Rapaziada, ouçam bem o que eu vos digo, John McCain vai ser o próximo Presidente dos EUA. Entretanto, os Democratas estão engalfinhados e Hillary está a ficar sem dinheiro. Vai ser lindo recordar os prognósticos de “especialistas” como o Soares, o Medeiros Ferreira, e o nresto do pessoal canhoto. Hehehe
-Mesmo os delegados conotados com um candidato têm poder para mudar a sua orientação de voto na convenção. Claro que normalmente isso não acontece, porque todos eles representam condados, comunidades, e têm necessidade de manter credibilidade junto de quem os elegeu.
Acho que não, Gabriel. Acho que ficam livres se ele, como fez até agora, suspender a sua candidatura. Se desistir deixam de ser delegados. Por isso mesmo Edwards não desistiu e apenas suspendeu a candidatura.
Caro Daniel,
li algures que sim, que são livres de optar por quem entenderem, nomeadamente se não existir um candidato que tenha teoricamente a maioria.
Mesmo se eleitos por candidato que vai até ao fim, podem escolher outro candidato. São sistemas indirectos de voto e não propriamente votos delegados. Aliás o mesmo sucede na eleição presidencial propriamente dita. Os eleitores escolhem delegados, os quais não tem necessariamente de votar no candidato-base. aliás, já assim sucedeu várias vezes, sobretudo quando existe situações de quase-empate e não se entendem de todo, optando por uma «terceira» via…..
-Esta lógica de nomeação indirecta é anterior aos próprios partidos, vem dos tempos da fundação da União. Os partidos mantiveram-na no sec. XIX por questões de segurança, e no sec. XX pelo mediatismo. Mesmo após as eleições de 2000, falou-se na alteração ao sistema, mas verdadeiramente nenhum dos partidos está interessado. Show must go on!
a questão não é «nenhum dos partidos estar interessado», tem a ver com o facto de ser um sistema federal. No qual se tentam ponderar dois factores diversos, o peso do voto popular e o interesse dos estados, em pé de igualdade. Por isso, nunca as eleições são totalmente «representativas» no sentido que nós conhecemos ou sequer proporcionais, pois introduzem-se factores de compensação por forma que os estados grandes ou a conjugação de meia dúzia deles, torne irrelevantes os estados mais pequenos.
Já, agora,o que sucede no caso de se chegar a uma convenção partidária sem que exista um candidato com 50,01% de delegados (o que pode bem acontecer, em ambos os casos e a jogada de Ronney foi brilhante): seria o que se eles designam por uma «Brokered convention», na qual todos os delegados podem escolher livremente em quem votar, fazendo-se rondas sucessivas até se encontrar um vencedor final. Durante esse processo, evidentemente, fazem-se negociações,pressões e outros eteceteras que seriam supramente divertidos.
Normalmente, os partidos não querem esse tipo de convenção, porque o candidato vencedor surgirá perante a opinião pública como fraco. Daí que por vezes, perante uma dinâmica de vitoria de um deles, os adversários em certo ponto desistam, em nome da unidade e vitória final face ao partido concorrente.
Mas, e na hipótese de os dois partidos estarem na mesma situação? Já era capaz de valer a pena correr o risco…..
«Normalmente, os partidos não querem esse tipo de convenção, porque o candidato vencedor surgirá perante a opinião pública como fraco.»
Isso soa a teoria do copo meio vazio. Porque não meio cheio, hein? Claro que pode acontecer que os candidatos sejam maus e essa situação acontecer por essa razão. Mas também pode acontecer que sejam bons e aí já será necessariamente meio cheio. Mas eu até compreendo. Neste caso em concreto fala-se nisso em relação aos democratas, por isso é necessariamente meio vazio. Boa. 😉
O Mitt Romney falhou pois quis ser quem não é, ie, fez-se passar por conservador quando é um moderado. Demonstrou falta de carácter e oportunismo.
Tivesse logo no Iowa dito que era moderado e, se calhar, ocuparia agora o lugar do Mcain, pois este ano não houve um conservador que furasse fora do eleitorado evangélico. o Fred Thompson foi um flop e o Huckabee é um pastor evangélico…Ora, se o Romney tivesse apostado na zona moderada, estaria em melhor posição que o Mccain, pois este é odiado pelos conservadores.
Dos republicanos, acho piada, pela frontalidade e total liberalismo, ao Ron Paul, mas de facto o Mccain é o mais forte junto dos independentes e o único republicano capaz de bater os democratas.
Defendia, dentro dos democratas, o John Edwards, pelo que agora estou órfão, pois detesto a Hilary e o Obama pode ser (não sei…) um novo Carter.
ficam livres para escolherem quem quiserem.
Por exemplo,Ron Paul……
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Rapaziada, ouçam bem o que eu vos digo, John McCain vai ser o próximo Presidente dos EUA. Entretanto, os Democratas estão engalfinhados e Hillary está a ficar sem dinheiro. Vai ser lindo recordar os prognósticos de “especialistas” como o Soares, o Medeiros Ferreira, e o nresto do pessoal canhoto. Hehehe
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Lionhert,
Wishful thinking? (Já agora…não é melhor colocar a mamã Bush na corrida?)
