Padrões da época
Mário Crespo, no JN, desculpa Sócrates recorrendo aos padrões da época. Nos anos 80 toda a gente fazia aquilo. De facto, nos anos 80, tal como agora, a corrupção infiltrava todos os níveis do aparelho de Estado. Pelo menos Mário Crespo não procura negar os factos. Eu, pessoalmente, até aceito a desculpa. O que não estou a ver é porque razão é que desculpas semelhantes haveriam de deixar de ser válidas para o momento presente. Os professores faltam muito? Não faz mal, esse é o padrão da nossa época. O SNS desperdiça dinheiro? Não faz mal, esse é o padrão da nossa época. Há fuga ao fisco? Não faz mal, esse é o padrão da nossa época. Pode-se conceder a Sócrates alguma tolerância. Mas não se espere que o Homem comum não queira em troca o mesmo grau de tolerância. O que me leva à questão fundamental: como é que um político que seguiu os piores padrões dos anos 80 pode convencer os seus concidadãos a mudar os padrões actuais?

Se somos todos mediocres, porque é que havemos de ter lideres acioma da média?
A lógica é, mais ou menos, esta.
Eu, como faço um esforço para ser, no mínimo, mediana apenas porque preciso de acreditar que é possível ultrapassar a mediocridade, não me conformo!
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João Miranda,
Uma pergunta simples: quem lhe disse que houve corrupção da parte de Sócrates nos projectos que assinou há 30 anos atrás?
Que se diga que estes esquemas, que nessa altura eram banais e que agora ainda são altamente frequentes, são propícios à corrupção ou a obter rendimentos não declarados ao fisco, sendo certo que esses comportamentos menos claros teriam sido feitos por outros e não Sócrates, ainda vá que não vá, agora dizer que houve corrupção é que me parece abusivo em relação aos “factos” que o Público nos trouxe.
A propósito, quando é que vamos saber a opinião de João Miranda sobre o super despachado Telmo Correia e a não reversão do casino de Estoril, ocorrida há 3 anos atrás, quando então este era ministro do governo?
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««A propósito, quando é que vamos saber a opinião de João Miranda sobre o super despachado Telmo Correia e a não reversão do casino de Estoril, ocorrida há 3 anos atrás, quando então este era ministro do governo?»»
Duvido que o Rb esteja interessado na minha opinião. O Rb, numa estratégia tipica da política portuguesa, está a tentar usar o caso Telmo Correia para ver se se deixa de falar do caso Sócrates. A esperteza está ao nível do debate político nacional, mas não serei eu a facilitar-lhe o trabalho.
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“O Rb, numa estratégia tipica da política portuguesa, está a tentar usar o caso Telmo Correia para ver se se deixa de falar do caso Sócrates.”
Sem querer ser o advogado de defesa de ninguém, julgo que se equivocou. O Rb realmente respondeu-lhe no que diz respeito ao caso Sócrates, portanto o objectivo não seria deixar de se falar nesse caso. Agora o senhor é que ainda não escreveu uma palavra no que diz respeito ao caso Telmo Correia. O único estratega aqui é o senhor.
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O Mário Crespo devia limitar-se a falar do que sabe.
Por exemplo, da vida na África do Sul do “apartheid”, onde foi jornalista da SABC…
Isso, sim, acrescentaria qualquer coisa aos conhecimentos dos leitores do “JN”. Coisa que não acontece com a lambe-botice socretina em que ora se compraz.
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Percebo o Mário Crespo, percebo o joão Miranda e ainda percebo o Rb, ou seja, estamos todos habituados há muito tempo a ter um país do salve-se quem puder e, assim vamos continuar infelizmente!
http://vilaforte.blog.com
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A situação é ainda mais escandalosa, porque o senhor em múltiplas ocasiões já defendeu, e com razão, que estas situações são relevantes para o opinião pública principalmente quando é o dinheiro “público” que está envolvido.
Não querendo menorizar o caso Sócrates (embora nenhum dinheiro público estivesse envolvido), a verdade é que é legítimo achar-se estranho que o senhor não se insurja contra aquilo que parece ser um caso em que existiu utilização indevida do dinheiro público.
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“Como é que um político que seguiu os piores padrões dos anos 80 pode convencer os seus concidadãos…”
Sobre os piores padrões por si avaliados, são tão só, os piores padrões para si, ou para aquilo que quer fazer crer.
Pelos vistos há uma larga maioria que assim não pensa, pois que votou nele.
Cara Sofia, também eu não me conformo com a mediocridade, e por isso não alinho na mediocre campanha lançada pelo Público.
