Stockholm Burning*

Pamela Geller escreve no seu blog: “a culpa é da exclusão social. A culpa é dos problemas de habitação. A culpa é da falta de respeito pela polícia (autoridade não-sharia). A culpa é de tudo excepto daquilo que realmente é. E a Suécia está a ser engolida”1. A agência RT é ainda mais assertiva quando escreve “Multiculturalismo a falhar: Primeiro-Ministro sueco apela à ordem enquanto os motins engolem os subúrbios de Estocolmo”2.
Um dos críticos do conceito moderno de multiculturalismo, Geoffrey Blainey, escreveu no seu livro de 1984 “All for Australia”, que este país se arriscava a criar “algomerados de tribos”. Em Outubro de 2010, Angela Merkel dizia que “imigrantes deviam aprender alemão” e “a abordagem para construir uma sociedade multicultural, vivendo lado a lado e gostando do outro… falhou, falhou redondamente”3. Entre 1984 e 2010 muita tinta foi gasta para ser prontamente despachada tacitamente como de desvarios de racistas e xenófobos. A necessidade do progresso, a régua e compasso, banalizou, sob forma do recentemente inaugurado Politicamente Correcto, o caminho único para a Grande Nova Ordem Mundial, a 3ª Via para a utopia socialista4.
Os progressistas da laicidade, verdadeiros kuffār, acreditam que a inclusão é feita através da exclusão dos nativos em excisão da sua matriz cultural, lutando contra crucifixos, como se a sua ausência pudesse apagar o ADN de um país fundado em paróquias. Da mesma forma, forçar o “progresso” através do casamento e adopção gay, o all-in, sem diferenças, de perfeita igualdade estatizante-burocrática, leva a frases como “os motins são muçulmanos, mas o desprezo islamico pela sociedade kuffar e jahiliyya5, nunca são considerados como a raiz do problema”6. Os progressistas, a cada novo esforço de integração de tudo e de todos, só aumentam o desprezo dos que não querem ser integrados, os que vêem estas integrações como mais um prego no próprio conceito que desejam, sob força de Lei, impor.
Devíamos mesmo começar a discutir isto, enquanto – para Portugal – ainda há tempo7.
1 Minha tradução amadora do original: “Social exclusion is to blame. Housing is to blame. Disrespect for the police (non-sharia authority) is to blame. Everything and anything is to blame except what’s actually to blame. And Sweden is getting swallowed whole”.
2 Minha tradução amadora do original: “‘Multiculturalism failing’: Swedish PM pleas for order as riots engulf Stockholm suburbs”.
3 Minha tradução amadora da tradução para inglês da BBC: “the approach [to build] a multicultural [society] and to live side-by-side and to enjoy each other… has failed, utterly failed”
4 Pode ser a 4ª, 5ª ou 3823ª. Ninguém está verdadeiramente a contar.
5 jahiliyya na Wikipedia.
6 Minha tradução amadora do original: “the riots are Muslims, but the Islamic contempt for the kuffar and jahiliyya society is never considered as a root cause”.
7 No entanto, imagino que todos os esforços serão direccionados para arranjar o melhor insulto igualitário, tolerante e verdadeiramente democrático sobre a xenofobia do autor deste texto.

Não acho que seja necessário. Cá, os de fora e mesmo os de dentro estão a pôr-se mas é na alheta.
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Portugal já não está nada a tempo. Acontece aqui porque somos pequeninos os problemas são um bocadinho mais pequenos. Basta lembrar o que aconteceu outro dia num comboio que ia, salvo erro, para o Barreiro.
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Pode piorar. Pode piorar muito, mesmo pequenino e periférico (a Suécia também é “pequenina” em termos de população). E a Andaluzia está aqui ao lado.
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Já agora, o Alentejo e o Algarve estão cá dentro.
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vitorcunha:
Desta vez, não se trata de ser mais ou menos progressista, mais ou menos pela integração. O seu discurso é o do senso comum. Ponto. Esquece-se de dizer que a xenofobia e o racismo é diretamente proporcional à insegurança e, sobretudo, àquela que resulta do perigo do desemprego. Ainda não há muito, havia quem jurasse nestas tertúlias que a maioria dos presos de delito comum em Portugal eram romenos. Depois, acabou por se chegar à conclusão de que, afinal, eram… portugueses.
