História contemporânea:
19 Fevereiro, 2008
Nos últimos 20 anos sucederam-se as seguintes independências unilaterais:
Estónia, Lituânia, Letónia, Eslovénia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia, Eritreia, todas as repúblicas da ex-Urss…..
Mas para alguns, o Kosovo é que é um «perigoso precedente»…..

Penso que a Eritria não foi unilateral (e no caso das republicas da ex-URSS e da ex-Jugoslávia, talvez o facto da constituição consagrar explicitamente o direito à independência reduza a sua unilateralidade)
GostarGostar
E o Azerbeijão, a rica terra, está em que mãos – quantos indefesos ja foram vitimas do genocidio, encapotado, mas é –
O Kosovo, ao que dizem ,é terra pequena e de gente pequena, -http://pt.wikipedia.org/wiki/Kosovo – quantos estão nas mesmas condições – O Monaco, A Suiça , chipre, malta, o proprio Vaticano….o problema é a situação geografica? nem por isso, não constitui problema para o poder Russo
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Europe_location_KOS.png.
GostarGostar
isto é chato pa burro, mas como evitar, alguem me diz?
GostarGostar
Caro Gabriel,
Se você e eu fossemos realmente inteligentes não andariamos a escrever ou comentar em blogues… Aprenda uma pouco mais sobre a actual guerra fria antes de escrever banalidades à lusitano.
«Russian state TV suggests USA involved in drug-trafficking from Afghanistan». http://www.inteldaily.com/?c=143&a=5234
GostarGostar
Caro Miguel,
a Eritreia andou em guerra contra a Etiópia durante 30 anos. Finalmente venceu, em 91 e declarou a independencia, confirmada por referendo organizado pela Onu em 93.
Sobre esse direito á independencia das constituições jugoslavas e soviéticas, desconhecia. Mas ainda assim, estou em crer que nenhum dos eventuais procedimentos lá existentes foi cumprido: as assembleias estaduais limitaram-se a declarar a independencia e pronto. Como no kosovo.
GostarGostar
As independências da Eslovénia e da Croácia foram contra a posição Sérvia. No caso do Montenegro, a Sérvia foi pressionada a aceitar pela UE. No caso da Letónia, a Letónia declarou ilegal a anexação e consideou que nunca fez parte da URSS. Gorbachev esteve contra.
GostarGostar
Acho um pouco piadético é o pcp. Já exige ao governo que nao reconheça o país. Quer dizer logo um partido que era pelas causas, como por exemplo do país basco. É logo contra. Nem exita.
GostarGostar
Esse oriço é aqiela estupidez de surpresa, efectivamente…
GostarGostar
E nunca, contemporâneo ou antigo, selvagens já foram mais cruéis e desumanos que esses porqueiros maricanos, comme qui, a destra,
http://www.voltairenet.org/article155281.html
GostarGostar
Portanto, desde que seja à busha, o Gabriel não se importa de falar à toa.
GostarGostar
“a Eritreia andou em guerra contra a Etiópia durante 30 anos. Finalmente venceu, em 91 e declarou a independencia, ”
O que aconteceu em 91 foi que os indpendentistas da Eritreia e do Tigré derrotarem o exército etiope, e a Frente Popular de Libertação do Tigré tornou-se o governo da Etiopia (mais ou menos como a ETA ficar a governar Espanha).
E penso que a Eritreia proclamou a independência com o consentimento do novo governo etiope.
GostarGostar
O que se assiste é, quer se queira quer não, ao desmantelamento da entidade: Estado. Não tenho dúvidas que, a partir de agora, maus tempos virão para os pequenos países.
Oxalá Portugal resista!
GostarGostar
“Não tenho dúvidas que, a partir de agora, maus tempos virão para os pequenos países”
em principio, serão piores para os grandes, não? (quanto maior um país, mair o probabilidade de ter lá dentro uma minoria descontente maioritário numa região)
GostarGostar
Diz ali atrás o Diz que a Rússia, então, está envolvida na perseguição, na invasão ao Afganistão, ainda, por este tempo?…
E a burka, não iam os states acabar com ela, abrindo a porta assim à civilização essas afgâs mulheres?
Mas tamém, compreende-se, os states precisam de lucrar no comércio do ópio de forma a temperar o grande gasto em evangelização do sétimo dia.
GostarGostar
E esses gajos da Córsega, para exemplo, em guerra desde o time dos Romanos, não é que vão aproveitar a chance de se rebelarem contra o Sarkozi da Hungria?!
