Leitura “obrigatória”
9 Maio, 2008
Filantropia, por Joaquim Sá Couto, uma interessante reflexão sobre os empresários, esses sacanóides que dão cabo do mundo.
8 comentários
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Filantropia, por Joaquim Sá Couto, uma interessante reflexão sobre os empresários, esses sacanóides que dão cabo do mundo.
Isso de arranjar um empresário e desculpar os outros empresários sacanas que destroem o mundo pela sua ganancia.
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Não tem nada a ver com o resto, mas aqui fica esta pérola:
“Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q
á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada
pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem ‘os
lesiades’, q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no
aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes
até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem
abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras
foi q ele h-xoce bué da rapido e só o ‘garra de lin-chao’ é q conceguiu
assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um
gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?
JC”
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sacanóide = semelhante a sacana
sacana = marginal ou lixo humano da politica
PQP
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A pérola foi escrita por um prof do sindicato
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Um empresário é um filantropo.
Bob Geldof é um «salvador profissional da humanidade».
blog Jantar das Quartas
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De facto, o texto é delirante. Segundo parece, a actividade filantrópica dos empresários, como a da Fundação do Bill gates, é mal vista por parte da nossa comunidade liberal. Parece que é uma guru que diz isso, uma tal Paterson. das coisas mais fantásticas que tenho lido.
“Se o principal objectivo de vida do filantropo, a razão da sua vida, for ajudar os outros, o seu bem último requer que os outros necessitem. A sua felicidade é o espelho da miséria dos outros.” E mais:
“Mas confronta-se com dois factos; primeiro: os competentes não precisam de ajuda e segundo: a maior parte das pessoas, se não estiverem pervertidas, não estão à espera, nem querem, que o humanista lhes venha fazer bem.”
Eu há muito tempo que não lia um texto tão perverso. A Fundação gates, o Banco Alimentar Contra a Fome, a AMI, etc, seriam então instituições perversas.
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Seguindo o mesmo tipo de raciocínio do autor do texto, a classificação de filantropo ou herói pode então ser estendida a qualquer pessoa, pois há sempre maneira de distorcer a realidade para a ver pelo prisma dele… 🙂
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Descontando o óbvio teor polemista de todo o argumento, não posso estar mais em desacordo. Ser empresário não é , nem nunca será, um acto de filantropia pela simples razão que ninguém cria uma empresa com o objectivo de ajudar os outros sem obter nada em troca, mas sim o de obter (e bem) o lucro derivado da sua actividade produtiva.
Obviamente que há mérito em criar empresas (eu próprio estou em processo inicial de criação de uma) pois se foram bem sucedidas criam riqueza e emprego e portanto são um bem para a comunidade, e eu não discordo com os dois pontos seguintes da argumentação. Agora chamar filantropia a algo, que, manifestamente não o é, é que eu considero um exagero. São coisas completamente diferentes, que nem sequer são passíveis de comparação. Aliás, basta olhar para a definição da palavra Filantropia…
“Filantropia é a ação continuada de doar dinheiro ou outros bens a favor de instituições ou pessoas que desenvolvam actividades de grande mérito social”
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