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««Agora o senhor é que ainda não escreveu uma palavra no que diz respeito ao caso Telmo Correia.»»
E porque haveria de escrever? Por enquanto sou eu e não os leitores quem decide sobre os temas dos meus posts. O Filipe e os restantes leitores deviam perceber uma coisa simples: eu escrevo de acordo com o que considero prioritário e não de acordo com os critérios dos leitores ou de acordo com um qualquer critério de falsa neutralidade. Os meus posts não são o tempo de antena dos leitores nem eu tenho obrigação de distribuir o meu tempo de forma equitativa por casos. Se eu fizesse isso estaria a negar a minha própria existência enquanto comentador independente.
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O culpado é Sócrates por se ter candidatado ao lugar, ou quem o elegeu ?
Não sabiam das tropelias e espertezas do Primeiro ?
Isso também não alteraria nada. Todos conheciam as tropelias de Isaltino, do Major e da Felgueiras, e ninguém se coibiu de os confirmar no lugar.
Num país minado pela corrupção, começa a ser difícil encontrar políticos de folha limpa. Até a nova ministra da saúde já entra de folha rabiscada…
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Obviamente.
João Miranda só vende o que lhe convém.
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Em matéria de mediocridade, Piscoiso, não me parece que haja quem lhe bata a palma.
Os seus comentários são cada vez mais confrangedores.
Porventura ainda não deu por ter entrado num cano infecto, de que não consegue sair?
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“O Filipe e os restantes leitores deviam perceber uma coisa simples: eu escrevo de acordo com o que considero prioritário”
É precisamente esse o meu ponto. Ninguém quer decidir por si o conteúdo dos seus posts. Simplesmente estou a constatar que o senhor é também um estratega, mas acima de tudo que é intelectualmente desonesto.
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Em matéria de mediocridade, não me parece, Sr. Piscoiso, que haja quem lhe leve a palma.
Porventura ainda não reparou no cano infecto em que se meteu e de que não consegue sair?
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Pelos vistos, Mário Crespo desculpa Sócrates de actos cometidos àquela altura à luz dos usos desse tempo, tá…
mas o JM extrapola doexemplo para nos confundir com realidades deste tempo, sofisticamente, como é seu uso, e um gajo nem dá por ela…
e assim eu desculpo, agora, a frota de submarinos, que, calculem o dinheirinho que deve ter rendido à mula do seu padrinho…
e dito isto disculpo, por igualmente, aquele acerto, aquele concordo a favor da Estoril Sol, ou lá qu’é, do jogo do casino, olha, amigo, que te entrego isyo de nós todos e tu em paga dás-me quanto eu quero…
como assim o mais negócio ao BES da Trindade por uns ditos sobreiros, ali na charneca, mais um palacete na Arrábida…
roubalheira que se cala, facilmente… ó jão, amanda aí à malta mais areia p’òs olhos… isso, meu balente!…
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O comentário 14 é, mais ou menos, uma repetição do 12. Não me cabe a culpa, que pertence ao sistema…
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Caro Dixi,
Como não me conhece, o seu comentário apenas fala de si.
O tema do post é outro.
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««É precisamente esse o meu ponto. Ninguém quer decidir por si o conteúdo dos seus posts. Simplesmente estou a constatar que o senhor é também um estratega, mas acima de tudo que é intelectualmente desonesto.»»
O Filipe ainda não respondeu à questão política levantada pelo post: Como é que um político que precisa da desculpa dos “padrões da época” pode reformar o Estado numa dada época? Note-se que o Filipe pode querer discutir o João Miranda ou o Telmo Correia. Tudo bem. O tema do post, no entanto, era outro. Como é que se fazem reformas quando se usa o status quo como desculpa?
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xana,
Vejo que percebeu parcialmente o post. De facto, a partir do momento em que determinados comportamentos são desculpáveis, todos os restantes o são. Mais importante, quando se usam os erros de uns para ocultar os erros dos outros, tudo é desculpável. Falta-lhe agora perceber que essas desculpas minam qualquer possibilidade de reforma.
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Peço então desculpa. Mas por incrível que pareça eu até concordo consigo. Acho que o assunto em causa é relevante. Se existissem indícios de crime, devia ser investigado. Como não existem, resta-nos mais esta informação para acrescentar a todas as outras que são relevantes na hora de tomar uma decisão (votar). E só os eleitores poderão dizer se o assunto é relevante ou não para eles, o que se irá repercutir nos resultados eleitorais.
Mas isso não apaga nada do que disse sobre si até agora.
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“como é que um político que seguiu os piores padrões dos anos 80 pode convencer os seus concidadãos a mudar os padrões actuais?”
