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Do «ainda» ou o estagiário candidato a pré-reformado

26 Fevereiro, 2008

«Mais de metade dos 55-64 ainda trabalham», titula-se hoje no Público.
E pergunta-se: e porque não haveriam de trabalhar?
Obviamente quem escreveu aquele título está desiludido, frustado nas expectativas que construiu.
Com exactamente os mesmo dados, a conclusão inversa é que seria notícia:«Quase metade dos 55-64 não trabalha».

9 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    26 Fevereiro, 2008 14:56

    Curioso é verificar que os paises com maior percentagem, são a Suécia e a Dinamarca.
    A cegueira do bota-abaixismo, leva ao ridículo de pôr um título desses na 1ª página.
    O Público que ainda se safa, é o Inimigo, à sexta-feira.

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  2. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    26 Fevereiro, 2008 16:59

    ou foram para casa descansar ou perderam o emprego (conclusão mais provável)

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  3. rxcorreia's avatar
    rxcorreia permalink
    26 Fevereiro, 2008 17:55

    O meu pai foi obrigado a reformar-se aos 70 anos, devido à lei, e neste último ano teve, felizmente, imensa actividade com que se entreter no seu atelier de cerâmica. Penso que a reforma é acima de tudo um estado de espírito, que o português típico gosta de alcançar o mais cedo possível.

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  4. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    26 Fevereiro, 2008 18:46

    E se não viver á conta de ninguem é um bom estado de espiŕito.Pessoa1mente, sempre tive como objectivo ser independente financeiramente por vo1ta dos 50 anos.

    Consegui começar a fazer o que gosto aos 55 anos! E vou traba1hando!Pouco!

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  5. dazulpintado's avatar
    dazulpintado permalink
    26 Fevereiro, 2008 18:58

    Talvez valesse a pena acrescentar que, uma boa parte dos que ainda trabalham entre os 55-64, já o faz há 40-49 anos.

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  6. Desconhecida's avatar
    Indigente permalink
    26 Fevereiro, 2008 19:06

    A porra, é quando se é mesmo “descartado” nestas idades e, neste país, ninguém acredita na experiência e, muito provavelmente, salários mais altos destes “idosos profissionais” à solta no mercado…
    Por cá, ao contrário doutros países referidos, não há mercado de trabalho para todos – velhos e novos! E, por mais “tempo que passem” nas escolas (universidades), de momento… não cabemos cá todos. Está mais que provado, é tudo treta politiqueira para aguentar a vide até à próxima vindima!
    Essa, de agora quererem o pessoal a “vergar-a-mola” até morrer, foi imposta pela “mesma seita” que, ainda há muito pouco tempo, promoveu (e ainda promove) reformas a jovens funcionários, bancários e etc., nos 40´s e 50´s… vá-se lá perceber…?!
    Cambada…

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  7. António Vilarigues's avatar
    26 Fevereiro, 2008 19:40

    Caro Gabriel,
    Um exercício interessante para os blasfemos (do «nosso» lado os TPC estão feitos…) seria contabilizar os trabalhadores que nos governos de Cavaco (sobretudo) e Guterres foram obrigados a pré-reformar-se com 55 e menos.
    Então a história é assim: há que privatizar as empresas nacionalizadas. Mas antes há que «saneá-las financeiramente», nomeadamente reduzindo os custos com o pessoal. Ficando os encargos para o Estado. Na EDP, PT, Petrogal, Brisa, Bancos (excepto o BCP), etc, etc, etc. foram dezenas de milhar de trabalhadores nesta situação. Que se mantém hoje em algumas empresas e sectores (banca por exemplo). Tenho um familiar no BCP com 48 anos que dentro de 2 será pré-reformado (aos 50 anos). Já agora esclareço que não tenho inveja, até porque sou profissional liberal.

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  8. Freire de Andrade's avatar
    26 Fevereiro, 2008 23:09

    “a conclusão inversa é que seria notícia:«Quase metade dos 55-64 não trabalha».” Foi exactamente o que pensei quando li a notícia. Então não é suposto a idade normal da reforma ser aos 65 anos? Quem se reforma antes disso será por doença, pelo menos no sector privado, supunha eu. Tendo em conta esta notícia, não será preciso aumentar a idade da reforma para assegurar a sustentabilidade do sistema, apesar do envelhecimento da população e do aumento da esperança de vida; bastará fazer com que as pessoas se reformem mesmo aos 65 anos e não antes.

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  9. Ruben's avatar
    27 Fevereiro, 2008 00:47

    .
    A abordagem do Publico surge certa. Que vale mais a pena, gastar dinheiro do Estado em gente nova com Subsidios de Desemprego, Formações Profissionais etc, facilitismo (mundos de fantasia que não há, maus habitos de trabalho etc ), ou reformar ós que já contribuiram com o seu trabalho pessoal para a Sociedade ??.
    .
    Trata-se apenas de usar o mesmo dinheiro duma forma ou doutra. E como é moda, é erro total.

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