«Novas oportunidades»:
30 Janeiro, 2008
Dantes, um ministro acusado em tribunal de utilização indevida de dinheiro dos contribuintes, demitir-se-ia.
Agora, parece que é currículo para ser nomeado.
Dantes, um ministro acusado em tribunal de utilização indevida de dinheiro dos contribuintes, demitir-se-ia.
Agora, parece que é currículo para ser nomeado.
Mas temos aqui a resposta do nosso engenheiro-mor a essas criticas:
GostarGostar
“O último episódio desta história foi protagonizado pelo Tribunal de Contas, cujo Ministério Público acusou 26 dirigentes do Ministério da Saúde de actuação negligente no acompanhamento do contrato do Amadora-Sintra, exigindo-lhes indemnizações da ordem dos 80 milhões de euros”.
semanário expresso
O ESTADO tem de pagar 38,2 milhões de euros à sociedade gestora do Hospital Amadora-Sintra por incumprimento do contrato em 2000 e 2001. A decisão do tribunal arbitral, criado para dirimir o conflito entre o Ministério da Saúde e o Grupo Mello, foi tomada por unanimidade e é inteiramente favorável ao segundo. O Estado alegava ser credor de 77,9 milhões de euros. O acórdão do tribunal arbitral, a que o EXPRESSO teve acesso, contraria também a tese do Tribunal de Contas, que acusou os dirigentes do Ministério de atitude negligente no cumprimento deste contrato, exigindo-lhes 80 milhões de euros de indemnização por danos ao Estado.
O porta-voz da «José de Mello Saúde» manifestou-se «muito satisfeito». «Este desfecho dá maior confiança aos privados» que queiram concorrer a parcerias com o Estado no sector da Saúde, disse.
Que chatice.
GostarGostar
A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) levou a cabo uma investigação na unidade hospitalar que resultou nos 18 processos disciplinares, a elementos como os 15 membros dos três últimos conselhos da ARS de Lisboa, presididos por Ana Jorge, Manuela Lima e Margarida Bentes, por não acompanharem o contrato de gestão do Amadora-Sintra, que é gerido pelo grupo Mello.
Entre 1996 e 2001 o Estado terá sido lesado por ter pago, a mais, 75,6 milhões de euros aos gestores daquela unidade de saúde.
A IGF denuncia ainda que nos últimos cinco anos os pagamentos da ARS foram feitos ao hospital praticamente sem controlo, por terem sido descurados todos os mecanismos de acompanhamento e controlo do contrato de gestão, o que configura a violação de deveres de zelo, obediência e Lealdade e pode indiciar o crime de participação económica em negócio.
Grande azar.
GostarGostar
Ai , Gabriel ,não me diga que ainda não tinha reparado que, de há uns vinte anos para cá , condição essencial para chegar a cargos de governação é ser corrupto , ou no mínimo , dar sinais claros de que é corruptível? E leal à corrupção dos que já lá estão?
GostarGostar
Só há vinte anos ?
O que não havia era blogues.
GostarGostar
Expliquem-me como seu fosse muito burrinho.
Porquê que a uns, pede-se nomes, provas e tudo e mais alguma coisa, quando esses gritam bem alto que a corrupção domina o Estado? E a outros, não se lhes exgige o mesmo tratamento?
“Bem gostaria de saber, mas é fácil adivinhar, o papel que os interesses da indústria e do comércio farmacêutico, a quem Correia de Campos cortou um bocado dos seus fabulosos proveitos, teve na óbvia campanha de “assassínio político” do ex-Ministro da Saúde. Como é bem sabido, os interesses não dormem…”
Vovo Cantigas, na http://causa-nossa.blogspot.com/2008/01/remodelao.html
De facto, este senhor é um prato. Quem lhe espetou com a alcunha Vovo Cantigas, acertou completamente.
