 2013 19:18

    Vivendi:
    Que serviços são esses (saúde, educação) que funcionavam melhor no Estado Novo? Sabe, por acaso, que Portugal tem das melhores taxas de mortalidade infantil do mundo? Sabe que o SNS foi classificado pela Organização Mundial de Saúde, como o 12º melhor do mundo? Sabe, ainda, que sendo Portugal dos países que há menos tempo tem uma escolaridade obrigatória de 9 anos, foi dos que mais evoluiu em várias competências (domínio da língua materna, matemática, etc.)? Sabe qual era a taxa de analfabetismo antes de 1974? Já agora: conhece algum país que tenha apostado nos transportes públicos como uma ferramenta fundamental do ordenamento do território, onde esses transportes deem lucro? Não dando, está a ver muitas empresas privadas interessadas?

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 19:21

      Mal era, se com 30 anos a sugar fundos europeus, a única coisa que se fazia era destruir o país. Também fizemos outras, como ganhar eleições, cujos danos colaterais acabou por referir.

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        13 Maio, 2013 19:46

        Isso quer dizer o quê? Que temos setores importantes da iniciativa privada que se recusam a sair debaixo das asas do Estado? Que para o vitorcunha investimento e despesa é tudo a mesma coisa? que devemos deitar fora o bebé com a água do banho?

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 19:48

        Acho que o Trinta e três respondeu a primeira questão com a segunda questão, tornando a terceira questão uma evidência.

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    • Vivendi's avatar
      Vivendi permalink
      13 Maio, 2013 19:31

      Socialistas são assim, confundem progresso com despesismo e depois a coisa não pode acabar bem..

      Por acaso sabe que temos as melhores taxas de mortalidade infantil do mundo?
      – porque temos também das taxas mais baixas de natalidade.

      Sabe qual era situação anterior?
      Havia menos tecnologia disponível.

      Por acaso sabe que, sendo dos países com menos tempo de escolaridade obrigatória de 9 anos, fomos do que mais progredimos no domínio da língua materna, na matemática e no domínio de conceitos científicos (último relatório PISA)?
      Os jovens europeus estão cada vez mais inteligentes e no desemprego.., De quem é a culpa?

      Conhece algum país que tenha apostado nos transportes públicos como apoio ao ordenamento do território, onde eles deem lucro?
      Portugal é mesmo o país do mundo com a maior densidade de auto-estradas por km2. Fazer o quê? Pagar a conta por 40 anos.

      Arre socialistas.

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        13 Maio, 2013 19:42

        Vivendi:
        Hesito em concluir se não sabe o que é uma taxa de mortalidade infantil, ou se não sabe o que são percentagens. Depois, parece não perceber que as auto-estradas são a negação da opção pelo transporte público como instrumento de ordenamento do território. As primeiras, foram abraçadas por certa iniciativa privada bem encostada aos favores do Estado. O segundo… nem por isso. Já agora, ó Vivendi: de quem é a culpa?

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  18. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    13 Maio, 2013 19:33

    Um blog (à direita) a dar lições a editores – supostamente especialistas em Educação – do Blasfémias:
    .
    http://oinsurgente.org/2013/05/13/ha-professores-a-mais/#comments

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 19:35

      Agora que fez o link, basta ler o artigo.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        13 Maio, 2013 19:48

        Li o artigo, já tinha lido outros comentários sobre o tema e, inclusivamente, há dias tentei trazer aqui a má-fé do “ganda nóia”. Os especialistas do costume, do Blasfémias, k@garam-se no assunto. Opções de agenda.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 19:49

        “Havia professores a mais. Está a deixar de haver. Abandone-se, portanto, essa retórica”. Não lhe disseram para parar de escavar?

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        13 Maio, 2013 19:49

        Ficava-lhe bem reconhecer que o post linkado contraria o que defendeu há uns tempos atrás.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 19:50

        “Havia professores a mais. Está a deixar de haver. Abandone-se, portanto, essa retórica”. Quem disse: “parem de escavar”?

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        13 Maio, 2013 19:57

        nem precisamos de estar de acordo com tudo o que se escreve e diz mas há um mínimo de decência e ética que o marcador de agendas do C.Estado deveria ter em conta.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 20:01

        O que o faz pensar, que existindo divergências entre os artigos que está a referir, seja o que linka o correcto? Isso pode funcionar numa jota ou no Bloco mas aqui, bem, somos grandinhos.