Era uma ideia, com o gajo todo entretido, enfatuado com o tarolas do ministro dos estrangeiros, como da “quelqun m’a dis que tu m’aime”…
GostarGostar
Que esse ministro dos estrangeiros, lá que seja, é um tarola, queridos, bem à la France…
GostarGostar
um tarolas, num exclusivo meu do termo, que já passa aqui e ali, provando que não sou, a minha pessoa não é de todo sem importância…
GostarGostar
Nós portugueses fomos expulsos sem bagagens de áfrica porque não era nossa(apesar de termos descoberto muitas ilhas desertas).Se o Kosovo é da Sérvia quem está lá a mais não são os sérvios.Quem esteja e não queira aceitar a lei sérvia, que faça a s malas e parta para onde se sinta bem…
O qie a europa está de facto a dizer aos sérvios é: è pá voçês são uns burros de catano, “limpem os gajos” e pronto ficam com a terra…
Se os sérvios o não fizeram agora ainda um dia o vão fazer…
Como a ONU não está a “autorizar” a actual situação no Kosovo acho que portugal deve retirar-se COM TUDO e deixar de GASTAR naquela porcaria.
GostarGostar
E ainda essa do kosova?
Que é vossa a terra, eu sei, ó sérvios, mas deixem lá, se lá se meteu o porco maricano, prepotente, carago!
E, oh, tamém nós temos ali a merda de uma base maricana, quer queiramos quer não, que há sempre um servil criado a beijar o cu dos gajos…
Sim, falando direito é o que se passa, sem mais nada, ó caros.
GostarGostar
É forte,
porém autêntico!
GostarGostar
em qual dos grupos posso incluir a chechenia? nao, nao estou a falar das propriedades do mario soares
GostarGostar
Miguel,
«E penso que a Eritreia proclamou a independência com o consentimento do novo governo etiope.»
de acordo.
GostarGostar
A próxima vai ser a Madeira, ou Lisboa (depende do túnel)
GostarGostar
Ai, que chega a ser doentio ver esse Gabriel e aí blasfemos entretidos em socratines sofistas, quando bem sabemos que a coisa fia fina aqui e noutros sítios a capricho da prepotente quão selvagem bushite, encartada terrorista.
GostarGostar
E é mais uma base
maricana ali aos Balcãs,
a um passo do Cáspio. Só isso.
GostarGostar
Tenho de concordar com o amigo Beirão… se, por exemplo, num destes dias (anos, décadas) a comunidade cigana, ou outra qualquer, se tornasse tão numerosa em Guimarães que a quizesse sua e independente, iríamos nós aceitar essa sua pretensão/exigência?!… Duvido! Claro que isto não passa de um mero (mas possível) exemplo… eh, eh, eh…
GostarGostar
Tamém digo. Que é grande a Bíblia, citável a todo o propósito, lugar ou circunstância, conquanto o dite a força das armas como da sinomaricana ganância.
GostarGostar
Eh,
mas
armando
ò sério, assim se entretém os “tolos”.
GostarGostar
“republicas da ex-URSS e da ex-Jugoslávia”
Houve uma Guerra entrea Croácia e a Jugoslávia(dominada pelos Sérvios)
GostarGostar
Gabriel, todos esses exemplos que citou, com excepção da eritreia da qual não sei o suficiente para concordar ou discordar, eram já per si républicas- naçãos incorporadas numa federação. A jugoslávia era uma federação de 6 républicas: eslovénia, croácia, sérvia, montenegro, bósnia e macedónia. o kosovo não. nunca foi independente e sempre foi considerado parte da nação/estado sérvio.
isto é obviamente um pormenor mas um pormenor de relevância. aceitou-se,e a contragosto, a separação da federação jugoslava nas suas repúblicas constituintes mas nunca se promoveu o desmembramento de uma país “uno”..
é um assunto complicado e que não creio que se possa encarar levianamente com esse à-vontade. Como o gabriel bem sabe o liberalismo para o ser, implica a existência de um estado de direito com regras. senão rapidamente degenera numa oclocracia, uma democracia das multidões ululantes e perigosas…(aquilo que os ingleses chamam ‘mobocracy’ com o sentido das ‘mobs’ multidões de linchamento)
GostarGostar
Sinceramente, e apesar de não conhecer o direito internacional, comparar a independencia das ex-repúblicas da URSS e dos ex-estados da Jugoslávia é muito forçado. Todos eles eram estados federais e adquiriram a sua independencia ao sair da federação (contra vondade desta, é verdade) e levaram ao fim da entidade federal. O kosovo nunca foi um estado federal, sempre fez parte de um estado unitário, a Sérvia (embora com estatuto de autonomia) e a sua independencia não implica o fim da República Sérvia.