Por fim, escreve o Vital Moreira e com uma certa razão. Mas só uma certa…
“Quando pessoas lúcidas como o [comentador-nota minha) deixam de dar importância aos erros de previsão económica, por muito evidentes que eles sejam ou pareçam, significa que chegamos à fase da cafrealização…
Desculpe a dureza da observação, mas é isto mesmo, infelizmente, o indiferentismo que começa a grassar entre as pessoas responsáveis do País.
As exigências ficam reservadas para a Oposição, que tem de apresentar medidas, sugestões, soluções, para facilitar a vida ao Governo…
Nessa versão politicamente correcta, a Oposição é vista como uma espécie de assessoria do Governo, trabalhando para lhe facilitar a vida – e depois ser acusada, curiosamente, de não ser capaz de fazer oposição…”
Tem razão num ponto. A caitrafada de agentes bem-instalados pelo desgoverno exigem mil e um medidas alternativas. Mas o desgoverno não sabe o que há-de fazer, quanto ao problema em questão. Mas por outro lado, exige-se que além de criticar, a oposição apresente alternativas.
Mas até nesse aspecto o Filipe Menezes, valha a verdade e por muito que não se goste dele, entre as “élites”, tem um projecto alternativo e até bem sensato e no bom caminho. Só que há muitas vozes que preefrem dizer que não conhecem as alternativas porque fazem de conta que não existem. Mas isso até nem é bem culpa dos colaboracionistas deste degsoverno. Mas do próprio Menezes e seus aliados, que deixam-se perder tempo com a oposição interna.
Aliáz, Menezes está a cair num erro que lhe pode vir a ser fatal. Embora com a sorte que está a ter, se calhar nem lhe irá provocar beliscaduras de maior. É que, quando se está na oposição a um desgoverno em acelerada decomposição fétida e putrefactante, deixa-se os opositores do partido a falarem sózinhos, concentrando-se apenas nos comentários ao país e nas propostas ao postugueses. Foi, aliás assim, que o Guterres passou por cima das críticas de um dos seus inimigos fidagais, o famoso “Peixe Profundo”, que soltou a célbre expressão assasina, “frenesim, frenesim”.
Porque, quando o líder da oposição vai às TVs e diz: “se eu fosse governo e usasse estas determinadas medidas, estes determinados acontecimentos não aconteceriam. Como os famosos nascimentos nas ambulências. Ou um apertar do cinto dantesco, por parte dos portugueses.” Os portugueses estão a ouvir o futuro Primeiro-Ministro e não o líder da oposição, que até comenta a vida interna do partido em público. Para tal usa-se as “muletas”.
Mas vamos a coisas mais sérias. O Pinócrates chegou a um beco sem saída. Mas poucos ainda o entenderam. E as medidas “prodigiosas” apresnetadas hoje mostram isso mesmo. E qual é esse beco sem saída? Simples. O Pinócrates estava convencido que a economia portuguesa cresceria até pelo menos 2013. E que a próxima recessão económica internacional só atingiria Portugal lá para 2013. Fazendo juz à tradição das últimas duas recessões portuguesas, que atingiram o seu fundo em 1993 e em 2003.
Ora, o Pinócrates estava convencido que chegaria ao poder, fazia umas mini-reformas, fazia muito barulho por nada, aumentava fortemente os impostos e depois, quando a economia portuguesa estivesse a surfar o ciclo internacional da alta, ele fazia uns números de circo e ganharia as eleições à vontade. Ora, o Pinócrates estava tão convencido disso mesmo, que até pensou que o forte arrastão fiscal não daria demasiados apertos nos bolsos dos portugueses, logo teria a reeleição garantida. Daí que não tinha um Plano B. Para enfrentar uma eventual crise económica internacional, numa altura em que a economia portuguesa estoiriu com o forte arrastão fiscal. Ora, esse é o problema do Pinócrates. Ele não sabe o que fazer para enfrentar os maus tempos que se avizinham. E tanto é assim, que ele enceta a fuga para a frente, convencido que só com discurso de confiança, isto ia lá ao sítio. É por isso que o desgoverno está optimista quanto ao crescimento económico. Ele não sabe o que fazer com o país em recessão económica.