Mesmo que isso fosse verdade, Sócrates não tenta convencer ninguém de nada. Ele impõe medidas de vigilância que não dão alternativa às pessoas senão comportarem-se bem, tal como acontece nos países evoluídos. Isso de tentar convencer as pessoas a comportarem-se bem, ou esperar que elas se comportem bem, é só para ainda quem acredita no Pai Natal.
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JoaoMiranda
Duvido que o Rb esteja interessado na minha opinião. O Rb, numa estratégia tipica da política portuguesa, está a tentar usar o caso Telmo Correia para ver se se deixa de falar do caso Sócrates.
Quando se deixar de falar do caso Socrates, espaeramos que se fale de Telmo Correia. Pode ser?
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João Miranda,
Eu penso que não há muito mais a acrescentar ao que o Filipe sobre a oportunidade dos seus posts, que desde que saiu a “notícia” do Público o JM e os blasfemos quase não têm falado noutra coisa. Por mim tudo, o blog é vosso.
Mas assim como o João Miranda crítica os leitores que desvalorizam este caso e o próprio Mário Crespo, eu também tenho o direito de criticar a desvalorização que faz do caso do Telmo Correia, que me parece, e penso que concordará comigo neste ponto, imensamente mais grave do que os projectos de Sócrates de há 30 anos atrás.
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««eu também tenho o direito de criticar a desvalorização que faz do caso do Telmo Correia»»
Pode-me apontar onde é que eu desvalorizei o caso Telmo Correia?
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“Como é que um político que precisa da desculpa dos “padrões da época” pode reformar o Estado numa dada época?”
O que o JM tem que perceber é que a legitimidade para efectuar reformas ou o que quer que seja advém das eleições. E Sócrates ganhou-as. Esta nova informação só serve para as próximas.
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ahaha, essa foi bem respondida Piscoiso.
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Por outro lado, eu respondi-lhe ao conteúdo do post ao perguntar-lhe donde é que o João Miranda retirou que Sócrates corrompeu ou deixou-se corromper.
Finalmente, continuando a comentar o post, parece-me não ser uma atitude nada cristã, doutrina em que julgo comunga o João Miranda, considerar que alguém que pode ter cometido um erro no passado não possa estar reabilitado ao fim de 20 ou 30 anos para exercer as funções de PM. É porque se o grau de exigência dos políticos em relação ao seu passado é o que o João Miranda defende, então julgo que nenhum se safa. Então se pensarmos naqueles de que o JM não fala …
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««O que o JM tem que perceber é que a legitimidade para efectuar reformas ou o que quer que seja advém das eleições.»»
Pois, mas o problema é que não se fazem reformas contra os eleitores nem contra os burocratas e os funcionários públicos. Não são as eleições anteriores que condicionam as reformas. São as próximas. Não é a legitimidade eleitoral que cria a autoridade necessária para se fazer reformas. Essa autoridade conquista-se através dos resultados e da coerência política de quem as faz. Um político com pecadilhos no currículo à porta de eleições não tem condições para impor reformas.
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“Pode-me apontar onde é que eu desvalorizei o caso Telmo Correia?”
É verdade, não desvalorizou, simplesmente não falou disso. Como o caso parece, pelo menos, tão grave como o do Sócrates, parece óbvio que o facto de não falar disso mostra que a sua motivação é político-partidária. E é pena que não consiga, tal como referiu à pouco, ser um comentador “independente”.
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“Pode-me apontar onde é que eu desvalorizei o caso Telmo Correia?”
Se o JM comenta tudo e mais alguma coisa sobre política portuguesa e ainda não deu aos seus leitores o conforto de saber o que pensa sobre o caso do Telmo Correia, parece que não dá valor ao assunto.
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««Finalmente, continuando a comentar o post, parece-me não ser uma atitude nada cristã, doutrina em que julgo comunga o João Miranda, »»
Há bocado pedi-lhe para me apontar onde é que eu desvalorizei o caso Telmo Correia. Não me respondeu. Agora vou-lhe peruntar onde foi buscar a ideia de que eu comungo da doutrina cristã. Também não me vai responder.
««considerar que alguém que pode ter cometido um erro no passado não possa estar reabilitado ao fim de 20 ou 30 anos para exercer as funções de PM.»»
Claro que está reabilitado. Está reabilitado, como estamos todos. Essa doutrina do perdão dos pecados leva a que todos nós sejamos rebilitados. Estamos todos perdoados. Logo, não precisamos de mudar nada. Quem foge ao fisco está perdoado, quem falta ao trabalho está perdoado, quem gasta dinheiro público está perdoado. Até o Telmo Correia está perdoado.