Ou seja, acho que não existe nenhum precedente: Desde que existe direito internacional, É a primeira vez que uma região (autónoma) de um estado unitário declara a independencia unilateral, contra a vontade desse estado… e essa independencia é reconhecida!!
GostarGostar
Existe uma enorme diferença entre o kosovo e as anteriores independênciasna ex-jugoslávia. O reconhecimento das independencias das republicas da ex-jugoslávia existiu porque se entendeu que o estado jugoslavo faliu e não respeitava a autonomia e liberdade desses povos. O mesmo não aconteceu com o kosovo, enquanto parte integrante da sérvia.
GostarGostar
ò Lord Jeremias…. naçãos???!!!
GostarGostar
Esta é que é uma verdadeira posta!
Mostra que o Gabriel sabe de História!
GostarGostar
Javier Solana, na TV, Kosovas, há um minuto…
and that, reconhecimento da in-depen-dência do kosova aos states, respeita a cada país, a cada um, não à CE, onde tem tacho, e, de falsete, and that, traidor à pátria, deixa a grande missiva, maricas, por defender o tal tacho.
Contudo velho como o Isaac, ao que chega o ridículo da subserviência, ó parvalhão solanadas.
E vem cá, que aqui na blasfemia ainda encontras palco.
GostarGostar
Tá bom, não peçam meças ao Garby, que o homem é um serviçal, um satraussiano sem carácter como os outros, nem disso tem precisão, como os outros.
GostarGostar
A URSS reconhecia na Constituição o direito de secessão. Esse pormenor ajudou.
Eu vou mais longe. Uma constituição para ser legítima tem de reconhecer o direito formal à secessão, e deve até definir o processo de ser reivindicado. Sò assim podemos presumir que um Estado tem um “contrato” com as partes, que não podendo ser o individuo por razões práticas, deve pelo menos conferir essa presunção a partes territoriais-populacionais que constituem esse Estado.
E se assim fosse, as tentações centralistas à volta de uma capital, seriam completamente anuladas.
GostarGostar
Gasel: uops! mea culpa, lapso de escrita não de conhecimento!
GostarGostar
«E penso que a Eritreia proclamou a independência com o consentimento do novo governo etiope.»
Certo. Mas em que condições ?!… As forças rebeldes eritreias derrotaram o exercito etiope, entraram em Addis Abeba, provocaram a queda do governo etiope e patrocinaram um novo governo. Foi este novo governo que “aceitou” a realização de um referendo na Eritreia e acabou por “reconhecer” a independencia do territorio !
Foi bem mais do que uma simples “declaração unilateral” !!…
GostarGostar
O Kosovo não é legítimo nem viável. Visite http://leia-la-isto.blogspot.com
GostarGostar
Historicamente, a maior parte das independencias não foram adquiridas facilmente e com o espontâneo assentimento dos governos e das populações dos paises que administravam esses territorios. Foram quase sempre conflitos longos e até violentos. Em muitos casos as independências foram pura e simplesmente arrancadas pela força e declaradas unilateralmente. Só depois, por vezes muito tempo depois, as autoridades dos países onde se integravam acabaram por as aceitar e reconhecer formalmente. De igual modo, em muitos casos o reconhecimento pelos outros países e pelas principais organizações intenacionais levou o seu tempo. É certo que também aconteceram independências relativamente pacíficas, negociadas préviamente com as autoridades administrantes, e desde o início sancionadas e apoiadas pela comunidade internacional.
Isto para dizer que não me parece que o argumento histórico possa ser utilizado para apresentar a independência unilateral do Kosovo como uma anomalia. Do mesmo modo que não deve ser utilizado para a justificar de per se. Para além das circunstâncias mais ou menos formais e legais em que este tipo de processos acontecem, há outros critérios, talvez mais substanciais, que permitem avaliar uma independência, e o modo como é alcançada.