As sociedades humanas cresceram “multiculturais”, na medida em que nenhuma permaneceu estanque. Pela parte que nos toca, fenícios, gregos, cartagineses, romanos… outros “magrebinos”, continuando por franceses, ingleses, etc., etc. Do mesmo modo, muito do “sangue” holandês é luso, assim como francês, americano, asiático. Claro que, perante a situação atual, não espanta ouvir as autoridades suíças preverem a limitação à entrada de iimigrantes. Eles não só não são causadores de problemas como, até agora, eram desejados.
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Vitor Cunha, eu sou defensor do Estado laico e da sociedade livre, como tal quero fazer-lhe algumas perguntas.
Primeiro, tendo em conta a globalização, não só económica, proporcionada pelo liberalismo e pelas recentes inovações nas TIC, mas também social e cultural, acha viável continuar a ter crucifixos (já que foi o referido no seu texto) nas salas de aula? Não acha que isso serviria apenas dar motivos para uma revolta?
Segundo, “a abordagem para construir uma sociedade multicultural, vivendo lado a lado e gostando do outro… falhou, falhou redondamente”. Acha mesmo que isto é verdade? Quando eu vou no metro (por exemplo) não vejo a diferença de tratamento entre árabes, negros, chineses. É um caso em que todos estamos juntos, nem que seja por necessidade. Outro caso, quando vamos a um hospital, todos (à exceção de ciganos, mas esses são um caso à parte, dada a complexidade da sua etnia), estão ordeiramente na sala de espera, enquanto não são atendidos. Há mais exemplos, mas dois chegam.
Simplesmente, não podemos culpar a multiculturalidade por haver uma cambada de putos que precisam de atenção e que se aproveitam das crises económicas para ganhar poder. Se um conjunto de criminosos se une para cometer crimes usando uma desculpa religiosa, então são duplamente criminosos. Primeiro, pelo crime em si, segundo, por desrespeitarem a sua pretensa religião e a dos outros. Para se combater os extremistas islâmicos com t-shirts adidas e ténis nike há um bom remédio, chama-se polícia. Não é preciso andar com discussões ideológicas sobre multiculturalismo.
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Longe de mim tentar explicar extremistas. A minha associação é bem mais simples: quem vem de fora integra-se e não dá problemas no metro. Depois têm é filhos que ouvem as maravilhas do Estado Social sem conseguirem perceber que foram também os pais integrados que o foram pagando.
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Nem mais.
Façam um pequeno exercício, coloquem-se numa estação da CP e verifiquem quantos passam com um bilhete naquele cancela reservada aos carrinhos de bebé. Um funcionário contou-me todo descontraído que já viu passarem sete.
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Oiça, se os filhos têm problemas de integração devido ao Estado Social (o que sinceramente duvido, acho que eles são é parvos) têm bom remédio, o mesmo que os portugueses: votem em quem acham correto. Entretanto, cumprem a lei. Se não a cumprirem, temos polícia e prisões iguais à dos outros cidadãos, é rápido e prático.
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Há uma expressão idiomática em Inglaterra: “race card”. Tal como num jogo, basta tirar o cartão e ameaçar o adversário de racista.
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Dou-lhe outro exemplo da subtileza da coisa: quotas em grupos parlamentares. Aquilo que se chama “discriminação positiva”, um excelente exemplo de doublespeak orwelliano.
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Acredite que não lhe estou a chamar racista, compreendo o seu ponto de vista, simplesmente acho que está errado.
Já agora, fui muitas vezes apelidado de racista por ter dito que não simpatizava com nenhuma raça ou etnia em plena aula, simplesmente, tento adotar uma posição de completa neutralidade. Considero que todos somos iguais e tempos iguais capacidades. Acho essas medidas das quotas de uma falta de caráter, o que deve ser feito é dar iguais oportunidades a todos, independentemente do sexo, raça, religião, por aí fora.