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««Se o JM comenta tudo e mais alguma coisa sobre política portuguesa e ainda não deu aos seus leitores o conforto de saber o que pensa sobre o caso do Telmo Correia, parece que não dá valor ao assunto.»»
Pois, mas eu não comento tudo e mais alguma coisa. Só comento casos em que se aplica esta filosofia. Não comento questões consensuais, por exemplo.
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“Pois, mas o problema é que não se fazem reformas contra os eleitores nem contra os burocratas e os funcionários públicos.”
Mas é que esses eleitores sufragaram essas reformas ao votarem no Sócrates e no seu plano (certo ou errado, não é isso que se discute aqui) para o país. Se os eleitores lhe retirarem a confiança nas próximas eleições, então aí poder-se-á dizer que situações como esta foram relevantes para os eleitores. Até lá, Sócrates continua a ter exactamente a mesma legitimidade.
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“O Rb, numa estratégia tipica da política portuguesa, está a tentar usar o caso Telmo Correia para ver se se deixa de falar do caso Sócrates.”
Jofer,
Repare que, por enquanto, não há muito mais a dizer sobre a notícia do Público da passada quinta e sexta feira, a não ser chover no molhado que basicamente é o que o João Miranda tem feito.
A não ser que o Público venha com mais uma “ofensiva sobre o PM” não vejo motivo para ficarmos a discutir os projectos de Sócrates.
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Mas vai haver mais que falar, porque o Público, deve ainda ter mais alguma coisa na manga, numa estratégia que passa por revelar os factos a conta gotas à espera que Sócrates cometa algum deslize.
Num tribunal, isto nunca seria possível, a parte que acusa teria de alegar de início todos os factos para que o o acusado se possa defender. Factos às pinguinhas são mais fáceis de acusar e mais difíceis de defender.
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««Mas é que esses eleitores sufragaram essas reformas ao votarem no Sócrates e no seu plano (certo ou errado, não é isso que se discute aqui) para o país. Se os eleitores lhe retirarem a confiança nas próximas eleições, então aí poder-se-á dizer que situações como esta foram relevantes para os eleitores.»»
Vamos lá ver, os resultados das próximas eleições não interessam para nada após o facto. Isto é, a relevância das próximas eleições está apenas no facto de Sócrates ser levado a mudar a sua política para as ganhar. Como devia ser evidente, casos como este limitam a margem de manobra do PM.
«« Até lá, Sócrates continua a ter exactamente a mesma legitimidade.»»
A legitimidade formal é totalmente irrelevante. O que interessa é legitimade informal que Sócrates tem entre as pessoas afectadas pelas reformas. Essas, como é evidente, só estarão dispostas a colaborar nas reformas se quem as propõe tiver legitimidade aos seus olhos.
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««Repare que, por enquanto, não há muito mais a dizer sobre a notícia do Público da passada quinta e sexta feira, a não ser chover no molhado que basicamente é o que o João Miranda tem feito.»»
Curiosamente, o Rb continua a comentar todos os meus posts.
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João Miranda,
“Agora vou-lhe perguntar onde foi buscar a ideia de que eu comungo da doutrina cristã.”
Foi a impressão que me deixou aquando do debate sobre o referendo ao aborto. Se estou enganado, peço-lhe desculpa, embora não o tenha querido ofender e era só o que faltava.
“Essa doutrina do perdão dos pecados leva a que todos nós sejamos rebilitados.”
Não é bem assim, todos sabermos que o tempo é importante nestas coisas. Não é por acaso que existe uma coisa chamada prescrição do procedimento criminal. E também não é por acaso que os crimes ao fim de algum tempo são retirados do cadastro. E ainda que as penas têm um determinado tempo não são eternas. Pelo menos em Portugal onde a prisão perpétua não é permitida.
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“Curiosamente, o Rb continua a comentar todos os meus posts.” Mas é mais para dizer que o João Miranda quer é chover no molhado e que não se preocupa em escrever sobre outras notícias bem mais graves.
Mas se calhar tem razão, estou a perder tempo.
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“Isto é, a relevância das próximas eleições está apenas no facto de Sócrates ser levado a mudar a sua política para as ganhar.”
Tendo em conta aquilo que tem sido aqui dito sobre essa mesma política, isso pode não ser necessariamente mau. De qualquer das formas, fico contente porque percebeu a perversão do regime. Ou temos políticas mais favoráveis aos cidadãos, ou eles castigam-nos nas eleições.