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    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      13 Maio, 2013 19:55

      O artigo do Insurgente, que eu li, está dentro daquilo que me farto de dizer, mas que não altera o desmiolamento daqueles políticos que já nem se dão ao trabalho de refletir sobre os assuntos que querem tratar: não é necessário inventar e manipular dados; eles já são tão maus que os políticos podem ser utilizada a verdade.
      Marques Mendes foi uma autêntica desgraça neste assunto. O problema é que me põe a pensar se ele foi sempre assim ou se tomou algum remédio que o estragou. Até porque me parecia bom e sério tribuno. Se ele foi sempre assim, imagino a qualidade das decisões que tomou, quando governante.

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  19. André's avatar
    André permalink
    13 Maio, 2013 19:37

    Vê Vitor, num valor completamente aleatório (no fundo como aquele de cortar 4000 milhões na despesa do Estado), que tenho vindo repetidamente a propor, já se poupava 9,7% dos valores das pensões pagas pela CGA e SS em conjunto. Quer algo mais prático?

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  20. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    13 Maio, 2013 20:23

    Se as pensões fossem calculadas de acordo com a carreira contributiva de cada um acabava-se de vez com esta conversa mole sobre o calculo das pensões. Mas isso claro não convém mesmo nada aos mesários do orçamento e seus capangas e não compra votos. Porque o voto compra-se dando ao eleitor mais do que ele contribuiu. Todos conhecemos histórias escandalosas de pensões escandalosas pagas sem qualquer racionalidade. Mas só há histórias dessas na esfera das instituições publicas e nenhuma com privados. Porquê? Mistério da fé?

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    • André's avatar
      André permalink
      13 Maio, 2013 20:31

      Não houve um caso relacionado com o BCP há pouco tempo?… Da última vez que verifiquei aquilo era um banco privado, mas agora não tenho a certeza.

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        13 Maio, 2013 20:58

        O BCP era um Banco privado, mas passou a semi-público, por que foi assaltado pela CGD, que é o Banco do Estado.
        Por essa e por outras é que a CGD deveria ser privatizada. O mais breve possível. Até para abatermos dívida pública, que é enorme.

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      • André's avatar
        André permalink
        14 Maio, 2013 07:22

        “O mais breve possível. Até para abatermos dívida pública, que é enorme.”
        Boa ideia, aliás, vamos privatizar o maior banco do país, nos três maiores, aquele que dá menos prejuízo, depois queixemo-nos se o sistema bancário falir. É uma ótima opção.
        Que se saiba, essa coisa da CGD ter parte do BCP é uma treta. Mas claro, há uns quantos que continuam a apostar em dizer isso (pode ser que cole), começa a ser uma daquelas frases de direita, como a do Santana Lopes ser injustiçado. No fundo, aquelas tretas com que as pessoas se poderiam preocupar… se não estivéssemos em crise (e não houvesse jogos de futebol).

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  21. Manuel Silva's avatar
    Manuel Silva permalink
    13 Maio, 2013 20:46

    A propósito do, aqui afirmado, ser uma mera operação contabilística os facto dos funcionários públicos pagarem impostos, gostaria de recordar que o escalão de taxa de IRS dos casados ou em união de facto é determindado após a junção dos rendimentos do casal e divisão por dois.
    Funcionário público casado com privado que ganha menos vê a sua taxa baixar e o privado vê subir,. Passa-se o contrário se for o privado a ganhar mais.

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      13 Maio, 2013 21:00

      Ó Silva, explique lá isso melhor, que eu não entendi.