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Ron Paul já está quase em 2ºlugar. Se os outros todos desistirem quem sabe é ele o candidato..lol
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-Mesmo os delegados conotados com um candidato têm poder para mudar a sua orientação de voto na convenção. Claro que normalmente isso não acontece, porque todos eles representam condados, comunidades, e têm necessidade de manter credibilidade junto de quem os elegeu.
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São livres de optarem, mas como diz António de Almeida, podem perder a credibilidade.
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::::::FAVOR DIVULGAR:::::::::::::::
Petição contra o condicionamento da criação da base da Ryanair no Porto:
http://www.petitiononline.com/2008OPO/petition.html
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Acho que não, Gabriel. Acho que ficam livres se ele, como fez até agora, suspender a sua candidatura. Se desistir deixam de ser delegados. Por isso mesmo Edwards não desistiu e apenas suspendeu a candidatura.
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“Ron Paul já está quase em 2ºlugar. Se os outros todos desistirem quem sabe é ele o candidato..lol”
Pois, mas por outro lado, se continuar a campanha, não defrauda o empenho dos seus apoiantes. Até nisso tem carácter.
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Caro Daniel,
li algures que sim, que são livres de optar por quem entenderem, nomeadamente se não existir um candidato que tenha teoricamente a maioria.
Mesmo se eleitos por candidato que vai até ao fim, podem escolher outro candidato. São sistemas indirectos de voto e não propriamente votos delegados. Aliás o mesmo sucede na eleição presidencial propriamente dita. Os eleitores escolhem delegados, os quais não tem necessariamente de votar no candidato-base. aliás, já assim sucedeu várias vezes, sobretudo quando existe situações de quase-empate e não se entendem de todo, optando por uma «terceira» via…..
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-Esta lógica de nomeação indirecta é anterior aos próprios partidos, vem dos tempos da fundação da União. Os partidos mantiveram-na no sec. XIX por questões de segurança, e no sec. XX pelo mediatismo. Mesmo após as eleições de 2000, falou-se na alteração ao sistema, mas verdadeiramente nenhum dos partidos está interessado. Show must go on!
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a questão não é «nenhum dos partidos estar interessado», tem a ver com o facto de ser um sistema federal. No qual se tentam ponderar dois factores diversos, o peso do voto popular e o interesse dos estados, em pé de igualdade. Por isso, nunca as eleições são totalmente «representativas» no sentido que nós conhecemos ou sequer proporcionais, pois introduzem-se factores de compensação por forma que os estados grandes ou a conjugação de meia dúzia deles, torne irrelevantes os estados mais pequenos.
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Já, agora,o que sucede no caso de se chegar a uma convenção partidária sem que exista um candidato com 50,01% de delegados (o que pode bem acontecer, em ambos os casos e a jogada de Ronney foi brilhante): seria o que se eles designam por uma «Brokered convention», na qual todos os delegados podem escolher livremente em quem votar, fazendo-se rondas sucessivas até se encontrar um vencedor final. Durante esse processo, evidentemente, fazem-se negociações,pressões e outros eteceteras que seriam supramente divertidos.
Normalmente, os partidos não querem esse tipo de convenção, porque o candidato vencedor surgirá perante a opinião pública como fraco. Daí que por vezes, perante uma dinâmica de vitoria de um deles, os adversários em certo ponto desistam, em nome da unidade e vitória final face ao partido concorrente.
Mas, e na hipótese de os dois partidos estarem na mesma situação? Já era capaz de valer a pena correr o risco…..
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«Normalmente, os partidos não querem esse tipo de convenção, porque o candidato vencedor surgirá perante a opinião pública como fraco.»
Isso soa a teoria do copo meio vazio. Porque não meio cheio, hein? Claro que pode acontecer que os candidatos sejam maus e essa situação acontecer por essa razão. Mas também pode acontecer que sejam bons e aí já será necessariamente meio cheio. Mas eu até compreendo. Neste caso em concreto fala-se nisso em relação aos democratas, por isso é necessariamente meio vazio. Boa. 😉
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O Mitt Romney falhou pois quis ser quem não é, ie, fez-se passar por conservador quando é um moderado. Demonstrou falta de carácter e oportunismo.
Tivesse logo no Iowa dito que era moderado e, se calhar, ocuparia agora o lugar do Mcain, pois este ano não houve um conservador que furasse fora do eleitorado evangélico. o Fred Thompson foi um flop e o Huckabee é um pastor evangélico…Ora, se o Romney tivesse apostado na zona moderada, estaria em melhor posição que o Mccain, pois este é odiado pelos conservadores.
Dos republicanos, acho piada, pela frontalidade e total liberalismo, ao Ron Paul, mas de facto o Mccain é o mais forte junto dos independentes e o único republicano capaz de bater os democratas.
Defendia, dentro dos democratas, o John Edwards, pelo que agora estou órfão, pois detesto a Hilary e o Obama pode ser (não sei…) um novo Carter.
Miguel Direito
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