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E já agora, felicitações redobradas pela segunda conclusão a que chegou: é mais importante para os eleitores a política seguida pelo governo, do que sitações como estas relacionadas com os seus membros.
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Piscoiso,
a) eu não quero saber para nada das tricas do Público com o Sócrates e vice versa;
b) eu entendo que o bom jornalismo serve, precisamente, para funcionar como contra-poder (no sentido de investido de um papel fiscalizador).
Se a separação de poderes é fundamental para que se viva em democracia; então, o sistema de pesos e contra-pesos é um instrumento a não desconsiderar;
c) não acredito em democracias de cidadãos desinformados – isso, são simulacros de democracias;
d) considero relevante, numa perspectiva de interesse público (a única que me interessa) saber se:
– o PM permitiu que técnicos camarários fossem juízes dos seus próprios projectos, em fraude à lei – mais uma vez, o que se pretende com a previsão de situações de conflitos de interesses é salvaguardar a objectividade do juízo e, assim, preservar o interesse público; e, na afirmativa, o que é que ele recebeu em troca.
– Andámos a pagar subsidios de exclusividade ao PM, quando ele, de facto, não se dedicava exclusivamente às suas funções públicas.
Repito: não quero saber das motivações do Público. Como sempre, na santa terrinha, zanguam-se as comadres… O que eu acho é que estas verdades deveriam ser sempre sabidas. Se o fossem, os titulares de cargos públicos seriam mais sérios (se não por o serem intrinsecamente, porque também o tinham de parecer).
Até lá, sabe-se o que se pode e a democracia vai a cair de podre.
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O que eu admiro no JM é que expõe outros pontos de vista (como este artigo de Mário Crespo) que fazem uma boa oposição aos seus próprios argumentos. Demonstra um espírito verdadeiramente liberal e pouco sectário.
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O cidadão tem o direito de ser informado sobre a vida pública dos políticos.
Já da vida privada, quando ela vem para os jornais é “mexerico”.
Agora pergunto: Se a OPA sobre a PT tivesse êxito, alguma vez teríamos este tipo de notícias?
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«O cidadão tem o direito de ser informado sobre a vida pública dos políticos.
Já da vida privada, quando ela vem para os jornais é “mexerico”.»
Não vi questões acerca da vida privada do PM serem tratadas nos últimos dias.
O PM assambarcou-se, por portas e travessas, de dinheiros públicos, ou não?
É só isto. E não é pouco.
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«O que o JM tem que perceber é que a legitimidade para efectuar reformas ou o que quer que seja advém das eleições. E Sócrates ganhou-as»
Efectuar as reformas «ou o que quer que seja»?
Como «não aumentar impostos» ou «criar 150 mil postos de trabalho»?
Uma credibilidade à posteriori, com a aval dogovernador do BdP?
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Sofia, os pontos que refere, sobre “situações de conflitos de interesses” ou o da “exclusividade”, que o Público noticiou, não apresentando quaisquer provas, configuram um ataque ad-hominem muito próximo da calúnia.
Completamente de acordo sobre o contra-poder do jornalismo, mas com rigor e não baseado no “diz-que-diz-que” de um alguém, ou de fontes não identificadas.
Eu presumo a inocência, de quem quer que seja, até prova em contrário.
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6 Fevereiro, e estes dias todos ainda nao foi capaz de perceber a irrelevancia e que a notícia é simplesmente falsa. Falta de neurónios.
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Concordo consigo Piscoiso, mas isso só me diz que estes assuntos têm de ser investigados.
Mesmo porque a informação feita circular só pode ser vista como um «um ataque ad-hominem muito próximo da calúnia.» se forem falsas.
Eu não tenho razões para presumir que o sejam, mesmo porque (ao que corre) – parece – ser relativamente fácil a prova – o que não é o mesmo que presumir a culpa do PM. É mesmo dizer só isto: a Procuradoria tem de investigar.
É certo que, pessoalmente, desde o episódio do Ministro da Saúde, perdi qualquer esperança de que o nosso PM tenha, sequer, um carácter a assassinar. Mas isso sou eu.
É investigar, porque – a ser verdade – é grave. E eu, enquanto lesada, quero reparação.
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Tudo tende a ser desculpabilizado pela sociedade portuguesa (quase toda, há salutares e infelizmente cada vez mais raras excepções), e no caso Sócrates os seus incondicionais apoiantes nem tentam ser honestos para consigo próprios ao admitiram que aquelas casinhas e procedimento do “líder” é, certamente, um triste e preocupante parágrafo NA SUA BIOGRAFIA.