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      • Manuel Silva's avatar
        Manuel Silva permalink
        13 Maio, 2013 21:42

        Estava aqui a afirmar-se que era indiferente os funcionários públicos pagarem ou não impostos por o seu vencimento ser pago com dinheiro que provém de impostos.
        O que eu quis salientar foi não ser assim tão indiferente.
        Suponhamos o Zé professor a ganhar 20 mil por ano e a Maria escriturária no privado a ganhar 10 mil.
        Faz-se 20000+10000=30000
        30000/2=15000 e vai-se ver a taxa correspondente.
        Neste caso a Maria serviu para o Zé pagar menos imposto, isto é, menos retorno de dinheiro ao Estado.
        Se for o Zé a ganhar 10000 e a Maria 20000 teremos a Maria a pagar menos imposto do que “deveria” e o Zé a pagar muito mais..
        Portanto as coisas não são tão simples quanto parecem, mesmo considerando, como parecem fazer, que os funcionários públicos não fazem nada, não produzem nada.
        Não é feito o mesmo raciocínio relativamente a funcionários e admninistradores de, por exemplo, bancos, que se “limitam” a recolher o dinheiro do Zé, da Maria, do António, etc. e emprestá-lo, o dinheiro de outors, ao Gervásio que quer comprar uma casa ou abrir uma empresa.

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  22. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    13 Maio, 2013 21:03

    Que caso com o BCP? Explique-se sff.

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    • André's avatar
      André permalink
      14 Maio, 2013 07:18

      O BCP foi a tribunal há uns tempos porque considerava que a pensão que pagava a um antigo gestor (um gestor recente, não me lembro do nome, a notícia tem uns meses). Lembro-me que perdeu o caso e ia pedir recurso. Daqui a uns tempos é capaz de haver uma nova sequela.

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  23. Trinta e três's avatar
    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 22:23

      Aparece-me “página não encontrada”. Presumo que seja o texto mais adequado ao título.

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      • Manuel Silva's avatar
        Manuel Silva permalink
        13 Maio, 2013 22:41

        Talvez assim tenha menor dificuldade em ler o óbvio.

        Click to access 2013051331d318.pdf

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 22:50

        Eheheheh! “Minar a agenda pro-crescimento”!
        Soa a ameaça: “corta-me salário, não trabalho em condições”. No privado seria despedido.

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        14 Maio, 2013 00:03

        Lá está: o seu Excel funciona mal, porque o computador está nas lonas 🙂 No meu abre perfeitamente. Trata-se do tal anunciado estudo da OCDE, tão desejado pelo governo.

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  24. vm's avatar
    13 Maio, 2013 23:02

    A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves (ou outros equivalentes), recebe 7.255 euros de pensão por dez anos de trabalho.
    É a estes que querem cortar a pensão ? Apoiado.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 23:06

      A “proposta” do post eram 2000€. Obviamente inclui TODOS acima disso.

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      • vm's avatar
        13 Maio, 2013 23:11

        Não me parece justo. Assim voltaríamos ao tempo pré-Sócrates, onde para a pensão só contavam os melhores 10 dos últimos quinze anos. Não faltavam “jovens” a começar apenas a descontar aos 50 anos de idade…

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 23:14

        É um tecto na pensão, não a fórmula de cálculo ou os seus critérios. Tudo o resto, igual.

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  25. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    13 Maio, 2013 23:22

    Nem uma suposta revisão da Constituição levará a que os cortes na pensões – retroactividade e tsu – tenha pés para andar. Escusam de elaborar cenários, folhas de excel, pressão na c.social e nos blogs, chantagem. O cenário de medo não é suficiente para adormecer a revolta que vai pelo país. Quem não perceber isto vai ter surpresas.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      13 Maio, 2013 23:24

      Espero que não mudem regras de trânsito retroactivamente. Ou a grafia de uma língua. Há quem tenha carta e já tenha andado na escola.

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      • vm's avatar
        13 Maio, 2013 23:35

        ok, de acordo. Vamos ver o que astrólogo de serviço tem a dizer sobre isso. Da última vez que lhe fizeram uma dessas (Sócrates, outra vez. O homem era mesmo bom e tinha-os no sítio. Não era como este: Corta. Não corta. Corta. Não corta… bem, fica escrito que corta, mas não é para cortar) não descansou enquanto não derrubou o governo.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        13 Maio, 2013 23:53

        Estacionei há dias num local onde agora colocaram um sinal de estacionamento proibido. Será que ainda posso ser multado?
        (Tinha pensado nesta piada, mas o Vítor tinha de a estragar). 😛