Pior ainda. Ele apostou tudo em como teria Portugal a surfar a onda de forte crescimento económico internacional. Só que, com o famoso arrastão fiscal, o Pinócrates afunda ainda mais o tecido produtivo. Que vê-se a braços com um erro monumental do Pinócrates, que é a forte carga fiscal, ainda a forte subida dos preços das matérias-primas e das taxas de juro. O Pinócrates está encurralado sobre a sua própria política económica e orçamental. Pior ainda. Uma eventual recessão muito profunda irá abalar a sua fonte de receitas fiscais, o que lhe impedirá o famoso eleitoralismo, dos cheques-milhões, para enganar o Zé da Chipa.
O Pinócrates criou uma imagem de “animal feroz”. Mas essa imagem está a virar-se contra ele. Porque estes “animais” só sabem um caminho. Esse caminho falindo, como hoje é evidente aos portugueses, ele autodestroi-se, pois a imagem do duro não chega para enfrentar os tempos díficeis, sorrindo aos portugueses prometendo o Oásis.
O Pinócrates não sabe o que fazer para evitar uma depressão económica. Por isso nega-a. E há-de sempre negar, até que os números não enganarão muito mais. Nessa altura, ele atribuirá as culpas aos outros do seu estrondoso falhanço. A culpa será dos grupos de interesses, da imprensa, do petróleo, do Trichet, do euro, da crise internacional, etc. Por enquanto diz que estamos melhor preparados para enfrentar os maus tempos que se avizinham. Mas, ele próprio no fundo já o sabe, não o estamos. Não o estamos nem ele sabe o que fazer para evitar a depressão económica. Até lá vai fazendo o seu número de circo. Que é vender meentiras ao país, prometendo o Oásis, na sua tradicional propaganda. Só que isso já não chega, como bem demonstra o asco que os portuguese tiveram ao Correia de Campos, rosto mais vísivel do desgoverno da saúde.
O Pinócrates chegou ao fim. Ele está num beco sem saída e, em breve, a sua famosa irritabilidade o irá trair, quanto menos ele próprio esperar. A sua personalidade de plástico começa a ruir e virá ao de cima a sua verdadeira personalidade iracível e de falta de empatia social.
O Pinócrates já era. Vai ser divertido, até às eleições legislativas de 2009, assistir à sua queda política. E mais divertido será quando os que com ele colaboram, começarem-no a trair às claras. Até porque as gravações do INEM foram bem recolhidas por alguém ligado à máquina do Estado. Quem terá sido o socialista que preparou a queda do Correia de Campos 😉
Portugal está a estoirar. Mas com ele levará o Pinócrates, o PR, a AR, tudo! Não vai ficar pedra sobre pedra. 😉 Serão as dores de parto de um novo regime? Assim o espero. Um regime verdadeiramente democrático, livre e onde exista um Liberalismo, para permitir a Portugal libertar-se deste jugo fascizoide, herdado do salazarismo bacoco.
O futuro está nas estrelas. 8)
GostarGostar
Só umas breves rectificações. O texto a que refiro como sendo do VM pertence a Tavares Moreira, como era fácil de perceber se eu tivesse metido a fonte convenientemente. Está aqui para o comprovarem:
http://quartarepublica.blogspot.com/2008/01/crescimento-em-2008-desafio-zona-euro.html#comments
Pelo facto, peço as mais sinceras desculpas ao verdadeiro autor do texto referido, Tavares Moreira, ao Vital Moreira, por atribuir declarações pertencentes a outro autor e aos leitores do Blasfémias, por este meu erro involuntário.