Portugal, o povo português, assim divorciado da vida social e política, não progredirá. Porque a génese de qualquer progresso terá de ser formado também pelo raciocínio pessoal, pela exigência, pelo Conhecimento, pela cultura.
O povo-povo português é socio-culturalmente medíocre, vazio, é pouco mais do que UM NADA !
(Falta fronteiras, povos que rodeiem o rectângulo….)
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MRJB, tem alguma coisa contra a profissao de engenheiro técnico civil? Nao tem nenhum na familia? Avha que é nódoa ser engenheiro técnico civil? Raciocine, raciocine.
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“como é que um político que seguiu os piores padrões dos anos 80 pode convencer os seus concidadãos a mudar os padrões actuais?”
É porque nem de perto eram piores padroes. Ou entao nao podia existir nem engenheiros civis, nem camaras, nem projectos para assinar, nem ninguém podia ter a liberdade de construir a sua casinha, aumentar a sua casinha, ou ser livre para escolher azulejos.
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A corrupção, nas suas diversas formas e mutações, é um estado de espírito na Tugalândia.
Não há volta a dar.
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Caro MRJB, o fenómeno das “casinhas”, como sabe, está ligado à emigração. Se esse fluxo de gente, procurando subsistência alé-fronteiras, não se tivesse realizado, com o retorno e legítimo direito de ter a sua habitação própria, provavelmente essas casas não existiam.
No contexto da época, as autarquias aprovaram esses projectos, mais com critérios sociais, do que estéticos.
Até porque alguns emigrantes passaram a fazer parte dos executivos camarários.
Se o caro amigo quer “apertar” com Sócrates, esteja à vontade porque não é a ele que estou a defender.
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Anónimo,
Nada tenho contra engenheiros, técnicos ou outros e nenhum é meu familiar.
O meu raciocínio e constatação é este sobre o caso: durante muitas décadas e até hoje, muita da paisagem urbana, de algumas aldeias, vilas e cidades, é feia, deplorável, graças ao xico-espertismo, à cunha, à falta de cultura de quem permitiu e edificou o que se saba. Sócrates não devia ter assinado aqueles projectos: se sabia o que assinava, contribuíu para esse crime patrimonial, se não sabia, foi irresponsável. Passados anos, foi secretário de estado e ministro do Ambiente !… E hoje é PM — pelos vistos sem que esses fantasmas urbanísticos (e outros) o incomodem.
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“Sócrates não devia ter assinado aqueles projectos:”
E se visse outra vez as fotos? Algumas sao feias porque estao velhas e nao existem assim tantas aberraçoes à paisagem. É mais paranoia do que outra coisa.
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«É mais paranoia do que outra coisa.»
A acusações de falta de gosto, não são paranía, são “paródia – mesmo porque o técnico não responde pelos projectos arquitectónicos; o resto, é muito sério.
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Caro Mr. Piscoiso,
Eu sei que essas casas são propriedade de pessoas com fracos recursos económico-financeiros e culturais.
Nem todas são habitadas por emigrantes, essas, e as que destroiem quantidade muito considerável da paisagem urbana portuguesa.
Durante décadas e repito, até hoje, isso acontece.
V. não encontra paisagens urbanas em aldeias, lugares, vilas e cidades perturbantes ou destruídas, em países como a Áustria, Holanda, Suécia, Suíça, Espanha, França, por exemplo.
As autarquias deviam ter cuidado ao aprovar projectos. Não o têm feito. Sabe porquê ? — porque a maioria dos autarcas são incultos, laxistas, subornáveis.
NÃO SE DEVE PERMITIR TAIS INTERESSES !
Caro Piscoiso: eu não quero “apertar” com Sócrates aqui. Terei oportunidades de o fazer noutros locais, dentre os quais usando o voto. Isso valerá para qualquer outro PM, ministro, autarca, independentemente do partido
que “represente”. Creia, quem me dera que estes nossos momentos de cavaqueira tivessem como temas assuntos agradáveis na sociedade portuguesa !
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Anónimo,
Vi as fotos ! Essa, sua desculpa, de que as casas são velhas… E quando foram edificadas, já eram “velhas” ? Não são, como V. diz e bem aberrações ?
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Os responsáveis pela naprovação desses projectos, são as autarquias.
Será que não percebe isto, ou a sua obsessão por Sócrates não o deixa ver ?
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Claro que são as autarquias as responsáveis pela autorização desses “projectos” ! Quem havia de ser ? Mas quem os faz e assina ? Os autarcas ? ! — parece que sim, em alguns casos… Ou funcionários de autarquias !
Não, não estou obcecado por “apertar” Sócrates. Creia.
