Ministro como uma espécie de estagiário de gestor
10 Abril, 2008
Entre os ex-ministros que trabalham nas grandes empresas há apesar de tudo uma diferença. Há os que chegaram a ministro porque adquiriram experiência nas grandes empresas, tendo voltado às grandes empresas quando saíram do governo. E depois há os que adquiriram experiência quando se tornaram ministros e só depois é que entraram nas grandes empresas. Os primeiros tiveram um percurso gestor -> ministro -> gestor. Os segundos tiveram um percurso jota -> deputado -> secretário de estado -> ministro -> gestor.
9 comentários
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E quais sao esses? Os que adquiriram experiencia em empresas , foram para o governo e voltaram?
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Boa! Vejo muitas críticas a gente que vem da Goldman.Sachs, como se para lá fossem depois de estarem no governo, como desculpa para os que fazem o circuito em sentido contrário.
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Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
‘Qual a diferença entre Político e Ladrão ?
Chamou a atenção a resposta de um leitor:
‘Caro Millôr , após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que um eu escolho, o outro me escolhe.. Estou certo?’
Fábio Viltrakis, Santos-SP.
Eis a réplica do Millôr:
‘Pôxa, Viltrakis, você é um gênio.. Foi o único que conseguiu achar uma diferença! Parabéns!!!’
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“Os primeiros tiveram um percurso gestor -> ministro -> gestor. Os segundos tiveram um percurso jota -> deputado -> secretário de estado -> ministro -> gestor.”
Aqui também há uma diferença. Os primeiros voltam ao estado inicial; os segundos estão em pior situação: nunca mais voltam a jotas, coitados.
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“Os segundos tiveram um percurso jota -> deputado -> secretário de estado -> ministro -> gestor”
É exactamente este percurso que se tem de combater. Só vejo uma maneira de evitar este percurso: proibir a juventude de integrar o parlamento. Idade mínima para ser deputado – 35 anos.
(O percurso gestor -> ministro -> gestor, não tem nada de mal)
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Ah mas o sr. Coelho já tinha experiência nas obras públicas, graças à consultoria na Visabeira 😉 (cf: Jorge Coelho, perfil dum político discreto).
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Quem tem experiência a picar bilhetes é sempre apto para altos cargos!
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Vocês são uns chatos. Agora os políticos já não podem trabalhar, é? Toda a gente se queixa do carreirismo político e do facto de os políticos se agarrarem ao poder a vida inteira. Quando os políticos deixam o poder e começam a trabalhar toda a gente se insurge!
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Vá lá que o caso do Jorge Coelho nem é muito grave… pior é o do Armando Vara… o tal que foi “corrido” do governo por não saber gerir dinheiros públicos, tem uma promoção milagrosa de balconista a director da CGD e depois administrador, e na OPA PS ao BCP passa a administrador do maior banco privado português… essa é que é eça…
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