Moinhos de vento
«Agora a escandalização mudou de crença e são os cristãos a dizerem-se ofendidos»
A sério?
Tal como no caso anterior, onde não encontrei UMA declaração de alguém muçulmano a declarar-se ofendido, mas apenas uma administração a decidir não pretender susceptibilizar uma quota do seu mercado, também agora não encontrei UMA informação sobre um cristão que se tenha sentido ofendido.
Mas encontrei isto:
«The ban has been criticised by the Rev Stephen Coles, of St Thomas’s Church in Finsbury Park. He said: “The itch to censor is something one should resist. I can’t quite see how this could cause offence. We’re grown-ups and Jesus can defend himself. One has to be a little wary of indulging the super-sensitive.” Mr Coles added that putting Christ in boxer shorts preserved his dignity more than usual.»

LOL
E agora, CAA?
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Eu, francamente, nem vi referências dessa administração a muçulmanos, sikhs ou fosse o que fosse…
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Muito bem, Gabriel.
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Mais imagens sobre o tema
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Gabriel, deixa ver se entendo. O CAA está de acordo com o Reverendo Stephen Coles. Afinal, também o reverendo se insurge contra a censura que houve neste caso. O que me parece ser o que o CAA argunmenta.
Já tu estás em desacordo com o reverendo, é assim? E nesse caso, pergunto-te. Por que estás tu em desacordo com o reverendo?
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Caro LA-C,
O reverendo não vê motivos para que o cartaz não fosse exposto. Thats my point.
Não vi ninguém alegando ser cristão insurgindo-se contra a sua exposição, pelo que falta objecto ao «agora são os cristãos a dizerem-se ofendidos»….
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Perdão Gbriel, o reverendo vai mais longe do que não se opor.. O reverendo diz explicitamente: “The itch to censor is something one should resist.”
Ora é exactamente isto que o CAA defende: a administração não devia praticar auto-censura. O comentário que citas, apenas dá razão ao CAA.
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mas por isso mesmo fiz a citação!
Volto a repetir: Não vi ninguém alegando ser cristão insurgindo-se contra a sua exposição, pelo que falta objecto ao «agora são os cristãos a dizerem-se ofendidos».
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Quando o reverendo diz:
“The itch to censor is something one should resist. I can’t quite see how this could cause offence. We’re grown-ups and Jesus can defend himself.”
É ele próprio que está a assumir (implicitamente, é certo) que houve auto-censura por se recear as reacções da comunidade cristã. Ele diz que essa auto-censura não tem razão de ser, que os cristãos são crescidinhos e Jesus não precisa de quem O defenda; mas de facto a opinião do reverendo é precisamente a de que houve uma auto-censura preventiva. É esse o ponto do CAA, se bem o entendi. Ele que me desminta se estiver errado.
PS Concordo que o CAA não devia ter escrito que agora era os cristãos que estavam ofendidos. Devia antes ter escrito que agora era a temida eacção dos cristãos que estava em causa.
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Como escrevi nos comentários a outro post:
Eu não vejo problema nenhum em uma empresa decidir poupar alguns dos seus clientes a imagens que eventualmente lhes possam desagradar. Como também não vejo o Metro a organizar uma exposição fotográfica sobre atentados bombistas em metros, ou um promotor de arranha-céus a decorar o escritório com as Twin Towers… Trata-se apenas de bom senso na gestão.
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Pois Tiago, o problema é que esse bom-senso, muitas vezes não passa de um processo de auto-censura; que mais não é do que a forma mais eficaz de censura.
Este caso, foi uma questão de bom-senson ou foi de auto-censura. O reverendo citado pelo Gabriel parece inclinar-se para a segunda hipótese.
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LA-C: Eu encaro isto como um acto de gestão, sendo que o facto de envolver temas religiosos é completamente secundário, pois tal poderia dar-se com violência, sexo, dinheiro, relações sociais, ou outro assunto qualquer. Acho pouco sustentado afirmar que foi algo menos saudável. Pode ter acontecido, mas eu não vejo indícios sólidos suficientes.
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