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“E quando foram edificadas, já eram “velhas” ?”
Sei lá. Parece que alguns dos projectos já eram velhos, pois dizia o texto que eram ampliaçoes, marquises e acrescentos. Até havia um acrescento acima do piso da vacaria.
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Quando o sábio aponta para as estrelas, o idiota olha para o dedo, ou qualquer coisa assim parecida. Era bom que se percebesse que o que está aqui em causa não são as qualidades arquitectónicas dos imóveis em causa. Não é pelo facto das casas serem feias (o que desde logo é bastante subjectivo e dependente do observador) que o acto é mais reprovável, assim como não seria ao contrário. Por isso, abstenham-se de falar sobre o “dedo”, e discutam o essencial.
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“Há bocado pedi-lhe para me apontar onde é que eu desvalorizei o caso Telmo Correia. Não me respondeu. Agora vou-lhe peruntar onde foi buscar a ideia de que eu comungo da doutrina cristã. Também não me vai responder.”
João Miranda, eu fiquei com essa ideia de algo que li uma vez no Portugal Contemporâneo. Fui lá pesquisar e encontrei o ´post´: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/10/das-pampas.html
Nele é dito:
quando o JCD se refere aos seus colegas de blogue, para ilustrar o pluralismo existente, destaca o João Miranda e o CAA. A respeito do primeiro diz que “O João Miranda é católico praticante” e, referindo-se ao CAA, afirma que “(O) Carlos Amorim é um mata-frades”, acrescentando logo a seguir: “Ele dá-se ao trabalho de ir buscar histórias ao Burkina Faso”
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A minha tia Eduarda também é católica praticante, e no entanto é um estupor.
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O Piscoiso esta em forma.
So falta dizer que o que esta mal é quando se paga subvenções vitalicias aos sindicalistas quando nunca vergaram a mola e aos que trabalharam no duro recebem reformas de miseria
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LA-C,
Acho que não se pode acreditar em tudo o que se lê na Focus.
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Então quer dizer que é mentira? Ou a crença do JM é algum tabu?
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ahahaha, estou mesmo a imaginar o João Miranda a ajoelhar-se numa igreja ou a tomar a hóstia!…
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Esclareço o vasto auditório que o jcd na altura me informou que tinha havido um erro de transcrição do que ele tinha dito por parte do jornalista.
Onde se lê «O João Miranda…» deveria ler-se «O Gabriel Silva».
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“Acho que não se pode acreditar em tudo o que se lê na Focus.” — JMiranda
Com certeza que não. Mas como alguém cometeu um erro que eu também poderia ter cometido, e tu perguntaste qual a fonte de tal erro, achei por bem responder. Agora, quando outra pessoa te disser o mesmo já sabes qual a fonte da (des)informação.
Gabriel, obrigado pelo esclarecimento.
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“A minha tia Eduarda também é católica praticante, e no entanto é um estupor” (Piscoiso).
Pelos vistos, o sobrinho tem a quem sair.
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Não vi questões acerca da vida privada do PM serem tratadas nos últimos dias.
O PM assambarcou-se, por portas e travessas, de dinheiros públicos, ou não?
Sofia, penso que não atingiu aquilo que eu pretendia dizer. Ou será que fez de conta?
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Lamento que Mário Crespo, na esteira do seu patrão Pinto Balsemão, seja tão subserviente ao nosso primeiro, aos socialistas em geral, e à família Soares.
Enfim…só lhe fica mal.
Digo eu…
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É triste haver pessoas que só aceitam notícias que lhe sejam agradáveis. Quando acontece o contrário, raios e coriscos a tudo e todos…
Digo eu…
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Jofer,
agora imagine que as notícias sobre o passado académico e político de Sócrates tinham recaído sobre, deixe-me iamginar, sobre um PM por exemplo do PSD. Sobre Mendes, Menezes ou outro !
Os defensores de Sócrates (na oposição…), o que diriam e pensariam ?
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Como a minha defesa é a do bom nome das pessoas, e não deste ou daquele PM, diria o mesmo que tenho andado a dizer.
Os insultos que teria de ler é que seriam outros.
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MJRB
Os do PSD tem telhados de vidro como ou dos outros partidos.Na política não há “panos sem nódoa”. É só haver alguém que se dê ao cuidado de vasculhar o passado.
E já agora, por acaso não sabe nada sobre isto? http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8bbd6a1faa360b4dd7be7d.html
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Não venham com a conversa fiada do costume. “INVEJOSOS”. É a desculpa de quem não é “liso” nas contas. Quem não deve não teme.