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        13 Maio, 2013 23:53

        Estacionar aí é um direito adquirido, Fincapé.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        14 Maio, 2013 00:09

        já percebi que vcunha responde a (quase) todos os comentários, nomeadamente os que contrariam os propósitos do PREC II – processo de empobrecimento em curso 🙂

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        14 Maio, 2013 00:58

        Então, não sabe Vítor? O direito adquirido é só para quem tiver um topo de gama. Eu seria multado. 😉

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      14 Maio, 2013 08:07

      Portela, para este efeito, mais importante do que a Constituição é o pilim; e não havendo pilim para todas as mordomias, algumas temos que cortar.
      O problema é no escolher: no quintal do vizinho ou em todos? Só nas pensões mais elevadas ou em todas? Nas pensões dos que descontaram ou nas dos que não descontaram?
      Não sabe que o nosso dinheiro acabou? Anda a dormir ou quê ^?

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        14 Maio, 2013 11:47

        dormir? 7 horas são suficientes; adormecidos acerca de dinheiro/pilim andam sujeitos como o Tiro. Ouça o que se segue e diga o que pensa sobre 7,5% de imposto sobre os MILHÕES DE FUGA AO FISCO:
        .
        http://www.rtp.pt/play/p296/e117087/conselho-superior

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        14 Maio, 2013 14:06

        Portela, para este efeito, mais importante do que a Constituição é o pilim; e não havendo pilim para todas as mordomias, algumas temos que cortar.
        O problema é no escolher: no quintal do vizinho ou em todos? Só nas pensões mais elevadas ou em todas? Nas pensões dos que descontaram ou nas dos que não descontaram?
        Não sabe que o nosso dinheiro acabou? Anda a dormir ou quê ^?
        Estive a ouvir a senhora a ler o papel que escreveu, mas não aguentei até ao fim. Deu-me o sono e desliguei. Se tivesse continuado a ouvir, corria o risco de sonhar acordado com aqueles milhões todos, que ela sabe onde estão e de quem são, e que nos podiam safar. Mas, meu amigo, sonhos são sonhos e a realidade tem muita força. Prepare-se para apanhar um tombo na reforma, já que me cheira de que é um dos privilegiados…

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  26. vm's avatar
  27. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    14 Maio, 2013 00:11

    vitorcunha:
    “Soa a ameaça: “corta-me salário, não trabalho em condições”. No privado seria despedido”. Depende. Diz isso agora, porque vivemos uma situação desfavorável ao movimento reivindicativo. No entanto, eu que trabalho no privado, posso garantir-lhe que já assisti a situações bem mais extremas do que essa que usou no seu cenário. E esse é um dos nossos problemas, que tem que ver com a produtividade: grande parte dos nossos empresários ainda só funciona sob pressão. A integração dos trabalhadores no processo de decisão tão elogiado na Autoeuropa, é uma realidade há muito praticada em vários países, mas, apesar de já começar a ser feita em setores de maior exigência e formação, ainda é estranha entre nós.

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  28. FR's avatar
    14 Maio, 2013 00:29

    uma coisa eu sei: se eu estivesse à espera da minha…estaria bem tramado nessa altura. Os filhos dos atuais “futuros” pensionistas não se disporão a trabalhar para esses. Terão outras coisas para fazer. Assim: “f”

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  29. André's avatar
    André permalink
    14 Maio, 2013 07:58

    Já agora, também podia fazer uns gráficos com a despesa pública onde se impusesse um limite salarial de 3500€ por mês, tanto no Estado como nas empresas públicas? Era interessante ver quais seriam as hipotéticas poupanças se o Estado se limitasse a cortar onde há bastante dinheiro em vez de cortar nos que já ganham pouco. Já agora via-se quanto é que faltava para atingir os limites do défice deste ano, para se ver o que fazer com PPP e outras coisas.

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  30. José's avatar
    José permalink
    14 Maio, 2013 13:03

    Os números apresentados no quadro são mensais ou anuais?

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  31. Francisco Gonçalves's avatar
    Francisco Gonçalves permalink
    14 Maio, 2013 21:38

    Com tantos doutores no ESTADO, não se entende porque razão as contas do públicas estão disponíveis na PORDATA, ou será, que a geração da lousa e do ponteiro ainda não se enquadra com as novas tecnologias…

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