Os manifestantes quererão ser senhorios do Grémio?
Os senhores da foto (semanário SOL) insurgem-se contra a ordem de despejo determinada contra o Grémio Lisbonense. Para quem não saiba o Grémio Lisbonense ocupa dois andares no centro de Lisboa. Por esse espaço paga 333 euros de renda.Presumo que os senhores da foto estarão dispostos a adquirir as ditas instalações e a deixar manter-se lá pela mesma renda o dito Grémio Lisboense. A Câmara Municipal de Lisboa que declarou a utilidade pública do dito Grémio certamente que também pode contribuir. Ou até comprar o edifício e fazer um novo contrato com o Grémio pelos mesmos 333 euros. Ou será que se considera que o senhorio do Grémio tem de arcar com os custos da “utilidade pública” mais a paixão que a associação suscita nestes manifestantes?
Neste caso encontram-se reunidos quase todos os ingredientes que levam à degradação dos edifícios do centro de Lisboa: rendas baixíssimas; uma década em tribunal com recursos para o Constitucional e para o Supremo para se tentar efectuar um despejo ou fazer um novo contrato. Para efectuar o despejo o senhorio não deve alegar que a renda não chega sequer para pagar um seguro do edifício mas tem sim de ter meios económicos para se preparar para uma longa demanda nos tribunais onde terá de provar que o inquilino vandalizou o edifício. No caso a acusação prende-se com o desaparecimento duns azulejos e a destruição do soalho mas mesmo que o inquilino não tivesse estragado nada com 333 euros de renda o senhorio conseguiria manter o soalho em condições? E restaurar os azulejos? Claro que não. Quem vandalizou o edifício é esta fantástica Lei das Rendas que no caso da Baixa de Lisboa condena à ruína os senhorios, os edifícios e também os inquilinos. Porque aquelas rendas de miséria que pagam levam a que vejam na mediocridade o seguro da sua sobrevivência.


A Câmara Municipal de Lisboa que declarou a utilidade pública do dito Grémio certamente que também pode contribuir. Ou até comprar o edifício e fazer um novo contrato com o Grémio pelos mesmos 333 euros.
-E o Zé? Como enquadraria esta hipótese nas recentes medidas do Zé?
-Claro que a execrável lei das rendas cria distorções de mercado, inflancionando até o valor dos poucos imóveis disponiveis, porque se os de baixo valor vissem os valores actualizados, aumentaria a oferta e diminuiria a especulação!
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Poa acaso, até se vê logo que os jovens da foto são pessoas a quem o Grémio Lisbonense interessa sobremaneira e se deslocaram ali de forma espontânea. Isto é, não foram arregimentados nem se deixaram arregimentar.
É certo que nunca antes tinham ouvido falar do Grémio Lisbonense nem sabem o que é.
Mas o que verdadeiramente importa é que estão a manifestar-se contra o fascismo.
Com esta juventude, pode Portugal estar descansado: tem um belíssimo futuro pela frente.
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e temos o estado a colocar acções de despejo porque os inquilinos pagam só 333 Euros, que não dão para o senhorio pagar a manutenção, seguros e outros do edificio.
E o que dizer dos senhorios, que não fazem parte do estado, que tem inquilinos ha mais de 40 anos, que actualmente depois dos aumentos todos já pagam rendas entre os 25 e os 40 Euros (cinco a oito contos na moeda antiga)?
Esses é deixar o edificio cair, até que os inquilinos saiam para que se possa vender o edificio para a construcção de um novo centro de escritorios.
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O Grémio Lisbonense é uma associação de cultura e recreio, fundada em 1842.
Não ficava mal respeitar os anciãos.
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A Santa Casa da Misericordia deve ter imensos prédios em Lisboa ao abandono. Podiam alugar ao Grémio por 333 euros.
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António de Almeida Diz:
“(…), porque se os de baixo valor vissem os valores actualizados, aumentaria a oferta e diminuiria a especulação!”
O que não interessa a ninguém pois lá se ia embora o negocio mais rentável dos bancos com o credito à habitação e a justificação para as Câmaras mandarem fazer urbanizações inteiras para “realojamentos”. E depois? Por onde entravam as “gratificações” correspondentes?
Já para não falar no arrendamento como facilitador da mobilidade das pessoas. Imagine-se o perigo que seria dar o poder às pessoas de fugirem ás autarquias ladronas. Um verdadeiro perigo para a “estabilidade democrática”! 🙂
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Rui Diz:
“Esses é deixar o edifício cair, até que os inquilinos saiam para que se possa vender o edifício para a construção de um novo centro de escritórios.”
