Diz Francisco José Viegas *
«Hoje, 19 de Março, a partir das 18h30, vai realizar-se uma vigília diante da embaixada da China.
O objectivo é chamar a atenção para as “violações sistemáticas dos direitos humanos” – dito assim, não faço mais do que repetir os textos das agências noticiosas, encarando o problema como uma relativa anormalidade. Não é. É uma anormalidade de base, profunda e brutal, que não tem a ver apenas com a repressão e a violência agora usada no Tibete – o historial é enorme, vasto, perde-se na história do império e do comunismo chinês. Dirão que se trata de uma “questão cultural” que deve ser resolvida pelos próprios chineses, o que é de uma hipocrisia insustentável. O capitalismo perdoa aos chineses todas as perversões cometidas, em nome do mercado; alguma esquerda perdoa à China todos os desvios em nome de um realismo incalculável. Os Jogos Olímpicos, até agora, têm sido cenário de grandes cedências e de grandes hipocrisias – mas nenhuma ultrapassa as de Pequim.»

organizada pelo grupo de macau e pelos dirigentes dos negócios da china
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Melhor é deslocarem a vigília para a embaixada americana, se querem que ela tenha sentido. Ou não é que as violações dos ditos direitos prossegue ao rubro sob as patas maricanas, ó CAA? Ao pé dos abusos da bushada, que ainda incita as escaramuças do Tibete, ó CAA, os chineses não passam de uns anjinhos.
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Para não falar dos hipócritas que para o resto do que se passa na China não dizem nada mas para o Tibete já é trinta por uma linha.
Na realidade, queriam algo muito querido muito fofo que seria um Estado governado por monges budistas. E, de facto, entre isso e a ocupação estrangeira, não sei o que será pior.
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É uma cultura secular , com a qual temos muito que aprender.
Com que direito impor-lhes Direitos, que da nossa cultura ocidental brotaram, por mais elevados que os consideremos, e mais universais que os pretendamos ?
Espero ver um dia o Carlos Amorim entrar numa loja chinesa, para comprar um estandarte do Dragão.
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Bipennis Diz:
19 Março, 2008 às 8:22 am
E isso importa?
Piscoiso Diz:
19 Março, 2008 às 9:31 am
O maior relativista teria dificuldades em justificar muito doque se passa na China.
Já agora, hoje é um bom dia para recordar que nós vivemos num país onde os dirigentes políticos se recusaram a receber o Dalai Lama.
Agora que a luta é menos pacífica, já pomos os olhos no Tibete. É daquelas injustiças que não se compreende.
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Estes anti-americanistas primarios quando lhes toca a eles não gostam nada.
Quando o mundo ocidental começava a sair do colonialismo muito forçado pelo investimento comunista na “libertação” dos povos e no direito inalienável á autodeterminação estavam eles a invadir e/ou a colonizar.
Foi assim no Tibete com a “vantagem” do colonizador poder alterar até a configuração etnica da sua populaçao.
Não faltarão aqui em breve os que virão justificar esta como sendo o Tibete a altura um país feudal e retrogrado.
Da mesma maneira como criticam a bushrada maldita usam os mesmos argumentos deles e até doa antigos colonizadores europeus.
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mas os iPods têm de ser baratos! Acho que há mais coisas que são feitas lá, ouvimos dizer
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Sofia, os chineses, decerto que não terão dificuldade em justificar os seus actos, enquadrados na sua (deles) cultura.
Os relativistas, terão as dificuldades próprias do relativistão.
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Não há petiçoes para assinar??
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«Piscoiso Diz:
19 Março, 2008 às 10:53 am
Sofia, os chineses, decerto que não terão dificuldade em justificar os seus actos, enquadrados na sua (deles) cultura.
Os relativistas, terão as dificuldades próprias do relativistão.»
A questão, Piscoiso, é se não haverão valores absolutos – como a inviolabilidade da vida humana ou da própria dignidade do Homem. Os chineses podem tentar justificar o que por lá se passa com milénios de história e tradição, nós também “descendemos” de Talião… a questão é quando é que alguns Estados deixaram de compreender que são instrumentos e não finalidades. E agora vou parar senão daqui a pouco estou a falar de Kant ao que me parecem ser 7.00am (not a morning person!).
RR,
http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html
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Acho muito bem que o Tibete seja independente.
Mas deixem-se ser chato com um boa verdade que até gostava de ver alguma tentativa de ser refutada.
Se querem ser mesmo moralistas, todas as constituições têm de dar o direito formal de secessão/independência a todas as suas partes constituintes. Nenhuma Contituição pode ter a presunção de ser legitima e voluntária se não fôr possível presumir na forma, que as suas partes participam dela de forma voluntária.
Afinal, para quê deixar que este tipo de processos começem sempre por manifestações violentas de uma minoria, dezenas de anos de conflitos, recuos e avanços, etc? O único caminho juridicamente puro é o das constituições o estabelecerem.
PS: por falar nisso, Lincoln esmagou militarmente com centenas de milhares de mortos e uma ocupação mais o menos selvagem, o desejo dos Estados do Sul em serem independentes. Falemos de hipocrisia.
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Sobre os valores “inviolabilidade da vida humana ou da própria dignidade do Homem“, ainda falta arrumar a própria casa do Ocidente, para poder falar com autoridade sobre a casa dos outros.
A pena de morte e Guantanamo são exemplos disso.
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piscoiso Diz:
19 Março, 2008 às 12:06 pm
Tem toda a razão.
Mas faz-me lembrar aquelas pessoas que me dizem que não me posso preocupar com animaizinhos enquanto houver gente a sofrer.
Não percebo porquê. Se a solução de um problema necessariamente pela solução precedente do outro e eu consigo (infelizmente) preocupar-me com mais de uma coisa ao mesmo tempo.
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Um Tibete independente, já,
carregado de ogivas maricanas, já.
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Tibete ocupado sim com chinesises ogivais
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Não poderíamos mandar o Mário Soares para conversações?
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