Um desses critérios, julgo que primordial nos tempos presentes, é moral, diz respeito a um princípio de direito segundo o qual cada comunidade deve poder decidir livremente do seu próprio destino. Claro que a constatação desse direito deve obdecer a um conjunto de requisitos. Claro que, como para todos os direito, o exercício do direito à independência não deve fazer-se espezinhando outros direitos fundamentais e equivalentes, os dos outros países, comunidades e indivíduos de algum modo envolvidos. Claro que na prática a avaliação destas condições não é simples e pode dar lugar a várias interpretações e convicções.
No caso do Kosovo, estamos claramente perante um território que é em grande parte ocupado por uma população de uma etnia diferente da do país anteriormente administrante. É verdade que na ex-Jugoslávia o Kosovo não era considerado uma região “autónoma”. E depois ? Foi uma exigência da região e da etnia dominante, a Sérvia, justificada únicamente pelo facto de existirem no território alguns locais religiosos ligados aos longínquos primórdios da nação sérvia. Também a constitução portuguesa do Estado Novo considerava as colónias como partes integrantes do território nacional. Por isso eram chamadas “Provincias”, ao mesmo nível do Minho e do Algarve. Também os defensores do “Grande Israel” consideram que a Palestina, a que chamam Galileia, deve fazer parte de Israel porque os judeus a habitaram antes dos palestinianos. A verdade é que os sérvios nunca consideraram os kosovares albaneses como fazendo parte da sua nação. A verdade é que os kosovares têm um ressentimento profundo contra a Sérvia e recusam qualquer integração neste país. A verdade é que este sentimento é largamente partilhado pela população e confirmado democráticamente através do apoio eleitoral a forças políticas e dirigentes favoráveis à independência.
Devo dizer que eu não era nem sou necessáriamente a favor da independência do Kosovo. Até admito que a manutenção na Sérvia de um Kosovo com uma grande autonomia pudesse ter sido uma solução preferível. Desde que isso significasse que os sérvios e os kosovares albaneses se tinham entendido e continuariam a coexistir pacificamente e no interêsse comum. Mas a verdade é que, infelizmente, as posições das duas partes se revelaram inconciliáveis. Este é um dado de facto que não devemos ignorar.
A alternativa à independência do Kosovo teria sido a manutenção forçada deste território debaixo da alçada de um país detestado pela maioria da sua população. Ou seja, a perspectiva de conflitos frequentes e um foco permanente de tensões susceptíveis de degenerar numa nova guerra civil e na desestabilização de toda a região. Não me parece que esta perspectiva seja melhor do que a independência nos termos actuais.
Dito isto, eu não penso que o reconhecimento da independência deva significar que o Kosovo e os seus governantes podem agora fazer tudo o que muito bem entendem. O Kosovo ainda é um território sob tutela da “comunidade internacional”, com forças militares e policiais estrangeiras importantes, e beneficiando de ajudas económicas importantes. O território deve continuar sob vigilância. Não apenas no sentido de desencorajar e evitar qualquer aventura militar da Sérvia no sentido de recuperar o contrôlo do território. Também, e principalmente, no sentido de garantir que as autoridades do novo país respeitam e garantem os legítimos direitos e interêsses da minoria sérvia e não tomem iniciativas que possam pôr em causa a paz na região.
Vou ainda mais longe. Admitindo, que não se consiga resolver satisfatóriamente a integração da minoria sérvia na nova entidade kosovar, o que até me parece provável neste momento, a “comunidade internacional”, e em particular a União Europeia, deveriam aceitar revêr as fronteiras existentes e equacionar uma eventual integração na Sérvia das parcelas do território do Kosovo habitadas quase exclusivamente por sérvios. É sobretudo o caso de Mitrovica. Esta parcela até é geográficamente contígua da Sérvia e esta integração não representaria dificuldes maiores. A União Europeia tem-se oposto a considerar a uma redifinição de fronteiras, não apenas no que se refere ao Kosovo, mas também relativamente à Bosnia-Herzegovina e às zonas de povamento sérvio coladas à Sérvia. Não se compreende que por um lado aceite a amputação do Kosovo da Sérvia e pelo outro lado continue a manter uma posição de intransigência quanto às restantes fronteiras. Se assim fôr os sérvios terão novas, e agora justificadas, razões para considerarem que são tratados de modo diferente relativamente a outras comunidades. Claro que não vai ser fácil consegui-lo porque sabemos existirem na Europa países que se opõem por princípio a qualquer revisão de fronteiras. Praticamente os mesmos que não querem agora reconhecer a independência do Kosovo.