Ou mandar-lhes com SRUs para cima sob ameaças de expropriações que, quando se concretizam, sempre dão uma preciosa ajuda no aumento do património publico por uma fracção do valor real. Depois sempre os podem tentar revender para tapar os buracos nos orçamentos municipais com os proveitos dessa extorsão legalizada e continuada. Os tais buracos cujos responsáveis são sempre “os outros”.
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E é fechá-los, os edifícios, como o Rui Rio fez naquela rua da Fábrica e do Almada ou lá qu’é, pregar-lles nas portas umas tábuasou umas ferragens e embandeirar lá um retrato da helenamatos, que é uma vergonha, a degradação, e quem manda aui sou eu…
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O edifício é propriedade privada.
Os que, como o Piscoiso ou lá o que é, concordam com a situação existente só têm uma coisa a fazer: comprar o prédio em causa e dá-lo de renda ao Grémio pelos tais 333 euros mensais.
Nada mais fácil, afinal.
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Para a defesa do património cultural, existe o Ministério da Cultura e não os piscoisos.
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Estereótipos, a avaliação qualitativa sempre permite estas formulações, ao observar esta fotografia não posso deixar de me lembrar dos jovens mascarados presentes no Terreiro do Paço no dia de comemoração do regicídio, ou recuando no tempo os espectadores do “cinema de qualidade” no quarteto durante os anos 80.
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Já é altura de aparecerem nas manifestações de fato e gravata, barbeados e de cabelo cortado, para evitarem estereótipos.
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Muitos dos que nos anos oitenta tinham a barba por fazer e na lapela o famoso emblema energia nuclear não obrigado, hoje vestem fato e gravata e encontram-se em lugares de administração.
Onde estarão estes jovens do Terreiro do Paço dentro de uns anos, talvez a fazer comentários com ar muito cuidado quiçá semelhante ao de Joana Amaral Dias.
Meu caro Piscoiso é tudo uma questão de etapas para os que conseguem fazer a carreira completa.
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E que tal uma ordem de despejo ao restaurante do Júdice? Esse paga 500 euros mensais…
O problema da degradacao da baixa lisboeta nao se deve ao Grémio. Se o Grémio faz alguma coisa é ainda trazer alguma actividade e divulgacao cultural numa zona que se ve apenas preenchida por casas abandonadas ou lojas da Zara.
A autora do post preocupou-se em ler as notícias de hoje e pouco mais… informe-se e depois comente. Teem sido muitas as iniciativas por parte do Grémio para renegociar a renda e manter a sociedade em funcionamento.
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P. Lumumba Diz:
“E que tal uma ordem de despejo ao restaurante do Júdice? Esse paga 500 euros mensais…”
Até aposto que ele não se aborrece nada com essa ordem de despejo assim que lhe devolverem os 2 milhões contratualizados. Paga o Zé ou vai pra conta? 🙂
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eufémios voltam a atacar !!!
“AGREMIADOS:
Na falta de campos de milho, o pessoal do Bloco resolveu tomar as dores dos velhinhos do Grémio Lisbonense e acabou de levar umas bastonadas valentes. Para não variar ( já no célebre desfile da rua do Carmo que também acabou em bastonada foi a mesma coisa) o relato foi feito por uma kamarada estrangeira. Já reparei que estes betos-anarcas não se afastam muito do Rossio: deve ser uma seca ir impedir a retirada de maquinaria de uma fábrica de Arcozelo do Riacho. Para isso está lá o PCP.- FNV
http://marsalgado.blogspot.com/
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Tomámos a liberdade de vos linkar:
http://blogtailors.blogspot.com/2008/02/grmio-literrio-e-o-despejo.html
obrigado
paulo ferreira.
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A associação mais antiga de Portugal. Será que não seria de preservar e chegar a um entendimento?
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Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Como sempre quem se lixa é o mexilhão!!!
Só me apetece dizer isto.
Mas… digo tb que o BLASFÉMIAS acaba de receber um prémio no meu blog. Parabéns.
Abraço
Tiago (DEMOCRACIA EM PORTUGAL)
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Se o estado vai subsidiar rendas a jovens de 500 euros?, já agora também podia subsidiar a renda do grémio. Bastava o membro mais jovem do grémio pedir o subsidiozinho.
Mais subsidios menos subsidios, todos devem ter dirieto ao subsidio. Os deputados ao subsidio de exclusividade, os médicos ao subsidio de transplante para serem ricos, os admnistradores hospitalares como sao ricos ao subsidio para a gasolina, os das juntas metropolitanas aos subsidios para os almoços que ganham pouco, e o grémio? Nao dao subsidio para a renda porque?
