sexta-feira 13
13 Junho, 2008
No dia de Santo António, o “Não” leva vantagem na Irlanda:
Las urnas se han abierto esta mañana en Irlanda y por el momento arrojan signos muy preocupantes para el Tratado de Lisboa. Los primeros recuentos arrojan una victoria del “no” en prácticamente todas las circunscripciones. (El Mundo)

Porreiro, pá! 🙂
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Espero que os eurocratas levem uma lição
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Só más notícias para o Pinócrates.
Mas a verdadeira má notícia está aqui:
http://www.marktest.com/wap/a/p/id~e9.aspx
O PSD está quase a ultrapassar o PS nas intenções de voto. lololololololololol
Ó Pinócrates, ainda te faltam aguentar mais 15 meses, pá! Foi porreiro, pá. A festa está mesmo uma maravilha, pá!
INTERNEM-NO!
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“porreiro, pá!”
os burros “de carreira”
vem aí o fisco,cuidado com as cartêras
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A Alemanha porá fim à “balda”….do Sul da Europa!
Isso será o fim e o regresso do “Escudo” e das inflações de 15% a 30%.
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Referendo para quê? A grande maioria dos países europeus passou muito bem sem ele.
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E para os socretinos tomarem nota:
“Datas de recolha de informação
A recolha da informação decorreu entre os dias 19 e 26 de Maio de 2008.”
In http://www.marktest.com/wap/a/p/s~5/id~e9.aspx
O que quereá dizer que depois deste bloqueio, o PSD terá ultrapassado o PS nas intenções de voto.
Lembram-se do que dizia o PS na oposição? Que os resultados de opinião mostravam que o governo PSD/CDS não tinha legítimidade para tomar determinadas medidas, exigindo o bloqueio constitucional por parte do Sampaio?
Está a chegar a vossa vez. ehehehehehh
É o fim político do Pacóvio José Pinto de Sousa, vulgo, Pinócrates, o gatinho feroz. ahahahhaahha
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Na Irlanda?
E em Nyon, onde o Benfica espera a coroação da tramóia?
“O Comité de Apelo da UEFA anulou esta sexta-feira a decisão da Comissão Disciplinar do organismo de não admitir o F.C. Porto na Liga dos Campeões.”
http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=962205&div_id=1304
E então a tramóia benfiquista resulta em zero, o Vieira vai bufar que não há direito, que não andou a movimentar céus e terra, a contratar romancistas e guionistas em vão, a pôr no terreno a morgada e polícias, além de magistrados doentes da galinha, pra nada, com o caso tornado assim à estaca zero, cum carago!
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Os irlandeses fazem muito bem, mas nada acontecerá com o projecto europeu. Os povos da Europa estão domesticados, os burocratas e políticos tem as costas quentes e a elite que está por detrás da construção desta ditadura controla os media e os bancos. Lembram dos referendos ao Tratado Constitucional?
Um dia, quando os povos da Europa acordarem sob uma ditadura brutal, lembrarão da estupidez da actual geração que aceitou a imposição do pior e mais inteligente imperialismo já alguma vez criado, mas provavelmente neste dia já será tarde demais.
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Para mim, celebram-se hoje 120 anos de Pessoa:
Gosto do céu porque não creio que seja infinito.
Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?
Não creio no infinito, não creio na eternidade.
Creio que o espaço começa algures e algures acaba
E que longe e atrás disso há absolutamente nada.
Creio que o tempo tem um princípio e terá um fim,
E que antes e depois disso não havia tempo.
Porque há-de ser isto falso? Falso é falar de infinitos
Como se soubéssemos o que só de ver podemos entender.
Não: tudo é uma quantidade de coisas.
Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é coisas.
Caeiro
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A minha sexta-feira 13
HOJE, CÁ TEMOS mais uma sexta-feira-13 e eu, que não sou supersticioso, fico de-pé-atrás. E não é caso para menos, como adiante se verá.
Quando, na última sexta-feira 13, o despertador me fez saltar da cama, nunca pensei que o meu dia viesse a ser diferente de outro qualquer.
Mas a breve trecho me apercebi de que estava equivocado, pois logo que tentei abrir a torneira da água quente fiquei com ela na mão. Essa partida do destino acabou por me sair cara, pois o meu vizinho José, canalizador, levou-me coiro e cabelo para – por especial deferência, segundo me fez saber – ma vir compor antes do pequeno-almoço.
Pouco depois, foi a vez do meu carro não querer pegar, e já sei que vem a caminho a correspondente despesa que terei de pagar ao Francisco, mecânico.
Ora como, entretanto, se fizera tarde, acabei por ter de pedir ao Manuel, taxista (também meu vizinho), que me levasse ao emprego – e mais uma vez a brincadeira me saiu cara devido ao trânsito infernal a que, com o atraso, já não me consegui furtar.
O meu dia prosseguiu com peripécias de igual jaez, e ainda incluiu um vírus de computador que me valeu mais uma verba gorda que foi direitinha para os bolsos do João-dos-bits.
Quando, ao fim do dia, me apercebi de que o fogão também se avariara, já não estranhei, mas também não quis saber de mais nada: saí porta-fora, e fui jantar ao restaurantezito que há aqui mesmo em frente.
Assim que me sentei, a patroa, vendo o meu ar nervoso, perguntou-me o que é que se passava comigo. Limitei-me a dizer-lhe, sem entrar em grandes pormenores, que o meu dia fora uma sucessão de desgraças alternando com azares – e foi nessa altura que ela me recordou, rindo, que era sexta-feira-13.
– Mas olhe que não correu mal a toda a gente… – comentou ainda, sem perder o sorriso que lhe animava os lábios.
E apontou-me para uma mesa onde um grupo de pândegos brindava à boa-sorte.
Adivinharam:
Lá estava o José-canalizador, o Francisco-mecânico, o Manuel-taxista, o João-dos-bits…
Ah! E também o Chico-carteirista que, pelos vistos, foi o filho-da-mãe que…
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Não é grave se a Irlanda ficar de fora. Acho que não passa pela cabeça de ninguém parar o processo por causa de meia dúzia de irlandeses.
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Muito bem Piscoiso.
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
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Um grande LOL ao comentário 11.
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“Los primeros recuentos arrojan una victoria del “no” ”
Se Arroja não confiem…
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Ajude-me lá a colmatar a minha ignorância, Nuspirit, essa também é do A. Caeiro ou é do A. Campos?
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Tabacaria
Álvaro de Campos
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Nuspirit 12.
É pá! Nem a brincar. Isso não era porreiro, pá. Caía a máscara do porreiro e a malta toda via a terrível face (cheia de pústulas) da anti-democracia europeísta. Os malvados vão lá chegar, mas com a máscara porreira posta, ainda que com a tinta já a estalar.
Os povos, os pequeninos não têm hipótese nenhuma, como já dizia o padre António Vieira. Vejam este belo postal:
http://aimagemdapaisagem.nireblog.com/post/2008/06/12/140-vespera-de-santo-antonio
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“Arrojan”? Isto tem dedo do professor… 🙂
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Fui agradecer à Irlanda e aos Irlandeses por serem a nossa voz, comentando todos os posts que encontrei referentes ao tratado de Lisboa em blogs desse país.
Acho verdadeiramente que é caso para estar muito agradecido.
Sugiro que façam o mesmo
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