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Jofer,
Obviamente que há gente no PSD que também tem “telhados de vidro” ! E com vidro mais ou tão fino….
Já agora, era o que faltava: as excelências, sem “prestarem contas” ! Ninguém quer vasculhar as contas de indivíduos que ocupam cargos públicos, o que alguns destes receiam é que um dia alguém “se aborreça”, por prevaricações dos próprios, os leve perante a Lei judicial e… descubra que há muito mais dinheiro do que o consentâneo com o cargo, que há uma vivenda algures, que há bens incompatíveis com o poder de compra, que há enriquecimento inexplicável !…
É esta escumalha da sociedade (note-se, obviamente nem todos os políticos são escumalha, gentalha e gentinha), da política e da democracia, que afasta pessoas competentes e sérias de cargos políticos e administrativos !
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Nos próximos tempos, há só duas hipóteses para honorabilizar cargos políticos:
1 – intervenção directa, dura e pública do PR junto da classe política;
2 – reacção do povo nos actos eleitorais.
(Isto, partindo do princípio que da Assembleia da República nada de novo e correctivo advirá, e que os próprios continuam em roda livre…)
Portugal é um país cheio de vigaristas, oportunistas, sabujos, mentirosos, alguns deles no poder ou nele estiveram. Ponto.
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Isto, partindo do princípio que da Assembleia da República nada de novo e correctivo advirá, e que os próprios continuam em roda livre…)
Portugal é um país cheio de vigaristas, oportunistas, sabujos, mentirosos, alguns deles no poder ou nele estiveram. Ponto.
Subscrevo!
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Vou contar-lhe o que me fizeram na passada semana:
Um indivíduo, que se dizia meu amigo, convidou-me para sair. Estivemos umas horas na conversa, muita dela sobre política e nomeadamente acerca de dois políticos.
Esse indivíduo elogiava o governo. Eu, sempre que numa ou noutra coisa discordava, respondia-me intempestivamente, irado até !
Vim a saber que o telemóvel da criatura estava “em linha” directa com um dos meus visados !
Isto, foi mais uma canalhice própria da ralé, da “piolheira”, como designava D.Carlos certos extractos da sociedade portuguesa.
Isto, é o português reles tão bem descrito por Eça, Raúl Brandão e outros. Parte desta gentalha e gentinha continua merdosa.
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Com amigos destes não se precisa de inimigos.
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A sua mensagem, MJRB, é a de que o seu interlocutor defendia o Governo e é um canalha da ralé, etc.
Sugerindo que se não defendesse o Governo já não era canalha da ralé e etc.
Porque canalhas da ralé encontra por todo lado, a favor ou contra o Benfica !
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Mr. Piscoiso,
V. não interpretou bem o que leu.
Esse indivíduo é um canalha, NÃO POR DEFENDER O GOVERNO, mas sim porque foi desleal e…canalha !
Foi, ao praticar tal acto, uma imagem fiel da ralé !
Tenho muitos Amigos (verdadeiros Amigos) que são PS e alguns, até….
(O meu caro Piscoiso anda a “desler”, está disléxico a interpretar certos textos. Só certos textos. Tenho reparado.)
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O Dixizinho é que é um grande valentão, ainda não mudou de pseudónimo e sabe insultar a valer. Aposto que na vida real é uma lambe botas de primeira e por isso vem-se desforrar na internet. Cobardolas!…
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A ser verdade, ò meu caro JM, eram outros tempos… Como diz o velho ditado “a ocasião faz o ladrão”… e, nessa altura, o “iniciado riscador” pensava e agia mais ao jeito da sua ainda pouco “sustentada situação”. Ora… Hoje, estando a sua bitola bem acima dessas “ninharias de então”, vem exigindo dos outros aquilo que não foi capaz, sequer, de se auto-impor.
Enfim, “feitios”… de facto, nada de grave num país de “fura-vidas”.
Penso que deveria, até, ser condecorado pela sua “dinâmica e exemplar” carreira e dado como exemplo nacional à “juventude dos recibos verdes”, de como todos “os meios servem para atingir certos fins”… claro!
Viva a da-mão-cracia! eh eh eh…
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Depois usa frases ridículas como “Não me cabe a culpa, que pertence ao sistema…”. Coitado, deve ter passado da meia idade já há bastante tempo.
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Acho que esta Tina também é sobrinha da tia do Piscoiso…
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Está tão mansinho, o cobardolas. São sempre assim, quando alguém lhes faz frente, piam logo fininho. Então já esgotou o seu vocabulário de palavrões, Dixi cobardolas?
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Censura não vale, ok?
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