nada mais para legar
Portugal deve alguma coisa a Paulo Portas, e mesmo os seus detractores não enjeitarão agradecer-lhe O Independente, reconhecer-lhe a mestria de ter transformado um cadáver putrefacto – o CDS – num partido de governo e de ter entregue um partido à direita, o que sucedeu pela primeira vez após o 25 de Abril. É muito, é quase imenso para um político que se reforma apenas com 53 anos de idade.
Mas, apesar de tudo isto, Paulo Portas não deixa um projecto político, nem foi capaz de o criar. O CDS é «o partido do Paulo» e, apesar do brilhantismo do «Paulo» ou, se calhar, por causa dele, o CDS não tem alma própria, nem existência real, o que é bem visível na quase inexistência autárquica do partido. Se alguém estiver interessado em encontrar no CDS, não digo um programa político ou uma ideologia, duas ou três ideias avulsas que o caracterizem politicamente, não será fácil achá-las. E se procurar por dirigentes que tenham contribuído para definir o CDS (ou parte dele) achará, nos últimos anos, apenas dois nomes: António Pires de Lima e Adolfo Mesquita Nunes. Infelizmente, ambos já anunciaram que se vão afastar do partido e da política.
O problema da demissão de Paulo Portas não está, assim, em encontrar-lhe um sucessor. Nomes e candidatos não faltarão. Mas no facto do carisma de Portas não se transmitir «mortis causa» e do CDS não ter mais nada para legar.

Paulo Portas sabe bem porque sai do pp, escolheu o quando e também saberá para quê.
Goste-se ou não, eu não gosto, é um político “a sério”.
No protetorado não se pode seriedade na política.
Todos os dias se vê isso nos media da tv.
Parece até haver que tenha medo da decisão do Paulo Portas.
Porque será?
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– a mesma irrelevância política que responde pelo nome de José Ribeiro e Castro que passava o tempo a queixar-se de que o PP era o “Partido Portas” é quem agora se queixa de que o PdF não deveria agora abandonar o partido nesta fase decisiva.
– à boa maneira portuguesa, diria que se Paulo Portas se está afastar da liderança poderá estar para ser indiciado num qualquer processo que aí virá. Claro que é um bitaite.
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Um taxista esperto que peça quanto antes licença para operar em exclusivo e o mais perto possível da porta da sede do C”DS”-PP.
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Que triste este Portugal, realmente quem nos últimos anos mostrou dentro do CDS politicas de defesa dos pequenos portugueses não avançam, os que se perfilam são da mesma cepa do Portas, mais socialismo.
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Também não será bem assim… No “CDS” sempre existiram bons políticos. Vamos lá é a ver o que vai sair do “PP”! Mas o Nuno Melo é capaz de estar à altura das exigências.
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Análise ponderada e reforço o nome de Adolfo Mesquita Nunes. Mas a comunicação social já está a escolher o “boneco” que mais jornais vende, assim tipo investimento, como fizeram as empresas de telecomunicações nos clubes da bola. Não sendo assim, quem for do PSD e se houver mudança de liderança para Rui Rio/ José Eduardo Martins/Paulo Rangel ou outro, existe a esperança de voltar às maiorias Cavaco. A situação do país é gravíssima e não vamos lá com o governo dos 4.
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Esta jeringonça de direita,(CDS) colocam o caus no pais e quando o pais precisa que expliquem o que aconteceu., desaparecem deixando qual baratas bebedas os seus apaniguados cada um a disparar em sua direcção. Ainda nos falta assistir á. debandada do outro elemento da quadrilha , o PSD/PuF. De Cavaco não se vai ver nada porque ele nunca existiu. Mas está tão grudado ao lugar que tenho muita duvidas que queira sair e depois as cagarras???? Que tristesa de direita. O unico que tinha algum carisma mataram-no ás proprias mãos. Triste direita.
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Bolota pá
Essa coisa da história ficcionada interessa ao Rosas e a outros mongolóides do mesmo género. Para os tugas o que interessa é quem vem amanhã e o que pode fazer, depois do monhé se enfiar no buraco de onde nunca deveria ter saído.
Sobre o Carneiro e o seu assassinato, lembra-te que os terroristas da época eram mais do grupo do pai das esganiçadas do bloco que das outras vertentes.
Agora de direita é que não sei do que estás a falar, do Portas (agricultores, pescadores e pensionistas) não será certamente
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Não podia estar mais de acordo.
Se não fosse o Paulo, Portugal não tinha uma, pequena, frota de submarinos e o Jacinto Leite Capelo Rego não tinha sido benemérito do CDS-PP
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Quem fez o contrato promessa de seis submarinos e em que condições? E com que penalidades no caso de retração?
Veja lá bem, que pode estar a dar crédito pelos submarinos à pessoa errada.
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O CDS-PP quase que foi, não é, é infelizmente nunca será um partido de direita.
Bem precisávamos de um.
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Se houvesse moderação, deixava-lhe um +1000, Fado Alexandrino.
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antes do mais: mortis causa? veremos. Mais facilmente estou a vê-lo em comentador na TVI de Marcelo presidente passado um ano de licença sabática. E, claro, retirado da vida política activa até ao dia em que as velhas dos Bom Dia Portugal, a rapaziada da noite do bairro alto e os subsidiários da teta da PAC apelem ao seu sentido patriótico para que se candidate a presidente da república;findos os dois mandatos de Marcelo, pois claro.