GostarGostar
E o Azerbeijão, a rica terra, está em que mãos – quantos indefesos ja foram vitimas do genocidio, encapotado, mas é – (…) não constitui problema para o poder Russo
ó oriço, ó fala-barato, ó socratino mais ignorantão!…
GostarGostar
E eu vou mais longe, como é que a Croácia, sem a bota da Alemanha, conseguia aquela independência de tomar o Mar Adriático todo às províncias-nações vizinhas, que é uma gula de desonestidade em grande.
Oh, lá quero saber, se me derem a independência do Douro Litoral e do Minho, dando eu já o dótor Carlos da Engil d’Amarante em troca.
GostarGostar
Então e a F.L.B. (FRONT DE LIBÉRATION DE LA BRETAGNE)?
Certa vez, caí numa festa deles, levado pela Marlene, onde comi dos melhores foies-gras.
A bebida era um cocktail feito num alguidar.
GostarGostar
vai haver xarivari.a europa de cócoras perante o petróleo muçulmano. vive la Corse libre. viva o País Basco livre
GostarGostar
Miguel Madeira;
O problema é, a meu ver, pior para os pequenos países. Porquê? Primeiro, porque apesar de pequenos, podem ter no seu seio as mais diversas entidades culturais que se pretendam separar(exemplo, a Suiça); Segundo, porque mesmo em nações muito antigas e com uma identidade cultural unificada, como Portugal, sempre podem surgir com renovado ímpeto – vg. o caso da FLA açoriana ou da FLAMA madeirense – movimentos separatistas violentos. Terceiro, porque se forem como Portugal, são altamente permeáveis a influências estranhas mesmo que sejam perniciosas para sobrevivência do País.
GostarGostar
Devo recordar que todas as ex-repúblicas soviéticas faziam parte de uma união de estados e depois de uma comunidade de Estados. Situação semelhante (um pouco diferente) era a da Croácia, Eslovénia ou Macedónia. Não era o caso do Kosovo, que não era um Estado, uma república ou sequer uma província autónoma. Ou seja, fazia parte do território da Sérvia. O seu estatuto institucional era completamente diferente. E não me lembro de nenhum caso semelhante na Europa nos últimos 20 anos.
Não acho sequer que esta seja a questão. Mas acho importante ser rigoroso quando se fala de precedentes. Mais: nada tenho contra a independência do Kosovo. Apenas gostava de perceber os critérios para as posições da Europa. Nada mais. Porque raio no leste da Europa os critérios são completamente diferentes daqueles que são aplicados na Europa Ocidental, onde o debate das independências é um tabú. O que é excelente para os outros é impensável para nós?
GostarGostar
DO, O Kosovo não era região autónoma? Pensava que sim. De qualquer forma tinha um estatuto diferente de todos os casos aqui citados (excepto porventura o da Eritreia). No entanto,aquela zona sempre foi muito conturbada e nem sempre esteve sob domínio sérvio. Ou seja, é um caso bicudo. Não se pode é fingir que as potências que apoiaram a independência o fizeram porque se preocupavam com os kosovares… O EUA receberam como contrapartida dos kosovares um campito militar numa zona estratégica para assegurar o petróleo daquela zona.
GostarGostar
“Apenas gostava de perceber os critérios para as posições da Europa. Nada mais. Porque raio no leste da Europa os critérios são completamente diferentes daqueles que são aplicados na Europa Ocidental, onde o debate das independências é um tabú. O que é excelente para os outros é impensável para nós?”
Como creio que muitos já o perceberam, o direito de secessão vai ser o factor supresa na ordem internacional nas próximas décadas. Até porque o princípio democrático obriga a isso. De resto, estipulado há muito nos anos 20 pelo liberal clássico Mises no seu “liberalism”.
Para os anarquistas representa uma vingança filosófica, porque, no limite o individuo deveria ter direito a isso, já que ninguém pode ser forçado (respeitando os direitos dos outros) a participar e cumprir das decisões colectivas democráticas dos outros. Essa participação, presume-se, é voluntária, “acordo participar” de um processo democrático porque aceito cumprir disposições mesmo quando a maioria decide contra as minhas preferências, porque vejo nisso utilidade.
Quando um comunidade mais pequena (já que ao nivel do individuo seria dificil – excepto aceitando a concorrência entre agências de segurança e arbitragem) deixa de ver nisso “utilidade” pede a secessão democráticamente e deixa de participar de um circulo maior de decisão colectiva para fundar o seu próprio circulo de decisão mais restrito e independente e soberano.
GostarGostar