Não podendo editar, acontecem estas coisas. 😉
GostarGostar
É o natural aperfeiçoamento desta nossa democracia…
GostarGostar
os contribuintes pagam
os dirigentes esbajam
alguns comem tudo
são tantos que o pritibói não conhece os bóis pelos nomes
novas oportunidades: cursos superiores dominicais
tirei os meus cursos em universidades credenciadoas fora do rectângulo mal frequentado por politicos
GostarGostar
Sinais de desorientação geral, mesmo nas instituições científicamente mais credíveis:
“Uma troca de cadáveres provocou, ontem, cenas de choro e indignação à porta do IPO- Instituto Português de Oncologia, no Porto. As famílias dos defuntos teceram duras críticas aos responsáveis pelo “desleixo e insensibilidade” e, chocadas com a situação, prometeram exigir o apuramento de responsabilidades. “Foi uma vergonha”, garantem (JN).
Azar.
GostarGostar
A troca de cadáveres é um forte indício de corrupção.
A nova monistra da saúde tem os dias contados.
GostarGostar
Certos comentários denotam fortes indícios de estupidez.
Se na Tugalândia a corrupção já é um estado de espírito, porque carga de água a D. Jorge teria de ser tratada de maneira diferente?
Em todo o caso, este é mais um para arquivar ou para prescrever.
GostarGostar
Está a esforçar-se demais, ao insultar comentadores.
GostarGostar
Reciprocidade. Diz-lhe alguma coisa?
GostarGostar
Explique lá a reciprocidade.
Mas não se esforce.
GostarGostar
Procure no dicionário. Letra “R”. Diz que há alguns online.
GostarGostar
Vá você.
Mas não se esforce.
GostarGostar
Ai Gabriel, Gabriel!
Então e essa coisa da presunção de inocência, onde é que fica?
GostarGostar
Qual presunção de inocência, qual carapuça! E a ética política, precisa de presunção de inocência para alguma coisa?
Então, vai escolher-se para ministra da Saúde, uma pessoa que está em tribunal, de Contas, por eventual abuso de dinheiros públicos, mesmo que tal nem seja crime indiciado?
Se está em tribunal é porque existe responsabilidade civil. A política nem precisa de culpa ou de ilicitude. Basta a aparência.
É este o problema actual do Portugal dos políticos que temos: prescindem totalmente de fazer coincidir o ser com o parecer. Estão-se olimpicamente nas tintas, para tal ética.
O último dos moicanos, foi o Marques Mendes, como escreve o Pacheco Pereira, hoje, na Sábado.
Está fora do tempo…
GostarGostar
lololinhazinha,
em politica, uma acusação como a senhora sofre, independentemente das razões, factos e futura sentença, fragilizam, debilitam o próprio poder de estado que seria suposto ter, a confiança dos colaboradores e subordinados, e mesmo o próprio exercicio da autoridade face aos cidadãos.
Pode ser a maior injustiça, mas caramba, também ninguém precisa de ser ministro para viver e ter o seu sustento.
GostarGostar
Mas o facto de ser médica é uma vantagem para o diálogo que é necessário para continuar as reformas. O Alberto João Jardim está carregado de processos no TC e nunca vi o Gabriel preocupar-se com isso. Deixa, ao menos, a mulher sentar-se na cadeira.
GostarGostar
O AJJ é um mau exemplo, mas foi ele mesmo quem se submeteu a votos. E não está em tribunal pelos mesmos motivos, parece-me.
Vejamos, o caso do hospital Amadora Sintra é um caso de abuso de dinheiros públicos, através de uma grande negligência, do Estado em relação a um privado- o grupo do BES.
Foi assim uma coisa parecida com o que se passou com as verbas do FSE. Fartar, vilanagem.
Mesmo que as provas formais não sejam suficientes, uma governo de gente séria, nunca escolheira uma pessoa que pode vir a ser responsabilizada, por omissão de diligência, para ministra.
Nunca.
Mas como esperar uma atitude destas de um indivíduo com o currículo do curso de engenharia da Independente, tirado em 1996, quando a UnI tinha como reitor alguém que não o era e como professor, alguém que não poderia ter sido?
GostarGostar