Quanto ao resto é o que é: foi democrata-cristão, foi liberal, foi de direita, foi tudo e alguma coisa. Jesuítico é a expressão; saído da escola de S. João de Brito. Diz que uma coisa é branca para querer levar os outros a pensarem que é amarela.
De resto lembra muito Charles Maurras e a Action Française: queria este que a religião católica voltasse a ser religião de estado em França, ainda que pessoalmente fosse ateu. Quem pôs ordem na coisa foi o Papa Pio XI. Por cá dá gozo ver como Portas põe os padres a bailarem ao toque do pasodoble da economia social.
Quanto aos princípios éticos, faço minhas as palavras que José Manuel Durão Barrosos lhe dirigiu num debate televisivo aí por dois 2002: “o senhor não tem honra!”. Bem poderia ele ter respondido como aquele personagem de um filme antigo com a Julie Andrews: “não acreditas na honra? não. Acredito na felicidade”. E muito tem ele gozado com o pagode.
Quanto a CDS e ideologias é coisa que não existe: o CDS é um estado de alma, um rematar de condição social, não se mistura com o PSD. Este é formado na sua larga maioria por gente de baixa extração social que soube melhorar de vida ou cujos pais assim o conseguiram. O CDS não é isso: o CDS são os netos e bisnetos dos notáveis do Estado Novo, a rapaziada que lá pelas metrópoles e aldeias da Beira e do Minho se julga filhos de algo. Filhos de peixieira com bom aviamento é coisa que nem lhes passa pela cabeça. Mesmo que o filho da peixeira tenha conta bancária mais abastecida. São gente de qualidade, ou assim se pensam.
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Mas quem fez a dívida está de novo no poder, a alambazar-se ao tacho que foi sendo cheio pelos anteriores, do qual Costa fazia parte.
Se o CDS é Jet Seis que aspira a ser Jet Sete, o PS é uma sanguessuga que treina para ser vampiro. O PCP está desesperado por formar mais uma nova classe de esbirros, mas esbarra na sua menoridade e na sapiência de que 1975 se pode repetir de novo. O BE e o PAN são tudo o que quiserem, desde que lhes dêem um iPhone novo com acesso à Internet.
Mil vezes a direita envergonhada da PaF que a esquerda autêntica dos restantes.
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Do qual Costa NÃO fazia parte. Vai de errata, que ainda sou humano.
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Paulo Portas, para sobreviver poliiticamente ao “irrevogável” preecisava de tempo no… Governo. E ir sobrevivendo à sombra de Passos Coelho. Gorada a hipótese de um governo PAF ele estava morto politicamente.
Poderá recuperar do episódio do “irrevogável”? Uma travessia do deserto pode ser tentada mas duvido muito que recupere. Passará a “senador” e fará política de outra forma. Ele tem contas a ajustar com a esquerda e tudo fará para que esta pague e ele possa tentar recuperar.
Mas ao contrário do que se pensa, o CDS de hoje já pouco tem a ver com aquele do Amaro da Costa. E sobreviverá politicamente com outros líderes, sejam ou não delfins de Paulo Portas.
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A fantástica Ana Gomes – que não hesita em meter uma cunha para empregar a filha – nunca encontrou nada de substantivo sobre os submarinos que foram comprados pelo PS, e que até eram 3 antes de o Paulo Portas ter cortado um…
Indiscutível pelo menos é isto: se não fosse o Paulo Portas ainda hoje andávamos para limpar a merda que os espanhóis tinham para aqui empurrado com o Prestige…
Quanto ao resto e como diz o grande Mourinho «dogs (neste caso xuxas & comunóides & Ana Gomes) bark and the caravan goes by».
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Do alto da sua infalibilidade o bolota proclama o “caus no pais”.
Em breve poderá dizer que o caos está à vista.
Vai ter razão, no dia em que tiver mesmo razão as caixas multibanco avariam.
O bolota anda acossado pela náusea que lhe causa o capital.
Ele é neto de Roquentin, mas nunca conheceu o avô.
A obediência à praxis, a fé serôdia no proletariado e a obediência cega aos que caluniam, sabotam e destroem por baixo da bandeira do “nosso povo”, debalde lhe enche a alma vazia, inunda-lhe os miolos e entorpece-lhe a razão.
Para já, no protetorado há 1 em 5 a pensar como ele.
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“Portugal deve alguma coisa a Paulo Portas…”
Discordo completamente.
Paulo Portas é que deve quase tudo a Portugal.
Assim como quase todos os políticos profissionais.
É preciso e urgente desmontar o mito da política como atividade nobre.
A política foi, desde sempre e quase sem exceções, o instrumento que as classes dominantes usaram para controlar, dominar e explorar o povo.
Os pequenos passos que se foram dando em sentido contrário não passaram de pequenas concessões, ao jeito de válvulas de segurança, para que o tacho não rebentasse de vez.
Gostava de acreditar que a guinada inédita do PS para a esquerda representasse, no mínimo, mais uma dessas concessões.
Mas começo a ter dúvidas.
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O CDS-PP vai renascer com Assunção Cristas.
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A não ser que apareça por aí um falado video da moça enquanto jovem
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Dentro de pouco a “política” portuguesa vai mudar.
O CDS poderá ou não ter lugar, tal como outros partidos.
Mas para o Paulo Portas o lugar que ele aspira não irá desaparecer.
Perguntem ao Marcelo.
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