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O “chumbo” anunciado….

7 Fevereiro, 2008
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A Assembleia da República formalizou, hoje, o “chumbo” anunciado e decidido por José Sócrates, ao referendo sobre o Tratado de Lisboa.

Sem discutir, por agora, o fundo da questão (a legitimidade – ou, para alguns, a falta dela – democrática e popular do último passo percorrido na construção europeia), ficam duas marcas (serão, talvez, nódoas) incómodas, na nossa (portuguesa) envolvência em todo o processo: por um lado, por mais e ponderosas razões que sejam aduzidas, houve um assumido incumprimento de uma promessa eleitoral; por outro, perdeu-se, de facto e independentemente de tudo o resto, uma boa oportunidade para se realizar, entre nós, um referendo sobre assuntos europeus.

10 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    7 Fevereiro, 2008 20:07

    ::::::FAVOR DIVULGAR:::::::::::::::

    Petição contra o condicionamento da criação da base da Ryanair no Porto:
    http://www.petitiononline.com/2008OPO/petition.html

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  2. MJRB's avatar
    7 Fevereiro, 2008 20:38

    Um meu amigo, militante de destaque do PS, disse-me no início da acampanha para as Legislativas: “SÓCRATES E O PARTIDO, QUANTO MENOS PROMETEREM, MELHOR ! MUITAS COISAS NÃO VAI CUMPRIR .”

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  3. MJRB's avatar
    7 Fevereiro, 2008 20:51

    E Luís Filipe Menezes VALE POUCO MAIS DO QUE NADA –eu avisei !…precisamente nestes termos–, ao indicar a Santana Lopes aquele conivente braço dado com o governo !

    O PSD, se não mudar de “líder” a tempo, terá em 2009 um resultado muito menor do que em 2005 !
    Sócrates agradece !

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  4. josé Manuel Faria's avatar
    7 Fevereiro, 2008 21:26

    E a declaração de Alegre, risível. Absteve-se e usou os mesmos argumentos dos que votaram contra o referendo.

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  5. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    7 Fevereiro, 2008 21:36

    os deputados do PS e PSD não cumpriram o seu programa eleitoral pelo qual foram eleitos.

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  6. MJRB's avatar
    7 Fevereiro, 2008 22:07

    Mr. Gabriel Silva,

    estes deputados foram escolhidos e acolhidos nas listas, para, se necessário, não cumprirem programas eleitorais…

    E o posicionamento de António José Seguro foi muito mais coerente do que o titubeante Manuel Alegre.

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  7. MJRB's avatar
    7 Fevereiro, 2008 22:14

    E acresce outra verdade, lamentável: o povo-NADA não se interessa minimamente por estas “matérias”. Votaria segundo o cacique local, a simpatia partidária, pelo surgimento dos “famosos” na campanha, fossem Mourinho ou Maya, Zé Castelo Branco, Abrunhosa ou Liliana Abreu.

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  8. Ruben's avatar
    8 Fevereiro, 2008 03:14

    .
    As “placas tectonicas planetárias” estão-se a mexer, a reagir;asiatica, europeia, americanas: desvalorização, baixa taxas de juro, hiperinflação, desemprego, instabilidade social Europa Continental versus Tratado de Lisboa e modelos UE. Cenário que consta terem a extensão de 5/7 anos. A classe politica portuguesa continua á espera do “Pai Natal”; os países que se estão a saber mexer, fazerem bem o trabalho de casa no meio do tsunami, vão ganhar. Os outros vão sossobrar. Bubles, bolsas são espuma. É mais que isso e o uso de nenhuma instrumento politico ou mkilitar está arredado seja qual fôr o Continente. Processo em curso de reencaixilamento mundial.

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  9. MJRB's avatar
    8 Fevereiro, 2008 18:21

    José Medeiros Ferreira, no seu blog “Bocho Carpinteiro”, chama a Manuel Alegre “Alto Comissário para a Esquerda no PS”. Mais que forte — é fortíssima !

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  10. Dalaiama's avatar
    9 Fevereiro, 2008 02:02

    Estou completamente de acordo.
    De resto, nem sequer me sinto enganado apenas porque tampouco contribuí para que estes senhores tivessem maioria absoluta.
    O poder económico distribuiu as coleiras, o poder político pôs a linguazita de fora e abanou o rabinho. Sarkozy, sobre o mesmo tema, acaba de revelar o cão obediente que é, com a aprovação do ironicamente chamado «tratado de Lisboa» por via parlamentar. Portugal simplesmente vai de joelhos na procissão que virou as costas à participação popular.
    No mundo civilizado, diz-se, somos «democracias exemplares».

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