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Eu estou de acordo: igual oportunidade é o oposto de quotas.
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Deixam entrar a mão de obra baratinha à “balda”, porque dá muito jeito , depois, não se lembram que essa horda que aqui entra, com todos os seus usos e costumes e só têm uma finalidade. Destruir e por vingança !
Tantos políticos bem pensantes(?) e não querem ver…nada !
A Europa, está a ser ocupada e ninguém dá por isso ?
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O multiculturalismo fez da América o país que é.
Apesar do KuKluxKlan.
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Nos EUA não há benefícios sociais a colher que justifiquem a comparação.
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Não há?! Tem a certeza, senhor Cunha?!
Olhe que eu não estaria tão certo disso.
Grosso modo (e mutatis mutandi) os EUA não passam……de um Estado Social.
São, apenas, uma social-democracia um tanto ou quanto um poucochinho mais “forreta” que as europeias.
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Mas é claro que há benefícios sociais nos States, ainda que em alguns estados, como Kansas e Missouri, esteja dependente de um teste à urina.
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Há benefícios e até podem ser gigantescos. Todos os programas sociais agregados podem chegar a rendimentos do tipo de $70000/ano. Apenas um dos programas, o apoio à renda Section 8, pode chegar a pagar até $3000/mês (depende dos locais).
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Já agora, poucas pessoas sabem que a espinha do KKK era Democrata.
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Pois. Mas aos poucos os dois partidos cruzaram-se um com o outro e seguiram caminhos para os seus contrários. Há muito tempo.
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Há 45-50 anos, sim.
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Já nem sequer temos o Dia da Raça…
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Um texto ‘adequado’ para um País a caminho de um novo ciclo migratório…
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“A caminho”? Tem estado fora?
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Em Outubro de 2010, Angela Merkel dizia que “imigrantes deviam aprender alemão
.
Vindo da Merkel pensei que ia recomendar estudo do francais…
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Muito bem, podemos começar a discutir. Que sugere o Vítor Cunha que se faça? Que se reinstalem as fronteiras com Espanha? Como pretende o Vítor Cunha impedir a imigração? E não acha que, impedindo-a, haverá problemas sérios a nível de força de trabalho?
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Não estou a concorrer a eleições para legislador.
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Bem, Você disse que se devia discutir o assunto… afinal não quer?
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Força aí. O post ou suscita comentário ou não. Se suscita, comente. Tenho um certo historial de comentar comentários.
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Grande deceção, Vítor Cunha. Ainda ninguém lhe arranjou “o melhor insulto igualitário”, por uma razão.
Para haver um melhor insulto, terão de existir pelo menos dois.
É que às vezes a razão tem dificuldades em permitir contra argumentos. Embora permita correções de pormenor.
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Está a falar antes do tempo, Fincapé. Ainda é muito cedo.
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É capaz de ter razão. A esquerda até costuma defender o extremismo islamita só para ser contra a cultura social europeia. “Benzós” Deus.
Como vê, a minha esquerda não é bem essa.
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Mal por mal, o que se tem passado por Portugal tem sido menos mau do que estes multi-culturalismos do norte da Europa, que começaram precisamente no Reino Unido, onde esta semana tivemos um acto bem pior do que estes motins.
“Em Roma, sê Romano” – funciona há 2.000 anos, e vai continuar a funcionar.
Por aqui sempre tentámos integrar Cabo Verdianos, Ciganos, Guineenses, Ucranianos, Brasileiros – passaram a ser portugueses, tratados como portugueses, e com os direitos e deveres de portugueses.
Os ciganos foram os mais difíceis (mais caros) porque foi preciso acabar com o nomadismo (basicamente foi necessário proibir a vida em tendas), obrigando-os a ir viver para bairros sociais, e pagando-lhes mensalmente o RSI.
A verdade é que ficara dependentes do Estado, e assim mais “mansos”, pois agora correm o risco de perder a casa e o RSI se se portarem mal.
Foi assim que percebi como é que os estatizantes (de direita e de esquerda) pretendem dominar a sociedade – criando-lhe dependências, para se manter mansinha…
Assim, os filhos dos imigrantes (e ciganos) têm-se integrado, sendo o melhor indicador disso os casais interraciais, e respectivas crianças. Não é por acaso que o Brasil é o verdadeiro melting-pot: é uma herança portuguesa.