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Tanto PSP?E o povo desarmado?Porra o BE tem que chamar as FP-25 para contrabalaçar o seu peso específico, que como se sabe é um dos maiores do mundo…
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“Tanto PSP?E o povo desarmado?Porra o BE tem que chamar as FP-25 ”
Em vez disso o grémio podia ir ocupar uma das casas de alguém do BE e depois ele que chamasse a polícia.
As coisas nao se podem resolver assim. O senhorio do prédio também tem direitos. O que penso é que se deveria arranjar uma alternativa. Tantas casas da camara ou da misericordia vazias. Bem que podia dar-lhe utilidade. Um grémio numa comunidade dá vida social. Fica menos vazio.
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A justiça neste caso chegou a uma decisão, acontece tardiamente e raramente mas acontece.
Já agora, os azulejos que foram retirados eram pombalinos?
È que o Berardo anda a comprar azulejos para a sua colecção, vejam lá, não vá o milionário ter de devolve-los.
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O despejo pela polícia é uma coisa e a actuação da polícia é outra. No caso dos campos de milho estava a ser cometido um crime premeditado e suas excelências foram escoltadas. Se calhar o trabalho da TV não é grande coisa e não se vê ali diálogo equivalente antes da pancada ou isso não foi devidamente explicado. Haverá dois países dentro de um só? O que eu sei é que no tempo de Cavaco Silva o PS e o PC andaram a alimentar o corte da ponte 25 de Abril.
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A mesma lógica que encontra forma legal de oferecer ao Casino um imóvel construido com o dinheiros público, também fornece munição ideológica para justificar o mercantilismo e a especulação imobiliária que arrasa os centro urbanos e expulsa os habitantes mais pobres.
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Enquanto isto, “Um ministro com mais poderes e um Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) reforçado.” (Sol). Feijões contra poder absoluto ao querido líder, que não pensa noutra coisa. O poder sobe-lhe à cabeça.
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Na Parvónia ser assim!
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http://www.youtube.com/watch?
v=KKw-UjHCEWI
Quando reeditei o “Zé” – era o de cima.
O “filme” da ocupação da Lisbonense faz-me lembrar o período desse mesmo Zé – bem me recordo o que as forças ditas revolucionarias fizeram – lembram-se da embaixada de Espanha – e quem pagou, sabem quem foi?
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E a bófia aqui agora é S I R…
Amiga da dona do post, uma reaccionária de primeira, chegada agora fresca do Iraque. E ela já nasceu torcida à nascença.
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Então a lei de um tribunal não se faz cumprir? se o tribunal manda fazer o despejo, não se excuta?
Ja chegamos á Campanhã ou quê
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“Em vez disso o grémio podia ir ocupar uma das casas de alguém do BE e depois ele que chamasse a polícia.”
O camarada Louçã apareceu aqui ás uns anos a gabar os seus 120m2, pintados por ele, nas Avenidas Novas. Decerto que não se importa de partilhar uns metros para uma boa causa a bem do povo. Uns copos de 3 e umas biscas lambidas ou partidas de dominó até fazem parte da tradição popular e tal 😛
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Este paga muito menos.
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olha, só pagam 150 € menos que o Eleven…
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os bandalhos dos manifs deveriam ser postos a trabalhar nas minas. A dificuldade está em que eles preferm morrer a tarbalhar e ainda por cima o minério acabou.
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tarbalhar é como eles dizem.
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Como morador na baixa há muitas dezenas de anos, desconheço por completo os elementos que têm aparecido nas fotas, sei que tambem, não era um local bem visto por aqui, o Grémio já tinha acabado há muitas dezenas de anos, tendo depois disso actividades não muito bem vistas pelas leis.
Não sou contra a manutenção do Grémio, mas a receberem outra sala, agradecia que fosse bem longe da Baixa.
Pelas imagens que aparecem nota-se qual a “cultura”, desta gente, o numero de queixas que havia era enorme.
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Este caso do grémio lisbonense de ???utilidade pública???? , só mostra a verdadeira mentalidade “tuga” que nos define, ou seja, obter para nós própios as melhores vantagens de preferencia á custa de alguem…
333€ por um espaço a ocupar dois andares para uma instituição de “uilidade pública”, quando em lisboa a bom rigor é necessário essa “módica” quantia para arrendar um quarto.
Seria suposto o senhorio ter prejuizo em favor do grémio com leis de arrendamento que não conseguem nunca independentemente das autoridades legislativas que as “lançam” cá para fora conciliar os intresses entre as partes?
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Tem um inquilino que lhe paga uma renda vergonhosa?
Junte-se JÁ À Revolta dos Senhorios!
http://www.arevoltadossenhorios.com
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