Nos países multi-culturalistas, não há misturas de sangue, e não admira que nos EUA não exista um melting-pot, mas sim um mosaico se culturas: é uma herança inglesa.
A criminalidade elevada entre os negros nos EUA (e no futuro o KKK) são agora replicados na Europa com os filhos de imigrantes de culturas “diferentes”, que basicamente padecem de um mal: inadaptação civilizacional.
França está a caminhar no nosso sentido, tentando transformar os milhões de franceses de ascendência magrebina em cidadãos com civilização ocidental. Já incluem ministros árabes nos governos (Sarkozy foi o primeiro a fazê-lo, com a Datisha), mas temo que seja tarde: são milhões deles….
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Já viram a última? Morreu um português na Suécia, o nome dele é Lenine (verdade, está em destaque no Sapo, a notícia é do Expresso). Duvido que haja muita gente neste blog triste com a morte dele, afinal, o nome dele é odiado por muitos aqui, em especial pelo expatriado, já que aquele português deve ser também um “marciano” e “extra-terrestre” (ainda que extraterrestre se escreva tudo junto).
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Pode escrever extra-terrestre como quiser. Obrigado pela notícia, post virá já a seguir.
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De acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa (primeiro resultado no google) é mesmo extraterrestre e não extra-terrestre. Já vi o post, está interessante.
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Cá está a deriva liberal do Vítor, nesta caso, em relação à escrita. André, por favor, não escreva extraterrestre assim: @&#)%}§@#. É que depois não percebo nada. 🙂
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É BEM FEITO.AQUELES GAJOS SÃO UNS MERDAS
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Os ‘globalization-lovers’/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) SÃO UNS NAZIS DO PIORIO:
– veja-se o que os ‘globalization-lovers’/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) fizeram aos nativos norte-americanos: houve Identidades Autóctones que sofreram um Holocausto Massivo;
– veja-se o que os ‘globalization-lovers’/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) estão a fazer no Brasil aos nativos da Amazónia;
– etc.
Mais, para os ‘globalization-lovers’ made-in-USA as causas suficientes para desencadear uma guerra são quase infinitas!…
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P.S.1:
Uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum. Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço.
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P.S.2.
-> Não é com um partido nacionalista que Portugal vai conseguir SOBREVIVER!…
-> Para sobreviver Portugal precisa de um Movimento Nacionalista que ‘corte’ (SEPARATISMO-50-50) com os «portugueses-do-prego» (leia-se, os portugueses que estão a colocar Portugal no prego).
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De facto:
– os portugueses-do-prego não defendem uma estratégia de renovação demográfica – média de 2.1 filhos por mulher; [nota: os portugueses-do-prego gostam de se armar em parvinhos-à-sérvia… vide Kosovo]
– os portugueses-do-prego falam em despesa NÃO ENQUADRADA na riqueza produzida… logo e depois:
1- vendem recursos estratégicos para a soberania… à alta-finança/capital-global;
2- depois de conduzirem o país em direcção à bancarrota… começam a proclamar federalismo, federalismo, federalismo (leia-se, implosão da soberania).
Mais, muitos portugueses-do-prego adoram evocar motivos… que ‘justifiquem’… o fim de Portugal.
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P.S.3.
Nazismo não é o ser ‘alto e louro’… mas sim a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros!…
Os NAZIS ‘globalization-lovers’/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) andam numa busca incessante de pretextos… para negar o Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones.
Os SEPARATISTAS-50-50 não têm um discurso de negação de Direito à sobrevivência… os separatistas-50-50 apenas reivindicam o Direito à Sobrevivência da sua Identidade: leia-se, os ‘globalization-lovers’ que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
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O terrorista Breivik tambem acha que o multiculturalisno deve acabar à bomba e à metralhadora. Fico a saber que muita gente daqui ja leu o Manifesto do Norugues antimarxista e liberal económico da escola austríaca.
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Também? Já deveis ser uns dois.
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